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Uma equipe de engenheiros da Pearson Engineering está agora apoiando os testes de campo de uma variante especializada do Guarani 6x6 no Brasil.
As variantes do protótipo VBE Eng do 6×6 Guarani foram configuradas para permitir que os equipamentos front-end da Pearson Engineering sejam integrados de forma rápida e fácil.
A configuração, baseada na integração do sistema com a alimentação hidráulica e elétrica do veículo, e a adição de um Kit de Integração do Veículo, permitirá que o Guarani 6×6 seja configurado rapidamente no futuro para aceitar diferentes tipos de mobilidade, contra-mobilidade e equipamentos de sobrevivência, sempre que a missão assim o exigir.
A equipe no Brasil está atualmente apoiando a integração de um braço manipulador de escavadeira, um acessório de caçamba da carregadeira e uma lâmina dozer de uso geral.
O projeto, iniciado em 2020, foi interrompido em decorrência da pandemia do COVID-19 com a concordância de todas as partes, e foi retomado em agosto deste ano, passando para testes de campo no Arsenal de Guerra de São Paulo (AGSP).
A gama de equipamentos da Pearson Engineering para veículos leves aumentou nos últimos anos, mantendo sua popularidade em todo o mundo. Veículos como Boxer, Piranha, PARS e Stryker agora podem ser implantados com o seguinte:
Os veículos blindados são cada vez mais requisitados pelas Forças Armadas e órgãos de Segurança Pública.
Atendendo a essa demanda específica desse mercado, a Agrale colocou à disposição a viatura Agrale Marruá AM200 Cabine Dupla, oferecendo proteção balística Nível III Plus.
O Marruá AM200 blindado, além de enfrentar qualquer terreno (QT), apresenta atributos operacionais diferenciados, como portas mais largas e com ampla abertura, para facilitar a movimentação rápida de pessoal e equipamentos e maior espaço interno, proporcionando mais conforto e permitindo ainda a instalação de suporte de armas e seteiras.
Entre as características da blindagem do Marruá AM200 estão: proteção em aço bélico e compósitos; vidros compostos em policarbonato e filmes poliméricos, que protegem os ocupantes de impactos e estilhaços; assoalho com manta balística para proteção de estilhaços e granadas; pneus com sistema Run Flat e resistência Nível III, contra impactos de armas calibre até 7.62 de fuzis FAL, AR-15 ou AK-47.
Com o Marruá AM200 blindado, a Agrale reforça sua capacidade de desenvolver versões específicas para diferentes aplicações.
Conheça a versatilidade da viatura QT Agrale Marruá AM200 Cabine Dupla
Desde que experimentei o VBTP-MR Guarani, em 2016, soube que a Iveco iria fornecer um outro modelo para o Exército. Era o LMV, uma viatura blindada multitarefas, que pode ser utilizada para reconhecimento, patrulha, plataforma de sistemas de armas leves e para evacuação médica, entre outras aplicações.
Confira o vídeo:
Apesar da confirmação do fornecimento, o processo ainda não começou. Inicialmente, serão 32 unidades importadas da Itália, seguidas pela montagem de 77 no Brasil em dois lotes, até a produção local. No entanto, a Iveco possui uma unidade para teste em Sete Lagoas, Minas Gerais, onde já produziu 400 unidades do Guarani.
Depois de muitas negociações, a Iveco Defesa, divisão da marca italiana que produz modelos especiais para uso militar, concedeu um dia de avaliações para o CORREIO. Mas havia uma condição: imagens internas não seriam autorizadas. Partimos para Minas Gerais ao encontro do LMV, Light Multirole Vehicle ou Veículo Leve Multitarefas.
São 40 cm de altura livre do solo
Giovanni Giordani, engenheiro da Iveco Defesa, explicou como funciona o veículo e partimos para a pista. O modelo não utiliza chave e a partida é similar a de um carro de corrida. Primeiro é preciso ligar a bateria, acionar uma tecla para energizar os componentes e depois acionar a ignição. Os cintos de segurança, para todos os cinco ocupantes, são de cinco pontos - basicamente do mesmo tipo dos utilizados em competição, que variam entre quatro e cinco pontos. Outro detalhe, há ar-condicionado (bem potente) e saídas de ar para o banco traseiro.
