CCOMGEX distribui viaturas CC2 U Mv ao 9º Grupamento Logístico e ao 47º Batalhão de Infantaria dentro do SISFRON; capacitação para a versão Grande Unidade foi realizada em junho
*LRCA Defense Consulting - 25/07/2026
O Exército Brasileiro, por meio do Comando de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (CCOMGEX), entregou, em 22 de julho, dois Centros de Comando e Controle de Unidade Móvel (CC2 U Mv) ao 9º Grupamento Logístico e ao 47º Batalhão de Infantaria. A distribuição das viaturas ocorreu no âmbito dos Projetos de Sensoriamento e Apoio à Decisão (Pjt SAD), inseridos no Programa Estratégico do Exército Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (SISFRON), com o objetivo declarado de ampliar a mobilidade, a integração e a eficiência das operações de Comando e Controle (C²) ao longo da faixa de fronteira terrestre do País.
De concepção nacional, o CC2 U Mv foi projetado para aumentar a flexibilidade e o potencial de C² nas operações militares, reunindo recursos de tecnologia da informação e comunicações que garantem desempenho de processamento, conectividade, integração e segurança da informação. Segundo o CCOMGEX, a viatura contribui para a construção da consciência situacional e para o apoio à tomada de decisão, permitindo que os comandantes atuem de forma coordenada em operações de rotina e em situações críticas. As duas unidades recém-entregues serão empregadas em ações de apoio às operações terrestres e nas atividades de monitoramento e controle da faixa de fronteira.
Quem fabricou as
viaturas
Os comunicados oficiais do Exército atribuem o desenvolvimento do CC2 U
Mv, de forma genérica, à “Base Industrial de Defesa”, sem citar nominalmente a
empresa responsável. Reportagens institucionais e especializadas publicadas
desde dezembro de 2025, porém, identificam a Embraer Defesa & Segurança
(EDS) como a integradora responsável pela série de Centros de Comando e
Controle Móvel (CC2) entregue ao Exército dentro da Fase 2 do SISFRON (Pjt SAD
2). A companhia entregou as quatro primeiras unidades de um lote de 15 viaturas
CC2 ao final de novembro de 2025 e, segundo informações institucionais, já
ultrapassou a marca de 50 soluções veiculares fornecidas ao programa, entre
viaturas de comunicações, postos de comando e os próprios centros móveis.
Na conversão das Viaturas de Transporte Não Especializadas (VTNE) em
Viaturas de Transporte Especializadas de Comunicações (VTE Com), tipo nós de
acesso e postos de comando, a Embraer Defesa subcontrata a empresa RF Com Ltda,
sediada em São José dos Campos (SP), conforme registrado pelo Escritório de
Projetos do SISFRON em visita técnica realizada em março de 2025.
Como é composto o
sistema
O Centro de Comando e Controle Móvel (CC² Mv), na configuração empregada
para grandes unidades, é constituído por três viaturas integradas:
“Autoridades”, “Células” e “Apoio de TI”, cada uma projetada para desempenhar
funções específicas dentro do conjunto. Juntas, as três estruturas sustentam o
fluxo de informações necessário à construção e à manutenção da consciência
situacional em cenários que exigem rapidez de resposta e integração
tecnológica, reunindo recursos de comunicações e de tecnologia da informação
para atuação em diferentes teatros de operação.
Capacitação para
operação
Em junho, o CCOMGEX, por meio do Pjt SAD, promoveu em Brasília a
capacitação de militares do Batalhão de Comando e Controle (BC²) para a
operação do CC² Mv na configuração Grande Unidade. A instrução, direcionada ao
aprofundamento sobre a estrutura e as funcionalidades da plataforma, abordou o
funcionamento integrado das três viaturas e o emprego dos recursos tecnológicos
na comunicação entre as tropas em campo e os diferentes níveis de comando.
Segundo o Exército, a preparação dos militares contribuirá para o emprego
eficiente dos sistemas de C² e para a ampliação da consciência situacional das
unidades.
Contexto do
programa
A incorporação dos CC2 U Mv e do CC² Mv Grande Unidade integra o ciclo
de modernização conduzido pelos projetos SAD/SISFRON, que envolvem a
implantação de sensores, sistemas de vigilância, comunicações e infraestrutura
de tecnologia da informação ao longo dos mais de 16 mil quilômetros de
fronteira terrestre do País. A capacitação de junho também foi enquadrada, pelo
próprio Exército, no processo de transformação da Força e no desenho da Força
40. Para o Exército, o desenvolvimento da solução pela base industrial de
defesa nacional evidencia a capacidade da indústria brasileira de fornecer
tecnologias críticas para a modernização das Forças Armadas, reduzindo a
dependência de equipamentos estrangeiros.



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