Pesquisar este portal

22 janeiro, 2020

A Embraer, quem diria, pode ajudar a resgatar a Boeing


*NeoFeed - Moacir Drska - 15/01/2020

Acostumada a ver suas aeronaves cumprirem diferentes roteiros diariamente em todo o mundo, a Boeing vive a incerteza sobre o seu próprio destino. Desde outubro de 2018, dois acidentes envolvendo o avião 737 MAX vitimaram 346 pessoas, em um espaço de menos de cinco meses. E mergulharam a gigante americana na maior crise de sua história.
O cenário conturbado custou o cargo do CEO Dennis Muilenburg, que comandava a Boeing desde julho de 2015. Na segunda-feira 13 de janeiro, o americano David L. Calhoun assumiu o posto, com a difícil tarefa de traçar um novo plano de voo para a empresa.
Em uma mensagem destinada aos funcionários da Boeing, o executivo de 62 anos elencou uma série de prioridades. Entre elas, uma questão que inclui diretamente o Brasil no mapa de turbulências da companhia: a aprovação de duas joint ventures com a Embraer.
O primeiro acordo envolve a compra dos negócios e serviços de aviação comercial da Embraer. A Boeing vai desembolsar US$ 4,2 bilhões para ficar com uma fatia de 80% da nova empresa. Já a segunda joint venture, batizada de Boeing Embraer Defesa, inclui a aeronave militar C-390 Millennium, desenvolvida pela fabricante brasileira, que ficará com uma participação de 51% na operação.
Os detalhes iniciais das duas propostas foram divulgados no fim de 2017. Desde os primeiros rumores, as negociações foram cercadas de questionamentos, especialmente no Brasil. Para alguns opositores da aliança, os acordos colocavam em xeque o futuro de um dos maiores símbolos da indústria local.
Alguns elementos recentes na trilha da Boeing levantaram novas dúvidas sobre essas negociações. O principal ponto passa pelas dificuldades de caixa enfrentadas pela fabricante americana, em virtude da extensão da crise.
Entre os fatores que sustentam essa visão estão a suspensão dos voos com o 737 MAX, em vigor desde março, e a paralisação na produção do modelo, anunciada em setembro. Bem como os custos relacionados a questões como os recursos destinados à manutenção de fornecedores e os acordos para compensar os prejuízos das companhias aéreas. Nessa última vertente, a empresa estimou um gasto de US$ 6,11 bilhões.
Nesta semana, a agência Bloomberg publicou uma reportagem afirmando que a Boeing estaria negociando empréstimos com um grupo de bancos, liderado pelo Citigroup. No início do mês, o jornal econômico The Wall Street Journal informou que a companhia buscava levantar até US$ 5 bilhões.
O acesso a crédito, no entanto, também pode ter seus entraves. Na segunda-feira, a agência de classificação de risco Moody’s rebaixou o rating da Boeing, ao afirmar, em relatório, que acontecimentos recentes “sugerem uma recuperação mais cara e prolongada”. Em dezembro, a Standard & Poor’s já havia seguido o mesmo caminho.
Reflexos
Procurada, a Boeing informou que “não prevê qualquer impacto no acordo com a Embraer”. A Embraer, por sua vez, disse que não iria se pronunciar. Para fontes consultadas pelo NeoFeed, a situação financeira da companhia americana não traz grandes riscos para a concretização das alianças. Elas apontam, no entanto, alguns fatores de atenção nesse processo.
“O atraso na aprovação pela União Europeia segue como uma preocupação”, afirma Scott Hamilton, especialista no mercado de aviação. Já aprovada em países como os Estados Unidos, a joint venture relacionada aos negócios de aviação comercial segue emperrada na Europa.
Em uma nova etapa do processo, marcado pelas preocupações em torno da concentração de mercado, as autoridades europeias solicitaram à Boeing mais de 1,5 milhão de páginas com informações sobre a operação.
A necessidade de solucionar os problemas relacionados ao 737 MAX acrescenta outros componentes nesse pacote. “Esses aspectos certamente vão concentrar recursos e a atenção da gestão”, afirma Richard Aboulafia, vice-presidente da consultoria americana Teal Group.
Sócio e analista de investimentos da gestora GEO Capital, Arthur Siqueira complementa: “Todos os esforços agora estão direcionados a fazer o MAX voltar a voar”, observa. “E isso pode afetar os prazos e o processos relacionados a uma eventual integração da Embraer.”
Os acordos não carregam, porém, apenas preocupações. Entre os analistas, há um consenso sobre o papel que a Embraer pode exercer na recuperação da Boeing, à medida que esses acordos sejam aprovados e colocados em prática.
“A Embraer pode ser uma tábua de salvação para a Boeing recuperar fatores que perdeu ao longo do tempo, como a capacidade de engenharia e o viés de inovação”, diz Francisco Lyra, sócio da consultoria C-Fly Aviation. “A Boeing pecou pelo excesso de confiança e uma certa arrogância, ao achar que podia estender o ciclo de vida de um produto que já não atendia às demandas tecnológicas atuais.”
