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12 novembro, 2025

ARAMUSS 2025 apresenta o DriX, USV multi-propósito que navega sem tripulação

DriX, em suas versões H-8 e O-16

 
*LRCA Defense Consulting - 12/11/2025

A Base Naval de Aratu, na Bahia, é palco da primeira edição do ARAMUSS (Aratu Maritime Unmanned Systems Simulation), que está sendo realizada de 10 a 14 de novembro de 2025, evento pioneiro da Marinha do Brasil que reuniu instituições acadêmicas, indústria nacional e internacional para a demonstração e experimentação de sistemas navais não tripulados.

Entre as estrelas do encontro, destacou-se o sistema não tripulado de superfície (USV) multi-propósito DriX, desenvolvido pela empresa francesa Exail, que tem ganhado reconhecimento global por sua versatilidade e capacidade operacional avançada.

O DriX, em suas versões H-8 e O-16, é uma plataforma modular projetada para desempenhar uma gama diversificada de missões marítimas, tanto civis quanto militares. Com 16 metros de comprimento, o modelo DriX O-16 já demonstra tecnologias de ponta em autonomia e capacidade de carga, tendo realizado uma travessia transatlântica inédita de cerca de 2.000 km desde a França até Portugal, em missão autônoma sem escalas, que reforça sua confiabilidade para operações de longa duração.

Durante o ARAMUSS, o DriX foi apresentado como um sistema robusto e inteligente, equipado com sensores avançados como câmeras de vídeo, infravermelho, LiDAR e radar, que permitem detecção e evasão de obstáculos em ambiente marítimo complexo. Além disso, o sistema dispõe de recursos para lançamento e recuperação de veículos submarinos operados remotamente (ROVs) e veículos subaquáticos autônomos (AUVs), caracterizando seu perfil multi-robótico e ampliando seu campo de ação para operações tão diversas quanto levantamento hidrográfico, inspeção de infraestruturas submersas, guerra contra minas e vigilância marítima.

O evento marcou um salto estratégico para o Brasil na incorporação de conhecimento sobre tecnologias autônomas, com o Vice-Almirante Gustavo Garriga destacando a importância do uso dual dessas plataformas, que combinam aplicações comerciais e de defesa, colocando o país no caminho das mais avançadas práticas globais. Com iniciativas como o ARAMUSS, a Marinha do Brasil pretende fomentar a inovação, fortalecer a indústria nacional e expandir a cooperação internacional em robótica e inteligência artificial no ambiente marítimo.

O DriX, confiado por marinhas importantes como a dos Estados Unidos e França, mostra-se uma ferramenta fundamental na transformação digital naval, com potencial para aumentar a segurança, eficiência e alcance das operações marítimas brasileiras, dentro e fora do território nacional.

11 novembro, 2025

Marinha do Brasil e EMGEPRON investem em mobilidade estratégica com o VSNT SUPPRESSOR

 
*LRCA Defense Consulting - 11/11/2025

Nesta terça-feira, 11 de novembro de 2025, durante o exercício naval ARAMUSS-2025, a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON) teve um papel de destaque ao firmar um Protocolo de Intenções para a possível futura aquisição do Veículo de Superfície Não Tripulado (VSNT) SUPPRESSOR pela Marinha do Brasil. O documento foi assinado na presença do Vice-Almirante Marcelo da Silva Gomes, Diretor de Gestão de Programas da Marinha, reforçando a cooperação estratégica entre a Marinha e a EMGEPRON, com foco no fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira e no desenvolvimento de tecnologias militares avançadas.

O VSNT SUPPRESSOR é uma embarcação autônoma multipropósito de 7 metros de comprimento, movida a diesel, equipada com avançados sensores de navegação, sonar multifeixe, LIDAR 360°, câmeras FLIR e um Veículo Operado Remotamente (ROV). Desenvolvido em parceria com a startup brasileira TideWise, o SUPPRESSOR é projetado para atuar em missões diversas, como varredura de minas navais, guerra anti-submarino, vigilância marítima, monitoramento de tráfego naval, pesquisas oceanográficas e combate a atividades ilícitas em águas jurisdicionais restritas, inclusive na Amazônia Azul.

