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25 agosto, 2019
24 agosto, 2019
Taurus USA anuncia nova geração de pistolas
Em teaser publicado através de um vídeo em suas mídias, a Taurus USA está anunciando o lançamento de uma nova geração de pistolas para o dia 30 de agosto.
A empresa pauta seu lançamento com as hashtags "motivada pelo desempenho", "desempenho impressionante" e "design refinado", levando a crer que essa nova geração de armas, além de ser bonita, estará focada no desempenho operacional.
Não está claro se a fabricação se dará em São Leopoldo-RS, sede global da empresa, ou na subsidiária americana Taurus Holdings, Inc. (“Taurus USA”), que está sendo transferida de Miami para Bainbridge, no estado da Georgia, onde já começou a produção de alguns modelos.
Também não ficou esclarecido o motivo de o lançamento estar sendo anunciado apenas pela Taurus USA.
A empresa pauta seu lançamento com as hashtags "motivada pelo desempenho", "desempenho impressionante" e "design refinado", levando a crer que essa nova geração de armas, além de ser bonita, estará focada no desempenho operacional.
Não está claro se a fabricação se dará em São Leopoldo-RS, sede global da empresa, ou na subsidiária americana Taurus Holdings, Inc. (“Taurus USA”), que está sendo transferida de Miami para Bainbridge, no estado da Georgia, onde já começou a produção de alguns modelos.
Também não ficou esclarecido o motivo de o lançamento estar sendo anunciado apenas pela Taurus USA.
22 agosto, 2019
Em tom otimista, Taurus prorroga por mais três meses entendimentos para joint venture com empresa indiana
Através de um Fato Relevante enviado à B3 (Bolsa de Valores) após o fechamento do pregão de hoje (22), a empresa Taurus Armas S.A. comunicou ao mercado que "foi assinado um adendo ao Memorando de Entendimentos (MoU), prorrogando seu prazo de validade por mais três (03) meses, a fim de permitir as finalizações do estudo de viabilidade e da constituição de uma joint venture na Índia, com uma grande empresa do ramo siderúrgico local. A continuidade nas negociações para celebração desse Acordo é mais um passo importante na estratégia global da Taurus no processo de reestruturação baseado em rentabilidade sustentável, qualidade e melhora dos indicadores financeiros e operacionais, além do forte investimento no desenvolvimento de novos produtos e tecnologias".
O tom otimista do comunicado se evidencia na frase "...a fim de permitir as finalizações do estudo de viabilidade e da constituição de uma joint venture...", permitindo inferir que a decisão já possa estar tomada, faltando apenas os ajustes finais.
A prorrogação por mais três da validade do MoU não significa que a concretização do negócio não possa ser divulgada antes, caso sejam conclusas em bom termo as "finalizações" previstas.
Participação em licitações na Índia
No Memorando de Entendimentos assinado em fevereiro foi estabelecido que "durante esse período, a empresa local participará das licitações com os produtos Taurus para as Forças Armadas e Policiais" da Índia, o que continua em vigor.
Índia - um imenso mercado a explorar
O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas) é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China. Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower, estando entre as mais bem equipadas do Terceiro Mundo. Seu orçamento de defesa gira em torno de 55 bilhões de dólares.
Na área de Segurança Pública, a Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de 7 milhões de agentes de segurança particulares, sendo um dos países do mundo em que o efetivo de agentes de segurança pertencentes às empresas particulares do setor supera em muito o efetivo policial. Seja como for, os números de agentes e policiais armados impressionam.
Assim, se consumada essa ambiciosa joint venture, a Taurus Armas terá um novo e imenso mercado a explorar. Além disso, a fabricação e a comercialização de armas nesse país contarão com todos os benefícios proporcionados pelo suporte fornecido pela parceria com uma grande empresa local, especialmente com as facilidades e incentivos do programa denominado "Make in India", que visa desenvolver a indústria desse país.
O tom otimista do comunicado se evidencia na frase "...a fim de permitir as finalizações do estudo de viabilidade e da constituição de uma joint venture...", permitindo inferir que a decisão já possa estar tomada, faltando apenas os ajustes finais.
A prorrogação por mais três da validade do MoU não significa que a concretização do negócio não possa ser divulgada antes, caso sejam conclusas em bom termo as "finalizações" previstas.
Participação em licitações na Índia
No Memorando de Entendimentos assinado em fevereiro foi estabelecido que "durante esse período, a empresa local participará das licitações com os produtos Taurus para as Forças Armadas e Policiais" da Índia, o que continua em vigor.
Índia - um imenso mercado a explorar
O segundo país mais populoso do mundo (1,37 bilhão de pessoas) é considerado também uma das maiores potências militares do planeta, atrás apenas dos EUA, Rússia e China. Com mais de 1,3 milhão de homens e mulheres a serviço da nação, a Índia possui a quarta maior força militar do mundo em termos de efetivo, segundo levantamento da Global Firepower, estando entre as mais bem equipadas do Terceiro Mundo. Seu orçamento de defesa gira em torno de 55 bilhões de dólares.
Na área de Segurança Pública, a Índia possui 1,4 milhão de policiais e cerca de 7 milhões de agentes de segurança particulares, sendo um dos países do mundo em que o efetivo de agentes de segurança pertencentes às empresas particulares do setor supera em muito o efetivo policial. Seja como for, os números de agentes e policiais armados impressionam.
Assim, se consumada essa ambiciosa joint venture, a Taurus Armas terá um novo e imenso mercado a explorar. Além disso, a fabricação e a comercialização de armas nesse país contarão com todos os benefícios proporcionados pelo suporte fornecido pela parceria com uma grande empresa local, especialmente com as facilidades e incentivos do programa denominado "Make in India", que visa desenvolver a indústria desse país.
21 agosto, 2019
Câmara aprova posse de arma em toda a extensão do imóvel rural
O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite de 21 de agosto, por 320 votos a 61, o projeto que considera, para fins de posse de arma de fogo, toda a extensão do imóvel rural como residência ou domicílio (PL 3715/19, do Senado).
O fato tem potencial suficiente para causar um significativo aumento de demanda no mercado interno de armas curtas e longas autorizadas, haja vista o Brasil possuir mais de 5,9 milhões de propriedades rurais (CAR 2019) e mais de 32,5 milhões de pessoas vivendo no campo.
O fato tem potencial suficiente para causar um significativo aumento de demanda no mercado interno de armas curtas e longas autorizadas, haja vista o Brasil possuir mais de 5,9 milhões de propriedades rurais (CAR 2019) e mais de 32,5 milhões de pessoas vivendo no campo.
