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21 agosto, 2025

Produção de ímãs de terras raras: Brasil dá partida ao projeto MagBras para fortalecer autonomia tecnológica

Kick-off reúne 28 empresas e marca o início de uma iniciativa nacional com investimento de R$ 73 milhões para consolidar a cadeia produtiva de ímãs permanentes


*LRCA Defense Consulting - 21/08/2025

O Brasil deu um passo decisivo rumo à independência tecnológica em um setor estratégico da indústria. No dia 14 de julho, foi realizado o evento de lançamento oficial do projeto MagBras – Da Mina ao Ímã, reunindo representantes de 28 empresas envolvidas na iniciativa. Com investimento total de R$ 73 milhões, o projeto visa à consolidação de uma cadeia produtiva nacional de ímãs permanentes à base de terras raras, essenciais para tecnologias de ponta e setores como energia limpa, mobilidade elétrica e defesa.

Liderado pelo Centro de Inovação e Tecnologia (CIT SENAI), o MagBras conta com a participação de instituições científicas, fundações de apoio e grandes empresas nacionais e multinacionais. A coordenação geral é da Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (FIESC). O projeto foi aprovado no edital do Programa Mover, operado pelo SENAI Nacional e pela Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (Fundep).

Um dos grandes diferenciais do projeto é o LabFabITR – o primeiro laboratório-fábrica de ímãs e ligas de terras raras do hemisfério sul, adquirido pelo CIT SENAI em dezembro de 2023. Instalada anteriormente pela Codemge, a unidade em Lagoa Santa agora está integrada às estruturas do CIT nas áreas de química, metalurgia, processamento mineral, ligas especiais e meio ambiente.

O evento foi conduzido por Luís Gonzaga Trabasso, pesquisador-chefe do Instituto SENAI de Inovação em Sistemas de Manufatura e Laser de Santa Catarina. Ele destacou a urgência e o potencial transformador do projeto. “A produção nacional de ímãs de terras raras é um marco para a indústria brasileira. É essencial para acelerar a transição energética, reduzir a dependência externa e reforçar nossa soberania tecnológica.”

O superintendente de Inovação e Tecnologia do SENAI Nacional, Roberto de Medeiros Júnior, enfatizou o caráter pioneiro da iniciativa. “Estamos diante de um momento ímpar. Este projeto nasceu da necessidade real do país, mesmo antes de uma aliança formalizada. Seu sucesso só foi possível graças ao comprometimento de diversos atores — empresas, institutos e universidades — que acreditaram em um propósito comum.”

Representando a Fundep, Ana Eliza Braga, coordenadora de Programas, reforçou a confiança no impacto do projeto. “Acreditamos que o MagBras tem potencial para reposicionar o Brasil na indústria global. É um projeto ambicioso, com forte base técnica e institucional, capaz de ampliar a maturidade tecnológica nacional e consolidar a integração entre academia e setor produtivo.”

Para a diretora técnica do IPT, Sandra Lúcia de Moraes, a iniciativa é motivo de orgulho nacional: “Desde o início, acompanho o projeto com entusiasmo. É um esforço grandioso, que une o nosso capital natural ao nosso capital intelectual. A transformação de conhecimento em tecnologia genuinamente brasileira é um passo essencial para o desenvolvimento sustentável do país.”

O pró-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Jacques Mick, também celebrou a parceria. “É uma honra para a UFSC integrar essa aliança. A conexão entre universidade e indústria é fundamental para gerar soluções reais e promover o avanço científico com impacto social.”

O gerente executivo de Inovação e Tecnologia do SENAI-SC, Maurício Cappra Pauletti, destacou o simbolismo do momento. “Estamos comemorando uma conquista construída com muito esforço coletivo. A união entre academia e indústria está dando origem a uma nova cadeia tecnológica no Brasil. Temos plena capacidade — técnica, intelectual e financeira — para tornar essa visão realidade.”

Encerrando as falas institucionais, o representante do Conselho Executivo FIEMG SENAI-MG, Ailton Ricaldoni, compartilhou sua trajetória e entusiasmo. “A tecnologia sempre esteve no meu DNA. Acompanhei o desenvolvimento industrial do Brasil ao longo das últimas décadas e sei o quanto esse projeto é necessário. Quando há boas ideias, nunca falta apoio — especialmente quando reunimos mentes brilhantes. O MagBras é o primeiro passo para que o Brasil deixe de exportar matéria-prima e passe a fornecer produtos de alto valor agregado.” 

