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janeiro 15, 2021

Taurus já tem mais de 11,6 meses de pedidos em carteira

Unidade fabril da Taurus Armas em Baimbridge, Georgia, USA


*LRCA Defense Consulting - 15/01/2021

A Taurus Armas S.A. já conta com pedidos em carteira (backorders) de cerca de 1,548 milhão de armas, computando-se os realizados nos Estados Unidos (mais de 90%) e no Brasil.

O número representa um acréscimo de 16,5% sobre o último dado informado (1,328mi), o que significa que a empresa gaúcha tem cerca de 11,65 meses de produção já comprometida com os pedidos existentes em carteira.

Segundo o Presidente e CEO Global da Taurus: "A companhia tem evoluído muito nos Estados Unidos, com produtos de maior valor agregado que estão aumentando a margem bruta da empresa. Além disso, apesar dos aumentos das matérias primas e de produtos indiretos, ainda assim conseguimos controlar os custos e estamos entrando em novos nichos de mercado nesse país, nos quais não atuávamos antes, o que melhora ainda mais a margem bruta da Taurus".

Saiba mais
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Energia: Weg planeja triplicar produção em Betim


*Diário do Comércio - 15/01/2021

Após a aquisição da fábrica de Transformadores e Serviços de Energia das Américas S.A (Tsea), localizada em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), em dezembro do ano passado, a Weg S.A – multinacional que fabrica e comercializa motores elétricos, transformadores, geradores e tintas – inicia agora uma série de investimentos na unidade. Com pouco mais de um mês do início das operações, a meta é triplicar a produção  de transformadores na planta mineira.

As informações são do diretor superintendente da unidade Transmissão & Distribuição da Weg, Carlos Prinz, que não revelou o montante a ser aportado por questões estratégicas. No entanto, o porta-voz informou que inversões foram feitas quando da chegada da multinacional à unidade, no mês passado, e que montantes consideráveis serão aportados durante todo o ano de 2021.

“De toda maneira, o grande investimento que faremos será na capacitação da equipe. Devemos ter uma condição de contratação importante em vistas de aumentar o efetivo para atender à meta de triplicar a produção local até o fim deste exercício. Os recursos fabris estão presentes, precisamos desenvolver apenas os sistemas e metodologias da Weg”, afirmou.

Embora também não diga quantos profissionais serão adicionados aos atuais 250, Prinz contou que as contratações já foram iniciadas. “Os nossos planos para Betim são bastante arrojados e, para isso, vamos precisar de investimentos e mais recursos humanos”, completou. A meta é saltar dos atuais 5 transformadores de grande porte fabricados por mês na unidade para 15 por mês – de 200 toneladas, classe de tensão até 800 kV e potência até 500 MVA cada um.

Adequações – Na linha fabril, estão sendo feitas pequenas adequações, segundo o executivo, justamente para conectar a fábrica mineira às outras plantas da Weg no mundo. Esta é a quarta fábrica do grupo no Brasil, que está presente também nos Estados Unidos, México, Colômbia e África.

Construída em 2013, a planta adquirida dispõe de 32,5 mil metros quadrados de área construída e, conforme o diretor superintendente, conta com equipamentos e instalações de última geração.

“Diante de tantos atributos, podemos dizer que a unidade de Betim talvez seja a ‘menina dos olhos’ da companhia doravante. Além da capacidade de mão de obra e a tecnologia implementada em equipamentos e processos, a localização geográfica estratégica é outro grande diferencial”, ressaltou Prinz.

Neste sentido, ele destacou as conexões logísticas de Betim que permitem a proximidade com grandes centros e a facilidade de escoamento de produtos, tanto para o Norte quanto para o Sul do País.

Por fim, o diretor enfatizou o entusiasmo com a continuidade de um mercado forte em 2021, uma vez que a Weg teve participação muito relevante na geração e distribuição de energia nos últimos anos. Ele destacou as soluções robustas para geração eólica, solar, grandes usinas hidrelétricas. E os últimos leilões de energia realizados no País. “Conseguimos capturar uma carteira de pedidos robusta e boa parcela dos pedidos está sendo transferida para Betim”, revelou.

WEG fecha contrato para equipar quatro termelétricas em Roraima


*Portos e Navios - 14/01/2021

A WEG assinou um contrato com a OXE Energia para fornecer quatro conjuntos de turbo-geradores para usinas termelétricas movidas a biomassa localizadas em Roraima.

