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29 setembro, 2025

Avibras avança em processo de reestruturação e prepara retomada após três anos de paralisação


*LRCA Defense Consulting - 29/09/2025

A Avibras Indústria Aeroespacial S.A., um dos principais nomes da indústria de defesa brasileira e referência na América Latina no desenvolvimento de foguetes, mísseis e sistemas de artilharia, anunciou novos passos dentro de seu processo de reestruturação e recuperação judicial iniciado em 2022. Após três anos de paralisação, a companhia começa a dar sinais concretos de retomada de atividades e recuperação de sua capacidade produtiva.

Processo de transição em andamento
Segundo comunicado oficial, o processo de transição iniciado em 14 de agosto de 2025 segue em curso. Entre as ações executadas, estão auditorias independentes, manutenção das instalações industriais e preservação do acervo tecnológico acumulado pela empresa ao longo de mais de seis décadas de atuação no setor aeroespacial e de defesa.

A Avibras informou ainda que retomou atividades essenciais, realizou visitas técnicas e reuniões com clientes estratégicos – incluindo as Forças Armadas brasileiras e parceiros internacionais – e iniciou um planejamento destinado a restabelecer gradualmente sua plena capacidade operacional.

Negociações e recuperação judicial
A companhia segue em tratativas com credores, governo, clientes, trabalhadores e órgãos da Fazenda Pública para a implementação das condições precedentes à execução do Plano de Recuperação Judicial, aprovado em assembleia de credores. Esse plano é considerado fundamental para que a empresa restabeleça equilíbrio financeiro e institucional.

A Avibras destacou que a etapa atual busca consolidar uma “Nova Avibras”, baseada em governança renovada e em uma estrutura de capital alinhada ao crescimento sustentável.

Relevância estratégica
Fundada em 1961, em Jacareí (SP), a Avibras é reconhecida como a criadora de um dos principais produtos de exportação da indústria de defesa nacional: o sistema de foguetes de artilharia ASTROS, utilizado por diversas forças armadas no mundo. A empresa também domina tecnologias críticas de propulsão, integração de sistemas e veículos militares especializados, além de já ter atuado em projetos espaciais brasileiros, incluindo lançadores de satélites.

Durante sua crise financeira nos últimos anos, a Avibras enfrentou risco de perda de contratos estratégicos e debandada de profissionais especializados. A retomada de suas operações é considerada essencial não apenas para a preservação de empregos de alta qualificação na região do Vale do Paraíba, mas também para a manutenção da soberania tecnológica do Brasil em áreas sensíveis da defesa e do espaço.

Perspectivas
A companhia concluiu, em nota, que enxerga o processo de reestruturação como uma oportunidade histórica para fortalecer sua posição no mercado global. "Seguimos comprometidos com a execução da reestruturação em parceria com todos que compartilham do propósito de ver a Avibras prosperar novamente", destacou a direção da empresa.

Nesse contexto, a consolidação da Nova Avibras poderá representar não apenas a sobrevivência da companhia, mas também um passo adiante no esforço do Brasil de consolidar sua base industrial de defesa e ampliar inserção em mercados internacionais altamente competitivos.

 

Helisul e Radaz lançam inovação em radar para segurança pública no ENAVSEG 2025

 


*LRCA Defense Consulting - 29/09/2025

A Helisul Engenharia, divisão de tecnologia da Helisul Aviação, e a Radaz, empresa brasileira especializada em sensoriamento remoto por radar, anunciaram uma parceria estratégica durante o ENAVSEG 2025 – Encontro Nacional de Aviação de Segurança Pública, realizado em Florianópolis (SC) de 28 de setembro a 2 de outubro. O objetivo é apresentar inovações em radares de abertura sintética aplicados a missões de segurança pública.

O destaque da participação conjunta é a exibição inédita do mockup do POD SAR RD350, versão encapsulada do radar da Radaz em um casulo aeronáutico projetado para aeronaves VTOL (Vertical Take-Off and Landing). Também será demonstrado o radar SAR compacto multibanda RD350, já consagrado no uso a bordo de drones. A iniciativa amplia as possibilidades de aplicação do sistema, voltadas principalmente para operações de monitoramento, busca e salvamento, além da vigilância de fronteiras.

Segundo o CEO da Radaz, Norivaldo Corrêa, o avanço representa um passo importante na difusão da tecnologia: “É uma satisfação estrear oficialmente a versão em POD do RD350 neste encontro de segurança pública. Observamos uma demanda crescente de órgãos governamentais e forças policiais por soluções SAR integradas a plataformas de maior porte.”

Juliano Sansão, diretor da Helisul Engenharia, destaca que a união entre as empresas potencializa o setor: “Aliamos a expertise da Helisul em operações aéreas ao know-how tecnológico da Radaz, entregando soluções completas e desenvolvidas no Brasil para apoiar as forças de segurança com equipamentos de última geração.”

