Pesquisar este portal

Mostrando postagens com marcador sensoriamento remoto. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador sensoriamento remoto. Mostrar todas as postagens

26 setembro, 2025

Tecnologia brasileira Radaz conquista mercado japonês e amplia atuação global em sensoriamento remoto

 


*LRCA Defense Consulting - 26/09/2025

A empresa brasileira Radaz, sediada em São José dos Campos, São Paulo, vem ganhando destaque internacional ao desenvolver e comercializar um radar de abertura sintética (SAR) ultracompacto e multifrequência, que opera embarcado em drones de pequeno porte. Em 2025, a Radaz alcançou um marco estratégico ao realizar sua primeira venda para o exigente mercado japonês, o que representa reconhecimento global de sua tecnologia e potencial de desenvolvimento em setores como agropecuária, mineração e monitoramento ambiental.

O radar RD350, carro-chefe da Radaz, pesa apenas cinco quilos — incluindo radar, antenas e estrutura — e é o único do mundo capaz de operar simultaneamente em três bandas eletromagnéticas (C, L e P). Essa combinação inovadora permite a análise detalhada da superfície, vegetação e subsolo, sob condições adversas de luminosidade e cobertura vegetal densa. A tecnologia resulta em inúmeras aplicações, como detecção de formigueiros para manejo agroflorestal, prospecção mineral, monitoramento de barragens, vigilância de dutos e até apoio em operações de busca e segurança.

Para o diretor comercial da Radaz, Fernando Ikedo, neto de imigrantes japoneses, a venda para o Japão tem um significado especial: representar essa conexão entre Brasil e Japão com a exportação de uma tecnologia de ponta. Ele ressalta que conquistar um cliente no Japão, mercado reconhecido pela rigidez dos critérios técnicos, reafirma o alto padrão e a inovação do produto brasileiro. A negociação envolveu um trabalho coletivo intenso, alinhando expertise técnica excepcional com valores pessoais de disciplina e resiliência, simbolizando uma ponte tecnológica e cultural entre os dois países.

Além do Japão, a Radaz já exporta para países tecnologicamente avançados como Alemanha, Suécia, Inglaterra, Itália e Emirados Árabes Unidos, sendo esta última um dos principais mercados internacionais da empresa, onde abre uma subsidiária para atendimento local. A expansão global é sustentada por pesquisas e desenvolvimento contínuo, incluindo colaborações com instituições científicas e empresas brasileiras como a Vale, Nexa e universidades de renome.

A Radaz destaca-se também por fomentar parcerias exclusivas no Brasil, como a recente com a TreeX, focada no manejo de florestas plantadas, ampliando as fronteiras do uso do radar RD350 para monitoramento de biomassa, controle de pragas e análise do solo com alta precisão. Essa diversificação evidencia o potencial do radar para contribuir com setores produtivos e ambientais, alinhando inovação tecnológica e sustentabilidade.

Fundada em 2017 a partir de pesquisas na Unicamp, a Radaz nasce da busca por democratizar o acesso a tecnologias avançadas, tradicionalmente restritas a grandes aviões ou satélites, tornando a tecnologia de radar acessível para pequenas propriedades rurais e múltiplos setores produtivos. O crescimento da empresa reflete-se no triplo do faturamento a cada ano e uma expectativa de expansão com aceleração, impulsionada por exportações e avanços técnicos.

Com essa trajetória, a Radaz consolida a posição do Brasil na vanguarda do sensoriamento remoto global, oferecendo soluções inovadoras, compactas e acessíveis para demandas estratégicas, ao mesmo tempo em que fortalece laços internacionais e culturais através de seus negócios, como evidenciado pela recente conquista do mercado japonês.