20 agosto, 2019
Embraer revela primeiras fotos do protótipo da aeronave elétrica
Tecnologia de propulsão 100% elétrica está em desenvolvimento pela fabricante de motores Weg, que fechou parceria com a Embraer em maio passado
Na última sexta-feira (16), a fabricante de aviões Embraer revelou as primeiras imagens do seu protótipo de aeronave com tecnologia de propulsão 100% elétrica, sistema em desenvolvimento pela fabricante de motores Weg. As empresas firmaram parceria em maio passado para, neste primeiro momento, produzir mais conhecimento científico sobre a aplicação da tecnologia de motor elétrico no setor aeronáutico, isto é, não voltados a uma máquina específica.
O primeiro teste de decolagem com o avião demonstrativo movido à eletricidade deve acontecer em 2020. A aeronave de pequeno porte é baseada no EMB-203 Ipanema, máquina popular para aplicação de agrotóxicos, e realizará avaliação primária das tecnologias de eletrificação.
Parcerias com a Weg, Parker Aerospace e Uber
O primeiro teste de decolagem com o avião demonstrativo movido à eletricidade deve acontecer em 2020. A aeronave de pequeno porte é baseada no EMB-203 Ipanema, máquina popular para aplicação de agrotóxicos, e realizará avaliação primária das tecnologias de eletrificação.
Parcerias com a Weg, Parker Aerospace e Uber
Segundo a Embraer, as equipes de desenvolvimento da tecnologia vão continuar testando os sistemas em laboratório para depois integrá-los no demonstrador e realizar testes em condições de operação real. A Weg é a responsável pela fabricação do motor e o inversor elétricos e, resultado de uma parceria com a Embraer, caberá à Parker Aerospace desenvolver o sistema de arrefecimento do protótipo.
Empresas do setor aeronáutico querem acelerar a produção científica sobre a tecnologia elétrica para encontrar uma alternativa sustentável à combustão do querosene dos motores de aeronaves para reduzir a emissão de carbono no meio ambiente. O alto gasto das companhias aéreas com o combustível também é um fator que empurra a indústria para a eletricidade.
Além da parceria com a Weg, a Embraer trabalha com a Uber no desenvolvimento de alternativas de mobilidade elétrica desde 2017. As empresas se uniram para criar veículos voadores elétricos (eVTOL), ou táxis aéreos elétricos, e propõem testá-los em operação experimental também em 2020.
Empresas do setor aeronáutico querem acelerar a produção científica sobre a tecnologia elétrica para encontrar uma alternativa sustentável à combustão do querosene dos motores de aeronaves para reduzir a emissão de carbono no meio ambiente. O alto gasto das companhias aéreas com o combustível também é um fator que empurra a indústria para a eletricidade.
Além da parceria com a Weg, a Embraer trabalha com a Uber no desenvolvimento de alternativas de mobilidade elétrica desde 2017. As empresas se uniram para criar veículos voadores elétricos (eVTOL), ou táxis aéreos elétricos, e propõem testá-los em operação experimental também em 2020.
Embraer irá expandir unidade de Eugênio de Melo, em São José dos Campos
Em meio às comemorações de 50 anos, a Embraer anunciou a expansão da unidade de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, interior de São Paulo. Ao todo, serão investidos US$ 30 milhões.
Com a construção de novas instalações, o local passará a ter capacidade para mais de 4 mil funcionários, quase o triplo dos atuais 1.500 profissionais que trabalham nas áreas de manufatura, desenvolvimento, engenharia, testes estruturais e de sistemas, centro de formação de pessoas, entre outras atividades administrativas e de pesquisa.
“O futuro da indústria aeronáutica brasileira passa pelo que sonhamos e construímos juntos hoje. É assim que entendemos ser a melhor homenagem que podemos prestar aos 50 anos da Embraer”, disse Francisco Gomes Neto, Presidente e CEO da Embraer.
“Ao anunciar a expansão da unidade de Eugênio de Melo, em São José dos Campos, reforçamos o compromisso com as nossas pessoas e com a comunidade local, que são parte da nossa visão estratégica de crescimento contínuo e sustentável”, completou o executivo.
Ao menos 600 vagas temporárias foram criadas para a construção de quatro novos prédios. Um dos novos edifícios se tornará o centro global de engenharia e tecnologia da empresa e outro será dedicado ao atendimento e treinamento de clientes, abrigando simuladores de voo e outras tecnologias.
Além disso, estão contemplados no projeto um prédio para áreas administrativas e um centro histórico dedicado aos 50 anos da Embraer e o os avanços da indústria aeronáutica nacional.
19 agosto, 2019
Presidente da Taurus comenta os excepcionais resultados do semestre e as expectativas positivas da empresa
Além do Brasil, está na mira da Taurus o mercado americano, onde a companhia inaugura nesta semana uma nova fábrica, que dobrará a sua capacidade de produção
São Paulo — Com experiência de 27 anos no segmento de armas e munições, o executivo Salesio Nuhs comanda atualmente a quarta maior fabricante de armas do mundo e a líder mundial em revólveres: a Taurus. Sob sua gestão, a empresa brasileira vive uma de suas melhores fases, impulsionada pelo discurso pró-armas do presidente Jair Bolsonaro. Além do Brasil, está na mira da Taurus o mercado americano, onde a companhia inaugura nesta semana uma nova fábrica, que dobrará a sua capacidade de produção. Em entrevista aos Diários Associados, Nuhs avalia o cenário brasileiro e revela quais são os planos da empresa para o mercado internacional.
O que explica o crescimento de 16,4% nas receitas da Taurus no segundo trimestre deste ano?
Decidimos ser uma empresa agressiva com relação a desenvolvimento de produtos tanto no Brasil quanto no mundo, em especial nos Estados Unidos. Lançamos cinco novos modelos de revólveres e pistolas no mercado brasileiro. Por isso, a receita operacional está crescendo sobre um período muito bom, que foi o ano de 2018. Mas, tudo isso é parte de um planejamento que começamos a fazer lá atrás, entre 2016 e 2017.
Qual a participação das vendas externas no resultado da empresa?
É alta: 85% da nossa produção é exportada. Somos uma empresa fortemente exportadora, com atuação em mais de 100 países. Nosso maior mercado é o americano. Os Estados Unidos, sozinhos, consomem cerca de 70% das armas leves produzidas no mundo.
O que vende nos Estados Unidos também vende no Brasil?
Não. Dois terços das armas vendidas nos Estados Unidos são proibidos no Brasil. São armas mais pesadas. Vamos, inclusive, inaugurar nossa primeira linha de produção no estado da Geórgia, com investimento de US$ 42 milhões. Estamos transferindo nossa fábrica da Flórida para a Geórgia, para aumentar a nossa capacidade de produção nos Estados Unidos. Vamos dobrar, a partir de janeiro de 2020, para 800 mil armas por ano. Aqui no Brasil, a gente produz 4.173 armas por dia, ou seja, próximo a 1 milhão por ano. Nos Estados Unidos, atualmente, fabricamos cerca de 400 mil armas por ano.
Qual foi a contribuição do efeito Trump e Bolsonaro nos seus resultados, já que são presidentes com perfil pró-armas?
