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15 abril, 2026

EDGE e Marinha do Brasil assinam MoU para reforçar defesa cibernética em ambientes marítimos


*LRCA Defense Consulting - 15/04/2026

Durante a LAAD Security Milipol Brazil 2026, uma das principais feiras de segurança e defesa da América Latina, o grupo EDGE, dos Emirados Árabes Unidos, e a Marinha do Brasil firmaram um Memorando de Entendimento (MoU) que estabelece as bases para uma cooperação estratégica em capacidades de ciberproteção. A assinatura ocorreu na terça-feira (14), no Transamerica Expo Center, em São Paulo, e marca mais um passo na parceria crescente entre a força naval brasileira e o conglomerado de defesa árabe. 

O acordo visa avaliar e fortalecer as capacidades de defesa cibernética exigidas pela Marinha, com foco em discussões técnicas, operacionais e logísticas. Entre as prioridades estão o desenvolvimento de um conceito operacional para a criação de uma unidade estratégica (ou Centro de Excelência) de defesa cibernética naval; a engenharia e o desenvolvimento de ferramentas de monitoramento e proteção de redes; o aprimoramento da segurança cibernética de tecnologias operacionais em ambientes marítimos; e o treinamento e capacitação de pessoal especializado para a proteção dos ciberespaços de interesse da Força. 

“Nos últimos anos, a importância da defesa cibernética cresceu rapidamente, especialmente no que diz respeito à proteção de infraestruturas críticas”, destaca o texto do acordo. Com a crescente dependência de sistemas digitais interconectados em operações navais, portos, navios e plataformas offshore, a proteção contra ameaças cibernéticas tornou-se prioridade estratégica para governos e forças armadas em todo o mundo. O MoU reforça o compromisso conjunto de aprimorar a segurança de sistemas críticos, promover a troca de conhecimento e desenvolver soluções tecnológicas avançadas para ambientes marítimos. 

A EDGE, sediada em Abu Dhabi, é um dos maiores grupos globais de defesa e tecnologia avançada, com um cluster dedicado a Space & Cyber Technologies que inclui empresas especializadas em cibersegurança, como a OryxLabs (adquirida recentemente), além de soluções em comunicações seguras, inteligência cibernética e treinamento. O grupo já mantém parceria consolidada com a Marinha do Brasil em outras áreas, como o desenvolvimento conjunto de sistemas antidrones (com fase avançada em 2025 e demonstrações previstas para 2026) e projetos de mísseis antinavio como o MANSUP. Essa nova frente cibernética amplia a colaboração para o domínio digital, cada vez mais relevante em conflitos híbridos e guerras modernas. 

A LAAD Security 2026, que reúne forças armadas, polícias, autoridades e empresas do setor de 14 a 16 de abril, serve como palco estratégico para esses anúncios. O evento, com apoio institucional do Ministério da Defesa e das Forças Armadas brasileiras, atrai delegações internacionais e é considerado o principal ponto de encontro para networking e atualização tecnológica em segurança e defesa na região. A EDGE participa ativamente, exibindo capacidades multi-domínio alinhadas às necessidades operacionais latino-americanas. 

Especialistas em defesa naval veem o acordo como resposta à evolução das ameaças cibernéticas, que incluem ataques a sistemas de comando e controle, espionagem em rotas marítimas e disrupções em infraestruturas críticas. Para a Marinha do Brasil, o foco em treinamento de capital humano e segurança de tecnologias operacionais embarcadas representa um investimento estratégico na soberania digital, especialmente em um cenário de digitalização acelerada das frotas e operações.

A iniciativa não inclui valores financeiros divulgados nem prazos imediatos para entregas, mas abre caminho para fases futuras de cooperação técnica e possível transferência de tecnologia. Trata-se do mais recente marco na relação entre a EDGE e as Forças Armadas brasileiras, que já gerou avanços concretos em armamentos inteligentes e contramedidas a drones.Com a assinatura, o Brasil reforça sua postura de modernização tecnológica no setor de defesa, alinhando-se a parceiros globais para enfrentar os desafios do ciberespaço marítimo no século XXI. A evolução dessa parceria deve ser acompanhada de perto nos próximos meses, à medida que as discussões técnicas avançarem.