O contrato, com faturamento total de R$ 39 milhões, prevê ainda a instalação de quatro turbinas de reação, condensação, com duas tomadas sem controle, em conjunto com quatro geradores síncronos trifásico e quadros elétricos de proteção e controle. Além de fornecer os equipamentos, a fabricante ficará responsável também pelos serviços de logística, montagem e comissionamento.

As entregas do pedido ocorrerão no primeiro trimestre deste ano. As usinas termelétricas devem entrar em operação até o mês de junho.

Instaladas em dois locais distintos, com aproximadamente 50 quilômetros de distância, as termelétricas da OXE Energia têm 11,5 megawatts (MW) de capacidade instalada individual e utilizarão cavaco de madeira reflorestada como biomassa. A energia que será gerada neste processo foi contratada em leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Os quatro empreendimentos fazem parte do plano de segurança elétrica desenhado para Roraima, o único Estado do país que ainda não está conectado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
Desde 2019, Roraima deixou de receber energia da Venezuela e passou a depender integralmente das termelétricas locais, que operam com óleo diesel.

janeiro 13, 2021

Embraer Defesa analisa novos projetos de transporte militar e drone

A Força Aérea Brasileira e a Embraer estão analisando um conceito de Transporte Utilitário de Decolagem Curta.

*Aviation Week, por Stive Trimble - 08/01/2021

Sistemas de aeronaves não tripuladas (UAS) e um transporte militar híbrido-elétrico podem ser adicionados este ano ao vasto portfólio de plataformas de defesa da Embraer, disse o presidente-executivo da empresa em uma entrevista exclusiva.

Oito meses desde que as joint ventures planejadas com a Boeing nos negócios comerciais da Embraer e o transporte militar KC-390 se desfizeram na acrimônia, a fabricante brasileira continua focada em ampliar seu portfólio de produtos de defesa, que inclui uma parceria com a Saab para projetar uma versão de dois lugares do Gripen JAS 39, além de desenvolver aeronaves aerotransportadas de alerta e controle antecipado, um caça de ataque leve e pequenos satélites.

O primeiro projeto que pode ser revelado ainda este ano é um programa revivido para desenvolver um grande UAS para os militares brasileiros. Isso seguiria a joint venture Harpia formada em 2011 com a subsidiária AEL Sistemas e Avibras da Elbit Systems, que interrompeu o desenvolvimento cinco anos depois em meio a restrições de gastos do governo.


“Acreditamos nesse mercado - temos que estar lá”, diz Jackson Schneider, CEO da Embraer Defesa e Segurança. “Talvez possamos anunciar algo em 10 meses.”

A ex-joint venture Harpia forneceu poucos detalhes sobre o programa UAS, exceto para liberar uma imagem conceitual de um projeto de um motor e duas barras. A aeronave de média altitude e longa duração destinava-se a fornecer vigilância das remotas fronteiras ocidentais do Brasil com um link de controle além da linha de visão.

Qualquer programa futuro pode evitar o foco em uma solução de plataforma única para um novo UAS e se concentrar apenas no mercado de defesa para aplicativos, diz Schneider.

“Estamos analisando uma família inteira”, diz Schneider. “A defesa já é um mercado onde este produto é mais do que um conceito; é requerido. E os outros mercados talvez precisem de mais tempo para confiar nessa tecnologia ”.

Aplicar projetos com financiamento militar ao mercado comercial - e vice-versa - tem sido o modus operandi da Embraer desde sua fundação, há 52 anos. A Força Aérea Brasileira criou a Embraer para comercializar um transporte militar chamado C-95 Bandeirante para companhias aéreas como o EMB 110. O EMB 120 subsequente foi projetado para o mercado comercial, mas também vendido para a Força Aérea como o transporte C-97.

À medida que as frotas C-95 e C-97 se aproximam da aposentadoria, um novo conceito surgiu para substituí-las. O conceito de transporte utilitário para decolagem curta (STOUT) foi apresentado em novembro pelo general Antonio Moretti Bermudez, comandante da força aérea. A Embraer e a Força Aérea assinaram um memorando de entendimento em dezembro de 2019 para iniciar as pesquisas para tal aeronave.