“A Embraer pode ser uma tábua de salvação para a Boeing recuperar fatores que perdeu ao longo do tempo, como a capacidade de engenharia e o viés de inovação”, diz Francisco Lyra, sócio da C-Fly Aviation
Para Lyra, essa abordagem encontrou respaldo na complacência da Administração Federal de Aviação dos Estados Unidos (FAA). Em contrapartida, ressalta ele, a Embraer sempre esteve exposta a avaliações extremamente rigorosas da FAA e de outras agências reguladoras. O que forçou a empresa a se especializar em projetos que atendessem às mais elevadas exigências e certificações.
“A Embraer sempre encontrou um olhar duro nesses processos. E provou que consegue entregar produtos seguros e eficientes nos prazos prometidos”, diz Lyra. “E isso é um grande trunfo, já que agora, com o caso do 737 MAX, todas as certificações ficarão mais rígidas.”
Além de ressaltar que as capacidades da Embraer serão extremamente úteis para o futuro da Boeing, Aboulafia, da Teal Group, é mais um analista que chama a atenção para a necessidade de a companhia americana resgatar uma gestão e uma cultura mais centradas na engenharia. E menos orientadas pela obsessão por fatores como redução de custos e retorno para os acionistas.
Muitos dos aspectos apontados pelos dois analistas vieram à tona no fim da semana passada, quando uma série de e-mails trocados por funcionários da Boeing durante o desenvolvimento do MAX 737 foi divulgada por veículos como a agência Reuters e o jornal The New York Times.
Entre outros temas, as mensagens ressaltam problemas de segurança envolvendo o modelo. “Este avião é projetado por palhaços que, por sua vez, são supervisionados por macacos”, diz uma delas. “Você colocaria sua família em simulador MAX? Eu não”, destacava um funcionário, em outro texto.
As conversas também sinalizam que a redução nos custos do processo eram uma orientação. Em algumas delas, membros da equipe chegam a ironizar as considerações da Lion Air sobre a necessidade de treinamento de seus pilotos no simulador do modelo em questão. Cerca de um ano depois, veio o primeiro acidente com o 737 MAX, envolvendo justamente uma aeronave comprada pela companhia aérea da Indonésia.
Desde então, a Boeing mergulhou em uma crise que parece não ter fim. Nesta terça-feira 14, a companhia divulgou que o seu volume de entregas de aeronaves atingiu, em 2019, o índice mais baixo em mais de uma década, com 380 aeronaves. Em 2018, a empresa contabilizou 806 aviões entregues.
Ao mesmo tempo, a fabricante encerrou o ano com 246 pedidos, o número mais baixo desde 2003. Em contrapartida, a Airbus somou 863 entregas no período, o que representou um crescimento de 8% na comparação com 2018. E fechou o ano com um total de 768 pedidos de aviões.
Outros indicadores reforçam os contornos críticos para a fabricante americana. De uma avaliação de US$ 248,9 bilhões em março de 2019, a maior de sua história, a Boeing recuou para o valor de mercado atual de US$ 187 bilhões, segundo a consultoria Economatica.
Entre janeiro e setembro de 2019, o lucro líquido da Boeing caiu 95% na comparação anual, para US$ 374 milhões. Já a receita ficou em US$ 58,6 bilhões, o que representou uma queda de 19%.
Novo mercado
Diante desse cenário, a aliança com a Embraer pode trazer um respiro para a Boeing. A fabricante brasileira tem como seu carro-chefe os jatos de até 150 assentos. E permite que a Boeing acesse o segmento de aviação regional, até então inexplorado pela empresa. O mercado em questão é consideravelmente menor na comparação com o negócio principal da companhia americana, mais voltada às aeronaves de maior porte e à área de defesa.
Para efeito de comparação, das 44 mil aeronaves que a Boeing estima entregar nos próximos 20 anos, apenas 5%, ou 2,2 mil aviões, se encaixam nesse perfil. A entrada nesse mercado ganhou caráter de urgência, no entanto, quando a franco germânica Airbus ingressou no segmento, em outubro de 2017, ao comprar a divisão C-Series, da canadense Bombardier.
A briga na aviação regional adiciona um novo capítulo à histórica disputa pelo posto de maior fabricante global na aviação comercial, que sempre esteve restrita à dupla formada por Boeing e Airbus. “Nesse jogo de xadrez, a Boeing ganha força e, ao mesmo tempo, ‘tira’ a Embraer, que é um nome de peso na aviação regional, do jogo.”
Nesse segmento, outras concorrentes começam a despontar. Entre elas, a chinesa Comac, a japonesa Mitsubishi e a russa Sukhoi. “A compra pela Boeing tornou-se um processo lógico para a Embraer dentro do rearranjo desse segmento”, diz Lyra. “Sem isso, sobrariam poucas alternativas de sobrevivência para a empresa.”

