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08 abril, 2024

Blindados e armas leves na lista de equipamentos de defesa Índia-Brasil

A coprodução de produtos de defesa esté entre as últimas medidas para estabelecer laços militares mais fortes entre Nova Deli e Brasília

A defesa emergiu como um dos principais pilares da relação indo-brasileira, ao lado da energia e do comércio agrícola. (AFP)

*Mint, por Shashank Mattoo - 08/04/2024

A Índia e o Brasil estão elaborando uma lista de duas dúzias de produtos de defesa para possível codesenvolvimento e produção como parte dos esforços para aprofundar os laços de segurança, de acordo com pessoas cientes do assunto.

Isto segue-se a uma enxurrada de delegações de defesa de alto nível do Brasil que visitaram recentemente a Índia. Durante a última visita, o secretário de produtos de defesa do Brasil, Rui Mesquita, disse  à Mint que os dois países estavam buscando acordos sobre  compartilhamento de informações militares e cooperação em tecnologia de defesa.

Blindados e armas leves
A lista restrita para codesenvolvimento de produtos de defesa inclui carros blindados e armas leves. As empresas de defesa de ambos os países estão intimamente envolvidas nas discussões, segundo pessoas familiarizadas com os acontecimentos.

O governo indiano e a embaixada brasileira em Nova Delhi não responderam imediatamente às perguntas enviadas por e-mail sobre o desenvolvimento.

Defesa: um dos principais pilares da relação indo-brasileira
A defesa emergiu como um dos principais pilares da relação indo-brasileira, ao lado da energia e do comércio agrícola. A cooperação em segurança foi destaque nas conversações bilaterais entre o presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e o primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, durante a Cúpula dos Líderes do G20 em Nova Delhi, no ano passado.

“No momento, há movimentos em direção a aquisições, joint ventures entre nossas empresas estratégicas de defesa e prestação de serviços”, disse Mesquita  à Mint em entrevista anterior, quando esteve na Índia para negociações na Defesa como parte do Subgrupo Índia-Brasil.

“Algumas áreas de colaboração incluem propostas para o intercâmbio de informação e tecnologia militar, cooperação na capacitação e formação, construção de parcerias no desenvolvimento de sistemas e equipamentos de defesa, gestão de serviços de manutenção e fortalecimento da cadeia de abastecimento dos nossos sistemas de defesa”, disse ele. tinha dito.

Mesquita já abordou a ideia de um “clube Scorpene” de nações, composto por países que utilizam o submarino Scorpene, desenvolvido pelo Grupo Naval Francês e pela construtora naval espanhola Navantia.

Índia e Brasil operam submarinos Scorpene e, segundo relatos da mídia, podem concluir um acordo de cooperação nesta frente.

Embraer e Taurus Armas

As empresas brasileiras de defesa estabeleceram presença na Índia nos últimos anos. No início deste ano, a empresa aeroespacial brasileira Embraer SA e a Mahindra Defense Systems Ltd assinaram um acordo para trabalhar na exigência da Força Aérea Indiana de uma aeronave de transporte médio. A Embraer pretende oferecer suas aeronaves C-390 Millennium para esse fim.

Anteriormente, a fabricante brasileira de armas leves Taurus Armas SA se uniu à Jindal Defense Systems Pvt. Ltd para estabelecer uma fábrica na Índia, que iniciou a produção em março. Segundo a Taurus Armas, a capacidade inicial de produção anual da instalação será de 250 mil armas.
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Saiba mais:
- Índia: em momento histórico, Taurus vence sua primeira licitação e ingressa no gigantesco mercado militar indiano

- JD Taurus: operação na Índia poderá mudar as perspectivas da Taurus Armas

- Embraer busca parceria com a Índia e oferece C390 sob medida para necessidades da IAF 

- Embraer e Mahindra anunciam colaboração para o C-390 Millennium na Índia

11 julho, 2022

Egito poderá adquirir aeronaves de transporte, mísseis, foguetes, armas leves e radares brasileiros


*LRCA Defense Consulting - 11/07/2022 (atualizada às 14h33)

Embora as empresas nacionais envolvidas não confirmem, a mídia internacional traz indícios de que o Egito estaria interessado numa gama de produtos brasileiros de Defesa.

Em 30/06, o portal defense.com publicou que "A empresa brasileira Embraer apresentou uma oferta à Força Aérea Egípcia para a aeronave de transporte militar KC-390 em um acordo que incluiria transferência de tecnologia e que, se bem sucedido, derrubaria a compra de 12 aeronaves C-130J-30 Hercules da Estados Unidos, que foi aprovado em janeiro pelo Departamento de Estado daquele país". Caso se confirme o negócio, a Força Aérea Egípcia passará a ser a segunda maior operadora mundial da aeronave.

De acordo com o portal Tactical Report, em publicação de 27 de junho, o Egito estaria interessado em adquirir o Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área (Astros 2020), fabricado pela empresa brasileira de defesa Avibras. O Ministério da Produção Militar do Egito (MoMP) estaria considerando assinar o contrato do acordo, juntamente com a transferência de tecnologias (ToT) e acordos de coprodução.