O conceito revelado em novembro mostra uma aeronave com cauda em T e fuselagem aproximadamente comparável em comprimento à de 65 pés. 7 pol. (20-m) EMB 120, embora mais largo. A aeronave STOUT também usaria um sistema de propulsão híbrido-elétrico com quatro propulsores alimentados por dois geradores de gás nas estações de asas internas. Os requisitos da Força Aérea incluem uma aeronave que possa operar nas pistas de pouso não pavimentadas da região amazônica do Brasil enquanto transporta até 6.600 libras (3.000 kg) de carga.

Até agora, a Força Aérea tem apoiado apenas pesquisas e estudos de conceito, mas um programa de desenvolvimento financiado pode ser uma continuação natural para completar as entregas de todos os 36 F-39E / F Gripens e 28 KC-390s para o Brasil, que estão programados para 2026 e 2027, respectivamente.

Neste ponto, a Embraer busca reaplicar o modelo de desenvolvimento familiar: um programa de transporte militar com aplicações de dupla utilização no mercado comercial. O mesmo requisito de projeto para operar a partir de pistas de pouso não pavimentadas na Amazônia pode ser relevante em certos mercados comerciais, como países compostos por muitas ilhas, diz Schneider.

Seu sistema de propulsão híbrido-elétrico também pode fornecer uma alternativa mais ecologicamente correta para os transportes interurbanos, observa ele. “É isso que estamos analisando”, diz ele.  

Se os projetos UAS e STOUT entrarem em produção, a Embraer ganhará duas novas plataformas de defesa na segunda metade da década.

No momento, a unidade de produção de defesa da Embraer em Gavião Peixoto, Brasil, está montando o primeiro Saab Gripen F-39E fabricado localmente para lançamento no final deste ano, bem como KC-390s para o Brasil, Portugal e Hungria e A-29 Super Tucano light- aeronaves de ataque.

Há apenas um ano, a Embraer planejava unir forças com a Boeing para estabelecer uma joint venture para comercializar o KC-390 nos mercados internacionais, principalmente nos Estados Unidos. Quando a Boeing cortou as joint ventures comerciais e KC-390 em abril de 2020, a empresa norte-americana observou que um acordo de 2016 para comercializar o KC-390 fora de uma joint venture permaneceu em vigor. Ambas as empresas ainda estão discutindo o futuro do relacionamento de marketing do KC-390, diz Schneider, mas ele acrescenta: “Não posso entrar em detalhes sobre isso”.
 

janeiro 12, 2021

Armas: novos decretos do governo poderão trazer importantes mudanças


*LRCA Defense Consulting - 12/01/2021

Segundo informações do expert em armas Samuel Cout, publicadas hoje em seu canal no YouTube, cinco "absurdos" deverão ser contemplados nos três novos decretos a serem baixados pelo Governo nos próximos dias.

A ideia central das novas normas seria derrubar exigências meramente burocráticas que só geram perda de tempo e criam custos para os CACs e para os cidadãos de bem que querem adquirir ou que já possuem uma ou mais armas.

As medidas também incluiriam normas que flexibilizariam a posse e o porte de armas.

Os cinco "absurdos" citados por Samuel Cout são:
- A Autorização de Compra da Arma e a Guia de Tráfego/Trânsito deverão cair.

- O porte de arma poderá ter abrangência nacional, como já reza o próprio nome: porte federal, mas que hoje só vale dentro do respectivo Estado. O tempo de validade deverá ser estabelecido em 05 ou 10 anos. CACs poderão ter porte, regulamentando o Art.6º da Lei 10.826 (que já prevê a medida).

- Alguns produtos controlados pelo Exército (PCE) deixarão de sê-lo, como carregadores individuais e prensas e matrizes (dies) das máquinas de recarga.

Saiba mais:
- Bolsonaro: devo editar dois ou três novos decretos favoráveis aos Colecionadores, Atiradores e Caçadores (CACs) ainda esta semana

- Bolsonaro: povo armado não será escravizado; isso passa pela Câmara e o Senado 

- "Quero que vocês tenham armas", diz Bolsonaro a apoiadores 


Tecnologia 5g made in Brazil

 Pesquisadores brasileiros desenvolvem sistemas de conexão, softwares e hardwares para o novo padrão de telefonia e internet móvel



*Revista Pesquisa, FAPESP, por Domingos Zaparolli - Edição 296

Um sistema desenvolvido sob a coordenação técnica de pesquisadores brasileiros poderá se tornar padrão global para levar a tecnologia de telecomunicações de quinta geração (5G) para áreas remotas, beneficiando 1,4 bilhão de pessoas no mundo que hoje não têm acesso a cobertura de telefonia e internet móvel. A inovação também poderá permitir a transformação digital e implementação de internet das coisas (IoT) em propriedades rurais, mineradoras e infraestruturas distantes de áreas urbanas, tais como usinas hidrelétricas, linhas de transmissão de energia, sistemas de distribuição de água e redes ferroviárias.