Taurus Armas na SHOT Show, evento nº 1 do mercado de armas nos EUA

 

 
 
 *LRCA Consulting - 22/01/2020 
 
A empresa gaúcha Taurus Armas S.A. está presente na SHOT Show - National Shooting Sports Federation’s annual Shooting, Hunting, Outdoor Trade Show, evento número um da indústria de armas de fogo na América.
 
Realizada todo mês de janeiro em Las Vegas, Nevada, a SHOT é um local onde a indústria de armas exibe suas novidades e projetos mais inovadores.
 
Exportando para mais de 100 países e empregando diretamente cerca de 2,8 mil pessoas, a companhia sediada em São Leopoldo-RS é hoje uma multinacional com fábricas no Brasil e nos Estados Unidos. Das 4,6 mil armas fabricadas por dia, 85% são vendidas no exterior.
 
Líder mundial na fabricação de revólveres e uma das maiores produtoras de pistolas do mundo, a Taurus é também a quarta marca mais vendida no exigente mercado dos EUA.

A pistola G2C, produzida em São Leopoldo, é a mais vendida nos Estados Unidos; no mundo, são mais de 2 milhões de unidades comercializadas.

Além de armas curtas (revólveres e pistolas), fabrica submetralhadoras, fuzis, carabinas, rifles e espingardas para os mercados militar, policial e civil, representando um mix completo onde a qualidade está em primeiro plano.
 
A empresa já recebeu mais de 30 prêmios internacionais em reconhecimento pelo seu elevado padrão de qualidade e inovação, como o "American Hunter Handgun of the Year 2019", considerado uma das premiações mais importantes da indústria de armas dos Estados Unidos. Além disso, possui 54 patentes, incluindo aquelas depositadas fora do Brasil.
 
Em edição online de 16 de novembro, a revista "The National Interest" publicou que a pistola Taurus TX-22 foi escolhida como uma das quatro melhores armas dos Estados Unidos em 2019. As quatro armas serão destaque na National Shooting Sports Federation’s annual Shooting, Hunting, Outdoor Trade Show - SHOT Show, evento número um da indústria de armas de fogo nos EUA. Realizada todo mês de janeiro em Las Vegas, Nevada, a SHOT é um local onde a indústria de armas exibe suas novidades e projetos mais inovadores. 
 
Em 19 de novembro, a Taurus TX-22 foi escolhida pela conceitua revista Guns&Ammo como "Guns & Ammo 2019 Handgun of the Year". Já a edição de dezembro dessa revista traz na capa a Taurus G3, escolhida pela publicação como "Full Size Best Buy".
 
Nas Filipinas, a Taurus TS9 Striker é anunciada na mídia como "Tested by Philippine National Police with zero malfunctions". A publicação ainda cita que a arma foi submetida a diversos testes durante 20 mil disparos. A TS9 é uma arma especialmente desenvolvida para os mercados policial e militar. 
 
Além de sua linha de pistolas e revólveres, a Taurus também expõe outras armas, como o Fuzil T4 5,56, atualmente em uso policial no Brasil e como arma padrão da Polícia Real de Omã.

*Vídeo: Jornal da Band de 21/01/2020
 
 

Imbel emite nota de esclarecimento sobre o fuzil de assalto 5,56 IA2

A Imbel - Indústria de Material Bélico do Brasil divulgou hoje uma nota de esclarecimento contestando informações publicadas em algumas mídias sociais sobre a robustez de seu fuzil de assalto IA2.


21 janeiro, 2020

CBC e Taurus Armas podem vir a ser proeminentes no mercado indiano de munições e armas portáteis



*LRCA Consulting - 21/01/020

Partindo de Lisboa em 08 de julho de 1497, o navegador português Vasco da Gama chegou a Calicut (hoje Kozikhode), na Índia, em 20 de maio de 1498, inaugurando uma nova e pujante época comercial para a pátria de Camões.
Mais de 500 anos após o feito, o Brasil se volta para Índia, hoje o segundo maior mercado consumidor do mundo e uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China. Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower. Na área de Segurança Pública, a Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de sete milhões de agentes de segurança particulares.
Junto ao Presidente da República e a uma poderosa comitiva do primeiro escalão governamental, viajam também para a Índia, no dia 23 de janeiro, lideranças de 10 grandes empresas ligadas ao Setor de Defesa brasileiro.
CBC e Taurus Armas
Entre estas lideranças, estarão os CEOs da CBC e da Taurus Armas, expoentes mundiais das áreas de munições e armas portáteis.
Motivos não faltam, pois além da grandiosidade do mercado militar, policial e civil indiano, só recentemente o setor privado desse país começou efetivamente a poder participar de sua indústria de defesa.
Até então sob o domínio completo do governo, a produção de munições e de armas portáteis (fuzis, metralhadoras de mão e pistolas) era feita por empresas pertencentes ao Departamento de Defesa, o que gerou uma grande defasagem tecnológica em relação aos modernos produtos existentes no mundo.
Segundo fontes do próprio governo indiano, suas forças armadas se encontram em um estado alarmante. Se combates intensos tivessem início amanhã, a Índia só poderia manter suas tropas abastecidas de munição por 10 dias. A maior parte dos equipamentos do exército é tão velha que recebe a designação de “antiguidade”.
Duas joint ventures para conquistar o mercado indiano
1. CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos
A CBC estabeleceu, em 2018, uma joint venture com a empresa indiana Stumpp Schuele & Somappa Springs (SSS Springs) - maior produtora de molas de alta qualidade para o mercado automotivo e de defesa, dentro da iniciativa "Make in India". A nova empresa se chama Stumpp Schuele & Somappa Defense (SSS Defense) e sua futura fábrica será instalada na cidade de Anantapur, no estado de Andhra Pradesh, em área com mais de 100.000m2 já adquirida pela sociedade. A estimativa é iniciar a produção no final de 2021.
Assim, a SSS Defense poderá se tornar a grande fornecedora de munições para armas portáteis de todos os principais calibres em uso pelas forças armadas e policiais do país, bem como para o mercado civil.
Embora fora do escopo da joint venture com a CBC, a SSS Defense também planeja produzir fuzis de precisão, fuzis de assalto, instrumentos óticos bélicos e acessórios.
2. Taurus Armas
A empresa gaúcha Taurus Armas S.A. está em entendimentos finais com o Jindal Group visando à formação de uma joint venture na Índia. Os objetivos são a fabricação e a comercialização de armas portáteis em território indiano, no âmbito do programa "Make in India". O Jindal Group é o maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, detentor de um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.
Cenário prospectivo: soluções completas e com alta tecnologia
O fato de a SSS Defense vir a produzir munições (por meio da JV com a CBC), fuzis de precisão, fuzis de assalto, instrumentos óticos bélicos e acessórios, poderá ser potencializado caso seja concretizada a joint venture entre a Taurus Armas e o Jindal Group, pois esta última passaria a produzir fuzis CQB (para uso a curta distância), pistolas, submetralhadoras, carabinas, espingardas e revólveres, fechando um inédito círculo produtivo de alta tecnologia. 
Se tudo correr conforme o planejado, CBC e Taurus Armas poderão participar de um novo e promissor cenário no país asiático, com suas respectivas joint ventures passando a ter uma posição de proeminência no mercado indiano do setor e oferecendo soluções completas de alta tecnologia em termos de munições e armas portáteis, já que, apesar de as parcerias serem formadas com empresas distintas, o fato de a CBC ser a controladora da Taurus Armas tende a facilitar e potencializar os entendimentos entre as duas JV.

