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13 novembro, 2023

Pioneira mundial em armas com grafeno, Taurus mostra seu portfólio na 2ª Feira Brasileira do Grafeno


*LRCA Defense Consulting - 13/11/2023 

A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa e uma das principais fabricantes de armas do mundo, participa da 2ª Feira Brasileira do Grafeno, nos dias 13 e 14 de novembro, em Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Em paralelo ao evento, também ocorre o 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação. 

A abertura oficial do evento contou com a presença de diversas autoridades, entre elas a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, o diretor presidente do Serviço Geológico do Brasil, Inácio Melo, o prefeito de Caxias do Sul, Adiló Didomenico, deputados federais e estaduais, que conheceram os projetos que estão sendo feitos com Grafeno, material à base de carbono que está revolucionando a indústria mundial, considerado um dos mais fortes e leves do mundo, tido como 200 vezes mais resistente que o aço e o mais fino que existe, entre outras propriedades. 

Pioneira mundial na utilização do Grafeno para a fabricação de armas leves, a Taurus, atualmente, conta com mais de 10 produtos em seu portfólio que utilizam o material em sua composição e que estão em exposição na ocasião (confira abaixo mais detalhes). 

“É provável que a Taurus, no Brasil, seja a empresa que mais explorou Grafeno nos seus produtos. Estamos comprometidos em desenvolver soluções que aliem qualidade, competitividade, inovação e sustentabilidade. Investimos na qualificação das pessoas, em novos produtos, processos, em tecnologias de ponta, tanto de equipamentos quanto de materiais, para garantir a excelência de nossos produtos e atender às expectativas de nossos clientes. O desenvolvimento de novos materiais é um fator essencial para estimular a inovação”, afirma Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus. 

“Somos uma empresa brasileira e, até por isso, acreditamos que esses investimentos e projetos são de extrema importância para o país, agregando valor às nossas riquezas, à medida em que possuímos 75% das reservas de grafite no planeta, promovendo avanço tecnológico e contribuindo para a sustentabilidade. Essas iniciativas abrem caminho para a pesquisa e fabricação de produtos muito mais modernos e tecnológicos”, diz Nuhs. 

Desde 2020, a Taurus tem no Brasil o Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil/Estados Unidos (CITE) com mais de 250 engenheiros dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento de novos produtos, tecnologias e processos. Nos últimos anos, a empresa também estabeleceu parcerias estratégicas com universidades, laboratórios e institutos de pesquisa que atuam em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas do mundo, visando expandir sua capacidade de pesquisa e desenvolvimento. Ainda, investiu mais de R$ 500 milhões em novos maquinários, equipamentos, sistemas, processos de produção automatizados, desenvolvimento de células robotizadas, para modernização do seu parque fabril em direção à indústria 4.0.

A companhia segue desenvolvendo projetos pioneiros contemplando novo ciclo tecnológico de materiais inéditos utilizados na fabricação, como o Nióbio, o DLC (Diamond Like Carbon) e o Polímero de Fibras Longas, adicionando ao seu portfólio armas cada vez mais leves e resistentes. Em fase mais avançada estão as pesquisas da empresa com o Grafeno, que já proporcionaram o desenvolvimento dos seguintes produtos: 

Tinta especial Cerakote® Graphene para o tratamento superficial de peças: A Taurus desenvolveu, em conjunto com a Cerakote®, uma tinta especial com Grafeno em sua composição, que protege e torna as armas mais resistentes a riscos e outros danos aos equipamentos. 

Linha de pistolas: A empresa lançou, em 2022, a primeira arma do mundo com Grafeno na composição de seus componentes injetados e no tratamento superficial das peças metálicas, a pistola GX4 Graphene, revolucionando o mercado, marcando o início da 3ª geração de pistolas e evidenciando o Brasil como pioneiro nesta inovação. E seguiu inovando. Hoje, oferece ao mercado diversos modelos em diferentes plataformas de pistolas: na família GX4 (GX4 Graphene, GX4 XL Graphene e GX4 Carry Graphene), na plataforma Striker TS9 (TS9 Graphene e a versão compacta TS9c Graphene) e na plataforma Taurus Hammer (TH380 Graphene e a versão compacta TH380c Graphene). 

