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03 outubro, 2026

Embraer coloca KC-390 em destaque em Marrakech e renova atenção sobre negociação com Marrocos

Equipe de Defesa & Segurança participará do salão de 7 a 10 de outubro; histórico de aproximação torna o evento uma oportunidade para avanços, mas não há anúncio de compra confirmado 



*LRCA Defense Consulting - 03/10/2026

A Embraer confirmou a participação de sua equipe de Defesa & Segurança no Marrakech Airshow 2026, que será realizado de 7 a 10 de outubro, no Marrocos, e escolheu o KC-390 Millennium como destaque da divulgação. O movimento recoloca em evidência a campanha da fabricante brasileira em um mercado interessado em renovar sua capacidade de transporte militar e oferece uma ocasião para novos contatos com autoridades, operadores e parceiros.

Na publicação divulgada nesta sexta-feira (2), a empresa convida o público a conhecer a aeronave com seus especialistas e ressalta atributos como flexibilidade operacional, prontidão e desempenho. A comunicação confirma o foco militar da participação, mas não informa se haverá um exemplar do cargueiro em exposição, reuniões específicas com o governo marroquino ou assinatura de contrato.

O mesmo palco de uma aproximação industrial 
O salão já ocupa um lugar concreto no relacionamento entre a Embraer e o Marrocos. Em 30 de outubro de 2024, durante a edição anterior, a fabricante e o governo marroquino assinaram um memorando de entendimento para explorar projetos conjuntos em aviação comercial, defesa e mobilidade aérea urbana.

O documento estabeleceu uma base para desenvolver uma cadeia de fornecedores no país, com possibilidades de cooperação em formação profissional, manutenção, reparo e revisão. Na ocasião, Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, manifestou o objetivo de posicionar o C-390 como principal opção para as futuras capacidades marroquinas de transporte aéreo tático, com apoio em treinamento, manutenção e logística.

Esse antecedente dá relevância à volta da equipe de defesa a Marrakech. A proposta brasileira se insere em uma relação que contempla tanto a aeronave quanto oportunidades de participação da indústria local.

Negociação envolve aeronaves e sistemas 
A LRCA acompanha há mais de um ano os relatos sobre a disputa pelo mercado marroquino. Em agosto de 2025, o portal registrou informações de que a Embraer se aproximava de um acordo, enquanto a Lockheed Martin mantinha o C-130J Super Hercules na concorrência para a renovação da frota de transporte.

Em junho de 2026, a negociação ganhou outra dimensão. Segundo informação do Africa Intelligence repercutida pela LRCA, a Embraer ofereceu um centro de comando e controle C4I como argumento adicional em uma negociação descrita pela imprensa como envolvendo cinco KC-390 e valor superior a US$ 600 milhões.

A oferta ampliaria o alcance do relacionamento para sistemas capazes de reunir informações e coordenar operações militares. O número de aeronaves, o valor e a composição desse pacote, entretanto, permanecem informações atribuídas à imprensa, sem confirmação pública de contrato localizado nesta apuração. 

Em outubro de 2024, um documento interno da Embraer listou três países que ainda não eram clientes do C-390: Marrocos, Emirados Árabes Unidos e Chile. Os EAU já assinaram o maior contrato internacional da aeronave. Restam dois países...

Uma oportunidade para avançar 
A presença anunciada da equipe de Defesa & Segurança, a promoção explícita do KC-390 e o histórico de cooperação tornam o salão uma oportunidade plausível para avanços. Essa avaliação decorre da combinação desses elementos, e não de informação sobre uma cerimônia de aquisição já preparada.

O próprio histórico recomenda prudência: notícias sobre a proximidade de um acordo circulam desde 2025. A participação em uma exposição, por si só, não demonstra que as negociações comerciais e as aprovações governamentais estejam concluídas.

Também é necessário distinguir os possíveis desdobramentos. Uma seleção da aeronave representaria uma decisão de preferência; a assinatura de contrato formalizaria obrigações de compra; um novo acordo industrial poderia ampliar a parceria sem estabelecer uma encomenda.

