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10 agosto, 2026

Embraer registra recorde de receita no segundo trimestre e eleva projeções para 2026

Fabricante brasileira fatura US$ 2,2 bilhões no 2T26, alta de 23% ante o mesmo período de 2025, e amplia margem de EBIT ajustado esperada para o ano


*LRCA Defense Consulting - 10/08/2026

A Embraer, uma das líderes globais da indústria aeroespacial, divulgou nesta segunda-feira (10), em São Paulo (SP), os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A receita consolidada somou US$ 2,235 bilhões no período, novo recorde histórico para o intervalo entre abril e junho e alta de 23% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25). O resultado foi puxado pelo desempenho positivo de todas as unidades de negócio da companhia.

No consolidado, o EBIT ajustado somou US$ 296,9 milhões no 2T26, com margem de 13,3%. O fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, subsidiária de aviação elétrica de decolagem vertical (eVTOL) da Embraer, totalizou US$ 401 milhões, resultado atribuído ao desempenho operacional mais forte, à entrada de recursos vinculados a adiantamentos de vendas e a um crédito tributário extraordinário.

O lucro líquido ajustado avançou para US$ 218,6 milhões, ante US$ 158 milhões no 2T25. Já o lucro líquido atribuído aos acionistas somou US$ 212,6 milhões, com lucro por ADS (American Depositary Share) de US$ 1,1880, comparado a US$ 78,6 milhões e US$ 0,4283, respectivamente, no mesmo trimestre do ano passado. Os investimentos da companhia totalizaram US$ 120,8 milhões no trimestre (US$ 97,5 milhões no 2T25); somados aos aportes na Eve, o montante atingiu US$ 151 milhões (US$ 145,9 milhões um ano antes).

Desempenho por unidade de negócio
A área de Defesa & Segurança foi novamente destaque no trimestre, com receita de US$ 304 milhões, alta de 38% na comparação anual. O avanço decorre do maior reconhecimento de receita do KC-390 Millennium, associado ao mix de clientes e ao estágio dos contratos. A margem bruta subiu de 19,5% para 20,6% na comparação anual, enquanto a margem de EBIT ajustado passou de 9,2% para 11,9%, favorecida pela alavancagem operacional.

A Aviação Executiva gerou receita de US$ 725 milhões, alta de 32% ante o 2T25, beneficiada por maior volume de entregas e por mix de produtos mais favorável. Em Serviços & Suporte, a receita alcançou US$ 565 milhões, crescimento de 24% na mesma base de comparação, refletindo o aumento de volume em todos os segmentos atendidos pela unidade. Já a Aviação Comercial registrou receita de US$ 625 milhões no trimestre, 8% acima do 2T25, impulsionada principalmente por maiores volumes.

Entregas e carteira de pedidos
A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26, o melhor desempenho da companhia para um segundo trimestre nos últimos 16 anos, com alta de 7% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, foram 109 aeronaves entregues, cerca de 20% a mais que as 91 unidades do mesmo período de 2025, resultado sustentado pelo avanço das iniciativas de nivelamento de produção da companhia.

A carteira de pedidos (backlog) subiu a US$ 34,5 bilhões no 2T26, sétimo trimestre consecutivo de recorde no indicador. O valor representa alta de 16% na comparação com o 2T25. Segundo analistas de mercado, o principal catalisador da expansão da carteira no trimestre foi o contrato dos Emirados Árabes Unidos, de até 20 unidades do KC-390 Millennium, o maior pedido internacional de um único país para a aeronave e que marca a entrada do modelo no mercado do Oriente Médio.

Novas projeções para 2026
O crédito tributário extraordinário, a isenção de tarifas e a melhora nas perspectivas de negócios levaram a Embraer a elevar o guidance (projeção) para o ano. A companhia agora espera fechar 2026 com margem de EBIT ajustado entre 10% e 10,6%, ante a faixa anterior de 8,7% a 9,3%, e fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, igual ou superior a US$ 400 milhões, acima da meta anterior de US$ 200 milhões.

