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21 julho, 2026

Embraer amplia carteira da Luxair com pedido firme para mais três E190-E2 na Farnborough Airshow

Companhia aérea de Luxemburgo converte direitos de compra e eleva encomendas firmes da família E2 para nove jatos 


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer anunciou nesta segunda-feira (21), durante a Farnborough International Airshow 2026, no Reino Unido, que a Luxair, companhia aérea nacional do Grão-Ducado de Luxemburgo, converteu direitos de compra existentes para três aeronaves E190-E2 em pedidos firmes. A companhia aérea também garantiu um direito de compra adicional para mais uma unidade do mesmo modelo.

Com o novo acordo, a carteira de pedidos firmes da família E2 mantida pela Luxair sobe para nove aeronaves. A companhia já operava seis E195-E2 encomendados anteriormente, dos quais quatro já estão em serviço. As entregas do maior modelo da família começaram no final de 2025, com entrada em operação comercial em janeiro de 2026, na rota entre Luxemburgo e Viena.

Quem são as partes e o que dizem
Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, afirmou que a companhia está satisfeita com a decisão da Luxair de ampliar a frota de E2, destacando a combinação de economia, eficiência operacional e conforto do E190-E2 como fatores de atração para operadoras que buscam crescimento sustentável.

Gilles Feith, CEO da Luxair, disse que o bom desempenho das primeiras aeronaves E195-E2 confirmou que a família E2 é a plataforma correta para a companhia. Segundo ele, o E190-E2 complementa a frota em expansão, dando à Luxair maior flexibilidade para adequar a capacidade a cada rota sem abrir mão da uniformidade operacional entre os dois modelos, que compartilham licença de pilotos, infraestrutura de manutenção e procedimentos.

Como e quando será a operação
O primeiro E190-E2 deve integrar a frota da Luxair no final de 2028, configurado com 100 assentos. A aeronave será destinada principalmente a rotas corporativas de alta frequência, entre elas a ligação entre Luxemburgo e o aeroporto de London City, hoje operada com turboélices Dash 8 Q400 e cuja pista curta é historicamente dominada por jatos Embraer de primeira e segunda geração.

A cabine seguirá a configuração 2x2 sem assento central, característica dos E-Jets da Embraer. A Luxair optou por um layout premium, com espaçamento entre assentos (pitch) de até 34 polegadas (86 cm) na parte dianteira e 31 polegadas (79 cm) na traseira. Assim como os E195-E2 já em operação, as novas aeronaves terão carregamento USB em todos os assentos e entretenimento de bordo sem fio, acessado pelos dispositivos pessoais dos passageiros.

Por que a encomenda e o que representa para a Embraer
O pedido da Luxair integra um dia de vendas expressivo para a Embraer na Farnborough Airshow 2026. No mesmo dia, a fabricante anunciou pedidos firmes de 30 jatos comerciais de quatro clientes: 20 E195-E2 do grupo Abra (controlador de Avianca, GOL e Wamos Air), com opções que podem elevar o total para 45 aeronaves; cinco E195-E2 adicionais da espanhola Binter Canarias, com mais quatro direitos de compra; três E190-E2 da Luxair; e dois E175 da japonesa Fuji Dream Airlines, pedido que já constava no backlog da fabricante como cliente não identificado.

A Embraer entregou 30 aeronaves comerciais no primeiro semestre de 2026 (16 E175, cinco E190-E2 e nove E195-E2) e mira entre 80 e 85 entregas no ano, sobre uma carteira recorde. O programa E2 já ultrapassou 500 pedidos acumulados, somando-se a encomendas recentes como as 18 unidades do E195-E2 firmadas pela Finnair e o pedido de até 100 jatos da Avelo Airlines.

Segundo a Embraer, o E190-E2 é um dos jatos de corredor único mais silenciosos do mundo, com pegada de ruído até 63% menor que a de seu antecessor, o E190 original, o que reforça o apelo do modelo para operações em aeroportos urbanos com restrições de ruído, caso de London City.

