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29 março, 2020

Embraer tem prejuízo líquido de R$ 867,8 mi no 4º tri de 2019




*Acionista.com.br - 29/03/2020

A Embraer registrou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas de R$ 867,8 milhões no quarto trimestre de 2019, queda significativa na comparação com o R$ 1,4 milhão de prejuízo reportado em igual trimestre de 2018. Excluindo impostos e itens especiais, a empresa apontou que teve prejuízo de R$ 383,6 milhões no trimestre. A fabricante aeronáutica destacou que o trimestre foi prejudicado por um resultado operacional menor e por elevação nos impostos.

No trimestre, o Ebitda ajustado da empresa fechou em R$ 270,7 milhões, queda de 46% na comparação com igual período de 2018. A margem Ebitda ficou negativa em 0,3% contra uma margem positiva de 4,1% na comparação anual. No ano, o Ebitda ajustado foi de R$ 725,6 milhões, queda de 57% na comparação com 2018.

Já o resultado operacional (Ebit) ficou negativo em R$ 276,8 milhões no trimestre, recuo frente ao dado positivo de R$ 14,5 milhões em igual intervalo de 2018. No ano de 2019, o Ebit foi negativo em R$ 309,8 milhões, contra um Ebit também positivo de R$ 103,1 milhões em 2018.

Entre os efeitos não recorrentes que afetaram os números estão os custos relacionados à separação do negócio de Aviação Comercial da Embraer, que impactaram negativamente o Ebit do trimestre em R$ 222,9 milhões, além do impairment de ativos.

Ainda conforme a empresa, no trimestre, a receita líquida teve crescimento de 33% na comparação anual, para R$ 8,585 bilhões, com crescimento em todos os quatro negócios principalmente em função do maior número de jatos entregues tanto na Aviação Comercial quanto na Executiva.

No ano, a Receita líquida consolidada da Companhia foi de R$ 21,802 bilhões, um crescimento de 16% em comparação a 2018, principalmente em função da variação cambial ocorrida no período e também pelo crescimento de 39% na receita de Defesa & Segurança, de 35% na Aviação Executiva e de 16% em Serviços & Suporte.

A Embraer entregou 35 aeronaves comerciais e 46 executivas (20 jatos leves e 26 grandes) no quarto trimestre de 2019. No ano, as entregas foram de 89 aeronaves comerciais e 109 executivas (62 leves e 47 grandes).

“Tal desempenho ficou dentro das estimativas anuais da Embraer de entregar entre 85 e 95 jatos comerciais e de 90 a 110 jatos executivos”, apontou a empresa. Em 2018, a Embraer entregou 90 aeronaves comerciais e 91 executivas (64 leves e 27 grandes).



28 março, 2020

Confirmando seu turnaround, Taurus Armas deverá reportar lucro anual após 7 anos

Salesio Nuhs - Presidente e CEO Global da Taurus Armas S.A.

*LRCA Defense Consulting - 28/03/2020

Embalada por um aquecimento recorde nas vendas internas e externas, a Taurus Armas S.A. deverá reportar lucro no balanço referente ao 4º trimestre e ao ano de 2019, revertendo o prejuízo contabilizado no trimestre anterior.

O fato está implícito na ata da reunião do Conselho de Administração ocorrida no último dia 26, publicada no dia seguinte. No número VI das Deliberações do item 3 está escrito que caberá à Assembleia Geral Ordinária convocada para o dia 30 de março: "examinar, discutir e votar a proposta da Administração da destinação do lucro líquido do exercício findo em 31 de dezembro de 2019 e a distribuição dos resultados".

Embora não tenha sido possível contabilizar todos os ingressos financeiros decorrentes das promoções efetuadas no último trimestre, o forte aquecimento dos mercados interno e, principalmente, do externo, com ênfase no mercado americano, devem levar a Taurus a apresentar números significativos em seu balanço.

Turnaround
O fato é relevante na medida em que confirma o sucesso do processo de turnaround imprimido pela nova direção da empresa a partir de 2015, descrito em um artigo publicado por esta consultoria em julho de 2019 (A Nova Taurus Armas), posteriormente atualizado em dezembro [O turnaround (volta por cima) da Taurus Armas].

Saiba mais:
- Taurus: "procura pelo Fuzil T4 superou todas as previsões de vendas"  

Juiz americano permite que processo contra a SIG Sauer prossiga



*Union Leader - 27/03/2020

Um juiz federal decidiu que um processo contra a SIG Sauer, fabricante de armas de New Hampshire, referente a descargas acidentais de uma de suas populares armas de mão - a semi-automática SIG P320 - pode avançar.

O juiz do Tribunal Distrital dos EUA, Joseph Laplante, disse que o homem que instaurou o processo - Derick Ortiz, residente no Arizona - pode processar sete das oito reclamações de fraude, violação de garantia e violações de proteção ao consumidor que ele interpôs contra o fabricante de Newington.