11 maio, 2025

Exército participa do maior exercício de defesa cibernética do mundo


*LRCA Defense Consulting - 11/05/2025

Na quarta-feira, 7 de maio, teve início mais uma edição do Locked Shields, maior exercício de defesa cibernética do mundo. Voltado para a articulação e planejamento de ações contra ameaças e ataques cibernéticos, o exercício é organizado pelo Centro de Excelência em Defesa Cibernética Colaborativa da OTAN – sigla em inglês: NATO CCDCOE. O Brasil é o único país da América Latina entre as 41 nações participantes.

O Comandante de Defesa Cibernética ressaltou a importância da atividade para o aprimoramento da capacidade cibernética: “Aprendemos efetivamente quando participamos de operações ou exercícios, quando trabalhamos de igual para igual com os principais países nesse campo da segurança, da defesa e da guerra cibernética. A participação em exercícios, como esse, é uma ferramenta valiosa de aperfeiçoamento”.

Esta atividade estimula a participação colaborativa na área e é dividida em dois níveis: técnico e estratégico.

No nível técnico, os especialistas em guerra cibernética das três Forças participam de uma simulação, compondo uma combinação de times. Nesta edição, o Brasil constituiu uma equipe com representantes da Espanha e da Suíça.

No nível estratégico, a equipe brasileira trabalha isolada, contando com a participação de representantes da Administração Pública Federal e da Justiça Militar da União, nas discussões de diversas questões relacionadas ao domínio cibernético. 

Saiba mais:
- Atech, da Embraer, é a única empresa brasileira no maior e mais complexo exercício internacional de ciberdefesa em tempo real

07 maio, 2025

Atech, da Embraer, é a única representante brasileira no maior e mais complexo exercício internacional de ciberdefesa em tempo real

 


*LRCA Defense Consulting - 07/05/2025

A Atech, empresa do Grupo Embraer, é a única representante brasileira no Locked Shields 2025, o maior e mais complexo exercício internacional de ciberdefesa em tempo real, organizado pelo Centro de Excelência em Defesa Cibernética Cooperativa (CCDCOE) da OTAN.
 
Realizado em Tallinn, na Estônia, o Locked Shields reúne especialistas de mais de 40 países para simular ataques cibernéticos em larga escala, testando a resiliência de infraestruturas críticas e sistemas nacionais de TI.
 
Esta é a quinta participação consecutiva da Atech no exercício, reforçando seu compromisso com o desenvolvimento de competências em defesa cibernética e sua atuação como referência tecnológica no setor.
 
A experiência adquirida no Locked Shields contribui para aprimorar as soluções da Atech, alinhadas às necessidades de segurança cibernética do Brasil e de seus parceiros internacionais.

12 outubro, 2024

Exército coordena maior Exercício Cibernético do Hemisfério Sul


*Centro de Comunicação Social do Exército - 11/10/2024

O Exercício Guardião Cibernético 6.0 (EGC 6.0), maior Exercício Cibernético do Hemisfério Sul, a ser realizado entre 14 e 18 de outubro de 2024, representa um marco estratégico na proteção das infraestruturas críticas do Brasil. Sob a coordenação do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), o evento reunirá representantes de setores prioritários em um esforço coordenado para enfrentar ameaças cibernéticas crescentes. Este exercício ocorrerá simultaneamente na Escola Superior de Defesa, em Brasília, e no Comando da 2ª Divisão de Exército, em São Paulo, promovendo simulações construtivas e virtuais. Essas simulações permitirão que Forças Armadas, órgãos parceiros e representantes de infraestruturas críticas, como água, energia e comunicações, trabalhem em conjunto para desenvolver soluções estratégicas e avaliar a capacidade de defesa contra ataques simulados, impedindo, assim, sério impacto social, ambiental, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade.

