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20 junho, 2025

Embraer A-29 Super Tucano para o Togo?


*LRCA Defense Consulting - 20/06/2025

O jornalista especializado Felipe Sales, do canal Base Militar Video Magazine, publicou um short afirmando que o A-29 Super Tucano, que participou do Paris Air Show 2025, em breve irá para o Togo, na África, como a quinta aeronave de uma encomenda que esse país teria feito.

Até o momento, os países africanos confirmados como operadores incluem Angola, Burkina Faso, Mali, Gana, Moçambique, Mauritânia e Senegal.

Caso se confirme a informação, e como a Embraer, até o momento, não divulgou nenhuma venda para esse país, é possível que Togo seja o "cliente não revelado" que adquiriu quatro A-29 em 31 de dezembro de 2024, ou ainda que essa seja uma nova venda ainda não divulgada, haja vista que Sales comentou ser a "quinta aeronave".

Lembrando que, conforme o comunicado da Embraer, as aeronaves vendidas no último dia do ano passado "realizarão uma ampla gama de missões, como vigilância de fronteiras, inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), apoio aéreo tático (CAS), contrainsurgência e treinamento de voo avançado".

A Força Aérea do Togo (Armée de l'air togolaise) é uma das menores da África, com capacidades limitadas e foco em missões de transporte, reconhecimento e apoio logístico. O Togo não é conhecido por operar uma frota significativa de aeronaves de combate, mas sim por utilizar aeronaves de transporte e helicópteros para funções utilitárias e de apoio às forças armadas. Sua capacidade, em aeronaves de ataque se resume a cinco Dassault‑Dornier Alpha Jet E, quatro Aermacchi MB‑326G e três Socata TB 30 Epsilon, todos de modelos antigos e destinados a treinamento e ataque leve.

Assim, a eventual aquisição de cinco modernos Embraer A-29 Super Tucano representaria um forte upgrade na Força Aérea desse país, possibilitando-lhe enfrentar com mais eficácia as ameaças de segurança relacionadas a ataques de grupos extremistas na região norte do país, especialmente na fronteira com Burkina Faso, devido à expansão de grupos jihadistas do Sahel, como a Jama'at Nasr al-Islam wal Muslimin (JNIM), afiliada à Al-Qaeda. Também serão úteis nos esforços de combate à pirataria e ao contrabando no Golfo da Guiné, onde o porto de Lomé é um ponto estratégico.

O Togo não enfrenta atualmente uma guerra civil ou conflitos armados internos de grande escala, bem como não há registros de conflitos armados internacionais, como guerras com países vizinhos. O país mantém relações cooperativas com Benin, Ghana e Burkina Faso, focando em segurança regional.


31 dezembro, 2024

Gana pode ser o país africano não revelado que adquiriu hoje quatro aeronaves Embraer A-29 Super Tucano

A-29 Super Tucano em demonstração na Base Aérea de Accra, Gana, em 19 de fevereiro de 2024

*LRCA Defense Consulting - 31/12/2024

A imprensa especializada sul-africana especula que o país não revelado que adquiriu quatro aeronaves Embraer A-29 Super Tucanos provavelmente seja Gana, que há muito tempo busca uma encomenda para o avião.

O país africano anunciou, no início de junho de 2015, uma encomenda para cinco Super Tucanos, mas o contrato nunca foi fechado. O valor total do contrato foi de US$ 88 milhões com um empréstimo do BNDES, que também incluía suporte logístico e treinamento para pilotos e mecânicos no país.

Mark Owen Woyongo, na época Ministro da Defesa, disse pela primeira vez, em março de 2014, que a aquisição de seis Super Tucanos estava sob consideração, para uso em uma escola de voo a ser construída em Tamale, a terceira cidade de Gana. O presidente John Dramani Mahama então confirmou em novembro de 2014 que o país compraria uma quantidade não especificada de Super Tucanos, junto com os helicópteros chineses Z-9, mais helicópteros russos M-17 e um transporte tático C-295 adicional. Posteriormente, veio a confirmação do presidente John Dramani Mahama, indicando que cinco Super Tucanos seriam adquiridos, juntamente com os Z-9s e outros equipamentos.