Até 2 de outubro, os anúncios examinados confirmam a presença da Embraer e o destaque ao KC-390, mas não vinculam o evento à divulgação de uma decisão marroquina. Marrakech oferece, portanto, uma ocasião relevante para a campanha brasileira, cujo resultado dependerá do estágio efetivo das negociações.

03 julho, 2026

Embraer abre julho com dois palcos estratégicos: do Golfo da Guiné a Farnborough, uma janela para fechar contratos

De Accra a Londres em alguns dias: ASEC, Farnborough 2026 e uma carteira de negócios em aberto para o Super Tucano e o KC-390 Millennium 


*LRCA Defense Consulting - 03/07/2026

A Embraer entra em julho com uma sequência rara de oportunidades comerciais. Entre os dias 7 e 9, a empresa marca presença no 13º Simpósio de Segurança da África (ASEC), realizado em Accra, capital de Gana, com o A-29 Super Tucano e o KC-390 Millennium no portfólio. Pouco depois, entre 20 e 24 de julho, o Farnborough International Airshow 2026 reúne em Londres a nata da indústria aeroespacial mundial. O calendário forma uma janela de alguns dias que a fabricante dificilmente desperdiçará, especialmente diante de uma carteira de negócios em diferentes estágios de maturação na África, Europa e América do Sul.

Accra como palco: o ASEC e a décima tentativa ganesa
A presença da Embraer no ASEC não é casual. O simpósio, reconhecido por promover parcerias regionais e impulsionar a inovação em segurança no continente, reúne tomadores de decisão de forças armadas da África Ocidental e Central, exatamente o público a que o A-29 Super Tucano mais interessa no momento. E o contexto local não poderia ser mais favorável: Gana avalia a compra da aeronave há mais de dez anos, sem que nenhum contrato tenha sido efetivado até agora.

O interesse remonta a 2015, quando a Embraer anunciou um contrato condicionado para cinco unidades que não se materializou. Em fevereiro de 2024, a empresa levou um A-29 à Base Aérea de Accra para uma demonstração formal diante do então ministro da Defesa Dominic Nitiwul e do então chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, vice-marechal do ar Frederick Asare Kwasi Bekoe. O ministro, ao fim do evento, declarou que a força aérea ganesa havia "se apaixonado" pela aeronave e que as negociações "começariam para valer". O custo estimado para cinco unidades seria de cerca de US$ 52,8 milhões, segundo a consultoria GlobalData.

Em junho de 2026, Marcio Monteiro, diretor de marketing da Embraer Defesa & Segurança, reiterou durante visita de imprensa à fábrica de São José dos Campos que a empresa permanece pronta para apoiar qualquer ordem de Gana e lembrou que contratos de defesa demandam tempo. Ele citou o caso dos Emirados Árabes Unidos, que levou mais de uma década para formalizar a compra do KC-390 Millennium.

A deterioração da segurança no Sahel e a expansão do grupo jihadista Jama'at Nusrat al-Islam wal-Muslimin (JNIM) em direção ao litoral do Golfo da Guiné pressionam os países da sub-região a reforçar suas capacidades de ataque leve e patrulha de fronteiras. Vizinhos como Togo, que deverá receber ainda em 2026 quatro Super Tucanos em um contrato de cerca de US$ 82 milhões, e a Nigéria, que já acumula mais de 10 mil horas de voo com seus 12 A-29 adquiridos em 2021, tornaram-se referências práticas do papel da aeronave nesse ambiente. O ASEC de Accra coloca Gana diretamente diante da proposta brasileira, no momento em que o seu orçamento de defesa está em trajetória de crescimento: segundo a GlobalData, os gastos devem atingir US$ 509,6 milhões até 2029, com taxa de crescimento anual de 11,3%.

Farnborough: o palco preferido para anúncios
O Farnborough International Airshow, que ocorre entre 20 e 24 de julho, é historicamente um dos eventos preferidos pela Embraer para anunciar contratos de suas divisões de defesa e aviação comercial. A visibilidade é máxima e a repercussão imediata na imprensa especializada global funciona como amplificador de credibilidade junto a outros potenciais clientes. Em edições anteriores, a empresa aproveitou o evento para divulgar vendas do Super Tucano e do KC-390.

