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26 julho, 2026

Hyperlift revela detalhes do motor RISCRAM e do projeto de um drone de combate hipersônico

Empresa paulista testa peças do motor supersônico em bancada e conta à LRCA como um projeto de foguete reutilizável virou a base de um UCAV militar 

Rendererização por IA do UCAV RISCRAM
 

*LRCA Defense Consulting - 26/07/2026

A Hyperlift Aerospace & Defense, empresa brasileira sediada em São Paulo, com laboratório de pesquisa e desenvolvimento em Belo Horizonte, está desenvolvendo um motor de propulsão chamado RISCRAM (Rocket Ignited Supersonic Combustion Ram Jet), capaz, segundo a empresa, de operar da velocidade zero até regimes hipersônicos. A tecnologia nasceu como um projeto de foguete reutilizável, mas hoje serve de base para um conceito de drone de combate supersônico, o UCAV (sigla em inglês para veículo aéreo de combate não tripulado) RISCRAM. Em entrevista concedida à LRCA Defense Consulting, o engenheiro aeroespacial Marco Gabaldo, CEO da empresa, detalhou a origem do projeto, o estágio atual dos testes e os principais desafios para transformar o conceito em um demonstrador voador.

O que é o RISCRAM
Na prática, o RISCRAM é um motor de ciclo combinado: em vez de usar um único tipo de propulsão, ele combina, em um mesmo corpo, características de turbojato, foguete e scramjet (motor de combustão supersônica), alternando entre eles conforme a velocidade e a altitude do voo. A vantagem dessa arquitetura é que ela permite decolar do solo, acelerar até velocidades hipersônicas (acima de cinco vezes a velocidade do som) e, no caso da versão original do projeto, ainda alcançar órbita baixa, tudo com o mesmo veículo.

O conceito nasceu em 2014, como uma patente do próprio Gabaldo em parceria acadêmica com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), pensada para um lançador espacial reutilizável de dois estágios, capaz de colocar até 500 kg em órbita baixa. A associação com a marca comercial Hyperlift e a exploração de uma aplicação militar vieram alguns anos depois.

Da encomenda estrangeira ao conceito de drone de combate
Segundo Gabaldo, a virada para uma aplicação militar ocorreu em 2023, a partir de uma demanda de uma empresa do Catar, interessada em entrar no setor de defesa com um produto disruptivo. Foi esse contato que levou a Hyperlift a pensar, primeiro, em um drone supersônico e, na sequência, em um conceito mais ambicioso: um UCAV hipersônico movido a motor 
RISCRAM. O CEO afirma que a relação comercial com o cliente catariano não está mais ativa, em razão de mudanças internas no ministério da defesa do país e na equipe de contatos com a qual a Hyperlift dialogava.

A empresa mantém, internamente, um programa dedicado ao tema, mas boa parte dele é sigilosa, tanto pela versão militar simplificada do motor RISCRAM quanto pelo próprio projeto do drone. Segundo Gabaldo, as forças armadas brasileiras não demonstraram, até o momento, interesse formal pelo projeto.

Um conceito, não um produto fechado
Circulou recentemente nas redes sociais um resumo com especificações do conceito de UCAV 
RISCRAM: 4 metros de comprimento, 2,4 metros de envergadura, 1.400 kg de massa máxima de decolagem e um motor com cerca de 1.000 kgf de empuxo. Gabaldo confirmou que esses números partiram da própria Hyperlift, mas fez questão de relativizá-los: tratam-se de valores de um conceito inicial, que a empresa pode reformular a qualquer momento, conforme a necessidade de um eventual cliente. Ou seja, não há, por ora, um projeto de engenharia fechado, e sim um estudo conceitual em evolução.