Laplante apenas rejeitou uma, uma reivindicação sob a Lei de Proteção ao Consumidor de New Hampshire porque Ortiz não podia afirmar que ele recebeu declarações falsas sobre a arma no estado de New Hampshire.

É a primeira decisão significativa no caso apresentado em setembro passado no Tribunal Distrital dos EUA em New Hampshire. E a decisão significa que esse caso foi além das reivindicações semelhantes apresentadas na Califórnia e no Arizona, que a SIG Sauer foi mais capaz de contestar por motivos jurisdicionais, disse Chuck Douglas, advogado de New Hampshire envolvido no caso.

O processo culpa a SIG Sauer por vender o P320 no mercado civil durante a maior parte de 2017, mesmo depois que o fabricante reparou as armas vendidas para os militares.

"Eles corrigiram (o defeito) para os militares, por que não para todos nós que compramos um?" Disse Douglas.

A P320 é a pistola padrão para as forças armadas dos EUA, mas o Exército descobriu em 2016 que a arma pode disparar acidentalmente quando largada em um determinado ângulo. Muitas agências policiais também usaram a P320, afirma o processo.

Laplante também manteve viva a parte da ação coletiva da reivindicação de Ortiz, mas disse que as questões relativas à propriedade da reivindicação e à definição poderiam ser abordadas na fase de certificação do caso.

Os advogados de Ortiz estimaram que 500.000 P320s defeituosas estão em mãos de civis.

A SIG Sauer ofereceu uma “atualização voluntária” para os clientes da P320, mantendo a arma perfeitamente segura. Douglas disse que a atualização voluntária significa um proprietário da P320 enviando a arma para a SIG Sauer e aguardando semanas para que ela seja modificada e depois devolvida.

Ele prefere um kit que seria enviado aos proprietários, que poderiam levá-lo a um comerciante de armas para que o defeito fosse corrigido.

No início deste mês, a SIG Sauer anunciou que chegou a um acordo em outra ação coletiva, devido a preocupações com a capacidade da P320 de disparar quando o escorregador e o cano estiverem na posição destravada.

O contrato permite que qualquer pessoa que tenha adquirido modelos fabricados antes de 8 de agosto de 2017 seja elegível para o upgrade voluntário gratuito da empresa, que também soluciona o problema do incêndio.

“A pistola SIG SAUER P320 continua a atender e exceder todos os padrões de segurança do setor, e é seguro transportar e usar nas versões pré e pós-atualização, quando manuseadas de acordo com o manual do operador. No entanto, para evitar a incerteza e os altos custos de outros litígios, a SIG SAUER chegou a um acordo para resolver este caso”, afirmou a empresa em comunicado.

Os clientes que optarem por usar a atualização voluntária também terão direito a uma garantia vitalícia que cubra danos específicos, um potencial reembolso por reparos anteriores e a substituição de pistolas que não podem ser reparadas.

Finalmente, outro juiz federal em New Hampshire, Paul Barbadoro, suspendeu na terça-feira uma ação por violação de patente movida contra a SIG Sauer pela SB Tactical por aparelhos estabilizadores de pistola. O processo do Tribunal Distrital permanecerá em espera enquanto o Conselho de Apelação de Patentes e Julgamentos dos EUA considerar a reclamação.

Nos EUA, ações judiciais contestam ordens de fechamento de lojas de armas



*Guns.com - 27/03/2020

Grupos da Segunda Emenda e comerciantes de armas estão unindo forças e advocacia para que as lojas permaneçam abertas diante das ordens estaduais e locais para fechá-las.

Enquanto os governadores de vários estados, de costa a costa - como Illinois, Lousiana e Mississippi - reconheceram os fornecedores de armas e munições como "essenciais" durante a quarentena da COVID-19, permitindo que eles permanecessem abertos sem questionamentos, alguns seguiram o outro caminho.

Em Nova Jersey, o governador Phil Murphy é objeto de uma ação federal movida pela Second Emenda Foundation para manter as lojas de armas do Garden State abertas ao público. Até agora, o juiz do Distrito Federal Michael A. Shipp se recusou a emitir uma liminar e pediu informações ao Estado e à SAF no final da próxima semana.

Em Delaware, as autoridades recuaram do fechamento de lojas de armas, o que grupos pró-armas dizem ser a coisa certa a fazer.

"Esta é uma grande vitória para os proprietários de armas de Delaware e o direito de manter e portar armas", disseram o fundador da SAF e Alan Gottlieb em comunicado por e-mail para Guns.com. "Depois que processamos Nova Jersey, nossa ameaça de ação contra Delaware, na qual estávamos em parceria com nossos amigos da Associação Nacional de Fuzileiros e Coalizão de Políticas de Armas de Fogo, desempenhou um papel fundamental na promoção dessa mudança de atitude".

Enquanto isso, na Pensilvânia, o governador Tom Wolf inicialmente deixou as FFLs fora da lista de negócios "essenciais" que podiam permanecer abertos, desencadeando ações legais e uma decisão dividida pelo Supremo Tribunal do Estado, que pesava a favor do governador. No entanto, o escritório de Wolf alterou discretamente sua ordem executiva esta semana para incluir lojas de armas em sua lista iluminada.

