*LRCA Defense Consulting - 27/02/2025
A Akaer concluiu mais uma etapa para o desenvolvimento do VLN AKR, foguete lançador de nanossatélites 100% brasileiro.
A Revisão de Requisitos de Sistemas (SRR) foi finalizada com sucesso, garantindo que o projeto avance de forma estruturada e alinhada às necessidades do programa. O progresso foi apresentado no dia 25 de fevereiro à Agência Espacial Brasileira (AEB/MCTI) e à FINEP, que investe R$ 185 milhões na iniciativa.
"As fases preliminares são fundamentais para garantir que todas as possibilidades conceituais sejam exaustivamente analisadas antes do detalhamento final. Não projetamos apenas o foguete, mas todo o sistema de lançamento. Isso exige um alto nível de precisão para garantir que tudo funcione conforme planejado", afirmou Wilson Toyama, Diretor Executivo da Akaer.
O desenvolvimento VLN AKR representa um marco para o Brasil que deve passar a integrar um seleto grupo de apenas 13 países que dominam a tecnologia de lançamento espacial. Uma conquista que fortalece a soberania tecnológica do país.
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28 fevereiro, 2025
Com a evolução do foguete lançador de nanossatélites 100% nacional, Brasil está cada vez mais próximo do espaço
19 dezembro, 2024
Akaer conclui com sucesso a Fase A do projeto do Veículo Lançador de Pequeno Porte VLN-AKR
*LRCA Defense Consulting - 19/12/2024
No dia18 de dezembro, na Akaer, foi concluído com sucesso a Fase A do projeto do Veículo Lançador de Pequeno Porte. A Revisão Preliminar de Requisitos oficializou o encerramento desta etapa inicial, confirmando que os prazos e objetivos foram cumpridos.
Agora, o projeto avança para a Fase B, dedicada às definições preliminares, que culminará com a Revisão Preliminar de Projeto.
O Veículo Lançador de Pequeno Porte (VLPP), que está em desenvolvimento na Akaer, denominado de VLN-AKR, atualmente está na fase de definição
da configuração preliminar para verificar a capacidade de satelitizar nano e microssatélites.
O protótipo do futuro veículo deverá ter capacidade para
lançamento de, no mínimo, cinco quilos de carga-útil na órbita
equatorial, com a realização das operações de lançamento a partir do
território brasileiro, no centro de lançamento de Alcântara, onde também serão realizados todos os testes de voo.
O VLN-AKR é fruto de uma colaboração entre Akaer, Acrux Aerospace Technologies, Brengtech e EMSISTI, com financiamento e apoio da FINEP. Esse projeto brasileiro apresenta algumas características com tecnologias avançadas como:
- Motores leves de materiais compostos, garantindo maior eficiência.
- Controle vetorial de empuxo para máxima precisão.
- Arquitetura eletrônica compacta, reduzindo peso e volume.
A previsão é que o primeiro lançamento do VLN AKR ocorra no primeiro semestre de 2027. Com isso, o Brasil busca se unir ao seleto grupo de apenas 13 países no mundo capazes de realizar lançamentos orbitais de forma independente.
13 dezembro, 2023
Avibras emite nota sobre o veículo lançador de microssatélites brasileiro
*LRCA Defense Consulting - 13/12/2023
Em relação à reportagem veiculada nesta quarta-feira, dia 13/12/23, no Canal Caiafa Master no YouTube, intitulada “Foguete VLM agora é da Akaer! Sai Avibras Aeroespacial e Defesa e entram as empresas Akaer e Cenic", a Avibras esclarece que a informação não procede. O projeto do Veículo Lançador de Microssatélites (VLM) é desenvolvido pelo Instituto de Aeronáutica e Espaço (IAE), uma organização do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) em parceria com a Avibras e não envolve outras empresas e a Finep.
A Avibras permanece como parceira do IAE neste importante projeto, que visa lançar microssatélites em órbitas baixas equatoriais e de reentrada atmosférica com três estágios. A empresa é a única fabricante do motor S50, concebido com tecnologia nacional e inovadora, incorporando fibra de carbono no envelope motor, uma combinação única de leveza e eficiência, evidenciando um salto tecnológico para o Programa Espacial Brasileiro (PEB). Este motor representa uma etapa determinante para a conclusão do VLM.
Recentemente a Avibras realizou com sucesso o carregamento do motor S50, que envolveu o trabalho, a dedicação e a competência de uma equipe multidisciplinar da empresa. É importante ressaltar que o desenvolvimento bem-sucedido do motor S50 não apenas valida um projeto totalmente nacional, mas também impulsiona o desenvolvimento de foguetes suborbitais e lançadores de microssatélites.
