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29 dezembro, 2023

É possível haver um país rico e militarmente fraco, sem capacidade de dissuasão e meios para manter a sua integridade?

- Surge sempre alguém a nos dizer que é melhor ter escolas do que divisões blindadas. Ora, a atualidade noticiosa é muito eloquente em demonstrar que, sem força militar, um país arrisca-se a desaparecer.
- Argumentos focam em Portugal, mas são integralmente válidos para o Brasil.


*Observador, por Jorge Almeida Bernardo - 26/12/2023

Era uma vez um país que tinha metade da população de Portugal e o dobro do seu PIB.

Ou seja, cada um dos seus habitantes gerava quatro vez mais riqueza do que os de Portugal. Sobre a riqueza desse país – chamado Noruega – muitas histórias foram contadas. Que pescavam muito… E confirma-se que pescam, mas apenas metade do que pesca um país pobre como o Vietnam. Depois começou a dizer-se que o segredo era o petróleo, que era por isso que eram ricos. Tinham petróleo, de fato, mas com uma produção de 2 milhões de barris por dia estavam muito atrás da Venezuela, por exemplo, no ano 2000. Enfim, só meia dúzia se referia à educação, à eficiência e à disciplina dos noruegueses.

Foi por isso que, com grande espanto, a maioria das pessoas recebeu a notícia de que a Noruega era quem produzia os sistemas de mísseis mais avançados do mundo – terra-ar, terra-mar e mar-mar. De tal forma eram avançados que passaram a fornecer à marinha dos EUA e também às forças armadas de diversos outros países, como a Lituânia e a Alemanha. Alguém lembrou então a essas espantadas pessoas que a Noruega vai aumentar os seus gastos com a defesa para os 2% do PIB – em 1970 tinha já chegado a ultrapassar os 3,5%! –, enquanto países menos preocupados com a sua soberania, como Portugal, acham razoável manter esse gasto abaixo de 1,5%.

Contas feitas, ainda que arredondadas, cada norueguês gasta em defesa cerca de seis vezes mais do que um português. Não é 20% mais, nem o dobro, nem o triplo, é seis vezes mais. Na verdade, os noruegueses recordam-se de ter tido o seu país invadido e ocupado, recordam-se das batalhas de Narvik, dos raids ingleses sobre os seus fjordes, especialmente daqueles que visavam aniquilar definitivamente o grande couraçado encalhado, Tirpitz. Enfim, lembram-se dessas coisas e sabem que só a força garante a paz e a independência, tanto mais que a anexação soviética de território finlandês no Ártico, em 1940, pôs a Noruega a ver do outro lado do risco e em contacto direto consigo o mais indesejável dos vizinhos – a Rússia, então União Soviética.

Este é o ponto da conversa em que surge sempre alguém a dizer-nos que é melhor ter bons hospitais do que submarinos, e que é melhor ter escolas do que divisões blindadas. Ora, a atualidade noticiosa é muito eloquente no que toca a demonstrar que sem força militar um país arrisca-se a desaparecer e a ver a sua infraestrutura civil ruir por completo. Não há, portanto, que escolher entre o submarino e o hospital. Pelo contrário, o submarino é a garantia de que continuaremos a ter hospital.

Resta o argumento utilitário e oportunista da NATO (OTAN) – os outros que paguem a minha proteção. Ora, a Noruega faz parte da NATO, é membro fundador, tal como Portugal, mas a sua integração na aliança não dispensa o país de, primeiro, cumprir os seus deveres de membro e, depois, garantir a si mesmo uma defesa autônoma. 

Não se trata de um luxo, nem sequer de um luxo moral, mas antes de uma premissa necessária – embora não suficiente – para a prosperidade: não há país rico sem haver país forte, com capacidade de dissuasão e meios para manter a sua integridade. Equivocou-se quem se precipitou ao pensar que tais princípios universais e intemporais estariam ultrapassados no século XXI.

04 dezembro, 2023

Atech, da Embraer, recebe Selo Pró-Ética da CGU em reconhecimento à integridade empresarial


*LRCA Defense Consulting - 04/12/2023

Pela segunda vez consecutiva, a Atech, empresa do Grupo Embraer, recebeu o Selo Pró-Ética, uma distinção promovida pela Controladoria-Geral da União (CGU) que reconhece empresas comprometidas com a ética e a integridade. A solenidade de premiação foi realizada na última quinta-feira, 30 de novembro, na Capital Paulista.

O processo de habilitação para o Selo Pró-Ética é rigoroso, envolvendo análise de documentos, entrevistas, visitas à empresa e verificação de práticas adotadas. Para conquistar o selo, as empresas são submetidas a um rigoroso processo no qual são analisadas quanto à adoção voluntária de medidas de integridade, abrangendo a prevenção, detecção e remediação de práticas fraudulentas e corruptas. O objetivo é estabelecer um ambiente corporativo marcado pela integridade e transparência nas relações comerciais, nos setores público e privado.

O reconhecimento internacional do Pró-Ética por instituições como OEA (Organização dos Estados Americanos) e OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) adiciona prestígio a essa distinção.

Ao longo dos anos, o compliance e a governança tornaram-se pilares da Atech, engajando colaboradores da empresa, elemento essencial que conduziram a organização a essa robustez contínua e o resultado na premiação. O Gerente Jurídico e Compliance, Matheus Ribeiro, e toda a equipe da Área Jurídica e de Compliance representaram a Atech no evento. "Ser premiada pela segunda vez consecutiva no Pró-Ética é uma grande conquista para a Atech. Isso mostra o quanto estamos engajados em ter processos éticos, transparentes e em conformidade com a legislação.”, afirmou Matheus Ribeiro.

Esse reconhecimento reforça o compromisso da Atech com a ética e a responsabilidade social, fatores cada vez mais relevantes para clientes, investidores e stakeholders na escolha de parceiros comerciais. O Selo Pró-Ética não apenas valida a integridade empresarial da Atech, mas também destaca seu papel na promoção de um ambiente corporativo mais íntegro, ético e transparente no Brasil.

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