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21 agosto, 2024

Na Índia, DRDO mudará o foco em armas leves, cedendo terreno ao setor privado, onde a Taurus é um dos grandes players

Fuzil JD Taurus T4 - Made in India

*LRCA Defense Consulting - 21/08/2024

Conforme divulgou o portal indiano Indian Defence Research Wing, a Organização de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa (DRDO) - uma agência do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento de Defesa do Ministério da Defesa do Governo da Índia, encarregada da pesquisa e desenvolvimento militar, com sede em Delhi - está pronta para passar por uma mudança significativa em seu foco, reduzindo a ênfase anterior no desenvolvimento de armas pequenas e munições. 

Em uma entrevista recente, o presidente da DRDO, Dr. Samir V Kamat, destacou o rápido progresso feito pelo setor privado neste domínio.

Kamat enfatizou que a indústria privada ganhou experiência e expertise substanciais no desenvolvimento de armas pequenas e munições, tornando-as bem posicionadas para assumir a liderança neste setor. Como resultado, a DRDO planeja gradualmente eliminar seu envolvimento no desenvolvimento de armas pequenas ao longo dos próximos anos.

Este movimento estratégico se alinha com o impulso mais amplo do governo indiano para aumentar a participação do setor privado na fabricação de defesa, visando aumentar a autossuficiência e reduzir a dependência de importações. Ao se afastar deste segmento, o DRDO pode se concentrar mais em tecnologias de ponta e sistemas de defesa complexos, deixando a produção de armas pequenas nas mãos de uma indústria privada capaz e crescente.

Essa transição reflete o amadurecimento da indústria de defesa na Índia, onde empresas privadas estão cada vez mais se esforçando para atender às necessidades das forças armadas, contribuindo para os esforços de modernização da defesa do país.

JD Taurus PT 57 SC

Visão estratégica do CEO Global da Taurus vai se tornando real
Entre as empresas privadas fabricantes de armamento leve que já estão estabelecidas na Índia, destaca-se a brasileira Taurus Armas S.A. que, de forma pioneira nesse país, estabeleceu uma joint venture com a Jindal Defence, braço de defesa do poderoso Jindal Group.

Desde que firmou esse contrato, em fevereiro de 2020, o CEO Global da Taurus, Salesio Nuhs, afirmou inúmeras vezes, em palestras, lives e comunicados, que a JD Taurus - nome da unidade indiana - poderia mudar as perspectivas de sua empresa.

No entanto, foi em dezembro de 2022, quando já havia passado a pandemia, que a JV começou a tomar forma prática, com a aceleração da construção dos prédios e da instalação dos equipamentos na unidade fabril situada na cidade de Hisar, no estado indiano de Haryana, não por coincidência também sede da Jindal Stainless Steel (JSL Hisar), maior produtora de aço inoxidável da Índia. 

Nesse mesmo mês, durante um evento com investidores na fábrica de São Leopoldo, Salesio afirmou, com grande entusiasmo, que a Índia representa uma oportunidade ainda muito maior e mais perene do que aquela que a empresa teve no ano de 2021, quando a Taurus percebeu e se preparou a tempo para a impressionante e inédita demanda que viria nos EUA, aproveitando-a ao máximo e fazendo de 2021 o melhor ano da história da companhia.

Com o início da produção de armas para os mercados civil, militar e de segurança neste ano e a confirmação dos números possíveis de serem alcançados na Índia, a visão estratégica do CEO Global da Taurus está se tornando uma realidade, com a fábrica indiana podendo vir a se constituir em um novo divisor de águas para a multinacional brasileira e alterar completamente suas fisionomia, potencialidades e perspectivas atuais.

20 agosto, 2024

Fábrica da Taurus na Índia está em ramp-up e deverá dobrar capacidade produtiva nos próximos meses


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2024

O CEO Golbal da Taurus Armas, Salesio Nuhs, revelou que a unidade indiana da empresa está paulatinamente incrementando sua produção, sendo que, atualmente, está produzindo entre 1.000 e 1.200 armas por mês. A revelação foi feita no dia 14 último, durante as lives em que participou com a MSX e com a Eleven.

O ramp-up produtivo acontece na medida em que os colaboradores vão adquirindo experiência e o sistema logístico de fornecedores vai ficando cada dia mais eficiente.

É importante ressaltar que, pelas leis indianas, no período eleitoral que houve recentemente (19 de abril a 04 de junho), não foi permitida a venda de armas a civis, fato este que impactou as vendas da empresa, mas não a produção.

A intenção do CEO é ir espelhando na Índia os mesmos sistemas produtivos e logísticos que tornaram a unidade brasileira um padrão para as demais indústrias mundiais de armamento leve e que a fizeram ter as mais altas margens desse segmento.

A produção inicial, embora seja ainda relativamente pequena, é compensada pelos altos valores com que as armas produzidas estão sendo comercializadas, que variam de 1.200 a 1.600 dólares por unidade. 

A previsão de Salesio Nuhs é de que a capacidade produtiva seja dobrada nos próximos meses, possibilitando alavancar o ramp-up e as vendas.

No que se refere a armas táticas (militares e segurança) no país asiático, o CEO da Taurus informou que, além da megalicitação de 425.000 fuzis onde a empresa é uma das mais fortes concorrentes e que deverá ser concluída no final deste ano, a gigante brasileira de armamento leve está participando também de outras licitações menores que montam a um total de 47 milhões de dólares. Lembrando ainda que, recentemente, a submetralhadora JD Taurus T9 venceu uma licitação para o fornecimento de 500 unidades ao Exército Indiano.

Por fim, a Taurus informou sua intenção de fabricar novas armas na Índia a partir de 2025, como as pistolas nos calibres .380 e .45.

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