A mesma fonte publicou, em 02 de junho, que o Egito estaria próximo de adquirir mísseis AV-TM 300 junto com sua plataforma de lançamento, o sistema Avibras Astros II MK6, observando ainda que este acordo faria parte de uma série mais ampla de acordos que foram recentemente assinados entre o Egito e empresas de defesa brasileiras.

Já no dia 08 de junho, o Tactical Report publicou que Egito estaria atualmente em negociações com o Brasil para a aquisição do radar de defesa aérea Embraer SABER, sem especificar o modelo (a foto publicada foi a do M60). Negociações seriam muito promissoras e estariam progredindo.

No dia 24 de maio, o portal divulgou que o Egito teria assinado um contrato de licença com a multinacional brasileira Taurus Armas para o estabelecimento de uma filial no país para produção de armamento leve. Consultada, a empresa brasileira negou a afirmação, mas confirmou que está participando de uma licitação para vender 2.000 fuzis T4 a esse país.

Em virtude da quantidade de indícios, esta editoria resgata uma matéria publicada em 23/05 pela Agência de Notícias Brasil-Árabe:

Brasil e Egito acertam cooperação no setor industrial


*ANBA, por Omar Assi - 23/05/2022

A Organização Árabe para a Industrialização do Egito (AOI) assinou um memorando de entendimento com grandes empresas brasileiras para fortalecer a cooperação e abrir novos horizontes de parceria nos diversos campos industriais, tendo como foco a quarta revolução industrial, a transformação digital e a transferência de tecnologia moderna.

O memorando foi firmado durante visita de delegação brasileira de alto nível ao Cairo, entre os dias 20 e 22 de maio, chefiada pelo secretário especial dos Assuntos Estratégicos do Brasil, Flávio Augusto Viana Rocha, acompanhado do secretário de Produtos de Defesa do Ministério de Defesa do Brasil, Marcos Degaut. A missão é integrada ainda por outros representantes do governo brasileiro, executivos de grandes empresas e de associações industriais, além da Câmara de Comércio Árabe Brasileira.

No evento de assinatura do memorando, o presidente da Organização Árabe para a Industrialização, o tenente-general Abdul Meniem Al-Toras, explicou sobre a intenção da instituição de aumentar a industrialização local, além de nacionalizar a tecnologia digital moderna em diversos campos da indústria, entre eles o de defesa. Segundo ele, o governo egípcio está trabalhando para aumentar as oportunidades de investimento no Egito e implantar tecnologia com cooperação internacional.

Al-Toras disse que é necessário investir nas relações entre os países em profundidade e saber como beneficiar-se deste relacionamento para abrir novos horizontes de cooperação mútua na indústria, conforme os mais recentes sistemas e padrões da quarta revolução industrial. O presidente da AOI também falou que a entidade quer fortalecer a cooperação com as grandes empresas brasileiras tendo como foco o aumento de valor agregado na indústria egípcia.

Al-Toras discutiu com os brasileiros também as oportunidades para a comercialização de possível produção conjunta no mercado egípcio, africano e árabe. Ele apresentou à delegação a possibilidade de treinamento através da Academia da Organização Árabe para a Industrialização, que possui programas de capacitação especializadas em várias áreas industriais, desde administração, gestão, sistemas de informação até tecnologia da comunicação.

Após o término da reunião, a delegação brasileira visitou a Feira da Organização Árabe para a Industrialização. O secretário Rocha destacou a importância da cooperação com a Organização Árabe para a Industrialização, considerada uma das maiores entidades industriais do Egito, África e mundo árabe. Mencionando as reformas econômicas, os projetos de desenvolvimento e a nova capital administrativa egípcia, ele disse que é importante estimular as grandes empresas brasileiras a investirem no Egito. O secretário elogiou as linhas de produção egípcias avançadas.

Marcos Degaut disse que o Egito é um parceiro histórico e estratégico do Brasil, que há cooperação econômica em constante desenvolvimento entre os países e que as empresas brasileiras estão empenhadas em fechar novas parcerias de longo prazo com a Organização Árabe para a Industrialização, além de discutir a participação na implementação de grandes projetos nacionais de desenvolvimento, de acordo com os padrões de qualidade internacional.

12 outubro, 2020

Venda de arma triplica no Estado de SP após decreto de Bolsonaro


 *Diário do Grande ABC, por Bia Moço - 11/10/2020

O Estado de São Paulo teve explosão no registro de novas armas controladas pela PF (Polícia Federal) entre janeiro e setembro de 2017 na comparação com o mesmo período de 2020. O número mais do que triplicou, saltando de 2.714 para 9.191, aumento de 238,6%. O crescimento se acentuou após aprovação de decreto em 15 de janeiro de 2019 que flexibiliza a compra e o porte de armas de fogo à população, medida defendida desde a campanha de 2018 pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). A PF não divulgou dados sobre o cenário nas cidades do Grande ABC, mas uma das principais lojas do seguimento da região, a ISA, em São Caetano, teve aumento de 40% nas vendas.

Os dados do Sinarm (Sistema Nacional de Armas) da PF são referentes as armas compradas por pessoas físicas, empresas de segurança privada e categorias profissionais previstas no decreto 9.847, como servidores da segurança pública, magistrados e integrantes do MP (Ministério Público). O levantamento não inclui armamentos adquiridos por órgãos militares estaduais de segurança pública, tampouco os números de registros feitos por meio das Forças Armadas e pelos CACs (Colecionadores, Atiradores e Caçadores), cujo controle é de responsabilidade do Exército.

