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30 outubro, 2026

LINK-BR2 cumpre primeiro voo de certificação e recebe alvos do E-99M em Canoas

Campanha IRIS 2026, encerrada nesta sexta-feira (30), leva o enlace de dados da FAB à etapa decisiva; segundo o DCTA, a integração a outras aeronaves será planejada após a certificação



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LRCA Defense Consulting - 30/10/2026 - 10h00

O LINK-BR2, sistema de enlace de dados táticos da Força Aérea Brasileira (FAB), realizou em 20 de outubro seu primeiro voo de certificação. A missão ocorreu na Base Aérea de Canoas (BACO), no Rio Grande do Sul, durante a Campanha IRIS 2026, realizada de 19 a 30 de outubro. Segundo a FAB, que divulgou os resultados na quinta-feira (29), o sistema foi submetido a uma extensa lista de verificações e alcançou resultados expressivos, num voo classificado pela Força como marco decisivo para o projeto. O objetivo da campanha é certificar o 
LINK-BR2 para uso operacional.

Alvos do avião-radar na cabine dos caças 
Em 27 de outubro, um segundo voo verificou a integração do 
LINK-BR2 com o avião de alerta aéreo antecipado E-99M. Na ocasião, os caças F-5M receberam com sucesso os alvos detectados pelo radar da aeronave. A campanha empregou três F-5M e um E-99M. A ligação entre os caças e o avião-radar já havia sido utilizada no Exercício Conjunto Escudo-Tínia 2026, em maio, em Anápolis (GO); agora, passou por verificação formal, etapa exigida para a certificação.

Quem conduz os ensaios 
A campanha é conduzida pelo Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) e reúne a Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (Copac), pilotos de prova do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV), engenheiros do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI), militares do Primeiro Esquadrão do Décimo Quarto Grupo de Aviação (1º/14º GAV), o Esquadrão Pampa, da BACO e do Comando de Preparo (Comprep), além de engenheiros e técnicos da AEL Sistemas, desenvolvedora do sistema. 


Certificação antes das novas plataformas 
O Diretor-Geral do DCTA, Tenente-Brigadeiro do Ar Mauro Bellintani, acompanhou parte dos ensaios na sala de controle da BACO. "Os resultados evidenciam o nível de maturidade do Sistema LINK-BR2, que avança mais um passo para certificação e, a partir daí, permitir o planejamento para integração em outras plataformas e sistemas da Força Aérea Brasileira", afirmou.

A declaração estabelece uma sequência: primeiro a certificação, depois o planejamento da expansão. Como a LRCA mostrou em 26 de outubro, a integração ao caça F-39 Gripen e ao cargueiro KC-390 Millennium está, até aqui, na fase de workshops técnicos, realizados com a Saab em julho e dezembro de 2025 e com a Embraer em março de 2026. A meta do DCTA é concluir o desenvolvimento do 
LINK-BR2 até dezembro de 2026. A certificação formal ainda não foi anunciada.

Um programa de 14 anos 

O contrato do 
LINK-BR2 foi assinado em dezembro de 2012 com a Mectron, no valor de R$ 193 milhões, e previa o sistema instalado até 2016 em quatro F-5M, quatro A-29 e dois E-99. Após o encerramento da Mectron, em 2017, o programa passou à AEL Sistemas, de Porto Alegre, responsável pelo núcleo do sistema. O voo de 20 de outubro é o primeiro passo oficial para que o enlace deixe a fase de desenvolvimento e entre em serviço na FAB.

12 maio, 2023

Embraer E-99M AEW&C recebe o Certificado Suplementar Final


*Agência Força Aérea - 11/05/2023

O Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) entregou, no dia 04/05, pelas mãos do Diretor-Geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, o Certificado Suplementar de Tipo Final do E-99 Modernizado à Embraer, empresa responsável pela modernização da aeronave.

A emissão do certificado, resultado do trabalho dos técnicos da Divisão de Certificação de Produto Aeroespacial (CPA) do IFI - em interação com a Embraer -, atesta que o projeto de modernização dos sensores dessa aeronave atende aos requisitos de segurança e desempenho previstos em contrato. Isso significa que a aeronave pode voar com segurança e é capaz de cumprir a missão determinada pela Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o Chefe da Assessoria Técnica do IFI, Tenente-Coronel Gustavo Borges Basílio, o E-99M executa uma missão muito importante para o país. "A certificação de sua modernização, levada a cabo pela Embraer junto com o IFI, promove uma melhoria considerável na capacidade estratégica brasileira, na Tarefa de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento, além das Ações de Alerta em Voo e Controle e Alarme em Voo”, afirmou.

Durante a cerimônia, o Tenente-Brigadeiro Medeiros comentou o processo de modernização do E-99, destacando a importância dessas aeronaves e a relevância do trabalho conjunto do IFI e da Embraer em prol da FAB. “Parabéns à engenharia da Embraer, que trabalhou na concepção desse projeto, e ao IFI, que certificou todo o processo que envolveu a modernização da frota de E-99. Para mim, este momento tem um significado muito especial, pois tive o privilégio de participar da implantação dos R-99 A/B no Segundo do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV)  e, hoje, tenho a satisfação de assinar este certificado”, disse.

Ainda durante o evento, o Vice-Presidente e Engenheiro-Chefe da Embraer, Henrique Langenegger, agradeceu especialmente o trabalho do IFI, na pessoa de seu Diretor, Coronel Aviador Luiz Marcelo Terdulino de Brito, mencionando as inúmeras atividades envolvidas na certificação da modernização do E-99. “Houve muitas viagens ao exterior para realizar os ensaios, além de workshops de planejamento para agilizar o trabalho. O IFI sempre esteve disposto a cooperar para que a atividade fosse realizada”, comentou.

Histórico
A modernização das aeronaves E-99 introduziu modificações no Erieye Mission System, com a instalação de novos consoles, novos rádios e a implementação de gravação de áudio e dados de missão, aumentando a capacidade de comando e controle, principalmente em operações aéreas compostas. O processo de certificação iniciou-se em 2018, sob a responsabilidade da CPA. De 2020 a 2023 ocorreram os ensaios de desenvolvimento e certificação, a despeito dos impactos ocasionados pela pandemia de Covid-19.

Ao longo do processo foram verificados 434 requisitos contratuais, distribuídos entre 30 diferentes tecnologias, sendo produzidos mais de 250 relatórios técnicos. O Grupo de Trabalho responsável pelas atividades de certificação envolveu cerca de 60 pessoas, com a colaboração do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Parque de Material Aeronáutico do Galeão (PAMA-GL), do Grupo de Acompanhamento e Controle – Programa Aeronave de Combate (GAC-PAC), do Instituto de Pesquisas e Ensaios em Voo (IPEV) e do Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV – Esquadrão Guardião), responsável por operar as aeronaves.

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