Com 24 aeronaves firmemente encomendadas e possibilidade de chegar a 74, companhia prepara 42 rotas e aposta em cidades de menor demanda para ampliar sua rede nacional
*LRCA Defense Consulting - 08/10/2026
A LATAM Airlines Brasil e a Embraer celebraram nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, em São José dos Campos (SP), o início do processo de entrega do primeiro E195-E2 da história da companhia. A aeronave ainda deverá cumprir procedimentos alfandegários, aprovação do interior e etapas de certificação operacional antes de entrar em serviço, previsto para novembro. A incorporação representa mais do que a estreia de um novo modelo: inaugura uma estratégia de crescimento em mercados brasileiros nos quais a capacidade dos jatos tradicionais de corredor único pode dificultar a oferta de frequências economicamente sustentáveis.
Da encomenda à operação
Anunciado em setembro de 2025, o acordo prevê 24 E195-E2 firmes, avaliados em aproximadamente US$ 2,1 bilhões a preços de tabela, além de 50 opções de compra. O valor não representa necessariamente o preço efetivamente pago. Segundo a programação divulgada agora, 12 aeronaves deverão ser entregues até o fim de 2026 e outras 12 em 2027. A companhia pretende incorporar até 14 unidades à operação entre novembro deste ano e março do próximo, à medida que avancem as entregas e os preparativos.
A LATAM passou de 44 aeroportos atendidos no Brasil há seis anos para 63 atualmente. A primeira etapa de expansão com o E2 deverá levar a rede a 67 destinos, e a empresa pretende superar 70 em 2027. O objetivo anunciado por Jerome Cadier, CEO da LATAM Airlines Brasil, é ampliar a conectividade de forma sustentável, incorporando mercados com potencial econômico à rede de conexões nacionais e internacionais.
Quatro novas bases e 42 rotas
Os 14 primeiros E195-E2 serão empregados em 42 rotas, incluindo oito novas ligações e quatro destinos até então não atendidos pela companhia: Cabo Frio e Macaé, no Rio de Janeiro; Ji-Paraná, em Rondônia; e Rondonópolis, em Mato Grosso. Entre as ligações anunciadas estão Guarulhos–Rondonópolis, com sete frequências semanais a partir de dezembro de 2026; Guarulhos–Ji-Paraná e Guarulhos–Cabo Frio, com quatro cada, também a partir de dezembro; e Guarulhos–Macaé, com três frequências semanais a partir de fevereiro de 2027. A empresa ainda avalia até 18 destinos adicionais para uma segunda fase em 2027. Essas possibilidades, contudo, ainda não constituem rotas confirmadas.
O significado operacional dessa escolha é importante. Com 136 assentos, o E195-E2 permite ajustar capacidade e frequência à demanda de mercados intermediários. Isso pode facilitar tanto a abertura de destinos quanto a alimentação dos principais centros de conexão da LATAM, sem exigir o mesmo volume de passageiros de aeronaves maiores. A viabilidade de cada rota continuará dependendo de fatores como ocupação, tarifas, infraestrutura aeroportuária e custos operacionais.
A LATAM Airlines Brasil e a Embraer celebraram nesta quinta-feira, 8 de outubro de 2026, em São José dos Campos (SP), o início do processo de entrega do primeiro E195-E2 da história da companhia. A aeronave ainda deverá cumprir procedimentos alfandegários, aprovação do interior e etapas de certificação operacional antes de entrar em serviço, previsto para novembro. A incorporação representa mais do que a estreia de um novo modelo: inaugura uma estratégia de crescimento em mercados brasileiros nos quais a capacidade dos jatos tradicionais de corredor único pode dificultar a oferta de frequências economicamente sustentáveis.
Da encomenda à operação
Anunciado em setembro de 2025, o acordo prevê 24 E195-E2 firmes, avaliados em aproximadamente US$ 2,1 bilhões a preços de tabela, além de 50 opções de compra. O valor não representa necessariamente o preço efetivamente pago. Segundo a programação divulgada agora, 12 aeronaves deverão ser entregues até o fim de 2026 e outras 12 em 2027. A companhia pretende incorporar até 14 unidades à operação entre novembro deste ano e março do próximo, à medida que avancem as entregas e os preparativos.
A LATAM passou de 44 aeroportos atendidos no Brasil há seis anos para 63 atualmente. A primeira etapa de expansão com o E2 deverá levar a rede a 67 destinos, e a empresa pretende superar 70 em 2027. O objetivo anunciado por Jerome Cadier, CEO da LATAM Airlines Brasil, é ampliar a conectividade de forma sustentável, incorporando mercados com potencial econômico à rede de conexões nacionais e internacionais.
Quatro novas bases e 42 rotas
Os 14 primeiros E195-E2 serão empregados em 42 rotas, incluindo oito novas ligações e quatro destinos até então não atendidos pela companhia: Cabo Frio e Macaé, no Rio de Janeiro; Ji-Paraná, em Rondônia; e Rondonópolis, em Mato Grosso. Entre as ligações anunciadas estão Guarulhos–Rondonópolis, com sete frequências semanais a partir de dezembro de 2026; Guarulhos–Ji-Paraná e Guarulhos–Cabo Frio, com quatro cada, também a partir de dezembro; e Guarulhos–Macaé, com três frequências semanais a partir de fevereiro de 2027. A empresa ainda avalia até 18 destinos adicionais para uma segunda fase em 2027. Essas possibilidades, contudo, ainda não constituem rotas confirmadas.
