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13 julho, 2026

Embraer chega ao Farnborough 2026 com recorde de entregas, carteira histórica e contratos à espera de assinatura

KC-390 Millennium e E195-E2 em exposição estática, Eve Air Mobility com maquete em tamanho real e um pipeline de vendas de defesa que torna o salão britânico uma janela de oportunidade em dois mercados 


*LRCA Defense Consulting - 13/07/2026

A Embraer desembarca no Farnborough International Airshow 2026 em sua melhor posição comercial dos últimos anos. O evento bienal, realizado entre 20 e 24 de julho no Farnborough International Exhibition & Conference Centre, em Hampshire, Inglaterra, receberá a fabricante brasileira com 109 aeronaves entregues no primeiro semestre, aumento de cerca de 20% sobre as 91 aeronaves entregidas no mesmo período de 2025, carteira de pedidos em nível recorde e negociações abertas em pelo menos três frentes de defesa com potencial real de anúncio durante o salão.

O que a Embraer leva para Hampshire
A empresa ocupará o Chalé C-105 e a Área de Produtos D-030 com dois ativos de peso em exposição estática: o E195-E2, maior membro da família E-Jets E2 e o jato de pequeno porte de menor consumo de combustível em operação no mundo, e o KC-390 Millennium, cargueiro tático multimissão que acumula operadores em quatro continentes. A família E2 é a única de aeronaves de pequeno porte em operação simultânea em seis continentes.

Além das aeronaves, a Embraer dedicará espaço à Eve Air Mobility, sua subsidiária de mobilidade aérea urbana: os visitantes poderão explorar uma maquete em tamanho real do eVTOL elétrico de decolagem e pouso vertical e experimentar um simulador de voo. A exibição consolida a presença da Eve como vetor de inovação da Embraer no segmento de transporte urbano sustentável.

"A Embraer está preparada para um crescimento sustentável, impulsionado pela forte demanda em todos os nossos negócios, pela expansão da presença global e pelos investimentos contínuos em eficiência e inovação", afirmou Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da Embraer, no release divulgado nesta segunda-feira, 13 de julho. "Farnborough oferece uma oportunidade única para interagir com os clientes, fortalecer parcerias e buscar novas oportunidades de negócios em todo o mundo."

Defesa: KC-390 e Super Tucano com negócios em aberto
O Farnborough é historicamente um dos palcos preferidos da Embraer para anunciar contratos de defesa, e a edição de 2026 reúne condições para repetir esse padrão. O KC-390 Millennium chega ao salão com um pipeline de vendas em múltiplos estágios de maturação.

O Marrocos é o candidato mais avançado. A Força Aérea Real Marroquina (FAR), que opera uma frota envelhecida de C-130H e KC-130H, negocia a compra de cinco KC-390 em um contrato avaliado em mais de US$ 600 milhões. Em junho de 2026, o portal especializado Africa Intelligence revelou que a Embraer ampliou a proposta para incluir um centro de comando e controle C4I, desenvolvido pela subsidiária Atech, que integraria operações terrestres, aéreas e navais em tempo real. O movimento transforma a oferta de uma venda de aeronave em uma solução de defesa integrada, elevando o valor estratégico e político do negócio para Rabat.

Na Europa, a Polônia avança em paralelo. A Embraer assinou memorando de acordo com a Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 (WZL-2), empresa polonesa com quase oito décadas de experiência em manutenção de aeronaves militares como o F-16 e o C-130 Hercules. O acordo abrange manutenção, conversão e integração de sistemas, e complementa memorandos anteriores firmados com empresas do grupo estatal Polska Grupa Zbrojeniowa (PGZ). A Embraer replica na Polônia a estratégia de enraizamento industrial que funcionou em países como Portugal, Países Baixos e República Tcheca.

No hemisfério sul, Chile e Colômbia também figuram na agenda. O presidente chileno José Antonio Kast sinalizou publicamente o interesse durante a FIDAE 2026, em abril, ao lado do comandante da Força Aérea Brasileira e do CEO da Embraer Defesa & Segurança, diante de uma maquete do KC-390 com o emblema da Fuerza Aérea de Chile (FACh). A Colômbia, por sua vez, já avançou: o presidente Gustavo Petro ordenou formalmente, em 30 de março de 2026, a compra de dois KC-390 para substituir C-130H fora de operação.

No segmento do A-29 Super Tucano, o momento mais aguardado é a possível confirmação da venda para Gana. A Ghana Air Force avalia a aeronave há mais de dez anos, com um primeiro contrato anunciado em 2015 que jamais foi efetivado e uma demonstração formal em Accra em fevereiro de 2024. A Embraer participou, entre 7 e 9 de julho, do 13º Simpósio de Segurança da África (ASEC), realizado na capital ganesa, exibindo justamente o Super Tucano e o KC-390 ao público de defesa da África Ocidental. A sequência ASEC-Farnborough cria uma lógica comercial clara: trabalhar o cliente em casa e anunciar o contrato no palco global.

