O Exército Brasileiro deu um importante passo em seu processo de transformação ao reestruturar o seu Portfólio Estratégico, ação que reorganiza prioridades, racionaliza recursos e alinha capacidades militares às demandas do cenário contemporâneo. A medida reflete a necessidade de adaptação a um ambiente internacional mais instável, marcado por novas tecnologias, ameaças híbridas e crescente complexidade operacional.
Com a nova configuração, o Portfólio concentra seus esforços em programas prioritários voltados ao fortalecimento da capacidade de defesa, à ampliação da presença em áreas estratégicas e ao avanço tecnológico. A reestruturação também busca maior integração entre projetos, evitando sobreposições e aumentando a eficiência na entrega de resultados para a sociedade.
Diante disso, o Portfólio Estratégico passa a ser estruturado em sete programas principais: Forças Blindadas, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, ASTROS – Fogos, Sentinela, Aviação do Exército e Drones, Inteligência Artificial e Defesa Cibernética, além do Desenvolvimento do Setor Cibernético na Defesa.
Com a nova configuração, o Portfólio concentra seus esforços em programas prioritários voltados ao fortalecimento da capacidade de defesa, à ampliação da presença em áreas estratégicas e ao avanço tecnológico. A reestruturação também busca maior integração entre projetos, evitando sobreposições e aumentando a eficiência na entrega de resultados para a sociedade.
Diante disso, o Portfólio Estratégico passa a ser estruturado em sete programas principais: Forças Blindadas, Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras, ASTROS – Fogos, Sentinela, Aviação do Exército e Drones, Inteligência Artificial e Defesa Cibernética, além do Desenvolvimento do Setor Cibernético na Defesa.
Forças Blindadas
O Programa Estratégico Forças Blindadas visa conduzir a ampliação das capacidades das forças blindadas do Exército por meio da aquisição ou modernização de viaturas sobre rodas ou sobre lagartas, com destaque para a Viatura Blindada de Transporte de Pessoal Guarani, a Viatura Blindada Multitarefa Guaicurus e a Viatura Blindada de Combate de Cavalaria Centauro II BR, empregadas por tropas de Infantaria e Cavalaria.
Até o fim de 2025, mais de 820 viaturas já haviam sido adquiridas dentro do planejamento do programa. O programa também contempla a modernização de meios já em uso, como o blindado de reconhecimento Cascavel e os carros de combate Leopard 1A5, além de melhorias em torres, sistemas de simulação e futuras plataformas de combate.
Ainda, a partir de 2028, estão previstos projetos voltados a uma nova viatura blindada de combate e a uma viatura blindada de fuzileiros, com possibilidade de produção nacional em parceria internacional.
Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras
Desenvolvido para atuar em uma extensão de fronteira de aproximadamente 17 mil quilômetros, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras amplia a capacidade do Estado brasileiro de vigiar, controlar e responder a ameaças em regiões marcadas por baixa densidade populacional, grande diversidade geográfica e presença de ilícitos transnacionais.
Desenvolvido para atuar em uma extensão de fronteira de aproximadamente 17 mil quilômetros, o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras amplia a capacidade do Estado brasileiro de vigiar, controlar e responder a ameaças em regiões marcadas por baixa densidade populacional, grande diversidade geográfica e presença de ilícitos transnacionais.
O Programa SISFRON desempenha papel estratégico na medida em que proporciona as condições para o exercício do monitoramento da fronteira, viabilizando o decorrente emprego operacional. Para tanto, reúne sensores, plataformas de comunicação e centros de operacionais em uma arquitetura tecnologicamente unificada e adaptada a ambientes complexos.
Atualmente, o Programa encontra-se em processo de expansão e já apresenta resultados significativos no fortalecimento da capacidade de monitoramento e no apoio a operações de combate a ilícitos, como tráfico de drogas, contrabando e crimes ambientais.
ASTROS – Fogos
O Programa Estratégico ASTROS – Fogos resulta da unificação dos programas relacionadas à Artilharia de Campanha, à Artilharia de Mísseis e Foguetes e à Defesa Antiaérea. Em sua nova configuração, passa a ser subdividido em três Subprogramas: Sistema de Artilharia de Mísseis e Foguetes, Sistema de Artilharia de Campanha e Defesa Antiaérea.
O Subprograma Sistema Artilharia de Mísseis e Foguetes busca equipar o Exército com um sistema de fogos de longo alcance e alta precisão, incluindo mísseis táticos de cruzeiro, com alcance de até 300 km. Na Artilharia de Campanha, o subprograma realiza a implantação do Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha, que integra sensores, comunicações, navegação e direção de tiro, reduzindo o tempo entre a identificação do alvo e a execução do disparo.