Testes realizados em Santa Rita do Sapucaí, no interior de Minas Gerais, comprovaram a capacidade de um sistema de estações rádio-base (ERBs) transmitir sinais 5G, que será o futuro padrão global empregado pelas redes de telefonia móvel, em uma distância de 50 quilômetros (km) e numa velocidade de 100 megabits por segundo (Mbps). “Em uma rede 4G se consegue essa velocidade a uma distância entre 5 km e 10 km ou, ao contrário, se perde performance para alcançar longas distâncias”, compara o engenheiro eletricista Luciano Leonel Mendes, coordenador técnico do projeto e do Centro de Referência em Radiocomunicações do Instituto Nacional de Telecomunicações (CCR-Inatel).

“A vazão de dados alcançada permite a um drone, por exemplo, enviar imagens em alta resolução em tempo real de uma lavoura para avaliar se há presença de pragas ou que irrigadores sejam acionados remotamente. Também possibilita a transmissão de voz e dados em alta velocidade, tudo ao mesmo tempo”, afirma Mendes.


O sistema, ainda não batizado, é fruto do trabalho de um consórcio formado por instituições brasileiras e europeias reunidas no Projeto 5G-Range, cujo objetivo é desenvolver soluções de conectividade em áreas remotas. Além do Inatel, participam do consórcio o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPQD), as universidades de São Paulo (USP), Federal do Ceará (UFC) e de Brasília (UnB), a Ericsson do Brasil e as universidades europeias Carlos III de Madri, na Espanha, de Tecnologia de Dresden, na Alemanha, e de Oulu, na Finlândia, além da empresa espanhola Telefónica I+D.

China, Índia, Rússia, Estados Unidos, Finlândia e Austrália são alguns países que já demonstraram interesse na solução criada no Brasil, que enfrenta a concorrência de outros sistemas gestados mundo afora. A tecnologia ainda levará um tempo para estar disponível globalmente, pois precisará antes do aval da organização internacional que estabelece padrões para a telefonia e a banda larga móvel, o 3rd Generation Partnership Project (3GPP). O documento que trará os padrões para o 5G em áreas remotas, chamado de Release 17, está previsto para ser publicado em 2025. “Por ora, estamos trabalhando para a Agência Nacional de Telecomunicações [Anatel] aprovar o uso da tecnologia em território nacional para aplicações em redes de uso privativo no campo ou em indústrias”, informa Mendes.

Especialistas apontam que a tecnologia 5G deverá gerar ganhos de desempenho significativos nas telecomunicações, tanto em áreas remotas como nos centros urbanos. Enquanto as redes móveis atuais de quarta geração (4G e sua evolução, 4.5G) apresentam velocidades médias que vão de 15 Mbps a 25 Mbps, com potencial máximo de 300 Mbps, a conexão 5G promete velocidades a partir de 50 Mbps e que podem chegar a quase 2 gigabits por segundo (ver tabela abaixo). Uma comparação comum entre os especialistas é o tempo de download de um filme em alta definição: de 10 minutos no 4G e de apenas alguns segundos no 5G.


A latência, ou tempo de resposta para uma demanda, é de 5 milésimos de segundo no 5G, um décimo do registrado no 4G. Essa diferença é significativa quando está em jogo o tempo de resposta necessário para um veículo autônomo evitar uma colisão, para contornar um imprevisto em uma cirurgia robótica ou ainda para máquinas industriais sincronizarem suas tarefas. Outra vantagem do 5G é a densidade de dispositivos capazes de funcionar simultaneamente em uma mesma área, de 1 milhão de aparelhos por quilômetro quadrado (km²), enquanto hoje não chegam a 100 mil.

A tecnologia 5G começou a ser implementada em 2019 em alguns países da Europa, nos Estados Unidos, Japão, Coreia do Sul e China. No Brasil, a expectativa é de que o edital de licitação das frequências de uso público – aquelas nas quais as operadoras de telefonia atendem o usuário comum – seja publicado em 2021. A Anatel já informou que serão disponibilizadas quatro faixas de frequência: 700 megahertz (MHz), 2,3 GHz (gigahertz), 3,5 GHz e 26 GHz.

