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10 maio, 2026

Super Tucano: o guardião do céu paraguaio

Como a nova frota de aeronaves de ataque leve da Embraer está redesenhando as rotas do narcotráfico e restaurando a soberania aérea do Paraguai após 38 anos de vulnerabilidade


*LRCA Defense Consulting - 10/05/2026

Por décadas, o Paraguai foi descrito como um buraco negro no mapa da vigilância aérea sul-americana. Enquanto países vizinhos mantinham radares e aeronaves de patrulha, o espaço aéreo paraguaio, especialmente nas regiões de fronteira com Brasil e Bolívia, permanecia praticamente sem controle. Organizações criminosas como o PCC (Primeiro Comando da Capital) e redes colombianas de tráfico de cocaína transformaram o território guarani em corredor privilegiado para voos clandestinos carregados de drogas.

Tudo isso começou a mudar em junho de 2025, quando o presidente Santiago Peña recebeu os primeiros quatro caças A-29 Super Tucano adquiridos da Embraer por um contrato total de US$ 105 milhões. Era a primeira compra de aeronaves militares ofensivas pelo país em 38 anos. "Por muito tempo o território esteve carente de defesa e segurança", afirmou Peña durante a cerimônia de entrega, reconhecendo abertamente a vulnerabilidade histórica do país.

"Desde que os Super Tucanos realizaram suas primeiras incursões, especialistas confirmam que o narcotráfico mudou de atitude." — General Óscar González, Ministro da Defesa do Paraguai, maio de 2026

Uma virada histórica: a linha do tempo

  • 1987: Paraguai adquire seus últimos aviões Tucano (versão T-27) do Brasil. Por quase quatro décadas, nenhuma renovação relevante acontece na frota de combate da Força Aérea Paraguaia.

  • 2024: o governo Peña fecha contrato com a Embraer para a compra de seis unidades do A-29 Super Tucano, no valor de aproximadamente US$ 105 milhões. Paralelamente, é assinado um contrato de US$ 45 milhões com os EUA para aquisição de radares Northrop Grumman AN/TPS-78 via sistema FMS (Foreign Military Sales).

  • Junho de 2025: os quatro primeiros Super Tucanos chegam ao Paraguai em solenidade na Primeira Brigada Aérea, em Luque. O comandante da FAP, general Julio Fullaondo, declara que o Paraguai era "o único país da região com o espaço aéreo livre de controle".

  • 31 de Janeiro de 2026: primeira grande operação de destaque: um Super Tucano detecta e intercepta uma Cessna 206 boliviana (matrícula falsa CP-298) em voo irregular na região de Concepción. A aeronave cruza a fronteira e faz pouso forçado em Porto Murtinho (Mato Grosso do Sul, Brasil). Cerca de 450 kg de cocaína são apreendidos.

  • Março de 2026: a FAP participa de exercícios multinacionais com outras forças aéreas da região, marcando sua reintegração ao cenário de defesa coletiva sul-americana com os novos caças.

  • Agosto de 2026 (previsto): chegada das duas últimas unidades do contrato, completando a frota de seis Super Tucanos. A entrega foi adiada por atraso na linha de produção de um fornecedor da Embraer. 

Narcotráfico muda de rota e de modal
O impacto mais significativo dos Super Tucanos, segundo o ministro da Defesa, general Óscar González, não está apenas nas apreensões registradas, mas em algo mais difícil de quantificar: a mudança de comportamento do crime organizado. Em entrevista ao programa "Código 650" da rádio La Tribu, em maio de 2026, González revelou que as organizações criminosas abandonaram suas rotas aéreas tradicionais e passaram a adotar táticas de maior risco, incluindo o uso de helicópteros de baixa altitude para tentar escapar da vigilância dos radares móveis implantados pela FAP.