O VLM representa um feito tecnológico, posiciona o Brasil como participante ativo no mercado global de lançamentos de nano e microssatélites e contribui para o crescimento e a inovação no setor espacial, e a Avibras como empresa aeroespacial e pioneira no Programa Espacial Brasileiro faz parte desta conquista.
Akaer desenvolverá veículo lançador de nano e microssatélites
*LRCA Defense Consulting - 13/12/2023
A Akaer venceu seleção pública do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) para o desenvolvimento de um veículo lançador de pequeno porte capaz de levar nano e microssatélites ao espaço.
O edital prevê um investimento de R$ 185 milhões no projeto, por meio da FINEP (empresa pública de fomento ligada ao governo federal), nos próximos três anos – trata-se de um dos maiores contratos de subvenção econômica à inovação já celebrados no país.
A construção do veículo lançador representa um enorme salto para o Brasil, assegurando maior autonomia de acesso ao espaço. Atualmente, apenas 13 países dominam essa tecnologia.
“Liderar um projeto de tamanha importância para o futuro do país é uma grande honra para a Akaer, que tem a inovação em seu DNA”, disse o CEO da empresa, Cesar Silva.
O contrato foi anunciado nesta quarta-feira (13) durante solenidade em Brasília, com as presenças da ministra de Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, do presidente da FINEP, Celso Pansera, e do presidente da AEB (Agência Espacial Brasileira), Marco Antonio Chamon, entre outras autoridades.
A seleção pública do MCTI avaliou, entre outros pontos, o grau de inovação de cada proposta apresentada e seu impacto de médio e longo prazos (incluindo o potencial de geração de empregos e a capacidade de internacionalização). Foram analisadas, também, a experiência e a capacidade técnica e operacional das concorrentes.
A previsão é que o protótipo do futuro veículo tenha capacidade para lançamento de, no mínimo, cinco quilos de carga-útil na órbita equatorial, com a realização das operações de lançamento a partir do território brasileiro.
“Os nanossatélites e microssatélites movimentaram US$ 2,8 bilhões em 2022, e é esperado que esse mercado alcance US$ 6,7 bilhões até 2027. Além dos ganhos científicos e das possíveis aplicações em diversas áreas, o projeto apoiado pela FINEP insere o Brasil em um mercado muito promissor”, afirmou o CEO Cesar Silva.
O projeto será custeado com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob acompanhamento da FINEP e da AEB.
*Com informações da Akaer.
24 junho, 2023
Empresas brasileiras investem no desenvolvimento e aplicação comercial de nanossatélites
*Revista Pesquisa FAPESP, por Rodrigo de Oliveira Andrade - 24/06/2023
O lançamento em abril de um satélite de 12 quilos (kg), pouco maior do que uma caixa de sapatos, representou um marco para a indústria espacial brasileira. Concebido pela Visiona Tecnologia Espacial, joint venture da Embraer Defesa e Segurança e da Telebras, o VCUB1 é o primeiro nanossatélite de alto desempenho projetado e desenvolvido no país. Também é uma iniciativa pioneira de aplicação comercial – até então, projetos nacionais desse tipo eram de uso científico ou educacional (ver Pesquisa FAPESP nº 219). A expectativa da empresa é validar o software embarcado e usar as informações coletadas para complementar e aperfeiçoar serviços de sensoriamento remoto e telecomunicações que ela oferece a seus clientes, hoje baseados em satélites de terceiros.
O dispositivo custou mais de R$ 30 milhões, dos quais R$ 2,9 milhões foram investidos pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação (Embrapii). Conta com uma câmera reflexiva de observação – a primeira do tipo desenvolvida no Brasil – com um sistema óptico formado por três espelhos, capaz de coletar imagens da superfície terrestre com resolução espacial de 3,5 metros. Ou seja, se fosse instalada em Campinas, seria capaz de fotografar um caminhão nas ruas do Rio de Janeiro. O equipamento foi desenvolvido pela Opto Space & Defense e Equatorial Sistemas, com apoio da FAPESP e da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
O nanossatélite deverá cruzar o território brasileiro várias vezes por dia, coletando imagens e dados de uso meteorológico e de apoio a atividades do setor agrícola, como o monitoramento de lavouras em locais afastados e a identificação de áreas de baixa produtividade. Eventualmente, poderá auxiliar na prevenção de desastres naturais, atividades de monitoramento ambiental ou atender a outros usos, ligados à área de segurança e cidades inteligentes. O principal objetivo da Visiona, no entanto, é validar a tecnologia para lançar satélites maiores e mais complexos. “Para isso, precisávamos de uma arquitetura que fosse escalável e um software embarcado confiável”, diz João Paulo Campos, presidente da empresa.
