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03 julho, 2026

DCTA inaugura o túnel hipersônico T5, o maior da América Latina

Nova infraestrutura do Instituto de Estudos Avançados, em São José dos Campos, vai sustentar os ensaios em solo dos programas 14-X e RATO-14X, no caminho brasileiro rumo à tecnologia scramjet


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2026

O Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) inaugurou, em 1º de julho, o túnel hipersônico T5, no Instituto de Estudos Avançados (IEAv), em São José dos Campos (SP). A nova instalação amplia a capacidade nacional de pesquisa, desenvolvimento e inovação em tecnologias hipersônicas e passa a ser, segundo o próprio instituto, a maior e mais relevante infraestrutura de ensaios em solo hipersônicos da América Latina.

A cerimônia que reuniu dois projetos estratégicos
A inauguração do T5 ocorreu na mesma solenidade em que o DCTA apresentou o Projeto UGEE1000BR, primeira unidade de geração de energia elétrica movida a etanol com turbina a gás totalmente nacional, desenvolvida pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE). O evento foi presidido pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar Marcelo Kanitz Damasceno, e contou com a presença do comandante-geral de Apoio, tenente-brigadeiro do ar Valter Borges Malta; do diretor-geral do DCTA, tenente-brigadeiro do ar Mauro Bellintani; além de oficiais-generais, comandantes, chefes e diretores da Guarnição de Aeronáutica de São José dos Campos (GUARNAE-SJ). Na ocasião, Damasceno destacou que os dois projetos comprovam que o Brasil tem competência para desenvolver soluções estratégicas de alta complexidade com tecnologia própria, reforçando a integração entre governo, academia e indústria.

As especificações do T5
O projeto executivo da seção de testes do T5 foi entregue ao IEAv em 2019 pela empresa Thruone LTDA, sediada no cluster tecnológico de São José dos Campos, sob a responsabilidade técnica da Divisão de Aerotermodinâmica e Hipersônica (EAH) do instituto. O túnel de choque à combustão tem 50 metros de comprimento total, com bocais de aceleração de contorno otimizado e seção de teste dimensionada para produzir escoamentos hipervelozes, próximos a velocidades orbitais, sobre protótipos de laboratório de até 4 metros de comprimento por 1,2 metro de envergadura. O equipamento sucede os túneis T1, T2 e T3, usados nas fases anteriores do programa hipersônico brasileiro, e o T4, comissionado alguns anos antes.

Da propulsão scramjet ao RATO-14X
O 14-X é o demonstrador de tecnologia hipersônica aspirada (scramjet, na sigla em inglês) concebido pelo Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do próprio IEAv, e testado em voo pela primeira vez em dezembro de 2021, no Centro de Lançamento de Alcântara (CLA). Atualmente, o esforço para levar o veículo a um estágio autônomo e manobrável está concentrado no Projeto RATO-14X (Rocket Assisted Take-Off), financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) e pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), com participação do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) e execução conjunta com a empresa Mac Jee, parceria formalizada em dezembro de 2025 por 36 meses e cerca de 40 engenheiros e cientistas dedicados às simulações e análises aerotermodinâmicas do sistema.

É justamente nesse tipo de ensaio, a validação em solo da aerodinâmica e da combustão supersônica antes de qualquer teste em voo, que o T5 se torna estratégico. Ao ampliar o tempo e a fidelidade das simulações de escoamento hiperveloz, o novo túnel reduz a dependência de campanhas de voo, mais caras e mais raras, e consolida a infraestrutura nacional num campo dominado até aqui por um grupo restrito de países: Estados Unidos, China e Rússia, com tecnologia também em desenvolvimento na Austrália, na França e no Japão.

25 fevereiro, 2026

ITA e Mac Jee firmam parceria para desenvolver foguete hipersônico que levará o Brasil ao seleto clube das potências aeroespaciais

Acordo formalizado em 11 de fevereiro prevê colaboração em aerodinâmica, aeroelasticidade e otimização de trajetória do RATO-14X,  foguete acelerador que deverá transportar o veículo hipersônico 14-X a mais de Mach 8 até a estratosfera, com lançamento previsto para o final de 2027 no Centro Espacial de Alcântara 


*LRCA Defense Consulting - 25/02/2026

No dia 11 de fevereiro de 2026, o gabinete da Reitoria do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), em São José dos Campos, foi palco de um acontecimento que pode marcar um ponto de inflexão na história aeroespacial brasileira. A empresa Mac Jee e o ITA assinaram um Acordo de Parceria voltado ao desenvolvimento do RATO-14X (Rocket Assisted Take-Off), o foguete acelerador que deverá ser o impulso inicial do veículo hipersônico 14-X rumo à estratosfera.

