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16 agosto, 2021

Embraer entrega 81% a mais de aviões em 2021 do que em 2020

Embraer (Divulgação)


*O Vale - 15/08/2021

Depois de entregar apenas 31 aviões no primeiro semestre de 2020, em decorrência da crise econômica provocada pelo novo coronavírus, a Embraer voltou a registrar números mais positivos e entregou 56 aviões em igual período de 2021.

A retomada foi impulsionada principalmente pela aviação comercial, que saiu de nove aviões entregues de janeiro a junho de 2020 para 23 em igual período deste ano, aumento de 156%.

Apenas no segundo trimestre de 2021, a fabricante entregou 14 aeronaves comerciais contra quatro no ano passado, crescimento de 250%.

Um dos principais motivos para o reaquecimento das entregas é que a Embraer, segundo a própria companhia, não teve pedidos cancelados por causa da pandemia, apenas encomendas adiadas.

“Nossos resultados são fortes e mostram que a nossa estratégia foi bem executada. Estamos passando por um bom momento”, disse Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer. “Na aviação comercial, anunciamos novos pedidos recentemente. Esses pedidos e outras atividades mostram o contínuo interesse em nossos jatos comerciais”.

Histórico
O aumento das entregas de aviões em 2021 permite à Embraer voltar aos níveis de antes da pandemia, quando entregou 73 aeronaves no primeiro semestre de 2019 e 2018 e 92 em 2017, com 96 em 2016.

A pandemia derrubou tanto o mercado da aviação que a fabricante encerrou 2020 com 130 aeronaves entregues, o pior resultado desde 2006, quando entregou 125 aviões.

Mas há muito caminho a se percorrer para a companhia retomar o volume de entregas que conseguiu em 2010 e 2009, quando entregou 244 e 237 aeronaves, respectivamente, recordes da série histórica.

“Temos confiança na nossa estratégia e nos motiva a acelerar a melhora de desempenho e o nosso plano estratégico a longo prazo”, disse Gomes Neto.

Para o presidente da Embraer, a empresa está a caminho de atingir todo seu potencial produtivo nos próximos anos.

“2021 é ano de recuperação e, a partir de 2022, pretendemos captar o desempenho pleno da Embrar. Temos capacidade de dobrar o tamanho da Embraer nos próximos anos. Estamos mostrando resultados positivos do trabalho duro que nossa equipe de funcionários fez nos últimos tempos.”

13 agosto, 2021

Taurus bate recordes mais uma vez e quer chegar a 20% do mercado dos EUA

Com ramp-up da fábrica da Georgia, aumento de preços e investimento em novos produtos, expectativa é de um segundo semestre no "melhor dos mundos"


*InfoMoney - 12/08/2021

A Taurus Armas (TASA4) teve mais um sólido resultado no segundo trimestre de 2021, lucrando R$ 193,6 milhões, valor 395,1% superior ao reportado no mesmo período do ano passado, e agora mira audaciosamente a meta de dominar um quinto do gigantesco mercado dos Estados Unidos.

No mesmo período, o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciações e Amortizações (Ebitda, na sigla em inglês) da fabricante de armas ficou em R$ 224,4 milhões, o que representa uma expansão de 106,3% ante o segundo trimestre de 2020. Já a receita líquida totalizou R$ 651,1 milhões, em um avanço de 48,8% na base anual.

Outro indicador importante, a margem Ebitda (Ebitda dividido pela receita líquida) cresceu 9,6 pontos percentuais contra o segundo trimestre de 2020, chegando a 34,5% graças à modernização do parque fabril e à maior participação de produtos de maior valor agregado, conforme escreve em relatório a analista Flávia Ozawa, da Eleven Financial Research.

Depois de anos de “revolução” interna como o presidente da empresa, Salesio Nuhs, costuma se referir ao processo de turnaround que encabeçou desde que assumiu a companhia, a Taurus atingiu um volume recorde de 588 mil armamentos produzidos no segundo trimestre.

O número reflete o ramp-up (aceleração) das operações da fábrica no estado da Georgia (EUA) e representa um crescimento de 50% na comparação com o segundo trimestre de 2020 e de 20% ante os três primeiros meses deste ano. Além disso, a empresa vendeu 618 mil armas entre abril e junho (+42% na base anual e +24% na trimestral).

