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15 dezembro, 2025

Projeto nacional NPa500BR marca novo capítulo na modernização da esquadra brasileira


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LRCA Defense Consulting - 15/12/2025

A Marinha do Brasil está próxima de avançar com a aquisição de três navios de patrulha multi-propósito NPa500BR equipados com capacidade de contramedidas de minagem (MCM), segundo informações divulgadas recentemente pelo portal Defence360. A compra será conduzida pela Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), no âmbito do Programa de Obtenção de Navios-Patrulha (PRONAPA), que prevê a construção de 12 embarcações até 2036.

O NPa500BR representa um marco significativo para a indústria de defesa nacional. Projetado integralmente pelo Centro de Projetos de Sistemas Navais (CPSN) da Marinha do Brasil, o navio é fruto de anos de desenvolvimento tecnológico e representa a capacidade do país de conceber soluções próprias para suas necessidades estratégicas.

Um projeto 100% brasileiro
O CPSN, criado em dezembro de 2022 no Complexo Naval de Itaguaí, consolidou as competências técnicas da Marinha ao unificar o Centro de Desenvolvimento de Submarinos e o Centro de Projetos de Navios. Em janeiro de 2025, a instituição entregou o Projeto Básico de Engenharia do NPa500BR à EMGEPRON, sinalizando a maturidade do desenvolvimento.

Com 58,9 metros de comprimento, velocidade máxima de 20 nós e autonomia de 20 dias, o NPa500BR foi especificamente desenhado para atuar na proteção da vasta Zona Econômica Exclusiva brasileira. O navio possui alcance de 2.800 milhas náuticas a 13 nós, características que o tornam adequado para missões prolongadas em águas jurisdicionais brasileiras.

Armamento e tecnologia de ponta
O armamento do NPa500BR inclui um canhão Bofors Mk4 de 40mm e metralhadoras GAM-B01 de 20mm, configuração que permite responder a diversas ameaças em operações de patrulha, combate a ilícitos transnacionais, busca e salvamento, e fiscalização do tráfego marítimo. A plataforma admite upgrades defensivos, como o módulo antiaéreo SIMBAD-RC com mísseis de curto alcance Mistral e bases estabilizadas CORCED projetadas para acomodar metralhadoras nos calibres 7,62mm e 12,7mm.

Sistemas e sensores de última geração
O NPa500BR incorpora uma suíte completa de sistemas que o posicionam entre os navios-patrulha mais modernos em operação. A espinha dorsal tecnológica da embarcação é composta pelo SICONTA (Sistema de Controle Tático), responsável pela avaliação de ameaças, gerenciamento de armamentos, rastreamento de alvos, controle de guerra eletrônica e análise integrada de dados dos sensores.

Complementando o sistema tático, o navio conta com o SCAV (Sistema de Controle de Avarias) e o SCMP (Sistema de Controle e Monitoração da Propulsão), tecnologias que garantem operação eficiente e segura em diversos cenários operacionais, permitindo resposta rápida a emergências e monitoramento contínuo dos sistemas críticos da embarcação.

A capacidade de vigilância e detecção do NPa500BR é assegurada por sistemas ótico-eletrônicos de última geração, incluindo câmeras de TV e infravermelho que proporcionam observação, vigilância, identificação e rastreamento de alvos em condições diurnas e noturnas. O sistema integra ainda telêmetro laser para identificação e designação precisa de alvos, fornecendo dados essenciais para o controle de tiro dos armamentos embarcados.

A flexibilidade operacional é potencializada pela possibilidade de equipar o navio com radar de busca aérea (MSA) como equipamento opcional, ampliando significativamente sua capacidade de detecção de ameaças aéreas e de superfície. Essa modularidade permite que cada unidade seja configurada de acordo com as necessidades específicas de sua área de atuação.

A questão estratégica das contramedidas de minagem
A inclusão de capacidade MCM nos três navios a serem adquiridos responde a uma lacuna crítica nas capacidades defensivas brasileiras. Atualmente, a Marinha opera navios varredores da Classe Aratu, embarcações em serviço desde 1971 que já não atendem aos requisitos operacionais modernos.

