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24 julho, 2020

No 2T20, WEG tem resultados positivos em cenário desafiador



*LRCA Defense Consulting - 25/07/2020

A WEG S.A mostrou mais um trimestre de resultados positivos, com expansão de receita, EBITDA e ROIC. A carteira de equipamentos de ciclo longo, em conjunto com a agilidade nos ajustes operacionais e o impacto positivo da variação cambial, mais do que compensaram até o momento as dificuldades impostas pela pandemia de COVID-19, que causou impactos negativos importantes em parte dos negócios.

Os efeitos da pandemia foram sentidos principalmente na demanda por equipamentos de ciclo curto, nas áreas de Motores Comerciais e Appliance, Tintas e Vernizes e também Motores Industriais, cuja retração de volumes foi similar no mercado brasileiro e no mercado externo.

A paralisação das operações de clientes e a incerteza na demanda desses produtos foram fatores determinantes para a queda na entrada de pedidos ao final do trimestre passado e início do 2T20, resultando em uma menor receita reportada em parte destas áreas de negócios.

Vale destacar a melhora gradual ao longo do trimestre na dinâmica da entrada de pedidos para os negócios de ciclo curto, denotando, aparentemente, que os piores meses de entrada de pedidos para esses negócios foram abril e maio.

Por outro lado, a resiliência dos negócios de ciclo longo, onde a empresa construiu uma importante carteira de pedidos no Brasil e no exterior, mostrou-se relevante neste momento. Estes equipamentos, ligados a projetos de longo prazo, não costumam ser afetados por volatilidades de curto prazo, dado o extenso processo de planejamento e decisão envolvidos em projetos que consomem estes tipos de produtos.

Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios verificada ao longo do trimestre, a WEG afirma que ainda não pode afirmar que a crise foi superada. Incertezas com relação à recuperação econômica dos países onde atua e uma possível segunda onda de contágio global podem impactar os negócios nos próximos meses.

Não obstante, a empresa declarou que continuará tomando todas as medidas necessárias para proteção, prevenção e mitigação, visando preservar a integridade dos seus colaboradores e minimizar, tanto quanto possível, impactos em sua operações, como tem feito deste o início da pandemia.

 
Destaques
A Receita Operacional Líquida (ROL) foi de R$ 4.063,9 milhões no 2T20, 23,7% superior ao 2T19 e 9,4% superior ao 1T20;

O EBITDA(1) atingiu R$ 732,2 milhões, 36,3% superior ao 2T19 e 18,3% superior ao 1T20, enquanto a margem EBITDA de 18,0% foi 1,7 ponto percentual maior do que no 2T19 e 1,3 ponto percentual maior do que o trimestre anterior;

O Retorno Sobre o Capital Investido (ROIC(2)) atingiu 21,6% no 2T20, crescimento de 3,2 pontos percentuais em relação ao 2T19 e crescimento de 0,9 ponto percentual em relação ao 1T20.



Paulo Polezi, Diretor de Finanças e Relações com Investidores da WEG,
comenta os principais destaques da Divulgação de Resultados do 2T20.

23 julho, 2020

WEG vê postergação de pedidos para fazendas fotovoltaicas




A conjuntura atual do mercado brasileiro de energia tende a desestimular a antecipação de fazendas solares. Os empreendedores tendem a ajustar o cronograma de investimentos ao atendimento aos contratos do ambiente regulado. Essa é a avaliação de André Salgueiro, gerente de Relações com Investidores da fabricante WEG. A empresa sentiu uma desaceleração também no mercado de geração solar distribuída devido à pandemia de coronavírus, contudo, esse negócio já dá sinais de retomada.

Mesmo com o advento do Covid-19, a multinacional brasileira apresentou um excelente resultado no segundo trimestre de 2020. A empresa registrou lucro líquido de R$ 514,4 milhões, aumento de 32,2% quando comparado ao segundo trimestre do ano passado.

O resultado positivo pode se explicado pelo estoque de pedidos para produtos de ciclo longo. O segmento de GTD (Geração, Transmissão e Distribuição de Energia) respondeu por 35,8% da receita no segundo trimestre de 2020, com destaque para entrega de equipamentos para o segmento de transmissão de energia.

“Apesar da melhora gradual na dinâmica dos negócios de ciclo curto verificada no final do trimestre, ainda não podemos afirmar que a crise foi superada. Incertezas com relação à recuperação econômica nos países onde atuamos e uma possível segunda onda de contágio global podem impactar nossos negócios nos próximos meses. Por outro lado, a nossa carteira de produtos de ciclo longo deve continuar trazendo estabilidade e resiliência para os nosso negócio ao longo do ano”, disse Paulo Polezi, diretor de Finanças e Relações com Investidores da WEG, em teleconferência com analistas de mercado nesta quinta-feira, 23 de julho.

Sobre a dinâmica do mercado de energia solar, a WEG disse que o negócio de geração distribuída está evoluindo bem; mas como todos os negócios de ciclo curto da companhia, foi impactado pela pandemia e está operando abaixo do nível pré-crise.

“De qualquer forma é um segmento que tem boas perspectiva de médio e longo prazo, e a gente acredita que através do nosso modelo de negócio, a marca da WEG que é bem conhecida nesse mercado, a gente terá oportunidades de continuar endereçando esse mercado e aproveitar a retomada que deve acontecer daqui para frente”, disse Salgueiro.

Já no negócio de fazenda solares a empresa espera uma desaceleração no número de pedidos no curto prazo, que deverá ser compensado pelas carteiras de energia eólica e linhas de transmissão. Segundo Salgueiro, praticamente todos os projetos solares licitados entre 2018 e 2019 não fecharam contrato para compra de equipamentos. A obrigação regulatória para o início de operação desses projetos ocorre entre 2023 e 2025. Uma fazenda solar pode ser construída em 1 ano.

“Tem bastante oportunidade no mercado, mas o fato é que por questões macro, câmbio, a questão do custo da energia estar mais barata por conta da crise, o pessoal não tem incentivo para antecipar esses projetos e vender no mercado livre. O pessoal está esperando um pouco mais e tende a fazer esses projetos mais próximo do prazo regulatório”, disse Salgueiro.

Competição com importados
A decisão do governo de zerar a tarifa de importação para componentes para energia solar foi vista como positiva e não deve impactar a competitividade dos equipamentos produzidos localmente pela WEG. “Do ponto de vista geral, a iniciativa é bastante positiva e tende a fomentar o negócio de energia solar com essa redução do imposto de importação dos equipamentos”, avaliou Salgueiro.

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