As atividades do EGC 6.0 encontram-se previstas no Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas, ampliando a capacidade operacional das Forças Armadas e promovendo a colaboração conjunta entre a administração pública federal, o setor privado, a academia e a sociedade em geral. O exercício não apenas estabelece um precedente para futuras ações de defesa cibernética nacional, mas também destaca o compromisso do Exército Brasileiro em expandir colaborações interagências e integrar novas tecnologias para aprimorar as capacidades de defesa do Brasil. A continuidade desse esforço conjunto promete um futuro em que a segurança cibernética é uma prioridade nacional, com planos para novos exercícios e treinamentos que envolvam uma participação ainda mais ampla de setores estratégicos.

A presença de 140 organizações e de representantes de mais de 30 países no exercício simulado proporciona ao Exército Brasileiro a oportunidade de demonstrar seu estado de prontidão, promovendo ações relevantes de preparo e emprego da Força na segurança nacional e na proteção das infraestruturas críticas. Além disso, fortalece a colaboração internacional e aprimora as capacidades de defesa cibernética do país. Neste sentido, o Exército Brasileiro, por meio do Exercício Guardião Cibernético 6.0, também colabora para o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) e para a pesquisa, desenvolvimento e inovação de Produtos de Defesa (PRODE).

Histórico do Exercício Guardião Cibernético
Desde sua primeira edição em 2018, o Exercício Guardião Cibernético tem crescido em importância e abrangência. Inicialmente focado em setores como o financeiro e nuclear, o evento expandiu para incluir mais instituições e complexidade. A edição de 2023, por exemplo, contou com mais de 700 participantes e 100 organizações, destacando a integração de esforços entre governo, setor privado e academia para aumentar a resiliência cibernética brasileira. A cada edição, o Exercício demonstra a crescente maturidade das instituições brasileiras para lidar com incidentes cibernéticos, reforçando a importância do trabalho colaborativo na proteção das infraestruturas críticas do país. 

12 junho, 2024

Exercício Guardião Cibernético 6.0 tem edital lançado


*LRCA Defense Consulting - 12/06/2024

O Comando de Defesa Cibernética do Exército Brasileiro (Com D Ciber) lançou o Edital de Chamamento Público para o Exercício Guardião Cibernético 6.0, que será realizado em Brasília de 14 a 18 de outubro de 2024.

O Exercício Guardião Cibernético é um treinamento de ações de proteção cibernética que tem por objetivo criar um ambiente realista onde as infraestruturas críticas participantes precisam proteger seus sistemas de Tecnologia da Informação de ataques cibernéticos, contribuindo para o crescimento da resiliência cibernética do Brasil, por intermédio da atuação colaborativa das Forças Armadas, dos órgãos parceiros e das principais infraestruturas críticas do País, adotando técnicas de simulações construtiva e virtual.

Com base na Estratégia Nacional de Segurança Cibernética (E-Ciber), aprovada pelo Decreto nº 10.222, de 5 de fevereiro de 2020, o exercício visa:

  •  promover ambiente participativo, colaborativo, confiável e seguro, entre setor público, setor privado e sociedade;
  • elevar o nível de proteção das Infraestruturas Críticas Nacionais;
  • ampliar a parceria, em segurança cibernética, entre setor público, setor privado, academia e sociedade, por meio de ações colaborativas;

tudo com a finalidade de incrementar a proteção das infraestruturas críticas (IC) de interesse para a Defesa Nacional nas áreas prioritárias elencadas no Decreto nº 11.200, de 15 de setembro de 2022, que aprova o Plano Nacional de Segurança de Infraestruturas Críticas - PLANSIC.

O Chamamento Público visa selecionar pessoas jurídicas de direito público ou privado, com ou sem fins lucrativos, interessadas em propor e realizar ações de apoio ao Com D Ciber durante a fase de planejamento e execução do EGC 6.0, sem o desembolso ou a transferência de recursos públicos financeiros ou patrimoniais.

O Chamamento Público busca o melhor conhecimento das soluções oferecidas pelas pessoas(s) jurídica(s) interessadas em participar do EGC 6.0, de forma que as propostas apresentadas possam subsidiar e complementar as decisões do ComDCiber, assegurando a prevalência dos princípios jurídicos fundamentais, em que é imprescindível a observância de etapas e formalidades legais.