Coldres: A Taurus também criou um modelo de coldre com Grafeno em sua composição para a pistola GX4 T.O.R.O. Graphene, que oferece segurança e durabilidade, com resistência a impactos, formato que se mantém inalterado e superfície que não acumula umidade. Além disso, seu design ergonômico proporciona um encaixe perfeito junto ao corpo, com bordas arredondadas, lisas e polidas, e um guarda-mato rebaixado para um acesso rápido ao gatilho. 

Maletas de transporte: Desenvolveu também maletas de transporte exclusivas revestidas com Grafeno. 

Linha de supressores: Em abril de 2023, lançou sua linha de supressores (ou silenciadores) de alto desempenho e multicalibre, voltada para a melhor performance dos profissionais de operações táticas e especiais. Os supressores Taurus são os primeiros do mundo a serem fabricados com core único, em Titanium, com cobertura exclusiva em Cerakote® Graphene, e que possuem inovador sistemas de anéis. 

Lubrificante para armas: A companhia lançou, em junho de 2023, o lubrificante para armas UP1 TAURUS, com a exclusiva tecnologia TN-M® (tratamento nanotecnológico de metais), que possui em sua composição química o Grafeno, componente, entre outros, que contribui para a preservação e conservação das partes metálicas móveis e fixas do armamento, garantindo uma melhor manutenção e lubrificação. 

Linha de facas artesanais: A Taurus também lançou uma coleção de facas artesanais, que inclui a primeira faca no mundo com acabamento da lâmina em Cerakote® Graphene. 

Capacete para motocliclista Graph-X: Primeiro capacete feito de Grafeno do mundo, desenvolvido pela Taurus Helmets.

Assim como na 1ª edição da Feira Brasileira do Grafeno, realizada em julho de 2021, o evento tem como objetivo conectar profissionais, promover a realização de negócios e revolucionar a indústria mundial por meio do Grafeno. Para isso, terá a participação de mais de 60 expositores, mais de 20 palestrantes renomados e apresentação de cases por meio do 1º Simpósio de Materiais Avançados, uma das novidades dessa edição. 

Na programação de painéis do Simpósio, nesta segunda-feira (13.nov.2023), destaque para a palestra de Gelson Cardoso, Gerente de Engenharia da Taurus, sobre a utilização do Grafeno nos produtos Taurus, seguida por rodada de perguntas.

São esperados nesta 2ª edição mais de 12 mil visitantes, entre empresários, empreendedores, engenheiros, profissionais da indústria, pesquisadores, especialistas em inovação, startups, estudantes, agências reguladoras e público em geral, que terão a oportunidade de conhecer as inúmeras possibilidades de aplicação do Grafeno e seus derivados. 

A Feira Brasileira do Grafeno é uma iniciativa da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS), Universidade de Caxias do Sul (UCS), UCSGRAPHENE, ZEXTECNANO e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O evento acontece no Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, na Universidade de Caxias do Sul, e a visitação para o público ocorre nos dias 13 e 14 de novembro, das 9h30 às 20h. As inscrições são gratuitas. Mais informações no site www.ucs.br/site/2-feira-brasileira-do-grafeno/

01 novembro, 2023

Grafeno: tecnologia é um dos diferenciais de Caxias do Sul e do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 01/11/2023

Um dos minerais mais abundantes no Brasil, e que vem ganhando destaque nos últimos 13 anos, o grafeno já é uma realidade em Caxias do Sul, devido às propriedades do componente. O material é reconhecido por aspectos como alta resistência mecânica, leveza, maleabilidade e alta condutividade térmica e elétrica. Para melhor dimensão, o material aguenta mais pressão que o aço, por exemplo, que é amplamente utilizado na construção civil.

O coordenador do UCS Graphene, Diego Piazza, explica o protagonismo de Caxias do Sul e do Brasil diante da produção do material. Ele salienta que não existe apenas um padrão que é trabalhado com o material. A tecnologia é um dos diferenciais do país.

O vice-presidente de Relações Institucionais do Simecs, Ruben Bisi, reforça a aplicabilidade e variações do componente. Ele destaca a produção de plásticos, que quando for feita a partir do grafeno, deve reduzir custos de até 15% por peça. Outro benefício será a leveza dos produtos originários do mineral.

Além disso, o grafeno poderá ainda ser utilizado na medicina, peças técnicas, calçados, artigos militares, antenas, e até mesmo tintas. Isso porque outro potencial é a alta cobertura e preenchimento, que deve viabilizar até a economia de material.