Em fevereiro de 2024, conforme noticiado por esta Consultoria, a Força Aérea de Gana sediou um evento para promover a aeronave de ataque A-29 Super Tucano para o ministro da defesa e outros altos funcionários e oficiais. A Embraer demonstrou o A-29 na Base Aérea de Accra, mas não houve desenvolvimentos conhecidos desde então.

Em seu discurso, o vice-marechal do ar Frederick Asare Kwasi Bekoe expressou entusiasmo com a exibição estática e de voo, enfatizando a importância da aquisição de aeronaves de ataque leve diante das crescentes ameaças terroristas e dizendo que a demonstração “forneceria uma plataforma para colaboração e negociações entre a Sierra Nevada Corp e a Embraer Defence & Security para futuras aquisições”.

Ele acrescentou que a Força Aérea de Gana considera o Super Tucano uma “plataforma adequada para melhorar nossa postura dissuasiva e ofensiva dentro da sub-região”. Observando que o Super Tucano é robusto, versátil e relativamente barato de operar, o militar afirmou que poderia ser usado para combater terroristas, insurgentes e piratas, bem como para segurança de fronteira. “Esperamos sinceramente que, ao final da demonstração, o Super Tucano seja considerado um destaque em nossa tomada de decisão de aquisição”, completou.

O Ministro da Defesa Dominic Nitiwul respondeu que “está claro pelo discurso do chefe do Estado-Maior da Aeronáutica que a nossa força aérea se apaixonou por esta aeronave, e tenho certeza de que as negociações para comprá-la começarão a sério”, sublinhando a importância de dar prioridade aos esforços antiterroristas e afirmando que o Super Tucano se apresenta como uma aeronave adequada para aumentar as capacidades da Força Aérea de Gana em contrainsurgência e contraterrorismo.

Na África, a aeronave já foi exportada para Angola (6), Burkina Faso (3), Mali (4), Mauritânia (4) e Nigéria (12).

Embraer vende mais quatro aeronaves A-29 Super Tucano, desta vez para um novo cliente não revelado na África


 

*LRCA Defense Consulting - 31/12/2024

A Embraer assinou hoje um novo contrato, desta feita para a venda de quatro aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para um cliente não revelado na África. Essas aeronaves realizarão uma ampla gama de missões, como vigilância de fronteiras, inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), apoio aéreo tático (CAS), contrainsurgência e treinamento de voo avançado. 

“O A-29 Super Tucano é uma aeronave extremamente versátil, capaz de realizar as missões mais exigentes nas condições mais desafiadoras. O A-29 é líder mundial em sua categoria, pois combina um histórico comprovado de combate com tecnologia avançada”, afirma Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. 

O A-29 Super Tucano é uma aeronave multimissão que oferece grande versatilidade para atuar em reconhecimento, apoio aéreo tático (CAS), ataque leve e treinamento avançado de pilotos, tudo isso em uma única plataforma, o que aumenta exponencialmente a disponibilidade e a flexibilidade operacional da aeronave. Sua fuselagem robusta é capaz de operar em pistas não pavimentadas e em ambientes austeros. O A-29 Super Tucano é o líder global em sua categoria, com mais de 290 encomendas, ultrapassando 570.000 horas de voo, sendo 60.000 delas em combate. Em 2024, a Embraer anunciou novas vendas do Super Tucano para a Força Aérea Portuguesa (A-29N), a Força Aérea Uruguaia e a Força Aérea Paraguaia. 

O A-29 Super Tucano é projetado para forças aéreas que buscam uma solução comprovada, abrangente, eficiente, confiável e econômica em uma única plataforma, aliada a uma grande flexibilidade operacional. A aeronave atua em uma ampla gama de missões, como apoio aéreo tático (CAS), patrulha aérea, operações especiais, interdição aérea, treinamento JTAC, controlador aéreo avançado (FAC), coordenador aéreo e tático (TAC), ISR armado, vigilância de fronteiras, reconhecimento, escolta aérea, treinamento básico, operacional e avançado de Pilotos, transição para caças de superioridade aérea, treinamento JTAC/LIFT e FAC. 