No mercado americano, o efeito Trump foi positivo no período eleitoral. Como havia a possibilidade de entrar um presidente “desarmamentista” ou coisa parecida, no caso da Hillary Clinton, houve uma grande corrida dos americanos para a compra de armas. Mas, hoje, não tem nenhuma influência. As vendas, inclusive, caíram no mercado americano. Nos últimos de seis, meses, encolheram 5,4%. Mas a Taurus, nesse mesmo período, cresceu 6,5% nos Estados Unidos. Ou seja, aumentamos a nossa participação no mercado americano e nos consolidamos como a quarta marca mais vendida no país.
E no caso do Brasil?
Com Bolsonaro, o mercado brasileiro de armas não mudou nada. Os decretos, em si, não tiveram nenhum impacto. Isso porque os decretos vão ser regulamentados. Ou seja, o decreto teria 60 dias para ser regulamentado, e esse prazo vence em 25 de agosto.
Mas por que as vendas estão crescendo?
Além dos nossos lançamentos, o brasileiro tomou ciência do direito de comprar uma arma de fogo para sua legítima defesa. Embora todos pudessem ter armas, mesmo antes da eleição do Bolsonaro, isso estava muito confuso na cabeça dos brasileiros. Uns achavam que era proibido. O referendo popular trouxe uma pergunta muito dúbia. No meu entendimento, para gerar uma dúvida intencional. A pergunta era a seguinte: você é a favor ou contra da proibição do comércio de armas de fogo e munições? Como a tentativa de proibir armas não vingou, e houve uma grande campanha da mídia, dos governos anteriores, demonizando a arma de fogo, na cabeça das pessoas ficou a impressão de que a arma de fogo não estava permitida no Brasil. Com a última campanha eleitoral no Brasil, esse assunto foi muito abordado, o que aconteceu é que o brasileiro acabou tendo ciência que ele tem o direito à legítima defesa. Então, o mercado vem aquecendo por isso.
Mas uma das bandeiras de campanha de Bolsonaro era a revogação do Estatuto do Desarmamento, que na verdade não proibiu nada...
Realmente, é importante entender que o estatuto hoje, a Lei nº 10.803, foi construída totalmente em cima da verdade de que o comércio de arma seria proibido no Brasil, tanto que um dos artigos da lei diz: “fica proibido o comércio de armas de munições mediante referendo popular a ser realizado em outubro de 2005”. Então, a lei inteira é restritiva, e como foi uma surpresa terem perdido, os órgãos regulamentadores dificultaram a compra de armas. Na campanha eleitoral do Bolsonaro, o assunto voltou a ser discutido e a população, enfim, entendeu que poderia comprar. Na prática, não mudou nada e as restrições continuam as mesmas, mas a procura é muito grande. O brasileiro entendeu que pode ter.
A liberação de armas não vai aumentar ainda mais a violência no país?
Não tenho dúvida de que se o cidadão de bem tiver como melhorar a suas condições de segurança, a violência diminui. Isso é óbvio. Não vejo no decreto do Bolsonaro uma iniciativa de venda indiscriminada. O Brasil é um país que tem uma legislação mais rigorosa com relação ao controle de armas e munições. Nós somos o único país do mundo que marca as munições. O controle de arma de fogo é muito eficaz no Brasil. As armas de fogo legais estão nas mãos do cidadão de bem. O grande problema do Brasil é segurança pública, não é a liberação da arma de fogo. Falta investimento em todas as áreas de segurança pública. Então, respondendo à sua pergunta de forma clara: não acredito que armas nas mãos de cidadãos de bem aumentem a violência. Pelo contrário, vão diminuir, porque é mais uma opção que o cidadão tem para se proteger.
Mas a questão da violência é muito séria no Brasil. Somo um dos países com a menor taxa de resolução de homicídios do mundo. Mas isso não é uma questão do setor armas. Não depende do fabricante de armas. O grande problema do Brasil é a falta de elucidação dos crimes. Isso é um problema de segurança pública, que não quero nem comentar muito, porque não sou competente para fazer isso.
Como a Taurus vai evitar problemas com acidentes, como os que ocorreram no passado, de armas que disparavam sozinhas?
Primeiro, não existe sequer um processo e uma perícia técnica de arma que dispara sozinha. Nenhuma dispara sozinha. Eu já coloquei uma arma na minha frente e fiquei esperando ela disparar. Nunca aconteceu. Ela pode disparar involuntariamente, quando a pessoa quer acionar o gatilho dela. O que aconteceu foi uma campanha muito grande, muito forte, contra a nossa companhia. Tanto é que não tivemos nenhuma perícia séria, técnica, que nos condenasse. A Taurus se reinventou nesses últimos anos. Superamos todas as normas internacionais. Isso é o que garante que a gente não tem qualquer tipo de problema com os produtos novos. Tudo que se ouviu por aí, e vira e mexe o assunto requenta na imprensa, tudo isso faz parte do passado. Os vídeos que circularam sobre nós não eram reais, eram vídeos fabricados.
Como o senhor avalia a concorrência?
Não vejo nenhum problema nisso. Atuamos no mundo inteiro. A Taurus é uma empresa global. Exportamos para mais de 100 países. Todos os dias a gente ganha uma concorrência em algum lugar do mundo. Evidentemente, a gente ganha de grandes fabricantes.
Que tiro foi esse?
Revista Dinheiro - 19/08/2019
Se existe um presidente de empresa feliz da vida no Brasil, esse é Salesio Nuhs, CEO da fabricante de armas Taurus.
As vendas cresceram 12,5% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2018. O faturamento atingiu R$ 485,1 milhões, o melhor resultado da história.
“O brasileiro de bem se deu conta que tem direito a possui armas para defesa, o que ajudou a aquecer as vendas”, afirma Nuhs. “Embora nada tenha mudado na lei com a eleição de Bolsonaro, o debate desse tema na mídia contribuiu muito.”
Além do Brasil, a Taurus está crescendo nos Estados Unidos, mercado que consome 70% da produção mundial de armas leves. Enquanto o setor desacelerou 5,4% na primeira metade do ano por lá, a Taurus cresceu 6,5% no mesmo período. “Vamos inaugurar uma nova fábrica no Estado da Georgia, e ampliar anda mais nossa força em solo americano.”
As vendas cresceram 12,5% no primeiro semestre na comparação com o mesmo período de 2018. O faturamento atingiu R$ 485,1 milhões, o melhor resultado da história.
“O brasileiro de bem se deu conta que tem direito a possui armas para defesa, o que ajudou a aquecer as vendas”, afirma Nuhs. “Embora nada tenha mudado na lei com a eleição de Bolsonaro, o debate desse tema na mídia contribuiu muito.”
Além do Brasil, a Taurus está crescendo nos Estados Unidos, mercado que consome 70% da produção mundial de armas leves. Enquanto o setor desacelerou 5,4% na primeira metade do ano por lá, a Taurus cresceu 6,5% no mesmo período. “Vamos inaugurar uma nova fábrica no Estado da Georgia, e ampliar anda mais nossa força em solo americano.”