A cerimônia reuniu a CEO da Mac Jee, Alessandra Stefani, o corpo diretivo da empresa, o Magnífico Reitor Prof. Dr. Antonio Guilherme de Arruda Lorenzi, e os professores Gil Annes, Vinicius Malatesta e Ronaldo Cruz. O acordo concentra os esforços conjuntos nas áreas de aerodinâmica, aeroelasticidade e otimização de trajetória, disciplinas críticas para que o foguete cumpra sua missão com precisão e segurança.

Concepção artística do 14-X em órbita

O que é o RATO-14X e por que ele é tão importante
O veículo hipersônico 14-X, desenvolvido no âmbito do Projeto PropHiper pelo Instituto de Estudos Avançados (IEAv), utiliza um motor do tipo scramjet, propulsor que necessita de velocidades extremamente altas para ser acionado. O grande desafio técnico é justamente levar o veículo a essas condições antes de soltá-lo em voo autônomo.

O RATO-14X foi concebido como a solução para esse problema. O foguete deverá transportar o 14-X a uma altitude entre 30 e 40 quilômetros, atingindo velocidades em torno de Mach 8, aproximadamente 8.500 km/h. Nesse ponto, o scramjet é acionado e o veículo hipersônico segue sua trajetória de forma autônoma. A versão anterior do projeto utilizava o foguete VSB-30, que foi suficiente para os testes de 2021, mas não suporta a configuração atual, mais pesada, do 14-X SP.

Em dezembro de 2021, o demonstrador 14-X S atingiu velocidade próxima a Mach 6 durante a Operação Cruzeiro, realizada no Centro Espacial de Alcântara, validando pela primeira vez as condições de partida e combustão do motor em ambiente real de voo. Com isso, o Brasil ingressou no seleto grupo de países capazes de testar tecnologia hipersônica aspirada em condições operacionais.

Uma parceria construída ao longo de anos
O acordo assinado em fevereiro de 2026 não surgiu do nada. É o resultado de uma aproximação progressiva entre a Mac Jee e as instituições de pesquisa vinculadas ao Comando da Aeronáutica. Em outubro de 2024, o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) realizou o evento de lançamento oficial do Projeto RATO-14X, com a participação do IEAv, do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e do próprio ITA. O então Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, destacou na ocasião a importância do modelo de Tríplice Hélice (governo, indústria e academia) para o avanço tecnológico.

Em dezembro de 2025, um novo passo foi dado com a formalização de parceria estratégica entre o IEAv e a Mac Jee, publicada no Diário Oficial da União. Com vigência de 36 meses, esse acordo prevê a atuação conjunta de cerca de 40 engenheiros e cientistas focados nas simulações e análises aerotermodinâmicas mais complexas do projeto, aproveitando a infraestrutura laboratorial de referência regional do IEAv.

A colaboração com o ITA, agora formalizada, complementa esse ecossistema ao trazer o rigor científico e a excelência acadêmica da instituição para temas específicos que demandam pesquisa de ponta: como o veículo se comporta aerodinamicamente em voo hipersônico, quais as implicações estruturais das forças aeroelásticas sobre a estrutura do foguete e como otimizar sua trajetória para garantir o desempenho máximo. 

Academia e indústria: formando a próxima geração
A integração entre o ITA e a Mac Jee vai além dos laboratórios. Em abril de 2025, as duas instituições, em conjunto com o CNPq, lançaram cinco bolsas de pesquisa — duas de doutorado e três de mestrado — vinculadas ao Programa MAI/DAI (Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação). As bolsas contemplam temas diretamente relacionados ao RATO-14X, como caracterização de efeitos aeroelásticos, otimização de trajetória, estratégias de separação de veículos hipersônicos e guiamento autônomo sem uso de GNSS.

Os estudantes selecionados são alocados no ITA, com visitas periódicas à Mac Jee e participação ativa nos projetos da empresa, uma ponte direta entre a formação acadêmica e os desafios reais de engenharia aeroespacial de fronteira. A iniciativa também inclui pesquisas ligadas ao Projeto Dagger, outro veículo em desenvolvimento pela empresa.

 
Vídeo da assinatura da parceria ITA e Mac Jee

Mac Jee: de distribuidora a protagonista hipersônica
Fundada em 2007, a Mac Jee começou suas operações distribuindo componentes militares importados. Ao longo de quase duas décadas, transformou-se em uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa brasileira. Nos últimos quatro anos, investiu R$ 120 milhões na construção de duas fábricas, em São José dos Campos e Paraibuna, tornando-se a empresa com maior capacidade de produção e armazenamento de materiais energéticos do Hemisfério.

O RATO-14X foi conquistado por meio de edital da FINEP, com apoio do DCTA/FAB e do FNDCT. O projeto é também financiado pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). Mais de 500 profissionais estarão envolvidos em suas diversas fases, desde a engenharia de sistemas até o lançamento do foguete, previsto para o final de 2027 em Alcântara, no Maranhão.