O A-29 Super Tucano é a aeronave multimissão mais eficaz em sua categoria, equipada com tecnologia de ponta para identificação precisa de alvos, sistemas de armas e um conjunto abrangente de comunicações. Sua capacidade é aprimorada por sistemas aviônicos com avançada interface homem-máquina (HMI) e sistema de aviônicos integrados a uma estrutura robusta, capaz de operar em pistas não pavimentadas, em ambientes austeros e com pouca infraestrutura. Além disso, a aeronave tem requisitos de manutenção reduzidos, oferece altos níveis de confiabilidade, disponibilidade e integridade estrutural, com baixos custos operacionais.

30 dezembro, 2024

Embraer anuncia pedido firme de seis A-29 Super Tucanos para um cliente não revelado (atualização)


*LRCA Defense Consulting - 30/12/2024

A Embraer anunciou um pedido firme de um cliente não revelado para seis aeronaves de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano. Esse pedido será incluído na carteira de encomendas do 4T24 e as entregas devem ocorrer em 2026. 

As aeronaves serão equipadas com capacidades aprimoradas para realizar missões como interdição aérea, apoio aéreo tático, patrulha marítima, ataque marítimo e outras operações de defesa territorial.

“É com grande satisfação que anunciamos novas vendas do A-29 Super Tucano, pois consideramos que essa aeronave é ideal para muitos países no mundo todo”, disse Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. “O A-29 é líder mundial em sua categoria porque é uma aeronave extremamente avançada, confiável e com experiência comprovada”. 

A aeronave multimissão A-29 Super Tucano oferece às forças aéreas versatilidade para missões como reconhecimento armado, apoio aéreo tático, ataque leve e missões de treinamento avançado em uma única plataforma, o que aumenta exponencialmente a disponibilidade e a flexibilidade operacional da aeronave. Sua robusta estrutura permite que a aeronave opere em pistas não pavimentadas em ambientes austeros. 

O A-29 Super Tucano é líder global em sua categoria, com mais de 290 unidades encomendadas, acumulando mais de 570.000 horas de voo, sendo 60.000 delas em combate. Em 2024, a Embraer anunciou novas vendas do Super Tucano para a Força Aérea Portuguesa (A-29N), Força Aérea Uruguaia e Força Aérea Paraguaia.

Cliente não revelado
As capacidades de patrulha marítima e ataque marítimo indicam que o cliente seja um país costeiro. Por outro lado, a pouca diferença de datas entre a aquisição de dois C-390 e dos seis A-29, ambas para clientes não revelados, pode sugerir que o cliente seja o mesmo. Por fim, é bastante provável que o cliente seja não NATO, haja vista que as aeronaves, conforme a Embraer, não serão nessa configuração (A-29N).

ATUALIZAÇÃO (31 Dez, às 15h11): o portal Inquirer.net confirmou que as Filipinas é o país que adquiriu seis unidades do A-29 Super Tucano.

29 dezembro, 2024

Sobre a venda de dois Embraer C-390 para um cliente não revelado: motivos para o sigilo e razões para a aquisição


*LRCA Defense Consulting - 29/12/2024

Em 27 de dezembro de 2024, a Embraer anunciou a venda de duas aeronaves C-390 Millennium para um cliente não revelado, elevando para dez o número de países que selecionaram este modelo, conforme foi noticiado por esta Consultoria..

Os países que já haviam escolhido o C-390 são: Áustria, Brasil, Coreia do Sul, Eslováquia, Hungria, Países Baixos, Portugal, República Tcheca e Suécia.

Até o momento, a Embraer, intencionalmente, não divulgou a identidade do comprador, mas por quê?

Dados conhecidos
Essa prática é comum em diversas negociações na área de defesa, onde informações sensíveis sobre capacidades militares e relações diplomáticas podem estar em jogo.