Objetivo: atingir um patamar entre 18% e 20% nos EUA
Desse total, foram 507 mil armas vendidas só nos EUA, e em entrevista ao InfoMoney, Nuhs diz que esse nível mantém a empresa atualmente como quarta marca mais vendida no país e a primeira entre empresas estrangeiras, com market share (participação de mercado) de 15%. O objetivo agora é atingir um patamar entre 18% e 20%.

Para isso, o executivo conta que a companhia está investindo na linha de revólveres, onde faz sucesso entre os consumidores americanos. “Vamos lançar um revólver de percussão direta e um de ação simples [em inglês, Single Action Army, ou SAA, o mais famoso revólver dos filmes de faroeste]. Eu tenho os SAA em uma linha de calibre 22, e vamos lançar o 45. Lançamos também a GX-4 das microcompactas e estamos trabalhando com rifle de ferrolho”, adianta o CEO da Taurus.

Ao mesmo tempo em que a empresa investe, os outrora críticos indicadores de alavancagem seguem apresentando melhora. No final de junho, a dívida líquida sobre o Ebitda da companhia chegou a 0,7 vezes, ante 1,1 vez no final de março. Vale lembrar que o indicador já esteve em 15 vezes entre 2014 e 2015.

Diante desse cenário positivo, a principal preocupação durante o trimestre foi o aumento dos custos. Como todas as indústrias, a Taurus também foi afetada pelo aumento nos preços de matérias-primas, notadamente o aço, que subiu 52% em 2021 até maio.

Nuhs explica que para fazer frente a esse aumento a empresa teve que garantir pelo menos o repasse da inflação em seus produtos. “No Brasil, a Taurus conseguiu repassar o [Índice Geral de Preços – Mercado] IGP-M acumulado de dezembro de 2020 a julho de 2021 a partir de agosto, com aumento médio de 17% nos preços. Já nos EUA fizemos um aumento real [acima da inflação] em dólar de 10%.”

Apesar dos valores terem aumentado, o executivo garante que isso não afetou as vendas. “Não tivemos cancelamento das 2 milhões de back orders [pedidos em espera] que temos, isso garante melhores resultados para o segundo semestre.”

Segundo semestre poderá ser "o melhor dos mundos"
Traçando um horizonte a partir dos resultados do trimestre passado, Nuhs ressalta que o reajuste de 10% nas armas dos EUA ainda não se refletiu no balanço, de modo que o segundo semestre teria tudo para ser “o melhor dos mundos” para a companhia considerando que a trajetória de valorização dos insumos também deve ser freada nos próximos meses.

Já no Brasil, onde as vendas somaram 87 mil unidades no trimestre (+75,1% na comparação anual), o empresário espera que suas fábricas se tornem um centro de fornecimento de peças para as armas vendidas globalmente, pois, segundo ele, o Brasil é o lugar em que a operação é mais “econômica, viável e produtiva”.

“No segundo semestre vamos aumentar de 6,5 mil para 9 mil armas por dia a nossa produção no Brasil, trazendo nossos principais fornecedores e ganhando em custo e capacidade.”

Eleições 2022, variação do dólar e ação no STF
Apesar de no release de resultados a Taurus afirmar que não depende do dólar alto ou de “condições políticas mais favoráveis à questão do armamento no Brasil” para manter seus resultados, Salesio Nuhs diz que se preocupa com a questão regulatória.

“O nosso resultado do trimestre tem 20% das nossas receitas vindas do país, eu antecipei vendas no Brasil em detrimento dos EUA”, lembrou, embora diga que uma política de armas mais proibitiva seja mais um problema de “cerceamento democrático” do que de resultado.

“Se tivermos um revés na questão política, o mais grave será o cerceamento do direito democrático a comprar arma de fogo. Em 2005 tivemos uma vitória em referendo a favor das armas que não foi democraticamente respeitada.”

Em relação aos negócios da empresa, foi categórico: “É inconveniente ter uma fábrica de armas em um país anti-armas, mas em resultado isso não nos preocupa. Toda a nossa produção seria mandada para os EUA se houvesse uma proibição total.”

O empresário faz questão de lembrar que é presidente da Associação Nacional de Indústias de Armas e Munições (Aniam), que é amicus curiae (uma espécie de instituição que presta consultoria específica sobre um assunto dentro de um processo judicial) do Supremo Tribunal Federal (STF) nos processos de quatro decretos editados pelo presidente Jair Bolsonaro que flexibilizaram as regras para compras de armas no Brasil.

