Memorandos com a Beyond Vision e o Grupo Oesía, assinados na EURONAVAL 2026, aproximam a empresa de plataformas não tripuladas, defesa antidrones e sensores infravermelhos navais; valores, programas e cronogramas não foram divulgados
*LRCA Defense Consulting - 04/11/2026 - 14h37
A Atech, empresa do Grupo Embraer, anunciou nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a assinatura de dois memorandos de entendimento durante a EURONAVAL, a 30ª edição da feira internacional de defesa naval e segurança marítima, realizada de 3 a 6 de novembro no Parc des Expositions de Paris Nord Villepinte, na região de Paris. Os acordos, firmados com a portuguesa Beyond Vision e o espanhol Grupo Oesía, combinam competências tecnológicas complementares e procuram ampliar a atuação da empresa brasileira nos mercados internacionais de defesa e segurança marítima.
De acordo com o comunicado da Atech, a cooperação com a Beyond Vision abrange o segmento de aeronaves não tripuladas, reunindo as plataformas e equipamentos da fabricante portuguesa, inclusive sistemas antidrones (C-UAS), às soluções de comando, controle e inteligência da empresa brasileira. Com o Grupo Oesía, a prioridade é o desenvolvimento e a interoperabilidade de sistemas embarcados e de tecnologias de defesa. A etapa seguinte será a de alinhamento técnico e operacional entre os parceiros.
“Ao combinar capacidades complementares com empresas que já possuem forte presença regional, aceleramos nossa expansão internacional e nos posicionamos como um parceiro altamente confiável para projetos globais estratégicos”, afirmou Rodrigo Persico, CEO da Atech.
Com cerca de 550 funcionários, a Atech integra o Grupo Embraer desde 2013 e é credenciada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED). Sua principal referência naval é o Programa Fragatas Classe Tamandaré, no qual responde pelo Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS, na sigla em inglês), em parceria com a ATLAS ELEKTRONIK, subsidiária da thyssenkrupp Marine Systems, e pelo Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), em parceria com a L3Harris.
A Atech, empresa do Grupo Embraer, anunciou nesta quarta-feira, 4 de novembro de 2026, a assinatura de dois memorandos de entendimento durante a EURONAVAL, a 30ª edição da feira internacional de defesa naval e segurança marítima, realizada de 3 a 6 de novembro no Parc des Expositions de Paris Nord Villepinte, na região de Paris. Os acordos, firmados com a portuguesa Beyond Vision e o espanhol Grupo Oesía, combinam competências tecnológicas complementares e procuram ampliar a atuação da empresa brasileira nos mercados internacionais de defesa e segurança marítima.
De acordo com o comunicado da Atech, a cooperação com a Beyond Vision abrange o segmento de aeronaves não tripuladas, reunindo as plataformas e equipamentos da fabricante portuguesa, inclusive sistemas antidrones (C-UAS), às soluções de comando, controle e inteligência da empresa brasileira. Com o Grupo Oesía, a prioridade é o desenvolvimento e a interoperabilidade de sistemas embarcados e de tecnologias de defesa. A etapa seguinte será a de alinhamento técnico e operacional entre os parceiros.
“Ao combinar capacidades complementares com empresas que já possuem forte presença regional, aceleramos nossa expansão internacional e nos posicionamos como um parceiro altamente confiável para projetos globais estratégicos”, afirmou Rodrigo Persico, CEO da Atech.
Com cerca de 550 funcionários, a Atech integra o Grupo Embraer desde 2013 e é credenciada pelo Ministério da Defesa como Empresa Estratégica de Defesa (EED). Sua principal referência naval é o Programa Fragatas Classe Tamandaré, no qual responde pelo Sistema de Gerenciamento de Combate (CMS, na sigla em inglês), em parceria com a ATLAS ELEKTRONIK, subsidiária da thyssenkrupp Marine Systems, e pelo Sistema Integrado de Gerenciamento da Plataforma (IPMS), em parceria com a L3Harris.
Beyond Vision: drones de Lisboa com clientes no Brasil
Sediada em Lisboa, a Beyond Vision fabrica sistemas aéreos não tripulados de uso dual, que combinam equipamentos de alta precisão com algoritmos de inteligência artificial. A empresa é fornecedora registrada da OTAN, e entre seus produtos estão o hexacóptero HEIFU Pro e o VTOne, aeronave de asa fixa com decolagem e pouso vertical. Na EURONAVAL, apresenta seus drones e seu sistema de gerenciamento de missões.