"Desde que os Super Tucanos realizaram suas primeiras incursões, especialistas confirmam que o narcotráfico mudou de atitude", afirmou o ministro. Como evidência contundente desse novo cenário, González citou o caso do helicóptero encontrado capotado em zona boscosa da região norte do país, os criminosos tentaram enterrar tanto a aeronave quanto o piloto morto para eliminar provas de sua atividade ilícita. Em maio de 2026, a Polícia Nacional confirmou o achado de uma aeronave do tipo nessa condição em Bahía Negra, departamento de Alto Paraguay.

Por que o Super Tucano é eficaz contra o narcotráfico aéreo?

  • Opera a partir de pistas semipavimentadas de apenas 900 metros, ideal para bases avançadas em regiões remotas de fronteira
  • Baixa assinatura visual e acústica, dificultando sua detecção por pilotos narco
  • Sistema de câmeras e reconhecimento em tempo real, com transmissão para centros de comando
  • Capacidade de interceptação noturna, cobrindo período preferido pelos traficantes
  • Raio de combate de 550 km a partir das bases paraguaias cobre toda a faixa de fronteira estratégica
  • Integração com redes de radar móvel para resposta rápida após detecção

 

Controlar o controlador: tecnologia contra a corrupção interna
Além do impacto externo sobre o narcotráfico, o ministro González destacou que a modernização tecnológica também está sendo utilizada para sanear as próprias forças de segurança. Na Prefeitura Geral Naval, foi instalado um Centro de Comando e Controle que permite monitorar agentes em tempo real, o que reduziu drasticamente ocorrências irregulares como o contrabando de combustível praticado pelos próprios efetivos.

"Com a tecnologia se controla o controlador; agora se vê tudo", resumiu González com a frase que viralizou nos meios de comunicação paraguaios. A vigilância permanente tornou o esquema de "fazer vista grossa" muito mais difícil de ser mantido.

Outro avanço citado pelo ministro foi a regulamentação da Lei de Armas após 14 anos de inação legislativa. Com a nova regulamentação, a Direção de Material Bélico (Dimabel) passou a ter rastreabilidade absoluta de armas e explosivos. "Hoje cai uma arma nas mãos do crime organizado e em segundos sabemos quem a comprou, em que casa e qual é sua origem. Já não há como dizer 'eu não sei'", explicou González.

Radares: o elo que ainda falta
O Paraguai aguarda a chegada do radar de grande alcance Northrop Grumman AN/TPS-78 adquirido dos Estados Unidos por US$ 45 milhões via FMS. O prazo de entrega é de 30 meses a partir da assinatura do contrato, em janeiro de 2025, o que situa a operacionalidade plena do sistema por volta do início de 2028. Até lá, o país opera com radares móveis táticos, cuja agilidade de desdobramento é, por si só, um fator dissuasivo. Dois radares da série Elta ELM/2106NG que estavam fora de serviço também serão reformados em Israel.

Cooperação bilateral com a Argentina
Outro frente de atuação relevante é a colaboração estreita com a Prefeitura Naval da Argentina, que permitiu recentemente desmantelar passagens clandestinas e apreender carregamentos de fentanil nas zonas de fronteira mais permeáveis do país. Esta cooperação binacional é considerada peça-chave para frear o ingresso de opioides e o tráfico de armas, dois problemas que cresceram em paralelo à consolidação das rotas de cocaína. O fentanil, droga sintética que provocou epidemia devastadora nos EUA, começa a ser monitorado com atenção crescente no Cone Sul.

O A-29 na América Latina: uma aeronave para a era do crime organizado
O Paraguai é apenas o mais recente de uma série de países latino-americanos que recorreram ao A-29 Super Tucano como ferramenta central de suas políticas antidrogas aéreas. Colômbia, Equador, República Dominicana e Honduras já operam a aeronave em missões semelhantes. A Força Aérea Brasileira, pioneira no programa, mantém esquadrões de Super Tucano especificamente posicionados para cobrir as fronteiras com Venezuela, Bolívia e Paraguai, onde os fluxos de cocaína são mais intensos.