Aliança nacional para inovação industrial
Durante o evento, o coordenador do CIT SENAI ITR, André Pimenta, destacou a importância do momento: “Este é um encontro estratégico que alinha metas, cronogramas e responsabilidades entre empresas e instituições de ciência e tecnologia. Esse alinhamento inicial é essencial para garantir sinergia entre os atores e assegurar que todos os elos da cadeia — da mineração à produção final de ímãs — atuem de forma integrada.”

Segundo ele, Minas Gerais assume papel de protagonismo com a estrutura do CIT SENAI e os institutos de inovação em Processamento Mineral e Terras Raras. “O MagBras representa uma oportunidade concreta de desenvolvimento econômico e tecnológico. Diante de um cenário geopolítico desafiador, este projeto é uma resposta direta à necessidade de fortalecer nossa autonomia industrial.”

Da Mina ao Ímã
O Projeto MagBras, iniciativa estratégica do Programa Mover, em chamada do SENAI Departamento Nacional e da Fundação de Desenvolvimento da Pesquisa (FUNDEP), é sustentado por uma robusta aliança industrial formada por 38 empresas, startups, centros de inovação, instituições de pesquisa e universidades e fundações de apoio que atuam em diversos elos da cadeia produtiva.

São elas: Aclara, Appia, ArcelorMittal, Bemisa, Borborema Recursos Estratégicos, Eion Mobilidade Sustentável, Greylogix, Integra Laser, Iveco, Lean 4.0, Meteoric, BBX do Brasil, Moderna 3D, MOSAIC, Nanum Nanotecnologia, Resouro, SCHULZ, ST George, Steinert, Stellantis, Strokmatic, Taboca, Tupy, Vale, Viridis, Viridion, Walbert, WEG e ZEN, além de 6 Instituições de Ciência e Tecnologia (ICTs) – Institutos SENAI de Inovação em Laser, Manufatura, Processamento Mineral e Materiais Avançados, CETEM, UFSC, IPT – e de 3 Fundações – Apoio à Inovação Tecnológica (FIPT), Apoio à Ciência, Cultura e Projetos Acadêmicos (FACC) e Apoio ao Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação (FEESC). 

*Com informações de Imprensa FIEMG, em reportagem de Denise Lucas e fotos de Sebastião Jacinto Junior  

14 dezembro, 2024

ABDI e FIESC assinam convênio para desenvolver modelo de compras “Gov to Gov” para a Indústria de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 14/12/2024

A diretora de Economia Sustentável, Industrialização e Assuntos de Defesa da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Perpétua Almeida, afirmou em uma mídia social que hoje (13) foi firmado um importante acordo para a Indústria de Defesa, haja vista que a ABDI e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina - FIESC assinaram um convênio para desenvolver um modelo de compras “Gov to Gov” para o setor.

Nas exportações de defesa na modalidade Gov to Gov, o Governo do país exportador atua como interveniente técnico no processo de exportação e garante atividades de acompanhamento, supervisão e apoio de contratos de vendas de bens e serviços firmados por empresas constituídas conforme a legislação brasileira com governos de outros países. 

“A ideia aqui é pensarmos em uma parceria para fortalecermos a nossa Indústria de Defesa nessa área de Gov to Gov. Ontem mesmo o presidente Lula fez uma fala no sentido de reforçar a indústria bélica brasileira, afirmou Perpétua em agosto de 2023.  “A Indústria de Defesa se firma e cresce não só com aquisições, compras nacionais, que são muito necessárias. Ela cresce, também, com as vendas internacionais, as exportações”, defendeu a diretora.

Por sua vez, o presidente executivo da ABIMDE, General Aderico Mattioli, também em agosto de 2023, falou da importância dessa modalidade de exportações, sobretudo para o crescimento das empresas brasileiras. “Tirando as empresas que já se internacionalizaram, que são poucas no Brasil, as demais do ramo de defesa não têm musculatura financeira para encarar uma encomenda forte vinda de fora. Na maioria das vezes, o acervo garantidor físico é baixo e o acervo tecnológico é alto”, argumentou.