As contramedidas de minagem contemporâneas envolvem sistemas sofisticados de detecção, identificação e neutralização de minas navais, utilizando veículos não tripulados e sonares avançados. A ameaça das minas navais não pode ser subestimada: aproximadamente 95% do comércio exterior brasileiro é realizado por via marítima, tornando a proteção dos portos e rotas marítimas uma prioridade estratégica.

PRONAPA: investimento e geração de empregos
O Programa de Obtenção de Navios-Patrulha foi incluído no Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do Governo Federal, garantindo os recursos necessários para sua execução. Com estimativa de US$ 35 milhões por unidade, o programa prevê investimentos substanciais na Base Industrial de Defesa nacional.

Atualmente focado na construção de navios da Classe Macaé no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro, o programa já gerou cerca de 7.500 empregos diretos e indiretos, movimentando mais de R$ 230 milhões em investimentos. A continuidade com a construção dos NPa500BR promete ampliar esses números nos próximos anos.

Próximos passos
Com o Projeto Básico de Engenharia concluído e a intenção de aquisição manifestada, os próximos passos incluem a definição dos estaleiros que participarão da construção, o detalhamento dos sistemas MCM a serem integrados e a formalização dos contratos. A expectativa é que as primeiras unidades comecem a ser construídas ainda em 2026, com entregas previstas para os próximos anos, consolidando a presença brasileira no cenário da segurança marítima regional e fortalecendo a soberania nacional em suas águas jurisdicionais.

A aquisição dos três NPa500BR com capacidade MCM e com conteúdo local superior a 50% reforçará a Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, gerando empregos e qualificação tecnológica no setor naval.  O fato representará não apenas a modernização da esquadra, mas também a consolidação de competências nacionais em projetos navais complexos, um ativo estratégico fundamental para a soberania e o desenvolvimento tecnológico do País.

Este investimento simboliza um movimento estratégico da Marinha em resguardar os interesses marítimos do Brasil, respondendo aos desafios modernos com um equipamento robusto, flexível e tecnologicamente avançado. A chegada dos NPa500BR marcará um capítulo importante na história naval do país, com impacto direto na segurança, proteção ambiental e inteligência naval. 

Potencial de exportação
A EMGEPRON, detentora da propriedade intelectual do projeto NPa500BR, avalia que o navio possui grande potencial para exportação. Marinhas de países com extensas zonas costeiras, especialmente na América Latina e África, poderiam se interessar pela plataforma brasileira, que oferece tecnologia moderna a custos competitivos.

A capacidade de desenvolver, construir e eventualmente exportar navios de guerra representa um salto qualitativo para a indústria nacional, reduzindo a dependência de fornecedores estrangeiros e gerando divisas através da venda de produtos de alto valor agregado.

31 março, 2025

EMGEPRON fará o pré-Lançamento do drone de superfície SUPPRESSOR 7 (S7) na LAAD 2025


*LRCA Defense Consulting - 31/03/2025 (atualizado em 02/04, às 08h05)

O projeto USV SUPPRESSOR, conduzido pela EMGEPRON em parceria com a TIDEWISE, é o primeiro do mercado de defesa da América Latina, com a finalidade de realizar a construção de embarcações autônomas de superfície multipropósito no País, proporcionando inovação tecnológica à capacidade operacional em atividades complexas no mar, com redução de custos e de exposição humana a riscos, como na Guerra de Minas.

A embarcação tem compatibilidade com os sensores mais modernos do mercado, utilizados para a Guerra de Minas, Guerra Antissubmarino e Patrulha Naval, bem como oferece o emprego de drones, a partir de uma plataforma estabilizada a bordo. Além disso, o Projeto apresenta emprego dual (civil e militar), tanto no Setor de Defesa e Segurança Marítima, como no Setor de Segurança Pública ou Hidroceanográfico.

Durante a LAAD 2025 será realizado o pré-Lançamento do SUPPRESSOR 7 (S7). Os visitantes poderão ver de perto o mock-up - modelo em tamanho real – da embarcação não tripulada de superfície SUPPRESSOR-X, utilizado como demonstrador de capacidades durante o exercício de Guerra de Minas da Marinha do Brasil em 2023.

O modelo estará exposto para visitação no estande da EMGEPRON localizado no Pavilhão 2, estande C.50.