Professor de direito e coordenador do observatório de segurança pública da USCS (Universidade Municipal de São Caetano), David Siena avalia que o cenário está relacionado com mudanças regulamentares promovidas pelo governo federal em 2019, quando pessoas passaram a ter o direito de adquirir armas e munições de calibre restrito. “Além disso, ampliou quantitativamente o número de armas e munições que podem ser adquiriras por pessoa. Em suma, havia demanda reprimida e agora as pessoas começaram a ser atendidas por este mercado”, pontuou o especialista.

O levantamento do cenário estadual aponta crescimento gradativo. De 2017 para 2018 o número de novas armas de fogo registradas saltou de 2.714 para 4.227, aumentando 55,7%. Entre 2018 e 2019 o acréscimo foi de 18,7%, passando para 5.020 unidades em circulação. O boom, porém, foi neste ano, com aumento de 83% e 9.191 artefatos cadastrados – veja mais na arte abaixo.   

Considerando apenas registros feitos por cidadãos, o número saltou 115,9% de janeiro a setembro de 2017 comparando com o mesmo período de 2020. O valor maior foi entre 2018 e 2019, quando 773 pessoas a mais compraram armas (37,7% de acréscimo). O porte também aumentou bastante em quatro anos, registrando acréscimo de 61,8% de janeiro a setembro. Neste ano foram 942 pessoas habilitadas, ante 582 em 2017.

Bacharel em ciências e humanidades e pesquisador do Seviju (Grupo de Pesquisa em Segurança, Violência e Justiça) da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), Carlos Augusto Pereira de Almeida alerta para o perigo com o crescimento desmedido. “A comparação de 2017 para 2020 é de um explosão gigantesca. Olhando para o Grande ABC, esse aumento de 40% é algo assustador, porque são mais armas de fogo em circulação e, por mais que existam as regras, de não poder andar com a arma, apenas manter dentro de residência ou estabelecimento comercial, são mais armas que estão nas ruas, nas cidades, e isso tem que ser levado em consideração”, pontuou.

No Brasil
No âmbito nacional os números se acentuam ainda mais. De janeiro a setembro de 2017 foram 34.254 novas armas de fogo registradas. Neste ano, a Polícia Federal emitiu 129.583 certificações, ou seja, acréscimo de 278,3% no pedido de registro. Considerando apenas pessoas físicas, foram 25.394 inscrições em 2017 e 83.524 em 2020, aumento de 228,9%.

Loja da região acusa procura 40% maior; arma custa R$ 4.000
Desde que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) assinou decreto que flexibiliza o porte de armas em todo o País, em 15 de janeiro de 2019, o número de interessados em cursos de tiro e compra de armamentos disparou no Grande ABC.

A equipe de reportagem esteve no ISA, uma das principais lojas do seguimento, localizada em São Caetano, e verificou que, mesmo com as restrições por causa da pandemia, o movimento da loja, e também do clube de tiros, segue alto. Em uma hora, mais de 25 pessoas transitaram pelo espaço, seja para ver as armas disponíveis ou praticar tiro.

Proprietário do ISA, Clovis Aguiar destacou que o crescimento nos dois setores foi de 40% desde que o presidente decretou a lei. “Triplicou a procura pelo curso de tiro, abrindo, inclusive, turmas extras aos domingos”, revelou.

obre o crescimento, Clovis explicou que há também muitas pessoas que vão procurar, mas sem a certeza de que efetivarão, tanto a compra quanto o curso. “Há grande número de curiosos, mas uma arma não é barata e não são todos os que possuem qualificações necessárias para obter um equipamento”, ressaltou.

Conforme a legislação, é possível registrar armas de fogo pela PF (Policia Federal) ou Exército. Em ambos os casos o pretendente passa por psicólogo credenciado na PF e realiza provas teórica e prática, que contemplam questões de segurança, conhecimento do armamento e da legislação. A documentação total, em ambos os casos, custa em torno de R$ 2.800, com processo que pode chegar até oito meses de duração. Já a arma mais em conta gira em torno de R$ 4.000.

Especialista vê falsa sensação de segurança
A compra da arma está condicionada a aprovação de laudos psicológicos e de tiro, além das especificações de como se comportar diante da posse de um equipamento para uso, especificamente, de segurança pessoal e residencial. Embora as determinações sejam rigorosas, especialistas garantem que ter um revólver cria a falsa sensação de segurança e que muitas vezes isso pode acabar em tragédia.

Bacharel em ciências e humanidades e pesquisador do Seviju (Grupo de Pesquisa em Segurança, Violência e Justiça) da UFABC (Universidade Federal do Grande ABC), Carlos Augusto Pereira de Almeida explica que até policiais treinados para portar armas de fogo muitas vezes se tornam vítimas.

