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03 outubro, 2026

Taurus amplia linha em .38 TPC e diversifica opções para usuários no Brasil

Expansão reúne pistolas compactas, plataforma modular TX38 e a clássica família 1911, com potencial para fortalecer a presença da fabricante no mercado civil



*LRCA Defense Consulting - 03/10/2026

A Taurus está ampliando a presença do calibre .38 TPC em seu portfólio brasileiro, com lançamentos que abrangem diferentes tamanhos e concepções de pistolas. A divulgação da 1911 Commander no Instagram oficial da empresa, nesta quinta-feira, 1º de outubro, acrescenta visibilidade a um movimento iniciado em 2024 e aprofundado com as famílias G, GX e TX38. Para os usuários, a expansão significa mais alternativas de plataforma; para a fabricante, abre espaço para atender perfis distintos de consumidores com o mesmo calibre.

Desenvolvido pelo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil–Estados Unidos da Taurus em conjunto com o Centro de Inovação da Companhia Brasileira de Cartuchos (CBC), o .38 TPC surgiu orientado às necessidades do mercado brasileiro. A sigla corresponde a Taurus Pistol Caliber. A empresa o apresenta como uma opção de uso permitido posicionada entre o .380 Auto e o 9 mm.

Uma expansão construída em etapas 
As pistolas G2c T.O.R.O. e GX4 Carry Graphene T.O.R.O. estiveram entre as primeiras aplicações do calibre. Na SHOT Fair Brasil de 2025, a Taurus apresentou novos produtos em .38 TPC nas famílias G3, GX2 e GX4, movimento também acompanhado pelo portal LRCA. A sequência mostra que o projeto ganhou continuidade em diferentes plataformas, em vez de permanecer associado a apenas um modelo.

Em fevereiro de 2026, a fabricante lançou a TX38 TPC, baseada na plataforma TX9. Em julho, durante a SHOT Fair Brasil, realizada no Distrito Anhembi, em São Paulo, acrescentou as versões compacta e subcompacta à configuração de tamanho integral já apresentada. A linha TX38 TPC Competition também figurou entre os destaques da feira.

A família 1911 em .38 TPC foi outro destaque de julho, nas versões Government, Commander e Officer. Por isso, o anúncio atual da Commander deve ser situado nessa sequência. A peça divulgada no Instagram a identifica como lançamento, mas não informa uma data de início das entregas. A pistola tem cano de 4,25 polegadas, capacidade de 9+1 cartuchos, ação simples e peso de 1.077 gramas, com estrutura em aço carbono e acabamento nitretado a gás.



Mais escolha sem mudar de calibre 
O benefício mais direto para o consumidor é poder comparar propostas distintas dentro do .38 TPC. A ampliação alcança desde famílias de pistolas compactas até a construção metálica e o mecanismo de ação simples da 1911, além dos recursos da TX38. Isso aumenta as possibilidades de escolha conforme ergonomia, dimensões e preferências de plataforma, sem pressupor que um único modelo seja o melhor para todos.

Na TX38, a Taurus informa a presença do sistema modular TMS, de quatro mecanismos de segurança reunidos no TETRA-LOCK e de preparação T.O.R.O. para miras ópticas. O modelo acompanha quatro peças intercambiáveis para ajuste da parte posterior da empunhadura e tem garantia vitalícia anunciada pela fabricante. São características específicas dessa plataforma, que não devem ser estendidas automaticamente às demais armas em .38 TPC.

A existência de diferentes pistolas no mesmo calibre também pode simplificar o abastecimento de quem já possui mais de uma arma compatível. Essa vantagem não significa intercambialidade de carregadores ou componentes entre famílias, nem dispensa a observância das especificações de cada fabricante. 


Desempenho com comparações bem delimitadas 
Segundo a Taurus, o .38 TPC oferece até 40% mais energia que o .380 Auto e 28% menos recuo que o 9 mm. A proposta combina desempenho balístico e maior facilidade de controle, mas esses percentuais são declarações da fabricante e dependem das condições de comparação. Não constituem uma medida universal aplicável a todas as pistolas e munições. 

Para o usuário, a possibilidade de menor recuo pode representar mais conforto no treinamento. Já a energia superior ao .380 Auto é um atributo balístico, sem demonstrar, isoladamente, superioridade em qualquer situação. O comportamento do conjunto depende da arma, da munição e do usuário. Da mesma forma, os recursos de ergonomia e de mira pertencem ao projeto de cada pistola, e não ao calibre em si.

