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21 novembro, 2021

Coisas reais que são feitas com grafeno


*LRCA Defense Consulting - 21/11/2021

Nesta primeira matéria sobre algumas das "Coisas reais que são feitas com grafeno", esta Consultoria traz o interessante vídeo produzido por Pedro Cipoli para o portal Canaltech, que assim o apresentou:

"Material revolucionário, produto do futuro, ótimo condutor de eletricidade, mais forte que o aço. Você provavelmente já deve ter ouvido todos esses adjetivos quando se fala sobre o grafeno, e a essas qualidades ainda é possível acrescentar leveza, transparência e flexibilidade.

Diante de tantos atributos, a indústria já começou a desenvolver equipamentos feitos exclusivamente de grafeno. De materiais esportivos a roupas futuristas, quase tudo pode se fabricado com esse material formado por átomos de carbono. Neste vídeo, você conhece alguns produtos incríveis que já estão por aí, usufruindo de toda a versatilidade do grafeno."

Em uma próxima oportunidade, serão apresentadas algumas das aplicações do grafeno na Indústria de Defesa, tais como no desenvolvimento de novas armas, aeronaves e outras.



22 setembro, 2021

Seminário de Grafeno: palestra sobre aplicação em blindagem eletromagnética para a indústria militar


*LRCA Defense Consulting - 22/09/2021

O Projeto MGgrafeno, parceria entre CODEMGE, UFMG e CDTN, irá apresentar à comunidade o evento "Seminário de Grafeno 2021: Avanços e Desafios da Produção, Caracterização e Aplicações de Grafenos", mostrando os avanços obtidos pelo projeto na área de produção, caracterização e aplicação de grafeno, além de promover um amplo debate em torno da cadeia industrial de grafeno.

Neste evento, participarão empresas, ICT’s e órgãos governamentais envolvidos com o desenvolvimento dessa nova cadeia produtiva nacional para apresentar e discutir as ações que estão sendo executadas para alavancar o setor de grafeno.

A Capitão do Exército Clara Luz de Souza Santos, professora do Instituto Militar de Engenharia, participará da atividade  com a palestra "Nanocompósitos com Aplicação em Blindagem Eletromagnética para Indústria Militar" no dia 05 de outubro. 

A palestra fará parte do painel "Pesquisa & Desenvolvimento na Área de Grafeno", que ocorrerá de 14h40 às 18h, horário de Brasília.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo link: https://lnkd.in/evTtrRqu

Acesse a programação completa em: https://lnkd.in/dKKPp47t


 
Sobre a Capitão Clara Luz de Souza Santos

Conquistou o 1º lugar na graduação em Engenharia Metalúrgica e de Materiais pelo Instituto Militar de Engenharia - IME (2012), com ênfase nas áreas de ressonância magnética nuclear, química de coordenação, simulação de sequências de pulsos em RMN, tecnologia de vácuo e filmes finos antirefletores na faixa do infravermelho.

Após sua formação, foi professora colaboradora do IME nas disciplinas de Metalurgia dos Materiais não Ferrosos e Metalurgia Física dos Materiais não Ferrosos (2013 - 2014). No período de 2013 a 2017 atuou como engenheira do setor de pesquisa e desenvolvimento de equipamentos rádio militares e seus acessórios na Fábrica de Material de Comunicações e Eletrônica - Indústria de Material Bélico do Brasil. No exercício dessa função, adquiriu ampla experiência em projetos de componentes mecânicos e, quando necessário, de suas matrizes para injeção.

De forma a viabilizar a prototipagem em tempo hábil de todos os produtos da filial, foi idealizadora do Laboratório de Prototipagem da Divisão de Engenharia onde concentrou uma linha para fabricação de placas eletrônicas, um mini centro de usinagem de quatro eixos, e duas impressoras 3D. Desenvolveu processo de prototipação de moldes funcionais para microinjeção utilizando peças impressas que permitiu a fabricação em tempo recorde de mais de cinquenta moldes e matrizes, viabilizando diversos produtos. Ainda como engenheira de produtos, atuou na área de seleção de materiais, tratamentos superficiais e pintura de forma a permitir o robustecimento necessário para a aplicação de produtos militares, em conformidade com as regulamentações específicas.

No seu período de atuação da indústria, dedicou-se a incorporar e aperfeiçoar processos de fabricação, montagem e controle de qualidade nas Divisões de Produção. Seus esforços culminaram em sua nomeação como Chefe da Seção de Engenharia de Processos, onde pode propor e implantar fluxos de trabalho nas etapas de desenvolvimento e fabricação dos produtos. Participou ativamente da revisão do sistema de custeio da fábrica, além de trabalhar na implantação do Sistema de Gerenciamento de Chão de Fábrica para controle em tempo real das atividades de fabricação e de sua documentação técnica pertinente. Atuou também na especificação e incorporação de novos processos de fabricação, montagem e qualidade.

Aplicando conceitos da indústria 4.0 e Lean Manufacture, entre 2016 e 2017, liderou a equipe de projeto e planejamento da nova planta da IMBEL/FMCE, de forma a permitir a construção de uma nova fábrica que atendesse as necessidades de fluxo de processo atual e suas perspectivas de crescimento sendo as obras iniciadas em 2018 e com previsão de finalização em 2020.

Devido a sua grande vontade em atuar na área de formação de recursos humanos, retornou ao ambiente acadêmico e iniciou o curso de mestrado em Ciência dos Materiais no IME no início de 2018, sendo o mesmo convertido para o doutorado direto sem defesa de dissertação no final de 2019 (doutorado direto).

Atualmente, faz parte do corpo docente da Seção de Ensino em Engenharia de Materiais (SE8) do IME.