“Não há garantia alguma de que arma de fogo gera segurança. Esse discurso é falso, não tem embasamento, mas foi, infelizmente, nisso em que foi pautada a nova lei, que diz que as pessoas têm direito de ter arma em casa para se defender. Mas se defender de quem? A ameaça vende. Segurança, muros altos, portões automáticos, alarmes, câmeras, segurança particular e armas. E esse discurso, infelizmente, faz com que cresça, e vai crescer mais ainda, o número de armas nas ruas”, alertou Almeida. “Até mesmos os policiais têm, como instrução, que, caso sejam alvos de criminosos, não devem reagir se estiverem sozinhos. Então, a pessoa que usa equipamento desses como segurança é um alvo e não deve reagir”, acrescentou o especialista.

24 agosto, 2020

Nos EUA, compradores de armas de primeira vez chegam a quase 5 milhões em 2020

“Esta é uma mudança tectônica no mercado da indústria de armas de fogo e munições e uma transformação completa da comunidade atual de proprietários de armas”

 

*NSSF - 24/08/2020

The Firearm Industry Trade Association (NSSF), a associação comercial da indústria de armas de fogo dos Estados Unidos (NSSF), atualizou estimativas baseadas em pesquisas de varejo e concluiu que quase 5 milhões de americanos compraram uma arma de fogo pela primeira vez em 2020. A NSSF pesquisou varejistas de armas que relataram que 40 por cento das vendas foram realizadas a compradores que nunca possuíram uma arma de fogo.

A NSSF rastreia as verificações de antecedentes associadas à venda de uma arma de fogo com base no National Instant Background Check System (NICS) do FBI. Os cheques NICS ajustados por NSSF de janeiro a julho de 2020 mostram um recorde de 12,1 milhões, um aumento de 71,7 por cento em relação aos 7,1 milhões de NICS ajustados por NSSF de janeiro a julho de 2019. Isso equivale a quase 5 milhões de proprietários de armas pela primeira vez nos primeiros sete meses de 2020.

“Esta é uma mudança tectônica no mercado da indústria de armas de fogo e munições e uma transformação completa da comunidade atual de proprietários de armas”, disse Lawrence G. Keane, vice-presidente sênior do conselho geral da NSSF. “Esses compradores de primeira viagem representam um grupo de pessoas que, até agora, eram agnósticas em relação à posse de armas de fogo. Isso está mudando rapidamente, e esses americanos estão assumindo o direito dado por Deus de manter e portar armas e proteger a si mesmos e a seus entes queridos. ”

Pesquisas da NSSF revelaram que 58 por cento das compras de armas de fogo foram entre homens e mulheres afro-americanos, o maior aumento de qualquer grupo demográfico. As mulheres representaram 40% dos compradores de armas pela primeira vez. Os varejistas observaram que estão constatando um aumento de 95% nas vendas de armas de fogo e 139% nas vendas de munições em relação ao mesmo período de 2019.

Vários fatores estão contribuindo para o aumento sustentado nas compras de armas de fogo. As vendas dispararam em março, com um recorde de 2,3 milhões de verificações de antecedentes do NICS realizadas para uma venda de armas de fogo, no mesmo mês em que ocorreu a pandemia de coronavírus. Durante esse tempo, a polícia alertou que os tempos de resposta seriam testados enquanto prefeitos e governadores esvaziavam as prisões, incluindo criminosos violentos. Alguns deles foram presos novamente em poucos dias por cometer outro crime violento.

Após o Memorial Day, os protestos se transformaram em saques, tumultos e destruição, que continuam até hoje em várias grandes áreas metropolitanas. Chamadas politicamente carregadas para retirar o dinheiro da polícia também continuam a estimular as vendas.

Este também é um ano de eleições e as vendas de armas de fogo normalmente aumentam durante os anos de eleições presidenciais. No entanto, este ano, os candidatos democratas Joe Biden e a senadora norte-americana Kamala Harris (D-Calif.) estão pedindo medidas rigorosas de controle de armas, incluindo confisco forçado, banindo classes inteiras de armas de posse legal, esquemas de licenciamento e revogando a proteção de armas legais previstas na Lei do Comércio de Armas (Protection of Lawful Commerce in Arms Act), que exporia a indústria de armas de fogo a processos judiciais frívolos e hostis.

A cada mês, desde março, as verificações de antecedentes NICS ajustadas pelo NSSF estabeleceram um recorde como as mais fortes já registradas para aquele mês.
 

19 julho, 2020

Joint ventures da Taurus Armas e da CBC avançam na Índia


A decisão do governo de permitir a entrada de empresas privadas ajudará na criação de um ecossistema viável de armas pequenas e munições na Índia e atenderá aos requisitos através da fabricação indígena

*LRCA Defense Consulting - 19/07/2020

Imagem da reportagem indiana mostra as armas da JV da Taurus expostas em evento internacional

A matéria abaixo, condensada de uma reportagem publicada no dia 17 pelo portal indiano Raksha Aniverda com o título: "Desenvolvimento de armas leves: fabricantes particulares podem atingir o alvo?", mostra a importância estratégica que as joint ventures Taurus Armas/Jindal Stainless e CBC/SSS Defence têm na atual situação da Índia, bem como trazem novas e importantes informações sobre o mercado potencial a ser atendido, tais como:

- além do enorme efetivo das forças armadas, com mais de um milhão de homens e mulheres, as forças paramilitares do país compreendem quase um milhão de soldados;