Quando questionado sobre os acenos da família Bolsonaro a marcas estrangeiras, notadamente as repetidas postagens do deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) divulgando armas da Sig Sauer e da Glock, Nuhs aponta que houve uma “conscientização” da parte do parlamentar, filho do presidente da República.

“O Eduardo nunca mais falou mal da companhia, ele se conscientizou que somos uma multinacional brasileira com a melhor margem bruta e margem Ebitda. E eu tenho o portfolio completo. Tem concorrentes com arma de plataforma de 1988 sem armas táticas. Temos várias vantagens competitivas, além de termos o melhor produto em termos de margem”, garante o CEO da Taurus.

As ações da Taurus têm cobertura da Eleven Financial Research, que tem recomendação de compra para os papéis preferenciais TASA4, com preço-alvo estimado de R$ 32,00, o que corresponde a uma valorização de 22,32% sobre o patamar de fechamento da quarta-feira (11).

10 agosto, 2021

Com produção, lucro e Ebitda robustos, Taurus traz novos recordes em seus números


*LRCA Defense Consulting - 10/08/2021

 

A Taurus Armas S.A. traz novamente ao mercado um resultado robusto, que supera os recordes operacionais e de desempenho econômico-financeiro anteriores, situação que vem se repetindo a cada trimestre.

As vendas no mercado interno responderam 21% da receita do 1S21 porque, como empresa brasileira, é priorizado o mercado nacional em detrimento do maior atendimento do “back order” nos EUA. No entanto, considerando a atual carteira de pedidos, as vendas locais continuam a representar entre 8% e 12% do total. 

Segundo a companhia, os indicadores asseguram resultados robustos para os próximos trimestres, independente de fatores externos.


A produção total atingiu 9,5 mil armas por dia no 2T21, totalizando 588 mil unidades no trimestre e mais de 1 milhão no acumulado até final de junho, com a fábrica do Brasil ganhando produtividade e a fábrica nos EUA superando as expectativas em seu processo de “ramp up”.

As vendas se mantêm em alta – foram 1,1 milhão de armas vendidas no 1S21, volume 39% superior ao 1S20 – e a empresa ainda conta com “back order” de 2,1 milhões de unidades. Ou seja, as vendas estão fortes e a tendência se mantém. Dessa carteira de pedidos, cerca de 190 mil são da recém-lançada pistola GX4, o que evidencia o potencial de vendas dessa arma.

O número de consultas de pessoas interessadas em adquirir uma arma nos EUA apurado pelo Adjusted NICS atingiu 21,1 milhões em 2020, patamar sem precedentes na história. Assim, ainda que tenha sido observado recuo no 2T21 ante ao trimestre imediatamente anterior e ao 2T20, o mesmo ocorrendo na comparação entre o 1S21 e o 1S20, o mercado norte-americano continua fortemente comprador, com o indicador NCIS se mantendo bem acima da média de histórica, excluindo apenas o ano fora da curva observado em 2020.

Como a 4ª marca mais vendida e a 1ª mais importada nos Estados Unidos, a Taurus atingiu o volume de 507 mil armas vendidas no 2T21 nesse país e 916 mil no 1S21, mantendo a tendência de crescimento das vendas e, mais uma vez, registrando recorde para a Companhia. Comparado a iguais períodos de 2020, foi registrado aumento de, respectivamente, 32,9% e 32,5% nas vendas realizadas nos EUA.

Com a demanda forte também no Brasil, as vendas somaram 87 mil unidades no 2T21, superando em 75,1% o registrado no 2T20, e 158 mil no 1S20, com alta de 55,0% ante a igual período do ano anterior. Como observado nos últimos trimestres, a Companhia segue registrando a maior procura do consumidor brasileiro por armas que incorporam maior valor agregado, de calibres anteriormente restritos no País.

As vendas da Taurus para outros países, excluindo os EUA, são realizadas para o mercado civil e para forças de segurança estrangeiras, a partir de licitações internacionais ganhas pela empresa. No total, foram vendidas 24 mil unidades no 2T21, comparado a 5 mil unidades no 2T20, somando 42 mil armas vendidas no primeiro semestre do ano, ante a 10 mil no 1S20. Os destaques foram as exportações realizadas para o Paquistão, Filipinas e África do Sul que representaram 62,8% do total das vendas no trimestre.

