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25 setembro, 2026

Projeto na África do Sul abre nova frente tecnológica para a Atech, da Embraer

CEO da Atech confirma à LRCA que o desenvolvimento de AIM integra o contrato firmado com a ATNS em 2025; empresa estuda publicar documento técnico sobre a solução



*LRCA Defense Consulting - 25/09/2026

A Atech, empresa do Grupo Embraer, está ampliando suas capacidades em Gestão da Informação Aeronáutica (AIM) no âmbito do contrato assinado em 2025 com a Air Traffic and Navigation Services (ATNS), estatal responsável pelos serviços de navegação aérea da África do Sul. A confirmação foi dada à LRCA Defense Consulting pelo CEO da Atech, Rodrigo Persico, após uma publicação em que apresentou o projeto como um passo na expansão tecnológica da companhia.

“Esse trabalho faz parte do pacote com a ATNS de 2025, mas nos deu a oportunidade de desenvolver o AIM de ponta, com os recursos mais avançados que temos hoje em dia”, afirmou Persico. Ele acrescentou que a empresa considera publicar um documento técnico sobre o tema. A declaração esclarece que o avanço em AIM está associado ao contrato existente, sem anunciar uma contratação independente.

Do fluxo aéreo à informação aeronáutica 
O acordo anunciado em setembro de 2025 prevê a modernização do sistema de Gestão de Fluxo de Tráfego Aéreo (ATFM) da ATNS no centro de controle situado no Aeroporto Internacional O.R. Tambo, em Joanesburgo. O escopo divulgado à época incluía um centro de contingência e um ambiente de treinamento, simulação e testes. A própria Embraer registrou a contratação em seu relatório anual.

O ATFM procura ajustar a demanda de voos à capacidade disponível de aeroportos e setores do espaço aéreo. Já o AIM cuida dos dados de que dependem o planejamento de voo, a configuração do espaço aéreo e diversas decisões operacionais. São funções distintas, mas relacionadas: a qualidade e a disponibilidade das informações aeronáuticas são necessárias para que os sistemas de gestão de tráfego trabalhem com uma base coerente.

Segundo a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI), o AIM envolve a gestão integrada e o intercâmbio de dados aeronáuticos digitais com qualidade assegurada. A ATNS descreve sua base aeronáutica centralizada como um meio de distribuir informações validadas e permitir a integração com outros sistemas. Isso ajuda a entender a relevância do domínio tecnológico que a Atech diz estar desenvolvendo, sem pressupor que a companhia substituirá toda a infraestrutura AIM atualmente usada pela estatal.

Uma capacidade com potencial internacional 
Em sua publicação, Persico afirmou que a experiência sul-africana amplia a capacidade da Atech de desenvolver, integrar, implantar e apoiar soluções de gestão de tráfego aéreo. O valor estratégico está na possibilidade de reunir, em um portfólio mais abrangente, a gestão da informação aeronáutica e as ferramentas que apoiam as decisões sobre fluxo e controle. Trata-se de uma perspectiva comercial, não de anúncio de novos contratos.

A Atech ainda não detalhou quais funções AIM compõem a entrega à ATNS, o estágio de desenvolvimento e implantação da solução nem quando essas funções deverão entrar em operação. Esses pontos permanecem abertos para esclarecimento pela empresa. A eventual publicação do documento técnico mencionado por Persico poderá oferecer uma visão mais precisa da arquitetura e das capacidades desenvolvidas.

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