SUPPRESSOR 7 (S7) na LAAD 2025

12 março, 2024

EMGEPRON atua na atracação de navio de grande porte no Arsenal de Marinha para reparos e outras atividades

Navio Bossa Nova Spirit atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ)

*LRCA Defense Consulting - 12/03/2024

No período de 26 de fevereiro a 17 de março, o Navio Bossa Nova Spirit estará atracado no Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), graças à atuação da EMGEPRON. Essa embarcação, considerada de maior porte que já atracou nas instalações do AMRJ, possui impressionantes 282 metros de comprimento e uma “boca” de 49 metros. A infraestrutura da Base será utilizada para a realização de reparos e outras atividades logísticas e operacionais.

No seu portfólio, a Empresa oferece serviços de apoio à atracação e docagem com emprego da infraestrutura industrial, da segurança e das facilidades portuárias disponíveis nas Bases Navais da Marinha do Brasil, estrategicamente localizadas no Rio de Janeiro, Salvador, Natal, Belém, Manaus, Ladário e Rio Grande.

O sucesso da atracação do Navio Bossa Nova Spirit no AMRJ demonstra a capacidade e a qualificação técnico-operacional da EMGEPRON em executar atividades relacionadas ao reparo e manutenção de navios de grande porte, processo fundamental para aumentar a vida útil do meio naval.

01 dezembro, 2023

EMGEPRON e AEL Sistemas assinam Memorando de Entendimento


*LRCA Defense Consulting - 01/12/2023

Na manhã de quinta-feira (30/11) a EMGEPRON recebeu a delegação da AEL para a assinatura de um Memorando de Entendimentos e Acordo de Confidencialidade.

O Memorando de Entendimento, celebrado na sede da empresa, tem o objetivo de definir uma estratégia comercial e de oportunidades de negócios entre as duas organizações.

Por ocasião da assinatura do documento, estavam presentes o Diretor-Presidente e o Diretor Técnico-comercial da EMGEPRON, além dos representantes da AEL Sistemas, liderados pelo Sr. Gal Lazar, CEO da empresa.

A AEL Sistemas tem expertise na área do Setor de Defesa e Segurança, especialmente em sistemas eletrônicos militares, de aplicação terrestre, naval e aeroespacial, além do desenvolvimento e produção de armamentos e suporte logístico.

31 outubro, 2023

Drone naval SUPPRESSOR X conclui com sucesso operação de Guerra de Minas da Marinha do Brasil


*LRCA Defense Consulting - 31/10/2023

A EMGEPRON, em parceria com a TideWise, concluiu, na sexta-feira (27), a participação na Operação MINEX-2023, um exercício de Guerra de Minas da Marinha do Brasil, realizado regularmente na Baía de Todos os Santos, Salvador-BA.

Essa participação no Exercício, que foi conduzido pelo Comando do 2º Distrito Naval, foi realizada com emprego da embarcação autônoma SUPPRESSOR X, contando também com a presença de observadores de diversas Organizações Militares do setor operativo e do material da Marinha do Brasil.

Assim, com o intuito de demonstrar as capacidades do Projeto USV SUPPRESSOR (USV: embarcação de superfície não-tripulada), a participação da empresa no referido Exercício foi concluída com sucesso, com o emprego inédito no País de um sistema não tripulado configurado para Guerra de Minas.

A sua participação efetiva ocorreu entre os dias 24 e 26 de outubro. No primeiro dia, foi realizada a chamada ‘corrida’ da raia magnética, com o objetivo de medir a assinatura magnética da embarcação, importante medida para coleta de dados e avaliação para esse tipo de Operação.

No decorrer do Exercício houve o emprego da embarcação, configurada com sonares, na busca e localização das minas navais de exercício, possibilitando encontrar a posição dos artefatos inertes, bem como dos simulacros utilizados para despistar os operadores.

Além disso, também foi configurada com ROV (Veículo de Operação Remota), em proveito da identificação de alvos submarinos com controle e monitoramento, a uma distância maior que 10 milhas náuticas (cerca de 20 km) do seu centro de controle e monitoramento em terra.


24 outubro, 2023

Drone naval SUPPRESSOR estreia na Operação MINEX-2023, primeira com embarcações não-tripuladas


*LRCA Defense Consulting - 24/10/2023

No período de 23 a 27 de outubro, a EMGEPRON estará apresentando o seu projeto de embarcação autônoma durante a Operação MINEX-2023, a primeira operação da Marinha do Brasil (MB), a ser realizada no País, com embarcações não-tripuladas.