A aeronave foi projetada desde o início para operar nesse ambiente. Com detectabilidade reduzida, capacidade de voo noturno e sistema de armas preciso, o A-29 representa a convergência entre custo operacional acessível e eficácia em missões de patrulha e interdição. "É a melhor aeronave em sua categoria no mundo. Fazem parte da Força Aérea em 20 países, incluindo os Estados Unidos", explicou o historiador e especialista em aeronáutica Antonio Sapienza quando da chegada dos primeiros aparelhos ao Paraguai, em junho de 2025.

Com mais de 600.000 horas de voo acumuladas globalmente e presença confirmada em 22 forças aéreas, o Super Tucano acumula um histórico de combate real que vai do Afeganistão ao Mali e à Colômbia. Para o Paraguai, um país que havia ficado 38 anos sem adquirir aeronave militar ofensiva, a incorporação do A-29 representa não apenas uma atualização tecnológica, mas uma declaração política de que o Estado pretende recuperar o controle do seu próprio território.

"Paraguay era o único país da região que estava com o espaço aéreo livre de controle." General Julio Fullaondo, Comandante da Força Aérea Paraguaia, junho de 2025

Soberania aérea como política de estado
A trajetória dos Super Tucanos paraguaios nos primeiros meses de operação revela uma lição mais ampla sobre o combate ao narcotráfico transnacional: a dissuasão tecnológica pode ser tão eficaz quanto a repressão direta. Ao fazer com que os traficantes mudem de rota, aumentem seus custos logísticos e recorram a métodos mais arriscados, e mais detectáveis, a presença das aeronaves desgasta as redes criminosas mesmo quando não há confronto direto.

Os desafios, contudo, permanecem consideráveis. O radar de longo alcance ainda não chegou. Dois dos seis Super Tucanos contratados só serão entregues em agosto de 2026. A fronteira com o Brasil e a Bolívia é extensa, fragmentada e porosa. O PCC e outras organizações têm recursos para se adaptar rapidamente. E a corrupção institucional, combatida agora pela vigilância tecnológica interna, foi construída ao longo de décadas.

Ainda assim, o sinal enviado pelo helicóptero enterrado na mata do norte paraguaio é inequívoco: pela primeira vez em muito tempo, o céu do Paraguai tem dono... e os criminosos sabem disso.

18 dezembro, 2025

Paraguai certifica avião agrícola da Embraer e abre mercado latino-americano para o Ipanema

Aviação agrícola brasileira dá passo estratégico na América Latina com homologação da aeronave movida a etanol pela autoridade paraguaia 


*LRCA Defense Consulting - 18/12/2025

O avião agrícola Ipanema 203, da fabricante brasileira Embraer, recebeu certificação da Direção Nacional de Aeronáutica Civil do Paraguai, abrindo portas para operações no país vizinho. A homologação representa um marco na trajetória da aeronave, que já possui mais de 1.700 unidades entregues no mercado brasileiro, onde detém cerca de 60% de participação no segmento.

"A certificação DINAC é um marco importante na história de sucesso da Ipanema. Ela marca o início da nossa expansão para mercados estratégicos que buscam alta produtividade, eficiência, baixo custo operacional e sustentabilidade no setor", afirmou Sany Onofre, líder de Aviação Agrícola da Embraer.

Primeira entrega internacional já foi realizada
A Synerjet, empresa líder em soluções de aviação e representante de aeronaves, já entregou a primeira unidade do Ipanema EMB 203 no Paraguai em novembro de 2025. A cerimônia contou com a presença de autoridades aeroportuárias paraguaias, marcando oficialmente a chegada do novo modelo ao setor de aviação agrícola do país.

Mateus Dallacqua, diretor de Vendas e Inovação da Synerjet, demonstrou otimismo com os próximos passos: "Estamos muito contentes com esta entrega no Paraguai e confiantes de que outras virão em breve. Os mercados do Uruguai e da Argentina também estão no nosso radar para a aviação agrícola".

