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14 maio, 2026

Com apoio da FINEP, Bizu Space lidera projeto inovador de motor espacial com combustível mais limpo

 


*LRCA Defense Consulting - 14/05/2026

A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) deu um importante passo para o avanço da soberania tecnológica brasileira no setor espacial. Foi aprovado o primeiro projeto da rodada 2 do Programa Finep Mais Inovação Brasil, com aporte de R$ 25 milhões via Subvenção Econômica, para o desenvolvimento do ARION, um sistema de propulsão líquida liderado pela deeptech nacional Bizu Space.

Criada por ex-alunos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), a Bizu Space busca reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras e tornar os veículos lançadores de satélites brasileiros mais competitivos no mercado global. O ARION tem como foco principal a otimização do estágio superior dos lançadores, aprimorando tanto a capacidade de carga útil quanto a precisão de inserção orbital.

Combustível mais limpo e componentes críticos
Além de maior eficiência e competitividade, o projeto enfatiza a sustentabilidade. O sistema utilizará combustível mais limpo e inclui o desenvolvimento de tecnologias estratégicas, como a turbobomba POSEIDON. Esses avanços devem fortalecer a indústria de alta tecnologia brasileira, gerar conhecimento estratégico e ampliar a capacidade nacional de lançamentos com maior precisão.

“De carona na frase de Neil Armstrong, a Finep está presente em um ‘grande passo’ brasileiro rumo à autonomia no acesso ao espaço”, destacou a instituição no anúncio.

O ARION será integrado inicialmente ao Microlançador MLBR, veículo que também conta com apoio da Finep e que se tornará o primeiro a utilizar o novo motor de propulsão líquido nacional.

Contexto e impacto
O projeto é considerado uma conquista relevante de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) e reforça a estratégia brasileira de posicionamento mais competitivo no cenário espacial internacional. Atualmente, o Brasil ainda depende significativamente de tecnologias e lançadores estrangeiros para colocar satélites em órbita. Iniciativas como esta visam mudar esse quadro, fomentando uma cadeia industrial mais autônoma e inovadora.

A aprovação do ARION ocorre em um momento de retomada de investimentos em ciência, tecnologia e inovação no país, com a Finep atuando como um dos principais instrumentos de fomento à inovação empresarial de alto impacto.

Com o desenvolvimento bem-sucedido do sistema, o Brasil pode dar um salto qualitativo na área espacial, combinando eficiência, sustentabilidade e soberania tecnológica, atributos cada vez mais demandados no mercado global de lançamentos orbitais. 

31 maio, 2025

Revisão Crítica de Projeto (CDR) marca importante avanço do Microlançador Brasileiro (MLBR)


 

*RCA Defense Consulting - 31/05/2025

Nos dias 29 e 30 de maio, a Agência Espacial Brasileira (AEB) participou da Revisão Crítica de Projeto (CDR, na sigla em inglês) do Microlançador Brasileiro (MLBR), veículo lançador de pequeno porte (VLPP) em desenvolvimento nacional. 

O encontro, realizado em São José dos Campos–SP, contou com a presença de representantes da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA), do Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), das empresas que compõem o arranjo industrial responsável pelo projeto, liderado pela CENIC: Plasmahub, Concert, Delsys, Etsys e de outras empresas participantes, como a Bizu Space, Almeida's, CLC e Fibraforte.

A CDR é importante para avaliar a maturidade do projeto e sua prontidão para avançar à próxima fase do ciclo de desenvolvimento, o que inclui a fabricação e os ensaios de qualificação dos equipamentos; a montagem e os testes dos subsistemas; bem como a integração e os testes do sistema completo. A revisão demonstra que o projeto apresenta um design consolidado, com os requisitos técnicos atendidos nos níveis de sistema e subsistemas, e com interfaces críticas devidamente definidas.

Durante a reunião, foram analisados a situação da qualificação de processos críticos, a compatibilidade com interfaces externas, o planejamento das atividades de montagem, integração e testes (AIT), além de aspectos relacionados à segurança, à garantia do produto, à mitigação de riscos e aos destroços espaciais (debris).

