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11 abril, 2025

1º Tenente Emily Braz faz história como a primeira piloto de helicópteros formada pelo Exército Brasileiro

 

*LRCA Defense Consulting - 11/04/2026

O Exército Brasileiro viveu uma ocasião marcante no dia 11 de abril de 2025. Nessa data, formou-se a primeira piloto de helicópteros da história da Força, a 1º Tenente de Intendência Emily de Souza Braz. Ela foi uma das 14 integrantes do Curso de Piloto de Aeronaves (CPA) 2024/2025, cuja cerimônia de formatura ocorreu no Centro de Instrução de Aviação do Exército (CIAvEx), em Taubaté, interior paulista

O evento foi presidido pelo Comandante do Exército, General de Exército Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, com presença de oficiais-generais do Alto-Comando do Exército, integrantes da Marinha do Brasil, Força Aérea Brasileira e representantes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, entre outras autoridades.

Foto: Jornal Noroeste

O Comandante celebrou o momento histórico. “Em primeiro lugar, é preciso comemorar a formação de mais uma turma desse curso, que é bem exigente desde o processo de seleção. Depois, a complexidade do curso em si, que requer abnegação, estudo e superação. E, claro, celebramos a formação da primeira mulher piloto da Aviação do Exército, sem dúvida um marco, que prova a integração das mulheres em todas as linhas do Exército”, ressaltou.

A Tenente Emily Braz é pioneira não só da especialidade de piloto da Aviação do Exército, mas também da primeira turma de oficiais femininas formadas na Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), em 2021. Gaúcha de Santana do Livramento, a oficial de 24 anos de idade fala que o desejo de atuar como piloto de helicópteros surgiu já como aluna da Escola Preparatória de Cadetes do Exército (EsPCEx), em 2017. “Esse desejo se reforçou em uma missão de suprimento aéreo, em 2020, quando o piloto perguntou quem gostaria de servir na Aviação. Depois, meu Comandante de Companhia entregou um distintivo de Aviação que esse mesmo piloto lhe deu, pedindo que o devolvesse aqui em Taubaté. Desde então, fiz de tudo para entrar nesse curso”, revelou.

Na AMAN, a então Cadete Emily Braz foi também a cadete "claviculário", ou seja, a mais jovem (17 anos) da Turma Rosa da Fonseca a ingressar, recebendo a chave do portão de entrada do seu antecessor e cumprindo uma tradição da Instituição.

Até hoje, as mulheres podem ingressar em diversas áreas não combatentes do Exército Brasileiro, como Saúde, Ensino, Logística, Música, Administração, Direito, Comunicação Social, Informática e outras, sendo que os Serviços de Intendência e Material Bélico (permitidos atualmente às mulheres), integram a Logística do Exército e, como tal, são considerados não combatentes.

Assim, a 1º Ten Emily Braz pode ter galgado, indiretamente, uma outra condição inédita, haja vista que, integrando a Aviação da Força, poderá cumprir missões de combate. Se assim for, passará a ser considerada também como a primeira mulher "combatente" do Exército Brasileiro.

A mais nova piloto da Aviação do Exército salienta que o CPA exige bastante em termos de dedicação e esforço, tendo colaborado para desenvolver sua autoconfiança e equilíbrio emocional, características essenciais na pilotagem. Ela espera que seu pioneirismo abra portas para que novas oficiais também busquem essa especialidade. “É uma grande honra e também uma  responsabilidade enorme ser a primeira piloto da Aviação do Exército e representar o sonho de tantas mulheres que desejam se tornar pilotos”, comentou Emily Braz, que passará a servir na Base de Aviação de Taubaté.

Entre os 14 formandos, constam 12 tenentes do Exército e dois tenentes da Marinha do Brasil. O primeiro colocado do curso foi o 1º Tenente Daniel Eduardo Rauber, gaúcho de Santa Rosa e oficial de Cavalaria da turma de 2020 da AMAN, que passará a servir no 2º Batalhão de Aviação do Exército, também em Taubaté. Também se formou outro gaúcho de Santa Rosa, o 1º Tenente Joabe Magdiel Kraus.