Devem participar do leilão as principais operadoras de telecomunicações, que escolherão os fornecedores de pacotes tecnológicos e equipamentos, entre eles as chinesas Huawei e ZTE, a sul-coreana Samsung, a sueca Ericsson e a finlandesa Nokia. O edital definirá a exclusão ou não de fornecedores de tecnologia, o índice de nacionalização de peças e a obrigatoriedade de investimentos em P&D no país (ver box).


Ondas milimétricas
A tecnologia 5G permite o uso de um amplo leque de frequências, desde a chamada Frequência Ultra Alta (UHF), que designa as faixas entre 300 MHz e 3 GHz – as utilizadas pelo experimento do Consórcio 5G-Range, do CCR-Inatel –, até as frequências em ondas milimétricas, entre 24 GHz e 300 GHz. Essas frequências mais altas não são utilizadas pelas atuais redes 4G. A vantagem delas é que permitem maior velocidade de conexão. No entanto, têm alcance reduzido, de centenas de metros, e são mais facilmente bloqueadas pela presença de objetos físicos, como portas, paredes, árvores ou mesmo o corpo humano. Isso exige a instalação de um maior número de antenas de transmissão, mais aperfeiçoadas.

A pesquisa e o desenvolvimento de tecnologias para circuitos e sistemas, como antenas, transmissores, receptores e radares, são o foco de trabalho do recém-criado Centro de Caracterização de Ondas Milimétricas (CentrommW) da Escola Politécnica (Poli) da USP, inaugurado em abril. É o único no Brasil equipado com instrumentos para caracterização de circuitos e sistemas em ondas milimétricas de até 110 GHz. Para isso, contou com financiamento da FAPESP.

“Nossa proposta é ser um espaço para a indústria testar seus circuitos, sistemas e equipamentos, mas também estamos empenhados em desenvolver soluções de hardware em ondas milimétricas”, conta o engenheiro eletricista Gustavo Rehder, coordenador do Centro em parceria com a também engenheira eletricista Ariana Serrano, ambos do Departamento de Sistemas Eletrônicos da Poli-USP.

Um dos focos do laboratório é o desenvolvimento de soluções beamforming, a formação de feixe para a transmissão do sinal para evitar a dispersão das ondas que ocorre nas antenas tradicionais. “O objetivo é direcionar eletronicamente a radiação para um ponto de recepção determinado, o que irá melhorar a qualidade do sinal captado e aumentar o seu alcance”, explica Serrano. Outra linha de pesquisa do CentrommW é o desenvolvimento de uma tecnologia baseada em nanofios de cobre para a miniaturização de dispositivos com alta performance em ondas milimétricas.

A concepção e o desenvolvimento de toda a tecnologia 5G ocorrem de forma colaborativa em centros  de pesquisa públicos e privados desde o início dos anos 2010 e prosseguirão nos próximos anos, com inovações que precisarão ser referendas em novos protocolos do 3GPP. Depois que o órgão defininir os padrões que serão usados no 5G, os fornecedores de equipamentos fazem uso deles para desenvolver seus produtos, que serão utilizados pelas operadoras de telefonia.

No Brasil, o Grupo de Pesquisa de Telecomunicações Sem Fio (Gtel) da Universidade Federal do Ceará (UFC), mantido em parceria com a Ericsson, já apresentou quatro contribuições técnicas patenteadas internacionalmente. Uma delas é um sistema inteligente de conexão com as antenas da operadora de telecomunicações. Um usuário em movimento irá trocar de antena de forma muito rápida, uma vez que a área de cobertura delas é comparativamente menor em sistemas 5G. “Nossa solução utiliza inteligência artificial para prever com antecedência a antena para a qual o smartphone irá se direcionar alguns segundos antes de isso acontecer. Dessa forma é possível preparar a rede 5G para receber a nova conexão, reduzindo riscos de interrupção ou queda na conexão”, descreve o engenheiro eletricista Francisco Rodrigo Cavalcanti, coordenador do Gtel.