Segundo Perpétua, a indústria de defesa é uma indústria dual porque além dos instrumentos para a defesa nacional, para a soberania, ela transborda para a área civil, especialmente nas áreas aeroespacial, de telecomunicações, saúde e educação.

É muito importante para o Brasil dispor de uma Base Industrial de Defesa (BID) forte e sólida, pois isso permite que o País reduza a dependência de importações de sistemas críticos, garantindo o acesso a tecnologias estratégicas mesmo em situações de crise global, prossegue a diretora.

Além disso, também é um setor que gera empregos qualificados e que estimula o avanço de tecnologias que, muitas vezes, têm aplicações civis, como na aviação e nas telecomunicações. Isso sem falar que é um setor que movimenta a economia local, integrando pequenas e médias empresas a grandes cadeias produtivas, complementa Perpétua.

21 outubro, 2023

SENAI e WEG firmam convênio para ampliar a transformação digital na indústria


*FIESC - 19/10/2023

O SENAI-SC e a WEG assinaram um termo de cooperação técnica com o objetivo de ampliar a transformação digital na indústria. O protocolo foi assinado na noite desta quinta-feira, dia 19, e marcou o encerramento do primeiro dia do Fórum RADAR Reinvenção, promovido pela Federação das Indústrias (FIESC).

“Santa Catarina tem na indústria seu grande vetor de desenvolvimento. Esse momento de compartilhamento é extremamente importante. A indústria é o setor que mais emprega e mais gera impostos”, afirmou o presidente da FIESC, Mario Cezar de Aguiar.

O diretor regional do SENAI-SC, Fabrizio Machado Pereira, disse que a iniciativa em parceria com a WEG é muito importante para a indústria catarinense e está em sintonia com a agenda da neoindustrialização. Ele explicou que o SENAI se estruturou nos últimos anos para formar talentos para a indústria 4.0 e também avançou muito na agenda dos Institutos de Inovação e Tecnologia. “Junto com a WEG vamos acelerar o processo de transformação digital das empresas”, declarou, ressaltando que a iniciativa vai focar pequenas e médias empresas.

Daniel Godinho, diretor de sustentabilidade e relações institucionais da WEG, reforçou que a transformação digital é uma agenda fundamental para elevar a produtividade e a competitividade das empresas. “Aplicamos soluções digitais no dia a dia da empresa e temos ganhos de produtividade com isso”, afirmou.

Ainda no encontro, Pereira, do SENAI, apresentou as linhas gerais do Hub Descarbonização - iniciativa que será lançada oficialmente em novembro, e reunirá diversas instituições focadas na busca por soluções para a indústria nessa área. O secretário da Fazenda, Cleverson Siewert, apresentou a visão do governo sobre neoindustrialização.

23 maio, 2022

WEG amplia doação de computadores ao projeto Inclusão Digital da FIESC


*LRCA Defense Consulting - 23/05/2022

Na sexta-feira, 13 de maio, aconteceu o ato oficial da entrega de 286 computadores doados pela WEG, em parceria com o SENAI de Jaraguá do Sul, para o projeto Inclusão Digital da FIESC. O evento aconteceu no SENAI, e estiveram presentes o Sr. Célio Bayer, Vice-presidente da FIESC da região do Vale do Itapocu, Daren de Vargas Basso de Souza, Gerente Executiva do SESI, SENAI e IEL no Vale do Itapocu e Planalto Norte, Edson Ewald e Sabrina Adami Schappo, ambos representantes da área de Desenvolvimento Social da WEG.

Na oportunidade, foi celebrado a maior quantidade de computadores doados em uma única entrega pela WEG desde quando a empresa se tornou parceira do projeto, em 2013. O projeto que começou em 2008 com a iniciativa do professor da rede estadual Ronaldo Coser, uniu forças ao SENAI em 2010, e hoje restaura e recondiciona equipamentos eletrônicos que, além de promover a sustentabilidade, ajuda entidades e famílias em situação de vulnerabilidade de toda Santa Catarina.

O recondicionamento dos equipamentos é realizado através da participação dos alunos do curso de Aprendizagem em Manutenção de Computadores do SENAI de Jaraguá do Sul. Sob a orientação do professor Roberto Baumgartel e supervisão do professor Marcos André Marasco Lima, os alunos fazem a manutenção, limpeza, formatação e instalação dos equipamentos. Estima-se que a cada três computadores considerados inutilizados, que iriam para o lixo, um é recuperado e doado.