18 agosto, 2025

RADAZ e TreeX firmam parceria exclusiva para aplicação de radar SAR no setor de florestas plantadas

 

 
*LRCA Defense Consulting - 18/08/2025

A RADAZ, empresa brasileira especializada em radares SAR ultracompactos embarcados em drones, e a TreeX, companhia sediada em Curitiba (PR) focada em florestas plantadas, anunciam parceria estratégica exclusiva para atuação conjunta no setor. A iniciativa visa expandir o uso de soluções baseadas em sensoriamento remoto de alta resolução nas operações florestais no Brasil, com aplicação direta no manejo de áreas cultivadas, controle de pragas, avaliação e estimativa de biomassa e análise de solo e subsolo.

A tecnologia central da parceria é o radar RD350, desenvolvido pela RADAZ. Com apenas 5 kg, o equipamento de abertura sintética se destaca por ser o único no mundo a operar simultaneamente nas bandas C, L e P — o que garante leituras precisas e contínuas da vegetação e do subsolo, mesmo em ambientes de floresta densa e em condições de baixa ou nenhuma luminosidade.

A combinação das bandas permite diagnósticos tomográficos decimétricos, capazes de identificar, por exemplo, de formigueiros subterrâneos até sinais de erosão e compactação do solo, níveis de umidade e geração de modelos 3D de biomassa. Os dados gerados são compatíveis com sistemas GIS (em formato GeoTIFF), além de software proprietário que realiza a análise automática de imagens e informações.

O radar RD350 já está em operação em países como Brasil, Alemanha, Inglaterra, Itália, Suécia e Emirados Árabes Unidos, e em breve entrará em operação na Finlândia. Além de uso na área do agronegócio, a tecnologia está sendo aplicada no monitoramento de áreas de difícil acesso, dutos subterrâneos, camadas geológicas e redes hídricas sob vegetação fechada.

A TreeX, por sua vez, reúne profissionais com ampla experiência no setor florestal, com passagens por empresas como Klabin, Brookfield, Malinovski e Brasil Florestal. Com atuação nas áreas de negócios, consultoria e tecnologias, a empresa opera drones voltados ao monitoramento florestal e será responsável por viabilizar a aplicação da tecnologia com clientes do setor no Brasil. Estão previstas também demonstrações técnicas em campo.

A parceria foi firmada com exclusividade para o segmento de florestas plantadas e tem como objetivo gerar ganhos operacionais, econômicos e ambientais: redução de perdas por pragas, maior eficiência no uso de insumos, redução da necessidade de mão de obra, aprimoramento do planejamento florestal e melhor retorno financeiro para operações de médio e grande porte.

“É uma grande satisfação unirmos forças com uma empresa especializada no setor agroflorestal para abertura de novas oportunidades de negócio para a RADAZ nesse segmento”, afirma o CEO da empresa, Norivaldo Corrêa Filho.

Igualmente entusiasmado com o negócio, o sócio da TreeX José Totti salienta que a união da experiência prática da TreeX com a tecnologia da RADAZ representa um divisor de águas para o setor de florestas plantadas. “Estamos animados com o potencial de transformação dessa parceria para os nossos clientes”.

A divulgação oficial da parceria ocorre durante a Show Florestal 2025, realizada de 19 a 21 de agosto, em Três Lagoas (MS), um dos principais polos brasileiros de florestas plantadas. A feira da indústria do eucalipto é uma das principais vitrines do setor desse segmento na América Latina.

Sobre a RADAZ
Fundada em 2017, a RADAZ desenvolve soluções de sensoriamento remoto por radar, combinando tecnologia de ponta com excelência técnica. Desde sua criação, a empresa consolidou sua presença no mercado nacional e internacional, com crescimento contínuo impulsionado principalmente pelas exportações.

Sediada no estado de São Paulo, a RADAZ atua globalmente, alinhada às melhores práticas de ESG (ambientais, sociais e de governança). Com seis pedidos de patente — incluindo um já concedido nos Estados Unidos —, a empresa aposta na diversificação de mercados e no fortalecimento de parcerias estratégicas. O portfólio da companhia tem aplicação em setores como mineração, gestão ambiental, defesa civil e infraestrutura urbana, com foco em soluções de alto desempenho para o desenvolvimento sustentável e a segurança de operações em diferentes áreas da sociedade.