A sequência ASEC-Farnborough comprime em alguns dias duas janelas de altíssima exposição: uma dirigida especificamente à África Ocidental, outra com alcance global. Se Gana estiver próxima de assinar, ou se Marrocos e Chile convergirem para um contrato do KC-390, o Farnborough é o palco natural para o anúncio.

Imagem renderizada por IA

KC-390 Millennium: uma carteira de negócios em diferentes estágios
Enquanto o Super Tucano espera o desfecho ganês, o KC-390 Millennium alimenta um pipeline de vendas em múltiplas geografias, com negociações em estágios bastante distintos de maturidade.

- Marrocos: o candidato mais maduro
O Marrocos é hoje o cliente potencial mais avançado entre os que ainda não assinaram. A Força Aérea Real Marroquina (FAR) opera uma frota envelhecida de C-130H e KC-130H e busca uma plataforma que una transporte tático e reabastecimento em voo em uma única aeronave, exatamente o perfil do KC-390. A negociação, que inclui cinco unidades avaliadas em mais de US$ 600 milhões, ganhou nova dimensão em junho de 2026, quando o portal Africa Intelligence revelou que a Embraer ampliou a proposta para incluir um centro de comando e controle C4I desenvolvido pela sua subsidiária Atech, sistema que integraria operações terrestres, aéreas e navais em tempo real. O pacote reposiciona a oferta brasileira de uma venda de aeronave para uma solução de defesa integrada. 

Em outubro de 2024, um slide interno da Embraer apresentado durante conferência de usuários do C-390 já havia listado Marrocos entre os próximos clientes do programa, ao lado dos Emirados Árabes Unidos e do Chile. Os EAU assinaram em 4 de maio de 2026 o maior contrato internacional já celebrado para a aeronave: dez pedidos firmes e dez opções. Marrocos é o próximo da lista.

- Polônia: a aposta europeia com lastro industrial
Na Europa, a Polônia tem sido cortejada com uma estratégia centrada em participação industrial. A Embraer assinou memorando de acordo com a Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 (WZL-2), empresa polonesa com quase oito décadas de experiência em manutenção de aeronaves militares, incluindo o F-16 e o C-130 Hercules. O acordo abrange manutenção, conversão, pintura e integração de sistemas. 

Antes disso, ao final de 2025, a empresa já havia firmado memorandos de entendimento com diversas empresas do grupo estatal Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ). A Polônia vive um ciclo de rearmamento acelerado no contexto da guerra na Ucrânia, e a Embraer monta um argumento de capacitação industrial local para tornar o KC-390 competitivo diante de rivais como o Airbus A400M.

- Chile e Colômbia: América do Sul no radar
Na América do Sul, Chile e Colômbia representam os movimentos mais recentes. Em abril de 2026, durante a FIDAE em Santiago, o presidente chileno José Antonio Kast posou ao lado da maquete do KC-390 com o comandante da Força Aérea Brasileira e o CEO da Embraer Defesa & Segurança, em gesto de sinalização política difícil de ignorar. O ministro da Defesa chileno chegou a segurar um quadro com os emblemas da Força Aérea do Chile (FACh) ao lado da aeronave. O país é apontado como candidato a seis unidades. 

A Colômbia, por sua vez, avançou ainda mais: o presidente Gustavo Petro ordenou formalmente, em 30 de março de 2026, a aquisição de dois KC-390 para substituir C-130H fora de serviço. A Embraer tem raízes profundas nos dois países, com o Chile já operando A-29 Super Tucanos.