19 janeiro, 2020

Pedidos de aquisição de armas de fogo quase triplicam nas cidades atendidas pela Polícia Federal em Divinópolis

Vídeo MGTV
Clique na imagem e veja o vídeo da MGTV
 
 
O número de processos de aquisição de armas de fogo abertos quase triplicou em 2019 nas cidades atendidas pela Delegacia da Polícia Federal em Divinópolis. A procura para fazer o curso de tiro aumentou 100%. A situação ocorre desde que ficou mais fácil ter uma arma em casa.
 
De acordo com a Polícia Federal em Divinópolis, em 2018, foram 649 pedidos. No ano passado, foram 1.826. “Já com a mudança da legislação facilitou o acesso do cidadão ao registro, a gente já esperava essa movimentação. Realmente o número de pedidos triplicou aqui na nossa região porque o cidadão, se ele atender a todos os requisitos legais, ele poderá fazer a compra desse armamento”, explicou o delegado da PF, Daniel Sousa.
 
Na prática, desde o ano passado, pessoas com mais de 25 anos, sem ficha criminal e que trabalham, podem ter posse de armas. “No caso da posse, o sujeito compra o armamento para manter ela em casa ou no local de trabalho. Então essa facilitação com relação a isso. Já com relação ao porte, ou seja, a pessoa carregar a arma consigo, não houve muita alteração. Tanto é que no ano passado tivemos apenas um porte expedido na nossa delegacia”, contou Daniel.
 
A venda de armas em Divinópolis mais que dobrou no último ano. “Para comprar as armas de fogo, as pessoas precisam ter passado por um psicólogo, ter passado por teste de tiro e não estar respondendo a nenhum inquérito policial criminal. As armas só são vendidas com autorização de um delegado”, disse o empresário Matheus Felício.
 
Se antes da legislação, uma escola da cidade recebia dez alunos por mês, agora são mais de 20 por semana. A maioria sem noção nenhuma de como manusear uma arma e em busca de ajuda para defesa pessoal, e não por esporte. Em maio do ano passado, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto mudando as regras sobre o uso de armas e de munições.
 
“Com a flexibilização que o decreto trouxe da posse, acabou refletindo diretamente nos treinamentos, procura por conhecimento e aquisição de arma de fogo”, analisou o instrutor de tiros Roberto Pinheiro.

Um clube de Divinópolis só aceita alunos que não tenham ficha criminal. O curso básico pode ser feito por pessoas a partir de 14 anos e custa, em média, R$ 450. “Temos o treinamento para quem nunca atirou e para quem já está acostumado a atirar e quer evoluir no tiro. Um treinamento para quem quer ser atleta, que participará de competições, e aqueles que querem as modalidades de tiros de defesa, uma modalidade para combate urbano”, explicou Roberto.
 
“Todas as armas têm número e isso é lançado no Cadastro Nacional de Armas, que armazena as informações que a pessoa fornece e que devem ser verdadeiras. Inclusive pessoas que têm crianças em casa têm que informar que existe um local adequado para a guarda desse armamento para evitar acidentes domésticos”, finalizou o delegado Daniel Sousa.

17 janeiro, 2020

WEG lança aerogerador de 4,2 megawatts de olho no mercado indiano de energia eólica

 
Aerogeradores no extremo sul do Brasil, região do Farol do Albardão. Foto: Roberto Caiafa.
 