A contrapartida por parte da Administração Militar consistirá na autorização para que cada empresa participante divulgue a sua participação e colaboração nos diversos meios de publicidade, bem como na incorporação dos conhecimentos técnicos da área de segurança cibernética gerados no evento. A divulgação deve resguardar os dados dos envolvidos no exercício.

O EGC 6.0 é uma atividade que envolve a proteção cibernética, por meio da atuação colaborativa das Forças Armadas, dos Órgãos Parceiros e das principais Infraestruturas Críticas Nacionais, e adota técnicas de simulações virtual e construtiva. Durante o evento, problemas cibernéticos simulados são apresentados aos gerentes da área de tecnologia da informação (TI), jurídica e de comunicação social, que devem tomar suas decisões levando em conta o ambiente simulado do exercício e a proposta colaborativa interagências na mitigação das consequências desses assuntos.

Por sua complexidade, o exercício demanda um grande volume de trabalho técnico e intelectual para o planejamento de atividades, tais como, audiências, reuniões, simulação construtiva, simulação virtual, montagem da infraestrutura de TI, recepção de participantes e autoridades, montagem da infraestrutura física.

Considerando o alto volume de atividades e a complexidade do cenário técnico, somado ao número limitado de militares envolvidos na atividade, o ComDCiber tem superado desafios na realização das edições anteriores por meio da participação e colaboração de órgãos externos ao Comando. Essas atividades contribuíram sobremaneira para o aumento da resiliência cibernética do Estado brasileiro.

Mesmo assim, há espaço para a melhoria da qualidade do exercício, assim como dos fluxos internos de tratamento dos incidentes, por meio da adoção de ativos de redes de última geração e cenários cibernéticos mais realistas. Somado a isso, o exercício foi desdobrado em duas sedes, Brasília e São Paulo, o que demandará uma infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicações (TIC) robusta e um sistema de comando e controle eficaz.

Para maiores informações e detalhes sobre como participar, acesse o edital em: https://lnkd.in/dG-E_9Jb

16 outubro, 2021

INB - Indústrias Nucleares do Brasil participa de exercício de proteção cibernética

Resposta ao cenário proposto pelo exercício demandava participação de diferentes áreas de uma empresa


*LRCA Defense Consulting - 16/10/2021

Entre os dias 5 e 7 de outubro, a INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A. participou do Exercício Guardião Cibernético 3.0, em Brasília/DF, coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Governo Federal. O exercício simulou ameaças virtuais a setores prioritários para a segurança nacional, como água, energia, telecomunicações, finanças, transporte e nuclear. Para cada um, foram propostas atividades diferentes, relacionadas com suas realidades e particularidades.

No setor nuclear, foram simulados incidentes cibernéticos que se agravaram com o passar do tempo. As situações exigiam a participação de setores distintos de uma empresa. Por isso, neste ano, a INB foi representada por uma equipe multidisciplinar, com integrantes das áreas de tecnologia da informação, comunicação social, jurídica e de segurança da informação.

“Durante o evento tivemos a oportunidade de conhecer com mais detalhes o funcionamento de uma planta nuclear, bem como trocar experiências e conhecimentos com os demais órgãos (Eletronuclear, CTMSP, CNEN) do setor nuclear. Foi uma experiência única e que demonstrou que a INB está comprometida em desenvolver a segurança cibernética e treinar suas equipes para responder a incidentes cibernéticos graves”, afirma Fernando Akira Mogami, da Gerência de Tecnologia da Informação da INB.

Importância do exercício
De acordo com o Ministério da Defesa, este é o maior treinamento para proteção cibernética do hemisfério sul, e esta terceira edição contou com 350 participantes civis e militares de 65 organizações. Na quarta-feira, dia 6, os ministros Walter Braga Netto, da Defesa, e Augusto Heleno, do Gabinete de Segurança Institucional, prestigiaram o exercício. Eles estiveram na sala de treinamento do setor nuclear, onde puderam ver de perto como era realizada a simulação.

“Repetidas vezes as autoridades reforçaram que é grande a preocupação da nação neste tema e que devemos estar treinados para responder”, informa Mogami.

A INB participa do evento desde a primeira edição, atuando também no planejamento e execução do exercício.

INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A.
A INB -  Indústrias Nucleares do Brasil S.A. atua na cadeia produtiva do urânio, o "ciclo do combustível nuclear", que inclui a mineração, o beneficiamento, o enriquecimento, a fabricação de pó, pastilhas e do combustível que abastece as usinas nucleares brasileiras.

Empresa pública vinculada ao Ministério de Minas e Energia, a INB exerce, em nome da União, o monopólio da produção e comercialização de materiais nucleares. Também atua na execução de serviços de engenharia do combustível e na produção de componentes dos elementos combustíveis.

Os processos industriais e os programas de controle ambiental e segurança radiológica que desenvolve garantem a qualidade de seus produtos e asseguram a preservação do meio ambiente, da saúde dos trabalhadores e das populações, especialmente aquelas que habitam nas áreas de influência de suas unidades.

As atividades da INB são licenciadas e fiscalizadas pela Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) e pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA). A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), órgão vinculado à Organização das Nações Unidas (ONU), supervisiona sua produção, realizando inspeções regulares à Fábrica de Combustível Nuclear.

05 outubro, 2021

Kryptus participa do exercício Guardião Cibernético 3.0, maior operação de ciberdefesa do brasil


*LRCA Defense Consulting - 05/10/2021

A Kryptus, multinacional brasileira especializada em segurança cibernética e criptografia para aplicações militares, governamentais e empresariais, participará, entre os dias 5 e 7 de outubro, do Exercício Guardião Cibernético 3.0, maior treinamento de segurança cibernética do Hemisfério Sul, que envolverá 350 pessoas de 58 organizações públicas e privadas.

O Exercício Guardião Cibernético 3.0 é coordenado pelo Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber) e consta do calendário do Ministério da Defesa como parte da estratégia nacional de segurança do país.

Trata-se de um exercício simulado de atividades práticas de proteção cibernética, com a participação de líderes e de especialistas de tecnologia da informação.

Em uma plataforma virtual, é instalado um cenário hiper-realista, criado sob medida, onde são realizados os ataques.

Roberto Gallo, CEO da Kryptus
Segundo Roberto Gallo, CEO da Kryptus, a empresa vai disponibilizar dentro do Guardião Cibernético tecnologia preditiva contra ações adversariais.

Gallo destaca que o Exercício Guardião Cibernético é uma atividade de alto nível equiparada aos principais exercícios internacionais como, por exemplo, o exercício cibernético da OTAN Locked Shields, que neste ano foi realizado em abril, e o Ciber Perseu, de Portugal.

Um dos focos principais dos exercícios neste ano serão as infraestruturas críticas, ativos e serviços essenciais para a economia que envolvem áreas como água, energia, comunicações, financeiro, transporte e nuclear, que cada vez mais vêm sendo alvos de ciberataques.
 
À frente da atividade, prevista para 5 a 7 de outubro, o coronel Luiz Cláudio de Souza Cunha do Comando de Defesa Cibernética (ComDCiber), do Exército Brasileiro, conta que ataques do tipo ransomware – vírus que impede o acesso às informações armazenadas, fazendo com que a vítima tenha de pagar aos cibercriminosos para recuperá-las – aumentaram em mais de 350%.

 “Não há setor ileso a esse tipo de ataque. A pergunta não é se, mas quando você sofrerá um ataque. É preciso estar preparado, não para o futuro, para agora”, alerta o coronel Luiz Cláudio de Souza Cunha.

 Infraestruturas críticas são ativos e serviços essenciais para a economia e envolvem áreas como água, energia, comunicações, financeiro, transporte e nuclear. São esses setores, cada vez mais, alvos dos ataques, que vão participar do terceiro exercício promovido pelo Comando.


14 abril, 2021

Atech e Avibras participam do maior e mais complexo exercício de defesa cibernética do mundo


*LRCA Defense Consulting - 14/04/2021

No período de 13 a 16 de abril, as Empresas Estratégicas de Defesa brasileira Atech e Avibras participam do Exercício Locked Shields 2021, o maior e mais complexo exercício de defesa cibernética do mundo.

O evento, organizado pelo Centro de Excelência de Defesa Cibernética Cooperativo da OTAN (CCD COE), é uma oportunidade única para os ciberdefensores praticarem a proteção de sistemas nacionais de TIC, civis e militares, e de infraestruturas críticas.