Sobre a TreeX
TreeX é formada por profissionais com ampla experiência no setor florestal. Sua atuação está estruturada em três frentes: negócios, consultoria e tecnologias.

A empresa apoia clientes na gestão de ativos, na melhoria da produtividade e na definição de parâmetros de competitividade alinhados às demandas do mercado.

O propósito da TreeX é atuar como parceiro estratégico de organizações que buscam fortalecer sua posição no setor e adotar soluções tecnológicas para a criação de valor e evolução de seus negócios. 

Saiba mais:

- Brasileira Radaz vai abrir uma filial nos Emirados Árabes Unidos

- Olhos que atravessam o solo: a nova fronteira do reconhecimento por drones

- Radar RD350, da Radaz, em potenciais aplicações militares e de segurança

02 agosto, 2025

Olhos que atravessam o solo: a nova fronteira do reconhecimento por drones


*LRCA Defense Consulting - 02/08/2025

Um drone equipado com tecnologia de radar de abertura sintética (SAR) está permitindo enxergar estruturas enterradas no subsolo com precisão inédita — como colônias de formigas, túneis ou pertences escondidos. Essa solução, desenvolvida no Brasil pela startup brasileira Radaz com apoio da Unicamp e aplicada em parceria com empresas como a Klabin, está transformando setores que vão da agricultura à arqueologia, passando por defesa e segurança pública, evidenciando seu uso dual.

Como funciona a tecnologia

Radar de Abertura Sintética (SAR): instalados em drones, transmitem sinais de baixa frequência (como na faixa P‑band), capazes de penetrar o solo e gerar imagens tomográficas do subsolo 

Padrões de voo sofisticados: trajetórias helicoidais permitem manter o radar sobre a área de interesse por mais tempo, melhorando a resolução tomográfica.

Inteligência artificial integrada: redes neurais profundas detectam padrões consistentes com objetos enterrados, como ninhos ou estruturas, com alta precisão.

Aplicações civis práticas
Agricultura e silvicultura
Na Klabin, a tecnologia foi testada em plantações de eucalipto para identificar ninhos de formigas cortadeiras a até 4 metros de profundidade. A taxa de acerto ficou em cerca de 80%, sem falsos positivos. Isso evita perdas significativas na produção e reduz o uso de inseticidas, ao detectar infestação de forma precisa e eficiente.

Mineração e geologia
Pode mapear subsidência de solos em áreas densamente vegetadas e detectar rochas até 100 metros abaixo da superfície — algo que satélites não conseguem com precisão similar.

Arqueologia
Projetos usam a tecnologia para localizar túmulos, objetos ou vestígios arqueológicos com mínima intervenção no solo. 

Aplicações em defesa e segurança pública
A capacidade de "enxergar" o que está enterrado sem contato físico com o solo abre um leque de aplicações estratégicas para uso militar e de segurança pública. Entre os possíveis usos estão:

Detecção de explosivos enterrados, minas terrestres e armadilhas: drones equipados com radar SAR de baixa frequência podem sobrevoar áreas suspeitas e identificar objetos metálicos ou cavidades artificiais, reduzindo o risco para equipes humanas e agilizando operações em zonas de conflito ou de pós-guerra.

Localização de túneis e esconderijos subterrâneos: em contextos de combate ao narcotráfico, contrabando ou terrorismo, a tecnologia pode identificar passagens escavadas sob fronteiras, favelas, presídios ou áreas de mata fechada — com mais precisão do que sensores térmicos ou satélites convencionais.

Reconhecimento tático e inteligência geológica: forças armadas podem empregar a tecnologia para mapear áreas de interesse estratégico, como terrenos acidentados ou potencialmente instáveis, ou para obter informações sobre infraestrutura oculta de oponentes.

Busca e salvamento: após terremotos, deslizamentos ou desabamentos urbanos, o radar pode ajudar a localizar vítimas presas sob os escombros ou áreas instáveis, guiando os resgates com segurança e rapidez. A tecnologia já foi empregada também em operações de busca a desaparecidos em terrenos alagadiços ou pantanosos, direcionando equipes para áreas promissoras.