Números que sustentam a narrativa
O desempenho operacional da Embraer no primeiro semestre de 2026 fornece o lastro financeiro para a ofensiva comercial. As 109 aeronaves entregues no período, em todas as divisões, refletem o avanço das iniciativas de nivelamento de produção e aumento de eficiência que a empresa vem implementando desde 2024. A carteira de pedidos, em nível recorde, garante visibilidade de receita que sustenta investimentos em novas campanhas e na expansão da rede de suporte global.

O KC-390 Millennium acumula mais de 60 encomendas e compromissos de 11 países, incluindo a maior venda internacional do programa: o contrato dos Emirados Árabes Unidos, assinado em 4 de maio de 2026, com dez pedidos firmes e dez opções, o primeiro para a aeronave no Oriente Médio. O Super Tucano, por sua vez, soma mais de 300 unidades encomendadas por 22 forças aéreas, com 39 acrescentadas à carteira nos últimos dois anos.

Farnborough como termômetro
O salão britânico começa em 20 de julho. Nos cinco dias de evento, a Embraer terá oportunidade de converter negociações em contratos, apresentar aos operadores europeus do KC-390 as últimas atualizações do programa e consolidar junto ao mercado a imagem de fabricante em crescimento acelerado. Se a trajetória das últimas edições se repetir, Farnborough 2026 não será apenas um evento de visibilidade: será também um marco de carteira.

12 julho, 2026

Empresa portuguesa avança em tecnologia stealth com grafeno e reacende debate sobre aplicações militares no Brasil

Enquanto a empresa desenvolve revestimento de grafeno para reduzir a assinatura de radar de aviões e drones militares, o Brasil já figura como pioneiro mundial no uso do material em armamento leve, mas ainda não possui um programa conhecido voltado à absorção de radar



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LRCA Defense Consulting - 12/07/2026

Portugal deu um passo relevante na corrida global pela tecnologia stealth. A GTechPlasma, spin-off do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, em Lisboa, desenvolveu um material à base de grafeno capaz de absorver radiação eletromagnética, incluindo ondas de radar, o que poderia reduzir de forma significativa a visibilidade de aeronaves e drones militares aos sistemas de deteção. A informação foi divulgada pela Euronews em reportagem publicada em 30 de junho de 2026.

Tecnologia de plasma permite controlar o grafeno em nível atômico
Segundo Bruno Soares Gonçalves, cofundador da GTechPlasma e também presidente do Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear, a empresa criou um sistema baseado em plasma que produz grafeno a partir de precursores como álcool etílico ou metano. A equipe afirma conseguir controlar o material em nível atômico, o que permitiria ajustar suas propriedades conforme a aplicação pretendida, seja para absorção de radar, blindagem eletromagnética, armazenamento de hidrogênio ou separação de terras raras e urânio. O dispositivo utilizado no processo está patenteado nos Estados Unidos, no Japão e na Europa, segundo o pesquisador.

De caça a pássaro: a promessa de reduzir a assinatura de radar
De acordo com estimativas apresentadas pela própria empresa, ainda não validadas por testes independentes, um caça F-16 revestido com o material desenvolvido pela GTechPlasma passaria a apresentar, ao radar, uma assinatura equivalente à de um pássaro. Gonçalves argumenta que essa redução representaria vantagem estratégica relevante em missões militares, já que dificultaria ou atrasaria a deteção da aeronave pelo adversário. O executivo destaca ainda que soluções semelhantes são raras e fortemente controladas em nível internacional, citando que o material que reveste o caça norte-americano F-35 não pode ser exportado, o que abriria espaço estratégico para uma tecnologia desenvolvida em território europeu.

Produção ainda em escala reduzida, mas já em fase de industrialização
Atualmente, os dispositivos da GTechPlasma produzem cerca de 40 miligramas de grafeno de alta qualidade por minuto, ainda em forma de pó. A empresa afirma já ter fornecido 260 gramas do material a um fabricante português de drones, não identificado, para fins de teste em aplicações de absorção de radar. Para escalar a produção, a GTechPlasma fechou parceria com a Plasmaphene, empresa sediada em Vila Viçosa e beneficiária de financiamento do programa Compete 2030, que ficará responsável por industrializar o equipamento. O objetivo de médio prazo é migrar do pó para revestimentos ou tintas prontos para aplicação direta em superfícies como drones e aeronaves.