O exercício é conduzido sob condições de intensa pressão, com as equipes atuando contra uma sofisticada série de ataques cibernéticos. Além disso, o ambiente é completo e possibilita o exercício dos diferentes níveis de tomada de decisão: operacional, tático e estratégico.

Este ano, o exercício destaca a necessidade de os ciberdefensores e tomadores de decisões estratégicas compreender as inúmeras interdependências entre os sistemas nacionais de TI, destacando novamente a necessidade crescente de um melhor entendimento funcional entre vários especialistas e níveis de tomada de decisão.

A importância e a relevância dos Locked Shields podem ser avaliadas a partir da gama de ameaças cibernéticas que preocupam as nações, e o exercício testará sua capacidade de proteger serviços vitais e infraestrutura crítica.

Os organizadores integram jogos técnicos e estratégicos, permitindo que as nações participantes pratiquem toda a cadeia de comando no caso de um grave incidente cibernético. Isso inclui a tomada de decisões em nível estratégico e operacional, visano a defesa de infra-estruturas e capacidades civis e militares.

De acordo com o cenário criado, um país insular fictício, Berylia, está passando por uma situação de segurança cada vez pior. Uma série de eventos hostis coincidiu com ataques cibernéticos coordenados contra os principais sistemas militares e civis de Tecnologia da Informação berilianos.

Em iterações anteriores do Locked Shields, os organizadores do exercício se reuniram em Tallinn, Estônia, com as equipes azuis participantes se juntando remotamente por acesso online seguro de sua base. No entanto, em 2021, o exercício é diferente porque a maioria dos organizadores também estará contribuindo remotamente de seus países de origem. Esse novo formato fará com que o Locked Shields seja o maior exercício de defesa cibernética com fogo real conduzido globalmente.

Os participantes estão divididos em cinco grupos que atuam nas seguintes frentes: infraestrutura do país fictício (Green Team), ataque (Red Team), defesa (Blue Team), monitoramento das atividades (Yellow Team) e controle de todo o exercício (White Team).

A Avibras e a Atech, como representantes da indústria de defesa do Brasil, integram o Green Team, que atua na infraestrutura de Berylia, colaborando na coordenação das atividades e fornecendo para o cenário um Sistema de Defesa Antiaérea.

Um grupo de engenheiros da Avibras está alocado no Espaço Avibras de Tecnologia e Inovação (EATI) no Parque Tecnológico São José dos Campos para se dedicar à competição.

O Locked Shields 2021 é organizado pela CCDCOE em cooperação com a Agência de Comunicações e Informação da OTAN, o Ministério da Defesa da Estônia, as Forças de Defesa da Estônia, Siemens, Ericsson, TalTech, CR14, Bittium, Clarified Security, Arctic Security, Cisco, Stamus Networks, SpaceIT, Sentinel, Centro de Análise e Compartilhamento de Informações de Serviços Financeiros (FS-ISAC), Unidade de Inovação em Defesa dos EUA, Microsoft, Atech, Avibras, SUTD iTrust Singapura, Centro Europeu de Excelência para Combater Ameaças Híbridas, Centro de Excelência em Comunicações Estratégicas da OTAN, Agência de Defesa Europeia, Space ISAC, Federal Bureau of Investigation (FBI) dos EUA, STM, VTT Technical Research Center of Finland Ltd, OTAN M&S COE e redes PaloAlto.

O Gerente de Vendas da Atech, Cláudio Nascimento, comentou que o objetivo do exercício é verificar a capacidade dos times em reagir a um ataque cibernético de grandes proporções. A participação e colaboração da Atech nesta iniciativa, fortalece sua presença nos mercados nacional e internacional, para o fornecimento de sistemas de defesa e cibernética.

Para o engenheiro Fernando Arantes, da Avibras, é uma grande oportunidade de mostrar a capacidade de desenvolvimento de sistemas de sua empresa em um ambiente com grande visibilidade internacional. “O sucesso obtido até aqui é resultado de uma equipe focada no conceito Security by Design e dedicada exclusivamente a este projeto”, declarou.

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