A condução da MINEX-23 é encargo do Comando do 2º Distrito Naval, com o apoio do Grupo de Avaliação e Adestramento de Guerra de Minas (GAAGueM), sediado em Salvador-BA, quando ocorrerá o lançamento real de minas navais de exercício em área de treinamento da Marinha.

Para tal, o USV SUPPRESSOR X será empregado no evento, configurado com radar de navegação e 3D LIDAR, além de antenas de comunicação rádio e satélite, bem como sonar multifeixe de casco e sonar sidescan, além de também ser configurado com um Veículo de Operação Remota (ROV).

O projeto USV SUPPRESSOR, desenvolvido pela EMGEPRON, em parceria com a TideWise, é o primeiro do mercado de defesa brasileiro e da América Latina com a finalidade de realizar a construção de embarcações autônomas de superfície multipropósito no País. Proporcionará inovação tecnológica à capacidade operacional em atividades complexas no mar, com redução de custos e de exposição humana a riscos, como na guerra de minas.


Saiba mais sobre o SUPPRESSOR

O SUPPRESSOR é a primeira embarcação autônoma de superfície multipropósito, com tecnologia nacional, do mercado de defesa brasileiro e da América Latina. O Projeto SUPPRESSOR foi desenvolvido pela EMGEPRON, em parceria com a TIDEWISE, startup brasileira que desenvolve, integra e opera sistemas navais autônomos. Ademais, proporciona inovação tecnológica às atividades marítimas complexas realizadas no mar, com redução de custos e de exposição humana a riscos, além de compatibilidade com os sensores mais modernos do mercado e o uso integrado de drones.

O SUPPRESSOR oferece mobilidade estratégica, seja por via terrestre, marítima ou aérea, otimizando custos logísticos e operacionais, proporcionando versatilidade, permanência e resiliência em ambientes operacionais marítimos desgastantes ou de elevado risco humano. Adicionalmente, provê maior viabilidade econômica operacional e sustentabilidade ambiental.

A sua plataforma apresenta um importante aspecto dual, de emprego civil ou militar, pois pode ser configurada de forma a atender ao mercado de defesa, para a guerra de minas, guerra antissubmarino, patrulha naval ou reconhecimento (ISR), mas também às atividades civis de segurança pública, como de vigilância em áreas fluviais ou costeiras de relevado risco, além de monitoramento de ativos offshore, levantamento hidrográficos e pesquisa oceanográfica, inclusive em região polar.

Para tal, visando atender as diversas necessidades de seus clientes, o Projeto oferece duas linhas de produtos, o SUPPRESSOR 7 e o SUPPRESSOR 11, que podem ter suas configurações estabelecidas conforme as respectivas demandas:

SUPPRESSOR 7
Comprimento: 7 m
Boca: 2,5 m
Velocidade máxima: >25 nós
Velocidade de varredura: 5-6 nós
Deslocamento: 5 t
Propulsão: 2 eixos convencionais com motores a diesel
Sensores acima d'água: Radar de navegação, 3D LIDAR e câmera PTZ
Sensores abaixo d'água: Sonar multifeixe de casco

SUPPRESSOR 11
Comprimento: 11 m
Boca: 2,95 m
Velocidade máxima: >35 nós
Velocidade de varredura: 6-8 nós
Deslocamento: 8 t
Propulsão: 2 motores waterjets
Sensores acima d'água: Radar de navegação, 3D LIDAR e câmera PTZ
Sensores abaixo d'água: Sonar multifeixe de casco



Áreas de atuação:

- Levantamento hidrográfico
- Monitoramento Ambiental
- Pesquisa oceanográfica
- Inspeção de Ativos Offshore
- Guerra de Minas
- Guerra Antissubmarino
- Patrulha Naval
- Inteligência, Vigilância e Recoinhecimento (Intelligence, Surveillance & Reconnaissance - ISR)

As primeiras entregas do Suppressor estão programadas para o início de 2026. A Emgepron está elaborando a lista de pré-reserva, que permitirá um planejamento adequado e o pleno atendimento aos requisitos solicitados por cada cliente. Cada Suppressor sairá com configurações totalmente customizadas. Ao fazer uma “pré-reserva”, sua organização não se comprometerá com garantias ou compromissos.