O equipamento possui um sistema de gerenciamento de dados de bordo, responsável pelo controle de outros subsistemas e da interface com o solo. Tem também um sistema de comunicação e controle de atitude e órbita, que permite apontar com maior precisão a câmera para o local onde se deseja coletar imagens ou direcionar seus painéis solares para o Sol, de modo a ampliar a geração da energia que o alimenta. “Essa é uma tecnologia estratégica, que ainda não era dominada pelo Brasil”, destaca Campos. “O VCUB1, nesse sentido, coloca o país em um grupo de nações que dominam todo o processo de desenvolvimento de satélites”, completa.
Para Fábio de Oliveira Fialho, da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP), o nanossatélite da Visiona rompe uma barreira tecnológica importante. “O VCUB1 permitirá à empresa explorar, em diferentes camadas, dados de alta qualidade, agregando mais valor aos serviços que oferece a seus clientes.”
A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) participou do esforço conjunto de desenvolvimento, ajudando a definir as cores que o satélite iria enxergar – foi escolhida a banda red edge, mais apropriada para o monitoramento de lavouras. O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apoiou a concepção do projeto com sua expertise em engenharia de sistemas, montagem, integração e testes do satélite. Já o Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados (ISI-SE), em Florianópolis, foi responsável pela construção e pelos testes da estação de terra e dos softwares que fazem a integração do computador de bordo com os componentes embarcados, com financiamento da Embrapii.
O ISI-SE também está envolvido em outro programa, o Constelação Catarina, criado em maio de 2021 pela Agência Espacial Brasileira (AEB). A iniciativa pretende colocar em órbita 13 nanossatélites nos próximos anos. Dois deles estão em desenvolvimento. Um no ISI-SE, o outro, na Universidade Federal de Santa Catarina. “A ideia é que eles formem uma rede e trabalhem de forma orquestrada na coleta de informações agrícolas e meteorológicas”, explica Augusto De Conto, gerente responsável pelo projeto. “Se tudo der certo, nosso nanossatélite será lançado em 2024”, diz.
Os nanossatélites e microssatélites movimentaram US$ 2,8 bilhões em 2022, e é esperado que esse mercado alcance US$ 6,7 bilhões até 2027, segundo análise da consultoria norte-americana Markets and Markets. Dados do relatório SpaceWorks estimam que entre 2 mil e 2,8 mil desses equipamentos serão lançados no espaço nos próximos cinco anos para diversas aplicações. O modelo avança em razão dos custos de construção desses artefatos. Diferentemente de um satélite convencional de grande porte, que pode custar entre US$ 150 milhões e US$ 400 milhões, os nanossatélites são relativamente baratos. Mas têm menor tempo de vida útil, de três a cinco anos.
A expansão desse mercado coincide com uma mudança na indústria aeroespacial. Com a consolidação de tecnologias e diminuição dos riscos associados ao seu desenvolvimento, o segmento passou a atrair mais atenção do capital privado. A face mais reluzente desse interesse foi a criação de empresas como a Blue Origin, do multibilionário Jeff Bezos, dono da Amazon, a SpaceX, de Elon Musk, e a Virgin Galactic, de Richard Branson, dedicadas à construção de foguetes lançadores e ao transporte de astronautas e turistas ao espaço (ver Pesquisa FAPESP nº 278). O VCUB1 foi lançado em abril pelo foguete Falcon 9, da SpaceX, junto com outros satélites de diferentes tamanhos.
O Brasil não é um expoente da exploração espacial comercial, mas tem potencial para crescer. O nanossatélite da Visiona é apenas uma entre várias iniciativas em curso no país. Outra é o nanossatélite da SciCrop, startup de geoprocessamento de dados de satélite com sede em São Paulo, com lançamento previsto para o segundo semestre. “Nosso objetivo é coletar as melhores imagens possíveis do Centro-Oeste brasileiro”, afirma José Damico, CEO da empresa. O dispositivo deverá percorrer essa região a cada dois dias, registrando imagens que permitam uma visão detalhada da produtividade de cada talhão de soja plantado, possibilitando separar as diferentes áreas produtivas das fazendas. “Essas informações nos ajudam a mensurar o quanto está sendo produzido e se o plantio foi feito na época adequada, por exemplo”, diz. Os dados poderão ser usados por instituições financeiras na análise de risco de concessão de crédito a produtores rurais, especialmente aqueles que produzem menos de 2 mil hectares e não têm uma demonstração contábil ou balanço patrimonial para apresentar no momento do pedido.
O nanossatélite da SciCrop utiliza uma estrutura desenvolvida pela Alba Orbital, com sede em Glasgow, na Escócia. “A construção de um nanossatélite envolve várias etapas, como o desenvolvimento de sua estrutura e validação de seus equipamentos embarcados. No nosso caso, partimos de uma estrutura já pronta, que será adaptada para o uso que queremos”, ele explica.