Embraer e Strata Manufacturing assinam memorando para aeroestruturas do E2

Acordo firmado no Farnborough International Airshow avalia o fornecimento de compósitos avançados da fabricante emiratense para a família E-Jet E2 e amplia a rede de parceiros da Embraer na cadeia de suprimentos aeroespacial  


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a Strata Manufacturing PJSC, fabricante de aeroestruturas compostas integralmente controlada pela Mubadala Investment Company, assinaram nesta terça-feira (21/7) um Memorando de Acordo (MoA) durante o Farnborough International Airshow 2026, em Hampshire, no Reino Unido. O documento estabelece uma estrutura de avaliação para o eventual fornecimento, pela Strata, de aeroestruturas compostas avançadas destinadas aos programas de aeronaves comerciais da fabricante brasileira.

Segundo o comunicado conjunto das duas empresas, o acordo prevê que Embraer e Strata trabalhem juntas na avaliação de pacotes de trabalho voltados à família E-Jet E2, seguindo um roteiro estruturado de marcos técnicos, comerciais e contratuais. As partes também sinalizaram a intenção de estender a cooperação a outras plataformas de aeronaves da Embraer, sem detalhar, por ora, quais programas seriam contemplados.

Quem é a Strata
Sediada em Al Ain, nos Emirados Árabes Unidos, a Strata iniciou produção em 2010 e já entregou mais de 115 mil componentes aeroestruturais, produzidos por uma força de trabalho com mais de 25 nacionalidades, mais da metade composta por mulheres emiradenses. A empresa integra a plataforma UAE Investments da Mubadala e tem entre seus clientes históricos a Boeing, para quem fabrica peças compostas dos programas 777 e 787, incluindo, desde 2012, a aleta vertical do Dreamliner sob contrato direto de dez anos. A entrada da Embraer na carteira de clientes da Strata amplia o alcance da fabricante emiratense para além do eixo Boeing-Airbus, no qual historicamente concentrou sua produção.

O contexto: Farnborough e a expansão da cadeia de suprimentos

O memorando foi anunciado em meio a um Farnborough particularmente movimentado para a Embraer. A fabricante brasileira confirmou, no mesmo salão, encomendas firmes de 30 jatos comerciais junto a quatro clientes (Abra Group, Binter Canarias, Luxair e Fuji Dream Airlines), reforçando um backlog recorde. A companhia também expõe estaticamente o E195-E2 e o cargueiro militar KC-390 Millennium, além de apresentar a visão de mobilidade urbana da Eve Air Mobility.

Para a Strata, o entendimento com a Embraer se soma à estratégia declarada de diversificação de clientes e de consolidação dos Emirados Árabes Unidos como polo aeroespacial competitivo, alinhada à Visão Econômica de Abu Dhabi para 2030. A empresa vem registrando marcos de produção nos últimos anos, tendo atingido, em abril de 2025, a marca de 100 mil componentes aeroestruturais entregues desde o início de suas operações.

O que dizem os executivos
Sara Abdulla AlMemari, CEO interina da Strata, afirmou que o acordo representa "um passo importante na expansão das parcerias globais da Strata com os principais fabricantes de aeronaves", destacando a confiança nas capacidades de fabricação de compósitos da empresa emiratense.

Roberto Chaves, vice-presidente executivo de compras globais e cadeia de suprimentos da Embraer, disse que a Strata "construiu uma sólida reputação como fabricante aeroespacial confiável", e que o memorando é um passo para avaliar novas oportunidades de fortalecimento da cadeia de suprimentos global da fabricante brasileira, em apoio aos programas comerciais em curso.

Por que importa
O acordo se insere em um movimento mais amplo de internacionalização da cadeia produtiva da Embraer, que já mantém parcerias e negociações de fornecimento em mercados como Índia, Polônia e Marrocos para diferentes programas. Para a Strata, o entendimento reforça o esforço de diversificação de clientela para além de seus contratos históricos com a Boeing, em um momento de crescimento sustentado da fabricação aeroespacial nos Emirados Árabes Unidos. O memorando, por ora, tem caráter avaliativo: não configura contrato de fornecimento, mas estabelece o roteiro pelo qual as duas empresas pretendem, nos próximos meses, avançar rumo a etapas técnicas, comerciais e contratuais mais concretas.

Embraer e Mubadala assinam acordo estratégico para ampliar presença da fabricante brasileira nos Emirados Árabes Unidos

Farnborough recebe memorando que prevê colaboração de longo prazo em MRO, formação de mão de obra e pesquisa e desenvolvimento, com caminho para a Strata se tornar fornecedora de primeira linha da Embraer 


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a Mubadala Investment Company, investidora soberana de Abu Dhabi, assinaram nesta terça-feira (21/7) um acordo-quadro estratégico no Farnborough International Airshow, evento que será realizado entre 20 e 24 de julho no Reino Unido. O documento estabelece um caminho para uma colaboração de longo prazo nas áreas de fornecimento, manutenção, reparo e revisão (MRO), desenvolvimento de capital humano e pesquisa e desenvolvimento conjuntos. 