O acordo chega em um momento de crescimento da companhia. Em 22 de outubro, a Beyond Vision concluiu uma rodada de investimentos Série A superior a 28 milhões de euros, coliderada pelos fundos Índico Capital Partners e Lince Capital, com participação da ActiveCap. Os recursos serão destinados ao aumento da capacidade de produção industrial e à expansão internacional. A empresa já tem o Brasil entre seus mercados: segundo o jornal português ECO, exporta 95% do que produz, principalmente para Estados Unidos, Oriente Médio, Brasil e Europa.
A geografia também ajuda a entender a aproximação. A Atech abriu um escritório em Lisboa com o objetivo declarado de aprofundar o relacionamento com empresas e organizações europeias, e a Beyond Vision tem sede na mesma cidade. Do ponto de vista operacional, a soma das plataformas portuguesas com a camada de comando e controle da Atech poderia resultar em soluções de vigilância marítima, reconhecimento e proteção de infraestruturas críticas, possibilidades coerentes com os portfólios das duas empresas.
Grupo Oesía: sensores que já equipam fragatas espanholas
Com sede em Madri, o Grupo Oesía atua em engenharia digital e industrial de uso dual por meio de cinco marcas: Oesía Networks, Tecnobit, Cipherbit, UAV Navigation e Inster. Na EURONAVAL, o grupo apresenta soluções em sensores, conectividade tática, cibersegurança e inteligência artificial.
O principal destaque é o IRST Naval, sistema de busca e acompanhamento por infravermelho voltado à defesa antiaérea do navio, concebido para detectar ameaças como mísseis de cruzeiro e alvos que voam rentes à superfície do mar. Com base na mesma tecnologia, a Oesía oferece soluções de vigilância de baixa altitude e de detecção de drones. A tecnologia IRST da Tecnobit já é empregada no caça Eurofighter e nas fragatas F-110 da Armada espanhola.
O ponto de contato com a Atech está na integração. Sensores e enlaces de dados ganham valor quando suas informações são reunidas e distribuídas por um sistema de gerenciamento de combate, área em que a empresa brasileira acumulou experiência na Tamandaré. A hipótese de produtos da Oesía passarem a equipar as fragatas brasileiras, porém, não foi anunciada.
Sediada em Lisboa, a Beyond Vision fabrica sistemas aéreos não tripulados de uso dual, que combinam equipamentos de alta precisão com algoritmos de inteligência artificial. A empresa é fornecedora registrada da OTAN, e entre seus produtos estão o hexacóptero HEIFU Pro e o VTOne, aeronave de asa fixa com decolagem e pouso vertical. Na EURONAVAL, apresenta seus drones e seu sistema de gerenciamento de missões.
O acordo chega em um momento de crescimento da companhia. Em 22 de outubro, a Beyond Vision concluiu uma rodada de investimentos Série A superior a 28 milhões de euros, coliderada pelos fundos Índico Capital Partners e Lince Capital, com participação da ActiveCap. Os recursos serão destinados ao aumento da capacidade de produção industrial e à expansão internacional. A empresa já tem o Brasil entre seus mercados: segundo o jornal português ECO, exporta 95% do que produz, principalmente para Estados Unidos, Oriente Médio, Brasil e Europa.
A geografia também ajuda a entender a aproximação. A Atech abriu um escritório em Lisboa com o objetivo declarado de aprofundar o relacionamento com empresas e organizações europeias, e a Beyond Vision tem sede na mesma cidade. Do ponto de vista operacional, a soma das plataformas portuguesas com a camada de comando e controle da Atech poderia resultar em soluções de vigilância marítima, reconhecimento e proteção de infraestruturas críticas, possibilidades coerentes com os portfólios das duas empresas.
Grupo Oesía: sensores que já equipam fragatas espanholas
Com sede em Madri, o Grupo Oesía atua em engenharia digital e industrial de uso dual por meio de cinco marcas: Oesía Networks, Tecnobit, Cipherbit, UAV Navigation e Inster. Na EURONAVAL, o grupo apresenta soluções em sensores, conectividade tática, cibersegurança e inteligência artificial.
