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14 julho, 2026

UAVI entra na defesa e testa drone alvo aéreo com míssil MAX 1.2 AC da SIATT no CAEx

Empresa que nasceu no combate a incêndios leva ao Exército uma plataforma não tripulada capaz de rebocar alvos aéreos, testada em conjunto com a SIATT na Restinga da Marambaia


*LRCA Defense Consulting - 14/07/2026

A UAVI, empresa brasileira sediada no Parque de Inovação Tecnológica de São José dos Campos (SP) e até então conhecida por seus drones de combate a incêndio (UAVI 100 e UAVI 50 BS), apresentou oficialmente suas soluções ao ambiente de defesa nesta semana, no Centro de Avaliações do Exército (CAEx), na Restinga da Marambaia (RJ). A empresa descreveu o momento como o início de uma nova fase, afirmando que a mesma engenharia usada para proteger vidas contra incêndios florestais e urbanos passa agora a ser aplicada a demandas das Forças Armadas.

Um alvo com propósito
No mesmo dia da apresentação, a UAVI participou de um teste controlado com a SIATT, empresa brasileira de mísseis integrante do Grupo EDGE. Segundo a divulgação da própria UAVI, um drone de grande porte, desenvolvido especificamente como alvo aéreo, foi utilizado para validar um sistema de defesa em cenário realista.

Imagens do teste mostram que o drone-alvo não é, ele próprio, o alvo a ser engajado. Trata-se de um multirrotor de grande porte que reboca, por meio de uma estrutura piramidal de hastes, um painel têxtil no clássico padrão quadriculado, em preto e branco, usado como referência óptica para calibração de mira e guiamento. O conceito reproduz, de forma não tripulada, o tradicional alvo rebocado, historicamente arrastado por aeronaves tripuladas presas a um cabo.

 
Por que um alvo aéreo para um míssil anticarro
O sistema testado é o míssil anticarro MAX 1.2 AC, da SIATT, de guiamento óptico do tipo beam-riding, com alcance superior a 2.000 metros. Embora sua missão principal seja contra veículos blindados, a própria SIATT já divulgou que o MAX 1.2 AC é capaz de engajar outros tipos de alvo, incluindo posições fortificadas, depósitos logísticos, embarcações fluviais e helicópteros voando em baixa altitude.

O teste no CAEx parece se inserir justamente nessa capacidade secundária de engajamento de alvos aéreos lentos. Até o momento, não há confirmação de que ele configure uma variante dedicada de defesa antidrone do sistema, hipótese que segue em aberto e deve ser tratada com cautela.

Para quê serve o teste
Para a UAVI, a iniciativa marca a estreia da empresa no fornecimento de plataformas aéreas não tripuladas ao setor de defesa, com potencial para reduzir o risco humano numa função tradicionalmente desempenhada por aeronaves tripuladas, a de rebocar alvos para testes de tiro real. Para a SIATT, o teste contribui para a validação contínua do MAX 1.2 AC, míssil já em produção seriada e adotado tanto pelo Exército Brasileiro quanto pelo Corpo de Fuzileiros Navais.

O teste ocorre em meio a uma intensa agenda de avaliações de sistemas não tripulados no CAEx, instalação que também sediou, entre 22 de junho e 3 de julho, a pré-qualificação de drones lançadores de munição e de sistemas de munições remotamente pilotadas apresentados por empresas da Base Industrial de Defesa do País.

21 outubro, 2025

Marinha do Brasil adquire alvos aéreos britânicos para modernizar treinamentos de tiro naval


*LRCA Defense Consulting - 21/10/2025

No início de outubro de 2025, a Marinha do Brasil firmou contrato com a QinetiQ Target Systems, empresa do Reino Unido, para o fornecimento de alvos aéreos Banshee 600 — uma parceria que marca mais um passo na modernização dos sistemas de treinamento e calibração da Força Naval.​