Brasil já é pioneiro mundial em armamento leve com grafeno
Se, na aviação militar, o Brasil ainda não tem um programa conhecido de material absorvedor de radar equivalente ao português, o País já figura, desde 2021, como pioneiro mundial no uso do grafeno aplicado a armamento leve. A Taurus Armas mantém, desde então, convênio com a Universidade de Caxias do Sul (UCS) e sua planta industrial UCSGraphene, considerada a maior produtora de grafeno da América Latina, para pesquisa e desenvolvimento de armas com o material.

Em julho de 2022, a empresa lançou a pistola GX4 Graphene, apresentada como a primeira arma de fogo do mundo com grafeno incorporado a componentes injetados e ao revestimento das peças metálicas, por meio de tecnologia exclusiva batizada de Cerakote Graphene. A Taurus também desenvolveu, com a Taurus Helmets, o primeiro capacete automobilístico com grafeno do mundo, e incorporou o material à pistola TX9, lançada no início de 2026 para o mercado americano de aplicação da lei. A empresa já mencionou publicamente, ainda sem data confirmada, planos de lançar uma submetralhadora com grafeno e nióbio.

Reservas de grafite dão vantagem estratégica ao País
A aposta brasileira no grafeno é reforçada por um fator geológico: o Brasil detém a maior reserva mundial de grafite, matéria-prima do grafeno, o que já foi apontado publicamente pela própria Taurus como vantagem competitiva para o desenvolvimento de novas tecnologias no País. Essa condição sugere que o Brasil reúne, ao menos em tese, condições para avançar também no campo dos materiais absorvedores de radar, ainda que não haja, até o momento, indícios de um programa nacional voltado especificamente a essa aplicação.

Grafeno não é solução stealth isolada, alertam especialistas
Análise publicada pelo portal português ECO pondera que o grafeno não deve ser tratado como uma solução stealth completa por si só. Segundo o texto, a redução de assinatura depende também da geometria da aeronave e de sistemas de guerra eletrônica, e a eficácia de revestimentos absorvedores tende a variar conforme a frequência do radar utilizado pelo adversário. O avanço de radares quânticos e de sistemas de deteção cada vez mais sofisticados também é citado como fator que pode reduzir, no longo prazo, a vantagem obtida com esse tipo de material.

Ainda assim, a iniciativa portuguesa reforça uma tendência já em curso na indústria de defesa europeia: a incorporação de propriedades de baixa assinatura diretamente em componentes estruturais, em vez de revestimentos espessos e tradicionais. Para o Brasil, cuja indústria de defesa já demonstrou disposição para investir em grafeno em outras frentes, o episódio pode servir de referência para eventuais estudos voltados à aplicação do material em plataformas aéreas e em drones militares.

 

FAB ativa Comando de Atividades Espaciais para centralizar governança espacial de Defesa

Novo comando, subordinado ao Comandante da Aeronáutica, reúne atribuições estratégicas para consolidar o Brasil como Autoridade Espacial de Defesa

 

*LRCA Defense Consulting - 12/07/2026

A Força Aérea Brasileira (FAB) ativou, em 7 de julho de 2026, o Comando de Atividades Espaciais (COES), novo Grande Comando destinado a centralizar, integrar e coordenar as atividades espaciais de interesse da Defesa. A criação e a ativação do COES foram formalizadas pela Portaria GABAER/GC3 nº 1.684, de 24 de junho de 2026, publicada no Diário Oficial da União (DOU1 nº 118, de 26 de junho de 2026) e assinada pelo Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno. O ato entrou em vigor exatamente em 7 de julho de 2026, data da cerimônia militar de ativação, realizada das 11h às 12h no Salão Nobre da Base Aérea de Brasília, segundo a agenda oficial do Ministério da Defesa.

A cerimônia reuniu o Ministro da Defesa, José Mucio Monteiro Filho, o próprio Damasceno, além de autoridades civis e militares, representantes da academia e da indústria. Entre os presentes estava a Associação das Indústrias Aeroespaciais do Brasil (AIAB), representada por seu presidente, Julio Shidara, acompanhado de Rafael Mordente, CEO da Concert Space, empresa associada à entidade. A Saipher participou da cerimônia e foi representada por seu Diretor de Inovação e Novos Negócios, Brigadeiro José Vagner Vital , e por seu Consultor Estratégico, Tenente-Brigadeiro Jeferson Domingues de Freitas. 

Pela portaria de criação, o COES é diretamente subordinado ao Comandante da Aeronáutica, e tem por finalidade planejar, coordenar, controlar, integrar e empregar as capacidades espaciais de interesse do Ministério da Defesa; atuar na implantação da Consciência Situacional Espacial; exercer as atribuições de Autoridade Espacial de Defesa, nos termos da Lei nº 14.946, de 31 de julho de 2024; coordenar o ciclo de vida das capacidades espaciais, da concepção à desativação; e desenvolver e consolidar a doutrina espacial de defesa. A sede do novo comando fica na área perimetral do Sexto Comando Aéreo Regional (VI COMAR), no Distrito Federal, e o cargo de Comandante do COES é privativo de Oficial-General ou Coronel do Quadro de Oficiais Aviadores da ativa. O apoio administrativo caberá ao Grupamento de Apoio do Distrito Federal (GAP-DF), que atuará como Unidade Gestora Executora.

