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segunda-feira, julho 11, 2022

Egito poderá adquirir aeronaves de transporte, mísseis, foguetes, armas leves e radares brasileiros


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2022 (atualizada às 14h33)

Embora as empresas nacionais envolvidas não confirmem, a mídia internacional traz indícios de que o Egito estaria interessado numa gama de produtos brasileiros de Defesa.

Em 30/06, o portal defense.com publicou que "A empresa brasileira Embraer apresentou uma oferta à Força Aérea Egípcia para a aeronave de transporte militar KC-390 em um acordo que incluiria transferência de tecnologia e que, se bem sucedido, derrubaria a compra de 12 aeronaves C-130J-30 Hercules da Estados Unidos, que foi aprovado em janeiro pelo Departamento de Estado daquele país". Caso se confirme o negócio, a Força Aérea Egípcia passará a ser a segunda maior operadora mundial da aeronave.

De acordo com o portal Tactical Report, em publicação de 27 de junho, o Egito estaria interessado em adquirir o Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área (Astros 2020), fabricado pela empresa brasileira de defesa Avibras. O Ministério da Produção Militar do Egito (MoMP) estaria considerando assinar o contrato do acordo, juntamente com a transferência de tecnologias (ToT) e acordos de coprodução.

A mesma fonte publicou, em 02 de junho, que o Egito estaria próximo de adquirir mísseis AV-TM 300 junto com sua plataforma de lançamento, o sistema Avibras Astros II MK6, observando ainda que este acordo faria parte de uma série mais ampla de acordos que foram recentemente assinados entre o Egito e empresas de defesa brasileiras.

Já no dia 08 de junho, o Tactical Report publicou que Egito estaria atualmente em negociações com o Brasil para a aquisição do radar de defesa aérea Embraer SABER, sem especificar o modelo (a foto publicada foi a do M60). Negociações seriam muito promissoras e estariam progredindo.

No dia 24 de maio, o portal divulgou que o Egito teria assinado um contrato de licença com a multinacional brasileira Taurus Armas para o estabelecimento de uma filial no país para produção de armamento leve. Consultada, a empresa brasileira negou a afirmação, mas confirmou que está participando de uma licitação para vender 2.000 fuzis T4 a esse país.

Em virtude da quantidade de indícios, esta editoria resgata uma matéria publicada em 23/05 pela Agência de Notícias Brasil-Árabe:

Brasil e Egito acertam cooperação no setor industrial


*ANBA, por Omar Assi - 23/05/2022

A Organização Árabe para a Industrialização do Egito (AOI) assinou um memorando de entendimento com grandes empresas brasileiras para fortalecer a cooperação e abrir novos horizontes de parceria nos diversos campos industriais, tendo como foco a quarta revolução industrial, a transformação digital e a transferência de tecnologia moderna.

O memorando foi firmado durante visita de delegação brasileira de alto nível ao Cairo, entre os dias 20 e 22 de maio, chefiada pelo secretário especial dos Assuntos Estratégicos do Brasil, Flávio Augusto Viana Rocha, acompanhado do secretário de Produtos de Defesa do Ministério de Defesa do Brasil, Marcos Degaut. A missão é integrada ainda por outros representantes do governo brasileiro, executivos de grandes empresas e de associações industriais, além da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

No evento de assinatura do memorando, o presidente da Organização Árabe para a Industrialização, o tenente-general Abdul Meniem Al-Toras, explicou sobre a intenção da instituição de aumentar a industrialização local, além de nacionalizar a tecnologia digital moderna em diversos campos da indústria, entre eles o de defesa. Segundo ele, o governo egípcio está trabalhando para aumentar as oportunidades de investimento no Egito e implantar tecnologia com cooperação internacional.

Al-Toras disse que é necessário investir nas relações entre os países em profundidade e saber como beneficiar-se deste relacionamento para abrir novos horizontes de cooperação mútua na indústria, conforme os mais recentes sistemas e padrões da quarta revolução industrial. O presidente da AOI também falou que a entidade quer fortalecer a cooperação com as grandes empresas brasileiras tendo como foco o aumento de valor agregado na indústria egípcia.

Al-Toras discutiu com os brasileiros também as oportunidades para a comercialização de possível produção conjunta no mercado egípcio, africano e árabe. Ele apresentou à delegação a possibilidade de treinamento através da Academia da Organização Árabe para a Industrialização, que possui programas de capacitação especializadas em várias áreas industriais, desde administração, gestão, sistemas de informação até tecnologia da comunicação.

Após o término da reunião, a delegação brasileira visitou a Feira da Organização Árabe para a Industrialização. O secretário Rocha destacou a importância da cooperação com a Organização Árabe para a Industrialização, considerada uma das maiores entidades industriais do Egito, África e mundo árabe. Mencionando as reformas econômicas, os projetos de desenvolvimento e a nova capital administrativa egípcia, ele disse que é importante estimular as grandes empresas brasileiras a investirem no Egito. O secretário elogiou as linhas de produção egípcias avançadas.

Marcos Degaut disse que o Egito é um parceiro histórico e estratégico do Brasil, que há cooperação econômica em constante desenvolvimento entre os países e que as empresas brasileiras estão empenhadas em fechar novas parcerias de longo prazo com a Organização Árabe para a Industrialização, além de discutir a participação na implementação de grandes projetos nacionais de desenvolvimento, de acordo com os padrões de qualidade internacional.

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