*Tecnodefesa (por Roberto Caiafa) - 17/01/2020

A Weg assinou com a Aliança Energia os primeiros contratos de fornecimento dos aerogeradores de 4,2 megawatts (MW), máquinas com maior potência e 82% mais eficientes do que as originalmente oferecidas pela empresa.
O diretor superintendente da WEG Energia, João Paulo da Silva, afirmou que a companhia está conversando com outros potenciais clientes dos equipamentos e pretende ofertá-los também na Índia, um dos maiores mercados do mundo para a energia eólica.
A estreia dos aerogeradores de 4,2 MW da Weg será em quatro parques eólicos da Aliança Energia – joint venture entre Vale e Cemig -, que somam 180,6 MW de capacidade instalada.
O negócio entre as empresas, no valor de R$ 590 milhões, envolve o fornecimento de 43 turbinas eólicas e serviços de logística, montagem e comissionamento, além de operação e manutenção.
As entregas dos equipamentos, que já entraram na carteira da Weg, devem começar em 2021 e se estender até 2022.
“Em termos de geração, essa máquina nova está bem competitiva, temos vários clientes interessados. E o fato de termos conseguido fechar esse contrato nos deixa duplamente satisfeitos, porque a empresa já comprou conosco e decidiu voltar para mais”, afirma o executivo da Weg.
A fabricante catarinense forneceu os equipamentos para o Complexo Eólico Santo Inácio, o primeiro da Aliança Energia, que entrou em operação comercial em dezembro de 2017.
A nova turbina está sendo desenvolvida pela Weg em parceria com a Engie e a Celesc, no âmbito de um projeto de P&D no valor de R$ 186 milhões.
Um protótipo está em fase final de construção e será instalado próximo ao complexo térmico Jorge Lacerda (SC), da Engie.
No futuro, as geradoras podem se tornar clientes do produto.
Mas a fabricante mira oportunidades para a máquina eólica também fora do Brasil: o foco está na Índia, onde a Weg já tem um complexo fabril e produz aerogeradores de 2,1 MW.
De acordo com Silva, a aposta na Índia se justifica pelo tamanho do mercado para geração eólica – quase três vezes maior do que o brasileiro – e pelo espaço para competir. “O mercado não é tão exaurido, em termos de concorrência, como o chinês”.
A Weg já está construindo um protótipo da turbina 4,2 MW na Índia, e pode iniciar cotações dos componentes para a fabricação local da máquina ainda no primeiro trimestre.
A ideia é lançar o produto no mercado indiano e, eventualmente, exportá-lo para outros países da região.
Sobre perspectivas para energias renováveis no Brasil, o diretor da Weg afirma que os sinais de melhora da economia, ainda que aquém do esperado, representam um “alento” para a implementação de novos projetos de geração em todos os segmentos. Ele lembra que o setor sofreu com a recessão econômica a partir de 2014, que reduziu o consumo de energia e estancou novos empreendimentos de geração.
Segundo levantamento da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o Brasil tem 8,4 gigawatts (GW) de capacidade contratada, distribuídos em 274 parques eólicos.
Desse total, 2,5 GW, ou 87 parques, estão em construção atualmente.
Fonte: Valor

Taurus Armas nomeia novo CEO nos Estados Unidos



*LRCA Consulting - 17/01/2020
 
A Taurus anunciou ontem (16) que seu Conselho de Administração nomeou Bret Vorhees como CE0 da Taurus USA, responsável pelas marcas Taurus, Rossi e Heritage.
 
Como novo CEO da Taurus USA, Vorhees focará intensamente no reposicionamento da marca Taurus por meio de novos produtos e serviços.
 
Vorhees recentemente deixou seu cargo de Vice-Presidente de Vendas e Marketing na Walther Arms, onde passou os últimos seis anos em uma posição de liderança executiva e focou na construção de uma marca premium por meio de inovações bem-sucedidas de novos produtos, além de liderar uma equipe dinâmica de vendas.
 
Além de sua paixão por armas de alta qualidade, Vorhees também concentrou sua carreira no desenvolvimento de relacionamentos com o segmento. "Estamos empolgados em contar com as habilidades e experiências únicas que Bret Vorhees traz para a empresa. Bret é um líder focado no cliente, com uma extensa experiência, trazendo inovações empolgantes para o setor de armas de fogo. Sua paixão pelo desenvolvimento de armas de fogo na indústria elevará as marcas Taurus, Rossi e Heritage ao novo patamar", afirmou Salesio Nuhs, CEO global da Taurus.
 
Bret Vorhees respondeu nos seguintes termos: "Estou honrado em liderar esta grande empresa. Este é um momento emocionante para a Taurus, já que acabamos de comemorar nosso 80° ano, inauguramos a nova fábrica em Bainbridge e temos um portfólio cheio de inovações de produtos que contribuirão para colocar a Taurus no topo do nosso setor. Com um aumento do investimento na fabricação americana, a Taurus trará produtos mais inovadores ao mercado, com um enorme valor agregado. Também estou muito empolgado em me mudar com minha família e desfrutar de todos os grandes benefícios que a Geórgia tem a oferecer".

A troca na direção está em linha com os resultados da reengenharia que a empresa Galeazzi & Associados está realizando também na filial americana.


