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30 abril, 2026

Exército Brasileiro inicia 2ª fase de testes com a Viatura Guarani – Implemento de Engenharia no CAEx


*LRCA Defense Consulting - 30/04/2026

O Centro de Avaliações do Exército (CAEx) deu início, em 27 de abril, aos ensaios da Viatura Blindada de Transporte de Pessoal – Média sobre Rodas (VBTP-MR) Guarani na configuração Implemento de Engenharia, em sua segunda fase. A atividade envolve a Diretoria de Fabricação (DF), a Diretoria de Material de Engenharia (DME), a empresa IVECO Defence Vehicles (IDV) e o apoio de militares do Batalhão Escola de Engenharia (BEsE). 

A viatura, baseada na plataforma 6x6 do Guarani, incorpora implementos específicos para atividades de desminagem, limpeza de superfície e marcação de solo. Esses equipamentos visam ampliar as capacidades de engenharia de combate, permitindo que as tropas superem obstáculos, removam minas terrestres e preparem itinerários em cenários de alta complexidade operacional.

A fase atual de testes ocorre após a conclusão, em 10 de abril, da instrumentação completa da viatura pela IVECO. Essa etapa é fundamental para garantir a coleta de dados precisos e confiáveis durante os ensaios. O Laboratório de Ensaios Veiculares (LEV) do CAEx, sob chefia da Capitão Mayara Magalhães Carvalho, coordena os trabalhos técnicos em parceria com a indústria. 

O que está sendo avaliado
Durante os testes, são realizados ensaios padronizados de desempenho veicular e operacional, incluindo:
- Aceleração;
- Velocidade máxima e mínima;
- Transposição de rampas e degraus;
- Determinação do raio de giro;
- Outras verificações dinâmicas e funcionais.

Os procedimentos seguem normas que asseguram rastreabilidade, repetibilidade e representatividade dos resultados, fornecendo subsídios técnicos sólidos para análises e decisões no âmbito do Exército Brasileiro. A campanha intensiva de testes, que teve preparação entre os dias 13 e 17 de abril, tem previsão de encerramento em meados de junho. 

Contexto do projeto
A VBTP-MR Guarani, desenvolvida em parceria entre o Exército Brasileiro e a IVECO, é a principal plataforma blindada sobre rodas da Força Terrestre, projetada para substituir veículos mais antigos como o EE-11 Urutu. Com tração 6x6, motor diesel de aproximadamente 383 cv, blindagem em forma de V capaz de resistir a minas e capacidade anfíbia, o Guarani destaca-se pela modularidade, permitindo diversas configurações (transporte de pessoal, comando, ambulância, entre outras).

A variante de Engenharia faz parte do esforço de modernização do Programa Guarani. Implementos como lâminas dozer, braços manipuladores e sistemas de remoção de obstáculos — alguns originários de parcerias internacionais, como com a Pearson Engineering — transformam o chassi em uma ferramenta versátil para engenharia de combate. Essa capacidade é essencial em operações mecanizadas, onde a mobilidade sob ameaça (superação de campos minados, remoção de barricadas ou preparação de rotas) torna-se fator decisivo. 

A 15ª Brigada de Infantaria Mecanizada (“Brigada Guarani”), em Palmas (PR), já atua na criação da doutrina de emprego dessas viaturas.

Importância estratégica
Segundo fontes do Exército, a atividade reforça a integração entre centros de pesquisa, diretorias técnicas, tropa e indústria de defesa. O desenvolvimento bem-sucedido do Guarani Implemento de Engenharia contribuirá diretamente para o incremento do Poder de Combate da Força Terrestre, entregando um material seguro, confiável e eficaz para as unidades de engenharia das brigadas mecanizadas.

“Essa variante amplia uma capacidade crítica: garantir mobilidade sob risco em operações de alta complexidade”, destacam análises especializadas. O projeto alinha-se à estratégia de autonomia tecnológica e fortalecimento da Base Industrial de Defesa nacional. 

A conclusão bem-sucedida dos testes no CAEx representa mais um passo na consolidação da família Guarani como plataforma versátil e moderna, capaz de atender às demandas atuais e futuras do Exército Brasileiro em diferentes teatros de operações. 

10 janeiro, 2021

CITE: um dos segredos do sucesso da Taurus Armas

 

*LRCA Defense Consulting - 10/01/2021

Após completar 81 anos de história  no dia 17 de novembro passado, no evento da Apimec (03/12) a Taurus Armas apresentou uma novidade em formato de animação que demonstra sua estratégia arrojada de crescimento no mercado de armas leves.

Um dos pilares dessa estratégia é a pesquisa e desenvolvimento (P&D), na qual a Taurus vem obtendo grandes resultados e recebendo prêmios internacionais no segmento, como o “Handgun of the Year”, com a pistola TX22; o “Hunter Handgun of The Year”, com o revólver Raging Hunter; e o “Editor’s Choice Award”, com a pistola G3.

Para tanto, a empresa gaúcha investe uma grande soma de recursos financeiros e humanos no Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), visando ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos de seus clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas disponíveis no mundo.

A agilidade, a integração e a inovação do CITE é uma das chaves de sucesso para a vantagem competitiva que a empresa tem nos EUA, o que faz com que seus produtos tenham a melhor relação custo/benefício entre os fabricantes americanos. A companhia investe entre 10 e 15 milhões de dólares anualmente em P&D.

Recentemente, o CEO da empresa afirmou que "Reforçamos muito nossa área de engenharia, unificamos as engenharias nos EUA e no Brasil que trabalhavam de forma desconexa. Agora a engenharia dos EUA é subordinada à engenharia no Brasil. Coordenamos as respostas para as solicitações que vem do mercado e fazemos tudo que é possível para dar celeridade ao processo de desenvolvimento em nosso centro integrado no Brasil. Investimos muito no processo de capacitação das pessoas".

Conforme informado pela Taurus, atualmente a empresa conta em seu quadro de colaboradores com mais de 60 engenheiros de diversas especialidade e mais 105 engenheiros em formação pela empresa, sendo que, pelo menos, mais 10 oportunidades para profissionais qualificados estão em aberto.

Cerca de 40 engenheiros do CITE trabalham dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos; os demais trabalham em desenvolvimento de projetos de ganhos de eficiência operacional, o que garante a alta competitividade da companhia.

Ainda de acordo com a empresa, mais dois equipamentos de alto valor agregado deverão ser adquiridos para o departamento de prototipagem e um novo campo de provas externo deverá ser construído, abrigando linhas de tiro de 50m e 100m, tudo isso em 2021.

Segundo o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, “A Taurus tem orgulho de investir e desenvolver tecnologia e conhecimento dentro do Brasil, o que poucas empresas operando no nosso país fazem. Essa postura da Taurus, reforça ainda mais a sua posição como empresa estratégica de defesa”.


Taurus: rumo a se tornar a maior empresa mundial de armas leves



O novo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR / USA (CITE)

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