18 agosto, 2019
Depois de Portugal, Hungria pode se tornar o segundo operador Europeu do KC-390
Por Redação DefesaTV - 18 de agosto de 2019 08:08
No início de 2019, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, realizou uma reunião bilateral com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, como parte de sua visita de trabalho ao Brasil. Durante a reunião foi discutida a possibilidade de cooperação internacional no campo econômico e político entre ambos países.
Em abril, Zsolt Németh, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Hungria na Assembléia Nacional, realizou tratativas com o deputado Eduardo Bolsonaro,presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados.
Durante as conversas, Németh falou: “Podemos iniciar contatos entre a Hungria e o Brasil em maio, quando o ministro das Relações Exteriores do Brasil visitará nosso país, pra agendar a visita do presidente Jair Bolsonaro à Hungria”.
Em maio o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, reuniu-se com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em Budapeste (Hungria). Entre outras coisas, ambos discutiram uma possível opção para o Magyar Légierö (Força Aérea Húngara) de compra da aeronave de transporte KC-390.
Segundo a Embraer, a KC-390 está atualmente em extensa consulta com a Hungria sobre a venda de algumas unidades da aeronave. A empresa mencionou que poderia abrir uma fábrica na Hungria para montagem e manutenção do KC-390.
Um anúncio é esperado durante visita do presidente brasileiro à Hungria no final deste ano.
Com informações do site Scramble Magazine
Tradução e Adaptação: DefesaTV
No início de 2019, o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orban, realizou uma reunião bilateral com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, como parte de sua visita de trabalho ao Brasil. Durante a reunião foi discutida a possibilidade de cooperação internacional no campo econômico e político entre ambos países.
Em abril, Zsolt Németh, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Hungria na Assembléia Nacional, realizou tratativas com o deputado Eduardo Bolsonaro,presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa da Câmara dos Deputados.
Durante as conversas, Németh falou: “Podemos iniciar contatos entre a Hungria e o Brasil em maio, quando o ministro das Relações Exteriores do Brasil visitará nosso país, pra agendar a visita do presidente Jair Bolsonaro à Hungria”.
Em maio o ministro das Relações Exteriores, Péter Szijjártó, reuniu-se com o ministro brasileiro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, em Budapeste (Hungria). Entre outras coisas, ambos discutiram uma possível opção para o Magyar Légierö (Força Aérea Húngara) de compra da aeronave de transporte KC-390.
Segundo a Embraer, a KC-390 está atualmente em extensa consulta com a Hungria sobre a venda de algumas unidades da aeronave. A empresa mencionou que poderia abrir uma fábrica na Hungria para montagem e manutenção do KC-390.
Um anúncio é esperado durante visita do presidente brasileiro à Hungria no final deste ano.
Com informações do site Scramble Magazine
Tradução e Adaptação: DefesaTV
17 agosto, 2019
Brasil e África do Sul avançam na produção conjunta de mísseis
![]() |
| Caças suecos JAS 39 Gripen |
Segundo especialista em temas militares, entrevistado pela Sputnik Brasil, a produção conjunta de mísseis de Brasil e África do Sul garante independência para as Forças Armadas brasileiras.
O Ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, visitou esta semana na África do Sul o grupo Denel Dynamics, que o convidou para conhecer os mísseis produzidos no país, incluindo o A-Darter, o Umkhonto e o Marlin. A Denel garantiu que a empresa pretende continuar a cooperação com o Brasil.
Os mísseis A-Darter deverão ser transportados pelos caças Gripen C/D da Força Aérea sul-africana e pelos 36 novos caças Gripen E/F da Força Aérea brasileira.
O jornalista especializado em assuntos militares, Pedro Paulo Rezende, acrescentou à Sputnik que o Brasil já investiu 150 milhões de dólares no míssil A-Darter. A Denel desenvolvia a arma em conjunto com a Mectron (da Odebrecht), que foi fechada, mas o projeto foi assumido pela Avibras Indústria Aeroespacial.
Ou seja, o Brasil faz parte do projeto tanto com capital, como com o conhecimento tecnológico.
"É interessante produzir esse material no Brasil. Em momento de crise isso dá uma certa independência. Hoje em dia se considera mais importante você fabricar o míssil, do que o avião que vai combater com ele", declarou Pedro Paulo Rezende à Sputnik Brasil.
"Comprar lá fora muitas vezes tem restrição", acrescentou o jornalista.
Como exemplo, ele revelou que os Estados Unidos somente fornecem material de treinamento para a região da América Latina, quando se efetua uma compra desse tipo de material bélico. Dessa forma, os mísseis adquiridos só são entregues ao cliente em caso de um conflito real.
"Em caso de fabricação conjunta com outro país a gente não tem essa limitação, temos arma real na mão", explicou o especialista.
O jornalista destacou que a África do Sul, além das vantagens citadas, possui tradição na produção de armamentos, tendo cooperado de perto com Israel, na década de 80.
"O maior ganho é a independência", reiterou Rezende.
O Ministro da Defesa do Brasil, Fernando Azevedo, visitou esta semana na África do Sul o grupo Denel Dynamics, que o convidou para conhecer os mísseis produzidos no país, incluindo o A-Darter, o Umkhonto e o Marlin. A Denel garantiu que a empresa pretende continuar a cooperação com o Brasil.
Os mísseis A-Darter deverão ser transportados pelos caças Gripen C/D da Força Aérea sul-africana e pelos 36 novos caças Gripen E/F da Força Aérea brasileira.
O jornalista especializado em assuntos militares, Pedro Paulo Rezende, acrescentou à Sputnik que o Brasil já investiu 150 milhões de dólares no míssil A-Darter. A Denel desenvolvia a arma em conjunto com a Mectron (da Odebrecht), que foi fechada, mas o projeto foi assumido pela Avibras Indústria Aeroespacial.
Ou seja, o Brasil faz parte do projeto tanto com capital, como com o conhecimento tecnológico.
"É interessante produzir esse material no Brasil. Em momento de crise isso dá uma certa independência. Hoje em dia se considera mais importante você fabricar o míssil, do que o avião que vai combater com ele", declarou Pedro Paulo Rezende à Sputnik Brasil.
"Comprar lá fora muitas vezes tem restrição", acrescentou o jornalista.
Como exemplo, ele revelou que os Estados Unidos somente fornecem material de treinamento para a região da América Latina, quando se efetua uma compra desse tipo de material bélico. Dessa forma, os mísseis adquiridos só são entregues ao cliente em caso de um conflito real.
"Em caso de fabricação conjunta com outro país a gente não tem essa limitação, temos arma real na mão", explicou o especialista.
O jornalista destacou que a África do Sul, além das vantagens citadas, possui tradição na produção de armamentos, tendo cooperado de perto com Israel, na década de 80.