Para o Coordenador da Unidade Regional da AEB em São José dos Campos, Alexandre Macedo, a realização da CDR marca um avanço significativo rumo à materialização do lançador nacional. “A participação da AEB na CDR do MLBR é essencial para assegurar que os marcos técnicos estejam sendo cumpridos com rigor e que o sistema esteja pronto para a fase de implementação. Essa etapa demonstra o comprometimento das instituições e empresas envolvidas com o desenvolvimento de uma capacidade autônoma de acesso ao espaço no Brasil”, afirmou.

Já o Coordenador de Veículos Lançadores da AEB, Fábio Rezende, destacou o papel do trabalho conjunto entre governo e indústria nacional: “A CDR do MLBR mostra como a articulação entre instituições públicas e empresas privadas pode gerar resultados concretos e sustentáveis para o setor espacial brasileiro. O fortalecimento da base industrial e o domínio tecnológico são fundamentais para o avanço do nosso Programa Espacial".

O MLBR é um projeto estratégico que visa consolidar a base tecnológica nacional na área de lançadores e fortalecer a indústria espacial brasileira. A conclusão bem-sucedida da CDR representa um passo importante para o Brasil avançar na construção de um sistema completo de lançamento de satélites de pequeno porte com inovação, engenharia de ponta e protagonismo nacional.

Saiba mais:

Projeto de foguete brasileiro conclui primeira fase e é apresentado em São José dos Campos

*Com informações da Agência Espacial Brasileira  

29 maio, 2025

Como o Brasil conquistará seu lugar no seleto grupo de nações que lançam satélites a partir de seu próprio território


*LRCA Defense Consulting - 29/05/2025

Todo foguete é projetado com uma missão específica: colocar uma carga útil — geralmente um satélite — em uma determinada órbita. No caso do MLBR - Microlançador Brasileiro, a missão é clara e estratégica: viabilizar, a partir do território brasileiro, o lançamento de satélites de pequeno porte para órbitas baixas da Terra. Isso representa um avanço importante para o País, pois combina desenvolvimento tecnológico nacional com a possibilidade de atuação mais autônoma no setor espacial.

O MLBR é um microlançador — um tipo de foguete menor, voltado justamente para cargas mais leves. Esse segmento tem crescido rapidamente, impulsionado pela miniaturização de componentes eletrônicos, que permite construir satélites cada vez menores, mais baratos e com múltiplas aplicações comerciais, científicas e educacionais.

Apesar de o Brasil já possuir satélites próprios e dois centros de lançamento, ainda não temos foguetes capazes de realizar lançamentos orbitais. O MLBR representa mais uma importante etapa na busca de mudança desse paradigma, ao colocar um satélite em órbita utilizando um veículo desenvolvido e lançado a partir do território nacional.

Veja abaixo, o perfil da missão do MLBR - Microlançador Brasileiro:

Como será o voo?

1. Decolagem em Alcântara: o lançamento acontece no Centro de Lançamentos de Alcântara (MA). O foguete fica posicionado em uma rampa ajustável, capaz de apontar tanto em azimute (horizontal) quanto em elevação (vertical), garantindo precisão no rumo inicial.

2. Primeiro estágio: após ignição, o motor do primeiro estágio leva o veículo a aproximadamente 40 km de altitude. Nesse ponto, ocorre a separação do primeiro estágio e a ignição do segundo.

3. Segundo estágio: o segundo motor impulsiona o foguete até cerca de 150 km de altura. A coifa — a “ponta” protetora do satélite — é descartada pouco antes, já que, nessa altura, a atmosfera é praticamente inexistente.

4. Coasting (deslizamento) controlado: sem motores ativos, o veículo (agora composto pelo terceiro estágio e o satélite) segue ganhando altitude por inércia, seguindo uma trajetória rigidamente controlada.

5. Injeção orbital: a cerca de 450 km sobre o oceano Atlântico, o motor do terceiro estágio entra em ação por cerca de 45 segundos — não para subir mais, mas para aumentar a velocidade do satélite. Esse impulso final é crucial: sem ele, a carga útil não “gira” em torno da Terra e acaba caindo de volta.

Ao atingir a velocidade e altitude corretas, o satélite enfim entra em órbita e o Brasil conquista seu lugar no seleto grupo de nações que lançam satélites a partir de seu próprio território. 