O acordo foi assinado por Dimas Douglas Tomelin, diretor de estratégia e inovação da Embraer, em nome da fabricante brasileira, e por Amer Siddiqui, diretor executivo da plataforma de investimentos da Mubadala nos Emirados Árabes Unidos, em nome do fundo soberano.

A parceria se apoia no ecossistema aeroespacial integrado dos Emirados, que reúne aeroestruturas, materiais avançados e serviços de MRO e de aviação. À medida que os grandes fabricantes de aeronaves concentram suas cadeias de fornecimento em torno de um número menor de parceiros capazes de atender a toda a cadeia de valor, o acordo com a Mubadala coloca essa lógica em prática para a Embraer no Oriente Médio.

O desenvolvimento de mão de obra é um dos pilares centrais do entendimento. As duas organizações vão planejar em conjunto programas de treinamento voltados ao aprimoramento de habilidades em engenharia e no setor aeroespacial nos Emirados, incluindo treinamento prático, transferência de conhecimento e estágios nas instalações da Embraer para talentos emiratis. Na frente de pesquisa e desenvolvimento, as empresas pretendem trabalhar em tecnologias de aeroestruturas de próxima geração, como compósitos, manufatura aditiva e ligas de alta temperatura, com a ambição declarada de criar um centro de inovação conjunto para acelerar a prototipagem.

"Os Emirados Árabes Unidos são um parceiro estratégico para a Embraer", afirmou Francisco Gomes Neto, presidente e CEO da companhia, ao destacar a expectativa de fortalecer a presença da fabricante no país e na região. Já o Dr. Bakheet Al Katheeri, CEO da plataforma de investimentos da Mubadala nos Emirados, descreveu o acordo como uma extensão natural de duas décadas de investimentos da estatal no setor aeroespacial local, citando o princípio de "investir cedo, construir localmente e se preparar com antecedência".

No centro da colaboração estão duas subsidiárias da Mubadala. A Sanad, especialista em MRO de motores que atende a mais de quarenta companhias aéreas globais, ganha a oportunidade de fornecer serviços de manutenção à Embraer, com potencial de expansão para os mercados do Golfo e do norte da África. Já a Strata Manufacturing, fabricante de aeroestruturas sediada em Al Ain e cuja força de trabalho é composta por 68% de cidadãos dos Emirados, passa a ter um caminho para se tornar fornecedora de primeira linha das plataformas da Embraer, participando de programas de aeroestruturas, materiais avançados e componentes.

O anúncio ocorre em um Farnborough particularmente movimentado para a Mubadala, que levou ao salão britânico quatro de suas subsidiárias aeroespaciais, entre elas a própria Strata e a Sanad, além da Piaggio Aero e da AMMROC (Advanced Military Maintenance Repair and Overhaul Center). A Strata já tem histórico de grandes contratos fechados justamente durante edições do Farnborough, como o acordo plurianual com a Boeing para fins verticais do 787 Dreamliner, assinado no salão de 2014.

O acordo com a Mubadala se soma a uma agenda extensa da Embraer no salão britânico deste ano. A companhia também avança na Polônia, onde assinou memorando com a Wojskowe Zakłady Lotnicze Nr 2 (WZL-2) para manutenção, conversão e integração de sistemas, replicando ali a estratégia de enraizamento industrial já aplicada em países como Portugal, Países Baixos e República Tcheca. No mercado comercial, a fabricante também fechou nesta edição do Farnborough novos pedidos de jatos da família E2, incluindo a negociação com a Abra, controladora da Gol, que já vinha sendo apurada pela Bloomberg antes do início do salão. 

Segundo o comunicado da Embraer, o entendimento com a Mubadala se insere nos objetivos dos Emirados Árabes Unidos no âmbito da Operação 300 Bilhões e da Estratégia Industrial de Abu Dhabi, iniciativas de diversificação econômica que buscam ampliar a produção industrial doméstica emirati. Para a Embraer, o acordo reforça o movimento de expansão internacional que a companhia já vinha construindo em mercados como Índia, Polônia, Marrocos, Grécia e o próprio Golfo, ampliando o alcance de sua base industrial para além do Brasil. 