Outra característica da tecnologia 5G é a virtualização, ou seja, a transferência para softwares e computação em nuvem de várias tarefas tradicionalmente realizadas pela infraestrutura física, o hardware, como roteadores, decodificadores, sincronizadores de sinal e balanceadores de carga. “A virtualização permite simplificar as ERBs, reduzindo seu peso, tamanho e eletrônica, com impacto no consumo de energia”, afirma o engenheiro eletrônico Rodrigo de Lamare, coordenador do Laboratório 5G do Centro de Estudos de Telecomunicações da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Cetuc-PUC-RJ). Lamare trabalha no desenvolvimento de técnicas de processamento de sinais e arquitetura de sistemas de comunicações para centros de compartilhamento de dados e computação em nuvem pelas operadoras.

Uma inovação do 5G é o fatiamento de rede. Enquanto no 4G todos os usuários recebem sinais iguais, o fatiamento de rede permite à operadora de telecomunicações gerenciar as características de conexão, como disponibilidade de infraestrutura, taxa de transferência de dados e latência, de acordo com a demanda de cada usuário, sem que nenhum seja prejudicado. Uma possibilidade técnica no 5G é a interoperabilidade das conexões. Desde que haja um acordo entre as companhias de telefonia, o cliente de uma operadora pode ser atendido pela infraestrutura de outra, tendo sempre disponível a melhor conexão em cada momento.

A interoperabilidade e o fatiamento de rede precisam ser gerenciados a cada conexão de um dispositivo com cada antena. “A conexão com o hospital de uma ambulância atendendo uma emergência irá migrar de ERB e de operadora inúmeras vezes durante seu percurso, mas precisará haver a garantia de que essa conexão manterá sempre o status de prioritário”, exemplifica o engenheiro eletricista Moacyr Martucci, do Departamento de Engenharia de Computação e Sistemas Digitais da Poli-USP.

O CPQD é um dos principais desenvolvedores e fornecedores do país de Sistemas de Suporte de Operação (OSS), o conjunto de softwares que permite a automação da prestação de serviço e da administração da infraestrutura de telecomunicações, realizando tarefas como o de orquestrador de rede, que determina a requisição de serviço de cada infraestrutura, e o chamado core, que faz o processamento, controle dos serviços e interconexão com outras operadoras, calculando inclusive a tarifação referente a cada uma.

Ainda em 2020, o CPQD deve iniciar um projeto apoiado pelo Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel), em um convênio de R$ 20,7 milhões distribuídos em três anos, que inclui a adequação de seus sistemas OSS ao 5G. “O projeto cobre o desenvolvimento de uma rede 5G completa, incluindo rede de acesso aberta e virtualizada, core de rede 5G e sistema de orquestração de serviços e infraestrutura”, diz Gustavo Correa Lima, líder da Plataforma de Comunicações Sem Fio do CPQD. “Será um projeto de inovação aberta, que irá explorar também o uso de inteligência artificial no gerenciamento da rede e a tecnologia blockchain para compartilhamento dinâmico de infraestrutura.”

Rede de intrigas
Escolha do novo padrão é pano de fundo de disputa geopolítica entre Estados Unidos e China
O edital de licitação das frequências destinadas ao 5G no Brasil está previsto para ser publicado em 2021 e trará a definição mais aguardada pelo mercado de telecomunicações: o veto ou não por parte do governo brasileiro da participação de fornecedores de tecnologia de origem chinesa, como a Huawei e a ZTE. A Lei Geral das Telecomunicações estabelece a competência da decisão à Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), mas o presidente Jair Bolsonaro já declarou que a decisão caberá a ele.

Alegando preocupações em relação à segurança cibernética, a Anatel delegou oficialmente a decisão para o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República. As operadoras de telecomunicações Vivo, Claro e TIM, potenciais concorrentes no leilão, já externaram publicamente que são contra o veto a qualquer fornecedor de tecnologia. Para elas, quanto maior o número de fornecedores habilitados, melhor. Maior será o poder de barganha e, consequentemente, a possibilidade de reduzir o custo de aquisição dos equipamentos.

Para o engenheiro eletricista Moacyr Martucci, da Poli-USP e integrante do fórum Think Tank em Implantação de 5G no Brasil, não há estudos conhecidos de instituições independentes que demonstrem uma diferença qualitativa significativa entre os fornecedores de tecnologia nem trabalhos que evidenciem riscos de segurança cibernética associada a um ou outro fornecedor. “O veto a fornecedores não será uma decisão técnica, mas política”, diz.