- acresça-se a estes dois milhões de soldados, os enormes efetivos policiais de 30 estados diferentes que também exigem fuzis automáticos, carabinas e pistolas modernos;

- o mercado é completado por seguranças privados (cerca de 7 milhões), bem como por atiradores esportivos e cidadãos de um país com cerca de 1,4 bilhão de pessoas;

- a JV da Taurus está oferecendo armas pequenas para testes das forças armadas com base na prática 'sem custo, sem compromisso';

- a JV da Taurus está visando uma capacidade de 100.000 unidades por ano ao seu mix de produtos (esta informação ainda carece de confirmação, pois pode se referir a cada produto do mix, haja vista que o CEO da Taurus já afirmou que só em fuzis, a previsão é de 500 mil em cinco anos);

- o analista que produziu a matéria afirma que "dependendo do ambiente em que são usadas ​​e de como são mantidas, as armas pequenas têm uma vida útil de 5.000 a 6.000 tiros. Isso significa substituições contínuas, que devem manter as linhas de produção em funcionamento por décadas";

- a joint venture com a Rússia para a produção local de 750.000 fuzis Kalashnikov AK-203 continua incerta;

- a JV da CBC estará operacional em julho de 2021;

- a JV da CBC será a primeira a produzir munição de pequeno e médio calibre no setor privado e a atender à demanda doméstica e à exportação;

- a janela existente no mercado de munição representa um valor de mais de US $ 1 bilhão em contratos de longo prazo.

Os números e as perspectivas do mercado indiano (e de exportações a partir dele) permitem afirmar que a produção de armas e munições na Índia - o maior e mais inexplorado mercado entre os países capitalistas - significará o maior marco na história industrial do binômio Taurus/CBC, capaz de multiplicar muitas vezes os resultados atuais de ambas e levá-las a um patamar nunca antes atingido no mercado mundial.


"Desenvolvimento de armas leves: fabricantes privados podem atingir o alvo?"

*Raksha Aniverda - 17/07/2020

O Exército Indiano está no meio de um enorme esforço de modernização que reequipará mais de um milhão de soldados com armas pessoais avançadas. Paralelamente, as forças paramilitares do país, compreendendo quase um milhão de soldados, declararam inequivocamente que não aceitariam mais os fuzis de má qualidade do INSAS. Como um exercício de compras dessa escala não é mais viável por meio de importações, a chave para equipar as forças é a indigenização [nacionalização].

A longa busca do país por armas leves de qualidade - que inclui fuzis, carabinas, fuzis de precisão e armas de mão - parece ter se espalhado nas seguintes direções:

Em primeiro lugar, importações definitivas. Em 2019, uma competição de concurso reduziu os participantes ao fuzil SIG 716, com sede nos EUA, e à carabina CAR 816 da empresa de armas dos Emirados Árabes Unidos, Caracal. O SIG 716 foi selecionado depois que a empresa citou o preço mais baixo para compras rápidas na Índia de 72.400 novos fuzis de assalto. Do total, a Marinha recebe 2.000, a Força Aérea 6.000 e o Exército 64.400 fuzis. Em uma oferta separada por 94.000 carabinas, a carabina CAR 816 recebeu o sinal verde depois que a cotação da Caracal foi considerada a mais baixa. O SIG 716 e o ​​Caracal 816 são baseados no rifle americano AR-15.

Em segundo lugar, o Exército Indiano assinou um contrato com a Israel Weapon Industries, parceira da PLR Systems, através da rota Fast Track Procurement para 16.479 metralhadoras Negev 7.62x51mm (LMGs). Para a quantidade de saldo de 40.949 LMGs, o Ministério da Defesa emitiu uma solicitação de proposta (RFP) em outubro de 2019 com a categorização sendo Buy & Make (Indian). A PLR Systems é uma das cinco empresas que responderam a esta RFP.

Em terceiro lugar, existe um acordo entre governos e a Rússia para a aquisição de 750.000 fuzis Kalashnikov AK-203, com 40.000 a serem importados diretamente. Uma nova fábrica foi construída em Korwa, em Uttar Pradesh, onde os fuzis de assalto devem ser fabricados por uma empresa de joint venture na Índia, liderada pelo Ordnance Factory Board (OFB) na categoria Buy & Make (Indian). O AK-203 é uma iteração moderna do lendário rifle de assalto AK-47. Esses acordos são os mais próximos que o Exército indiano chegou de equipar seus soldados de infantaria com novas armas pequenas em mais de uma década. No entanto, eles não são uma solução permanente por duas razões principais.

Primeiro, as importações são, na melhor das hipóteses, uma solução de curto prazo, pois esses fuzis precisarão ser substituídos em alguns anos. Depois, voltaremos a licitações e burocracia e - dependendo de qual governo está no poder - os inevitáveis ​​escândalos de corrupção.