O professor Diego Piazza frisa os impactos ambientais do componente. É outra importante propriedade, visto problemas climáticos gerados pela poluição. Afinal, subprodutos não são gerados pelo grafeno.

Finep já aprovou R$ 771 milhões para projetos com grafeno
A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) está preparando novos editais para investimentos em novas pesquisas com uso de grafeno. O objetivo é atrair interessados no desenvolvimento de projetos de inovação, até o fim do ano.

Ainda não há definição de quantos editais serão publicados e quais os valores envolvidos nessas chamadas públicas. Mas os projetos com aplicação de grafeno já mobilizaram mais de R$ 771 milhões em recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), cuja secretaria-executiva é a Finep, de cinco anos para cá.

Nos últimos cinco anos, foram aprovados mais de R$ 416,8 milhões para financiar 63 projetos de empresas e institutos de ciência e tecnologia com o uso de grafeno. Do total, R$ 134,3 milhões já foram liberados. O prazo de execução segue até 2026.

O fundo da agência contempla universidades públicas e privadas, e institutos de ciência e tecnologia (ICTs) de todo o país, inclusive do Exército. São diversos tipos de projeto para desenvolvimento de materiais avançados em fase nanoestruturadas para termodinâmica computacional; área espacial e defesa; sustentabilidade ambiental; metamateriais para dispositivos médicos implantáveis; blindagem balística por manufatura aditiva; e técnicas de bioimpressão 4D.

Na lista de empresas estão, por exemplo, Rhodia, Taurus Armas, Orbital, Marcopolo, Sulbras, Pettenati Têxtil, Dini Têxtil, Fiber Inova, Flexform e Imobras Motores Elétricos. As companhias recebem subvenção com ou sem contrapartida usando recursos próprios, ou financiamento reembolsável a juros subsidiados da agência.

Nos últimos cinco anos, foram contratados junto à Finep 63 projetos com aplicação de grafeno, num total de R$ 135,7 milhões em financiamento. São 38 projetos de instituições de ciência e tecnologia (ICTs) e 21 de empresas. Do total financiado, R$ 120,38 milhões não são reembolsáveis e R$ 80 milhões já foram liberados.

A grande maioria dos projetos, ainda em execução, foi contratada com base em editais lançados pela Finep em 2020.

Grafeno deve se tornar material revolucionário no espaço
É inegável que o grafeno tem propriedades espantosas: mais forte do que o aço, melhor condutor elétrico do que o cobre e mais leve do que quase tudo o que tem propriedades semelhantes.

E embora tenha sido parcialmente adotado em tecnologias espaciais, há ainda muitos casos de utilização em que uma forma pura do material poderia beneficiar dramaticamente a indústria espacial.

Para detalhar essas oportunidades, um grupo de cientistas da Agência Espacial Italiana publicou recentemente um documento que analisa o papel do grafeno na exploração espacial - e onde poderá ter um impacto ainda maior em breve.

Este estudo demonstrou que até 1,9% do carbono do meio interestelar é constituído por grafeno. O mesmo é criado durante o processo destrutivo de uma estrela e se espalhae pela galáxia como parte do processo.

Infelizmente, recriar uma supernova não é tão fácil aqui na Terra. E criar grafeno aqui na Terra também não é fácil - pelo menos não à escala necessária para que todas as suas propriedades materiais se tornem realidade. Contudo, mesmo um pouco de grafeno adicionado à mistura faz a diferença.

Normalmente, os engenheiros combinam o grafeno com diferentes metais e polímeros para aplicações espaciais, dando origem a uma classe de materiais conhecidos como nanocompósitos.

Mesmo esta pequena quantidade deste material pode ter benefícios positivos significativos para os resultados do compósito - quer aumentando a sua condutividade térmica ou rigidez. Alguns compósitos podem mesmo ser utilizados como sensores, com os seus resultados a controlar coisas como o posicionamento de foguetões.

Outros casos de utilização, como velas solares, antenas e sistemas anti-desgaste, mostram a versatilidade do grafeno. Mas para onde é que vamos a partir daqui? Ainda não existe uma forma de fabricar com sucesso grafeno puro com as propriedades físicas que desejamos. Porém, há muita investigação sobre a forma de o fazer.

