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25 janeiro, 2026

Exército e CENSIPAN criam instituto de pesquisas na Amazônia

Acordo firmado em Brasília visa fortalecer ciência e tecnologia aplicadas à defesa e sustentabilidade da região amazônica  


*LRCA Defense Consulting - 25/01/2026

O Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (CENSIPAN) e o Instituto Militar de Engenharia (IME) assinaram nesta sexta-feira um acordo de cooperação para implantar o Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (IPEAM) na unidade do CENSIPAN em Manaus. A cerimônia, realizada na sede do CENSIPAN em Brasília, marca um avanço estratégico na integração entre pesquisa militar e proteção ambiental na região.

Descentralização da pesquisa militar
Durante o evento, o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, destacou a necessidade de descentralizar instituições de ensino e pesquisa militar para além do eixo sudeste do país. Ele mencionou iniciativas semelhantes, como o novo campus do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) em Fortaleza e o Campus Integrado de Manufatura e Tecnologia (CIMATEC) em Salvador.

O comandante do Exército, General Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, enfatizou que os desafios impostos pela dimensão continental da Amazônia, sua riqueza ambiental e relevância estratégica demandam soluções baseadas em conhecimento científico e tecnologias avançadas.

Áreas de atuação
O acordo prevê cooperação nas áreas de sensoriamento remoto, modelagem ambiental, ciência de dados, engenharia e tecnologias de defesa. As instituições realizarão intercâmbio técnico, compartilharão dados e desenvolverão projetos conjuntos voltados à proteção e ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal.

A parceria também contempla a integração de pesquisadores e engenheiros do IME em atividades do CENSIPAN, além da realização de estudos, cursos e oficinas para geração de soluções tecnológicas aplicáveis à região.

Objetivos estratégicos
Entre os resultados esperados estão a integração operacional entre as instituições, o compartilhamento de infraestrutura e apoio técnico-científico, e a criação de um ambiente de experimentação tecnológica. O acordo visa desenvolver capacidades em monitoramento ambiental, sustentabilidade e inovação aplicadas aos desafios amazônicos.

A iniciativa reforça o compromisso das Forças Armadas com a pesquisa científica voltada à defesa nacional e à preservação ambiental, utilizando as capacidades do Censipam em processamento de dados e sistemas integrados.

Participaram da solenidade o ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Marcos Amaro, o senador Eduardo Braga (AM), autoridades militares e civis ligadas à defesa e à ciência na Amazônia.

27 outubro, 2025

Avanço científico: IME investe em equipamento subatômico e amplia capacidade de pesquisa em áreas estratégicas

 

*LRCA Defense Consulting - 27/10/2025

O Instituto Militar de Engenharia (IME) reforçou sua posição na vanguarda científica brasileira com a inauguração, no dia 20 de outubro, do moderno Microscópio Eletrônico de Transmissão com Fonte de Emissão de Campo (MET-FEG). Instalado no Laboratório de Microscopia Eletrônica (LME) do campus do Parque de Instrução Ricardo Franco, na histórica Fortaleza de São João, Rio de Janeiro, o equipamento representa um salto tecnológico para pesquisa nacional em micro e nanoestruturas.

O MET-FEG é capaz de realizar análises em escala subatômica, permitindo investigações de nanopartículas e materiais avançados com precisão inédita no país. O laboratório foi totalmente reformado para receber o novo aparelho, que coloca o IME entre os centros científicos mais avançados do Brasil para pesquisas em Defesa, Energia, Meio Ambiente e Saúde. O evento de inauguração contou com a presença de autoridades militares, professores e pesquisadores de instituições de destaque, como o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas.

O investimento de R$ 4,99 milhões foi financiado por meio da FINEP, através de uma chamada pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação. O projeto de expansão, coordenado pelo Professor Marcelo Henrique Prado da Silva, ampliará a infraestrutura científica do IME e permitirá que pesquisadores de diferentes áreas utilizem o equipamento em projetos multidisciplinares de alto impacto.

O novo microscópio proporcionará investigações avançadas para o desenvolvimento de novas tecnologias estratégicas, essenciais para o fortalecimento da soberania nacional. Além disso, o local está preparado para fomentar colaborações acadêmicas e industriais, reafirmando o IME como referência em inovação e formação de pesquisadores voltados ao desenvolvimento científico do Brasil.

Com essa iniciativa, o Instituto Militar de Engenharia não apenas moderniza seus laboratórios, mas também impulsiona avanços relevantes em setores de grande importância para o país e reafirma seu protagonismo na pesquisa de materiais nanoestruturados. 