Na viagem presidencial à Índia, Brasil espera grandes resultados



*LRCA Consulting  - 17/01/2020

A viagem do presidente Jair Bolsonaro à Índia será a principal agenda presidencial deste começo de ano. A comitiva brasileira embarcará no dia 23 e estará em Nova Délhi entre os dias 24 e 27 deste mês, voltando ao Brasil no dia 28.

Bolsonaro será o único chefe de estado presente e é o convidado de honra do primeiro-ministro Narendra Modi para as comemorações do 71º aniversário do Dia da República da Índia, celebrado em 26 de janeiro.

Porte da comitiva revela as intenções brasileiras

A previsão é de que a delegação seja composta pelos ministros das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, da Agricultura, Tereza Cristina, da Economia, Paulo Guedes, de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, além do secretário especial de Comércio Exterior, Marcos Troyjo.

Uma significativa comitiva de grandes empresários brasileiros estará acompanhando o Presidente, grande parte deles CEOs de empresas que integram a Base Industrial de Defesa, como CBC, Embraer, Iveco, Taurus Armas e outros.

Para a Índia, além do comércio, um grande objetivo geopolítico

O diplomata e professor de Relações Internacionais da ESPM/SP Fausto Godoy afirma que essa participação indica que Nova Déli atribui ao Brasil “uma importância muito grande”. Godoy, que também é diretor da Câmara de Comércio Brasil-Índia, diz que os dois países estão se aproximando e que “o gigante acordou para outro gigante”.

“O que os indianos querem do Brasil? Eles estão seguros que o jogo geopolítico na região do leste da Ásia é um jogo pesado, porque você tem ali China, Japão, Paquistão, Rússia; então, a Índia está buscando aliados possíveis”, diz o professor da ESPM. Godoy afirma que Nova Déli busca “ter um aliado de peso no Hemisfério Sul, um país do porte do Brasil”.

Para o Brasil, um imenso mercado consumidor

Muito além de uma visita diplomática, a ida ao país asiático terá também um forte apelo comercial. Assim como o Brasil, a Índia faz parte dos Brics, bloco de países emergentes, formado em 2006, integrado também por Rússia, China e África do Sul.

A Índia é o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia e uma importante fonte de investimentos na economia brasileira. Os dois países mantêm Parceria Estratégica desde 2006, com agenda de cooperação em áreas como defesa, energia, agricultura, ciência, tecnologia e inovação e saúde. Brasil e Índia são parceiros em diversos mecanismos plurilaterais como G20, BRICS, G4, BASIC e IBAS, e se coordenam em vários foros internacionais.

A visita do Presidente Jair Bolsonaro oferece oportunidade para impulsionar objetivos estratégicos do Brasil na relação bilateral, tais como a ampliação e diversificação da pauta exportadora para o mercado indiano, a atração de investimentos indianos (de acordo com as prioridades nacionais) e o melhor aproveitamento das potencialidades da cooperação bilateral em defesa, bioenergia, petróleo e gás natural, agropecuária, ciência, tecnologia e inovação, entre outras áreas.

Se considerados o crescimento da Índia nos últimos anos e a participação de Bolsonaro no Fórum Econômico Mundial de 2019, há bons motivos para acreditar que os frutos colhidos nesta viagem devem ser maiores do que uma eventual participação no fórum desse ano, apesar de serem eventos com naturezas diferentes.

"É uma excelente viagem para início de ano", avalia o gerente-executivo de Comércio Exterior da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Diego Bonomo. "Basta pensar que no ano passado, o presidente visitou e depois recebeu visitas também no Brasil de países que representam 54% do nosso comércio exterior. Mas alguns países, claro, ficaram de fora. Um deles é a Índia. Então, começar o ano com essa viagem a um mercado grande e que tem esse simbolismo da visita, do convite e da data escolhida, é muito importante. É uma visita que a gente tem expectativa de ter bastante resultado", diz.
 
De acordo com relatório do Fundo Monetário Internacional de julho de 2019, para este ano a perspectiva de crescimento econômico da Índia (7,1%) é superior à da China (5,9%). Diesel, inseticidas e poliéster são os principais produtos que o Brasil compra da Índia. Daqui, saem principalmente: petróleo, soja e ouro. "A Índia é um dos dez mercados estratégicos para indústria. É o segundo maior mercado consumidor do mundo, só perde para China, e até o meio do século ela deve superar a China e se tornar o maior mercado consumidor do mundo", aponta Bonomo.

O Brasil exportou US$ 2,58 bilhões em produtos à Índia de janeiro a novembro de 2019. Os principais produtos exportados foram: óleos brutos de petróleo (35%), óleo de soja bruto (10%) e ouro em formas semimanufaturadas, para uso não monetário (8,7%). No mesmo período, o Brasil importou da Índia US$ 3,94 bilhões e os principais produtos foram: compostos heterocíclicos, seus sais e sulfonamidas (12%), óleos combustíveis (9,6%) e inseticidas, formicidas, herbicidas e produtos semelhantes (9,3%). Os dados são do Ministério da Economia.

Bolsonaro leva na bagagem um amplo acordo de investimentos para selar sua aproximação com o país asiático. Ele deverá passar três dias no país e, no último, está prevista sua participação em um seminário empresarial.