Outra empresa brasileira a investir nesse mercado é a SCCON Geospatial, que oferece a seus clientes serviços em tecnologia geoespacial e mapeamento via satélite. Seu negócio baseia-se em imagens feitas por uma constelação de 200 nanossatélites da empresa norte-americana Planet. “Temos contratos com instituições brasileiras públicas e privadas de diferentes segmentos, que usam nossas soluções para monitoramento de plantações, barragens, linhas de transmissão de energia”, diz Vinicius Rissoli, diretor de operações da companhia.
Em 2018, a SCCON fez um acordo com a Polícia Federal (PF) para monitorar o desmatamento na região amazônica. A parceria cresceu e deu origem ao Programa Brasil Mais, plataforma criada em 2020 na qual é possível acessar imagens em alta resolução de todo o país captadas pelos nanossatélites da Planet. “As imagens são atualizadas todos os dias, permitindo ações mais rápidas de combate ao desmatamento, mineração ilegal, ocupações irregulares”, comenta Rissoli. A PF não é o único usuário das imagens. “Nosso acordo permite que qualquer instituição pública possa aderir ao programa e acessá-las para outros fins gratuitamente.” Atualmente, 300 instituições se cadastraram na plataforma para usar os dados.
Apesar do interesse crescente do capital de risco pelos nanossatélites, investimentos públicos ainda são fundamentais para essas iniciativas, dados os riscos associados a elas. A Finep tem aplicado recursos públicos não reembolsáveis – ou seja, que não precisam ser devolvidos – em projetos de pesquisa e desenvolvimento de empresas inovadoras do setor, como a Opto, que ajudou a projetar a câmera do VCUB1. “Queremos investir na criação de arranjos industriais mais amplos, baseados em projetos integrados, nos quais uma empresa-âncora trabalha com empresas parceiras, universidades e institutos de pesquisa, com foco em subsistemas e componentes isolados”, destaca Elias Ramos de Souza, diretor de Inovação da Finep.
Em maio, a agência anunciou um aporte de R$ 220 milhões para um projeto liderado pela Visiona de um satélite maior e mais complexo do que o VCUB1. O empreendimento terá a colaboração das empresas Fibraforte, Opto, Equatorial, Orbital e Kryptus. “Elas receberão aproximadamente metade do valor total do projeto nos próximos três anos para desenvolver subsistemas e componentes do satélite, que pesará pouco mais de 100 kg e terá uma câmera capaz de coletar imagens da superfície terrestre com resolução espacial de 75 centímetros”, diz William Rospendowski, superintendente de inovação da Finep.
No ano passado, a instituição de fomento lançou um edital no valor de R$ 190 milhões, na modalidade de subvenção econômica, a fim de apoiar a construção de veículos lançadores de pequeno porte para transporte de nano e microssatélites. A expectativa é de que sejam desenvolvidos pelo menos dois protótipos com capacidade de colocar em órbita cargas de no mínimo 5 kg, com operações de lançamento realizadas a partir do território nacional. Hoje, apenas 13 países no mundo dominam essa tecnologia. “A estratégia daria ao Brasil maior autonomia de acesso ao espaço”, comenta Campos, da Visiona. “Além de ajudar a diminuir a dependência tecnológica externa, essas iniciativas tendem a ter impactos positivos na cadeia produtiva nacional”, completa De Conto, do ISI-SE.
17 fevereiro, 2023
Akaer marca presença no desenvolvimento de satélites de observação da Terra
*LRCA Defense Consulting - 17/02/2023
Mais uma vez, a Akaer está marcando presença no desenvolvimento de satélites de observação da Terra.
O nanossatélite brasileiro VCUB1, que está sendo desenvolvido pela Visiona Tecnologia Espacial S.A., conta com a participação da Opto Space & Defense, uma empresa do Grupo Akaer, que é responsável pelo desenvolvimento e fabricação da câmera óptica multiespectral, cuja campanha de testes para determinação do eixo óptico foram feitas em suas instalações, na cidade de São Carlos (SP).
E3UCAM
Mais eficiente e evoluída que as tradicionais, a câmera E3UCAM da Opto possui massa menor que 5 kg e tamanho 300x100x100 mm. Com capacidade para fazer imagens da superfície terrestre em alta definição, a E3UCAM é capaz de identificar objetos menores que 3,5 metros em até 4 bandas espectrais e uma faixa de varredura terrestre de 14Km. Trata-se da câmera para nanossatélite mais avançada da história do Brasil.
"A E3UCAM foi desenvolvida para o mercado New Space, sendo concebida dentro de um conceito de família de câmeras, flexibilizando a carga útil do satélite com a composição de várias câmeras, ampliando assim, a quantidade de bandas ou a faixa de varredura terrestre. Essa flexibilidade é um importante diferencial, pois a arquitetura óptica pode ser escalada para diferentes plataformas de nanossatélites", ressalta Claudio Carvas, da Opto.