Onde a tecnologia está hoje
Sobre o estágio real de maturidade, Gabaldo afirmou que já houve ensaios de queima em diferentes velocidades e que a bancada de testes está em evolução constante, incluindo câmeras e sistemas de medição mais precisos. Segundo ele, o programa se encontra hoje entre os níveis 4 e 5 da escala de maturidade tecnológica (a chamada TRL, de Technology Readiness Level), o que corresponde à validação em bancada de componentes como a entrada de ar e a câmara de combustão, ensaiados em um veículo de teste em escala reduzida, ainda distante de um motor completo e de um demonstrador voador.

A bancada de testes fica em Belo Horizonte, no laboratório Alfalab. Os ensaios contam com o apoio de um patrocinador do setor de metalurgia e fundição de Minas Gerais que, segundo Gabaldo, ainda não autorizou a divulgação de seu nome associado ao projeto RISCRAM; por isso, a LRCA optou por não identificá-lo nesta reportagem.

Como o motor funciona, da decolagem ao pouso
De acordo com a explicação fornecida pela Hyperlift, o voo de um veículo 
RISCRAM completo (na concepção original, de lançador reutilizável) seguiria quatro fases. Na decolagem e na aceleração inicial, um motor turbojato leva a aeronave a até Mach 2 ou 3, enquanto um foguete auxiliar ajuda a ganhar a velocidade necessária para a transição ao voo hipersônico. A partir de cerca de Mach 5, o turbojato é desligado e a propulsão passa a ser feita pelo motor RISCRAM/scramjet, que sustenta o voo em altitudes elevadas. Em seguida, à medida que o ar rarefeito reduz a eficiência do scramjet, o motor foguete assume sozinho a aceleração final até a órbita baixa, onde ocorreria a liberação da carga útil. Na reentrada, a sequência se inverte: o veículo volta ao regime hipersônico, depois transiciona de novo para o turbojato e realiza um pouso horizontal, em uma lógica operacional que a empresa compara à do ônibus espacial americano, embora com voo atmosférico autopropelido na fase final.

Vale reforçar que essa sequência completa de quatro fases descreve o conceito original do lançador espacial reutilizável. O drone de combate UCAV aproveitaria a mesma lógica de motor combinado, mas dispensaria as fases de inserção orbital e reentrada, por se tratar de uma aplicação atmosférica.

Do motor de foguete ao motor de guerra: o que muda
Segundo a Hyperlift, a versão civil do motor 
RISCRAM, pensada para o lançador espacial, é uma plataforma de grande porte, totalmente reutilizável, projetada para suportar dezenas ou centenas de ciclos operacionais, com foco em baixo custo por lançamento e uso de combustíveis comerciais de alta eficiência. Já a versão militar, destinada ao UCAV ou a um eventual míssil hipersônico, seria uma plataforma mais compacta e leve, de projeto descartável ou parcialmente sacrificável, pensada para uma única missão. Essa versão usaria combustíveis militares de maior densidade energética e maior estabilidade para armazenamento prolongado, priorizando aceleração, alcance e capacidade de sobrevivência em ambiente hostil, em vez de reutilização.

O que falta para sair do papel
Questionado sobre o principal obstáculo para avançar do conceito atual a um demonstrador voador, Gabaldo foi direto: dinheiro. Segundo ele, as etapas iniciais, de modelagem matemática e simulação computacional, já foram concluídas, e a fase de protótipos laboratoriais, com ensaios estruturais e de combustão em bancada, está em andamento. Já as etapas seguintes, que envolvem testes em túnel de vento, a construção de um demonstrador voador e uma campanha de ensaios em voo, dependem de captação de recursos, nacionais ou internacionais, que a empresa afirma buscar atualmente.