Com base nessa lista, no primeiro semestre de 2024 a Emgepron abrirá conversas com os interessados para identificar as respectivas necessidades.


20 julho, 2022

Emgepron e empresa italiana Leonardo assinam memorando na Farnborough


*Portal BIDS - 20/07/2022

A Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron) e a empresa italiana Leonardo – Societa per Azioni, assinaram, no dia 18 de Julho, o Memorando de Entendimentos durante a Feira Internacional Aeroespacial de Farnborough, no Reino Unido.

Memorando
O documento busca o desenvolvimento de possibilidades de negócios conjuntos para a exploração de potencial área de colaboração industrial para serviços de apoio à manutenção de sistemas de armas navais, sistemas de combate naval, incluindo sensores e sistemas de gestão de combate; e de serviços de apoio à manutenção de sistemas e sensores das Fragatas Classe Niterói e da Corveta Classe Barroso.

O evento contou com a presença do Diretor-Geral do Material da Marinha (DGMM), Almirante de Esquadra José Augusto Vieira da Cunha de Menezes.

06 junho, 2022

Empresas de Defesa apresentam propostas ao Senegal para apoiar suas Forças Armadas


*LRCA Defense Consulting - 06/06/2022

Entre os dias 1º e 02 de junho, o Ministério da Defesa (MD) realizou o “Brésil Sénégal Jours de la Defense”, evento virtual para apresentação das empresas aeronáuticas e de defesa brasileiras para autoridades governamentais e militares do Senegal. A iniciativa fomenta a Base Industrial de Defesa brasileira e projeta o Brasil no cenário internacional como detentor de tecnologias do setor.

Na oportunidade, as empresas brasileiras Atech, Avibrás, Condor, Desaer, Embraer, Emgeprom, Inbra e Taurus apresentaram propostas para apoiar as Forças Armadas senegalesas. As soluções abrangeram radares; comando e controle; armamentos convencionais como pistolas, fuzis e armamentos não letais; aeronaves; e soluções navais.

Para o Diretor de Financiamentos e Economia de Defesa (DEPFIN), da Secretaria de Produtos de Defesa do MD, Major-Brigadeiro do Ar Marcos Aurélio Pereira Silva, “foi uma oportunidade para estreitar relacionamento com o Senegal, sendo esse um país importante para o qual o Brasil dispõe de ampla base de indústrias tecnológicas e competitivas que podem auxiliar no equipamento de suas Forças Armadas”.

O evento foi coordenado pelo Departamento de Promoção Comercial do Ministério da Defesa (SEPROD/DEPCOM), em parceria com a Embaixada do Brasil no Senegal, com apoio da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE) e do Sindicato Nacional das Indústrias de Materiais de Defesa (SIMDE). 

 

Alguns antecedentes
Em Abr 2013, a Embraer Defesa e Segurança vendeu três unidades do seu avião turboélice de ataque leve e treinamento avançado A-29 Super Tucano para o Senegal. A operação  incluiu apoio logístico e a instalação de um sistema treinamento para pilotos e mecânicos (TOSS) no Senegal, tornando a Força Aérea daquele país autonôma na formação de pessoal qualificado.

Em maio de 2020, a Taurus Armas realizou a venda de 1 mil fuzis modelo T4 e 200 submetralhadoras para as forças de segurança do Senegal (Gendarmerie Nationale Sénégalaise). A Gendarmaria Nacional do Senegal tem 8.500 soldados, incluindo 412 oficiais, 6.130 não-comissionados e 1.958 gendarmes auxiliares. O pessoal da gendarmeria se enquadra principalmente na categoria de soldados profissionais. A entidade já utilizava as pistolas Taurus e passou a contar também com o Fuzil T4 e com a submetralhadora SMT no calibre 9mm.

De 19 a 22/10/2021 aconteceu a Milipol Paris 2021, considerada a principal feira internacional de segurança e proteção do mundo. Participaram do evento a ABIMDE (Associação Brasileira da Indústria de Defesa e Segurança) e sete empresas associadas: BCA, CBC, Condor, Kryptus, M&K, Taurus e VMI. A Taurus informou que, até o dia 20, já tinha recebido a visita de representantes da Polícia Nacional Francesa, da Gendarmeria Nacional e do Exército Francês, além de clientes do Egito, Senegal, Suécia, Marrocos, Argélia, Tunísia, Israel.

