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11 agosto, 2026

Taurus tem lucro de R$ 97,4 milhões no 2T26 e reduz dívida líquida em 25,5% no semestre

Reembolso de tarifas dos Estados Unidos, recuperação da margem bruta e carteira de pedidos superior a R$ 600 milhões sustentam resultados da fabricante gaúcha


*LRCA Defense Consulting - 11/08/2026

A Taurus Armas S.A. encerrou o segundo trimestre de 2026 (2T26) com lucro líquido de R$ 97,4 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 36,6 milhões registrado no trimestre anterior. O resultado, divulgado nesta terça-feira, 11 de agosto, pela companhia sediada em São Leopoldo (RS), consolida uma recuperação puxada pela alta da margem bruta, pelo reembolso de tarifas de importação pagas nos Estados Unidos e pela redução do endividamento.

Recuperação da rentabilidade
A receita operacional líquida do trimestre somou R$ 360,9 milhões, alta de 1,7% ante o 1T26. O lucro bruto avançou 23,5%, para R$ 123,6 milhões, com margem bruta de 34,2%, seis pontos percentuais acima do trimestre anterior. Segundo a companhia, o indicador superou o de concorrentes norte-americanos como Ruger (21,3%) e Smith & Wesson (29,8%, no trimestre encerrado em 30 de abril). O Ebitda somou R$ 124,8 milhões, com margem de 34,6%, impulsionado pelo reconhecimento de R$ 91,1 milhões referentes à restituição de tarifas de importação pagas nos Estados Unidos, processo iniciado em maio.

Endividamento em queda
Com o ingresso desses recursos, a dívida líquida da Taurus recuou para R$ 426,1 milhões ao final de junho, redução de 25,5% em relação a dezembro de 2025 e de 21,3% frente ao 1T26. A relação dívida líquida/Ebitda, que havia chegado a 6,85 vezes em março, caiu para 2,76 vezes, patamar mais próximo da média histórica da companhia. O custo médio da dívida era de 7,21% ao ano ao final do trimestre.

 

Produção e portfólio
A produção somou 246 mil armas no trimestre, alta de 56,7% em relação ao 1T26, com a retomada da montagem de revólveres no Brasil e crescimento de 26,8% na unidade dos Estados Unidos. No período, a companhia lançou 21 novos produtos, entre fuzis da plataforma T4, carabinas RPC, o rifle de ferrolho Expedition, revólveres e pistolas. A linha TX22, fabricada nos Estados Unidos, segue com demanda superior à capacidade de produção.

Carteira de pedidos supera R$ 600 milhões
As carteiras de pedidos da Taurus nos Estados Unidos, no Brasil e em outros mercados somavam, em conjunto, mais de R$ 600 milhões na data do relatório. No mercado brasileiro, a maior parte dos pedidos, cerca de R$ 84 milhões, foi gerada durante a Shot Fair Brasil 2026, evento no qual a companhia foi patrocinadora master e comercializou mais de 32 mil armas. No exterior, a empresa fechou contratos como o fornecimento de 10,4 mil fuzis para um país da Ásia e de 30 mil armas para o continente africano, com entregas até 2027. Na Índia, a joint venture JD Taurus mantém pipeline de mais de 130 mil armas, com valor potencial de US$ 54 milhões.

Novo patamar tarifário nos Estados Unidos
Após o fechamento do trimestre, no final de julho, entrou em vigor uma tarifa cumulativa de 37,5% sobre os produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos, patamar inferior aos 50% enfrentados anteriormente. A companhia afirma já vir se preparando para o cenário e destaca manter fábrica e linhas de montagem próprias nos Estados Unidos, o que permite ajustar parte da produção ao mercado local.

Para o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, os números do trimestre confirmam a trajetória de recuperação da companhia. “Mesmo com tarifa de 10% e estoques que ainda incorporavam tarifa de 50% nos Estados Unidos, a margem bruta avançou 6,0 pontos percentuais no 2T26. Encerramos o trimestre mais rentáveis, menos alavancados e com maior visibilidade comercial, reforçando que estamos avançando na direção certa”, afirmou o executivo.

10 agosto, 2026

Embraer registra recorde de receita no segundo trimestre e eleva projeções para 2026

Fabricante brasileira fatura US$ 2,2 bilhões no 2T26, alta de 23% ante o mesmo período de 2025, e amplia margem de EBIT ajustado esperada para o ano


*LRCA Defense Consulting - 10/08/2026

A Embraer, uma das líderes globais da indústria aeroespacial, divulgou nesta segunda-feira (10), em São Paulo (SP), os resultados do segundo trimestre de 2026 (2T26). A receita consolidada somou US$ 2,235 bilhões no período, novo recorde histórico para o intervalo entre abril e junho e alta de 23% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25). O resultado foi puxado pelo desempenho positivo de todas as unidades de negócio da companhia.