O uso de drones SAR nesses cenários oferece a vantagem de operações remotas, discretas e não intrusivas, com risco reduzido e maior capacidade de cobertura. A adoção pela Defesa brasileira ou por forças policiais especializadas (como BOPE ou PF) ainda é incipiente, mas o potencial de aplicação é elevado — especialmente em um país de vasto território e diversidade geológica como o Brasil.

Exemplos internacionais do uso militar da tecnologia SAR em drones

Estados Unidos: as forças armadas norte-americanas já utilizam radares de abertura sintética embarcados em aviões e drones como o Global Hawk e o RQ-170 Sentinel para vigilância em tempo real e mapeamento do terreno — inclusive com sensores de penetração de solo para detectar túneis do cartel mexicano ao longo da fronteira sul.

Israel: além de radares SAR convencionais, Israel tem investido em drones táticos com sensores de penetração para localizar infraestruturas subterrâneas do Hamas, como túneis de contrabando e bunkers, em Gaza. A integração com inteligência artificial tem sido chave para diferenciar estruturas naturais de artificiais.

China: o exército chinês tem testado drones SAR de médio porte para mapeamento de cavernas e bunkers em regiões montanhosas e fronteiras críticas, com foco em dissuasão estratégica e capacidade de contrainteligência.

Por que essa inovação é relevante?
Custo reduzido e maior eficiência: grandes áreas podem ser mapeadas em poucos voos, sem necessidade de trabalho de campo intenso ou métodos invasivos.

Menor impacto ambiental
: escavações podem ser evitadas, mantendo sítios arqueológicos ou áreas agrícolas intactas até onde realmente houver algo enterrado.

Precisão aprimorada: a combinação de radar e IA minimiza falsos positivos e aumenta a confiabilidade dos resultados.

Desafios e perspectivas

Tipo de solo influenciando a penetração do sinal: solos argilosos ou úmidos podem limitar a profundidade alcançada pelo radar, exigindo ajustes de frequência e processamento 

Especialização técnica exigida
: desde a criação das trajetórias de voo até a interpretação dos dados de radar, são necessárias capacidades técnicas e conhecimento profundo da tecnologia.

Evolução constante: conforme miniaturização e sensores avançam, a expectativa é que drones SAR tornem-se ainda mais autônomos, podendo operar em enxames (swarm) e com processamento em tempo real.

Contexto no Brasil
A solução foi desenvolvida em parceria entre a Unicamp, a startup brasileira Radaz e a Klabin, dentro de programas de inovação como o PIPE da FAPESP. Trata-se da primeira vez no mundo que ninhos subterrâneos de formigas foram detectados com esse nível de acurácia usando tecnologia SAR embarcada em drone. 

O que vem pela frente?

Ampliação de usos: áreas como defesa, segurança pública, arqueologia, agronegócio, geologia e mineração devem continuar adotando essa tecnologia para detectar artefatos enterrados sem escavações.

Integração com outras tecnologias
: sensores como LiDAR e térmicos podem ser combinados, ampliando ainda mais o espectro de aplicação dessa abordagem.

Operação autônoma e enxames de drones
: sistemas que trabalham em cooperação poderão realizar mapeamentos amplos com rapidez e detalhamento.

Novo capítulo em exploração subterrânea
A união entre drones e radar SAR abre um novo capítulo em exploração subterrânea: é possível enxergar o que está oculto sem destruir o que está por cima. Seja para proteger plantações, acessar áreas geologicamente sensíveis ou realizar investigações forenses, essa tecnologia coloca o Brasil na vanguarda de uma revolução que combina mapeamento de precisão com inteligência artificial — uma verdadeira visão de raio-X do mundo real.

Além das imensas aplicações civis, o potencial para defesa e segurança pública é estratégico: drones com radar SAR podem localizar túneis clandestinos, armadilhas explosivas, esconderijos e outras ameaças invisíveis a olho nu, com baixo risco e alta precisão. Em um cenário global onde conflitos assimétricos, segurança de fronteiras e desastres naturais exigem respostas ágeis e tecnológicas, o radar embarcado em drones se torna uma ferramenta crucial para forças militares e operações policiais.