No Texas, o deputado estadual Dustin Burrows pediu ao escritório do procurador-geral do Texas que avaliasse os decretos de fechamento de lojas de armas da área local como uma violação da lei estadual de preempção. "Finalmente, devo dizer também, ter acesso a armas de fogo e munição para autodefesa e caça, em momentos como esse, é claramente essencial", disse Burrows, republicano da área de Lubbock.

Na Califórnia, o xerife do condado de San Diego, Bill Gore, diz que as lojas de armas do condado fornecem um "serviço público valioso" e permanecerão abertas, um forte contraste com o xerife do condado de Los Angeles, Alex Villanueva, que declarou essas lojas como "negócios não essenciais" que serão forçados fechar, exceto vendendo munição para empresas de segurança ou transferindo uma arma já comprada, mas ainda não entregue, devido ao período de espera de 10 dias do estado. A California Rifle and Pistol Association está prometendo uma ação legal contra Villanueva.

Villanueva também está enfrentando críticas dos supervisores do condado de LA, com a mídia local dizendo que a decisão da loja de armas é a culpada.

PROBLEMAS MODERNOS EXIGEM SOLUÇÕES MODERNAS
Enquanto isso, várias lojas de armas estão tentando avançar na curva através de uma variedade de meios. No Estado de Bluegrass, a Kentucky Gun Co iniciou o que eles chamam de “primeiros Drive-Thru de armas e munições da nação” com duas faixas de armas e uma pista de munição. Outros estão oferecendo serviço na calçada enquanto em Nova Jersey, a SC Arms of Spotswood tem o que é chamado de serviço de entrega de munição.

Uma loja de armas na Carolina do Norte está determinada a permanecer aberta, porque também é um agente da FEDEX, que é considerado um tipo de “negócio essencial”. Algumas lojas agora também são agentes de troca de propano, permitindo que elas permaneçam abertas.

A National Shooting Sports Foundation mantém um site dedicado e uma lista de informações e recursos do COVID-19 para FFLs quando se trata de fechar mandatos.

"O NSSF está trabalhando duro durante esta crise nacional para garantir que nossos membros possam permanecer no negócio, fornecendo segurança e proteção para os americanos e produtos cruciais para membros das comunidades policiais e militares", diz a organização comercial. "Isso inclui um esforço para informar o Departamento de Segurança Interna sobre a natureza essencial de nossos fabricantes, revendedores, importadores, distribuidores e gamas de armas de fogo e munições - todos os quais devem ser explicitamente listados como parte da Infraestrutura Crítica de nosso país".

Quando se trata de desafios legais adicionais, a Coalizão de Políticas de Armas de Fogo estabeleceu uma linha direta oficial de ação legal do Covid-19 para relatar violações dos direitos da Segunda Emenda.

Base Industrial de Defesa no combate à COVID-19

https://pesquisa.defesa.gov.br/index.php/599995?lang=pt-BR

*LRCA Defense Consulting - 28/03/2020

Com o objetivo de fortalecer as ações do governo federal na Operação COVID-19, o Ministério da Defesa (MD) está cadastrando as empresas que atuam no setor de Defesa. A meta na ação denominada “COVID-19, Produtos ao Alcance de Todos” é identificar as empresas que podem fornecer equipamentos para auxiliar no combate ao vírus.

Em um segundo momento, o MD irá disponibilizar as informações para que governos estaduais e municipais tenham acesso aos fornecedores, agilizando os processos de aquisição de materiais e ampliando a sua oferta. A Operação COVID-19 conta com 10 Comandos Conjuntos ativados, do Norte ao Sul do país, além do Comando Aeroespacial (COMAE), de funcionamento permanente, sob a coordenação do Ministério da Defesa.
Atualmente, a Base Industrial de Defesa (BID) conta com cerca de 1,1 mil empresas. Desse total, 114 estão cadastradas no Ministério da Defesa como Empresa de Defesa (ED) ou Empresas Estratégicas de Defesa (EED). Entre os produtos desenvolvidos estão: aparelhos médicos, plataformas tecnológicas, sistemas eletrônicos, entre outros.

No que se refere à capilaridade, as empresas da BID estão distribuídas nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, com ênfase no Sudeste e Sul.

Clique aqui para acessar o formulário do cadastro.

Em caso de dúvidas, enviar e-mail para deprod@defesa.gov.br.
Com informações da Secretaria de Produtos de Defesa
Assessoria de Comunicação Social (ASCOM)
Ministério da Defesa (MD)
(61) 3312-4071

27 março, 2020

Nos EUA, Taurus produz a pleno e tem cerca de 200 mil armas em pedidos

Fachada da nova fábrica nos Estados Unidos
*LRCA Defense Consulting - 27/03/2020

A unidade americana da Taurus Armas S.A. (Taurus USA) também manteve suas atividades e está produzindo próximo ao limite de sua capacidade instalada, possuindo cerca de 200 mil armas na carteira de pedidos, segundo informou Salesio Nuhs, presidente e CEO Global da empresa. A nova e moderna planta fabril, localizada na cidade de Bainbridge, no estado americano da Georgia, tem capacidade para fabricar até 800 mil armas/ano.

