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18 julho, 2024

Mac Jee desenvolverá veículo de decolagem para a aeronave hipersônica 14-X da FAB


*LRCA Defense Consulting - 18/07/2024

A Mac Jee, empresa estratégica de defesa brasileira, foi anunciada como vencedora do edital da FINEP para o desenvolvimento do projeto Foguete de Decolagem para Veículo Hipersônico, colocando a empresa na vanguarda da tecnologia aeroespacial brasileira.

O projeto envolve o desenvolvimento de um veículo para acelerar a aeronave hipersônica 14-X, da Força Aérea Brasileira até as condições ideais de voo de maneira segura e controlável.

A aeronave 14-X faz parte do PROPHIPER, um projeto que visa desenvolver veículos hipersônicos com motores Scramjet, posicionando o Brasil na fronteira da tecnologia de propulsão aeroespacial.
 
A Mac Jee, com sua expertise em engenharia e capacidades de fabricação, é fundamental para o sucesso do projeto, que está alinhado ao desenvolvimento de tecnologias críticas para o Programa Espacial Brasileiro, avançando a independência e soberania do Brasil no espaço.

Esta conquista marca o início de uma nova era de inovação e crescimento para a indústria aeroespacial brasileira.

03 dezembro, 2021

FAB realizará o primeiro teste de voo do motor aeronáutico hipersônico 14-X

Concepção artística do 14-X em órbita

*LRCA Defense Consulting - 03/12/2021

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), situado em São José dos Campos (SP), iniciou os preparativos da Operação Cruzeiro com o envio de materiais do primeiro teste de voo do motor aeronáutico hipersônico 14-X, desenvolvido pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), para o Centro de Lançamento de Alcântara (CLA).

Os equipamentos foram enviados de duas formas: via terrestre e aérea, partindo de São José dos Campos (SP). No dia 17 de novembro, foi enviado o primeiro carregamento, via terrestre, saindo do Centro de Transporte Logístico da Aeronáutica (CTLA), contendo os cilindros de gases que serão utilizados na carga útil do 14-X. A segunda etapa, também via terrestre, deslocou-se do Grupamento de Apoio de São José dos Campos (GAP-SJ), no dia 23 de novembro, levando o apoio para a campanha como carrinho elétrico e outras peças.

No dia 28 de novembro, a aeronave C-130 Hércules, operada pelo Esquadrão Gordo (1º/1º GT), realizou o carregamento dos motores foguetes, componentes pirotécnicos, módulos, empenas, bancos de controle e a carga útil do motor.

Já no dia 29 de novembro, a aeronave KC-390 Millennium, operado pelo Esquadrão Zeus (1º GTT), realizou o transporte das equipes do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do Instituto de Estudos Avançados (IEAv).

A aeronave transportou também doações, arrecadadas durante o Concerto Sinfônico da Banda de Música do DCTA, e testes de COVID-19, doados pela Associação Desportista Classista da EMBRAER (ADC EMBRAER), para as Agrovilas da cidade de Alcântara (MA).

Projeto Prohiper
Discretamente, a Força Aérea Brasileira (FAB) desenvolve uma tecnologia hoje só testada por poucos países. Trata-se da propulsão scramjet, um tipo de motor capaz de tornar possível aeronaves hipersônicas e que voam em grandes altitudes.

O Projeto Prohiper, como foi chamado internamente, está sob responsabilidade do IEAV (Instituto de Estudos Avançados), localizado em São José dos Campos (SP), e é restrito hoje ao laboratório onde é avaliado no maior túnel de vento da América Latina. “Queremos hoje sair do nível laboratorial e dar o grande salto que é para o nível de qualificação em voo dessas tecnologias”, disse Israel Rêgo, gerente do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAV.

Batizado de 14-X, o protótipo que demonstrará a tecnologia existe por enquanto apenas num modelo em escada com formato em asa delta de enflechamento bastante agudo. O motor scramjet é instalado na parte inferior da asa em delta e utiliza um princípio curioso: em vez de necessitar do combustível e do oxidante (oxigênio) como nos motores-foguete tradicionais, ele aproveita o próprio ar para queimar o combustível.

Graças a essa capacidade, ele pode em tese levar um avião a velocidades de cerca de 12 mil km por hora (algo como atravessar toda a Avenida Paulista em apenas um segundo). Para efeito de comparação, o supersônico Concorde voava a pouco menos de 2,2 mil km/h.

Em alta velocidade, o ar dispensa fans e compressores para acelerá-lo e aquecê-lo como nos turbofans, o que simplifica sua estrutura, mas exige materiais nobres para suportar o calor extremo.

A grande vantagem, segundo explicou o engenheiro aeroespacial Ten. Norton Assis é a maior carga útil permitida. Graças à ausência dos tanques de oxigênio é possível transportar até 15% de carga útil em relação ao seu peso – nos foguetes convencionais esse valor é de apenas 5%. “Como não leva o oxidante no interior, o veículo torna-se mais seguro e essa redução de peso agrega mais eficiência”, acrescenta.



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