E por falar em satélites, a Akaer é a responsável por todas as câmeras espaciais desenvolvidas no Brasil para este fim, estando embarcada no CBERS 4, CBERS 4A e Amazônia 1, que já estão em operação. Mais recentemente, a empresa venceu a Seleção Pública da FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos) para o desenvolvimento do "Satélite observação da Terra de alta resolução".
O VCUB1 será lançado ainda em 2023, embarcando no foguete Falcon 9, da empresa americana SpaceX, rumo ao espaço.
13 fevereiro, 2023
Nanossatélites movimentam o Programa Espacial Brasileiro
*Agência Espacial Brasileira - 13/02/2023
Desde o início da década de 90, quando os primeiros satélites brasileiros foram lançados ao espaço, que o Brasil tem evoluido bastante nesta área. O primeiro artefato brasileiro foi o Dove-OSCAR 17, projetado e desenvolvido pelo radioamador brasileiro, Junior Torres de Castro, e lançado em fevereiro de 1990, a partir do Centro Espacial de Kourou, localizado na Guiana Francesa.
Já no contexto do Programa Espacial Brasileiro, o primeiro satélite do Brasil a entrar em órbita foi o SCD-1, em fevereiro de 1993, por intermédio do foguete Pegasus, no Cabo Canaveral, nos Estados Unidos. De lá para cá, o cenário basileiro progrediu e, atualmente, tem priorizado a produção e o lançamento dos chamados nanossatélites.
Os nanossatélites são pequenos satélites artificiais com massa menor que 10 kg, muitas vezes não chegando a pesar 1kg. Eles dispõem de estruturas reduzidas e possuem formatos padrões que, em sua maioria, têm a aparência de um cubo. Esses são chamados de cubesats.
A partir de 2014, quando o NanosatC-BR 1, primeiro nanossatélite brasileiro, foi lançado ao espaço, o Brasil passou a ter visibilidade na fabricação desse tipo de equipamento. A Agência Espacial Brasileira (AEB), em parceria com Universidades Federais, tem buscado cada vez mais desenvolver esses artefatos que, com custos reduzidos, trazem diversos benefícios, não só para a comunidade universitária, como para a sociedade em geral.
Atualmente, no Brasil, alguns nanossatélites estão em desenvolvendo. Dentre eles, o Aldebaran-I, fruto de uma parceria entre a AEB e a Universidade Federal do Maranhão (UFMA), e o NanoMIRAX, financiado pela AEB e desenvolvido em cooperação com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).
O Aldebaran-I é um Cubesat em fase de teste, que tem como objetivo auxiliar na busca de pequenas embarcações e pescadores que ficam à deriva, após se perderem em alto-mar, possibilitando e reduzindo, assim, o tempo de resgate. “O projeto foi o ponto de partida que tem incentivado pesquisas científicas, tanto na graduação quanto na pós-graduação, por alunos e orientadores, que atuam no campo de inovações para subsistemas de um nanossatélite, como o EPS e Controle de Atitude”, explica Carlos Brito, coordenador do projeto pela UFMA.
Já o NanoMIRAX é uma missão científica que consiste em colocar em órbita um nanossatélite que levará sensores para pesquisas sobre explosões cósmicas associadas a ondas gravitacionais.
De acordo com o pesquisador da Divisão de Astrofísica (DIAST) do INPE, João Braga, o NanoMIRAX trata-se do primeiro satélite brasileiro na área de Astronomia, ou seja, o primeiro satélite desenvolvido no Brasil para estudar o universo e os astros. O projeto, que já teve seu modelo de engenharia desenvolvido e testado, encontra-se na fase de desenvolvimento do modelo de voo.
Experiência com os primeiros lançamentos
Nos últimos anos, mesmo com as dificuldades, vários nanossatélites desenvolvidos no Brasil foram lançados ao espaço.
O primeiro deles, o NanosatC-BR 1, foi lançado em junho de 2014, a partir da base de Dombarovsky, na Rússia, e, após dois anos cumprindo bem as funções de conhecimento sobre o processo em solo e obtendo dados da anomalia magnética do Atlântico Sul, passou a apresentar problemas de rastreamento de dados, tornando-se inoperante após cinco anos de operação.
O professor Andrei Legg, responsável pelo programa NanosatC-BR, conta que essa primeira missão serviu de aprendizado, pois a equipe não tinha muita experiência. “Os objetivos principais foram obter conhecimento para se comunicar com o nanossatélite e formar um forte elo com rádios amadores. Também aprendemos sobre construção terrena e como enviar um satélite para o espaço, além de conhecer outros players que existem no mercado, como quem realiza os lançamentos ou quem fabrica componentes”, analisa.