A CBC complementa a oferta com munições de treinamento e operacionais, incluindo versões Polymatch, ogival encamisada, Bonded e Gold Hex, citadas em comunicação institucional da Taurus. A variedade permite estruturar uma linha de produtos além da arma, embora preço e disponibilidade local continuem relevantes para a experiência do consumidor.


Oportunidades para a Taurus e para a cadeia nacional 

Na perspectiva empresarial, a diversificação amplia os públicos que a Taurus pode disputar. A 1911 alcança interessados em uma plataforma tradicional, enquanto a TX38 agrega modularidade e recursos contemporâneos. As famílias G e GX completam esse conjunto com outras configurações. O potencial comercial está em oferecer alternativas dentro da própria marca à medida que mudam as preferências dos consumidores.

Há também uma possibilidade industrial. A extensão de plataformas existentes para um calibre desenvolvido com a CBC pode aproveitar conhecimentos de engenharia, estruturas de produção e canais comerciais já estabelecidos. A diluição dos investimentos de desenvolvimento dependerá, porém, dos volumes efetivamente vendidos e dos custos de adaptação. Não há base, nas informações consultadas, para quantificar uma redução de custos ou atribuir margens maiores aos novos modelos.

A produção nacional de armas e munições cria ainda oportunidades de coordenação entre os fabricantes e a rede de atendimento. Uma base maior de usuários pode estimular a oferta de munições e serviços, reforçando a continuidade do calibre. Esse efeito permanece condicionado à demanda e à capacidade de abastecimento; não permite concluir que os preços necessariamente cairão.

Ao ampliar o .38 TPC para diferentes famílias, a Taurus passa a trabalhar sua consolidação por meio da variedade de produtos. O resultado comercial dessa estratégia dependerá da combinação entre aceitação dos modelos, confiabilidade, assistência e custo de uso. Para o consumidor, o avanço já observável é a ampliação das opções; para a empresa, a oportunidade é transformar essa diversidade em vendas e relacionamento duradouro com seus clientes.

19 fevereiro, 2026

Taurus lança a pistola TX38 TPC e consolida o primeiro calibre desenvolvido no Brasil

Em live transmitida simultaneamente por múltiplas plataformas digitais, o CEO Global Salesio Nuhs apresentou a pistola full size ao mercado brasileiro com disponibilidade imediata em mais de 50 lojas do país


*LRCA Defense Consulting - 19/02/2026

A Taurus Armas realizou ontem o lançamento oficial da TX38 TPC, a versão em calibre .38 TPC da sua mais nova plataforma de pistolas full size. O evento foi conduzido ao vivo pelo CEO Global da companhia, Salesio Nuhs, em transmissão simultânea pelo YouTube, Instagram e Facebook, canais oficiais da marca e pessoais do executivo, contando com a participação de influenciadores digitais, lojistas, atiradores desportivos e um embaixador americano da marca. A audiência superou a marca de mil espectadores simultâneos ao longo da transmissão.

"Estamos bastante felizes e empolgados com o lançamento da TX38", disse Nuhs, que reconheceu estar estreando como âncora de lives. "O nosso sucesso é o sucesso de vocês, e o sucesso de vocês é o nosso sucesso." A frase capturou bem o tom da noite: uma apresentação que misturou números de vendas, especificações técnicas e uma comunicação direta com o ecossistema de lojistas, clubes de tiro e consumidores finais.

O calibre brasileiro

A TX38 TPC chega ao mercado como a mais recente integrante da família TX, plataforma que inclui a TX22, recordista de vendas nos Estados Unidos na categoria .22, e a TX9, lançada globalmente em 8 de janeiro deste ano. O .38 TPC, no entanto, carrega um valor simbólico específico: é o primeiro calibre desenvolvido integralmente no Brasil. O projeto nasceu da necessidade de preencher simultaneamente uma lacuna balística e uma demanda regulatória.

Com a restrição do 9mm ao uso permitido para civis, exigindo credencial de nível 3 para aquisição, a Taurus e a CBC (Companhia Brasileira de Cartuchos) desenvolveram em cerca de seis meses um calibre que, nas palavras do CEO, "reuniu o que existe de melhor em balística para defesa pessoal". O resultado foi um cartucho posicionado entre o .380 e o 9mm: superior ao primeiro em efetividade e com recuo mais suave que o segundo, tornando-o mais acessível a atiradores com menor experiência ou sensibilidade ao recuo.

Os números reforçam a estratégia: segundo Nuhs, o .38 TPC representa, isoladamente, 72% das armas registradas no Sinarm (Sistema Nacional de Armas) no Brasil, considerando todos os fabricantes e todas as outras categorias da Taurus. "Aqueles que na época chamaram de calibre tupiniquim ou tabajara, agora entendem o quão importante foi esse lançamento", disse o executivo, sem citar nomes, mas claramente endereçando aos críticos do período inicial.