Tenente Emily de Souza Braz é primeira mulher piloto da Aviação do Exército no Brasil — Foto: Reprodução/TV Vanguarda

Constante evolução
O Curso de Piloto de Aeronaves tem a duração de 63 semanas, dividido em diferentes etapas. Após uma fase teórica, com instruções como aerodinâmica, controle do espaço aéreo e meteorologia, os alunos passam para a fase prática. São 1400 horas de voo real e 426 horas em simuladores, desenvolvendo a liderança e a tomada rápida e segura de decisão. Os oficiais realizam Estágio Prático de Pilotagem Básica, Viagem de Navegação Tática, Estágio Prático de Pilotagem Tática, Estágio de Voo por Instrumentos, Estágio de Voo com Óculos de Visão Noturna e o Voo Solo, coroando o período de instruções.

O Instrutor-Chefe do CPA, Major Cadime, destaca que os pretendentes ao curso passam por rigorosa seleção psicológica e de saúde, tendo um nível de dificuldade que vai aumentando com o decorrer das instruções. Segundo o instrutor, a formação de uma nova turma de pilotos é um motivo de realização para os integrantes do CIAvEx. “É uma satisfação e orgulho entregar ao Exército recursos humanos altamente especializados.

A Aviação do Exército está sempre buscando evoluir não só os equipamentos, mas também a doutrina e recursos humanos. Então, é de suma importância a renovação dos nossos quadros, incutindo a mentalidade de constante aprimoramento pessoal”, afirmou. 

*Com informações do Exército Brasileiro



04 dezembro, 2022

Aviação do Exército aumenta a capacidade de combate e defesa com novos drones


*Noticiário do Exército - 02/12/2022

Aumentar a capacidade de combate e defesa, ampliar técnicas de inteligência, reconhecimento, vigilância e aquisição de alvos, tudo isso é proporcionado pelos pequenos e eficientes drones recebidos e testados pela Aviação do Exército (AvEx) no mês de novembro. Os Sistemas de Aeronaves Remotamente Pilotadas (SARP) categorias 0 e 1, vão apoiar a Força Terrestre em todo território nacional, em operações de vigilância, segurança e monitoramento de fronteiras, minimizando os riscos e exposições de militares em combate, além de reduzir custos.

Foram recebidas 30 unidades da categoria 0 modelo Mavic 2. Eles possuem uma câmera embutida dupla com zoom de 32 vezes, sensor de visão termal, que permite que o alvo seja detectado mesmo com baixa luminosidade, autonomia de 31 minutos e um alcance de 10 quilômetros.


Já o da categoria 1, modelo Matrice 300 RTK será utilizado pela Aviação do Exército para experimentação doutrinária. As 4 unidades recebidas possuem a câmera Zenmuse H20T, com zoom de 200 vezes e função de visão termal, além de alcance de 15 quilômetros e 50 minutos de autonomia.

“Os SARP são munidos de câmeras muito capazes, que podem, por exemplo, dar a direção relativa do objeto e focar um possível alvo, conseguindo dizer em graus qual é esta direção. O telêmetro também é suficiente para guiar um tiro de artilharia. Além disso, o SARP tem a visão termal, que em situação pouca luminosidade, que permite localizar e indicar claramente um alvo, como uma pessoa camuflada tentando se esconder de noite”, explicou o Tenente-Coronel Pelinsari.

04 setembro, 2021

Nauru 1000C é o novo Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) da Aviação do Exército

SARP Nauru 1000C em testes de campo

*LRCA Defense Consulting - 04/09/2021

A revista Defesa Aérea & Naval, em edição de 03/09/2021, divulgou que, ao completar seus 35 anos de recriação, a Aviação do Exército se prepara para receber o seu primeiro Sistema de Aeronave Remotamente Pilotada (SARP) Categoria 2, dentro do seu Plano Estratégico, que vai integrar o SIMEM (Sistema e Meios de Emprego Militar).

O modelo escolhido foi o Nauru 1000C, produzido pela empresa XMOBOTS Aeroespacial e Defesa. Ele pesa 10Kg e opera fora do alcance visual, possuindo como características 3m de comprimento, 7m de envergadura, autonomia de 10h de voo e pouso e decolagem VTOL. O Nauru 1000C será dotado de sensores de vigilância e, inicialmente, foi adquirido um sistema com 3 aeronaves.

O Coronel do Exército e especialista em aviação militar Glício Fonseca, ao noticiar o assunto hoje em seu perfil no Twitter, publicou também as três fotos que ilustram esta matéria.

Leia mais:
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SARP Nauru 1000C em testes de campo

Estação de controle


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