No consolidado, o EBIT ajustado somou US$ 296,9 milhões no 2T26, com margem de 13,3%. O fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, subsidiária de aviação elétrica de decolagem vertical (eVTOL) da Embraer, totalizou US$ 401 milhões, resultado atribuído ao desempenho operacional mais forte, à entrada de recursos vinculados a adiantamentos de vendas e a um crédito tributário extraordinário.

O lucro líquido ajustado avançou para US$ 218,6 milhões, ante US$ 158 milhões no 2T25. Já o lucro líquido atribuído aos acionistas somou US$ 212,6 milhões, com lucro por ADS (American Depositary Share) de US$ 1,1880, comparado a US$ 78,6 milhões e US$ 0,4283, respectivamente, no mesmo trimestre do ano passado. Os investimentos da companhia totalizaram US$ 120,8 milhões no trimestre (US$ 97,5 milhões no 2T25); somados aos aportes na Eve, o montante atingiu US$ 151 milhões (US$ 145,9 milhões um ano antes).

Desempenho por unidade de negócio
A área de Defesa & Segurança foi novamente destaque no trimestre, com receita de US$ 304 milhões, alta de 38% na comparação anual. O avanço decorre do maior reconhecimento de receita do KC-390 Millennium, associado ao mix de clientes e ao estágio dos contratos. A margem bruta subiu de 19,5% para 20,6% na comparação anual, enquanto a margem de EBIT ajustado passou de 9,2% para 11,9%, favorecida pela alavancagem operacional.

A Aviação Executiva gerou receita de US$ 725 milhões, alta de 32% ante o 2T25, beneficiada por maior volume de entregas e por mix de produtos mais favorável. Em Serviços & Suporte, a receita alcançou US$ 565 milhões, crescimento de 24% na mesma base de comparação, refletindo o aumento de volume em todos os segmentos atendidos pela unidade. Já a Aviação Comercial registrou receita de US$ 625 milhões no trimestre, 8% acima do 2T25, impulsionada principalmente por maiores volumes.

Entregas e carteira de pedidos
A Embraer entregou 65 aeronaves no 2T26, o melhor desempenho da companhia para um segundo trimestre nos últimos 16 anos, com alta de 7% na comparação anual. No acumulado do primeiro semestre, foram 109 aeronaves entregues, cerca de 20% a mais que as 91 unidades do mesmo período de 2025, resultado sustentado pelo avanço das iniciativas de nivelamento de produção da companhia.

A carteira de pedidos (backlog) subiu a US$ 34,5 bilhões no 2T26, sétimo trimestre consecutivo de recorde no indicador. O valor representa alta de 16% na comparação com o 2T25. Segundo analistas de mercado, o principal catalisador da expansão da carteira no trimestre foi o contrato dos Emirados Árabes Unidos, de até 20 unidades do KC-390 Millennium, o maior pedido internacional de um único país para a aeronave e que marca a entrada do modelo no mercado do Oriente Médio.

Novas projeções para 2026
O crédito tributário extraordinário, a isenção de tarifas e a melhora nas perspectivas de negócios levaram a Embraer a elevar o guidance (projeção) para o ano. A companhia agora espera fechar 2026 com margem de EBIT ajustado entre 10% e 10,6%, ante a faixa anterior de 8,7% a 9,3%, e fluxo de caixa livre ajustado, sem considerar a Eve, igual ou superior a US$ 400 milhões, acima da meta anterior de US$ 200 milhões.

Repercussão no mercado
Casas de análise como BTG Pactual, XP Investimentos, Bradesco BBI, Santander e Safra mantêm recomendação de compra para os papéis da Embraer, negociados como EMBJ3 na B3 e como EMBJ na NYSE. Os bancos citam a expansão da carteira de pedidos, a melhora gradual da cadeia de suprimentos, a aceleração das entregas e a perspectiva de expansão de margens em todas as divisões da companhia como fatores que sustentam a avaliação positiva. O BTG Pactual estima que o lucro líquido da Embraer pode praticamente dobrar em 2026 na comparação com o ano anterior.