O que se sabe sobre o comprador é apenas que solicitou uma configuração personalizada, ou seja, as aeronaves serão configuradas para atender a necessidades específicas, incluindo transporte tático de tropas e veículos, ajuda humanitária, gestão de desastres e evacuação aeromédica. 

No entanto, não foi divulgado se o cliente solicitou outras configurações personalizadas, como reabastecimento aéreo e/ou combate a incêndios, por exemplo.

O conhecimento de tais configurações, após um estudo detalhado dos possíveis clientes, pode produzir alguns indícios importantes. Por exemplo, um país de clima predominante desértico, em tese, não teria grande necessidade do módulo de combate a incêndios, ocorrendo o contrário com outro que disponha de extensas áreas de florestas. Em outro exemplo, caso o país já possua aeronaves de reabastecimento aéreo ou sua frota de caças seja incompatível com o sistema de reabastecimento do C-390 (tipo "sonda e cesto"), não haveria necessidade do módulo de reabastecimento.

Motivos básicos
Assim, um ou mais dos seguintes motivos básicos podem estar fazendo com que a Embraer não revele o comprador, a saber:

1. Razões estratégicas: o país comprador pode ter motivos específicos para manter a compra em sigilo, como evitar possíveis reações de outros países ou fortalecer sua posição em negociações internacionais.

2. Proteção de informações confidenciais: a Embraer pode estar protegendo informações estratégicas sobre as capacidades da aeronave e as configurações específicas solicitadas pelo cliente.

3. Negociações em andamento: em alguns casos, a não divulgação pode estar relacionada a negociações em curso para a compra de mais aeronaves ou outros equipamentos militares, sendo esta apenas uma compra inicial.

4. Transferência de Tecnologia: dependendo do contrato, o comprador pode estar negociando acordos de transferência de tecnologia e produção local, embora esta hipótese se aplique, via de regra, para aquisições de maior porte, como as pretendidas pela Índia e Arábia Saudita.

Possíveis razões para a aquisição
A versatilidade, capacidade multimissão, reconfiguração rápida, sistema avançado de manuseio de carga, alta disponibilidade, bom alcance e velocidade, operação em pistas não pavimentadas, grande capacidade de carga, tecnologia de ponta, confiabilidade e baixos custos operacionais, aliados ao desempenho excepcional do C-390 Millennium, torna-o atrativo para diversos países. Algumas possíveis razões gerais para a aquisição incluem:

1. Modernização da frota: o país pode estar buscando modernizar sua frota de transporte aéreo militar, substituindo aeronaves mais antigas.

2. Ampliação das capacidades: a compra pode ser parte de um plano para expandir as capacidades de transporte aéreo militar do país, permitindo a realização de um maior número de missões.

3. Cooperação internacional: a aquisição pode fortalecer laços de cooperação militar com o Brasil e outros países que operam o C-390.

4. Desenvolvimento da indústria nacional: em alguns casos, a aquisição do C-390 pode estimular o desenvolvimento da indústria aeronáutica nacional, gerando empregos e know-how.

5. Razões estratégicas locais: caso o comprador possua um contencioso com um país vizinho, pode não querer divulgar a compra até receber as aeronaves, registrando assim uma vantagem estratégica e evitando que esse possa tomar uma medida semelhante com oportunidade.

Pelo que se tem conhecimento, diversos países estão ou estiveram interessados na aeronave, sendo desconhecidas as respectivas situações atuais das eventuais negociações. Neste caso se encontram: África do Sul, Arábia Saudita, Argentina, Chile, Colômbia, Emirados Árabes Unidos, Irlanda, Marrocos, México, Nigéria, Polônia, Uzbequistão e Vietnã.

Evidentemente, tais considerações não esgotam os motivos para a Embraer manter o sigilo e nem as possíveis razões de aquisição, assim como também não limitam os clientes aos países citados, haja vista que podem ocorrer surpresas.

Em síntese, apesar da expectativa por mais informações, a identidade do comprador das duas aeronaves Embraer C-390 permanece um mistério. A decisão da empresa de manter o sigilo sobre essa informação reflete a complexidade das negociações internacionais de defesa e a importância de proteger informações estratégicas.

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