Já foram fabricados, e serão faturados no 3T21, os 12,4 mil fuzis Taurus T4 vendidos para o Exército das Filipinas, a partir de licitação que a Companhia venceu em 2020, após ter a arma aprovada em testes de resistência. Essa é a segunda grande venda da Taurus para as Filipinas nos últimos anos, após a licitação que venceu em 2019 para a venda de mais de 20 mil pistolas TS9 Stiker para as forças policiais do país asiático.

A receita líquida do 1º semestre de 2021 foi 59% superior à do mesmo período do ano passado, e a margem bruta atingiu 46%. 

A receita da Taurus é oriunda, preponderantemente, da venda de armas, que respondeu por 95,1% do total da receita líquida do 2T21 e 94,1% no 1S21, totalizando R$ 618,9 milhões e R$ 1.131,4 milhões, respectivamente. Complementa o resultado a receita obtida com a venda de M.I.M. (peças de metal injetado ou metal injection molding, na sigla em inglês) e capacetes, segmentos de pequena representatividade, mas que também apresentaram aumento de receita líquida tanto na comparação trimestral (66,4% em M.I.M e 102,9% em capacetes), como na avaliação semestral (134,8% em M.I.M e 90,0% em capacetes).





O resultado financeiro, que por vários trimestres pressionou o resultado líquido da Companhia, teve saldo líquido de receita no 2T21, chegando, assim, ao lucro líquido de R$ 194 milhões no 2T21, superando o resultado do 2T20 em 395%, e acumulando lucro de R$ 262 milhões no primeiro semestre do ano.

Tanto na avaliação trimestral quanto na avaliação semestral, a receita líquida apresentou forte crescimento e o custo dos produtos vendidos (CPV) apresentou evolução inferior à registrada na receita líquida, propiciando aumento da margem bruta. Esse aumento na margem bruta se deve aos seguintes fatores: trabalho contínuo de controle de custos; investimento em modernização do parque fabril, o que inclui o desenvolvimento de processos de produção mais eficientes; mix de venda de maior valor agregado, e diluição dos custos fixos a partir do crescimento da receita.

O lucro bruto no 2T21 foi de R$ 297,0 milhões, 60,5% superior ao registrado no 2T20, com margem de 45,6%, o que representa aumento de 3,3 p.p. no período. Considerando que o lucro bruto vem apresentando evolução contínua no decorrer dos últimos trimestres, o desempenho comparativo entre o primeiro semestre de 2021 e de 2020 mostra crescimento ainda maior, de 87,0% no período, com o lucro bruto totalizando R$ 551,0 milhões no 1S21, e aumento da margem bruta em 6,7 p.p.

O forte desempenho operacional obtido pela Taurus é evidenciado pela evolução do Ebitda (sigla em inglês para receita antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) que, assim como a receita líquida e o lucro bruto, vem batendo sucessivos recordes.

No 2T21, o Ebitda atingiu R$ 224,4 milhões, mais do que o dobro (+106,3%) do resultado do 2T20 que já tinha sido um recorde para a Companhia na época. Com isso, nos seis primeiros meses de 2021, o Ebitda acumulou R$ 400,0 milhões, superando em 155,8% o total registrado no 1S20.

O aumento do Ebitda foi acompanhado do crescimento de sua margem, indicador que também apresentou resultados sem precedentes na Taurus. A margem Ebitda do 2T21 foi de 34,5% e, no 1S21, de 33,3%, com alta de 9,6 p.p. e 12,6 p.p. em relação a iguais períodos do exercício anterior, respectivamente.

 

A Taurus está em dia com suas obrigações financeiras, reduzindo o saldo da dívida e, ao mesmo tempo, encerrando o trimestre com posição de caixa e equivalentes de R$ 164 milhões, 79% superior à posição no final do exercício de 2020, o que contribuiu para reduzir a dívida líquida em 33% no período, para R$ 521 milhões em 30 de junho de 2021.

Considerando o Ebitda dos últimos 12 meses, o indicador dívida líquida/Ebitda ao final do 2T21 era de 0,7x, ou seja, em menos de um ano a Taurus gerou Ebitda capaz de quitar integralmente sua dívida. É uma situação quase impossível de se imaginar para uma empresa que, no encerramento de 2018, apresentava o grau de alavancagem financeira de 11,2x. Hoje a dívida não representa mais um risco para a Companhia.