30 abril, 2025

Dentro de iniciativa de comunicação quântica, Exército instala seu primeiro enlace de comunicação óptica no espaço livre

 

*LRCA Defense Consulting - 01/05/2025

Desde o dia 17 de março, o primeiro enlace de comunicação óptica no espaço livre (Free Space Optics – FSO) do Exército Brasileiro está em operação. Invisível a olho nu e funcionando a uma taxa de transmissão de até 1 bilhão de bits por segundo, ele possui 800 metros e foi instalado entre o Instituto Militar de Engenharia (IME) e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).

Esse sistema faz parte de duas iniciativas de comunicação quântica na cidade do Rio de Janeiro: a Rede Rio Quântica (RRQ) e a Rede Hermes Quântica (RHQ). Ambos os projetos almejam a criação de redes de Distribuição Quântica de Chaves (Quantum Key Distribution – QKD), sendo a Rede Hermes para aplicações na área de Defesa.

A conexão é constituída por diversos fótons transmitidos de forma colimada; é imune a ruídos externos e as interceptações são bem mais difíceis se comparadas a ondas de frequência rádio. Essas características tornam esse tipo de comunicação disruptivo na Era do Conhecimento e da Quarta Revolução Industrial, com desdobramentos impactantes para diversos setores militares e civis, particularmente na segurança cibernética de um país.

A instalação do enlace foi conduzida pela equipe do IME sob a coordenação do Tenente-Coronel Vítor Andrezo, incluindo o Capitão Oscar Martins e dois pesquisadores civis de pós-graduação, Marcos José Sylvestre e Tauã Ribeiro, além de alunos de graduação. Os projetos RRQ e RHQ contam com fomento do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI).

Realizar desenvolvimento tecnológico nos programas de pós-graduação voltados para contribuir com a geração de elementos de capacidades militares terrestres é um dos objetivos do paradigma de Escola Empreendedora e Escola Corporativa do IME. Ele foi adotado na concepção da Iniciativa Estratégica “Implantar o Programa IME 1000”, do Objetivo Estratégico do Exército “Obter Prontidão Tecnológica”, do Plano Estratégico do Exército 2024-2027.

29 setembro, 2021

Exército, UFRGS, IME e UnB iniciam o projeto “Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2)”

Sistema de Comando e Controle (C2) Pacificador, utilizado durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016

*Instituto de Informática da UFRGS - 27/09/2021

O Exército Brasileiro, a UFRGS, o IME e a UnB, atuando em convênio, deram início ao projeto “Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2)” com o objetivo de atender às demandas de interoperabilidade da Família de Aplicativos de Comando e Controle da Força Terrestre (FAC2FTer).

A crescente complexidade dos ambientes operacionais no âmbito da Defesa demonstra que a sinergia  entre as Forças Armadas é indispensável. Desta forma, a interoperabilidade entre os diferentes braços torna-se essencial. Em situações de emergência e de crise interna, como em decorrência de desastres naturais, a colaboração pode se estender às instituições de segurança pública e de defesa civil. Atualmente, o Exército conta com soluções tecnológicas desenvolvidas de maneira isolada e que são integradas de forma manual.

O projeto Sistemas de Sistemas de Comando e Controle (S2C2) surge com o objetivo de desenvolver, simular e implementar linhas de ação para a interoperabilidade dos sistemas de Comando e Controle das Forças Armadas, mitigando potenciais erros humanos na transmissão de informação como podem ocorrer na forma manual atual. Além do Centro de Desenvolvimento de Sistemas do Exército Brasileiro (CDS) e da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o projeto também conta com a participação do Instituto Militar de Engenharia (IME) e da Universidade de Brasília (UnB), com cada instituição recebendo a responsabilidade de desenvolver uma área do projeto.

O convênio firmado entre as instituições foi iniciado em setembro de 2021, com prazo de 36 meses, e receberá recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP). A equipe da UFRGS é coordenada pelo professor do Instituto de Informática da UFRGS Edison Pignaton de Freitas e composta pelos professores Dante Barone e Juliano Wickboldt, também do INF, além de 2 bolsistas graduados e 6 bolsistas de iniciação científica. Devido às restrições impostas pela pandemia do Covid-19, as atividades iniciais do projeto estão sendo realizadas de maneira remota.

Sob a responsabilidade da UFRGS, ficaram as atividades de simulação, seleção e avaliação de linhas de ação para interoperabilidade, abordando aspectos relacionados à modelagem do sistema através de multiagentes e ainda a prototipação de soluções de redes de comunicação capazes de dar suporte ao aspecto distribuído do sistema.

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