"O maior ganho é a independência", reiterou Rezende.
Para ele, depois do A-Darter, existem projetos de novos mísseis a serem desenvolvidos pelos dois países, pois a indústria nacional ficou muito prejudicada com a fim da Mectron. Assim, para ele, a cooperação com África do Sul é importante para o setor como um todo.
Fonte: Sputnik News 06/06/2018 https://sptnkne.ws/mASh
Fonte: Sputnik News 06/06/2018 https://sptnkne.ws/mASh
16 agosto, 2019
Taurus inaugura nova fábrica nos EUA, prevendo dobrar produção de armas nesse país
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| A nova e moderna planta fabril da Taurus Holdings, Inc. (“Taurus USA”), localizada na cidade de Bainbridge, no estado americano da Georgia |
A Taurus Armas S.A. informou à imprensa hoje (16) que a nova e moderna planta fabril da sua subsidiária Taurus Holdings, Inc. (“Taurus USA”), localizada na cidade de Bainbridge, no estado americano da Georgia, já iniciou a fabricação de alguns de seus produtos.
A produção plena acontecerá no início de 2020 e possibilitará dobrar a capacidade produtiva da empresa nesse país, pois a unidade poderá fabricar até 800 mil armas/ano. Além disso, a empresa se beneficiará das facilidades operacionais, comerciais, fiscais e logísticas que esse estado americano oferece, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade da operação.
Segundo Salésio Nuhs, Presidente Global da Taurus Armas, investir nos EUA representa reforçar a presença onde está o consumo, pois esse é o maior mercado mundial para armas leves, com demanda maior do que a oferta local. A empresa é a maior fabricante de revólveres do mundo e a quarta marca de armas mais vendida nos Estados Unidos.
A nova planta mereceu um investimento de mais de US$ 42 milhões em infraestrutura e operações, devendo gerar cerca de 300 novos empregos. A instalação tem cerca de 18.580 metros quadrados, sendo 16.722 de espaço fabril e 1.858 de espaço administrativo.
A produção plena acontecerá no início de 2020 e possibilitará dobrar a capacidade produtiva da empresa nesse país, pois a unidade poderá fabricar até 800 mil armas/ano. Além disso, a empresa se beneficiará das facilidades operacionais, comerciais, fiscais e logísticas que esse estado americano oferece, reduzindo custos e aumentando a rentabilidade da operação.
Segundo Salésio Nuhs, Presidente Global da Taurus Armas, investir nos EUA representa reforçar a presença onde está o consumo, pois esse é o maior mercado mundial para armas leves, com demanda maior do que a oferta local. A empresa é a maior fabricante de revólveres do mundo e a quarta marca de armas mais vendida nos Estados Unidos.
A nova planta mereceu um investimento de mais de US$ 42 milhões em infraestrutura e operações, devendo gerar cerca de 300 novos empregos. A instalação tem cerca de 18.580 metros quadrados, sendo 16.722 de espaço fabril e 1.858 de espaço administrativo.
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| O Presidente Global da Taurus Salesio Nuhs está no estado americano da Geórgia junto ao CEO da Taurus USA David Blenker para comemorar o início da produção na nova fábrica |
David Blenker, CEO da Taurus USA, disse que a mudança para Bainbridge é parte de uma estratégia de crescimento de longo prazo. "A capacidade de expandir as operações é fundamental para os nossos negócios nos EUA". "Esta nova instalação atenderá às nossas exigentes necessidades de aumentar a produção com a força de trabalho qualificada que a Geórgia tem a oferecer", disse Blenker.
O revólver Heritage, modelo single action baseado nos clássicos revólveres do Velho Oeste, foi a primeira arma produzida no local. A pistola Taurus modelo TX22 também já está sendo produzida na nova fábrica.
O revólver Heritage, modelo single action baseado nos clássicos revólveres do Velho Oeste, foi a primeira arma produzida no local. A pistola Taurus modelo TX22 também já está sendo produzida na nova fábrica.
EED - empresas estratégicas para o desenvolvimento e a defesa do Brasil
No ano de 2008, o Decreto nº 6.703 estabeleceu a Estratégia Nacional de Defesa, que traçou diretrizes para a modernização e fortalecimento das Forças Armadas Brasileiras, tendo em vista a segurança nacional. Um dos principais pontos dessa estratégia é o credenciamento e o apoio às chamadas Empresas Estratégicas de Defesa (EED).
Com esse conceito, as Forças Armadas reconhecem o decisivopapel da iniciativa privada no desenvolvimento de tecnologias que podem ser usadas para a defesa do País. Por isso, a Lei 12.598/2012, regulamentada pelo Decreto 7970/2013, criou uma série de incentivos para as empresas consideradas pelo Ministério da Defesa como estratégicas. Essas empresas, após uma criteriosa avaliação, são aquelas que dispõe de conhecimento e de tecnologias essenciais para a manutenção da soberania nacional.
Para se tornar uma EED, a empresa precisa preencher uma série de requisitos. Entre eles, ter sua sede administrativa e industrial no Brasil, investir em atividades de pesquisa e ter maioria de brasileiros em seu quadro de acionistas.
Mas uma das condições mais importantes diz respeito ao compartilhamento tecnológico: a EED deve compartilhar com as Forças Armadas os direitos de propriedade intelectual e industrial de seus produtos. No entanto, ela poderá contar com a imensa e moderna estrutura das Forças Armadas para desenvolver ainda mais suas tecnologias e receberá incentivos para o desenvolvimento tecnológico. Com isso, a empresa poderá acelerar o processo de inovação e gerar novas tecnologias que ela poderá fornecer, com sua própria marca, ao mercado.
Com esse conceito, as Forças Armadas reconhecem o decisivopapel da iniciativa privada no desenvolvimento de tecnologias que podem ser usadas para a defesa do País. Por isso, a Lei 12.598/2012, regulamentada pelo Decreto 7970/2013, criou uma série de incentivos para as empresas consideradas pelo Ministério da Defesa como estratégicas. Essas empresas, após uma criteriosa avaliação, são aquelas que dispõe de conhecimento e de tecnologias essenciais para a manutenção da soberania nacional.
Para se tornar uma EED, a empresa precisa preencher uma série de requisitos. Entre eles, ter sua sede administrativa e industrial no Brasil, investir em atividades de pesquisa e ter maioria de brasileiros em seu quadro de acionistas.
Mas uma das condições mais importantes diz respeito ao compartilhamento tecnológico: a EED deve compartilhar com as Forças Armadas os direitos de propriedade intelectual e industrial de seus produtos. No entanto, ela poderá contar com a imensa e moderna estrutura das Forças Armadas para desenvolver ainda mais suas tecnologias e receberá incentivos para o desenvolvimento tecnológico. Com isso, a empresa poderá acelerar o processo de inovação e gerar novas tecnologias que ela poderá fornecer, com sua própria marca, ao mercado.