Na parte inferior da figura que ilustra esta matéria estão os logos das empresas e entidades envolvidas no desenvolvimento do MLBR. 

*Com informações do perfil oficial do MLBR- Microlançador Brasileiro no LinkedIn.

29 janeiro, 2025

Horuseye Tech e Concert Technologies desenvolvem o sistema de navegação do Foguete Microlançador Brasileiro – MLBR

 

*LRCA Defense Consulting - 29/01/2025

Um dos principais equipamentos de controle de um foguete é o seu sistema de navegação. Ele determina, com precisão, a velocidade, a atitude e a posição do veículo durante o seu trajeto até o espaço, a fim de garantir a correta trajetória ao longo do voo. Essa precisão é fundamental para que os satélites sejam liberados em um ponto ideal da órbita terrestre.

O equipamento é constituído de sensores inerciais de tecnologia MEMS, de eletrônica de processamento associada, de um receptor GNSS espacial e de um computador de navegação, que implementa os softwares de navegação inercial e de fusão com os dados do receptor GNSS.

No Foguete Microlançador Brasileiro - MLBR, o desenvolvimento deste sistema ficou a cargo da empresa norte-americana Concert Technologies, que o desenvolve junto com a brasileira Horuseye Tech Engenharia de Sistemas, uma parceira estratégica do projeto. As empresas têm submetido a plataforma a extensivos testes de laboratório e a simulações dinâmicas, visando a aquisição de dados para avaliação em ambiente de voo real.

O sistema segue a tendência de todos os lançadores de satélites modernos em desenvolvimento, de trocar o uso de sensores inerciais de alta precisão e custo pela técnica de fusão das informações de sensores de média precisão, com as informações de receptores GNSS apropriados para uso em lançadores.

Essa complementaridade entre sensores inerciais e receptores GNSS já tem sido extensivamente usada em aplicações como aviões, drones e veículos terrestres. No entanto, o domínio das tecnologias e técnicas associadas é restrita a poucos países, sendo de grande importância estratégica para o Brasil.

Sobre a Horuseye Tech Engenharia de Sistemas
A Horuseye Tech é uma empresa brasileira localizada no Parque Tecnológico da UNIVAP, em São José dos Campos (SP).

A empresa opera no desenvolvimento de tecnologias para aplicações em Sistemas de Navegação Inercial-GNSS e subsistemas para CUBESAT, e aplicações em IoT e drones.



07 janeiro, 2025

Fibraforte desenvolve o sistema de controle de atitude para a 2ª e 3ª fases de voo do Veículo Lançador de Pequeno Porte


 

*LRCA Defense Consulting - 07/01/2025

A Fibraforte Engenharia, Indústria e Comércio, uma Empresa Estratégica de Defesa (EED), é uma empresa brasileira especializada no desenvolvimento e na produção de componentes para satélites, foguetes e aeronaves. Com 30 anos de mercado, possui uma equipe técnica altamente qualificada e consolidou-se como referência em seu campo de atuação.

A empresa desenvolve sistemas de propulsão para satélites e controle de foguetes lançadores de satélites; estruturas leves e mecanismos para aplicação aeroespacial; equipamentos de suporte mecânico para integração e testes de satélites; sistemas de testes pra estruturas de aeronaves e serviços de engenharia.

Ao longo de sua história, participou de projetos de grande relevância, como o desenvolvimento do sistema de propulsão para a Plataforma Multimissão (PMM), utilizado no Satélite Amazônia, sendo a primeira vez que o Brasil desenvolveu um sistema deste tipo.

Em parceria com a Cenic, a Fibraforte também desenvolveu os mecanismos dos painéis solares da PMM. Além disso, a empresa foi responsável pelo desenvolvimento integral das estruturas dos satélites CBERS 3, CBERS 4 e CBERS 4A, desde a especificação até a produção de modelos de voo.

A Fibraforte também trabalhou no desenvolvimento de tanques de propelentes, reduzindo a dependência nacional de componentes, e desenvolveu propulsores monopropelentes.

No projeto do Microlançador Brasileiro (MLBR), desenvolve o sistema de controle de atitude para a segunda e terceira fases de voo do  Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP). Esses atuadores são essenciais para o controle preciso do veículo durante o voo, assegurando a estabilidade e a trajetória necessárias para o sucesso das missões espaciais. 