Mercado paraguaio oferece grande potencial
O Paraguai desponta como um dos principais polos agrícolas da região, com destaque para a produção de soja, milho, arroz e farelo de soja. A cadeia da soja, especialmente, tem papel central na economia local. No ciclo 2023/24, as oito principais culturas do país registraram uma colheita expressiva, impulsionadas pelo aumento da produtividade de cereais. O setor agrícola responde por cerca de 12% do Produto Interno Bruto paraguaio.

Com essa certificação, os operadores e empresas agrícolas paraguaias agora têm acesso a uma solução adicional de pulverização, com suporte de uma equipe dedicada a atender os futuros clientes no país.

Tecnologia e sustentabilidade como diferenciais
O Ipanema 203, movido a etanol, pode pulverizar mais de 200 hectares por hora, com uma eficiência equivalente a quatro grandes pulverizadores terrestres operando simultaneamente. A aeronave garante aplicação de altíssima qualidade, sem compactar o solo ou disseminar pragas por contato, gerando um aumento de até 15 sacas por hectare.

Desde a certificação do modelo movido a etanol em 2004, o Ipanema já evitou a emissão de mais de 28 milhões de toneladas de CO2, uma média de 1,4 milhão de toneladas por ano. A aeronave é a primeira e única do mundo produzida em série certificada para voar com biocombustível.

A envergadura de asa do Ipanema 203 permite uma faixa de deposição de até 24 metros, dado comprovado em testes realizados pelo departamento de engenharia rural da FCA/UNESP. Equipada com motor Lycoming de 320 HP e seis cilindros operando a 2.700 RPM, a aeronave possui hopper (compartimento de agrotóxicos) com capacidade de 1.050 litros.

Crescimento esperado para os próximos anos
A Embraer projeta manter a média de 60 a 70 unidades por ano em 2025, com expectativa de crescimento gradual. A meta da fabricante é chegar ao patamar de 100 aeronaves anuais nos próximos cinco anos. A fábrica de Botucatu, em São Paulo, onde o Ipanema é produzido, emprega mais de 1.800 pessoas.

Recentemente, a Embraer celebrou a entrega da unidade 1.700 do avião agrícola Ipanema, que será utilizada na pulverização de diversas culturas por um cliente na cidade de Imperatriz, Maranhão. Com mais de 180 unidades entregues nos últimos três anos, o avião segue sendo a preferência dos operadores brasileiros.

A expansão para o Paraguai representa o primeiro passo de uma estratégia mais ampla de internacionalização da aviação agrícola brasileira na América Latina, com Uruguai e Argentina já no radar da Embraer para os próximos movimentos.

30 junho, 2025

Embraer entrega quatro aeronaves A-29 Super Tucano à Força Aérea Paraguaia

 


*LRCA Defense Consulting - 30/06/2025

A Embraer, uma das líderes globais na indústria aeroespacial, entregou hoje quatro aeronaves A-29 Super Tucano à Força Aérea Paraguaia. A cerimônia, realizada na Base Aérea Silvio Pettirossi, próxima à capital, Assunção, contou com a presença do Presidente do Paraguai, Santiago Peña, do Vice-Presidente Pedro Alliana, do Ministro da Defesa Nacional, General Ej. (SR) Óscar González, do General-de-Brigada do Ar Júlio Fullaondo, Comandante da Força Aérea Paraguaia, e de outras autoridades militares e civis.

"A chegada dessas aeronaves representa muito mais do que um acréscimo logístico: é um passo firme rumo à modernização de nossas capacidades operacionais. Os A-29 Super Tucanos, equipados com tecnologia de ponta, aumentam nossa eficácia na execução de missões de vigilância do espaço aéreo e fornecem uma resposta oportuna aos desafios emergentes. Este esforço é um exemplo claro de nossa visão de futuro e nosso compromisso com a modernização de nossas capacidades. Além disso, esta adição à nossa frota de aeronaves representa a aquisição de defesa mais importante dos últimos 38 anos; os A-29 entregues ao Paraguai são os mais modernos do gênero no mundo. Cabe ressaltar que essas ações não devem ser consideradas uma despesa, mas sim um investimento para garantir a segurança, a soberania nacional e o desenvolvimento sustentável", afirma o General-de-Brigada Júlio Fullaondo, Comandante da Força Aérea Paraguaia.