O documento, apresentado pela Agência Espacial Italiana, faz um trabalho razoável na descrição de potenciais casos de utilização, obstáculos e oportunidades para a utilização do grafeno no espaço. Ainda há trabalho a fazer antes deste material se tornar útil nos ambientes mais adversos. No entanto, dado o seu potencial, uma forma artificial de grafeno, poderemos ainda ver muitas evoluções no âmbito espacial.

UCS realizará 2ª Feira Brasileira do Grafeno em novembro
A Universidade de Caxias do Sul já oficializou as informações sobre a 2ª Feira Brasileira do Grafeno, o 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação, eventos que ocorrem dias 13 e 14 de novembro no Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, no Campus-Sede da UCS. As informações foram compartilhadas pelo reitor da UCS, professor Gelson Leonardo Rech, pela pró-reitora de Inovação e Desenvolvimento Tecnológico, professora Neide Pessin, e pelo pesquisador Diego Piazza, coordenador do UCSGRAPHENE.

O evento apresentará muitos resultados e possibilidades de mercado que o grafeno torna realidade e que vem revolucionando a indústria mundial como um dos maiores recursos atuais para aplicações em alta tecnologia.

Assim como na primeira edição da Feira, realizada em julho de 2021, o evento tem como objetivo conectar profissionais e negócios e revolucionar a indústria mundial por meio do grafeno. Para tanto, terá a participação de mais de 60 expositores, mais de 20 palestrantes renomados e apresentações de cases por meio do 1º Simpósio de Materiais Avançados, uma das novidades desta edição.

A segunda edição da Feira Brasileira do Grafeno consolida a UCSGRAPHENE no ecossistema de desenvolvimento de nanomateriais, que hoje se destaca na América Latina como um dos principais ecossistemas de inovação voltado à produção, caracterização e aplicação de grafeno.

O público aguardado é de mais de 10 mil profissionais da indústria, empresários, empreendedores, especialistas em inovação, autoridades governamentais municipais, estaduais e federais, tornando-se uma oportunidade única para networking e negócios.

O evento conta com apoio da Prefeitura de Caxias do Sul, InovaRS, EMBRAPII, Finep, SIMECS, Simplás, SEBRAE, Sicredi, Instituto Hercílio Randon, UCSfm, FAPERGS, SINDUSCON-RS, CRA-RS, CIC Caxias, MoBicaxias e XPlay.

O Evento: 2ª Feira Brasileira do Grafeno, em paralelo ao 1º Simpósio de Materiais Avançados e a 2ª Mostra de Ciência, Tecnologia e Inovação

Quando: dias 13 e 14 de novembro, das 9h30min às 20h

Onde: Ginásio 1 da Vila Poliesportiva, no Campus-Sede da UCS, em Caxias do Sul

Evento gratuito 

*Com informações da ZextecNano

08 junho, 2022

Grafeno permite ouvir o som emitido por uma única bactéria

Esta pesquisa tem enormes implicações para a detecção da resistência aos antibióticos.


*Blog Zextec - 08/06/2022

Para ouvir o som produzido pelas bactérias, os cientistas da Delft University of Technology utilizaram grafeno, conhecido por ser extremamente sensível a forças externas. Justamente por causa dessa sensibilidade, a equipe conseguiu captar as vibrações de uma bactéria chamada E. coli.

Segundo o artigo, essas batidas provavelmente são resultado dos movimentos das caudas dessas bactérias, que as impulsionam para frente. No entanto, cada batida é bem sutil, com direito a amplitudes de até 60 nanômetros, o que os pesquisadores descrevem como "dez bilhões de vezes menores que o soco de um boxeador ao alcançar um saco de pancadas”.

Esta pesquisa tem enormes implicações para a detecção da resistência aos antibióticos.

Os resultados experimentais foram inequívocos: Quando as bactérias são resistentes a um antibiótico, as oscilações continuam no mesmo nível; quando os patógenos ficaram suscetíveis à droga, as vibrações diminuíram até uma ou duas horas depois, mas depois desapareceram completamente.

Graças à alta sensibilidade dos tambores de grafeno, o fenômeno pode ser detectado usando apenas uma única célula. O que a equipe chama de "tambor de grafeno" nada mais é do que uma folha desse material de carbono, que tem apenas um átomo de espessura, colocada sobre um furo.

As oscilações que geram os sons são resultado dos processos biológicos das bactérias, com grande participação dos seus flagelos, as pequenas caudas na superfície celular que impulsionam as bactérias.