Depois de me instalar no cockpit, abrindo a pesada porta, e afivelar o cinto, puxei a alavanca do câmbio automático para o "Drive" - existem ainda três marchas de força - e saí para a pista circular de asfalto. Aí veio a primeira surpresa: apesar das dimensões (O jipão impressiona pela sua imponência: são 4,87 metros de comprimento e 2,20 m de largura) e do peso (6,1 toneladas), que equivale ao de três picapes médias, o MVL é fácil de ser conduzido. Mas o ruído interno é alto, seja pelo ranger da carroceria - montada sobre um chassis - ou pelos reforçados pneus em contato com o asfalto. Para quem gosta, aumenta o ritmo de aventura.
Há iluminação civil e também militar
Mas a sensação de comando desta máquina blindada veio quando partimos para o teste na terra. Nessas condições, a dirigibilidade é mais afinada e o veículo com tração integral responde rapidamente. O raio de giro é muito bom, o que permite manobras em locais apertados e a traseira tende a sair um pouco, o que facilita mudanças rápidas de direção. É incrível como os engenheiros conseguiram um ajuste tão bom para um utilitário deste porte. Outros destaques são a capacidade de atravessar áreas alagadas com até 1,5 metro de profundidade, graças ao snorkel e boas vedações, e o vão livre de 40 centímetros que garante facilidade ao trafegar em terrenos com pedras e menor risco de atolamento.
O motor que move o LMV é fornecido pela FPT, empresa do mesmo grupo da Iveco, tem 3 litros e rende entre 190 cv e 220 cv de potência e seu torque pode chegar a 50 kgfm. Esse propulsor turbinado normalmente utiliza óleo diesel, mas é possível também abastece-lo com gasolina de aviação, desde que contenha 10% de diesel. A transmissão é feita sob encomenda pela alemã ZF e tem oito velocidades. A tração pode ser reduzida e os diferenciais, incluindo o central, bloqueados. A suspensão é independente nas quatro rodas.
Por baixo da pintura camuflada, essa viatura blindada multitarefas, leve sobre rodas (VBMT-LR) abriga uma proteção balística nos níveis 2 para energia cinética e 2A para explosões de minas e os temidos artefatos explosivos improvisados. Além da blindagem nas laterais (chapas e vidros) e no teto, há proteção contra minas no piso da cabine. E, na parte inferior, tudo foi desenvolvido para absorver ou desviar a energia de uma explosão, evitando que se convertam em projéteis secundários que possam ferir os ocupantes.
Outro detalhe, os bancos são ancorados no teto. Assim, em caso de explosão de uma mina os soldados ficam mais protegidos. Já o tanque de combustível é envolvido por uma espuma para proteção contra explosivos. Os pneus são da linha XForce da Michelin, eles podem rodar furados e têm medidas robustas: 325/85 R16.
No mundo
O veículo já foi adotado por vários países que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), entre eles, Itália, Espanha, Bélgica, Áustria, Inglaterra e Noruega, e já foi utilizado em missões no Afeganistão, Líbano, Kosovo e Chade.
De acordo com a Iveco Defesa, o LMV foi projetado para ser compatível com os recursos de direção de imagem térmica e NVG (óculos de visão noturna) para possibilitar a condução noturna. A empresa destaca ainda a alta confiabilidade, facilidade de manutenção e baixos custos de operação foram considerações importantes. Certamente, essas questões foram observadas pelo Exército para a aprovação do modelo em relação aos rivais.
A estimativa é que cada unidade custe a partir de R$ 1,5 milhão. É o valor inicial, já que o LMV pode ser equipado com armas ou com equipamentos médicos. Atualmente, existem 4 mil unidades deste veículo, todas feitas em Bolzano (Itália), rodando em diversos países, e o Brasil pode ser o próximo a produzi-lo. A expectativa da filial brasileira é que seriam necessários 90 dias para a fabricação completa.
Guarani é produzido em Minas Gerais
Fruto da parceria entre a Iveco e o Exército Brasileiro, o VBTP-MR Guarani, um blindado anfíbio com capacidade para até 11 tripulantes, é o primeiro modelo projetado e fabricado na unidade da Iveco Veículos de Defesa no Brasil – a única fora da Europa. Cada unidade leva até quatro meses para ficar pronta e custa entre R$ 5 milhões e R$ 10 milhões, a depender do nível de armamento aplicado. Atualmente, a fábrica brasileira trabalha em um turno, mas pode chegar a três, caso o Exército tenha uma demanda maior.