As demais empresas envolvidas no projeto do MLBR fazem parte do arranjo produtivo brasileiro formado por Cenic, Concert Space, Plasmahub, Delsis e Etsys.

Sobre a Fibraforte
A história da Fibraforte está ligada diretamente a iteanos (engenheiros oriundos do Instituto Tecnológico de Aeronáutica -ITA) dedicados em desenvolver um trabalho eficiente, sério e de alta tecnologia. Três iteanos foram os responsáveis pela iniciativa, todos da Turma de 1985: Jadir Gonçalves, Thomas Leomil Shaw e Estácio Teru.

Sediada em São José dos Campos, a empresa foi fundada em 1994 em vista das demandas de sistemas mecânicos para os programas de satélites. Mas, com a evolução e expertise, já trilha outros caminhos, atuando também no setor aeronáutico.

Sempre investindo em P&D, a empresa é apoiada por órgãos de fomento como a Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Cientifico e Tecnológico) e a FINEP (Financiadora de Estudo e Projetos).

O programa de desenvolvimento dos jatos da família EMB170/190 da Embraer colocou a Fibraforte atuante também no segmento aeronáutico. É fornecedora estratégica da Kawasaki no projeto das estruturas das asas e teve significante amadurecimento em negócios com empresas estrangeiras e excelente resultado financeiro que permitiu reinvestirmos em tecnologia e infraestrutura.

No Programa de Transferência de Tecnologia ligado ao SGDC, teve a Thales Alenia elevando seu status de fornecedores de propulsores, tanques e sistemas de propulsão. O fato, além de ter possibilitado o desenvolvimento de produtos com nível de qualificação exigido pelas integradoras de satélites estrangeiras, melhorou significativamente a sua visibilidade no mercado internacional.

No segmento de satélites também desenvolve estruturas, mecanismos e equipamentos de apoio à integração e testes de satélites.

Ainda no segmento espacial, mas destinados aos veículos lançadores de satélites, a empresa está desenvolvendo sistema de propulsão e atuadores mecânicos para aplicação em controle de atitude dos lançadores atualmente em desenvolvimento para o programa espacial brasileiro.

A Fibraforte atua também no segmento aeronáutico com suporte de engenharia no segmento de estruturas, além de fornecer dispositivos para testes de estruturas e mecanismos. A empresa tem buscado oportunidades na área de defesa em sistemas mecânicos, tanto estruturas como mecanismos, em uma iniciativa de aplicar suas competências desenvolvidas para a área espacial e aeronáutica em sistemas de defesa.

Atualmente, os principais clientes da Fibraforte são o INPE/AEB e Visiona no segmento de satélites, e Cenic no segmento de lançadores.

06 novembro, 2024

Almeida's é a empresa responsável por desenvolver a rampa de lançamento do Microlançador Brasileiro (MLBR)

 

*LRCA Defense Consulting - 06/11/2024

A Almeida's Serviços Mecânicos - empresa responsável por desenvolver a rampa de lançamento do Microlançador Brasileiro (MLBR) - foi fundada no início da década de 90 e se destaca no cenário industrial ao oferecer soluções mecânicas diversificadas.

Inicialmente criada como um escritório de engenharia, a empresa rapidamente expandiu suas operações para a fabricação dos componentes que desenvolvia, atendendo às crescentes demandas do mercado.

Atualmente, a Almeida's se especializa no desenvolvimento de máquinas, ferramentas de montagem, dispositivos de içamento, gabaritos de inspeção e plataformas de acesso, atuando nas áreas de engenharia, fabricação e consultoria.

O fundador é o físico Paulo de Almeida, especialista em fabricação de peças de grande porte para usinas de geração de energia, hidráulica, siderúrgica e naval. Ele adaptou seu conhecimento às necessidades do setor, promovendo soluções inovadoras. Ao seu lado, o cofundador, engenheiro Paulo Henrique de Almeida, engenheiro projetista com expertise em máquinas e ferramentas.

Em colaboração com a CENIC, Plasmahub e outras empresas, a Almeida's está em fase final de desenvolvimento da rampa de lançamento do MLBR, com entrega prevista para 2025.