A empresa por trás do projeto
A Hyperlift divide sua estrutura entre São Paulo, onde ficam a engenharia, a administração e as áreas de marketing e financeiro, e Belo Horizonte, sede do laboratório de prototipagem e P&D. A empresa recruta estagiários de faculdades para tarefas específicas, por prazos limitados de 90 dias, sem envolvimento direto nos projetos em desenvolvimento. Os subsistemas de eletrônica e telemetria são terceirizados, com um parceiro espanhol e outro brasileiro. A equipe hoje é pequena (dois gerentes em um projeto e três em outro, além de terceirizados), mas a previsão da empresa é chegar a cerca de 15 pessoas assim que o principal aporte financeiro for confirmado. As prioridades de investimento para o próximo ano incluem a construção e os testes dos motores, além de sistemas de hidráulica, eletrônica, controle de fluxo, sistema de combustível, superfícies de controle, chassi e telemetria, somados a salários, bolsas e custos fixos como aluguel e consumíveis.

Nota metodológica
Esta reportagem é a primeira sobre o motor 
RISCRAM e o conceito de UCAV hipersônico da Hyperlift. As informações aqui apresentadas têm como origem principal entrevista concedida à LRCA Defense Consulting pelo CEO da empresa, Marco Gabaldo, complementada por dados públicos do Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, mantido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), e por registros de patente internacional ligados ao projeto. Especificações técnicas e cronogramas de desenvolvimento citados nesta matéria refletem o estágio conceitual do projeto, segundo descrito pela própria empresa, e podem ser alterados conforme sua evolução. Não houve, até o fechamento desta matéria, verificação independente das informações fornecidas pela Hyperlift. O tema do revestimento LEAR, também desenvolvido pela empresa, não é abordado nesta matéria e poderá ser tratado posteriormente.

Abaixo, segue a versão da matéria em inglês técnico. 

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Hyperlift reveals details of the RISCRAM engine and unveils a hypersonic combat UCAV concept

Brazilian company validates key propulsion components on a ground test rig and explains to LRCA how a reusable launch vehicle evolved into the foundation of a next-generation hypersonic combat aircraft.

*LRCA Defense Consulting – July 26, 2026


Hyperlift Aerospace & Defense, a Brazilian aerospace company headquartered in São Paulo with an R&D laboratory in Belo Horizonte, is developing the RISCRAM (Rocket Ignited Supersonic Combustion Ramjet), a combined-cycle propulsion system that, according to the company, is intended to operate from zero airspeed to sustained hypersonic flight. Originally conceived for a reusable launch vehicle, the technology has evolved into the basis of a conceptual hypersonic Unmanned Combat Aerial Vehicle (UCAV). In an exclusive interview with LRCA Defense Consulting, CEO and aerospace engineer Marco Gabaldo discussed the origins of the program, its current stage of development and the technical and financial challenges that remain before a full-scale flight demonstrator can be built.

What is RISCRAM?
RISCRAM combines turbojet, rocket and scramjet operating modes within a single propulsion architecture, allowing the vehicle to transition between propulsion cycles as speed and altitude increase. The original concept envisioned a reusable two-stage launch vehicle capable of placing payloads of up to 500 kilograms into low Earth orbit. Today, the same propulsion philosophy underpins studies for future military applications, including a hypersonic UCAV.
 
From space access to defense
Gabaldo explained that interest from a Qatari customer in 2023 prompted Hyperlift to investigate military applications. Initial work focused on a supersonic unmanned aircraft before evolving into a more ambitious hypersonic combat platform. Although that commercial relationship has since ended, the company continues internal development of the concept. Much of the program remains confidential, and no formal Brazilian government requirement has yet been announced.

Technology readiness
According to Hyperlift, combustion tests have already been completed under different operating conditions, while the ground-test infrastructure continues to be upgraded with more advanced instrumentation. The company estimates that the program currently lies between Technology Readiness Levels (TRL) 4 and 5, representing laboratory validation of critical technologies such as the inlet and combustion chamber rather than an integrated flight-ready propulsion system.
 
Operational concept
In the reusable launch vehicle configuration, propulsion would begin with turbojet operation supported by a rocket booster during acceleration. At approximately Mach 5, propulsion transitions to scramjet mode for sustained hypersonic atmospheric flight. At higher altitudes, where air density becomes insufficient, rocket propulsion would complete orbital insertion. The military UCAV concept would retain the atmospheric combined-cycle architecture while eliminating the orbital insertion and re-entry phases.