Uma máquina de vendas em ritmo de cruzeiro
O portfólio de defesa da Embraer nunca esteve tão internacionalizado. O Super Tucano acumula mais de 300 encomendas de 22 forças aéreas, com 39 aeronaves adicionadas à carteira nos últimos dois anos, e a empresa projeta vender cerca de 500 unidades nas próximas duas décadas, com a África respondendo por 28% da demanda. O KC-390, por sua vez, soma mais de 60 encomendas e compromissos de 11 países, com clientes na Europa (Portugal, Países Baixos, República Tcheca, Eslováquia, Hungria, Suécia, Áustria, Lituânia), no Oriente Médio (Emirados Árabes Unidos) e na América do Sul (Brasil).

A janela que se abre agora, de Accra a Farnborough, é mais do que calendário: é o momento em que negociações que duram anos costumam ganhar nome, valor e data de entrega.

13 junho, 2026

Embraer vai além do KC-390 e oferece ao Marrocos um centro de comando C4I

Imagem representativa produzida com IA pela LRCA Defense Consulting


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LRCA Defense Consulting - 13/06/2026

A Embraer ampliou sua proposta ao Marrocos para além da venda de aeronaves de transporte militar. Segundo reportagem publicada pelo portal Africa Intelligence em 12 de junho de 2026, a fabricante brasileira está oferecendo às Forças Armadas Reais (FAR) marroquinas um centro de comando e controle C4I  (sistema que integra operações terrestres, aéreas e navais em tempo real) como argumento adicional para fechar o contrato de aquisição de cinco KC-390 Millennium, avaliado em mais de US$ 600 milhões.

Um pacote que vai além da aeronave
O sistema C4I (do inglês Command, Control, Communications, Computers and Intelligence) reúne em uma única estrutura de tecnologia a capacidade de centralizar o gerenciamento de forças militares de diferentes naturezas (exército, força aérea e marinha), possibilitando coordenação mais veloz, compartilhamento de dados em tempo real e tomada de decisão mais eficaz. A oferta da Embraer, portanto, não se limita a uma aeronave: é um produto de defesa integrado, concebido para elevar o nível operacional das forças armadas marroquinas como um todo.

O Marrocos busca há anos estabelecer um centro unificado de comando nos moldes dos sistemas americanos e franceses. Atualmente, apenas a Marinha Real Marroquina dispõe de protocolo C4I próprio, o que evidencia a lacuna operacional que a proposta brasileira pretende preencher.

A notícia foi divulgada às vésperas de uma janela diplomática relevante: o ministro da Defesa do Brasil, José Múcio Monteiro, anunciou, em abril de 2026, uma missão internacional a ser realizada em junho com o objetivo declarado de fechar novas vendas do C-390. O Marrocos figura entre os destinos mais prováveis, dado o estágio avançado das negociações.

Uma negociação com histórico longo
O relacionamento entre a Embraer e o Marrocos não é recente. Em março de 2024, um KC-390 da Força Aérea Brasileira realizou campanha de demonstração na base aérea de Rabat diante de oficiais das Forças Aéreas Reais (FRA). Meses depois, em outubro de 2024, durante a Conferência de Usuários do C-390 realizada em São José dos Campos (SP), o nome do Marrocos apareceu em um slide institucional da Embraer ao lado dos operadores confirmados do programa, revelação pioneiramente publicada pela LRCA Defense Consulting naquela ocasião. No mesmo mês, os dois países assinaram um Memorando de Entendimento no Marrakech Air Show, contemplando um plano de desenvolvimento de ecossistema aeronáutico com investimento previsto de US$ 1 bilhão.

Em agosto de 2025, fontes especializadas apontavam que as negociações haviam atingido estágio avançado para a aquisição de quatro a cinco KC-390, com o país tendo recebido uma aeronave em regime de empréstimo para fins de avaliação e testes operacionais. Em abril de 2025, uma delegação da Embraer visitou o Marrocos para avaliar a cadeia de fornecimento aeroespacial local. E em abril de 2026, as conversas avançaram em Rabat durante reunião entre representantes do Ministério da Defesa brasileiro e altos oficiais das FAR.