21 agosto, 2021

Mais grafeno em menos tempo: MGgrafeno quadruplica produção com otimização de processo

Planta do Projeto MGgrafeno – Crédito: Eugenio Sávio

 
*LRCA Defense Consulting - 21/08/2021 (via Codemge)

O Projeto MGgrafeno, iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge) em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e o Centro de Desenvolvimento da Tecnologia Nuclear (CDTN), alcançou a marca de 1,25 tonelada∕ano de capacidade produtiva de grafeno, a partir de uma otimização de processos implantada em agosto. A melhoria permitiu quadruplicar a produção (a capacidade anterior era de 300 kg∕ano) e reduzir em quatro vezes o tempo de conversão do grafite para grafeno, sem custo adicional.

O grafeno do projeto é obtido por meio da esfoliação química do grafite. A otimização consistiu no ajuste de parâmetros do processo, tais como concentração de grafite, força, tempo de cisalhamento, entre outros. Os trabalhos foram conduzidos na planta do MGgrafeno, a primeira unidade de produção de grafeno do Brasil com tecnologia 100% nacional, localizada em Belo Horizonte, no CDTN.

O físico Flávio Plentz, do Departamento de Física da UFMG e coordenador de produção do projeto, esclarece que a otimização e os resultados alcançados atestam um dos diferenciais do MGgrafeno e que lhe confere vantagem competitiva. “Demonstram que a tecnologia que desenvolvemos é profundamente compreendida nos seus aspectos técnicos pela equipe. Comprovam ainda a importância da decisão da Codemge de desenvolver tecnologia própria”, explica.  

Ainda segundo Plentz, uma segunda etapa de otimizações já está em andamento. “São aperfeiçoamentos nos processos de acabamento e separação de produto (grafeno, nanoplacas, nanografite). Temos a expectativa de reduzir ainda mais o tempo de produção e obter grafeno em qualidades superiores às que já produzimos”, diz. Um dos pesquisadores responsáveis pela otimização, o químico Rodrigo Altoé, salienta que a busca pelo aperfeiçoamento dos processos é contínua. “Encontramos um caminho e ainda não o exploramos por completo. Por exemplo, até que ponto nós conseguimos manter a qualidade alterando os parâmetros?”, afirma.

Testes
Altoé relata que a otimização que está sendo executada agora vem de longa data. “Fizemos testes desde 2017. A equipe continuou estudando o assunto e tínhamos um plano de trabalho para 2019∕2020, mas que precisou ser interrompido devido a obras e a pandemia”, conta.

A demanda partiu da Codemge, como explica Plentz. “Buscamos dar uma resposta à demanda pelo aumento da produtividade sem aumento da planta. Este foi um primeiro resultado. Há muitos aspectos de produção a serem trabalhados. Não vamos parar por aí”, afirma.  

Os testes em 2021 começaram em junho, com redução do tempo de conversão em 50%. Em julho, em uma segunda campanha de ensaios, obteve-se a última diminuição, atingindo o tempo de conversão 4,8 vezes menor.

Investidores
O Projeto MGgrafeno conta com diversos parceiros no desenvolvimento de aplicações industriais e agora também abre as portas para investidores interessados na operação do empreendimento.

O presidente da Codemge Thiago Toscano destaca as oportunidades comerciais que a iniciativa oferece. “O grafeno é um negócio de futuro, com amplas possibilidades. O projeto possui uma equipe experiente, com processos maduros e um produto de atestada qualidade, garantindo todo o suporte e segurança ao investidor”, diz Toscano.

O chamamento público para investidores, assim como a modalidade de alienação, será anunciado até outubro deste ano. As informações serão disponibilizadas no site da Codemge.

Empresas interessadas no desenvolvimento de aplicações com grafeno ou no investimento para a fase industrial podem entrar em contato através do e-mail codemge@codemge.com.br.

MGgrafeno
Criado em 2016, o Projeto MGgrafeno visa o desenvolvimento de tecnologia 100% nacional de produção de grafeno, além de aplicações industriais, em parceria com o setor privado. O processo de produção elaborado pelo projeto, a partir da esfoliação química do grafite natural, é reprodutível, escalável e com custo baixo. Todo o resíduo gerado é reutilizado ou reciclado, o ar é monitorado e toda água retorna ao ciclo, tornando a planta segura e sustentável.

Trabalham no MGgrafeno 56 profissionais, sendo 18 doutores e oito mestres, entre químicos, físicos, biólogos e engenheiros.

Três tipos de produtos são desenvolvidos no projeto: grafeno de poucas camadas (1 a 5 camadas, centrada em 2); nanoplacas de grafeno (6 a 10 camadas, centrada em 6); nanografite – material com pelo menos uma dimensão em escala nanométrica. Cada produto tem aplicações específicas. Além da produção de grafeno em escala, o projeto já testou e demonstrou mais de 20 aplicações e materiais, com diversos parceiros empresariais.

Em 2021, o projeto foi destaque no estudo “Panorama Tecnológico Grafeno”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), que aborda o material, os desafios da indústria e o contexto brasileiro.

Outras informações podem ser obtidas no site: www.mggrafeno.com.br.

Codemge
A Codemge é uma empresa estatal, integrante da administração pública indireta do estado de Minas Gerais, organizada sob a forma de sociedade por ações. Tem como missão contribuir para o desenvolvimento de Minas Gerais, estimulando um ambiente de eficiência, simplificação e sustentabilidade, gerando valor para o estado. Integrante do Grupo Codemge, do qual a Codemig faz parte, a Companhia é responsável por diversos ativos econômicos, em várias frentes de atuação, enquanto a Codemig se dedica ao nióbio.

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