Civilian and military configurations
The reusable civilian configuration prioritizes operational longevity, low launch costs and commercial propellants. By contrast, the military variant is envisioned as a lighter, more compact system optimized for a single mission, employing high-energy-density military propellants and emphasizing acceleration, operational range and survivability rather than reusability.
 
The next milestone
Gabaldo identified funding as the program's principal challenge. Numerical modelling and computational simulations have been completed, while laboratory validation is under way. Wind-tunnel campaigns, construction of an integrated flight demonstrator and an eventual flight-test program will depend on securing additional investment from domestic or international sources.

Editorial note
This English-language edition has been prepared in a style consistent with international aerospace and defense publications, preserving the technical meaning of the original interview while employing terminology commonly used throughout the global aerospace industry. Technical specifications reflect Hyperlift's current conceptual design baseline.

08 julho, 2026

Hyperlift anuncia ensaios de revestimento para aumentar resistência de plataformas a armas laser

Empresa brasileira apresenta resultados preliminares de defesa passiva contra energia dirigida 


*LRCA Defense Consulting - 08/07/2026

A Hyperlift Aerospace & Defense, empresa brasileira sediada em São Paulo, divulgou a realização de ensaios com um revestimento denominado LEAR (Laser Energy Absorption and Reflection), desenvolvido para retardar a degradação de superfícies expostas a lasers de alta potência. Segundo a empresa, os testes reproduziram condições mais severas do que as esperadas em cenários reais de emprego e demonstraram a capacidade do material de prolongar o tempo de integridade da superfície atingida durante a exposição ao feixe laser, intervalo que, em uma situação operacional, poderia ampliar as possibilidades de manobra evasiva ou contribuir para o cumprimento da missão.

O que é o LEAR
De acordo com a Hyperlift, o LEAR é um revestimento técnico de proteção passiva, e não um sistema eletrônico ou uma solução ativa de interceptação. Seu objetivo é reduzir o fluxo líquido de energia absorvida pela superfície tratada, combinando mecanismos de reflexão, absorção controlada e dissipação térmica, de forma a retardar o aquecimento responsável pela degradação estrutural do material de base.

A proposta guarda certa analogia com os sistemas tradicionais de proteção passiva empregados contra calor intenso, fragmentos ou impactos balísticos, mas aplicada a uma ameaça de natureza distinta: as armas de energia dirigida.

Diferentemente da percepção popular, um laser de emprego militar normalmente não provoca a destruição instantânea de um alvo. Seu efeito depende de fatores como potência do feixe, comprimento de onda, distância, condições atmosféricas e, principalmente, do tempo durante o qual o feixe permanece estabilizado sobre um mesmo ponto da superfície (dwell time). Materiais capazes de retardar o aquecimento podem aumentar esse tempo necessário de engajamento, reduzindo a eficácia prática da arma e ampliando as chances de sobrevivência da plataforma.

Segundo a Hyperlift, o LEAR também foi concebido com foco na viabilidade industrial. A empresa afirma que o revestimento é produzido a partir de matérias-primas de ampla disponibilidade no mercado nacional, o que contribuiria para reduzir seus custos de fabricação e facilitar uma eventual produção em escala. Outro aspecto destacado é sua arquitetura modular: o mesmo revestimento poderia ser empregado em diferentes plataformas, como drones, mísseis, veículos blindados, embarcações e aeronaves, variando principalmente a espessura da camada aplicada conforme o nível de proteção requerido por cada aplicação.


  

Uma resposta ao avanço das armas de energia dirigida
O anúncio da Hyperlift ocorre em um momento de rápida evolução das chamadas armas de energia dirigida (Directed Energy Weapons – DEW). Países como Estados Unidos, Reino Unido, China e Israel vêm investindo intensamente em sistemas a laser destinados à neutralização de drones, foguetes, projéteis de artilharia e mísseis, alguns já operando na faixa de centenas de quilowatts de potência.