"Temos a satisfação de entregar as quatro primeiras aeronaves A-29 Super Tucano, de um total de seis unidades, para a Força Aérea Paraguaia. A aeronave é referência no mercado internacional por sua versatilidade, flexibilidade operacional e agilidade em diversos tipos de missões, incluindo ataque leve e treinamento avançado, e estamos confiantes de que atenderá às necessidades atuais e futuras da Força Aérea Paraguaia (FAP)", disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

Para forças aéreas que buscam aeronaves flexíveis, comprovadas em combate e com excelente custo-benefício, o A-29 Super Tucano é a melhor escolha. O A-29 oferece uma ampla gama de missões, como Treinamento Avançado de Pilotos, CAS, Patrulha Aérea, Interdição Aérea, Treinamento JTAC, ISR Armado, Vigilância de Fronteiras, Reconhecimento e Escolta Aérea.

O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz em sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. Sua capacidade é ainda mais aprimorada por sistemas aviônicos avançados de interface homem-máquina (IHM) integrados a uma estrutura robusta, capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, a aeronave possui requisitos de manutenção reduzidos e oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos de ciclo de vida.

Recentemente, o A-29 Super Tucano atingiu a incrível marca de 600.000 horas de voo, mais um marco em sua história de sucesso. Selecionado por 22 forças aéreas ao redor do mundo, possui mais de 290 encomendas em todo o mundo. 

19 novembro, 2024

Financiamento de R$ 600 milhões para exportação de seis Embraer Super Tucano ao Paraguai é confirmado pelo BNDES

Trata-se da 1ª operação de financiamento a exportações de produtos de defesa aprovada pelo BNDES após 13 anos, marcando a retomada do apoio a essa base industrial no Brasil.

 

*LRCA Defense Consulting - 19/11/2024

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) assinou, nesta segunda-feira, 18 de novembro, durante a Cúpula de Líderes do G20, com o Governo do Paraguai, contrato de financiamento da ordem de R$ 600 milhões para exportação de seis Super Tucano e de pacote logístico da Embraer S.A. para Força Aérea do Paraguai. A assinatura contou com as presenças do ministro da Economia do Paraguai, Carlos Fernández Valdovinos, e do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

A operação fortalece a parceria estratégica entre o Brasil e o Paraguai e contribui para que o país vizinho reforce sua capacidade tecnológica na luta contra o narcoterrorismo.  

A aeronave A-29 Super Tucano é líder mundial em sua categoria, com mais de 260 aeronaves entregues, mais de 500.000 horas de voo e utilizada por 16 Forças Aéreas. O Super Tucano é utilizado para ações de treinamento, reconhecimento e combate.

Retomada do apoio do BNDES à Base Industrial de Defesa após 13 anos
“Essa foi a primeira operação de financiamento a exportações de produtos de Defesa aprovada em mais de 13 anos pelo BNDES, marcando a retomada do Banco no apoio à Base Industrial de Defesa brasileira. É um setor estratégico da Nova Indústria Brasil por ser intensivo em tecnologia e gerador de inovações, com fabricação de produtos de alto valor agregado e geração de empregos de alta qualificação”, explica Mercadante.

Historicamente, países com indústrias aeronáuticas de ponta financiam suas respectivas fabricantes nacionais de forma perene, por meio de bancos de desenvolvimento e agências de crédito à exportação dos seus respectivos países. No Brasil, esse papel é desempenhado pelo BNDES. Os financiamentos do Banco complementam o financiamento provido pelo mercado privado e possibilitam aos exportadores brasileiros concorrer no mercado externo em igualdade de condições com suas concorrentes. 

*Com informações da Agência BNDES de Notícias

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