Soberania tecnológica em pauta
O contexto geopolítico confere urgência ao projeto. Tecnologias hipersônicas (sistemas capazes de superar Mach 5 com trajetórias manobráveis) já estão em operação em larga escala nos Estados Unidos, China e Rússia. O Ministério da Defesa brasileiro definiu propulsão hipersônica como uma das 24 áreas críticas para a autonomia nacional.

Além das aplicações militares, o domínio do scramjet abre portas para o desenvolvimento de lançadores espaciais mais eficientes e econômicos, colocando o Brasil na vanguarda do acesso comercial ao espaço. O projeto prevê quatro fases, culminando no 14-XWP: um veículo hipersônico autônomo, totalmente controlável, com propulsão hipersônica ativa. Se bem-sucedido, o Brasil se juntará a Estados Unidos, China, Rússia, França, Japão e Austrália no grupo de nações com domínio pleno sobre essa tecnologia estratégica.

A parceria recém-assinada entre o ITA e a Mac Jee representa, portanto, muito mais do que um acordo acadêmico. É um elo numa cadeia cuidadosamente construída de colaborações entre governo, universidade e indústria, a chamada Tríplice Hélice, com o objetivo de garantir ao Brasil um lugar de protagonismo na era hipersônica que já chegou.

19 dezembro, 2025

Brasil avança na corrida hipersônica com parceria estratégica entre IEAv e Mac Jee

 


*LRCA Defense Consulting - 19/12/2025 (atualizado às 20horas)

Em um movimento que consolida o Brasil no seleto grupo de nações com domínio sobre tecnologia hipersônica, o Instituto de Estudos Avançados (IEAv) e a empresa brasileira Mac Jee formalizaram, nesta quarta-feira (18), uma parceria estratégica para impulsionar o desenvolvimento do Projeto PropHiper 14-X. O acordo, publicado no Diário Oficial da União em 16 de dezembro, representa um marco na integração entre pesquisa militar e indústria nacional no setor aeroespacial.

A cooperação, com vigência de 36 meses, reunirá cerca de 40 engenheiros e cientistas dedicados ao desenvolvimento do sistema de propulsão hipersônica mais ambicioso já conduzido no país. O foco central do trabalho conjunto será o desenvolvimento do RATO-14X (Rocket Assisted Take-Off), o foguete acelerador que levará o veículo hipersônico 14-X às condições ideais para o início de seus testes em voo.

Um projeto de décadas
O Projeto PropHiper teve início em 2006 com a missão de desenvolver tecnologias críticas para o domínio da propulsão hipersônica aspirada, incluindo o motor scramjet e o veículo hipersônico 14-X em configuração waverider. Desde então, o Brasil investiu na construção de laboratórios de ensaios hipersônicos no IEAv/ITA, referência regional na América Latina, e na capacitação de recursos humanos especializados.​

Em dezembro de 2021, o demonstrador 14-X S alcançou velocidade próxima a Mach 6 em seu primeiro teste de voo, na Operação Cruzeiro em Alcântara, validando condições de partida e combustão do scramjet em ambiente relevante. Isso posicionou o Brasil entre os poucos países capazes de ensaiar tecnologias hipersônicas aspiradas em condições reais.​

Atualmente, o projeto avança para etapas subsequentes, como a configuração 14-X SP, na qual o motor scramjet deverá efetivamente propelir um veículo hipersônico em ensaios planejados.

 

Desafio técnico e parceria
O grande desafio técnico que motivou a parceria é o desenvolvimento de um novo veículo acelerador, pois o 14-X SP é mais pesado que a capacidade máxima do VSB-30, foguete usado no primeiro teste de 2021. É aí que entra o RATO-14X, desenvolvido pela Mac Jee após vencer edital da FINEP, com apoio do DCTA/FAB e FNDCT.​

Funcionamento do RATO-14X
O foguete aeroespacial transportará o veículo hipersônico 14-X entre 30 e 40 km de altitude na atmosfera superior, alcançando velocidades acima de Mach 8 (aproximadamente 8.500 km/h ou mais). Nesse ponto, o motor scramjet do 14-X, que precisa de velocidades extremamente altas para funcionar, será acionado e o veículo seguirá sua trajetória de forma autônoma.

Sinergia público-privada
A parceria estabelece uma divisão estratégica de competências. O IEAv, organização militar vinculada ao Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), apoiará a Mac Jee na realização de simulações e análises aerotermodinâmicas de alta complexidade, aproveitando sua expertise consolidada em hipersônica.