A procura por armas, nos Estados Unidos e também no Brasil, está muito aquecida em função da insegurança causada por eventuais desdobramentos que possam vir a surgir com a crise do coronavírus, colocando em risco as pessoas, as famílias e suas propriedades.

Sobre este assunto, saiba mais nos links abaixo:
- Nos EUA, vendas de armas disparam com pandemia. Taurus G2C se destaca


Segundo a Taurus, tanto na unidade americana como na fábrica brasileira, localizada em São Leopoldo-RS,  a empresa está acompanhando com toda a atenção a evolução da pandemia do Covid-19 e está adotando todas as medidas necessárias para lidar de forma responsável e eficaz com essa situação. 

A prioridade da companhia, nesse momento, é proteger a saúde e o bem-estar de seus colaboradores, ao mesmo tempo em que procura minimizar os riscos decorrentes da pandemia para o seu negócio. Para tanto, está realizando ajustes na sua operação, de forma a reduzir fluxo, contato e aglomerações de trabalhadores, bem como fornecendo instruções sobre cuidados que devem ser tomados, reforçando medidas de limpeza e disponibilizando material de higiene, entre outras medidas.

Diferentemente dos Estados Unidos, onde o governo federal insere a produção de armas como questão de segurança nacional, em São Leopoldo, em virtude de uma imposição política do prefeito local, que não levou em conta critérios técnicos, a empresa está trabalhando em ritmo reduzido.

Assim, algumas atividades foram direcionadas para o regime de home office e, também, para os próximos 15 (quinze) dias, serão adotados sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de jornadas, visando um equilíbrio da produção com o fluxo de pessoas, para mitigar os riscos de transmissão do vírus e preservar os interesses sociais, econômicos e financeiros de seus mais de 2.300 funcionários diretos e de suas famílias, bem como de cerca de 20 mil pessoas indiretamente ligadas à atividade em todo o País.

As medidas adotadas pela Taurus até o momento visam minimizar todos os impactos causados pela pandemia do Covid-19 e são válidas até 06 de abril de 2020.

Embraer coloca funcionários em licença remunerada em prevenção ao coronavírus



A Embraer vai colocar os funcionários de todas as unidades da companhia no país em licença remunerada a partir desta segunda-feira (23). A medida foi adotada em prevenção ao coronavírus (Covid-19), "visando a saúde e bem estar dos funcionários".

A Embraer tem cerca de 16 mil funcionários no país e a medida se aplica a todos os empregados "que não podem desempenhar suas atividades remotamente". Parte dos colaboradores da fabricante de aeronaves está atuando em home office.

Segundo a Embraer, o afastamento inicialmente será até o dia 31 de março e apenas poucas atividades essenciais serão mantidas em operação durante o período.

"Ao longo dos próximos dias, a direção da empresa vai analisar a situação e, junto com os governos e sindicatos locais, tomar a decisão mais adequada para proteger os funcionários do contágio pelo coronavírus e, ao mesmo tempo, proteger o nosso negócio, de forma que todos sofram o menor impacto possível", informou

A Embraer informou ainda que também está avaliando a situação nos demais países em que opera.

No Brasil, a Embraer mantém unidades em São José dos Campos, Taubaté, Campinas, Sorocaba, Gavião Peixoto, Botucatu, Campinas, Belo Horizonte e Florianópolis.

26 março, 2020

Taurus se une à Escola de Engenharia da UFRGS para produzir máscara que protege os profissionais de Saúde contra o coronavírus

https://drive.google.com/file/d/1DxE3vQfjE_HyrDmgDAuYrPk3r_YyQl4M/view?usp=sharing
Clique na imagem para ver o vídeo da Band TV

*LRCA Defense Consulting - 26/03/2020 (atualizado em 27/03, às 08h45)

A Taurus Armas S.A., uma Empresa Estratégica de Defesa, estabeleceu parceria com a Escola de Engenharia da UFRGS para viabilizar a produção de máscaras especiais destinadas aos profissionais de Saúde que tratam com pacientes acometidos do coronavírus.

Chamado de Face Shield, o produto não existe no mercado e foi criado a partir de impressoras 3D dos laboratórios da UFRGS, sendo viabilizado através de um trabalho voluntário conjunto de docentes, técnicos e bolsistas da Escola de Engenharia, Faculdade de Arquitetura e Pacto Alegre (movimento de articulação de entidades da capital responsável pelo cadastramento prévio dos estabelecimentos de saúde).

A distribuição dos equipamentos será de responsabilidade do grupo “Brothers in Arms Impressão 3D”, criado pelo Pacto Alegre em parceria com a Prefeitura de Porto Alegre, que está organizando as demandas e a logística de doações para os hospitais.