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| NanosatC-BR 1 |
Atualmente o programa NanosatC-BR conta com outro satélite em órbita, o NanoSatC-BR2, lançado em março de 2021. O projeto foi desenvolvido pelo INPE, por meio de seu Centro Regional Sul (CRCRS), em parceria com a Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), sendo que sua equipe é essencialmente composta por alunos de graduação, bolsistas e professores que atuam em cooperação com pesquisadores e tecnologistas.
Pouco mais de seis meses após o lançamento do primeiro nanossatélite brasileiro, o AESP-14 é lançado a partir da Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês). O objetivo da missão era validar, no espaço, a plataforma financiada pela AEB e desenvolvida por estudantes do curso de Engenharia Aeroespacial do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), mas, devido a uma falha na abertura da antena de transmissão, o nanosstélite ficou inoperante.
Apesar da falha, a equipe integrante do projeto avaliou que, na análise geral, a missão foi cumprida, pois o objetivo traçado, que era de projetar, construir, testar, certificar e lançar um artefato espacial foi alcançado.
Projetos educacionais no espaço
No dia 18 de agosto de 2015, foi lançado ao espaço o nanossatélite SERPENS (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites), desenvolvido por um consórcio formado por universidades e institutos de pesquisas federais, em parceria com universidades estrangeiras e coordenado pela AEB.
O SERPENS-1 era um satélite de pequeno porte do tipo CubeSat 3U (dimensões 10 x 10 x 30 cm), com, aproximadamente, 2,4 kg. Com a ideia de promover missões para capacitação de RH e realização de pesquisas e experimentos universitários, o equipamento recebia dados de sensores instalados em diversas partes do mundo e retransmitia para a estação de operação da missão, que foi encerrada em março de 2016, com a desintegração do artefato após reentrada na atmosfera terrestre.
Atual coordenador de Políticas e Programas da Diretoria de Governança do Setor Espacial da AEB, o engenheiro Gabriel Figueiró, à época bolsista, participou do processo de desenvolvimento do nanossatélite. “Ter trabalhado no SERPENS de 2013 a 2016 foi uma experiência muito importante. Antes eu tinha conhecimento acadêmico, mas atuar no desenvolvimento de um sistema completo modificou minha visão sobre engenharia de sistemas espaciais e foi fundamental para a minha formação”, relata.
Em dezembro de 2016, um projeto inovador colocou o Tancredo-1 em órbita da terra. Com apoio do INPE e custeado pela AEB, o nanossatélite foi desenvolvido por estudantes do ensino fundamental de uma escola pública em Ubatuba (SP).
Com o peso de 650 gramas e, aproximadamente, 9 centímetros de diâmetro e 13 cm de altura, o satélite de pequeno porte tem o formato de um cilindro, sendo chamado de TubeSat, e foi enviado ao espaço a bordo de um foguete japonês lançado a partir do laboratório Kibo, da Estação Espacial Internacional (ISS).
O Tancredo-1 faz parte do projeto UbatubaSat e levou dois experimentos científicos para teste. Um deles foi o gravador chip com uma mensagem gravada pelos estudantes, que foi transmitida em órbita e captada por radioamadores. O outro, um experimento do INPE, com objetivo de analisar as bolhas de plasmas da atmosfera, fenômeno que compromete a captação de sinais e antenas parabólicas localizadas na linha do Equador.
“O Projeto UbatubaSat foi responsável por uma revolução na escola e, de maneira mais ampla, na cidade. Os estudantes trabalharam junto com pesquisadores do INPE para a construção do nanossatélite e tiveram a oportunidade de contato com a ciência e pesquisadores internacionais em eventos científicos no Japão, Estados Unidos e no próprio Laboratório de Propulsão a Jato da NASA”, explica o professor Cândido Moura, da Escola Municipal Presidente Tancredo de Almeida Neves e coordenador do projeto.
Tecnologia brasileira em operação
No início dos anos 2000, a AEB procurou o ITA para a criação de um curso de Engenharia Aeroespacial, cujo objetivo era utilizar-se das espertises do ITA para o desenvolvimento de nanossats, surgindo, assim, o projeto ITASAT.
Hoje, existem no Brasil sete cursos de Engenharia Aeroespacial disponíveis: UFMG, UFSM, UnB, UFMA, UFABC, UFSC e ITA, além de três cursos de pós-graduação na área.
No dia 3 de dezembro de 2018, o ITASAT-1 subiu ao espaço, a bordo do foguete Falcon 9, da empresa americana Space X. O CubeSat, projetado eminentemente para formação de RH, teve vida útil projetada para duração de um ano, mas está a quase quatro anos em operação e, atualmente, vem sendo utilizado, com o apoio da AEB, para treinar operadores de satélite.