Embraer e Saab assinam acordo para produção de mais 20 caças Gripen no Brasil

Memorando firmado em Farnborough abre caminho para ampliar a linha de montagem em Gavião Peixoto, única fora da Suécia



*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a Saab assinaram nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido, um Memorando de Entendimento (Heads of Agreement, HoA) que estabelece as bases para a potencial produção de 20 caças Gripen adicionais no complexo industrial da Embraer em Gavião Peixoto (SP). O documento não equivale a um contrato fechado: define um arcabouço de cooperação que as duas empresas pretendem transformar em acordo definitivo ainda em 2026.

A Embraer ficará responsável pela montagem das novas aeronaves, que complementarão a linha de montagem final da Saab em Linköping, na Suécia, no esforço conjunto de atender à demanda global pelo caça sueco. A unidade de Gavião Peixoto é, hoje, a única linha de montagem final do Gripen fora do território sueco.

Uma parceria de dez anos
O acordo representa mais um marco na parceria entre as duas empresas, iniciada há uma década, e amplia a capacidade de entrega dentro de um modelo de fabricação globalmente integrado, ao mesmo tempo em que proporciona maior flexibilidade para atender a futuras necessidades dos clientes.

“A expansão desta parceria com a Saab reflete a confiança mútua construída ao longo dos últimos dez anos e reforça o papel estratégico da Embraer no programa Gripen. Estamos bem posicionados para apoiar o aumento da capacidade de produção, caso a demanda o exija”, afirmou Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança.

“A parceria entre a Saab e a Embraer reforça nosso compromisso de longo prazo com a América Latina. Juntos, estamos fortalecendo nossas capacidades, garantindo capacidade adicional para futuras oportunidades de negócios e adotando uma abordagem proativa para atender às necessidades em constante evolução de nossos clientes em toda a região”, disse Micael Johansson, presidente e CEO da Saab.

Gavião Peixoto como polo estratégico
A unidade da Embraer em Gavião Peixoto (GPX) consolidou-se como um polo industrial estratégico, reconhecido por suas capacidades de manufatura, mão de obra qualificada e capacidade produtiva. Operando dentro de um modelo de produção globalmente integrado, que reúne fornecedores brasileiros e internacionais, a planta reflete a força da parceria entre as duas empresas e amplia as oportunidades de crescimento para programas aeroespaciais de alta tecnologia no País.

Ao longo de mais de uma década de colaboração, a parceria entre a Embraer e a Saab consolidou-se como referência de inovação, desenvolvimento industrial e troca de conhecimento. Por meio de um programa abrangente de transferência de tecnologia e treinamento em serviço, no âmbito do atual programa Gripen para a Força Aérea Brasileira (FAB), engenheiros, pilotos de teste, técnicos, operadores de montagem e especialistas em manutenção foram qualificados na Suécia. Essa cooperação fortaleceu a expertise e as melhores práticas de ambas as partes e já gerou benefícios duradouros para as duas empresas.

Contexto: um interesse já sinalizado por Brasília
O memorando formaliza, no plano industrial, um movimento que já vinha sendo sinalizado pelo governo brasileiro. Em junho de 2026, o portal LRCA (LRCA Defense Consulting) noticiou que o Brasil manifestara interesse em adquirir mais 20 Gripen além dos 36 já contratados, com produção também prevista para o complexo de Gavião Peixoto. À época, o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro Filho, referiu-se a “talvez 20 Gripen” adicionais, enquanto o governo sueco confirmou o interesse formal brasileiro.

O CEO da Saab, Micael Johansson, já havia declarado publicamente a intenção de transformar Gavião Peixoto em polo regional de produção do caça para a América do Sul, movimento que se soma a negociações paralelas envolvendo Colômbia e Ucrânia como potenciais compradores do Gripen E, ainda sem contratos assinados. Uma eventual ampliação da linha brasileira para 20 aeronaves adicionais tende a aumentar a escala produtiva do complexo e reduzir custos unitários, o que beneficiaria também os programas de exportação da Saab.

Por ora, o HoA assinado em Farnborough não detalha valores, cronograma de entregas ou a origem do financiamento das 20 aeronaves adicionais. A confirmação desses termos depende da conclusão do acordo definitivo, que Embraer e Saab pretendem fechar ainda em 2026.

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