Um dos maiores exemplos de sucesso deste tipo de compartilhamento e incentivo é a EMBRAER. A parceria com a Força Aérea Brasileira foi essencial para que a empresa pudesse desenvolver produtos melhores e se consolidar como uma das maiores fabricantes de aeronaves do mundo.
O passo anterior à EED é a ED - Empresas de Defesa, que são aquelas que, cadastradas em conformidade com as normas do Sistema Militar de Catalogação das Forças Armadas (SISMICAT), produzem ou integram a cadeia produtiva de Produtos de Defesa (PRODE). O SISMICAT é o sistema militar que cataloga os produtos considerados "de Defesa". As ED, por proposta da Comissão Mista da Indústria de Defesa (CMID), poderão ser credenciadas como EED por ato do Ministro de Estado da Defesa.
Consulte aqui as atuais empresas cadastradas como EED ou como ED, bem como os produtos que produzem e que são considerados como estratégicos:
- Empresas Estratégicas de Defesa;
- Empresas de Defesa.
Devido ao alto valor agregado de seus produtos e a possibilidade de serem utilizados em funções civil e militar, o Governo Federal incentiva o incremento da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira. Responsável pela geração de milhares de empregos, a indústria de defesa é um setor importante para a economia, além de ser estratégico para garantir a soberania do território nacional.
De acordo com levantamento realizado, neste ano, pela Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), mais de mil empresas integram a BID no Brasil. Apenas as 107 empresas cadastradas no Ministério da Defesa como sendo de Defesa (ED) ou Estratégica de Defesa (EED) são responsáveis, atualmente, pela geração de mais de 285 mil empregos diretos e 850 mil indiretos.
De acordo com levantamento realizado, neste ano, pela Secretaria de Produtos de Defesa (SEPROD) do Ministério da Defesa (MD), mais de mil empresas integram a BID no Brasil. Apenas as 107 empresas cadastradas no Ministério da Defesa como sendo de Defesa (ED) ou Estratégica de Defesa (EED) são responsáveis, atualmente, pela geração de mais de 285 mil empregos diretos e 850 mil indiretos.
Defesa e desenvolvimento estão alinhados quando os investimentos na capacitação das Forças Armadas criam condições que favorecem a inovação e o crescimento econômico. Por isso, o Ministério da Defesa trabalha na implementação de políticas e empreendimentos para associar a recomposição da capacidade operativa da Marinha, do Exército e da Aeronáutica em busca de autonomia tecnológica e do fortalecimento da BID.
Até julho deste ano, dados da SEPROD mostram que o Brasil autorizou mais de US$ 937 milhões em exportações de itens da Base Industrial de Defesa, valor equivalente ao autorizado em todo o ano de 2018. Estima-se que a eliminação dos gargalos do setor possa, no curto prazo resultar, em índices anuais de exportação superiores a US$ 3 bilhões.
Até julho deste ano, dados da SEPROD mostram que o Brasil autorizou mais de US$ 937 milhões em exportações de itens da Base Industrial de Defesa, valor equivalente ao autorizado em todo o ano de 2018. Estima-se que a eliminação dos gargalos do setor possa, no curto prazo resultar, em índices anuais de exportação superiores a US$ 3 bilhões.
15 agosto, 2019
Taurus e CBC informam sobre aquisição de armas e munições com base na nova portaria do Exército
A Taurus Armas S.A. e a CBC - Companhia Brasileira de Cartuchos publicaram hoje em seus sites e mídias sociais os procedimentos para aquisição de armas de seu portfólio, especificando também em imagens aquelas que passaram a ser liberadas pelo Exército através de portaria publicada hoje. Confira a nota da Taurus e as imagens que as empresas divulgaram através de suas mídias sociais:
"A TAURUS informa aos seus clientes e amigos que hoje, 15/08/19, foi publicada no Diário Oficial da União a Portaria nº 1.222, que traz a classificação dos calibres de armas de fogo e munição de uso permitido e restrito. A relação dos novos calibres será amplamente divulgada em nossas mídias sociais.
Seguem informações importantes para a aquisição de armas diretamente da indústria:
1. COLECIONADORES, ATIRADORES E CAÇADORES
1.1 A aquisição de armas de fogo de uso restrito e permitido, direto da indústria, necessita de prévia autorização da respectiva Região Militar.
1.2 Para obtenção da autorização de compra, é necessário protocolar o requerimento junto ao SFPC e atender aos requisitos exigidos.
2. INTEGRANTES DE CATEGORIAS PROFISSIONAIS REGISTRADAS NO SIGMA (Militar do Exército, Policial Militar, Bombeiro Militar, Agentes da ABIN e GSI)
2.1 A aquisição de armas de fogo de uso restrito e permitido, da indústria, necessita de prévia autorização da respectiva Região Militar.
2.2 Para obtenção da autorização de compra, é necessário protocolar o requerimento junto ao SFPC e atender aos requisitos exigidos.
3- INTEGRANTES DE CATEGORIAS PROFISSIONAIS AUTORIZADAS NO SINARM (Policial Civil, Policial Federal, Policial Rodoviário Federal, Magistrados, Agentes Penitenciários)
3.1 A aquisição de armas de fogo de uso permitido, de porte, da indústria, necessita de prévia autorização da Polícia Federal.
3.2 Para obtenção da autorização de compra, é necessário protocolar o requerimento junto à Polícia Federal e atender aos requisitos exigidos.
Alguns procedimentos previstos na legislação, ainda aguardam regulamentação, como a forma de comunicação da aquisição de armas, munições e acessórios pelo adquirente à Polícia Federal ou ao Comando do Exército, conforme o caso (SIGMA ou SINARM).
As autorizações de compra deverão ser enviadas para o e-mail autorizacao@taurus.com.br.
Reforçamos o nosso compromisso com a excelência e informamos que estamos preparados para atender com celeridade todos os nossos clientes.
Taurus Armas SA"
Taurus tem 11.000 pedidos em carteira aguardando a liberação
Fabricante de armas e munições reverteu prejuízo com novos modelos e reestruturação de dívida
Por Weruska Goeking, Valor Investe — São Paulo (Com Camila Maia, do Valor)
15/08/2019
15/08/2019
O lançamento de cinco modelos de revólveres e pistolas no mercado brasileiro de abril a junho foi uma das principais estratégias da Taurus Armas (FJTA3; FJTA4) para reverter o prejuízo de R$ 93,8 milhões do segundo trimestre de 2018 para um lucro de R$ 43,6 milhões no mesmo período deste ano.
A relevância dos lançamentos da fabricante de armas e munições fica mais evidente ao constatar que, no primeiro semestre de 2019, a venda de novos produtos foi responsável por 57% da receita líquida da companhia, que também atende o mercado internacional.
Diante desses dados de retrovisor positivos, é compreensível o otimismo de Salesio Nuhs, presidente da Taurus, com os trimestres vindouros.