Ao longo desses anos em órbita, a experiência obtida com a missão vem sendo empregada pelo ITA em seus atuais projetos. As atividades de operação do satélite, em conjunto com a parceria das estações do INPE, enriquecem não somente o ITA, mas, também, contribuem para formação de recursos humanos nesses institutos e para a validação e calibração das estações terrenas em seus respectivos projetos espaciais.
Outro nanossatélite em operação é o FloripaSat-1, missão de demonstração tecnológica totalmente desenvolvida por estudantes do Laboratório de Pesquisa em Sistemas Espaciais (SpaceLab) da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Trata-se de um CubeSat composto por cinco módulos, cujos objetivos principais são o educacional e a validação em órbita (In-orbit Validation, IoV).
O pesquisador e coordenador do projeto, professor Eduardo Bezerra, afirma que os objetivos foram concluídos com êxito e que novas missões utilizando a plataforma aberta do FloripaSat têm como propósito a independência tecnológica em relação aos fornecedores estrangeiros. “Temos uma formação em fluxo contínuo de estudantes nos diversos níveis, da graduação ao doutorado, incluindo pós-doutorado, em uma vasta área de assuntos relacionados a CubeSats e aplicações espaciais em geral. Em relação ao IoV, foi possível validar em orbita a plataforma de serviço denominada FloripaSat, que passa a ser uma alternativa nacional, com custo bastante reduzido, ao se considerar plataformas equivalentes utilizadas nas demais missões de CubeSats brasileiros”, ressalta.
Além disso, encontra-se em fase de desenvolvimento o projeto GOLDS-UFSC, que tem como objetivo principal validar, em órbita, uma plataforma 2U padrão CubeSat, a ser desenvolvida pela UFSC e a tecnologia EDC (Environmental Data Collector), carga útil de coleta de dados desenvolvida pelo INPE.
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| FloripaSat-1 |
Um 2022 movimentado
O ano de 2022 iniciou com o lançamento do PION-BR1, primeiro satélite construído por uma startup brasileira, ocorrido no dia 13 de janeiro, por meio do foguete Falcon 9, da empresa SpaceX, a partir de Cabo Canaveral, na Flórida (EUA).
O PION-BR1 é considerado um picossatélite, também chamado de “PocketSat” ou “PocketQube”, um tipo de satélite miniaturizado para pesquisa espacial, sendo caracterizado pela forma de um cubo, de apenas 125 cm³, cuja montagem de todo o equipamento foi realizada em um laboratório em São Caetano do Sul, interior de São Paulo. O nanossatélite foi desenvolvido em apenas sete meses, pelos fundadores da startup PION Labs, em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), com o objetivo de estudar a capacidade de comunicação de longa distância para o desenvolvimento de uma nova era para o segmento no país.
Também lançado pelo foguete Falcon 9, da SpaceX, o nanossatélite Alfa Crux subiu ao espaço no dia 1º de abril. O projeto é uma parceria da AEB com a Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF), Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec) e Universidade de Brasília (UnB).
“A parceria começou ainda na fase de prospecção, quando tivemos a oportunidade de apresentar o conceito da operação ao presidente da AEB, Carlos Moura. Como resultado, iniciamos uma série de reuniões e negociações, envolvendo, também, a FAPDF, que culminou com a assinatura de um Memorando de Entendimento, com objetivo de estabelecer iniciativas para a colaboração técnica no desenvolvimento da missão, por meio da participação de engenheiros e equipe de apoio, além da realização de mesas-redondas e discussões entre as partes, visando a assegurar o bom andamento do projeto, assim como identificar e discutir aspectos relacionados com a inovação, a aplicação e o uso dos resultados previstos”, explica o coordenador da missão Alfa Crux e professor da UnB, Renato Alves Borges.
O Alfa Crux é uma missão com fins educacionais e de demonstração tecnológica em órbita. Através de sinais de rádio, o satélite busca melhorar a comunicação em áreas isoladas do país. Dentre alguns de seus objetivos, o sistema fornece comunicação entre usuários e um conjunto de plataformas genéricas de sensores (demonstração de sistema de coleta de dados), comunicação entre radioamadores (repetidora digital), além de estudos sobre atenuação, devido ao efeito da cintilação ionosférica em enlaces de comunicação em banda estreita (elaboração e validação de mapas de riscos). Esse último item, de especial interesse em aplicações críticas que podem envolver risco à vida, como, por exemplo, busca e salvamento.