Segundo, o acordo com o Kalashnikov atingiu um gargalo. O projeto de Rs 4.300 milhões foi parado por mais de um ano, com o parceiro russo e o OFB incapaz de apresentar um plano de preços razoável. Isso não é novidade em acordos envolvendo fabricantes russos. De fato, é um padrão que remonta ao contrato de porta-aviões Gorshkov de 2001, em que o custo rapidamente subiu de US $ 700 milhões para US $ 3,2 bilhões. Não esqueça que este é um casamento envolvendo a Rússia, que possui um sistema de cadeia de suprimentos atroz, e um monopólio do setor público indiano não conhecido por sua ética no trabalho. Se a [parte da] manhã mostrar o dia [todo], levará muito tempo até que a fábrica de Korwa produza um único Kalashnikov.

Produção privada
Felizmente, há outra maneira de sair do atoleiro. Desta vez, o governo deixou a porta aberta para vários fabricantes privados iniciarem a produção de armas pequenas na Índia. Em junho de 2018, o governo revisou as Regras de Armas de 2016, permitindo que empresas privadas instalassem unidades de fabricação na Índia e atendessem a pedidos de exportação. De acordo com as novas regras, as empresas indianas receberão uma licença de sete anos após a devida verificação e poderão instalar unidades em zonas econômicas especiais.

Além disso, de acordo com uma nova política de munição, o Ministério da Defesa está disposto a fornecer compromissos de longo prazo e ordens firmes de vários tipos de munição para atores privados, mas a preços competitivos. Isso permite às empresas privadas uma brecha no mercado de munição de mais de US $ 1 bilhão, atualmente dominado por importadores estrangeiros e pelo OFB.

Raksha Anirveda conversou com cinco das novas empresas privadas que rapidamente se mudaram para o segmento de manufatura de armas pequenas e munições. Aqui está o que eles dizem. [A LRCA Defense Consulting manteve apenas as duas empresas que interessam ao Brasil]

Jindal Stainless Ltda
Localização: Hisar, Haryana

Abhyuday Jindal, diretor administrativo, JSHL
Em 27 de janeiro de 2020, a Jindal Stainless (Hisar) Ltd assinou um contrato de joint venture com a Taurus Armas SA, Brasil para transferência de tecnologia para a fabricação de armas pequenas na Índia. A Taurus é uma fabricante líder de armas de fogo, com produtos em serviço em muitos países. A gama de produtos inclui uma ampla gama de armas pequenas, como fuzis de assalto de 5,56 mm, fuzis de assalto de 7,62 mm, pistola de 9 mm para as forças armadas e também armas de pequeno calibre não proibidas (NPB), como revólveres e pistolas  para o mercado civil.

Na fase inicial, a empresa pretende fabricar pistolas e revólveres NPB para o mercado civil por meio de nacionalização progressiva. No que diz respeito às armas pequenas para uso militar, a abordagem é capitalizar as oportunidades emergentes por meio de RFIs / RFPs / licitações do exército e de outras forças armadas e planejar a produção. Proativamente, também está oferecendo armas pequenas
para testes das forças armadas com base no sistema 'sem custo, sem compromisso'.

Atualmente, o foco principal da JSHL é estabelecer uma infraestrutura ultramoderna para a fabricação de armas pequenas em Hisar. “No momento, talvez eu não consiga indicar as quantidades que a Jindal estará produzindo, mas posso confirmar que estamos visando uma capacidade de 100.000 unidades por ano ao mix de produtos”, diz Abhyuday Jindal, diretor administrativo da JSHL.

Jindal acrescenta que a iniciativa Make in India do primeiro-ministro Narendra Modi e sua subsequente chamada para Atmanirbhar Bharat criaram enorme entusiasmo no setor privado para investir na fabricação de armas pequenas. O regime liberalizado de IDE, a emissão de licença para a fabricação de armas pequenas para o setor privado e também a RFI / RFP em andamento / planejada na categoria de compra e fabricação (indiana) são testemunhos do compromisso do governo com uma participação mais ampla do setor privado facilitar a aquisição competitiva de armas leves modernas. Essas iniciativas têm como objetivo extrair a melhor relação custo / benefício contra a aquisição pelas forças armadas e reduzir a dependência de importações nesse segmento crítico.

Jindal é de opinião que o maior obstáculo enfrentado pelos fabricantes de armas pequenas é o atraso anormal que está ocorrendo no que diz respeito à aquisição dessas armas. Isso ocorre apesar do setor ser proativo e se aventurar em MoUs e joint ventures com OEMs estrangeiros para criar uma infraestrutura de defesa robusta. Por exemplo, no que diz respeito à carabina de 5,56 mm, desde 2011, RFIs repetidos foram lançados para compras através da produção indígena, mas não concluídos até a fase do contrato.

O governo também recorreu ao tratamento preferencial das unidades de produção estatais, como no caso do Ordnance Factory Board, Korwa, que fabricará em conjunto o fuzil de assalto Kalashnikov AK-103. O acordo trava nos requisitos de longo prazo das forças armadas. Nenhuma oportunidade foi estendida a fabricantes privados para licitação competitiva. “Nesse sentido, devo mencionar que, para sustentar a fabricação indígena de armas pequenas pelo setor privado, os esforços independentes da indústria precisam ser complementados por uma oportunidade comercial consistente. Além disso, em relação à exigência real das forças armadas, também há um fluxo limitado de informações para o setor privado ”, diz Jindal.

