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23 fevereiro, 2026

GE Aerospace e FAB firmam acordo estratégico para suporte ao motor do Gripen em avanço para a soberania aeroespacial brasileira


*LRCA Defense Consulting - 23/02/2026

Em um movimento que reforça tanto a capacidade operacional da Força Aérea Brasileira quanto os alicerces da Base Industrial de Defesa do país, a GE Aerospace e a FAB assinaram, em 26 de janeiro de 2026, um Acordo de Assistência Técnica (TAA, na sigla em inglês) para os motores F414-GE-39E que equipam os caças SAAB JAS-39E Gripen da aviação de combate nacional.

O que o acordo prevê
O acordo permitirá ao Brasil receber suporte técnico avançado, treinamento e serviços de defesa para os motores F414-GE-39E. Na prática, a FAB terá acesso a dados técnicos e serviços essenciais para apoiar a integração, operação, testes e manutenção dos motores. A GE Aerospace fornecerá programas abrangentes de treinamento, manuais técnicos e representação em território nacional para ampliar as capacidades de prontidão e manutenção da Força. A empresa MDS Aero Support Corporation também contribuirá com serviços de bancada de testes e desenhos de equipamentos.

O que muda para a FAB
O acordo representa uma guinada significativa na relação da FAB com seu principal sistema de propulsão de combate. Até então, a dependência de suporte externo para os motores do Gripen era um ponto de vulnerabilidade operacional: qualquer falha ou necessidade de manutenção mais complexa exigia recorrer a parceiros estrangeiros, com custos, prazos e riscos de disponibilidade inerentes a esse modelo.

Com o TAA, a Força passa a ter acesso direto a dados técnicos proprietários e a programas de capacitação estruturados, o que eleva substancialmente o nível de expertise dos mecânicos e engenheiros brasileiros. O resultado prático é uma manutenção mais ágil, menor tempo de aeronave em solo e maior prontidão operacional da frota, fator crítico em cenários de crise ou conflito.

Asha Belarski, diretora de suporte ao cliente e sustentação de Defesa & Sistemas da GE Aerospace, afirmou que o acordo "contribuirá para o sucesso operacional da frota Gripen e para a expansão da capacidade de defesa do Brasil."

Impactos para o Programa Gripen
O Gripen é o maior programa de defesa em curso no Brasil. Além da aquisição das aeronaves, o contrato original com a Suécia previu robustos compromissos de transferência de tecnologia, e o TAA com a GE Aerospace se encaixa como peça complementar e indispensável nesse quebra-cabeça.

O motor F414 é o coração da aeronave: sem plena capacidade de mantê-lo e testá-lo em solo brasileiro, qualquer avanço na produção ou operação dos caças teria seu valor reduzido. O acordo fecha essa lacuna, garantindo que o Brasil não apenas opere, mas entenda e domine tecnicamente a propulsão de sua principal plataforma de combate de nova geração.

Consequências para a Base Industrial de Defesa
Os efeitos do acordo transcendem os hangares da FAB. Empresas brasileiras já envolvidas no programa FX-2, a iniciativa que originou a aquisição dos Gripen, poderão ampliar sua participação em atividades de integração, manutenção e suporte técnico, especialmente com a inclusão da MDS Aero Support na estrutura do acordo.

A transferência de conhecimento prevista cria um ciclo virtuoso: engenheiros e técnicos nacionais capacitados formam uma mão de obra qualificada que pode ser absorvida por empresas do setor aeroespacial, estimulando inovação e gerando empregos de alta tecnologia, justamente o tipo de ativo que o Brasil precisa consolidar para avançar na cadeia produtiva de defesa.

O TAA se insere em uma relação histórica entre a GE Aerospace e o Brasil: em 2025, a FAB celebrou o 50º aniversário do caça F-5, equipado com o motor J85 da empresa. A GE Aerospace possui acordo semelhante para o motor T700, que impulsiona os helicópteros Sikorsky UH-60 Black Hawk operados pelo Brasil. O novo acordo, portanto, aprofunda uma parceria que já dura décadas.

Soberania em tempos de incerteza
O contexto geopolítico confere ao acordo uma dimensão que vai além da técnica. Num mundo marcado por disputas comerciais, restrições a exportações de tecnologia sensível e volatilidade nas cadeias globais de suprimentos, a capacidade de manter e operar seus próprios sistemas de defesa em solo nacional é, em si, um ativo estratégico.

Todos os acordos celebrados respeitam os regulamentos do ITAR (International Traffic in Arms Regulations), que asseguram que todas as transferências de dados técnicos e serviços de defesa sejam devidamente autorizadas e controladas. Dentro desses limites regulatórios, o Brasil avança em autonomia operacional sem prescindir da colaboração com parceiros globais de referência.

Passo estratégico
O Acordo de Assistência Técnica entre GE Aerospace e FAB não é um evento isolado: é mais um passo em uma estratégia de longo prazo para que o Brasil deixe de ser apenas usuário de tecnologia aeroespacial de ponta e se consolide como ator capaz de integrá-la, mantê-la e, progressivamente, desenvolvê-la. 

Para a FAB, significa maior prontidão. Para o Programa Gripen, mais robustez. Para a Base Industrial de Defesa, novas oportunidades. E para o país, um passo concreto rumo à soberania no setor mais sensível da segurança nacional.

23 julho, 2024

American Airlines encomenda 180 motores CF34 para equipar a nova frota Embraer 175


*LRCA Defense Consulting - 23/07/2024

A GE Aerospace anunciou hoje, durante o Farnborough Airshow, que a American Airlines finalizou um pedido de 180 motores CF34-8E, além de peças de reposição para equipar sua frota de 90 novos jatos regionais Embraer 175.

"O motor CF34 tem um longo histórico de sucesso com a American Airlines e estamos gratos que a equipe da American esteja depositando sua confiança em nós novamente", disse Russell Stokes, Presidente e CEO, Commercial Engines and Services, GE Aerospace. "Este pedido, juntamente com os acordos de CFM anunciados nesta primavera com a American, destacam nosso sucesso contínuo em fornecer aos nossos clientes produtos e serviços líderes do setor."

Mais de 7.500 motores CF34 estão em serviço com mais de 900 operadores de jatos regionais e executivos globalmente. O CF34-8E acumulou mais de 40 milhões de horas de voo e 29 milhões de ciclos desde que entrou em serviço no Embraer E170/175 em 2004. Hoje, a linha de motores CF34, que inclui os modelos -3, -8 e -10, equipa mais de 2.500 aeronaves comerciais regionais.

"A confiabilidade e o desempenho do motor CF34 têm sido essenciais para o nosso sucesso por muitos anos", disse o CFO da American, Devon May. "Estamos ansiosos para continuar nossa forte parceria com a GE Aerospace enquanto investimos na modernização e fortalecimento de nossa frota doméstica e regional."

A GE Aerospace entregou quase 11.000 motores CF34 e a linha tem um histórico de confiabilidade e durabilidade excepcionais, com uma taxa de confiabilidade de despacho de 99,97% (12 meses consecutivos). Todos os motores CF34 (como todos os motores GE Aerospace) podem operar com misturas de combustível SAF aprovadas hoje.

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