Repercussão no mercado
Casas de análise como BTG Pactual, XP Investimentos, Bradesco BBI, Santander e Safra mantêm recomendação de compra para os papéis da Embraer, negociados como EMBJ3 na B3 e como EMBJ na NYSE. Os bancos citam a expansão da carteira de pedidos, a melhora gradual da cadeia de suprimentos, a aceleração das entregas e a perspectiva de expansão de margens em todas as divisões da companhia como fatores que sustentam a avaliação positiva. O BTG Pactual estima que o lucro líquido da Embraer pode praticamente dobrar em 2026 na comparação com o ano anterior.

06 março, 2026

Embraer registra recorde histórico de receitas em 2025 e supera estimativas anuais

Fabricante brasileira entregou 244 aeronaves, com crescimento de 18% no volume frente a 2024, e alcançou US$ 7,58 bilhões em receita anual, o maior patamar de toda a história da companhia.


 

*LRCA Defense Consulting - 06/03/2026

A Embraer, uma das principais fabricantes de aeronaves do mundo, divulgou seus resultados nesta manhã, trazendo números fortes e excelentes perspectivas. 

Principais indicadores financeiros

Indicador

4T25

2025

2024

Receita Líquida (US$ bi)

US$ 2,65 bi

US$ 7,58 bi

US$ 6,42 bi

EBIT Ajustado (US$ mi)

US$ 230,9 mi

US$ 656,8 mi

US$ 558,2 mi

Margem EBIT Ajustada

8,7%

8,7%

8,7%

FCL Ajustado s/ Eve

US$ 738,3 mi

US$ 491,2 mi

—

Aeronaves Entregues

91

244

206

Carteira de Pedidos

—

US$ 31,6 bi

US$ 26,3 bi

Fonte: Relatório de Resultados Embraer 4T25 (valores em USD; R$ convertidos pela taxa de câmbio do período).

Receita anual bate recorde; Defesa e Aviação Executiva lideram crescimento

A Embraer encerrou 2025 com receita consolidada de US$ 7,58 bilhões, o maior nível anual de toda a história da empresa, representando expansão de +18% na comparação com 2024 e superando o teto das projeções divulgadas anteriormente pela companhia. No quarto trimestre isolado, as receitas chegaram a US$ 2,65 bilhões.

O desempenho foi puxado especialmente por dois segmentos. A divisão de Defesa & Segurança avançou +36% no acumulado do ano, impulsionada pelo maior reconhecimento de receita do cargueiro tático KC-390 Millennium conforme o progresso de entregas e a composição da carteira de clientes. Já a Aviação Executiva cresceu +25%, beneficiada por maiores volumes e preços médios mais elevados nos jatos leves e médios da família Phenom e Praetor.

A Aviação Comercial registrou queda de -10% nas receitas do 4T25 frente ao mesmo período de 2024, reflexo do mix de clientes no trimestre. No entanto, o segmento de Serviços & Suporte avançou +16% no trimestre e +21% no ano, demonstrando a resiliência do negócio de pós-venda.

EBIT ajustado supera projeções com margem de 8,7%

O lucro operacional ajustado (EBIT ajustado) totalizou US$ 656,8 milhões em 2025, com margem de 8,7%, acima das estimativas da própria empresa. No quarto trimestre, o EBIT ajustado alcançou US$ 230,9 milhões, também com margem de 8,7%, reforçando a consistência operacional ao longo do ano.

Um fator de pressão relevante foram as tarifas de importação norte-americanas, que totalizaram US$ 27 milhões no 4T25 (equivalente a 102 pontos-base de impacto na margem) e US$ 54 milhões no acumulado do ano. Na Aviação Executiva, esse custo representou 320 pontos-base no trimestre, mas foi compensado pela alavancagem operacional e pelo repasse de preços. A empresa já incorpora a tarifa de 10% vigente em suas projeções para 2026.