Somando todas as entregas realizadas pela WEG ao longo dos anos, mais de 2000 computadores já foram restaurados e doados. A importância da doação pauta-se na solidariedade e sustentabilidade das empresas parceiras. A parceria possibilitou que 88 entidades fossem beneficiadas e cerca de 4 toneladas de resíduos de lixo eletrônico do projeto fossem reciclados em empresas parceiras que fazem a destinação adequada.

11 março, 2022

Parceria entre SENAI e WEG possibilita a doação de 100 computadores

Parceria entre SENAI e WEG possibilita a doação de 100 computadores


*LRCA Defense Consulting - 10/03/2022

A parceria entre SENAI e WEG, mais uma vez, resultou na entrega de computadores para o projeto de Inclusão Digital da FIESC. Na última segunda-feira (14), foram disponibilizados 100 equipamentos ao Centro Logístico SESI em São José, onde receberão os periféricos necessários para serem doados ao público vulnerável e entidades carentes de toda Santa Catarina.

Os equipamentos, em sua maioria doados pela WEG, tiveram a limpeza, manutenção, formatação e instalação do sistema realizados pelas equipes de Aprendizagem em Manutenção de Computadores do SENAI Jaraguá do Sul (SC), sob a orientação do professor Roberto Baumgartel e supervisão do professor Marcos André Marasco Lima.

Sobre o programa:
O programa iniciou em 2008, em parceria com a WEG, com o propósito de recuperar computadores para doação posterior à pessoas e entidades carentes.

Desde então, tivemos 1.474 computadores, notebooks e equipamentos de TI que passaram por manutenção no projeto e foram complementados com os periféricos necessários. Foram 1.374 kits completos com desktop, monitor, mouse, teclado e cabos, entregues para diversas instituições.

Até hoje, aproximadamente 4 toneladas de resíduos de lixo eletrônico do projeto foram reciclados em empresas parceiras que fazem a destinação adequada.

Estes 1374 computadores finalizados beneficiaram 88 escolas públicas (municipais e estaduais), os Bombeiros Voluntários, Mirim e Aspirantes de Corupá, APAE, Presídio de Jaraguá do Sul, Projeto Fome de Amor, Paróquia São Francisco de Assis, Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, Tramas em Fibras, Comunidades Terapêuticas como a Novo Amanhã e Comunidade Feminina de Resgate e Dignidade, CRAS, Associação de Servidores Voluntários de Schroeder, Instituto Boi de Mamão, Instituto Integra de Gerontologia, Prefeitura de Schroeder, Laboratórios de Inclusão Digital em Schroeder e Corupá, Centros de Educação Especial, CEJA e Serviços de Acolhimento da Região do Vale do Itapocu, beneficiadas através do programa de Inclusão Digital que integra a área de Responsabilidade Social da FIESC.

Além da comunidade, 49 alunos do SENAI também receberam equipamentos doados/emprestados para aulas, manutenção e melhorias em seus próprios computadores.

Ao todo, tivemos o envolvimento de 260 alunos do Curso de Aprendizagem em Manutenção de Microcomputadores que auxiliaram na manutenção e montagem dos equipamentos, com a orientação de 1 professor e 1 supervisor e o apoio de 1 estagiário.

Além da WEG, grande parceira e doadora da maior parte destes computadores para recuperação, outras empresas seguiram o exemplo e contribuíram para o projeto com doações de equipamentos, entre elas a MARISOL, ADAPCON, MALWEE e INDUMAK, recebendo o selo de "Empresa Amiga", certificado emitido pela FIESC - Federação das Indústrias de Santa Catarina, Associação dos Magistrados Catarinenses - AMC, Tribunal de Justiça de Santa Catarina - TJSC, Ministério Público de Santa Catarina - MPSC, Ordem dos Advogados do Brasil - OAB-SC, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo de Santa Catarina - FECOMÉRCIO, Associação Catarinense de Medicina - ACM e Fundação de Estudo Superiores de Administração e Gerência.

É a sustentabilidade dando as mãos à solidariedade para impactar vidas!

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