Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador Shahed. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Shahed. Mostrar todas as postagens

20 setembro, 2025

O que é melhor para destruir drones shaheds kamikazes: drones, mísseis ou aeronaves?

O artigo ucraniano enfatiza, mais uma vez, a empregabilidade do Embraer A-29 Super Tucano no combate a drones tipo Shahed 136 / Geran.

 


*HiTech Expert, por Herman Bogapov - 18/09/2025 

Após a intensificação dos ataques com drones Shahed pela Federação Russa [à Ucrânia], especialistas apontam as deficiências do uso de drones interceptadores e a necessidade de implantar sistemas de mísseis antiaéreos e aeronaves leves.

Expansão da frota
O comentarista militar e político do grupo Resistência à Informação, Oleksandr Kovalenko, critica a abordagem unilateral que considera os drones antiaéreos como uma “wunderwaffe” e exclui outros métodos comprovados.

Ele argumenta que a defesa mais eficaz deve ser abrangente, utilizando todos os meios de defesa aérea disponíveis. O especialista enfatiza a rentabilidade econômica e o alto retorno financeiro das aeronaves leves, recomendando que não se impeça a expansão da frota de aviões e helicópteros.

Ele também observa que a experiência da Ucrânia em usar, por exemplo, o Yak-52 para abater drones é tão bem-sucedida que os ocupantes russos estão tentando adotá-lo.

Principais comparações e conclusões

Drones antiaéreos:
-  Vantagens: são muito mais eficazes e econômicos do que os sistemas de mísseis antiaéreos (AMS) mais baratos. O custo de um drone antiaéreo é de cerca de 3.000 euros, e para abater um "Shahed-136" são necessários de um a dois drones, o que custa de 3 a 6 mil euros.
-  Desvantagens: drones antiaéreos apresentam vulnerabilidades que ainda não foram abordadas. São um meio de interceptação descartável, ao contrário da aviação.

Helicópteros (Mi-8):

-  Vantagens: um helicóptero pode abater um grande número de drones em uma única missão de combate. Ao mesmo tempo, uma hora de voo do Mi-8 custa apenas 1.000 a 1.500 dólares, o que o torna muito mais econômico do que drones antiaéreos.
-  Desvantagens: menor velocidade e manobrabilidade em comparação aos aviões.

Aeronaves leves (Yak-52, Super Tucano, etc.):

Vantagens:
-  Eficiência: em uma hora de voo, que custa de US$ 500 a US$ 1.000 (para o A-29 Super Tucano), a aeronave pode abater até 10 alvos aéreos.
-  Versatilidade: as aeronaves podem operar preventivamente, interceptando drones a centenas de quilômetros das cidades, o que ajuda a aliviar as principais forças de defesa aérea.
-  Persistência: ao contrário dos drones antiaéreos, as aeronaves são um meio reutilizável e persistente de contramedida.

Críticas ao uso de drones antiaéreos

Por sua vez, o especialista militar Yuri Kasyanov afirma que a ideia de usar drones antiaéreos como principal meio de combate aos “shaheeds” é ineficaz e errada.

Entre os motivos que ele menciona:
-  Operadores com pouca experiência: Há muito poucos deles, e as equipes existentes foram transferidas para outras áreas da frente.
-  Escassez de radares: o número de radares para detecção de alvos é extremamente pequeno.
-  Limitações técnicas: os drones voam em formação compacta, e o operador não tem tempo para lançar um segundo drone interceptador se o primeiro não atingir o alvo.
-  Desvantagem econômica:eEmbora os drones antiaéreos sejam baratos, sua baixa eficiência leva a grandes perdas. Esta, na opinião do autor, é a principal razão para a destruição de instalações comerciais e infraestrutura, em particular do centro logístico do "Epicenter".
-  Componente de corrupção: Kasyanov acredita que esta “solução simples” foi inventada com o objetivo de enriquecer “suas” empresas de manufatura, que já ganharam milhões e ganharão ainda mais.