O ingresso da Taurus na iniciativa possibilitou que a máscara Face Shield pudesse ser produzida em larga escala. Os materiais necessários para a elaboração das máscaras são filamentos para as impressoras 3D e folhas de acetato para as viseiras.

Essa parceria é mais uma contribuição da Taurus e da Indústria de Defesa no combate à pandemia causada pelo coronavírus.

Taurus oferece refeições para Guarda Municipal e Brigada Militar durante quarentena












*Revista News - 26/03/2020

A Taurus Armas S.A., empresa estratégica de defesa e responsável pela fabricação de produtos essenciais para profissionais de segurança pública e privada, iniciou ontem (25) o fornecimento de refeições para os integrantes do 25º Batalhão da Polícia Militar e para a Guarda Municipal, em serviço na cidade de São Leopoldo, onde está localizada sua fábrica.

A ação acontecerá durante o tempo em que o comércio (restaurantes e lanchonetes) estiverem fechados, por determinação do decreto de calamidade pública assinado pelo prefeito de São Leopoldo, em virtude da pandemia do novo coronavírus (COVID-19).

As refeições fornecidas aos agentes estão sendo preparadas no restaurante da Taurus, adotando todas as medidas de higiene e assepsia estabelecidas no Decreto. Para não haver aglomerações, viaturas do Batalhão da Polícia Militar e da Guarda Municipal passarão na companhia e receberão as refeições devidamente embaladas.

Segundo o presidente da Taurus, Salesio Nuhs, a empresa se orgulha de ser parceira das forças de segurança ao longo de seus 80 anos de história e a iniciativa faz parte da missão da empresa de colaborar com a segurança pública.

“Estamos nesse momento difícil garantindo o fornecimento de nossos produtos para a segurança pública do nosso país e por respeito aos heróis da nossa cidade disponibilizaremos à eles também refeições. Faremos o que estiver ao nosso alcance para ajudar da melhor forma possível a superar os desafios impostos por esta pandemia”, afirma Nuhs.

24 março, 2020

"Make in India" poderá tornar o país um grande exportador de armamentos nos próximos anos



*The Economic Times, 10/03/2020

Em um primeiro momento, a Índia figurou em uma lista de exportadores globais de armas, fazendo uma entrada modesta no número 23, mas é provável que o ranking suba acentuadamente nos próximos anos, com o foco do governo em incentivar a venda de armas no exterior.

 Make in India - o ponto de inflexão
Os dados mais recentes sobre transferência global de armas pelo SIPRI mostram que as importações indianas de armas caíram significativamente (32%) desde 2015, indicando que a iniciativa 'Make in India' está ganhando terreno, mas o país ainda está classificado como o segundo maior comprador de armas do mundo, logo atrás da Arábia Saudita.

Curiosamente, as importações dos EUA sofreram uma grande queda nos últimos cinco anos, com os dados mostrando que a Rússia agora responde por 56% do suprimento de armas. De fato, os EUA não figuram mais entre os três principais fornecedores de armas da Índia. Depois da Rússia, Israel em 14% e França em 12% são as principais fontes de armas para a Índia.

Embora a Índia tenha encomendado sistemas como os helicópteros Apache e Chinook e aeronaves marítimas P8I adicionais dos EUA, as encomendas para a Rússia - do sistema antiaéreo S 400 aos tanques e helicópteros T 90 adicionais foram significativamente maiores. O recente acordo de US $ 3 bilhões para os helicópteros Apache e MH 60 'Romeo' não foi levado em consideração no conjunto de dados.

“Os EUA se tornaram o segundo maior fornecedor de armas da Índia em 2010–14, quando o relacionamento de segurança entre os dois países se transformou em uma parceria estratégica. No entanto, em 2015–19, a Índia continuou com sua política de diversificação de fornecedores, e as importações de armas dos EUA foram 51% menores do que em 2010–14 ”, diz o relatório.

O principal indicador para a Índia, juntamente com a queda de 32% nas importações, foi a entrada na lista de exportadores. Atualmente, as exportações mostradas são modestas - elas representam apenas 0,2% do mercado mundial de armas - mas o começo é significativo. Os maiores clientes da Índia são Mianmar, que responde por 46% das exportações, Sri Lanka com 25% e Maurício com 14%.

Meta de exportações de US$ 5 bilhões em cinco anos
Conforme relatado pelo ET, a Índia tem como meta aumentar suas exportações de defesa para US $ 5 bilhões em cinco anos. O ministro da Defesa Rajnath Singh também compartilhou na ET Global Business Summit que o governo estenderá linhas de crédito e concessões adicionais para países estrangeiros amigos nos próximos cinco anos.

Os dados do SIPRI também mostram que o Paquistão não se tornou completamente dependente da China para seus sistemas de armas. Desde 2015, a China responde por 73% das importações de armas pelo Paquistão.