Embora não possa traçar estimativas, por se tratar de uma empresa de capital aberto listada em bolsa, Nuhs acredita que a regulamentação de três decretos publicados pelo governo em junho sobre porte de armas de fogo deve permitir um “crescimento importante” da Taurus.
Após polêmica com dois decretos de maio, o presidente Jair Bolsonaro editou três novos decretos em junho, que ampliaram a potência das armas que podem ser liberadas para o cidadão comum, com a determinação de que o Exército regulamente as regras em um prazo de 60 dias — que vence em 25 de agosto.
As mudanças incluem a liberação de armas de calibres que antes eram de uso apenas de forças de segurança, como o Exército e a Polícia Rodoviária Federal.
Com isso, a procura por revólveres e pistolas ainda não autorizados para comercialização no país, que podem ser liberados após o Exército regulamentar o decreto, já forma uma fila de 11 mil pedidos de armas à Taurus.
Após a entrega da documentação necessária, as armas levam três dias para chegar às mãos dos compradores, no máximo.
Entre os pedidos da Taurus estavam pelo menos dois mil fuzis modelo T4. Isto porque Salesio Nuhs contou ao Valor Investe sobre a existência dessa "fila de espera" em maio deste ano. A empresa preferiu não detalhar a quantidade de fuzis já solicitados até hoje.
Segundo Nuhs, os pedidos de fuzis foram feitos, majoritariamente, por colecionadores e atiradores esportivos.
No site da Taurus, a descrição do fuzil T4 informa que o armamento é "ideal para o uso militar e policial". O fuzil custa entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, dependendo do ICMS do estado.
Achou caro? Salesio Nuhs explica os impostos envolvidos nos preços das armas nesta entrevista.
"A liberação dessa arma é um desejo dos atiradores brasileiros, e junto com isso [o fuzil] vem outros calibres, o que deixa a Taurus muito feliz. Pela primeira vez vamos poder oferecer todos os portfólios de produtos", conta o executivo em entrevista feita ontem (14).
Hoje (15) o "desejo dos atiradores brasileiros" ficou mais distante. Uma portaria do Comando do Exército publicada mais cedo no Diário Oficial listou as armas que terão uso permitido e restrito, conforme classificação técnica. Os fuzis T4, de calibre, 5.56x45 mm, foi liberado apenas para profissionais da área de segurança.
Além da fila de armamento já existente e que está sendo liberado no país com o decreto de Bolsonaro, a Taurus tem 183 novos modelos de armas esperando por homologação para entrar no mercado brasileiro. Segundo Nuhs, esse processo leva de 18 a 24 meses.
Operação no exterior
Além da expectativa de avanço no mercado brasileiro, a Taurus inaugura hoje (15) sua fábrica na Geórgia, EUA, o que deve dobrar sua capacidade de produção americana.
Atualmente, a Taurus produz 4.173 armas por dia no Brasil e 5 mil somando com sua unidade nos Estados Unidos.
O armamento é feito aqui, mas 80% da receita da companhia vem de exportações.
Pagando os boletos
Além do lançamento de produtos, a reorganização das dívidas é apontada por Salesio Nuhs como um dos pilares da reestruturação da empresa desde que assumiu o negócio, em janeiro de 2018.
Em junho, a Taurus realizou o pagamento da primeira parcela do valor principal da dívida, de R$ 58,7 milhões, após a renegociação firmada há cerca de um ano com o sindicato de bancos.
Segundo Nuhs, esse pagamento foi possível devido ao aumento da geração operacional de caixa nos últimos trimestres e a estratégia de aumentar o capital da companhia.
“Grande parte dos recursos usados para pagamento da dívida veio da nossa operação. Hoje a companhia é geradora de caixa, com operação muito eficiente”, disse Nuhs.
A Taurus ainda tem mais três etapas da dívida a vencer - em julho e outubro de 2021 e em outubro de 2022.
Para o pagamento de julho de 2021, a companhia prepara a venda do terreno da antiga sede em Porto Alegre e de sua operação de capacetes.
“Temos interessados nos dois ativos, estamos sendo bastante exigentes na negociação”, disse o presidente da companhia, destacando que aguarda “melhores ofertas”. O terreno e a fábrica têm valor contábil de cerca de R$ 250 milhões no total.
Polêmicas
Um dos desafios da gestão de Salesio Nuhs é restaurar a imagem e a credibilidade da marca Taurus junto aos consumidores após acidentes com armas que dispararam sozinhas.
Os primeiros relatos de disparos acidentais com pistolas da empresa começaram a circular em 2012 e rendem processos, inclusive nos EUA, até hoje.
O executivo conta que vem aprimorando sua produção e automatizando os processos desde 2016 para evitar que esses episódios se repitam.
“Minha linha de montagem não tem ferramentas, só tem dispositivos que permitem que o funcionário monte o conjunto, como se fosse um Lego”, disse.
Recentemente, notícias sobre falhas em suas armas voltaram a ameaçar sua reputação. Em 24 de julho, uma decisão publicada Diário Oficial do Estado de São Paulo suspendia a companhia de participar de processos de licitação do governo estadual por dois anos.
O motivo? Falhas no funcionamento de armas de fogo do tipo carabina, modelo Taurus FAMAE CT30, calibre 30.
Em nota, a Taurus afirma que o processo administrativo foi instaurado em 2014 e trata de aquisição de carabinas dos anos de 2007 e 2011, portanto, muito antes da gestão atual.
"Estranhamente esse processo ficou parado por mais de 2 anos sem qualquer movimentação até que, coincidentemente, a punição indevida ocorre no momento em que está em curso processo de licitação internacional n. CMB-340/0006/19 da Polícia Militar para aquisição de 40.000 pistolas", informou a companhia.
Em novo episódio, em 29 de julho, a Polícia Militar do Distrito Federal determinou o recolhimento imediato de 12.438 pistolas da marca compradas entre 2006 e 2011. Uma inspeção em 172 armas apontou defeitos em 100% delas.
"Isso é mais uma daquelas coisas curiosas que acontecem contra a Taurus. Num dia dá punição para a Taurus sem ouvir a empresa. Mas a punição não está efetiva, as armas não foram recolhidas. A polícia do Distrito Federal usa armas Taurus", afirma Salesio Nuhs.
O executivo defende ainda que não existe nenhum fato novo envolvendo as armas produzidas pela Taurus e que vem realizando manutenção preventiva no armamento desde o início de sua gestão.
"É uma coisa requentada de forma absurda e sem que a Taurus tome conhecimento. Não temos nessa nova gestão nenhum fato novo. Não significa que não resolvemos o problema do passado, mas fizemos revisão de forma proativa", responde o executivo.
(Com Camila Maia, do Valor)
A relevância dos lançamentos da fabricante de armas e munições fica mais evidente ao constatar que, no primeiro semestre de 2019, a venda de novos produtos foi responsável por 57% da receita líquida da companhia, que também atende o mercado internacional.