Um dos objetivos da viagem é criar um ambiente que dê mais segurança jurídica, estimulando assim, novos investimentos. O tratado que deverá ser assinado entre os dois países segue um novo modelo que exclui a cláusula investidor-Estado, que previa que os Estados poderiam ser acionados em arbitragem internacional pelas empresas investidoras.

O Brasil já assinou acordos nesse mesmo modelo com Angola, Chile, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, México, Moçambique e Peru, entre outros países.

Além do acordo de investimentos, devem ser assinados ao menos outros dez tratados. Dois são demandas antigas do setor privado brasileiro: o acordo de Previdência, que permite aos executivos que o tempo em que trabalham expatriados seja contado para sua aposentadoria. Para as empresas, elimina a dupla contribuição previdenciária. E uma revisão do acordo de eliminação de bitributação Brasil-Índia, válido desde 1992, que deve ter suas alíquotas atualizadas. Também devem ser assinados acordos para aumentar vendas de etanol brasileiro, para cooperação em segurança cibernética, em medicina, defesa e outros.

A meta do governo brasileiro é diversificar exportações brasileiras para a Índia, hoje muito concentradas em petróleo (35% das vendas de janeiro a novembro do ano passado), óleo de soja (10%) e açúcar (8,9%). Na visita bilateral, não devem ser discutidos temas espinhosos, como os subsídios da Índia ao açúcar, alvo de contencioso do Brasil na OMC (Organização Mundial de Comércio).

Ao menos três negociações encaminhadas devem ser anunciadas durante a viagem. A primeira é o Acordo de Cooperação e Facilitação de Investimentos (ACFI). Outras, são os acordos citados acima. A expectativa de Bonomo é de que a viagem traga resultados imediatos para o comércio e indústria do Brasil.

Em dezembro, a ministra Tereza Cristina havia dito que a parceria na produção de etanol seria um dos temas tratados. "Um dos pedidos do primeiro-ministro (Modi) quando esteve aqui (durante a Cúpula do Brics) foi tratar de bioenergia", disse a ministra.

Outro assunto é a perspectiva de venda de carne de aves para os indianos, que abriram o mercado para os produtos brasileiros. Em 2019, a Índia consumiu cerca de 5 milhões de toneladas de carne, montante superior ao volume exportado de carne brasileira de frango para outros países, de 4 milhões de toneladas em 2018.

Área de Defesa

Segundo afirmou o embaixador do Brasil na Índia, André Aranha Corrêa do Lago, em entrevista a Nayamina Basu, correspondente de relações exteriores do jornal The Print India: "O Brasil e a Índia não têm nenhuma questão geopolítica e podem ser parceiros confiáveis na área de Defesa".

Na comitiva presidencial, estão participando dez empresas que integram, direta ou indiretamente, a Base Industrial de Defesa do Brasil: Altave, Atech, Avibras, CBC, Condor, Embraer, Macjee, Omnisys, Taurus Armas e Iveco.

Vale lembrar que a empresa gaúcha Taurus Armas S.A. está em entendimentos finais com o Jindal Group visando à formação de uma joint venture na Índia. Os objetivos são a fabricação e a comercialização de armas em território indiano, de acordo com o programa denominado "Make in India", que visa desenvolver a indústria local, gerando empregos, divisas e tecnologia para esse país. O Jindal Group é o maior fabricante de aço da Índia e um dos dez maiores do mundo, detentor de um faturamento superior a US$ 24 bilhões e com 200 mil funcionários no mundo, sendo 45 mil deles somente na divisão de aço.

A CBC – Companhia Brasileira de Cartuchos estabeleceu, em 2018, uma joint venture com a empresa indiana Stumpp Schuele & Somappa Springs (SSS Springs) - maior produtora de molas de alta qualidade para o mercado automotivo e de defesa, dentro da iniciativa "Make in India".

A nova empresa se chama Stumpp Schuele & Somappa Defense (SSS Defense) e sua futura fábrica será instalada na cidade de Anantapur, no estado de Andhra Pradesh, em área com mais de 100.000m2 já adquirida pela sociedade.
Em dezembro de 2019, CBC SSS Springs chegaram a um acordo sobre as condições para transferência de tecnologia para fabricação de munições de pequeno calibre e assinaram o Technology Transfer Agreement. Tal acordo é a última etapa para que o Ministry of Home Affairs (MHA) possa aprovar a entrada de um acionista estrangeiro (CBC) na empresa de defesa criada a partir da joint venture. De acordo com a legislação local, o acionista estrangeiro terá sua participação limitada em 49%, e o acionista indiano com participação igual ou superior a 51%.

Atualmente, o MHA está analisando o pedido de inclusão da CBC no quadro acionário da empresa.

A família de munições da SSS Defense para o mercado indiano inclui projéteis de combate e premium nos calibres 9 mm, 5,56x45 mm, 7,62x51 mm, 7,62x39 mm, 0,338 Lapua e 12,7 mm. A maioria desses está em conformidade com os padrões da OTAN. Além dos produtos de uso militar, também serão produzidas e comercializadas munições comerciais para caça e tiro de competição.

A divisão de armamentos da empresa projetou e desenvolveu (pela primeira vez em uma empresa indiana) dois protótipos de fuzis de precisão (sniper) destinados às forças armadas e espera submeter as duas armas às forças especiais em breve, com os olhos voltados para o mercado de exportação.