Taurus mantém operações por ser “atividade essencial”



*InfoMoney - 24/03/2020

A Taurus informou que a sua sua atividade foi qualificada como essencial, nos termos do inciso IV do art. 3º do Decreto n.º 10.282, de 20 de março de 2020. Nessas condições, deverá manter suas operações de forma responsável e observando todas as limitações impostas pelo Poder Executivo Federal, Estadual e Municipal.

Em comunicado, ela informou ainda que está acompanhando com toda a atenção a evolução da pandemia do Covid-19 e que está adotando todas as medidas necessárias para lidar de forma responsável e eficaz com essa situação. “A prioridade da companhia, nesse momento, é proteger a saúde e o bem-estar de seus colaboradores, ao mesmo tempo em que deve procurar minimizar os riscos decorrentes da pandemia do Covid-19 para o seu negócio”.

Ela comunicou estar  realizando ajustes na sua operação, de forma a reduzir fluxo, contato e aglomerações de trabalhadores, bem como fornecendo instruções sobre cuidados que devem ser tomados, reforçando medidas de limpeza e disponibilizando material de higiene, entre outras medidas.

Além disso, algumas atividades foram direcionadas para o regime de home office e, também, para os próximos 15 dias serão adotados sistemas de escalas, de revezamento de turnos e alterações de jornadas, visando um equilíbrio da produção como fluxo de pessoas, para mitigar os riscos de transmissão do vírus e preservar os interesses sociais, econômicos e financeiros.

“As medidas adotadas até o momento visam preservar a atividade industrial com menor impacto social, econômico e financeiro e estão válidas até 06 de abril de 2020. A companhia está preparada para minimizar todos os impactos causados pela pandemia do Covid-19. Após essa data, a Taurus fará uma nova avaliação da situação e manterá seus acionistas e o mercado devidamente informados”, conclui.

Veja o comunicado da empresa:

23 março, 2020

Venha o que vier pela frente, haveremos de vencer essa guerra e sair mais fortes dela


*LRCA Defense Consulting - 23/03/2020

Venha o que vier pela frente, com determinação, tranquilidade, proatividade, coragem, inteligência, união, solidariedade e paciência haveremos de vencer essa guerra e sair mais fortes dela!

Força e fé!!! 💪🙏

Indústria de defesa se mobiliza contra o coronavírus



*Defesanet - 22/03/2020
A indústria de defesa do Brasil está se mobilizando, por meio da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), para apoiar o Governo no combate ao novo coronavírus no país e dar suporte à população e à sociedade.
Na tarde deste sábado (21), o Presidente da entidade, Roberto Gallo, e integrantes dos Conselhos Fiscal e Diretor da associação estiveram reunidos para debater e consolidar a formação de um Grupo de Trabalho que tem como objetivo principal sincronizar suas ações para responder, com suas cerca de 200 empresas associadas, as necessidades do Governo para o combate à pandemia Covid-19.
Batizado de Grupo de Trabalho CORONA, atuará de forma coordenada com a Secretaria de Defesa de Produtos de Defesa (SEPROD – Ministério da Defesa),  que estará à frente de sugestões de ações executivas para engajamento das associadas da ABIMDE junto às necessidades do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos da Covid-19 (CCSMIC-19), montado pela Casa Civil da Presidência da República, sob a coordenação do General Walter Braga Netto, para atuar de forma integrada com o Grupo Executivo Interministerial de Emergência em Saúde Pública de Importância Nacional e Internacional do qual o Ministério da Defesa faz parte, de acordo com o que trata o Decreto nº 10.211, de 30 de janeiro de 2020.
 “A pandemia causada pelo novo coronavírus vem trazendo ao mundo desafios e incertezas de forma altamente dinâmica. Nesse contexto de grande comoção nacional, a ABIMDE se disponibiliza para apoiar o Governo no que for preciso para a contenção da proliferação da Covid-19. Possuímos cerca de 200 empresas associadas nas mais diferentes áreas de atuação, muitas delas com produtos e serviços duais, que atendem tanto o segmento militar quanto o civil. Acreditamos que possamos contribuir de forma positiva frente às necessidades que o governo apontar em regime especial de aquisição para o combate à essa pandemia”, comenta Roberto Gallo, presidente da associação.
Com este GT, a entidade pretende reforçar não apenas a questão da dualidade de suas indústrias, mas principalmente fortalecer a atitude social, mostrando o quanto o setor de Defesa pode contribuir com a nação neste momento de crise.
O próximo passo do grupo de trabalho será enviar uma carta à SEPROD, comunicando sua existência, colocando-se à disposição do Governo para o que for necessário em termos de tecnologia para barrar o avanço do vírus no país, e o que a ABIMDE estará fazendo e se posicionando frente a essa situação de pandemia no que se refere ao bem coletivo da nação.
“O principal neste cenário em que nos encontramos é unirmos forças. O GT-CORONA tem como objetivo conectar Governo e empresas para que, juntos, possam formar uma frente de combate a esse terrível vírus, sendo o seu principal foco auxiliar na facilitação das oportunidades para que o Governo tenha acesso a todos os tipos de produtos, serviços e tecnologias que a Base Industrial de Defesa pode oferecer neste momento tão delicado”, finaliza Auro Azeredo, coordenador do GT-CORONA da ABIMDE.
Mais informações:
Rossi Comunicação
Valéria Rossi | (11) 9 9348-8562
Claudia Pereira | (11) 9 9415-1457

22 março, 2020

SIMDE - Esforço de Guerra em Tempos de Paz


*Defesanet - 21/03/2020

Tempos atrás, se dizia que quando os Estados Unidos espirravam, o mundo ficava gripado e o Brasil pegava pneumonia. A economia brasileira ficou mais sólida a partir do Plano Real e entramos para o time dos que ficavam apenas gripados.