07 agosto, 2021

Taurus mostrará seus números e perspectivas em cinco lives nos dias 11 e 12 (atualização)


*LRCA Defense Consulting - 07/08/2021 (atualizada em 09/08 às 10h20)

A Taurus Armas S.A. divulgará os números e demais informações concernentes ao segundo trimestre de 2021 (2T21) no dia 10 próximo, em momento ainda não especificado.

Para comentá-los e detalhá-los aos investidores, analistas e demais interessados, estão previstas cinco lives para os dias 11 e 12:

BM&C News - dia 11, às 08 horas
– Breve Histórico e resumo da companhia;
– Resultado 2T21;
– Capacidades produtivas
– Novos mercados;
– Fábricas Brasil e Estados Unidos;
– Joint Venture;
– Endividamento;
– Perspectiva para 2021;
– Mercado Brasileiro, Americano e mundo.

Eleven Financial - dia 11, às 10 horas
- Resultados do 2T21e seus comparativos;
- Desempenho das vendas e momento de mercado no 2T21 e expectativas para o ano de 2021;
- Capacidade produtiva, novos produtos e investimentos;
- Endividamento e posição de caixa;
- Parcerias estratégicas.

Nord Research - dia 11, às 14 horas - no YouTube, exclusivamente para seus assinantes
– Breve histórico e resumo da companhia;
– Resultado 2T21;
– Perspectiva para 2021 e 2022;
– Produção e novos produtos: Estados Unidos e Brasil;
– Joint Venture atuais e futuras;
– Competição no mercado Brasileiro: aprovações, facilidade de acessar esse mercado;
– Vendas para a América Latina.

Necton Investimentos - dia 11, às 17 horas
- Resultados do 2T21 e seus comparativos;
- Desempenho das vendas e momento de mercado no 2T21 e expectativas para o ano de 2021;
- Capacidade produtiva, novos produtos e investimentos;
- Endividamento e posição de caixa;
- Parcerias estratégicas.

Suno Research - dia 12, às 14 horas
- Resultados da Taurus no 2º trimestre de 2021;
- Situação dos mercados internacionais;
- Parceria para a produção de armas com grafeno;
- Lançamento de novos produtos.


 

15 maio, 2021

Taurus poderá ter um trimestre histórico

Parte da futura planta da Taurus em S. Leopoldo, após a expansão

*LRCA Defense Consulting - 15/05/2021

Após ter sido adquirida pela CBC no final de 2014, ter iniciado seu turnaround no final de 2017 e, principalmente, depois de estar sobre a dinâmica administração do CEO Global Salesio Nuhs e de sua competente equipe a partir de 2018, a multinacional brasileira Taurus Armas vem colecionando resultados positivos e recordes em todos os seus números.

Os balanços do 4º trimestre de 2020, do ano de 2020 e do primeiro trimestre de 2021 não deixam dúvidas de que a empresa está sólida, produzindo e gerando caixa como nunca, além de mostrar uma margem de lucratividade sem paralelo entre as companhias mundiais similares que divulgam seus dados ao público. Como se não bastasse, resolveu de forma brilhante seu endividamento e voltou a ter patrimônio líquido positivo, preparando-se agora para remunerar seus acionistas com dividendos e/ou, quem sabe, investir o capital em uma aquisição estratégica ou numa nova joint venture.

Confira os resultados passados nessas matérias:

- Taurus tem recorde de Ebitda, de Margem Ebitda e de produção no 1º trimestre 

- Em turnaround  "de livro", Taurus registra Patrimônio Líquido positivo e lucro de R$ 263,6 mi em 2020

No entanto, uma empresa não progride somente "olhando para o espelho retrovisor" e se vangloriando de seus sucessos anteriores.

Na mira, o futuro
Salesio Nus não tem economizado palavras para afirmar, nas diversas lives em que participou neste ano, que o planejamento de longo prazo da Taurus visa torná-la a maior empresa de armamento leve do mundo. Para tanto - além de estar modernizando e ampliando em 50% sua fábrica no Brasil, e expandindo a produção na nova unidade americana - a multinacional brasileira está avançando a passos largos no mercado internacional, visando, principalmente, países com expressivo crescimento. Com isso, a empresa pratica a estratégica diversificação geográfica de suas vendas e passa a ter uma posição de proeminência em mercados com grande potencial, onde seu diferencial é oferecer soluções completas de alta tecnologia.