A plataforma TX: protocolos militares, garantia vitalícia

A TX38 TPC chega ao mercado brasileiro incialmente como uma pistola full size (tamanho de serviço) desenvolvida segundo rígidos protocolos militares, padrão mais rigoroso que o exigido para armas de uso civil. Entre os diferenciais apresentados estão o Taurus Modular System (Sistema Modular Taurus - TMS), o sistema de mira optrônica integrado TORO, funil integrado, design totalmente ambidestro e sistema de segurança Tetralock com quatro travas. A arma também está disponível em versão sem trava externa, opção que a empresa indicou explorar em momento futuro.

Um dos aspectos mais enfatizados na live foi a garantia vitalícia que acompanha toda a família TX. "Nós confiamos tanto nessa arma que ela está sendo apresentada no mundo com garantia vitalícia", afirmou Nuhs. As condições específicas estão detalhadas no site da empresa. A Taurus também destacou que o gatilho apresentado na época das feiras (incluindo o SHOT Show 2025, em Las Vegas) é exatamente o mesmo que está sendo comercializado agora, sem alterações entre o protótipo e o produto final.

Clique aqui ou na imagem para ver a live no YouTube, pois o vídeo tem restrições de idade e não pode ser incorporado na página.

Mil disparos em dez minutos: o teste de estresse

Um dos momentos mais aguardados da transmissão foi o relato de Matthew Little, ex-integrante das Forças Especiais do Exército americano, instrutor da SWAT e embaixador da Taurus nos Estados Unidos. Traduzido ao vivo por Juliano Perretti, influenciador brasileiro radicado nos EUA, Matthew descreveu em detalhes o teste de tortura conduzido com a TX9.

"Mil rounds em si não é uma quantidade enorme para uma pistola, mas realizá-los em pouco mais de dez minutos é muito mais do que os requisitos de engenharia das pistolas mais modernas. Eu não acho que toda pistola lá fora faria isso, de qualquer forma. E a Taurus realmente demonstrou isso." - Matthew Little, embaixador Taurus nos EUA

O instrutor relatou que, dada a intensidade da cadência de disparos, o calor acumulado pelo equipamento chegou a níveis que exigiram mergulhar a arma em água gelada por algumas vezes, não por falha mecânica, mas para proteger suas próprias mãos. Ainda assim, segundo ele, não houve nenhuma falha de funcionamento durante os mil disparos. Matthew também elogiou a ergonomia e a qualidade do gatilho, apontando o conforto ao atirar como um diferencial relevante, mesmo em condições extremas.

Sobre o .38 TPC especificamente, o instrutor comentou que testou o calibre durante a Shot Fair em São Paulo no ano anterior. Comparou-o ao .30 Super Carry americano, cartucho desenvolvido nos EUA com propósito similar, destacando o recuo controlável e a precisão. Ressaltou que, embora não quisesse citar números balísticos exatos por não os ter à mão, avaliou o calibre como eficiente para defesa pessoal e mais confortável que o 9mm.

Vozes do mercado: lojistas, atiradores e influenciadores

A live reuniu um painel diversificado de especialistas. Samuel Cout, influenciador digital com milhões de seguidores, avaliou positivamente a ergonomia e o gatilho da TX38, destacando que a plataforma full size preenche uma lacuna real no portfólio de armas de calibre permitido no Brasil, onde a ausência de opções para atiradores iniciantes era sentida. "Esse problema acabou", afirmou Thyago Almeida, instrutor de tiro e influenciador de Brasília, ao se referir à chegada da TX às divisões do IPSC.

Fabi Venera, presidente da FECASC (Federação Catarinense de Tiro Desportivo) e dona de loja e clube de tiro em Santa Catarina, ressaltou a importância do calibre para o tiro esportivo. Segundo ela, a homologação do .38 TPC no IPSC, com a TX9 e a TX38 TPC em processo de registro na divisão Production (previsto para até o final de março), abre a modalidade a atiradores de nível 1, que antes ficavam restritos à divisão Light. "O mercado está precisando, e essa iniciativa aquecerá os clubes e as lojas", disse.

Juliano Perretti, brasileiro que atua como influenciador no mercado americano, trouxe a perspectiva do maior mercado de armas do mundo. Destacou o caráter modular da plataforma TX como um diferencial bem recebido pelo consumidor americano, habituado a personalizar seus equipamentos, e comparou a estratégia de posicionamento da TX9, lançada acima da faixa tradicional de preço da Taurus nos EUA, à trajetória da TX22, sucesso de vendas consolidado.