O Programa Estratégico ASTROS – Fogos resulta da unificação dos programas relacionadas à Artilharia de Campanha, à Artilharia de Mísseis e Foguetes e à Defesa Antiaérea. Em sua nova configuração, passa a ser subdividido em três Subprogramas: Sistema de Artilharia de Mísseis e Foguetes, Sistema de Artilharia de Campanha e Defesa Antiaérea.
O Subprograma Sistema Artilharia de Mísseis e Foguetes busca equipar o Exército com um sistema de fogos de longo alcance e alta precisão, incluindo mísseis táticos de cruzeiro, com alcance de até 300 km. Na Artilharia de Campanha, o subprograma realiza a implantação do Sistema Digitalizado de Artilharia de Campanha, que integra sensores, comunicações, navegação e direção de tiro, reduzindo o tempo entre a identificação do alvo e a execução do disparo.
Finalmente, o Subprograma Defesa Antiaérea visa aperfeiçoar capacidades já existentes de defesa antiaérea de baixa altura e obter potencialidades de defesa antiaérea de média altura, modernizando as Organizações Militares que compõem a Defesa Antiaérea da Força Terrestre.
A atualização do Programa consolida, em um único eixo estratégico, as capacidades relacionadas à Artilharia do Exército Brasileiro, alinhando planejamento, execução e controle com foco na eficiência da gestão e na previsibilidade orçamentária.
Sentinela
O Programa Estratégico Sentinela resulta da fusão dos Programas Estratégicos Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria, garantindo a integração de ações voltadas à vigilância, monitoramento e proteção de fronteiras e áreas estratégicas, especialmente na região amazônica.
Atualmente, o programa contempla a implantação, reestruturação e modernização de Organizações Militares, especialmente em regiões de fronteira e áreas prioritárias para a Defesa Nacional, o que contribui para ampliar a mobilidade das tropas, melhorar as estruturas de comando e controle, fortalecer a capacidade logística e elevar a prontidão operacional.
O Programa Estratégico Sentinela resulta da fusão dos Programas Estratégicos Amazônia Protegida e Sentinela da Pátria, garantindo a integração de ações voltadas à vigilância, monitoramento e proteção de fronteiras e áreas estratégicas, especialmente na região amazônica.
Atualmente, o programa contempla a implantação, reestruturação e modernização de Organizações Militares, especialmente em regiões de fronteira e áreas prioritárias para a Defesa Nacional, o que contribui para ampliar a mobilidade das tropas, melhorar as estruturas de comando e controle, fortalecer a capacidade logística e elevar a prontidão operacional.
Além disso, as entregas do Programa Sentinela visam contribuir com a capacitação dos militares, com a maior disponibilidade de armamentos e equipamentos, com o comando e controle e com a mobilidade da tropa, contribuindo com o cumprimento das missões constitucionais da Força.
Na prática, o Sentinela reforça a presença do Estado em áreas sensíveis, amplia a capacidade de resposta diante de ameaças e contribui para a proteção de regiões fundamentais para a soberania nacional.
Aviação do Exército e Drones
Na prática, o Sentinela reforça a presença do Estado em áreas sensíveis, amplia a capacidade de resposta diante de ameaças e contribui para a proteção de regiões fundamentais para a soberania nacional.
Aviação do Exército e Drones
O Programa Aviação do Exército e Drones moderniza o Sistema de Aviação do Exército e incorpora, de forma mais estruturada, os Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas.
O programa está organizado em dois grandes eixos: a Aviação do Exército, com projetos voltados à capacidade de manobra, ataque, transporte logístico, simulação e aeronaves multimissão; e os drones, que passam a ocupar papel central na vigilância, no reconhecimento e no apoio às operações.
O recém-criado Subprograma Sistema de Aeronaves Remotamente Pilotadas (Drones) passou a englobar os projetos SARP Categorias 0 e 1, SARP Categorias 2 e 3 e Batalhão SARP. O Programa ainda contempla ações complementares voltadas à modernização, comando e controle e infraestrutura.
A incorporação dos drones representa um marco tecnológico e estratégico para o Exército, alinhando-se às tendências globais de modernização das forças armadas. O emprego desses sistemas amplia o alcance da vigilância e do reconhecimento, permitindo monitoramento em tempo real de áreas extensas e de difícil acesso. Isso garante maior precisão na coleta de informações e aumenta a segurança das tropas em operações, já que os drones podem atuar em ambientes hostis sem expor diretamente os militares. Além disso, sua versatilidade em missões de ataque reforça o poder de dissuasão e a capacidade ofensiva da F Ter, consolidando o Programa como vetor essencial para a superioridade operacional e a defesa dos interesses nacionais.