No bojo desse cenário é possível entender a joint venture com o poderoso grupo Jindal na Índia (mercado capitalista com o maior potencial mundial de vendas de armas), bem como (somente em 2021) as duas vitórias históricas para o fornecimento do fuzil T4 para as Forças Armadas das Filipinas, a venda de fuzis T4 e pistolas PT92 para um estratégico país africano (com possibilidade de uma grande ampliação), a provável venda de uma expressiva quantidade de fuzis T4 e submetralhadoras SMT9 para as Forças Armadas da Malásia e para a Polícia Real deste país, e a participação em uma milionária licitação para fornecer 93.985 mil fuzis T4 à Índia, além de outros grandes negócios internacionais que estão em tratativas no Oriente Médio, no Leste Europeu, na Ásia e na África.

Segundo trimestre de 2021
Aproximando bem mais esse futuro e o trazendo para o trimestre em curso (Abr/Mai/Jun), alguns analistas que a cobrem estão firmando o consenso de que a empresa poderá mostrar um destaque ímpar em seu próximo balanço, haja vista estar havendo uma conjunção de fatores positivos.

Em termos de produção, o CEO da Taurus afirmou que a companhia está produzindo 9.510 armas por dia (a partir de abril), um recorde histórico, com tendência a aumentar ainda mais, pois a unidade americana está em pleno ramp up de produção, enquanto que a brasileira vai aumentando a produtividade por meio da otimização e racionalização de processos, aguardando a concretização de sua expansão de 50% no final do ano. O objetivo da empresa é produzir mais de dois milhões de armas em 2021, o que será facilmente alcançado mantendo-se os números atuais.

A Taurus confirmou ter um backorder (pedidos firmes em carteira) de quase 2,5 milhões de armas, o que se traduz por mais de 18 meses de produção à frente já garantida. Além disso, a demanda americana continua fortemente aquecida e os indícios são de que essa tendência continue firme, como demonstram os últimos números do FBI (NICS).

A companhia também afirma que, a partir do trimestre em curso, a fabricação da pistola GX4 vai aumentar ainda mais o volume da unidade nos EUA. Como esta pistola tem custo de produção muito próximo ao dos modelos atuais, isso significa também um aumento no ticket médio de venda e uma ampliação das margens.  

Salesio também declarou que a GX4 terá uma versão Toro, ou seja, pronta para ótica, assim com já existe na TX22, G3 e G3c. No dia 13 passado, faltando ainda seis dias para seu lançamento conjunto BR/EUA (19 de maio), a GX4 já tinha um backorder de 160.000 armas, o que dá a dimensão do sucesso de vendas que a espera.

Modelos como a GX4, as demais pistolas da linha Toro, os revólveres 460 RH e Heritage 14” e 15”, todos com excelentes vendas no mercado americano, são posicionados em uma linha “premium”, para clientes que buscam um produto diferenciado e estão dispostos a pagar por esse diferencial. Esses modelos incorporam maior valor agregado e, portanto, trazem maiores margens para a Companhia.

Além do esperado aumento nas vendas, o caixa da empresa será engrossado neste trimestre com o produto do fornecimento de 13.530 fuzis T4 para as Forças Armadas das Filipinas e de 4.500 pistolas TH9 para a Polícia Nacional de Burkina Faso, o que poderá representar o ingresso de um valor em torno de 45 milhões de reais.

Por outro lado, caso seja mantido o atual cenário de valor da moeda americana, poderá se repetir algo semelhante ao que aconteceu no 4T20, quando este iniciou com um valor alto do dólar e finalizou com um valor mais baixo. Essa variação cambial ativa impactou positivamente na dívida em moeda estrangeira e gerou um lucro contábil de quase 120 milhões de reais no referido período.

Corroborando a hipótese da possibilidade de um trimestre "histórico", veja abaixo a análise de Marco Saravalle, Analista Certificado (CNPI) e Estrategista-chefe da casa de análises Sara Invest, com data de 10 de maio. Saravalle tem a autoridade de estar acompanhando de perto a Taurus há mais de dois anos, quando identificou o turnaround da empresa e passou a analisá-la e recomendá-la.


Marco Saravalle, da Sara Invest

 

Além da Sara Invest, as casas de análise Eleven Financial Research, Nord Research e Suno Research também conhecem profundamente a empresa, como pode ser conferido nos vídeos abaixo, realizados após a divulgação dos dados referentes ao primeiro trimestre de 2021.


Analista Raphael Figueiredo (Eleven)

 


Analista Bruce Barbosa (Nord)



Live com a Eleven


Live com a Nord


Live com a Suno

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