 Saiba mais:
- Radar RD350, da Radaz, em potenciais aplicações militares e de segurança 

04 junho, 2025

Radar RD350, da Radaz, em potenciais aplicações militares e de segurança

 


*LRCA Defense Consulting - 04/06/2025

A Radaz, uma empresa brasileira de tecnologia fundada em 2017, é especializada no desenvolvimento de radares de sensoriamento remoto de alta precisão. Originada a partir de pesquisas na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a empresa está sediada em São José dos Campos, São Paulo, e tem se destacado por criar soluções inovadoras e compactas para monitoramento de superfícies e estruturas subterrâneas.

O radar RD350 da Radaz representa uma inovação significativa no campo do sensoriamento remoto, destacando-se como o único radar de abertura sintética (SAR) embarcado em drones de classe 3 que opera simultaneamente nas bandas P, L e C. Com peso de apenas 5 kg, ele é compatível com drones como o Pelicano R3 da SkyDrones e o DJI Matrice 600 Pro, permitindo levantamentos aéreos de alta precisão em diversas condições ambientais.

Como uma solução compacta e poderosa para sensoriamento remoto, oferece capacidades únicas de penetração no solo e na vegetação, processamento automatizado e versatilidade operacional. Suas aplicações precípuas e potenciais abrangem o agronegócio, a pesquisa científica e operações de defesa e segurança.

Principais Características Técnicas
Três bandas simultâneas (P, L e C)
A banda P penetra até 120 metros no subsolo, a banda L fornece dados volumétricos e a banda C capta informações da copa das árvores, permitindo análises detalhadas do terreno e da vegetação.

Modos de voo versáteis

Suporta voos lineares para levantamentos topográficos amplos e voos helicoidais para tomografia de alta resolução, adaptando-se às necessidades específicas de cada missão.

Processamento automático de dados
Os dados coletados são processados automaticamente em um laptop fornecido com o sistema, entregando resultados como imagens SAR, modelos 3D e relatórios analíticos no mesmo tempo de duração do voo.

Alta produtividade

Capaz de cobrir até 500 hectares por dia em modo linear e 50 hectares em modo helicoidal, otimizando operações em larga escala.

Aplicações civis práticas
Inventário florestal automatizado
O modelo Forest Keeper RD350 estima automaticamente volume, DAP (diâmetro à altura do peito), altura das árvores e área basal com precisão de até 2%.

Detecção de estruturas subterrâneas
Identifica formigueiros, rochas e vazamentos em dutos, mesmo sob vegetação densa, com assertividade significativa, como demonstrado em projetos com empresas como a Klabin.

Monitoramento de subsidência
Detecta afundamentos do solo em áreas cobertas por vegetação, superando limitações de radares orbitais.

Agricultura de precisão
Auxilia na previsão de safra e na medição de umidade do solo, contribuindo para uma gestão agrícola mais eficiente.

Pesquisa e desenvolvimento
O modelo Explorer RD350 oferece acesso aberto aos dados brutos e de navegação, sendo ideal para universidades e centros de pesquisa que desejam desenvolver novas aplicações e algoritmos.

Aplicações potenciais em operações militares e de segurança
O radar RD350 da Radaz, embora desenvolvido inicialmente para aplicações civis e científicas, possui características tecnológicas que o tornam altamente aplicável em operações militares e de segurança, especialmente nas áreas de inteligência, vigilância, reconhecimento (ISR) e operações especiais, como:

Reconhecimento e inteligência (ISR) em terreno denso

As bandas P e L, que penetram vegetação e até o subsolo, são extremamente úteis para detectar:
- Abrigos camuflados.
- Redes de túneis.
- Depósitos subterrâneos.
- Posições inimigas sob cobertura florestal.

Aplicações práticas:

- Operações na Amazônia, selvas ou áreas de floresta densa.
- Reconhecimento de rotas clandestinas, como trilhas de narcotraficantes.