07 outubro, 2024

BIZÚ Space é uma nova Empresa Estratégica de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 07/10/2024

A BIZU Space, uma empresa aeroespacial brasileira dedicada a acelerar a exploração espacial com o desenvolvimento de tecnologias de foguetes, conquistou o selo de Empresa Estratégica de Defesa.

Criada em 2020 como um spin-off da equipe ITA Rocket Design do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), sua jornada começou com um grupo de entusiastas colaborando em projetos de foguetes como um hobby. A empresa foi oficialmente incorporada em 2022. Esses dois anos iniciais foram cruciais para estabelecer sua cultura de equipe, entender o cenário de negócios aeroespaciais no Brasil e selecionar os melhores talentos para se juntar a ela.

A empresa se define como "apaixonada por desafios e inovação, ambos culminando no desenvolvimento de foguetes". Seu objetivo é reunir as mentes mais brilhantes do Brasil para trabalhar em prol de um objetivo comum: chegar ao espaço e torná-lo mais acessível e barato.
 
Para tanto, sua visão é se tornar a principal referência no setor espacial da América Latina e ganhar reconhecimento internacional ao atingir marcos espaciais e entregar valor aos clientes em todo o mundo, apoiando assim a exploração aeroespacial global. O seu principal valor vem da experiência dos seus fundadores no ITA, e é chamado de Disciplina Consciente.

Em dezembro de 2023, a BIZÚ Space ganhou tração significativa ao garantir dois contratos para apoiar o desenvolvimento do programa MLBR (Microlançador Brasileiro). O programa MLBR tem como objetivo realizar um sonho brasileiro de 1979, que é lançar um satélite brasileiro a partir de solo nacional em um foguete feito por brasileiros.

Serviços de Engenharia
A BIZU Space é especializada em serviços para a indústria de lançamento, incluindo sistemas e engenharia aeroespacial, planejamento de operações de lançamento e organização. Sua expertise se estende a simulações de voo suborbital e orbital, análise de segurança de voo e solo e obtenção de autorização de lançamento sob FAA Parte 450 e AEB REB 02.

Foguetes de Sondagem

A empresa desenvolve foguetes de sondagem como bancos de ensaio para sistemas de propulsão e de bordo. O Beija-Flor-1 (BF-1) foi seu primeiro foguete com propulsão sólida, telemetria e recuperação de paraquedas. Mais tarde, foi atualizado para BF-1E com o Bizu Composite Propellant (BCP).

Fabricação e Suporte a Projetos
Na BIZU Space, é fornecida impressão 3D avançada em metal para estruturas complexas, como motores de foguete, bombas, turbinas e impulsores, além de suporte completo de design e desenvolvimento.

BCP
O Bizu Composite Propellant (BCP) é um propelente sólido inteiramente desenvolvido usando materiais de origem local do Brasil. Este projeto foi iniciado para criar um propelente sólido livre de ITAR e independente de fornecedores estrangeiros, garantindo alta disponibilidade e custos reduzidos.

Microlauncher MLBR
O programa MLBR, financiado pela FINEP, foca no desenvolvimento do MLBR Microlauncher. Este veículo de lançamento é um esforço colaborativo entre sete empresas, com a CENIC servindo como coordenadora principal. A BIZU Space desempenha um papel crucial nesta iniciativa, contribuindo com expertise em sistemas e engenharia aeroespacial, desenvolvimento de propulsores e operações de lançamento.

Árion

O Arion é um motor de foguete líquido desenvolvido pela BIZU Space, utilizando Peróxido de Alto Teste (HTP) e querosene (Jet-A) como propelentes. Ele é projetado especificamente para o estágio superior do veículo de lançamento MLBR, fornecendo um alcance de empuxo entre 3-5 kN.​

O desenvolvimento do Arion é focado na otimização do desempenho do estágio superior em veículos de lançamento, aumentando tanto a capacidade de carga útil quanto a precisão de inserção orbital. O MLBR será o primeiro veículo a integrar esse motor.

Para dar suporte ao desenvolvimento do motor, a BIZÚ Space está construindo a Instalação de Testes T8, construída especificamente para testes rigorosos de qualificação em injetores, ignitores, sistemas de pressurização e câmaras de combustão. 

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