O projeto representa um marco tecnológico na América Latina, sendo o primeiro programa dedicado à construção de embarcações autônomas multipropósito para fins de defesa e segurança na região. O VSNT poderá ser operado remotamente ou autonomamente, com uma estação de controle móvel instalada em um contêiner padrão de 20 pés. A primeira unidade está prevista para ser entregue até o final de 2025, com um orçamento estimado em 20 milhões de reais.

Além da assinatura do protocolo, o ARAMUSS-2025 contou com um ciclo de palestras em que o sistema SUPPRESSOR foi apresentado detalhadamente, destacando sua importância para a defesa da Amazônia Azul, região estratégica para o Brasil. Também foram exibidos outros projetos e sistemas inovadores da EMGEPRON, demonstrando o comprometimento da Marinha com a modernização tecnológica e a interoperabilidade operacional.

O protocolo assinado no ARAMUSS-2025 materializa a ambição do Brasil de ampliar sua autonomia tecnológica e capacidade naval por meio da incorporação de sistemas autônomos inovadores, fortalecendo a segurança nacional e a soberania marítima em um contexto regional e global cada vez mais exigente. A cooperação com empresas nacionais, como a EMGEPRON e a TideWise, representa também um avanço para a indústria de defesa brasileira, promovendo geração de empregos, inovação e independência tecnológica.

10 novembro, 2025

Veículo subaquático LAUV da OceanScan-MT é um dos destaques nas demonstrações de sistemas autônomos da MB

 

*LRCA Defense Consulting - 10/11/2025

No próximo dia 11 de novembro, a Marinha do Brasil (MB) realizará, na Base Naval de Aratu, em Salvador, uma demonstração ao vivo de sistemas não tripulados, evento conhecido como ARAMUSS 2025 (Aratu Maritime Unmanned Systems Simulation). Organizado pelo Comando do 2º Distrito Naval (Com2°DN), o ARAMUSS 2025 é uma iniciativa inédita que reúne instituições acadêmicas, indústrias nacionais e internacionais para promover tecnologias avançadas de veículos autônomos aplicados ao ambiente marítimo, com foco especial em segurança marinha e guerra contra minas.

Este evento antecede o exercício MINEX-25, coordenado pelo Comando de Guerra de Minas e Força de Varredura (ComForMinVar), previsto para a semana seguinte. O MINEX-25 busca capacitar e elevar a proficiência operacional da MB em colocação de minas e contramedidas, incorporando veículos não tripulados e soluções inovadoras na operação. Desde 2023, a Marinha vem integrando veículos submarinos autônomos e robótica à sua doutrina, ampliando capacidades de varredura e identificação de objetos submersos.

Um dos destaques do ARAMUSS 2025 será a presença do veículo subaquático autônomo LAUV, desenvolvido pela OceanScan-MT — uma plataforma leve, portátil e modular que pode ser operada por uma única pessoa. O LAUV é capaz de executar missões de varredura coordenada do fundo do mar para contramedidas de minas, além de realizar levantamentos oceanográficos e hidrográficos. Com máxima profundidade operacional de cerca de 100 metros e autonomia de mais de 10 horas, ele utiliza sonares e sensores ambientais para investigação detalhada, com propulsão eficiente e controle autônomo via software de última geração. Essa tecnologia portuguesa, comercializada pela OceanScan-MT a partir da base acadêmica da Universidade do Porto, reforça a vanguarda tecnológica que a MB busca para fortalecer sua capacidade de atuação em defesa marítima.

O ARAMUSS também tem papel estratégico em fomentar a cooperação entre a Marinha, universidades e indústria, incentivando o uso da inteligência artificial e robótica para aplicações navais no Brasil, alinhado às melhores práticas internacionais como o exercício REPMUS da OTAN em Portugal. Cerca de 50 instituições participam, incluindo startups e centros de pesquisa.

Este encontro na Base Naval de Aratu promete colocar o Brasil no mapa das melhores práticas em sistemas marítimos não tripulados, impulsionando inovação tecnológica, segurança na navegação e a proteção dos interesses nacionais no mar.

Saiba mais:

- Drone naval brasileiro revoluciona operações da Marinha no exercício ARAMUSS 2025

- Tecnologia brasileira em foco: EMGEPRON e BRS avançam em projetos de defesa offshore

 

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