Em um cenário tão incerto, com relação ao programa de aquisição e também aos requisitos técnicos reais das armas de pequeno calibre, a indústria privada luta para firmar seu programa de investimentos e adota medidas preparatórias oportunas para responder efetivamente quando surgem requisitos formais.

O processo de aquisição anormalmente longo, particularmente o tempo envolvido na finalização da RFI / RFP, é motivo de preocupação e requer melhorias. O processo de licenciamento também precisa ser simplificado com a introdução do processo on-line para a aplicação da licença, como o DPIT. A indústria privada, sendo um novo participante no setor, não tem conhecimento de várias autorizações regulamentares e requisitos processuais que devem ser atendidos em relação à criação de infraestrutura e fabricação de armas pequenas. O Ministério da Defesa e o Ministério da Administração Interna devem fornecer apoio necessário ao setor privado nesse sentido.

"Em qualquer teatro de guerra, o soldado no terreno sempre terá primazia e é fundamental para o sucesso", diz Jindal. "Nesse cenário, devemos reconhecer que equipar nossos soldados com armas pequenas de alta qualidade produzidas indigenamente é um grande incentivo moral para a nação e uma questão de orgulho, pois essas são suas armas pessoais".


SSS Defense
Localização: Bangalore, Karnataka

Vivek Krishnan, CEO da SSS Defense (ES)
Satish Machani, MD, SSS Defense (R)
SSS Defense é a marca de defesa e aeroespacial da Stumpp, Schuele e Somappa Springs Pvt Ltd, uma empresa com mais de 70 anos de experiência em fabricação. A SSS Defense se concentra na fabricação de armas e sistemas de armas; em particular armas leves, munição, ótica de ponta e acessórios para armas de fogo e equipamentos táticos para forças armadas e policiais.

No mercado desde 2017, a SSS Defense tem como foco armas pequenas, munições e ótica militar. Seus produtos incluem o Sabre, um fuzil sniper de longo alcance em .338 Lapua Magnum; o Viper, um fuzil sniper para atirador tático em 7.62X51 mm; e a família de fuzis P-72. Em breve, estão disponíveis produtos para o mercado internacional de atiradores civis e esportivos.

A plataforma de armas pequenas da empresa é 100% indiana e não possui joint ventures estrangeiras. "Não prevemos uma parceria, considerando que um esforço fenomenal foi investido no desenvolvimento da propriedade intelectual de nossas operações de P&D na Índia", diz o CEO Vivek Krishnan.

A plataforma de óptica militar também é 100% indiana e possui seu próprio design para produtos.

A plataforma de munição da SSS Defense mantém uma joint venture e parceria estratégica com a Companhia Brasileira de Cartuchos. Essa aliança única será a primeira a produzir munição de pequeno e médio calibre no setor privado e a atender à demanda doméstica e à exportação. Líder mundial em munição para armas portáteis e um dos principais fornecedores da OTAN, a CBC é uma marca de defesa de primeira linha no segmento de pequeno calibre.

A SSS Defense recebeu a licença industrial para a fabricação de armas pequenas via Ministério do Interior em 2018 e iniciou o planejamento da fábrica de armas pequenas. A primeira fase da planta de armas de pequeno calibre em Bangalore estará operacional em novembro de 2020.

A construção da planta de munição também começará em breve e o plano deverá estar operacional em julho de 2021. Esta unidade terá mais de 60 acres de terra em Anantapur , Bangalore, e incluirá manufatura, laboratórios balísticos e infraestrutura tática (para treinamento avançado). Esta será a primeira indústria no espaço do setor privado indiano.

De acordo com o diretor-gerente Satish Machani, todos os produtos que a SSS Defense introduziu até agora foram projetados e desenvolvidos de maneira independente. “Uma abordagem moderna ao desenvolvimento incluiu o uso de manufatura aditiva, dinâmica de fluxo, simulação e uma filosofia de design de UX muito avançada”, explica ele. “Aplicamos dados antropométricos para projetar formas físicas indianas. O uso de materiais é outra área em que investimos tempo e recursos significativos. A competência principal de nossa empresa matriz na fabricação em escala industrial com ligas metálicas nos permitiu acessar processos e metalurgia de ponta. Na maioria das vezes, usamos ligas de classe aeroespacial em nossa construção e continuamos a trabalhar em ligas leves. Nossas ações de parafusos para o atirador são projetos proprietários e não se baseiam em nenhum sistema existente como o Remington 700. ”

A vantagem da abordagem da SSS Defence é que a empresa pode ultrapassar certos elementos da construção de armas em que o Ocidente e a Rússia têm sido tradicionalmente lentos, devido à sua persistência em processos de fabricação mais antigos. Isso permite que a empresa desenvolva tecnologia avançada em seus laboratórios - uma nova maneira de fazer as coisas no setor de defesa indiano.

Krishnan acredita que os fabricantes de armas pequenas na Índia precisam ter uma chance. "A política do Make in India, introduzida em 2016, acendeu o coração de muitos empreendedores", diz ele. "O potencial na Índia é imenso e as vantagens de comprar de um fabricante indiano seriam dez vezes maiores."