Em Fev 22, o Adido de Defesa do Brasil no Senegal reuniu-se com o Subchefe do Estado-Maior Geral das Forças Armadas do Senegal. Os representantes trataram de assuntos ligados à Defesa, abordando temas relacionados ao Acordo de Cooperação em Matéria de Defesa, como aquisição de produtos e serviços de defesa, e oferta de capacitação de militares senegaleses em escolas de formação no Brasil. O representante das Forças Armadas senegalesas mencionou a importância das ações da Missão Brasileira de Cooperação em Engenharia Militar (MBCEM) e da participação de navios da Marinha do Brasil em operações no continente africano.

País que mais crescerá em toda a África
Com um PIB de USS 25,3 bilhões, registrado em 2019, o Senegal deverá ocupar o posto de quarta maior economia da África Ocidental (depois da Nigéria, de Gana e da Costa do Marfim). O crescimento anual do país chega a quase 7%. No entanto, a previsão para o período de 2020 a 2024 é de que o país crescerá a urna taxa anual de 8,5%, número que colocará o Senegal na posição de país que mais cresce em toda a África.




08 novembro, 2021

Comitiva de Honduras visita a Mac Jee


*LRCA Defense Consulting - 08/11/2021

A Mac Jee recebeu na última quinta-feira, 04 de novembro, a visita de uma comitiva de altas autoridades da República de Honduras em suas instalações fabris de São José dos Campos. Entre estas, estavam a Vice-Ministra da Defesa, Heidi Portillo, o Subchefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, o Diretor de Logística, o Inspetor-Geral das Forças Armadas e do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea desse país.

Os visitantes foram recepcionados pela CEO, Alessandra Stefani, que acompanhou o grupo em um tour pela unidade, apresentando seus principais produtos.

A presença de algumas das mais altas autoridades hondurenhas ligadas à área de Defesa, revela um possível interesse do governo desse país nos produtos fabricados pela Mac Jee, especialmente no Armadillo, um dos lançadores de foguetes mais leves, compactos e rápidos do mercado global, projetado e desenvolvido para condições extremas de operação. O veículo tem alto poder de ataque, pode retrair o sistema de lançamento durante a fase não ofensiva, e lança mais de 70 foguetes 70 mm em poucos minutos. Outros produtos fabricados pela empresa, como como alvos aéreos (inteligentes ou não) e munições aéreas das séries BGB e Anti-Bunker BPB 2000, podem também ser alvos do interesse do governo hondurenho.

 


Visita ao Ministro da Defesa
Anteriormente, no dia 27 de outubro, o Ministro da Defesa, Walter Souza Braga Netto, recebeu a Vice-Ministra da Defesa de Honduras, Heidi Portillo. A audiência, na sede da Pasta, contribuiu para estreitar laços de cooperação, na área de Defesa, entre os dois países.

A representante do país da América Central veio ao Brasil para conhecer as empresas da Base Industrial de Defesa (BID) brasileira, a fim de identificar possíveis equipamentos e armamentos de interesse de Honduras. “Visitarei, também, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I) e as unidades do Comando da Aeronáutica (COMAER) relacionadas à defesa e ao controle do espaço aéreo brasileiro”, acrescentou.

Na ocasião, o titular da Pasta colocou a estrutura do Ministério à disposição da Vice-Ministra para auxiliar nas tratativas de interesses daquele país. “Esse é um grande passo para apoiar a cooperação bilateral na área da Defesa”, disse o Ministro Braga Netto.

Quanto aos equipamentos e armamentos de interesse de Honduras, foram citadas possibilidades de aquisição e modernização de aeronaves Embraer A-29. As autoridades conversaram, também, sobre aquisição de outros produtos e/ou serviços, posteriormente à visita às organizações militares da Força Aérea Brasileira.

No Rio de Janeiro (RS), a comitiva visitou também as instalações da Arsenal de Marinha do Rio de Janeiro (AMRJ), a Empresa Gerencial de Projetos Navais  (EMGEPRON) e a DGS Defense.

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