Argumentos a favor dos sistemas de defesa aérea
Kasyanov está convencido de que uma solução muito mais eficaz é criar nossos próprios sistemas de mísseis antiaéreos. Ele apresenta os seguintes argumentos:
-  Maior eficiência: mísseis interceptadores têm um alto coeficiente de destruição (mais de 0,9).
- Capacidade e automação para qualquer clima: os SAMs podem operar em qualquer condição climática e sua operação é automatizada ao máximo.
-  Velocidade e cadência de tiro: os mísseis são lançados com intervalo mínimo, sua alta velocidade garante rápida interceptação dos alvos.
-  Custo acessível: o custo de um míssil antidrone é de US$ 10.000 a US$ 20.000, o que é muito mais econômico do que o custo das perdas em ataques. Por exemplo, o custo de um complexo, como o Pantsir, é de cerca de US$ 14 milhões, o que, na opinião do autor, é acessível para grandes empresas.

Conclusões de especialistas

Assim, Yuri Kasyanov argumenta que a Ucrânia não precisa de uma solução única na forma de drones, mas de uma abordagem sistêmica para a defesa aérea baseada em pequenos sistemas de mísseis antiaéreos.

Isso nos permitirá proteger efetivamente grandes cidades e infraestrutura usando fundos empresariais para financiar tais projetos, o que, em última análise, será mais lucrativo do que perdas constantes.

Ao mesmo tempo, Oleksandr Kovalenko chama a atenção para o desenvolvimento da frota de aeronaves, tanto aeronaves leves quanto helicópteros, cujos pilotos experientes podem abater dezenas de drones inimigos em um único voo. 

===xxx===

Saiba mais:

- Embraer A-29 Super Tucano anti-drone: esta é a hora!

05 julho, 2025

Mais um especialista ucraniano recomenda o Super Tucano para combater drones russos

 


*LRCA Defense Consulting - 05/07/2025

A matéria a seguir é mais uma onde um especialista militar ucraniano recomenda o uso do A-29 Super Tucano para o combate aos drones russos do tipo Shahed. Ela foi escrita no bojo do cenário da guerra Rússia X Ucrânia, após a terceira aeronave F-16 ter caído.

O F‑16 ucraniano pilotado por Maksym Ustymenko - um destacado militar ucraniano - caiu após sofrer danos enquanto abatia o sétimo alvo durante uma massiva ofensiva russa – composta por 477 drones “Shahed” e 60 mísseis na noite de 28 para 29 de junho de 2025. Durante o engajamento, seu caça foi atingido, perdeu altitude e o piloto não teve tempo para ejetar. Ainda assim, Ustymenko conseguiu desviar a aeronave de áreas residenciais antes de falecer de maneira heróica no impacto.

O autor da matéria, Oleksandr Kovalenko, é um conhecido colunista militar e político do grupo Resistência à Informação.

Risco para o avião e o piloto: Kovalenko explicou por que Ustimenko caiu

*YHIAH, por Iryna Pohorila - 29/06/2025

O especialista observou que os F-16 ocidentais não foram projetados para destruir "shaheeds" e explicou por que a tragédia pode ter acontecido.

A nova tragédia com o F-16 prova que o caça a jato não foi projetado para abater alvos subsônicos "parados".

Isso foi afirmado pelo observador político-militar Oleksandr Kovalenko. "A operação de um caça a jato com canhão automático sobre um Shahed-136 'parado', que agora não só tem uma ogiva de 90 kg, mas também está coberto de estilhaços, representa o maior risco para a aeronave e para o piloto", explicou o especialista.

Kovalenko enfatizou que, para abater os "shaheeds", é necessário o uso de aeronaves leves turboélice. Por exemplo, o Embraer EBN-314 Super Tucano, ou helicópteros de ataque leve, como o Bell AH-1Z Viper. No entanto, como observou o especialista, a Ucrânia não possui essas máquinas em serviço.

Além disso, como Kovalenko observou, as oportunidades disponíveis para sua aquisição são "descaradamente ignoradas", resultando no "autossacrifício do sangue azul da nossa nação".

O que se sabe sobre a morte do piloto Maksym Ustymenko
Na noite de 29 de junho, durante uma missão de combate, o piloto de um caça F-16, Maksym Ustimenko, caiu. Ele conseguiu desviar o caça danificado para longe da área urbana, mas não teve tempo de ejetar.

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskyy, instruiu a investigar como ocorreu a tragédia com Maksym Ustimenko. 

Postagem em destaque