Presença estratégica no ENAVSEG 2025
Referência em aviação no Brasil e credenciada como Empresa Estratégica de Defesa, a Helisul reafirma no encontro sua posição de parceira das forças de segurança. Com a parceria com a Radaz, a companhia fortalece seu portfólio tecnológico e se consolida como um dos principais players do setor.

O ENAVSEG 2025 reúne representantes de órgãos públicos, fabricantes, especialistas e empresas da aviação de segurança pública no país. A programação inclui palestras, demonstrações práticas, exposição de aeronaves, equipamentos e debates institucionais.

Helisul Aviação
Com 53 anos de atuação, a Helisul é uma das maiores operadoras aéreas da América Latina. Possui frota superior a 100 aeronaves, 26 hangares e presença em 15 bases fixas. Destaca-se no apoio aéreo a operações policiais e militares, atendendo Polícia Federal, PRF, polícias estaduais, secretarias de segurança, Corpo de Bombeiros e SAMU, além de parcerias com Exército e Força Aérea.

Seu portfólio inclui serviços especializados com helicópteros e aviões, manutenção, fretamento, arrendamento customizado para segurança pública, transporte aeromédico e voos panorâmicos. É ainda centro de serviços certificado por fabricantes como Airbus, Safran, Rolls Royce e StandardAero, além de revendedora no Brasil da BLR e Garmin.

Radaz
Criada em 2017 em São Paulo, a Radaz é referência no desenvolvimento de soluções de radar para sensoriamento remoto, atuando em mercados nacionais e internacionais. Focada em inovação e sustentabilidade, a empresa soma seis pedidos de patente — um já aceito nos Estados Unidos — e projeta expansão de suas tecnologias em setores como mineração, defesa civil, infraestrutura urbana e segurança pública.

Com base em práticas de ESG, a Radaz aposta em parcerias estratégicas, diversificação de mercados e no fornecimento de soluções de alta performance capazes de contribuir para a segurança de operações críticas e para o desenvolvimento sustentável.

Drone kamikaze nacional da Marinha do Brasil inaugura nova era para as Forças Armadas

Lançamento do drone kamikaze, desenvolvido pela Marinha, durante voo de teste no primeiro dia de treinamento em Formosa– Imagem: Suboficial Ibraim Gonçalves/Marinha do Brasil

*LRCA Defense Consulting - 29/09/2025

A Marinha do Brasil alcançou um marco histórico em sua capacidade operacional ao testar pela primeira vez o drone kamikaze nacional, um protótipo desenvolvido pelo Batalhão de Combate Aéreo que veio para transformar o conceito de guerra aérea no país. Com 1,64 metro de envergadura, fuselagem de 65 centímetros e capacidade para operar a até 5 km de distância com uma carga explosiva capaz de inutilizar veículos e aeronaves, o drone foi uma das principais novidades da Operação Atlas, exercitando taticamente uma defesa moderna e integrada da região amazônica.

O emprego de drones kamikaze representa uma revolução estratégica para as Forças Armadas brasileiras. Diferentemente dos drones tradicionais, usados basicamente para inteligência, vigilância e reconhecimento, os drones kamikaze cumprem missões ofensivas e de ataque direto ao inimigo. Além de potencializar a precisão dos ataques, eles reduzem o risco de vidas humanas ao serem remotamente pilotados em zonas hostis, tornando a guerra mais tecnológica e menos custosa em termos de recursos humanos.

Estes drones têm demonstrado seu impacto global em conflitos recentes, como na Ucrânia e no Oriente Médio, onde grupos com recursos limitados conseguem desafiar potências militares por meio dessa tecnologia acessível e eficiente. Para o Brasil, o desenvolvimento do drone kamikaze simboliza um salto na independência tecnológica e na capacidade de defesa nacional, alinhando-se a tendências mundiais de automação militar e operação de enxames de drones para saturar defesas inimigas.

Além disso, o uso de drones kamikaze permite às Forças Armadas brasileiras ampliar a flexibilidade e a capacidade de projeção de poder em operações complexas, reduzindo custos e aumentando a eficácia em espaços difíceis da Amazônia ou em missões de rápida resposta. Como demonstrado na Operação Atlas, a integração entre o drone kamikaze, mísseis anticarro de alta precisão e outros sistemas de armas cria um ambiente tático moderno, eficaz e preparado para enfrentar ameaças assimétricas, no qual o domínio do espaço aéreo não tripulado torna-se decisivo.

Em resumo, o drone kamikaze nacional não é apenas um avanço tecnológico; é um ativo estratégico que fortalece a capacidade defensiva e ofensiva do Brasil no cenário militar contemporâneo, possibilitando à Marinha e às Forças Armadas manterem-se atualizadas frente às evoluções das ameaças globais e garantindo soberania em territórios sensíveis como a Amazônia.

 

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