Opinião distinta tem o engenheiro eletricista e cientista da computação Paulo Lício de Geus, do Instituto de Computação da Universidade Estadual de Campinas (IC-Unicamp), para quem há, sim, riscos de segurança cibernética na contratação do 5G. “É conhecida há pelo menos 15 anos a ingerência sobre fabricantes de equipamentos eletrônicos de governos de grandes potências, não só da China”, pondera. Para ele, a dúvida para países tecnologicamente dependentes, como o Brasil, é a respeito “de qual nação ficar refém: se de uma democrática, cujas ações são sujeitas ao referendo público, ou de uma que não deve tais explicações”.

O Brasil fará a escolha do padrão 5G após as eleições presidenciais de novembro nos Estados Unidos. Tanto democratas quanto republicanos já se manifestaram contrários a adoção de tecnologia chinesa no 5G norte–americano alegando riscos cibernéticos. Candidato à reeleição, o presidente Donald Trump coloca o peso da diplomacia para influenciar aliados, como o governo brasileiro, a vetar os chineses. Reino Unido, Austrália, Polônia e Portugal são alguns dos países que acompanharam a decisão de veto norte-americana. O peso que o candidato democrata Joe Biden, se eleito, dará ao tema em suas relações internacionais ainda é uma incógnita.

Os norte-americanos temem que chineses controlem a infraestrutura digital global. Por isso, já impuseram restrições à Huawei e à ZTE. Alegam que o país asiático pode instalar camadas ocultas de tecnologia nas redes de 5G capazes de espionar todas as atividades do complexo industrial e militar norte-americano e de seus aliados. O governo da China nega ter esse poder e reforça a independência de suas empresas.

Projetos
1. Dispositivos MnM de alta eficiência e baixo custo para aplicações em sistemas de ondas milimétricas de 30 a 110 GHz (nº 12/15159-2); Modalidade Jovens Pesquisadores; Pesquisadora responsável Ariana Serrano (USP); Investimento R$ 795.724,65.
2. EMU concedido no processo nº 12/15159-2: Analisador Vetorial de Rede (VNA) até 70 GHz (nº 16/23779-9); Modalidade Programa Equipamentos Multiusuários (EMU); Pesquisadora responsável Ariana Serrano (USP); Investimento R$ 469.808,18.

 

CNH da Itália e FAW da China negociam a montadora de caminhões Iveco


*Reuters, por Julie Zhu em Hong Kong, Yilei Sun em Pequim e Giulio Piovaccari em Milão, com Edição de David Goodman; e LRCA Defense Consulting - 12/01/2021

A CNH Industrial está em negociações com a chinesa FAW sobre o futuro da montadora de caminhões Iveco, disse o grupo ítalo-americano na quarta-feira (06), depois que fontes disseram à Reuters que ela havia retomado negociações anteriormente abortadas.

Um porta-voz da CNH Industrial - cujo novo CEO, Scott W. Wine, assumiu o cargo esta semana - confirmou que o grupo está em discussões preliminares sobre seus negócios da Iveco com a FAW Jiefang, recusando-se a divulgar mais detalhes.

“Nenhum acordo final sobre o escopo ou a natureza da cooperação foi alcançado neste momento”, disse o porta-voz. “Mais informações em linha com os requisitos estatutários e regulamentares serão divulgadas no devido tempo.”

No início da quarta-feira, fontes com conhecimento do assunto disseram à Reuters que as negociações foram retomadas depois de terem sido suspensas no ano passado.

A estatal chinesa fez uma oferta preliminar que avaliou a Iveco em pouco mais de 3 bilhões de euros (US $ 3,7 bilhões). A CNH rejeitou a oferta porque considerou a avaliação baixa, informou a Reuters em setembro.

As ações da CNH listadas na bolsa de valores de Milão ampliaram os ganhos após as notícias das negociações retomadas, subindo até 4,5% nas negociações da manhã.

PLANO B
A venda da Iveco seria uma alternativa ao plano de 2019 da CNH de dividir o grupo automotivo e de equipamentos industriais em dois e listar seus negócios de caminhões e ônibus, de margem inferior, junto com sua divisão de motores FPT em um esforço para aumentar o valor dos ativos e simplificar seus negócios.

A cisão planejada pelo grupo controlado pela Exor, a holding da família Agnelli da Itália, foi inicialmente planejada para o início de 2021, mas foi adiada pela crise do coronavírus.

As últimas negociações sobre o futuro da Iveco ocorrem no momento em que a FAW, com sede em Changchun, que fabrica caminhões pesados ​​sob sua marca Jiefang, pretende se expandir fora da China nos próximos anos, disse uma fonte familiarizada com o pensamento da Jiefang.