Inteligência Artificial e Defesa Cibernética
A transformação digital do campo de batalha tornou a defesa cibernética e a inteligência artificial áreas essenciais para a segurança nacional. Nesse contexto, o Exército fortalece suas capacidades de proteção de redes, sistemas e dados, ao mesmo tempo em que desenvolve soluções tecnológicas para apoiar a tomada de decisão.
O Programa de Desenvolvimento do Setor Cibernético desdobra-se em quatro frentes principais: a estruturação do Sistema de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro; a proteção cibernética da rede e dos sistemas corporativos; a proteção cibernética nas operações militares; e a obtenção da independência tecnológica por intermédio da pesquisa e do desenvolvimento de produtos e serviços.
Por sua vez, o Programa Inteligência Artificial e Defesa Cibernética tem realizado entregas relevantes, como os módulos de proteção e de ações cibernéticas, os simuladores, o gerador sintético de tráfego de rede e o laboratório de computação de alto desempenho, que vêm incrementando a disponibilidade de ferramentas e sistemas, fomentando a pesquisa científica na área e ampliando a sinergia entre os setores militar, acadêmico e empresarial.
Hoje, a integração da inteligência artificial a esses programas visa elevar a inteligência artificial ao status de multiplicador de força. Assim, projetos já em curso promovem a convergência entre a ciberdefesa e as tecnologias de IA, assegurando que a inovação caminhe lado a lado com a proteção de ativos informacionais críticos.
Impactos econômicos e fortalecimento da Base Industrial de Defesa
Os Programas Estratégicos do Exército não se limitam ao campo militar. Ao demandar novos equipamentos, sistemas, sensores, softwares, veículos, aeronaves, tecnologias cibernéticas e soluções de comando e controle, o Portfólio também impulsiona a economia nacional.
Esses investimentos estimulam a Base Industrial de Defesa, geram empregos qualificados, fortalecem cadeias produtivas e promovem pesquisa, desenvolvimento e inovação. Muitas das tecnologias desenvolvidas para a defesa possuem uso dual, com aplicação também em áreas civis, como comunicações, segurança, logística, engenharia, monitoramento ambiental e tecnologia da informação.
Dessa forma, a reestruturação do Portfólio contribui para a geração de riqueza, o aumento da competitividade nacional e a ampliação da autonomia tecnológica do país.
Projeto Força 40
A reorganização do Portfólio Estratégico está diretamente relacionada ao esforço de transformação de longo prazo do Exército, materializado no Projeto Força 40. O Força 40 busca identificar as capacidades necessárias para que a Força Terrestre esteja preparada para os desafios visualizados até 2040. Entre eles estão a rápida evolução tecnológica, a ampliação do acesso à informação, a crescente importância da segurança cibernética e a necessidade de operar em ambientes cada vez mais complexos.
Ao longo dos ciclos de transformação, o Exército deverá aperfeiçoar sua doutrina, suas estruturas, seus meios e a formação de seu pessoal. O objetivo é constituir uma Força flexível, integrada e dotada de meios tecnologicamente avançados, capaz de atuar em todo o espectro dos conflitos.
Programas Setoriais
A reestruturação do Portfólio determina, também, a transformação de cinco Programas Estratégicos em Programas Setoriais: Obtenção da Capacidade Operacional Plena, Lucerna, Sistema Operacional Militar Terrestre, Sistema Logístico Militar Terrestre e Sistema de Educação e Cultura.
Esses programas abrangem a obtenção de equipamentos e materiais, a modernização da inteligência, o preparo e emprego da tropa, a logística e a educação militar. Em linguagem simples, são áreas que garantem que o Exército disponha de pessoal capacitado, meios adequados, estrutura logística eficiente e sistemas de apoio compatíveis com as exigências atuais.
A reestruturação do Portfólio determina, também, a transformação de cinco Programas Estratégicos em Programas Setoriais: Obtenção da Capacidade Operacional Plena, Lucerna, Sistema Operacional Militar Terrestre, Sistema Logístico Militar Terrestre e Sistema de Educação e Cultura.
Esses programas abrangem a obtenção de equipamentos e materiais, a modernização da inteligência, o preparo e emprego da tropa, a logística e a educação militar. Em linguagem simples, são áreas que garantem que o Exército disponha de pessoal capacitado, meios adequados, estrutura logística eficiente e sistemas de apoio compatíveis com as exigências atuais.
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