O significado operacional dessa escolha é importante. Com 136 assentos, o E195-E2 permite ajustar capacidade e frequência à demanda de mercados intermediários. Isso pode facilitar tanto a abertura de destinos quanto a alimentação dos principais centros de conexão da LATAM, sem exigir o mesmo volume de passageiros de aeronaves maiores. A viabilidade de cada rota continuará dependendo de fatores como ocupação, tarifas, infraestrutura aeroportuária e custos operacionais.
Preparação acelerada para a entrada em serviço
A companhia recorreu ao E195-E2 de demonstração da Embraer, conhecido como Profit Hunter, para exercícios de evacuação, avaliações e treinamento de tripulações. Segundo as empresas, a iniciativa reduziu em cerca de metade o tempo exigido por determinadas etapas de preparação, sem dispensar requisitos de segurança. Reportagem publicada nesta quinta-feira pela Folha de S.Paulo informa investimento de aproximadamente US$ 50 milhões em capacitação, equipamentos e infraestrutura, além de treinamento de 41 comandantes e 45 copilotos e preparação de oficinas em Guarulhos, Brasília e Curitiba. Esses números referem-se à preparação reportada, não ao custo de aquisição das aeronaves.
A configuração da LATAM terá quatro assentos por fileira, sem assento central, e 136 lugares, incluindo até 20 na Premium Economy, conforme a configuração. Estão previstos Wi-Fi gratuito para associados cadastrados no LATAM Pass, conexões USB-C e acesso ao entretenimento LATAM Play.
O peso industrial e comercial para a Embraer
A entrada da LATAM amplia a presença da família E2 no mercado brasileiro e coloca o fabricante nacional na frota de uma das maiores empresas aéreas da região. Também constitui uma vitrine para a utilização do E195-E2 em redes com conexões internacionais, nas quais a aeronave pode funcionar como alimentadora de centros de distribuição de tráfego. A existência de 50 opções adicionais representa potencial comercial, mas não deve ser confundida com encomendas firmes.
Segundo a Embraer, o E195-E2 oferece alcance de até 3.000 milhas náuticas (5.556 km), comandos de voo fly-by-wire e consumo de combustível até 30% inferior ao de aeronaves da primeira geração dos E-Jets, dependendo da comparação e das condições operacionais. A fabricante também menciona redução de emissões de carbono de até 25% na família E2. Esses percentuais são referências divulgadas pelo fabricante, e não uma economia assegurada em todas as rotas da LATAM. A adoção do modelo por uma grande companhia brasileira pode reforçar a atratividade do E2 para outros operadores. Contudo, o efeito sobre a produção, o emprego e a cadeia de fornecedores dependerá do ritmo efetivo de entregas e de eventuais novas encomendas. Por ora, o marco confirmado é a chegada da primeira aeronave e a preparação de sua entrada em serviço.
A companhia recorreu ao E195-E2 de demonstração da Embraer, conhecido como Profit Hunter, para exercícios de evacuação, avaliações e treinamento de tripulações. Segundo as empresas, a iniciativa reduziu em cerca de metade o tempo exigido por determinadas etapas de preparação, sem dispensar requisitos de segurança. Reportagem publicada nesta quinta-feira pela Folha de S.Paulo informa investimento de aproximadamente US$ 50 milhões em capacitação, equipamentos e infraestrutura, além de treinamento de 41 comandantes e 45 copilotos e preparação de oficinas em Guarulhos, Brasília e Curitiba. Esses números referem-se à preparação reportada, não ao custo de aquisição das aeronaves.
A configuração da LATAM terá quatro assentos por fileira, sem assento central, e 136 lugares, incluindo até 20 na Premium Economy, conforme a configuração. Estão previstos Wi-Fi gratuito para associados cadastrados no LATAM Pass, conexões USB-C e acesso ao entretenimento LATAM Play.
O peso industrial e comercial para a Embraer
A entrada da LATAM amplia a presença da família E2 no mercado brasileiro e coloca o fabricante nacional na frota de uma das maiores empresas aéreas da região. Também constitui uma vitrine para a utilização do E195-E2 em redes com conexões internacionais, nas quais a aeronave pode funcionar como alimentadora de centros de distribuição de tráfego. A existência de 50 opções adicionais representa potencial comercial, mas não deve ser confundida com encomendas firmes.
Segundo a Embraer, o E195-E2 oferece alcance de até 3.000 milhas náuticas (5.556 km), comandos de voo fly-by-wire e consumo de combustível até 30% inferior ao de aeronaves da primeira geração dos E-Jets, dependendo da comparação e das condições operacionais. A fabricante também menciona redução de emissões de carbono de até 25% na família E2. Esses percentuais são referências divulgadas pelo fabricante, e não uma economia assegurada em todas as rotas da LATAM. A adoção do modelo por uma grande companhia brasileira pode reforçar a atratividade do E2 para outros operadores. Contudo, o efeito sobre a produção, o emprego e a cadeia de fornecedores dependerá do ritmo efetivo de entregas e de eventuais novas encomendas. Por ora, o marco confirmado é a chegada da primeira aeronave e a preparação de sua entrada em serviço.







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