Disponibilidade e estratégia comercial

Seguindo o modelo já adotado nos Estados Unidos, a Taurus optou por um lançamento com disponibilidade imediata. Mais de 50 lojas parceiras em todo o Brasil já receberam estoque antecipado e foram autorizadas a iniciar as vendas e divulgar os produtos a partir do meio-dia do dia do evento. As demais lojas que realizarem pedidos receberão os produtos imediatamente, segundo Nuhs.

A família TX já acumula uma carteira de mais de 150 mil unidades nos Estados Unidos, somando TX22 e TX9, desde o lançamento global em janeiro. No Brasil, a empresa enfrenta o desafio adicional da carga tributária sobre o produto final, fator mencionado por alguns dos convidados como um limitador de acessibilidade ao consumidor de menor renda.

Contexto: a nova fase da Taurus

Nuhs posicionou o lançamento da TX38 TPC dentro de uma narrativa mais ampla de transformação da companhia. Citou a G2C, pistola compacta que vendeu mais de 3 milhões de unidades globalmente e se tornou a compacta mais vendida do mundo, como o grande sucesso da gestão atual, e a família TX como o próximo capítulo dessa história.
"Da G2C para a TX tem uma evolução enorme", avaliou Samuel Cout, enquanto Thyago Almeida acrescentou que nunca havia visto uma empresa se esforçar tanto para se superar. A frase resume o tom da noite: a Taurus apresentando não apenas um produto, mas uma afirmação de identidade industrial, a de uma empresa brasileira competindo de igual para igual - com produtos desenvolvidos localmente - no disputado cenário armamentista global.

Pistola Taurus TX38 TPC Full 

Especificações básicas

  • Calibre: .38 TPC (projétil proprietário Taurus/CBC).​​
  • Ação: Striker‑fired (SAO, “hair‑trigger” de ferrolho), 3ª geração.
  • Funcionamento: pistola semi‑automática, alma raiada, 6 raias à direita.​
  • Capacidade: cerca de 17 tiros no carregador (17+1 na grande maioria dos anúncios).
  • Tipo de carregador: bifilar.​

Dimensões e peso

  • Cano: 4,5 pol (aprox. 114 mm).​
  • Comprimento total: cerca de 197 mm.​
  • Altura: 132 mm.​
  • Largura: 32,5 mm.​
  • Peso não carregado: 709 g (aprox. 0,7 kg).​

Sistema modular e ergonomia

  • Taurus Modular System (TMS): chassi interno com número de série, que permite a troca de empunhadura e manutenção de segundo escalão sem ferramentas.
  • Empunhadura: texturizada, com 4 backstraps (encaixes para palma) intercambiáveis para ajuste ao tamanho da mão.​
  • Trilho Picatinny na parte inferior para lanterna tática ou laser.​

Miras e óptica

  • Miras mecânicas: massa de mira ajustável, com ponto branco para melhor aquisição visual; alguns conteúdos apontam para mira de trítio para baixa luminosidade em versões específicas.​
  • Sistema T.O.R.O. (Taurus Optic Ready Option): carcaça preparada diretamente de fábrica para instalação de miras Red Dot (ópticas compactas) sem necessidade de customização externa.​

Segurança e gatilho

  • Sistema de segurança Tetra‑Lock: quatro mecanismos independentes:
    • trava de percussor,
    • trava de gatilho,
    • trava manual externa,
    • trava de desarme da armadilha.
  • Gatilho: desenho plano e serrilhado, com curso e reset otimizados para disparos rápidos, típico de pistolas de uso operacional.​
  • Controles: retém do ferrolho e trava manual ambidestros, mais retém do carregador reversível.​

Durabilidade e acabamento

  • Ferrolho: acabamento nitretado a gás (gas‑nitrided), que oferece maior resistência à corrosão e ao desgaste.
  • Cano: revestimento de tipo DLC (Diamond Like Carbon), aumentando dureza e suavidade no deslizamento.​
  • Classificada como “Duty Grade”: projetada e testada sob protocolos militares/policiais, com foco em confiabilidade e durabilidade em uso operacional.

Proposta de uso

  • Direcionada a uso operacional, defesa pessoal e esportivo (IPSC/competição), aproveitando o calibre .38 TPC com energia cerca de 40% maior que o .380 AUTO, com sensação de recuo menor que o 9×19, o que facilita o controle e a recuperação de pontaria.​
 

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