Um salto tecnológico nos exercícios de defesa
O contrato, estimado em R$ 316,4 mil e realizado por inexigibilidade de licitação, foi publicado oficialmente no Diário Oficial da União do dia 13 de outubro. O sistema será utilizado em atividades de calibração e aferição de armas navais, além de treinamentos de pessoal operacional. Segundo a documentação da Amazul (Amazônia Azul Tecnologias de Defesa S.A.), o alvo aéreo apoiará o alinhamento dos sistemas de tiro e o aperfeiçoamento da prontidão dos operadores.​

O Banshee 600 é uma aeronave não tripulada de pequeno porte, controlada por rádio, capaz de simular ameaças aéreas reais em diferentes cenários operacionais. Ele pode ser lançado de plataformas terrestres ou embarcações, atingindo velocidades de até 200 nós e altitudes próximas de 7.000 metros.​

Herança consolidada da QinetiQ
A QinetiQ Target Systems, divisão especializada da gigante britânica QinetiQ Group, é uma das líderes globais em treinamento de defesa e avaliação de sistemas de combate. Em agosto de 2025, a empresa anunciou ter ultrapassado a marca de 10.000 unidades produzidas da família Banshee — empregada por marinhas e forças aéreas da OTAN, além de forças armadas asiáticas e do Oriente Médio.​

Os modelos mais recentes da linha, como o Banshee Jet 80+, foram apresentados neste ano nos eventos DSEI e AUSA 2025, destacando avanços como propulsão por turbina dupla, controle digital CASPA e compatibilidade com cargas úteis que simulam mísseis supersônicos e aviões de ataque.​


Reforço à prontidão da Esquadra
Para a Marinha do Brasil, a aquisição representa uma atualização importante em relação aos alvos aéreos atualmente disponíveis. O uso do Banshee 600 permitirá ensaios de calibração para radares, sistemas de mísseis antiaéreos e canhões navais, além de ampliar o realismo de exercícios de interceptação aérea conduzidos pelos caças A-4 Skyhawk, ainda principais vetores de combate da Aviação Naval.​

Além disso, o investimento sinaliza continuidade no processo de reequipamento gradual da Força Naval, que busca maior autonomia em testes e simulações de combate com tecnologia de padrão internacional.

Contexto internacional
A compra brasileira ocorre em um momento de expansão global da QinetiQ no segmento de alvos aéreos, com contratos recentes firmados com a Grã-Bretanha, Japão e forças da OTAN. A série Banshee, segundo a fabricante, faz parte de um esforço internacional para proporcionar treinamentos de defesa aérea mais próximos da realidade dos combates contemporâneos, inclusive contra ameaças hipersônicas e enxames de drones.​

O acordo entre o Brasil e a QinetiQ reforça, portanto, o compromisso da Marinha em manter seus sistemas de defesa prontos para enfrentar os desafios tecnológicos do século XXI — e demonstra que a cooperação entre países aliados continua sendo um pilar essencial para a evolução das capacidades navais.

29 março, 2025

ATD-150: a primeira aeronave a jato 100% brasileira


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2025 (atualizado em 31/03 às 12h07)

A brasileira Nest Design Aerospace está desenvolvendo o ATD-150 (Air Target Drone de 150 kg), um alvo aéreo nacional que irá se tornar a primeira aeronave a jato 100% brasileira! 

O drone ATD-150 está na fase final de integração de componentes e se preparando para um marco importante: o início dos testes do motor terrestre. Esta etapa crucial garantirá o desempenho e a confiabilidade do sistema de propulsão antes de passar para os testes de voo.

O drone a jato conta com um motor TJ200 da Turbomachine e pode atingir a velocidade de 600 Km/h e altitude de até 15.000 pés, constituindo-se em uma excelente ferramenta como alvo aéreo.

O TJ-200 é um motor turbojato de carretel único capaz de fornecer até 200 lbf de empuxo. Um sistema de propulsão muito econômico e leve para pequenos mísseis de cruzeiro, UAVs militares e drones de alvos aéreos. A tecnologia inovadora deste motor é seu pequeno compressor axial.

Trata-se de um marco na engenharia e no setor aeroespacial nacional, impulsionado pela inovação, tecnologia e dedicação.

Aguarde para breve novas informações e, enquanto isso, acompanhe o desenvolvimento do projeto da Nest Design Aerospace pelo LinkedIn e pelo Instagram. 





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