244 aeronaves entregues em 2025 — crescimento de 18%

A Embraer entregou 244 aeronaves em 2025, ante 206 no ano anterior (+18%), consolidando o maior volume anual desde a reestruturação da empresa. Somente no quarto trimestre foram entregues 91 unidades, período sazonalmente mais carregado.

 

Segmento / Tipo

4T25

2025

2024

Aviação Comercial (total)

32

78

73

  → E2

18

44

—

  → E1

14

34

—

Aviação Executiva (total)

53

155

130

  → Jatos Leves

28

86

—

  → Jatos Médios

25

69

—

Defesa & Segurança

6

11

3

  → KC-390 Millennium

2

3

—

  → A-29 Super Tucano

4

8

—

TOTAL

91

244

206

Fonte: Relatório de Entregas e Carteira de Pedidos 4T25 — Embraer.

O salto de +267% nas entregas de Defesa & Segurança (de 3 para 11 aeronaves) merece destaque, refletindo a maturação do programa KC-390 e a demanda crescente pelo A-29 Super Tucano em mercados internacionais.

Carteira de pedidos atinge recorde histórico de US$ 31,6 bilhões

A carteira total de pedidos firmes da Embraer fechou o quarto trimestre de 2025 em US$ 31,6 bilhões, recorde histórico da companhia e crescimento de +20% frente ao mesmo período de 2024 (US$ 26,3 bilhões). Todos os segmentos contribuíram para a expansão.

A Aviação Comercial se destacou com um book-to-bill de 2,8 vezes nas plataformas E175 e E2, indicando que, para cada real faturado no período, a empresa gerou 2,8 vezes mais em novos contratos. Isso se traduziu em alta de +42% na carteira do segmento ano contra ano. Defesa & Segurança avançou +10%, Serviços & Suporte +7% e Aviação Executiva +3%.

A robustez da carteira confere visibilidade de receita para os próximos anos e embasa as projeções positivas da empresa para 2026.

Geração de caixa forte; empresa passa a ter posição líquida positiva

O fluxo de caixa livre ajustado, excluindo a subsidiária de mobilidade aérea urbana Eve, foi de US$ 738,3 milhões no 4T25 e de US$ 491,2 milhões no acumulado de 2025, impulsionado principalmente pelo maior volume de entregas no período.

Como resultado, a Embraer encerrou 2025 com uma posição de caixa líquida positiva de US$ 109,3 milhões (excluindo Eve), uma virada relevante frente à posição líquida negativa de US$ 124,3 milhões registrada ao final de 2024. Incluindo a Eve, o caixa líquido consolidado ficou positivo em US$ 320,3 milhões.

A gestão ativa do passivo foi outro ponto de destaque: o prazo médio de vencimento dos empréstimos da Embraer (sem Eve) saltou de 3,7 anos no 4T24 para 9,1 anos no 4T25, reduzindo o risco de refinanciamento e o custo de capital. O custo dos empréstimos em dólar caiu de 6,25% para 5,60% ao ano no período.

Estimativas para 2026: crescimento continuado com olho nas tarifas

Para o exercício de 2026, a Embraer projeta:

•       Entregas da Aviação Comercial: entre 80 e 85 aeronaves

•       Entregas da Aviação Executiva: entre 160 e 170 aeronaves

•       Receita consolidada: US$ 8,2 bilhões a US$ 8,5 bilhões

•       Margem EBIT ajustada: 8,7% a 9,3% (já contemplando tarifas de importação de 10%)

•       Fluxo de caixa livre ajustado: US$ 200 milhões ou mais

As estimativas já incorporam o impacto das tarifas de importação norte-americanas de 10% sobre os produtos da companhia. Caso o cenário tarifário piore, a Embraer pode ter que revisar suas projeções, um risco que o mercado deverá monitorar de perto.

Contexto e perspectivas

Os resultados de 2025 representam um marco para a Embraer, que consolidou sua recuperação pós-pandemia e pós-renegociação com a Boeing, retomando trajetória de crescimento sustentável. A empresa é a maior fabricante mundial de jatos comerciais com até 150 assentos e tem ampliado sua presença em defesa e serviços, diversificando as fontes de receita.