O que a Embraer oferece ao Marrocos
A proposta brasileira combina, em um único pacote, a venda das aeronaves, o desenvolvimento de capacidade industrial local e agora o sistema C4I. No Marrakech Air Show de 2024, a Embraer havia anunciado um plano de investimento de US$ 1 bilhão no país para a criação de um ecossistema aeronáutico com foco em manutenção, reparo e revisão (MRO) de aeronaves civis e militares, além da criação de 1.000 empregos qualificados até 2035.

Do lado da defesa, o portfólio da Embraer Defense & Security inclui, além do KC-390 Millennium, sistemas C4I, plataformas de inteligência, vigilância e reconhecimento (ISR), sistemas de gerenciamento naval e aplicações de monitoramento de fronteiras, todos com presença em mais de 60 países.

A contraposição é significativa: enquanto a concorrente americana Lockheed Martin, tradicional parceira militar do Marrocos (F-16, C-130H), oferece basicamente a modernização dos Hercules existentes com novos motores e aviônicos, a Embraer oferece uma renovação completa da capacidade operacional marroquina, com transferência de tecnologia e enraizamento industrial.

O KC-390 Millennium e a frota marroquina
O Marrocos opera atualmente uma frota envelhecida de aeronaves de transporte militar, que inclui 16 C-130H Hercules (alguns convertidos para reabastecimento aéreo e vigilância eletrônica), quatro C-27J Spartans e seis CASA CN-235. A idade média dos Hercules, somada ao crescente custo de manutenção, pressiona o orçamento de defesa e reduz as taxas de disponibilidade operacional.

O KC-390 Millennium representa um salto qualitativo relevante. Propulsionado por dois turbofans IAE V2500-E5, o avião brasileiro atinge velocidade de cruzeiro de 870 km/h e capacidade máxima de carga de 26 toneladas, superando o C-130H em velocidade e eficiência logística. O sistema fly-by-wire de quarta geração e a cabine digital Pro Line Fusion reduzem a carga de trabalho da tripulação e aumentam a segurança em missões táticas de baixa altitude. A aeronave pode operar em pistas semi-preparadas de até 1.300 metros, o que é decisivo para operações no Saara e no Sahel.

Do ponto de vista estratégico, a aquisição posicionaria o Marrocos ao lado de sete membros da OTAN que já operam o KC-390, reforçando a interoperabilidade e o valor político da decisão internamente.

O contexto regional e a competição com a Lockheed Martin
A decisão marroquina não ocorre no vácuo. A Argélia, principal rival regional de Rabat, mantém frota robusta de Il-76 e tem investido em capacidade de transporte estratégico. Ao adquirir o KC-390, o Marrocos reduziria a assimetria de mobilidade aérea no Magreb e consolidaria sua posição como parceiro confiável em operações multinacionais na África e no Mediterrâneo.

A concorrência da Lockheed Martin com o C-130J Super Hercules permanece real. A empresa americana acumula décadas de relação com as forças armadas marroquinas e detém vantagens em integração logística com os sistemas da OTAN. Contudo, o C-130J oferece carga máxima inferior (cerca de 20 toneladas) a velocidade menor, sem contrapartida industrial comparável à proposta brasileira.

Em termos financeiros, o custo do KC-390 é estimado em cerca de US$ 85 milhões por unidade (dependendo da configuração e pacotes complementares, que podem aumentar o valor), enquanto aeronaves concorrentes ultrapassam os US$ 130 milhões, o que torna a proposta brasileira significativamente mais acessível para um país que busca modernização e autonomia industrial ao mesmo tempo.

A janela está aberta
Com os Emirados Árabes Unidos tendo assinado, em 4 de maio de 2026, o maior contrato internacional do programa (dez pedidos firmes e dez opções), o Marrocos é agora o candidato mais maduro entre os que ainda não formalizaram a compra. O slide de outubro de 2024 listava três países além dos operadores confirmados: Marrocos, EAU e Chile. Um deles já converteu o interesse em contrato. A oferta do C4I ao Marrocos, divulgada pelo Africa Intelligence, indica que a Embraer está disposta a ir além da oferta inicial para fechar o negócio. Com isso, a pergunta já não é mais se o Marrocos vai comprar o KC-390, mas quando.

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