Detecção de ameaças subterrâneas
A penetração de até 120 metros no subsolo (banda P) permite:
- Localização de túneis transfronteiriços (contrabando, tráfico de drogas ou armas).
- Verificação de estruturas enterradas, como bunkers ou esconderijos.
- Monitoramento de atividades ilegais em fronteiras e zonas de conflito.

Vigilância persistente
A operação embarcada em drones de longa autonomia permite:
- Monitoramento de grandes áreas por longos períodos.
- Detecção de movimentos de tropas, veículos, embarcações e até pessoas, mesmo sob cobertura vegetal.
- Acompanhamento de atividades suspeitas sem necessidade de sobrevoo tripulado.

Controle de fronteiras e contrainteligência
Identificação de:
- Passagens clandestinas.
- Estruturas ocultas.
- Movimentações de grupos armados ou contrabandistas.

Análise de terreno e planejamento tático
- Geração de modelos digitais de terreno (MDT) com ou sem cobertura vegetal.
- Planejamento de rotas seguras.
- Avaliação de linhas de visada.
- Identificação de pontos estratégicos para vigilância ou operações ofensivas.

Monitoramento de infraestrutura crítica

- Vigilância de oleodutos, gasodutos, linhas de transmissão e outros tipos de pontos sensíveis.
- Detecção de tentativas de sabotagem ou interferências físicas.
- Identificação de subsidências, deslizamentos ou atividades clandestinas nas proximidades.

Operações especiais e busca e salvamento (SAR)
- Detecção de pessoas, veículos ou equipamentos ocultos em ambientes de difícil acesso.
- Auxílio em missões de busca de pessoas desaparecidas ou vítimas em áreas remotas.

Vantagens estratégicas
Portabilidade
Radar de 5 kg, operável por drones de médio porte, ideal para forças que necessitam de mobilidade.

Baixa detectabilidade
Operação embarcada em drones permite reduzir risco de detecção e exposição.

Processamento rápido
Dados processados em tempo real ou quase real, facilitando decisões rápidas em campo.

Versatilidade

Modos de voo linear (vigilância ampla) ou helicoidal (tomografia detalhada).

Limitações e considerações

- Dependência de drones de médio porte, com limitação de tempo de voo em comparação a aeronaves tripuladas.

- O radar não substitui sensores ópticos, térmicos ou eletromagnéticos, mas é complementar e pode preencher lacunas importantes não cobertas pelos demais tipos de sensoriamento.

- Sua capacidade de detecção é excelente contra alvos fixos ou semimóveis, mas menos eficaz contra alvos altamente móveis em tempo real.

Reconhecimento e expansão internacional
A tecnologia da Radaz tem ganhado destaque internacional, com exportações para países como Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Suécia e Reino Unido. Instituições de pesquisa utilizam o RD350 em projetos diversos, incluindo o monitoramento de vulcões ativos na Islândia. No Brasil, a empresa tem colaborado com organizações como a Vale, Nexa, UNICAMP e o Instituto de Estudos Avançados da Força Aérea Brasileira.

No primeiro dia da DroneShow Robotics 2025 - principal evento da América Latina dedicado às tecnologias de drones, robótica e geotecnologia - que acontece de 03 a 05 de junho no Expo Center Norte – Pavilhão Azul, em São Paulo (SP), o estande da Radaz foi visitado por integrantes das três Forças Armadas do Brasil, evidenciando o interesse de militares pela tecnologia de sensoriamento remoto por radar (SAR).

Conclusão
O RD350 tem vasto potencial para uso militar e de segurança, especialmente em operações de inteligência, controle de fronteiras, combate ao narcotráfico, detecção de túneis, reconhecimento de terreno e localização de pessoas, equipamento, viaturas e construções sob vegetação densa. Sua portabilidade, aliada às capacidades de penetração no solo e cobertura vegetal, torna-o uma ferramenta estratégica, especialmente para forças que operam em biomas como a Amazônia ou em ambientes onde a camuflagem é um fator crítico. 

Postagem em destaque