O principal vetor de risco externo reside na política comercial dos Estados Unidos. As tarifas de importação já representaram um custo de US$ 54 milhões em 2025 e tendem a permanecer como variável relevante, dado que parcela significativa dos jatos executivos Phenom e Praetor é fabricada em Melbourne (Florida) e São José dos Campos (SP), com componentes transfronteiriços.

A carteira recorde de pedidos, o aumento do prazo médio da dívida e o retorno à posição de caixa líquida positiva sinalizam que a Embraer entra em 2026 com fundamentos sólidos para sustentar sua trajetória de crescimento. 

06 agosto, 2025

Em Fato Relevante, Embraer retifica resultados do 2T25 e mostra lucro líquido ajustado de R$ 675 milhões


*LRCA Defense Consulting - 06/08/2025

A Embraer S.A. divulgou nesta terça-feira (6) um Fato Relevante para comunicar ao mercado a correção de informações contidas na versão inicial do seu relatório de resultados do segundo trimestre de 2025, publicado em 5 de agosto. O erro referia-se a um arquivo equivocado que foi enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e ao mercado, gerando divergências com o conteúdo que estava no site de Relações com Investidores da companhia.

De acordo com o comunicado oficial, o documento enviado incorretamente não refletia as informações completas e corretas sobre os resultados financeiros e operacionais da companhia no 2T25, o que motivou o envio imediato de uma nova versão retificada.

A Embraer afirmou que o erro foi de natureza operacional, e que a versão correta do release já está disponível para acesso público tanto no site de RI quanto no sistema da CVM. A empresa destacou ainda que a inconsistência foi rapidamente identificada e corrigida, preservando a integridade e a transparência das informações ao mercado.

Principais números do 2T25 (dados corretos)

Apesar do episódio, os números consolidados do 2T25 revelam um desempenho recorde:

- Receita líquida: R$ 10,3 bilhões, crescimento de 30,9% em relação ao 2T24;

- EBIT ajustado: R$ 1,1 bilhão, com margem de 10,6%;

- Lucro líquido atribuível aos acionistas da Embraer e o lucro líquido por ADS (American Depositary Shares): R$448,9 milhões e R$0,6120, em comparação com R$520,8 milhões e R$0,7090, espectivamente, no segundo trimestre de 2024.

- Lucro líquido ajustado: R$ 675 milhões (ao invés de prejuízo líquido ajustado de R$53,4 milhões, como constou por erro no documento anterior), excluindo itens extraordinários como R$(215,3) milhões em impostos diferidos e R$441,4 milhões dos resultados da Eve, em comparação com R$415,7 milhões no ano anterior;

- Entregas: 61 aeronaves (sendo 19 comerciais, 38 executivas e 4 de defesa);

- Carteira de pedidos: recorde histórico de US$ 29,7 bilhões;

- Fluxo de caixa livre ajustado (sem Eve): negativo em R$ 1 bilhão, devido a preparação para entregas futuras.

A empresa também reiterou suas projeções para o ano de 2025, com expectativa de receita entre US$ 7,0 e US$ 7,5 bilhões, entregas de até 85 aeronaves comerciais e até 155 executivas, e fluxo de caixa livre positivo a partir do segundo semestre.


Lucro líquido retificado

Prejuízo ajustado divulgado ontem (05) com erro

Transparência e governança
A retificação do release, embora cause atenção momentânea no mercado, é vista como uma medida de transparência da companhia. Em nota, a Embraer reafirmou seu compromisso com a boa governança corporativa, destacando que todas as medidas corretivas foram adotadas para evitar novos incidentes.

Com forte performance operacional e indicadores financeiros robustos, a empresa reforça sua posição estratégica no setor aeroespacial global, mesmo diante do desafio logístico de preparar entregas em volume recorde nos próximos trimestres.

A nova versão do release pode ser consultada diretamente no portal de RI da Embraer ou no site da CVM. O Fato Relevante completo está disponível neste link oficial da Embraer. 

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