À medida que essas capacidades amadurecem, cresce também o interesse por tecnologias defensivas capazes de reduzir sua eficácia, seja por meio de materiais resistentes ao aquecimento, seja por soluções voltadas ao gerenciamento térmico ou à diminuição do tempo de exposição ao feixe. Trata-se de um segmento ainda pouco explorado pela Base Industrial de Defesa brasileira.

Quem é a Hyperlift
Fundada em 2021, com sede em São Paulo e laboratório de desenvolvimento em Belo Horizonte, a Hyperlift Aerospace & Defense atua nas áreas de engenharia aeronáutica e espacial, propulsão supersônica e hipersônica, materiais avançados, sistemas não tripulados e tecnologias voltadas à proteção de plataformas.

A empresa tornou-se conhecida principalmente pelo desenvolvimento do conceito patenteado RISCRAM (Rocket-Integrated Supersonic Combustion Ramjet), uma arquitetura de propulsão destinada ao voo hipersônico que combina características de motores-foguete e scramjet.

À frente da empresa está o engenheiro aeroespacial Marco Gabaldo, italiano naturalizado brasileiro, com formação em Engenharia Aeroespacial pela FUMEC e especializações voltadas à propulsão hipersônica e ciências espaciais. Além de atuar como CEO da Hyperlift, Gabaldo participa regularmente de congressos, workshops e eventos técnicos da Base Industrial de Defesa e do setor aeroespacial, sendo reconhecido por sua atuação em pesquisa aplicada, desenvolvimento de tecnologias de propulsão, materiais avançados e sistemas aeroespaciais. Também mantém interlocução frequente com universidades, centros de pesquisa e empresas do setor, contribuindo para a aproximação entre a academia e a indústria.

A Hyperlift integra o Catálogo da Indústria Espacial Brasileira, mantido pela Agência Espacial Brasileira (AEB), e já participou de workshops e eventos técnicos ao lado de empresas como Stella Tecnologia, AEL Sistemas, XMobots, SIATT e Modirum/GESPI.

O laboratório da empresa, em Belo Horizonte, também presta apoio técnico-científico a projetos acadêmicos de graduação, mestrado e doutorado, demonstrando uma estratégia de integração entre pesquisa universitária e desenvolvimento tecnológico voltado aos setores espacial e de defesa. 


Ressalva metodológica
Até o fechamento desta matéria, as informações sobre o LEAR têm como origem exclusiva os canais institucionais da própria Hyperlift.

Não foram localizados registros independentes sobre os ensaios, tais como a identificação do laboratório responsável, a potência e o comprimento de onda do laser empregado, a densidade de potência incidente, a distância de engajamento, o tipo de substrato utilizado, a espessura do revestimento, o ganho quantitativo de resistência obtido ou a publicação dos resultados em periódico técnico revisado por pares.

Também não há, até o momento, com exceção de uma reportagem do portal Brazilian Space, cobertura do tema por veículos especializados em defesa nem confirmação de que o LEAR esteja sendo avaliado ou incorporado a programas específicos da Base Industrial de Defesa brasileira.

Vídeo do portal Brazilian Space transmitido há três semanas

Próximos passos
Segundo a Hyperlift, os ensaios continuam em andamento. Um passo importante para a consolidação da tecnologia será sua eventual validação por centros de ensaio reconhecidos, civis ou militares, capazes de aferir seu desempenho em condições controladas e comparáveis às exigências operacionais.

Caso os resultados sejam confirmados por avaliações independentes, o LEAR poderá despertar o interesse de programas das Forças Armadas voltados à proteção de aeronaves, veículos terrestres, embarcações ou outras plataformas expostas às futuras ameaças representadas pelas armas de energia dirigida.

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