No entanto, estes são os primeiros dias e existem vários problemas. Krishnan lista os mais críticos:

1) Um grande número de fabricantes indianos busca consolo na transferência de tecnologia. Embora exista algum valor, há uma tendência de acreditar que a transferência de tecnologia em si é uma bala de prata. Em vários casos, o parceiro indiano acaba como um fabricante do Build to Print ou fornecedor de componentes para o OEM global. Depois disso, ocorre uma batalha prolongada para garantir que a indigenização ocorra em vez de confiar nas opções de DRC / SKD. O governo indiano pode garantir que os casos Make II e IDDM (Desenvolvidos e Fabricados com Design Indígeno) tenham prioridade sobre a fabricação indígena com apenas transferência cosmética de tecnologia.

2) Garantir que o uso da infraestrutura militar e do setor público relacionada aos testes seja disponibilizado aos fabricantes indianos.

3) As licitações globais devem ser a última opção e somente se deve contar quando não há absolutamente nenhum fornecedor indiano capaz de apresentar opções viáveis. Passos recentes, como a restrição à emissão de propostas globais para aquisições com menos de R $ 200 milhões, certamente ajudarão.

4) Todo país possui políticas que incentivam a indústria doméstica e restringem a concorrência. Os campeões do mercado livre - EUA e Europa - têm regulamentos como o ITAR e o Buy American Act para garantir que as indústrias domésticas de armas de fogo e defesa sejam protegidas. O governo precisa correr alguns riscos aqui e permitir algum nível de proteção para os setores de armas pequenas e munições.

5) A aquisição de equipamentos de capital estrangeiro por meio de agentes e representantes autorizados de OEMs estrangeiros deve receber a menor prioridade em licitações / propostas governamentais, independentemente da agência - MoD ou MHA.

6) O cronograma para o fechamento de propostas e o cancelamento arbitrário de propostas é um claro negativo para a tomada de riscos no setor privado. Se o espaço militar tiver que crescer, o governo precisará de equipes de gerenciamento de projetos específicas para compras críticas que possam trabalhar em conjunto com a indústria para identificar e fechar requisitos de maneira limitada no tempo.

7) Incentivar as exportações de equipamentos de defesa, incluindo armas pequenas e munições, é um grande passo que o atual governo está seguindo. O valor geopolítico estratégico de ser uma potência de defesa está começando a ganhar sentido. Precisamos de medidas mais agressivas nessa direção.

8) A política deve incentivar uma célula de Tecnologia das Forças Especiais. Estamos muito interessados ​​em aplicar parte de nossa tecnologia avançada para que produtos sob medida para nossas forças especiais possam ser desenvolvidos. Empresas como nós gostariam de trabalhar em tais armas, apesar do menor tamanho de pedidos. Para nós, essas são oportunidades para mostrar nosso compromisso com as forças. De fato, o Comando de Operações Especiais dos EUA (SOCOM) possui programas dessa variedade e muitos produtos interessantes, como a Next Gen Squad Weapon (NGSW), evoluíram dessa maneira.

9) O enquadramento dos GSQRs deve estar mais afinado com a realidade prática.

Conclusão

Ao longo das décadas, a Índia gastou bilhões de dólares em armas de ponta que garantiram que ela permanecesse o poder militar preeminente na região. Hoje, está prestes a se tornar uma potência pan-asiática com a capacidade de projetar energia no Mar da China Meridional e até o Chifre da África.

Mas, enquanto persegue o domínio regional através de mísseis Agni, submarinos da SSBN e porta-aviões, a liderança política não deve esquecer que é o soldado em campo que mantém o inimigo à distância.

Se a Índia está comprando Sukhois e Rafales caros, por que o soldado indiano deveria carregar o fuzil INSAS propenso a falhas? Fuzis de má qualidade para o soldado humilde, portanto, cheiram a elitismo e discriminação. Armas pessoais são tão importantes para o resultado das guerras quanto a aquisição de aeronaves, tanques e armas pesadas.

Além disso, há o efeito da cisão na economia. Com a exigência de armas pequenas para as forças militares e paramilitares em mais de dois milhões, o bolo é grande o suficiente para que tanto a OFB estatal quanto os fabricantes privados possam ter suas ações sem acrimônia. E isso não inclui as forças policiais de 30 estados diferentes que também exigem fuzis automáticos, carabinas e pistolas. Acrescente a demanda por fuzis esportivos e estamos vendo um dos maiores mercados de armas pequenas do mundo.

Além disso, dependendo do ambiente em que são usadas ​​e de como são mantidas, as armas pequenas têm uma vida útil de 5.000 a 6.000 tiros. Isso significa substituições contínuas, que devem manter as linhas de produção em funcionamento por décadas.

O número de empregos que isso criará e as inovações que a indústria criará sem dúvida impulsionarão uma nova era no setor de defesa indiano.

Por várias razões, por mais de 70 anos, a Índia perdeu a oportunidade de criar uma próspera indústria de armas pequenas. Com um governo favoravelmente disposto no poder, agora é a hora de recuperar o tempo perdido.

*O autor da matéria, Rakesh Krishnan Simha, é um analista de defesa citado globalmente. Seu trabalho foi publicado pelos principais think tanks e citado extensivamente em livros sobre diplomacia, combate ao terrorismo, guerra e desenvolvimento econômico.

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