O principal destaque é o IRST Naval, sistema de busca e acompanhamento por infravermelho voltado à defesa antiaérea do navio, concebido para detectar ameaças como mísseis de cruzeiro e alvos que voam rentes à superfície do mar. Com base na mesma tecnologia, a Oesía oferece soluções de vigilância de baixa altitude e de detecção de drones. A tecnologia IRST da Tecnobit já é empregada no caça Eurofighter e nas fragatas F-110 da Armada espanhola.
O ponto de contato com a Atech está na integração. Sensores e enlaces de dados ganham valor quando suas informações são reunidas e distribuídas por um sistema de gerenciamento de combate, área em que a empresa brasileira acumulou experiência na Tamandaré. A hipótese de produtos da Oesía passarem a equipar as fragatas brasileiras, porém, não foi anunciada.
Memorandos ainda sem contratos
Para Giacomo Staniscia, vice-presidente de Negócios de Defesa da Atech, a sinergia entre os portfólios permite atender a demandas operacionais complexas nos setores naval e de segurança, combinando sistemas embarcados, tecnologias de drones e inteligência de missão com uma abordagem comercial coordenada para buscar novas oportunidades.
Memorandos de entendimento, no entanto, registram intenções de cooperação e não criam obrigações de fornecimento. Nenhuma das empresas divulgou valores, programas, clientes ou cronogramas. O alcance industrial e comercial dos acordos dependerá da definição de arquiteturas, requisitos e responsabilidades, e só poderá ser medido quando surgirem produtos demonstráveis ou contratos.
Uma feira voltada à alta intensidade
O tema escolhido pelos organizadores para esta edição, Towards high intensity (rumo à alta intensidade), ajuda a situar os acordos. A EURONAVAL 2026 anunciou 680 expositores, 40% a mais que em 2024, em um momento em que a difusão de veículos não tripulados e de ameaças de baixa altitude aumenta a demanda por sistemas capazes de detectar, acompanhar e compartilhar informações entre plataformas.
Os dois memorandos cobrem justamente essas camadas: plataformas autônomas e defesa antidrones, com a Beyond Vision; sensores infravermelhos e interoperabilidade, com o Grupo Oesía; e comando e controle, com a própria Atech. Para a Base Industrial de Defesa brasileira, participar de arquiteturas desse tipo representa uma oportunidade de inserção tecnológica internacional, desde que os entendimentos avancem para projetos concretos.
A LRCA Defense Consulting já havia registrado a presença da Atech na delegação brasileira coordenada pela ABIMDE na EURONAVAL 2026. Os acordos anunciados em Paris acrescentam à participação na feira um resultado formal: a abertura de canais de cooperação com dois parceiros europeus.
Para Giacomo Staniscia, vice-presidente de Negócios de Defesa da Atech, a sinergia entre os portfólios permite atender a demandas operacionais complexas nos setores naval e de segurança, combinando sistemas embarcados, tecnologias de drones e inteligência de missão com uma abordagem comercial coordenada para buscar novas oportunidades.
Memorandos de entendimento, no entanto, registram intenções de cooperação e não criam obrigações de fornecimento. Nenhuma das empresas divulgou valores, programas, clientes ou cronogramas. O alcance industrial e comercial dos acordos dependerá da definição de arquiteturas, requisitos e responsabilidades, e só poderá ser medido quando surgirem produtos demonstráveis ou contratos.
Uma feira voltada à alta intensidade
O tema escolhido pelos organizadores para esta edição, Towards high intensity (rumo à alta intensidade), ajuda a situar os acordos. A EURONAVAL 2026 anunciou 680 expositores, 40% a mais que em 2024, em um momento em que a difusão de veículos não tripulados e de ameaças de baixa altitude aumenta a demanda por sistemas capazes de detectar, acompanhar e compartilhar informações entre plataformas.
Os dois memorandos cobrem justamente essas camadas: plataformas autônomas e defesa antidrones, com a Beyond Vision; sensores infravermelhos e interoperabilidade, com o Grupo Oesía; e comando e controle, com a própria Atech. Para a Base Industrial de Defesa brasileira, participar de arquiteturas desse tipo representa uma oportunidade de inserção tecnológica internacional, desde que os entendimentos avancem para projetos concretos.
A LRCA Defense Consulting já havia registrado a presença da Atech na delegação brasileira coordenada pela ABIMDE na EURONAVAL 2026. Os acordos anunciados em Paris acrescentam à participação na feira um resultado formal: a abertura de canais de cooperação com dois parceiros europeus.

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