A nomeação da cúpula do COES já constava do Diário Oficial da União desde o mês anterior à publicação da portaria de criação. Pela Portaria GABAER nº 850/GC1, de 12 de junho de 2026, também assinada por Damasceno, o tenente-brigadeiro do Ar Sérgio Barros de Oliveira foi nomeado Comandante de Atividades Espaciais. O major-brigadeiro do Ar André Luiz Alves Ferreira foi designado chefe do Estado-Maior do COES, e o brigadeiro do Ar Sandro Bernardon, até então chefe do Centro de Operações Espaciais (COPE), assumiu a Subchefia de Operações Espaciais do novo comando, o que evidencia a continuidade entre a antiga estrutura do COPE e a nova organização.

A criação do COES é o desfecho de um processo formalmente iniciado em 29 de maio de 2026, quando a Portaria GABAER/GC3 nº 1.658 aprovou a Diretriz de Implantação do Comando de Atividades Espaciais (DCA 19-12). O texto da diretriz justifica o novo comando pela dispersão institucional das capacidades espaciais, hoje distribuídas entre diferentes organizações do Comando da Aeronáutica, e pela crescente dependência de serviços espaciais, fatores que, segundo o documento, impõem desafios à coordenação estratégica, à eficiência operacional e à autonomia nacional. A criação do COES decorre das conclusões de um Grupo de Trabalho instituído especificamente para esse fim, consolidadas em relatório final aprovado pelo Comando da Aeronáutica.

A diretriz também define o cronograma de transição. A implantação observará duas fases, a de ativação e a de consolidação, esta última com prazo de até dezoito meses a partir da criação do comando. Nesse período, o Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) deverá transferir ao COES o controle operacional do COPE em até quinze dias após a ativação, mantendo o apoio administrativo, logístico e de tecnologia da informação durante a transição, enquanto o Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA) terá até cento e oitenta dias para transferir ao COES a subordinação do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA) e do Centro de Lançamento da Barreira do Inferno (CLBI). A diretriz prevê ainda a criação do Sistema de Atividades Espaciais (SISAE), a ser disciplinado por norma específica e tendo o próprio COES como órgão central.

A criação do comando brasileiro se insere em uma tendência internacional de ampliar a importância organizacional das atividades espaciais nas forças aéreas, segundo reportagem da Revista Asas. A Itália criou o Comando Operazioni Spaziali em 2020, e o Reino Unido lançou o Space Command em 2021. Espanha e França alteraram os próprios nomes de suas forças aéreas, em 2022 e 2020, passando a se chamar, respectivamente, Ejército del Aire y del Espacio e Armée de l'Air et de l'Espace. Nos Estados Unidos, a mudança foi ainda mais ampla, com a criação, em 2019, de uma força armada específica, a United States Space Force.

Durante a cerimônia, o Comandante do COES, Tenente-Brigadeiro Sergio Barros de Oliveira, afirmou que a Força Aérea tem tanto a vocação quanto a autoridade legal para operar em diversas áreas do segmento espacial e permanece determinada a continuar trabalhando em parceria com instituições públicas e privadas, bem como com nações amigas, para superar os desafios que o Brasil enfrenta em sua busca por acesso autônomo ao espaço.

Para o presidente da AIAB, Julio Shidara, a criação do COES tem valor simbólico e prático para o setor. Com a implantação do COES, avaliou Shidara, o Comando da Aeronáutica (COMAER) transmite à sociedade brasileira a mensagem de que elevou a prioridade com que os temas espaciais serão tratados a partir de agora. A entidade avalia que a nova estrutura fortalece o ambiente institucional necessário para ampliar as capacidades nacionais, estimular a inovação e criar oportunidades para a indústria brasileira em áreas estratégicas de alto valor agregado, e manifestou a expectativa de que outras instituições responsáveis pela condução do Programa Espacial Brasileiro (PEB) sigam o mesmo caminho, de modo a reduzir a atual dependência estrangeira em áreas sensíveis para o desenvolvimento e a soberania do País.

Segundo o Brigadeiro Vital, da Saipher, é necessário evitar a fragmentação de esforços, reduzir a vulnerabilidade dos Sistemas Espaciais Brasileiros e estabelecer um ponto focal operacional capaz de pavimentar o caminho para a criação e o desenvolvimento de missões de Controle e Defesa Espacial e de Apoio Espacial. “Essa unidade de comando operacional facilitará a gestão durante crises ou batalhas envolvendo o Domínio Espacial, de forma integrada com os demais domínios”, afirmou.

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