 Veja a entrevista completa do embaixador brasileiro na Índia (em inglês):



 

Principais resultados esperados

O presidente Bolsonaro examinará, em reuniões com o presidente Ram Nath Kovind e com o primeiro-ministro Narendra Modi, os principais temas da agenda bilateral, em especial: defesa, comércio e investimentos; cooperação em energia, ciência, tecnologia e inovação, agricultura; diálogo político e coordenação em foros internacionais.

Encontram-se negociados ou em fase final de negociação, com vistas a serem firmados na visita, atos bilaterais em áreas como investimentos; defesa, previdência social; energia; recursos minerais; segurança cibernética; cooperação jurídica; saúde; ciência e tecnologia; e cultura. Além disso, deverá ser adotado o Plano de Ação para Fortalecer a Parceria Estratégica. Trata-se de documento político que ensejará o acompanhamento sistemático dos resultados alcançados nas áreas de cooperação.

Está prevista ainda, no contexto da visita, a realização de Seminário Empresarial (27/01), bem como de reuniões setoriais em nível técnico e ministerial. 

Principais acordos em vigor

O Acordo de Comércio Preferencial entre Índia e MERCOSUL (bloco comercial compreendendo Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai) foi formado em 1991, com o objetivo de facilitar a livre circulação de bens, serviços, capital e pessoas entre os quatro países membros.

O Brasil e a Índia assinaram um acordo de cooperação em Defesa em 2003 que foi ratificado pelo Brasil em 2006. Este acordo exige cooperação em questões relacionadas à Defesa, especialmente no campo de Pesquisa e Desenvolvimento, aquisição e apoio logístico entre os dois países. A Ala de Defesa foi criada na Embaixada da Índia em Brasília em 2007 e o Brasil abriu a Ala de Defesa na Embaixada do Brasil em Nova Délhi em 2009. Reuniões periódicas do Comitê Conjunto de Defesa estão sendo realizadas de acordo com o Artigo 3 do Acordo de Cooperação em Defesa .

As empresas brasileiras investiram nos setores de automóveis, TI, mineração, energia, biocombustíveis e calçados na Índia. As empresas brasileiras na Índia incluem Marco Polo (automóveis), Vale (maior empresa de mineração), Stefanini (IT), Gerdau (Steel). As empresas indianas investiram em setores como TI, farmacêutico, energia, agronegócios, mineração, engenharia e setores automotivos. As empresas indianas Videocon, TCS, Wipro, Infosys, Cadilla, Mahindra, L&T, Renuka Sugars, United Phosphorus, Polaris etc estão presentes no Brasil.

A Índia está fornecendo treinamento para brasileiros no âmbito do Programa de Cooperação Técnica e Econômica da Índia (ITEC), que é um programa de assistência bilateral administrado pelo governo da Índia.

Outros exemplos de acordos firmados entre o Brasil e a Índia: Acordo sobre Cooperação nos Campos da Ciência e Tecnologia (1985), Acordo sobre Cooperação em Assuntos Relativos à Defesa (2003), Acordo-Quadro sobre a Cooperação nos Usos Pacíficos do Espaço Exterior (2004) e Memorando de Entendimento para a Cooperação em Agricultura e Setores Afins (2008). A Comissão Mista de Cooperação Política, Econômica, Científica, Tecnológica e Cultural e as reuniões de consultas políticas são os principais mecanismos de coordenação do relacionamento bilateral. Existem também comissões bilaterais temáticas, como a de defesa, a de ciência e tecnologia e o mecanismo de monitoramento do comércio.

Agenda

No dia 25 de janeiro, está previsto encontro com o Primeiro-Ministro Narendra Modi, bem como cerimônia de troca de atos bilaterais. Está também programado um almoço a ser oferecido pelo Primeiro-Ministro indiano em homenagem ao Presidente Jair Bolsonaro.  À noite, está previsto um encontro com o Presidente Ram Nath Kovind, bem como um jantar a ser oferecido pelo Presidente indiano.

No dia 26, o Presidente Bolsonaro participará, como convidado de honra, das comemorações do 71º aniversário do Dia da República da Índia. No dia 27, o Presidente brasileiro terá encontro com executivos indianos e participará do Seminário Empresarial Brasil-Índia.

Curiosidade: relações Brasil/Índia remontam ao ano de 1500

Em 20 de maio de 1498, o português Vasco da Gama chegou a Calicut (hoje Kozikhode) na Índia com 170 homens, navegando de Lisboa em 8 de julho de 1497. Após o retorno de Vasco da Gama, o almirante Pedro Álvares Cabral foi enviado pelo rei de Portugal para a Índia. A armada de Cabral foi desviada no caminho, quando então este descobriu o Brasil em 22 de abril de 1500. O almirante português prosseguiu  em seu rumo original e finalmente chegou a Calicut em 13 de setembro desse ano. O Brasil se tornou uma importante colônia portuguesa e uma parada logística e estratégica na jornada para Goa.

*Com informações de: Jornal de Brasília, Ministério das Relações Exteriores, GGN, O Brasilianista, The Print India e Indian Defence Review
 

Postagem em destaque