*This Day, por Chinedu Eze - 28/08/2025
A Air Peace, em colaboração com a Embraer, uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo, concluiu os planos para construir uma moderna unidade de Manutenção, Reparo e Revisão (MRO) em Lagos para a manutenção de aeronaves comerciais de corredor único e duplo na Nigéria e na África Ocidental e Central.
O anúncio foi feito ontem (27) pelo Presidente e CEO da Air Peace Limited, Dr. Allen Onyema, ao chegar ao Aeroporto Internacional Murtala Muhammed, em Lagos, com a comitiva presidencial que acompanhou o Presidente Bola Tinubu em sua visita de Estado ao Brasil.
Onyema revelou que a fundação para o estabelecimento da MRO seria inaugurada em 17 de setembro. Ele disse que a unidade, quando concluída, encerrará o transporte de aeronaves para o exterior para manutenção por companhias aéreas nigerianas, com o enorme custo e o consequente atraso.
Ele disse que, após a conclusão, a Embraer fornecerá suporte técnico enquanto os nigerianos serão treinados para gerenciar a unidade.
Onyema declarou: “Até 17 de setembro, inauguraremos a fundação do nosso hangar de manutenção, uma MRO adequada, e a Embraer fornecerá o suporte técnico. Lançaremos a fundação em 17 de setembro e, dentro de 12 ou 15 meses, o hangar de manutenção estará pronto. A Embraer fornecerá suporte técnico ao centro de manutenção. E isso atrairá enormes oportunidades para este país. Não viajaremos mais para fora do nosso país para realizar inspeções de manutenção de nossas aeronaves. Faremos isso aqui (em Lagos) e outros países virão à Nigéria para fazer isso. Tenho que agradecer ao governo nigeriano. Eles facilitaram a implementação de algumas dessas coisas, removendo os obstáculos que inibem os negócios. Portanto, os negócios estão em andamento agora".
No Acordo Bilateral de Serviços Aéreos (BASA) assinado pela Nigéria com o Brasil, a Air Peace foi designada para operar voos diretos de Lagos para São Paulo, Brasil, a maior cidade comercial da América do Sul.
Onyema disse que a Air Peace estava totalmente equipada para iniciar a operação no final do ano, revelando que faria interline com uma companhia aérea doméstica no Brasil para conectar-se a outros destinos no Brasil e além.
Ele disse que havia um mercado potencial no Brasil porque o país tinha uma enorme população e a Air Peace visava atender toda a América do Sul por meio de interline e conexão com outros países da região.
O CEO da Air Peace declarou: "Há potencial no Brasil porque, você sabe, o Brasil tem uma enorme população de africanos na diáspora. Mas nossos irmãos, nossos irmãos iorubás, quando você vai lá, vemos algumas pessoas falando iorubá e elas nunca estiveram na Nigéria antes. Eles são brasileiros. Isso foi muito reconfortante para mim. E eles se vestem como o nosso povo também. Então, temos uma população enorme; mais de 100 milhões de pessoas. Wole Soyinka estava lá para até mesmo falar com eles. Veja bem, a história brasileira é como a nigeriana também. Temos muito em comum. Portanto, o potencial está lá e não vamos atender apenas o Brasil. Vamos atender todo o continente sul-americano. No dia 1º de setembro, terei uma reunião com o vice-presidente da Colômbia. Eles me chamaram também. Então, todos querem a conexão com a Nigéria e a África Ocidental. Todos querem. Eles acreditam que a Air Peace pode fazer isso por causa do que estamos fazendo no Caribe também".
O Ministro da Aviação e Desenvolvimento Aeroespacial, Festus Keyamo, expressou entusiasmo com o resultado bem-sucedido da viagem diplomática ao Brasil. Keyamo agradeceu a Tinubu por facilitar os negócios entre a Nigéria e o Brasil, especialmente a assinatura do BASA e a designação da Air Peace para operar voos diretos para São Paulo. O ministro explicou que a Air Peace operou o primeiro voo para o Brasil com seu Boeing B777 e trouxe a comitiva presidencial de volta ao país.
Ele declarou: "Então, o que vocês estão vendo hoje é o primeiro fruto do que fizemos. Estamos trazendo de volta uma realização real, um ganho real daquele negócio, que é o primeiro grande voo entre o Brasil e a Nigéria. Portanto, não é um acordo de áudio. Vocês estão vendo ao vivo. Adivinhem? Muitos de nós teríamos pousado aqui amanhã ou depois (usando companhias aéreas estrangeiras). Essa é a verdade. Algumas pessoas teriam ido para o Oriente Médio, para Doha ou Dubai. Muitos teriam ido para a Europa para tentar fazer conexão. Enquanto tudo o que fizemos foi cruzar o Atlântico com nosso próprio voo. Foi tudo o que fizemos. De fato, em um de seus momentos de descontração no Brasil, o Presidente disse: se vocês forem fortes o suficiente, poderão atravessar a nado e conectar os dois países. Mas, senhores, isso é obra do Presidente. Todo o crédito vai para ele. Ele se sentou. Ele resolveu isso".
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