Diante desses dados de retrovisor positivos, é compreensível o otimismo de Salesio Nuhs, presidente da Taurus, com os trimestres vindouros.
Embora não possa traçar estimativas, por se tratar de uma empresa de capital aberto listada em bolsa, Nuhs acredita que a regulamentação de três decretos publicados pelo governo em junho sobre porte de armas de fogo deve permitir um “crescimento importante” da Taurus.
Após polêmica com dois decretos de maio, o presidente Jair Bolsonaro editou três novos decretos em junho, que ampliaram a potência das armas que podem ser liberadas para o cidadão comum, com a determinação de que o Exército regulamente as regras em um prazo de 60 dias — que vence em 25 de agosto.
As mudanças incluem a liberação de armas de calibres que antes eram de uso apenas de forças de segurança, como o Exército e a Polícia Rodoviária Federal.
Com isso, a procura por revólveres e pistolas ainda não autorizados para comercialização no país, que podem ser liberados após o Exército regulamentar o decreto, já forma uma fila de 11 mil pedidos de armas à Taurus.
Após a entrega da documentação necessária, as armas levam três dias para chegar às mãos dos compradores, no máximo.
Entre os pedidos da Taurus estavam pelo menos dois mil fuzis modelo T4. Isto porque Salesio Nuhs contou ao Valor Investe sobre a existência dessa "fila de espera" em maio deste ano. A empresa preferiu não detalhar a quantidade de fuzis já solicitados até hoje.
Segundo Nuhs, os pedidos de fuzis foram feitos, majoritariamente, por colecionadores e atiradores esportivos.
No site da Taurus, a descrição do fuzil T4 informa que o armamento é "ideal para o uso militar e policial". O fuzil custa entre R$ 8 mil e R$ 10 mil, dependendo do ICMS do estado.
Achou caro? Salesio Nuhs explica os impostos envolvidos nos preços das armas nesta entrevista.
"A liberação dessa arma é um desejo dos atiradores brasileiros, e junto com isso [o fuzil] vem outros calibres, o que deixa a Taurus muito feliz. Pela primeira vez vamos poder oferecer todos os portfólios de produtos", conta o executivo em entrevista feita ontem (14).
Hoje (15) o "desejo dos atiradores brasileiros" ficou mais distante. Uma portaria do Comando do Exército publicada mais cedo no Diário Oficial listou as armas que terão uso permitido e restrito, conforme classificação técnica. Os fuzis T4, de calibre, 5.56x45 mm, foi liberado apenas para profissionais da área de segurança.
Além da fila de armamento já existente e que está sendo liberado no país com o decreto de Bolsonaro, a Taurus tem 183 novos modelos de armas esperando por homologação para entrar no mercado brasileiro. Segundo Nuhs, esse processo leva de 18 a 24 meses.
Operação no exterior
Além da expectativa de avanço no mercado brasileiro, a Taurus inaugura hoje (15) sua fábrica na Geórgia, EUA, o que deve dobrar sua capacidade de produção americana.
Atualmente, a Taurus produz 4.173 armas por dia no Brasil e 5 mil somando com sua unidade nos Estados Unidos.
O armamento é feito aqui, mas 80% da receita da companhia vem de exportações.
Pagando os boletos
Além do lançamento de produtos, a reorganização das dívidas é apontada por Salesio Nuhs como um dos pilares da reestruturação da empresa desde que assumiu o negócio, em janeiro de 2018.
Em junho, a Taurus realizou o pagamento da primeira parcela do valor principal da dívida, de R$ 58,7 milhões, após a renegociação firmada há cerca de um ano com o sindicato de bancos.
Segundo Nuhs, esse pagamento foi possível devido ao aumento da geração operacional de caixa nos últimos trimestres e a estratégia de aumentar o capital da companhia.
“Grande parte dos recursos usados para pagamento da dívida veio da nossa operação. Hoje a companhia é geradora de caixa, com operação muito eficiente”, disse Nuhs.
A Taurus ainda tem mais três etapas da dívida a vencer - em julho e outubro de 2021 e em outubro de 2022.
Para o pagamento de julho de 2021, a companhia prepara a venda do terreno da antiga sede em Porto Alegre e de sua operação de capacetes.
“Temos interessados nos dois ativos, estamos sendo bastante exigentes na negociação”, disse o presidente da companhia, destacando que aguarda “melhores ofertas”. O terreno e a fábrica têm valor contábil de cerca de R$ 250 milhões no total.
Polêmicas
Um dos desafios da gestão de Salesio Nuhs é restaurar a imagem e a credibilidade da marca Taurus junto aos consumidores após acidentes com armas que dispararam sozinhas.
Os primeiros relatos de disparos acidentais com pistolas da empresa começaram a circular em 2012 e rendem processos, inclusive nos EUA, até hoje.
O executivo conta que vem aprimorando sua produção e automatizando os processos desde 2016 para evitar que esses episódios se repitam.
“Minha linha de montagem não tem ferramentas, só tem dispositivos que permitem que o funcionário monte o conjunto, como se fosse um Lego”, disse.
Recentemente, notícias sobre falhas em suas armas voltaram a ameaçar sua reputação. Em 24 de julho, uma decisão publicada Diário Oficial do Estado de São Paulo suspendia a companhia de participar de processos de licitação do governo estadual por dois anos.
O motivo? Falhas no funcionamento de armas de fogo do tipo carabina, modelo Taurus FAMAE CT30, calibre 30.
Em nota, a Taurus afirma que o processo administrativo foi instaurado em 2014 e trata de aquisição de carabinas dos anos de 2007 e 2011, portanto, muito antes da gestão atual.
"Estranhamente esse processo ficou parado por mais de 2 anos sem qualquer movimentação até que, coincidentemente, a punição indevida ocorre no momento em que está em curso processo de licitação internacional n. CMB-340/0006/19 da Polícia Militar para aquisição de 40.000 pistolas", informou a companhia.
Em novo episódio, em 29 de julho, a Polícia Militar do Distrito Federal determinou o recolhimento imediato de 12.438 pistolas da marca compradas entre 2006 e 2011. Uma inspeção em 172 armas apontou defeitos em 100% delas.
"Isso é mais uma daquelas coisas curiosas que acontecem contra a Taurus. Num dia dá punição para a Taurus sem ouvir a empresa. Mas a punição não está efetiva, as armas não foram recolhidas. A polícia do Distrito Federal usa armas Taurus", afirma Salesio Nuhs.
O executivo defende ainda que não existe nenhum fato novo envolvendo as armas produzidas pela Taurus e que vem realizando manutenção preventiva no armamento desde o início de sua gestão.
"É uma coisa requentada de forma absurda e sem que a Taurus tome conhecimento. Não temos nessa nova gestão nenhum fato novo. Não significa que não resolvemos o problema do passado, mas fizemos revisão de forma proativa", responde o executivo.
(Com Camila Maia, do Valor)
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