03 julho, 2026

Embraer entrega 65 aeronaves no segundo trimestre, alta de 48% sobre o 1T26

Resultado é o melhor para um segundo trimestre em 16 anos; semestre soma 109 aeronaves, 20% acima do 1S25, com destaque para a aviação executiva e guidance mantida para 2026 


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2026

A Embraer entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026 (2T26), o melhor desempenho da companhia para o período em 16 anos. O número representa alta de 48% em relação ao trimestre imediatamente anterior (1T26), quando foram entregues 44 aeronaves, e de 7% na comparação com o mesmo intervalo de 2025 (2T25), com 61 unidades. O comunicado foi divulgado nesta quinta-feira (2 de julho de 2026), em São Paulo (SP).

No acumulado do primeiro semestre (1S26), a fabricante brasileira somou 109 aeronaves entregues, cerca de 20% acima das 91 registradas no 1S25. A empresa atribui o avanço ao progresso contínuo das iniciativas de nivelamento de produção, estratégia que busca distribuir as entregas de forma mais equilibrada ao longo dos trimestres, historicamente concentradas no segundo semestre.

Aviação executiva lidera o crescimento do trimestre
A divisão de Aviação Executiva entregou 45 aeronaves no 2T26, alta de 55% frente às 29 unidades do 1T26 e de 18% sobre as 38 do 2T25. O avanço foi puxado pelo desempenho conjunto dos dois segmentos da unidade: os jatos pequenos somaram 24 entregas no trimestre (20 Phenom 300 e 4 Phenom 100), ante 16 no 1T26 e 21 no 2T25; os jatos médios totalizaram 21 unidades (12 Praetor 600 e 9 Praetor 500), contra 13 no trimestre anterior e 17 um ano antes. Segundo a Embraer, o resultado reflete a demanda sustentada e a execução operacional contínua nas duas categorias.

Aviação comercial dobra volume na comparação trimestral
A Aviação Comercial entregou 20 novas aeronaves no período, o dobro das 10 unidades do 1T26 e alta de 5% sobre as 19 do 2T25. Do total, 6 foram do modelo E195-E2, a maior aeronave da Embraer atualmente em produção no segmento; as demais 14 se dividiram entre 10 unidades do E175 e 4 do E190-E2. Somadas, Aviação Comercial e Aviação Executiva totalizaram 65 entregas no trimestre e 104 no semestre, 20% acima das 87 do 1S25.

Defesa e segurança sem entregas no trimestre
O segmento de Defesa e Segurança não registrou entregas no 2T26, após ter somado 5 unidades no 1T26 (1 KC-390 Millennium e 4 A-29 Super Tucano). No acumulado do semestre, a divisão soma 5 aeronaves, patamar igual ao do 1S25.

Guidance de 2026 é mantida
A Embraer reiterou a projeção de entregar entre 80 e 85 aeronaves na Aviação Comercial e entre 160 e 170 na Aviação Executiva ao longo de 2026, faixas cujo ponto médio representa crescimento acima de 6% sobre o ano anterior em ambos os segmentos. Com 104 unidades entregues no semestre nas duas divisões combinadas, ante uma meta consolidada de 240 a 255 aeronaves, a companhia avança em ritmo compatível com o cumprimento da orientação anual, historicamente mais concentrada no segundo semestre.

Entregas por segmento

Entregas por segmento

2T26

1T26

2T25

1S26

1S25

Guidance 2026

Aviação executiva

45

29

38

74

61

160-170

Phenom 100

4

1

4

5

6

 

Phenom 300

20

15

17

35

29

 

Jatos pequenos

24

16

21

40

35

 

Praetor 500

9

9

8

18

11

 

Praetor 600

12

4

9

16

15

 

Jatos médios

21

13

17

34

26

 

Aviação comercial

20

10

19

30

26

80-85

E175

10

6

9

16

13

 

E190-E2

4

0

1

5

1

 

E195-E2

6

4

9

9

12

 

Total aviação exec. e comercial

65

39

57

104

87

240-255

Defesa e segurança

—

5

4

5

4

80-85*

KC-390 Millennium

—

1

—

1

—

 

A-29 Super Tucano

—

4

4

4

4

 

Total geral

65

44

61

109

91

 

* Guidance de defesa e segurança não é divulgada separadamente pela Embraer; o número refere-se à faixa combinada de Aviação Comercial.

Contexto
O resultado do 2T26 dá sequência ao movimento observado desde o início do ano: no 1T26, a Embraer já havia entregue 44 aeronaves, alta de 47% sobre o 1T25, e encerrado o trimestre com carteira de pedidos recorde de US$ 32,1 bilhões, o sexto máximo histórico consecutivo do indicador. A manutenção do ritmo de entregas ao longo do primeiro semestre reforça a leitura de analistas de mercado de que as iniciativas de nivelamento de produção da companhia começam a produzir efeitos concretos, após anos de concentração de entregas no segundo semestre.

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