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01 dezembro, 2021

Taurus reduziu seu capital social, mas o que isso significa?


*LRCA Defense Consulting - 01/12/2021

A Taurus Armas S.A. comunicou ao mercado nesta terça-feira (30), que aprovou, em assembleia geral extraordinária, a redução do capital social da companhia no valor total de R$ 370.964.873,08, sem que tenha havido cancelamento de ações.

Segundo a empresa, essa redução se destina à “absorção parcial do saldo de prejuízos acumulados registrados nas demonstrações financeiras de 31 de dezembro de 2020”.

Com isso, o capital social da companhia foi reduzido de R$ 673.092.079,61 para R$ 302.127.206,53, representado por 117.110.796 de ações, sendo 46.445.314 ações ordinárias (TASA3) e 70.665.482 ações preferenciais (TASA4).

Mas o que isso significa?
Concretizada a aprovação, a empresa agora poderá apreciar parte do resultado positivo dos três primeiros trimestres deste ano, somando-a à redução. Com isso, acontecerá uma "soma de resultado zero", ou seja, uma operação meramente contábil (em que não há desembolso financeiro) que resultará na eliminação do registro de prejuízos anteriores acumulados no balanço da companhia.

Superado esse obstáculo, a Taurus poderá concretizar aquilo que o CFO da empresa chamou de "cereja do bolo do turnaround", ou seja, a remuneração de seus acionistas por meio do pagamento de dividendos já a partir deste ano, já que esta é a firme intenção manifestada pelo CEO Global Salesio Nuhs e pelo CFO/DRI Sérgio Sgrillo em diversas lives e entrevistas havidas desde 2020. Evidentemente, por uma questão contábil, esse fato só deverá ser registrado nas próximas ITR (Informações Trimestrais), que serão relativas ao 4T21 e ao ano de 2021.

Ainda sobre a questão dos dividendos, recentemente, durante uma live relativa aos resultados do 3T21, o CEO da companhia afirmou que a intenção é pagar a seus acionistas dividendos tão agressivos quanto tem sido seus resultados. A propósito, é importante lembrar que a Taurus tem, em seus estatutos, a obrigação de pagar um dividendo mínimo de 35% sobre o lucro líquido anual a seus acionistas (10% acima do mínimo previsto em lei). 

Uma outra informação também veiculada via live foi a de que, após a zeragem dos prejuízos acumulados, ainda sobrará um saldo positivo de R$ 13 milhões, que será somado ao lucro ajustado do 4T21 para que, então, possa ser calculado o valor dos dividendos de 2021 a serem pagos aos acionistas. 

No programa BM&C News, em uma das edições deste ano, o estrategista e gestor de clube de investimentos Fábio Bacha, quando comentava sobre a Taurus Armas, mostrou-se bastante entusiasmado com a empresa e afirmou que ela poderá ser uma "máquina de distribuir dividendos em 2022".

Certamente, não é sem motivo que o megainvestidor Luiz Barsi Filho, conhecido por sua devoção aos dividendos como estratégia de investimento em ações, tem a maior posição nas ações preferenciais da empresa e a segunda maior nas ordinárias.

Mais consequências positivas
Agora, a Taurus - uma multinacional fundamentalmente exportadora, com uma unidade nos EUA e outra na Índia (2022) - está com seu endividamento equacionado e reduzido a níveis normais, tem Patrimônio Líquido Positivo, é uma das empresas que mais geram caixa no País, seu balanço está limpo de prejuízos anteriores e suas perspectivas de crescimento são simplesmente de dar inveja a qualquer outra. Portanto, além do pagamento de dividendos, a partir de agora todas as opções abaixo são factíveis, isoladas ou conjugadas:

  • possibilidade de investimento em suas ações por grandes fundos e gestoras de capital nacionais e internacionais, até então impedidos de fazê-lo;
  • acesso a financiamentos nacionais e internacionais em condições vantajosas (vide o realizado com o BTG recentemente);
  • eventuais aquisições (M&A) e/ou novas joint ventures estratégicas;
  • recompra estratégica de ações para mantê-las em tesouraria, valorizando-as;
  • listagem de seus títulos em uma bolsa de valores norte-americana, seja por meio de ADR, seja por IPO da unidade americana (Taurus USA), ou seja ainda pela migração de suas ações para uma bolsa de valores dos EUA. 
Por fim, é sempre relevante lembrar que o objetivo da Taurus, manifesto de forma constante por seus executivos, é o de se tornar a maior e mais rentável fabricante de armas leves do mundo, gerando valor para seus acionistas, além de orgulho e divisas para o Brasil.

08 novembro, 2021

Taurus reduzirá o Capital Social para viabilizar pagamento de dividendos


*LRCA Defense Consulting - 08/11/2021

A Taurus Armas S.A. enviou documentação à Comissão de Valores Mobiliários hoje informando que, na Assembleia Geral Extraordinária convocada para o dia 30 de novembro deste ano, proporá a redução de seu Capital Social (CS) "para absorção de parte dos prejuízos acumulados registrados nas Demonstrações Financeiras de 31 de dezembro de 2020".

A empresa esclarece que a "redução de capital para absorção de parcela dos prejuízos acumulados representa operação meramente contábil a ser realizada" e que "não envolve qualquer tipo  de  reembolso  a  ser  realizado  aos  acionistas  ou  alteração  do  número  de  ações  representativas  do capital social da Companhia".

Dividendos
Por fim, a Taurus informa  que "a  redução dos prejuízos acumulados registrados nas Demonstrações Financeiras resulta em melhoria na percepção e  na  análise  da  Companhia  por  parte  dos  participantes  do  mercado" e que "a  operação  está alinhada  com  os objetivos  da  Administração  de  preparar  a  Companhia  para  que, futuramente possa remunerar  seus acionistas, visto que a lucratividade apresentada nos dois últimos exercícios sociais não se traduziu em retorno para os acionistas em função do montante de prejuízos acumulados registrado em decorrência dos resultados dos exercícios anteriores".

A redução proposta é de R$ 370.964.873,08 sobre o atual Capital Social de R$ 673.092.079,61. Assim, o novo Capital Social passará a ser de R$ 302.127.206,53.

Os prejuízos acumulados perfazem o valor de R$ 704.720.499,14. Com a proposta, tais valores ficarão reduzidos a apenas R$ 333.755.626,06, o que poderá ser coberto por uma operação meramente contábil (sem desembolso financeiro) envolvendo os valores existentes em caixa.

O resultado final será a zeragem dos prejuízos acumulados e a reversão completa do cenário negativo dos anos de 2015 a 2017, viabilizada por meio do turnaround implementado pela equipe que passou a dirigir os destinos da Taurus a partir de 2018.

Com isso, a multinacional gaúcha estará pronta para voltar a remunerar seus acionistas com dividendos e, também, a galgar os novos patamares já elencados na recente matéria: "Taurus planeja redução do capital social e contrata operação financeira de 20 milhões de dólares para investimentos" https://bit.ly/3ka4h3X


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