Segundo o professor Renato, os ganhos científicos são vastos. “Considerando as principais métricas utilizadas neste contexto, número de formandos, publicação científica, depósito de patentes e registro de softwares, o projeto Alfa Crux tem proporcionado importantes conquistas em todas estas frentes. Além disso, é importante destacar o fortalecimento e a construção de novas parcerias com universidades e grupos internacionais, no contexto de tecnologias e soluções para aplicações espaciais, e o constante ingresso de novos alunos para a equipe, tanto na pós-graduação quanto na graduação”, destaca.
O mais recente lançamento ocorreu no dia 26 de novembro, quando o SPORT (Scintillation Prediction Observations Research Task), nanossatélite desenvolvido pelo ITA e o INPE, em cooperação com a AEB e a Administração Nacional da Aeronáutica e Espaço (NASA, do inglês National Aeronautics and Space Administration), subiu ao espaço, também a bordo de um foguete da SpaceX, com decolagem a partir do Kennedy Space Center, localizado na Flórida.
O CubeSat tem a missão de investigar a anomalia magnética do Atlântico Sul, para entender melhor as condições que causam o crescimento das bolhas de plasma. Essas "falhas" são comuns em regiões tropicais e interferem nos dados de posicionamento de GPS dos receptores utilizados em veículos terrestres, marítimos e aéreos.
De acordo com o professor do ITA, Luís Loures, que é gerente da participação brasileira no projeto do SPORT, trata-se de um projeto extremamente complexo. “Talvez seja o pequeno satélite mais completo do mundo na área de clima espacial, pelo número de medidas que irá realizar simultaneamente. O SPORT pode ser pequeno, mas é extremamente avançado”, afirma.
Os dados captados pelo satélite serão usados pelo Programa de Estudo e Monitoramento Brasileiro do Clima Espacial (Embrace), coordenado pelo INPE. Nos Estados Unidos, o SPORT está sob a responsabilidade do Marshall Space Center da NASA, em Huntsville, Alabama.
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| SPORT sendo testado |
Próximos lançamentos
Além dos já citados Aldebaran-I, NanoMIRAX e GOLDS-UFSC, outros projetos estão em desenvolvimento, como, por exemplo, o PdQSat, projeto da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), ainda sem previsão de lançamento, cujo objetivo principal é testar baterias de Li-S em ambiente espacial.
As baterias de Li-S possuem tecnologia relativamente nova, criada por uma empresa britânica, e têm densidade energética muito maior do que as baterias tradicionais. Assim, dada sua leveza, representam um excelente potencial para um dispositivo embarcado.
“Os alunos estão absolutamente encantados com a possibilidade de trabalhar em um artefato que, realmente, tem chance de voar e já estão preparando outros estudantes, na forma de trainee, para que tenham maiores chances de participar do projeto”, relata a coordenadora do projeto, professora Maria Cecília Pereira.
O ITA também está desenvolvendo um novo projeto, com previsão de lançamento em 2025. O ITASAT-2 nasceu da necessidade de se manter e desenvolver a capacidade técnica e gerencial adquirida, sendo considerada uma missão de sequência do SPORT. Trata-se de um voo de formação de três satélites para fazer investigações científicas e tecnológicas na ionosfera.
A proposta, que se iniciou no Estado-Maior da Aeronáutica (EMAER), em discussões com o ITA, logo recebeu o apoio da AEB, devido ao seu caráter eminentemente inovador. “O ITA, através de seu Centro Espacial, está contribuindo para a criação de pesquisa científica de qualidade na área de geociências da Terra, tão importante para o território brasileiro, mas, também, em desenvolvimento tecnológico nas áreas de gestão de projetos, engenharia de sistemas e de sistemas embarcados aeroespaciais”, destaca o professor Luís Loures, gerente do projeto.
Loures esclarece que o ITASAT-2 representa a fase de maturidade no desenvolvimento espacial, com o ITA assumindo o papel que foi da NASA no SPORT e coordenando as ações.
Outro projeto em desenvolvimento é o da Constelação Catarina, um conjunto de nanossatélites de coleta de dados que será integrado com sistemas já existentes, como o Sistema Brasileiro de Coleta de Dados (SBCD) e o Sistema Integrado de Dados Ambientais (SINDA).
A frota de nanossatélites está sendo desenvolvida pelo Instituto Senai de Inovação em Sistemas Embarcados e a UFSC, com apoio da AEB e participação do INPE, além de outras instituições.
Os serviços nacionais, como a Defesa Civil e o Setor Agropecuário, que utilizam dados hidrometeorológicos medidos in loco, precisam de meios para coletar os dados das plataformas de medição, preferencialmente nacionais, o que estimula a articulação da tríplice hélice da indústria, academia e governo.
Desse modo, a Constelação Catarina deve fomentar o Setor Espacial Brasileiro, coletando os dados e enviando a uma plataforma de medição instalada no estado de Santa Catarina.








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