Em 2003, quando surgiu na China a epidemia do coronavírus SARS, o PIB chinês representava 4% da economia mundial. Agora, representa 16%. Se o coronavírus COVID-19 tivesse provocado unicamente uma epidemia na China, o efeito na economia mundial já seria relevante. Ao virar pandemia, o quadro se agravou dramaticamente, indicando desde já recessão mundial em 2020. No Brasil, provavelmente, o promissor ano de 2020 se transformará em mais um ano perdido.

A situação econômica do Brasil é crítica. Precisamos avançar com a plataforma liberal; avançar com as privatizações; aprovar as reformas; enviar com urgência a reforma administrativa e enviar uma reforma tributária ou trabalhar nas propostas que já tramitam na Câmara e no Senado.

Mas, com a pandemia, um programa emergencial passou a ser prioridade absoluta. Empresas e pessoas mais vulneráveis precisam de recursos públicos para atravessar a crise que pode durar vários meses.

É hora de união de esforços, para implementar medidas de curto prazo capazes de evitar o colapso da economia e preparar o SUS para o previsível aumento exponencial do número de casos confirmados do coronavírus.

Mais do que preservar a economia, a principal missão do governo e da sociedade civil é salvar vidas.

Reconhecidamente, o ministro da saúde Luiz Henrique Mandetta vem conduzindo com competência técnica e transparência a comunicação com a população.

Preocupa, entretanto, a falta de sintonia entre governo federal e governos estaduais. Não é hora de disputar protagonismo ou vencer discussões políticas. Como disse o Arcebispo Fulton Sheen, cada vez que ganhava uma discussão, uma alma era perdida. Não há dúvida sobre a gravidade da pandemia. Demorou um pouco, mas a população entendeu essa gravidade e está contribuindo com as autoridades na tentativa de conter a disseminação do coronavírus e o colapso do SUS.

O sucesso brasileiro nessa guerra exigirá ação integrada que vai muito além da área médica. O planejamento da logística de suprimentos será fundamental: suprimento de água, alimentos, máscaras de proteção, material de higiene, medicamentos, equipamentos.

A nomeação do General Braga Neto como coordenador do Comitê de Crise para Supervisão e Monitoramento dos Impactos do coronavírus veio em boa hora pois sua passagem como interventor federal do Estado do Rio de Janeiro acrescentou-lhe experiência incontestável em lidar com dificuldades em tempo de escassez financeira, logística e de pessoal num ambiente de extrema transparência e prestação de contas. Certamente veremos uma coordenação de alto nível que ajustará a ação dos vários ministérios e dos governos estaduais, em apoio ao ministério da saúde e às secretarias estaduais de saúde.

Temos que reconhecer os méritos deste governo e do Presidente Jair Bolsonaro em conseguir reunir um time de primeira linha na área executiva, independente de pressões político-partidárias.

Enfatize-se que nossas Forças Armadas e Forças Policiais podem e devem apoiar as três esferas de poder no esforço governamental para evitar que no Brasil a crise na saúde pública assuma proporções semelhantes às que ocorrem na Itália e na Espanha. Da mesma forma a Base Industrial de Defesa e Segurança está apta a se engajar nessa luta. Temos empresas capazes de produzir medicamentos, filtros especiais, contêineres médicos, ambulâncias, casas temporárias, armamento de menor potencial ofensivo, embarcações, entre outras.

Uma ação ajustada entre governo federal e governos estaduais poder levar à isenção dos tributos estaduais nas compras dos órgãos de segurança pública, defesa e de saúde pública. Afinal, é governo pagando imposto para governo numa conta de soma zero. Seria um fôlego adicional para aumentar em cerca de 30% o poder de compra dos agentes que serão fundamentais na guerra que travamos contra o Covid-19. Basta que o Conselho de Secretários Estaduais de Fazenda – CONFAZ, se reúna – remotamente – para aprovar esta medida excepcional e temporária.

Independentemente de preferências partidárias e ideológicas, o momento requer união nacional em torno de um Pacto Federativo sério e resoluto.

*Carlos Erane Aguiar - Presidente do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (SIMDE)

21 março, 2020

Pandemia faz Boeing reavaliar compra da linha comercial da Embraer



*UOL via Defesanet - 20/03/2020
A pandemia do coronavírus colocou em xeque o maior negócio da área aeroespacial da história do Brasil, a compra da divisão de aviação comercial da Embraer pela Boeing.