"Para entender quão pequenas são essas batidas flagelares no grafeno, vale dizer que elas são pelo menos 10 bilhões de vezes menores do que o soco de um boxeador ao bater em um saco de pancadas. No entanto, essas batidas em nanoescala podem ser convertidas em trilhas sonoras e ouvidas," disse o pesquisador Farbod Alijani, membro da equipe.

28 junho, 2021

Superpolímero com grafeno e nióbio é estudado em Caxias do Sul

Foto: Victoria Ruzzarin


*Assessoria de Comunicação da Universidade de Caxias do Sul - 24 e 25/06/2021

A união do grafeno – material à base de carbono considerado o mais leve e resistente que existe – com o metal nióbio, que apresenta aplicações industriais e comerciais, e cujo país é rico em reservas, é tema de estudos realizados na Universidade de Caxias do Sul, através da planta de produção, caracterização e aplicação de grafeno UCSGRAPHENE e das empresas parceiras ZextecNano e Znano.

O objetivo das pesquisas é o desenvolvimento de um superpolímero a partir da combinação entre os materiais, composição com vistas à elaboração de peças técnicas e estruturais para atender à indústria automotiva leve e pesada, a fim da resolução de problemas poliméricos de alta resistência no segmento.

Conforme afirmam o coordenador da UCSGRAPHENE, professor Diego Piazza, e o diretor da Zextec, Hugo Sousa, a interação entre os compostos poderá aprimorar características das peças que contarão com a aplicação – em baterias, por exemplo, o ganho seria em dimensão, rendimento e durabilidade; chapas poderiam ser mais leves e com resistência ampliada.

Como vantagem para a iniciativa, a estrutura da UCSGRAPHENE – junto aos demais laboratórios de pesquisa, inovação e desenvolvimento tecnológico de toda a Universidade, e a partir da atuação do centro de tecnologia e equipe técnica das parceiras Zextec e Znano – integra pesquisa e produção de compostos, o que reflete na rápida realização de testes e desenvolvimento de protótipos.

Governador do RS visita a UCSGRAPHENE


Em Caxias do Sul, durante uma série de agendas nos municípios da Serra gaúcha nesta sexta-feira, 25 de junho, o governador do RS, Eduardo Leite, visitou a Universidade de Caxias do Sul, onde o destino foi a planta de produção, caracterização e aplicação de grafeno UCSGRAPHENE.

O coordenador, professor Diego Piazza, apresentou a primeira e maior planta de produção de grafeno em escala industrial da América Latina instalada por uma universidade, relembrando a trajetória de 17 anos de pesquisa em nanotecnologia.

Ele destacou o potencial de transformação do conhecimento em soluções e as conexões já estabelecidas com diferentes instituições e empresas, de países do mundo todo. “A tecnologia produzida na Serra Gaúcha é cobiçada ao redor do mundo”, pontuou, acrescentando que “as pesquisas aplicadas precisam fazer sentido para a sociedade”.

Em pouco mais de um ano de operações, a planta já conquistou a chancela do Inmetro, ocupa uma cadeira na ABNT e foi nomeada pela associação para representar o Brasil na ISO, além de ser uma unidade credenciada pela Embrapii – Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial.


Para o presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul, José Quadros dos Santos, é “uma honra e satisfação mostrar o que se faz na conexão entre academia, empresas e comunidade”, afirmou, sobre a pesquisa que visa gerar nota fiscal, empregos e coloca a cidade e o estado no mapa da inovação do Brasil e do mundo.

O reitor Evaldo Antonio Kuiava mencionou a conexão da UCSGRAPHENE com mais de 130 empresas e as pesquisas relacionadas ao grafeno e nióbio na Instituição. Além de destacar a importância dos investimentos para ampliação das atividades e das entregas no âmbito do grafeno, Kuiava convidou o governador para uma feira nacional ligada ao material que será sediada pela Universidade no mês de julho.

O governador externou a satisfação de percorrer o interior do estado e ver in loco o que acontece, para entender como o Estado pode apoiar iniciativas como a UCSGRAPHENE. “Estou muito impressionado”, parabenizou, assegurando a intenção de buscar os caminhos possíveis para estabelecer parcerias dentro das condições do Estado.

Presidente da Fundação Universidade de Caxias do Sul, José Quadros dos Santos, o reitor Evaldo Kuiava, o governador Eduardo Leite e o professor Diego Piazza.

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