Em contrapartida, a Mac Jee disponibilizará equipamentos, serviços e insumos que ampliarão a infraestrutura do IEAv, fortalecendo sua capacidade de desenvolver tecnologias e conhecimentos na área. "A parceria com o IEAv acelera a maturação de capacidades nacionais em propulsão hipersônica e contribui para a preparação do sistema integrado e da campanha de testes do PROPHIPER 14-X", destacou Simon Jeannot, chairman do Grupo Mac Jee.

Mac Jee: de startup à protagonista aeroespacial
Fundada em 2007, a Mac Jee iniciou operações com distribuição de componentes militares importados e, ao longo de 18 anos, tornou-se uma das principais empresas da Base Industrial de Defesa brasileira. Nos últimos quatro anos, investiu R$ 120 milhões na construção de duas fábricas em São José dos Campos e Paraibuna, tornando-se a empresa com maior capacidade de produção e armazenamento de materiais energéticos do Hemisfério.

Mais de 500 profissionais estarão envolvidos no projeto, desde o detalhamento dos requisitos técnicos até o lançamento do foguete, previsto para o final de 2027, no Centro Espacial de Alcântara. A empresa também firmou parcerias com o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), o Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE) e diversos fornecedores do ecossistema aeroespacial.

Rumo à soberania tecnológica
Para o Coronel Aviador Charlon, Diretor do IEAv, "o acordo fortalece a pesquisa aplicada e a integração tecnológica necessárias aos ensaios em voo do 14-X, somando competências do IEAv e da indústria com foco em resultados diretamente ligados ao aumento da capacidade aeroespacial brasileira."

Após a conclusão do Projeto PropHiper, a sociedade brasileira poderá usar a tecnologia hipersônica aspirada para desenvolver diversos novos produtos, mas o maior potencial e objetivo atual é desenvolver uma maneira mais eficiente, econômica e segura de acesso ao espaço.

O projeto prevê quatro fases principais, culminando no 14-XWP: um veículo hipersônico autônomo, totalmente controlável e manobrável com propulsão hipersônica ativa. Se bem-sucedido, o Brasil se juntará aos Estados Unidos, China, Rússia, França, Japão e Austrália no grupo de países com domínio completo sobre essa tecnologia estratégica.

Concepção artística do 14-X em órbita

A dimensão estratégica: tecnologia hipersônica e defesa nacional
O domínio da tecnologia hipersônica representa muito mais do que um avanço científico, sendo fundamental para a manutenção da soberania nacional, colocando o Brasil em posição de enfrentar os desafios geopolíticos do século XXI.

Armas hipersônicas, capazes de superar Mach 5 e realizar manobras imprevisíveis, dificultam sua interceptação por sistemas defensivos convencionais. Atualmente, apenas Estados Unidos, China e Rússia operam sistemas hipersônicos militares em escala, com mísseis que podem manobrar durante o voo, tornando sua interceptação extremamente difícil.

O Projeto PropHiper 14-X, embora tenha como foco primário garantir o domínio da tecnologia do motor scramjet, estabelece as bases tecnológicas que poderão, no futuro, ser aplicadas ao desenvolvimento de sistemas de defesa avançados. A tecnologia é considerada um dos meios mais eficientes de acesso ao espaço no futuro, podendo ser utilizada para colocar satélites em órbita e fazer voos suborbitais, mas também representa a base para eventuais sistemas de armamento de nova geração.

O domínio da tecnologia hipersônica insere o Brasil em um seleto grupo de países com capacidade de desenvolver vetores autônomos de alta velocidade, recurso que combina dissuasão, soberania e inovação. Em um cenário internacional onde o Brasil não possui meios para interceptar de forma confiável mísseis hipersônicos, desenvolver essa capacidade tecnológica torna-se um imperativo estratégico.

O Ministério da Defesa definiu sistemas de propulsão hipersônica como fundamentais para a modernização das forças armadas, incluindo a tecnologia entre as 24 áreas críticas para a autonomia nacional. O investimento no PropHiper 14-X não apenas reduz a dependência tecnológica externa, mas fortalece toda a Base Industrial de Defesa brasileira, criando capacidades que vão desde materiais resistentes a temperaturas extremas até sistemas avançados de controle e navegação.

Enquanto a Rússia desenvolveu o Kinzhal, capaz de atingir Mach 12, e a China apresentou o DF-17, o Brasil traça seu próprio caminho. O objetivo atual é o desenvolvimento tecnológico e científico, mas as aplicações futuras dessa expertise podem incluir desde lançadores espaciais mais eficientes até sistemas de defesa que garantam a proteção do território nacional contra novas ameaças hipersônicas que já são realidade em outros continentes.

A parceria entre IEAv e Mac Jee, portanto, transcende o âmbito puramente científico: em uma característica dual, é um investimento estratégico na soberania tecnológica brasileira e na capacidade de o país responder aos desafios de segurança e defesa nas próximas décadas.

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