A fabricante norte-americana está reavaliando o acordo no qual gastaria US$ 4,2 bilhões (cerca de R$ 21 bilhões nesta sexta, 20) à luz do pedido de salvamento de US$ 60 bilhões (R$ 300 bilhões) que fez ao governo Donald Trump.

Segundo pessoas envolvidas com a negociação, a vontade americana é manter a compra e não há decisão final tomada, e o lado brasileiro não foi informado de qualquer mudança de planos. Mas a lógica na mesa é clara.

A Boeing já vinha enfrentando a maior crise de sua história com a paralisação da linha de produção de seu principal avião, o 737 MAX, devido a problemas técnicos que causaram dois acidentes, em 2019 e 2020, deixando 346 mortos.
Apesar de vários anúncios de retomada da vendas, a empresa progressivamente foi frustrada por autoridades aeronáuticas, e no começo deste ano parou a fabricação. Espera retomar o produto este ano, mas analistas têm dúvidas sobre isso.

A crise do coronavírus caiu como meteoro sobre a situação. De janeiro para cá, o mercado aeroespacial tomou um tombo devido à expectativa de redução de demanda.

A IATA (Associação Internacional de Transporte Aéreo) estima que 2020 terá uma queda de até 30% na média no número de passageiros, que em 2019 foram cerca de 4,5 bilhões.

No Brasil, as maiores empresas do setor, Latam e Gol, já anunciaram cortes de 60% a 70% de seus voos neste primeiro momento de restrição devido à pandemia. Reduções de jornada já começaram.

As ações da Boeing despencaram 62% desde janeiro, movimento semelhante aos da sua rival europeia Airbus (54%) e da Embraer (50%).

Nenhuma empresa divulgou números, mas há relatos de estocagem de modelos bons de venda, como o Airbus-321 ou o Boeing-787. A Embraer confirmou que iria adiar algumas entregas, sem detalhes também.

Menos passageiros, menos aviões. A associação das empresas aéreas americanas pediu US$ 54 bilhões (R$ 270 bilhões) ao governo, e a Boeing, maior fabricante do setor civil no país, negocia o seu pacote.

Analistas creem que ao fim a empresa irá se contentar com valores menores. Um ponto central na discussão é se a compra da Embraer seria contraditória num momento de aperto ou justamente o contrário.

A ideia para a segunda hipótese é anticíclica. Além de ter uma linha de jatos regionais que a Boeing não possui, a Embraer sempre atraiu os americanos pelo notório dinamismo de sua área de engenharia.

O fiasco do MAX, visto por muitos especialistas técnicos como um modelo velho esticado tecnologicamente além de suas possibilidades, e os atrasos na entrega do novo 777X, que ficou para 2021, explicitam a necessidade de uma renovação no setor.

Nesse sentido, a incorporação da Embraer seria um negócio defensável para injetar ânimo na Boeing —que trocou sua direção na virada do ano devido à crise do MAX.

A pressão pública nos EUA, centrada no Congresso, será inevitável contra a compra. Argumentos nacionalistas, como a preservação de empregos americanos, serão levados em conta.



As empresas não comentam a situação ou, como a Boeing disse em nota, "discuss?es entre as partes ou especulações do mercado”. "Estamos trabalhando no processo de aprovações regulatórias e em condições ainda pendentes para a conclusão do negócio", diz a empresa.

O acordo Boeing-Embraer é um enredo que se desenrola desde o fim de 2017. No começo de 2019, o modelo que agradou a todos foi acertado: a área comercial brasileira terá 80% de controle americano (os US$ 4,2 bilhões), enquanto a divisão de defesa e jatos comerciais seguirá com Embraer nacional.

Os acionistas da Embraer ganhariam com o negócio US$ 1,6 bilhão (R$ 8 bilhões) em dividendos.

A nova fabricante passou a ser chamada de Boeing Brasil - Commercial, e durante todo o ano passado foi feito um intrincado trabalho para separar as empresas, que está praticamente finalizado.

Além do foco na linha hoje chamada de E2, que ainda deve ser renomeada se o negócio sair, já há planos para o desenvolvimento de um novo modelo turboélice para rotas curtas.

Também foi criada uma joint-venture para explorar a venda do cargueiro C-390 Millennium, que busca avançar no mercado hoje dominado pelo antigo C-130 Hércules.

Oito órgãos reguladores de concorrência mundiais já aprovaram a transação, que só não saiu em janeiro como previsto porque a União Europeia está dificultando as coisas.

No mercado, fica no ar a suspeita de favorecimento tácito à Airbus, um consórcio do continente, que em 2018 comprou a linha de aviação civil da canadense Bombardier, a maior concorrente da Embraer no mercado regional.

Seja como for, o adiamento neste momento até ajuda a Boeing a ganhar tempo enquanto negocia seu pacote de auxílio com a administração Trump. A previsão inicial era de que os europeus dessem seu veredicto em maio, mas a crise do coronavírus embaralhou tudo.

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