A FAW fez uma oferta de aquisição aprimorada nas últimas discussões e quer adquirir todos os negócios de veículos comerciais da Iveco, incluindo caminhões e ônibus, bem como uma participação minoritária na divisão de motores da FPT, disse uma segunda fonte.

Um investimento na Iveco ajudará a marca Jiefang da FAW a ganhar acesso ao mercado internacional de veículos comerciais, acrescentou a primeira fonte.

A Iveco, a menor das tradicionais fabricantes de caminhões da Europa, compete com empresas como Volkswagen, Daimler e Grupo Volvo. Ela fabrica vans na China com a estatal SAIC Motor.

LANCES DE RIVAL
A CNH também manteve conversações com o conglomerado industrial chinês Shandong Heavy Industry Group no final do ano passado, disseram duas fontes.

Uma das fontes acrescentou que a Shandong Heavy Industry ofereceu pelo menos 3,5 bilhões de euros, mas foi superado pela FAW. A fonte não divulgou dados, afirmando que as negociações continuam.

Separadamente, a Iveco está em negociações para desenvolver tecnologias de caminhões autônomos em conjunto com a startup chinesa Plus, que tem um vínculo com a Jiefang, disse uma das fontes.

Nem a FAW, que tem vínculos com a Volkswagen e a Toyota Motor para fabricar veículos de passageiros na China, nem a Shandong Heavy Industry responderam aos pedidos de comentários.

Todas as fontes não quiseram ser identificadas porque não estavam autorizadas a falar com a mídia.

Consequências de uma possível venda da Iveco para a estatal chinesa FAW Group

Caminhões FAW MV3 do Exército Chinês

O principal acionista da CNH industrial é a Exor S.p.A, a poderosa holding da família italiana Agnelli, principal acionista de diversos grupos e empresas: Juventus F.C., Economist Group, Almacantar, Fiat Chrysler Automobiles, Banca Leonardo, PartnerRe, Welltec e Ferrari.

A CNH Industrial é líder global no setor de bens de capital e, por meio de seus diversos negócios, projeta, produz e comercializa equipamentos agrícolas e de construção, caminhões, veículos comerciais, ônibus e veículos especiais, além de um amplo portfólio de aplicações em powertrain.  Entre suas principais marcas estão: Case, Steyr, New Holland, HeuliezBus, Magirus, FTP Powertrains e a Iveco, subdividida em quatro marcas: Iveco (caminhões comerciais), Iveco Astra (caminhões pesados), Iveco Bus (ônibus) e Iveco Defense Vehicles (veículos militares e para forças de segurança), com sede em Bolzano, norte da Itália.

As informações disponíveis até o momento não permitem precisar, com absoluta clareza, se todas as quatro divisões da Iveco estariam em negociação ou se, como quer parecer na reportagem da Reuters, esta incluiria apenas as divisões que fabricam caminhões, que são as atividades primordiais da empresa estatal chinesa.

É relevante observar que o grupo chinês também produz as diversas versões do FAW MV3, sistema de transporte tático de terceira geração desenvolvido pela FAW. Desde 2011, o FAW MV3 é o caminhão militar padronizado e amplamente utilizado pelo Exército Chinês. Assim, a linha de veículos militares da Iveco (na Itália e/ou no Brasil) poderia também, por hipótese, fazer fazer parte do negócio.

Considerando que a Família de Viaturas Guarani é um dos mais estratégicos projetos do Exército Brasileiro, pelo menos até 2029, seria cautelar que o Exército e o governo brasileiro acompanhassem de perto as negociações.

janeiro 11, 2021

Disponível nova funcionalidade do WEG Motor Fleet Management


*LRCA Defense Consulting - 11/01/2021

A WEG acaba de lançar uma nova funcionalidade no WEG Motor Fleet Management, o relatório de frota, que apresenta uma visão prática e ampla dos ativos monitorados em uma planta industrial. Este recurso possibilita concentrar e personalizar as informações já disponíveis nos dashboards em um relatório único, facilitando o compartilhamento da informação com a equipe de manutenção e gestores da planta.

O WEG Motor Fleet Management é uma solução para gerenciamento da frota de acionamentos na indústria baseada em cloud computing, que permite o monitoramento dos ativos em tempo real a qualquer hora e de qualquer lugar do mundo. O software pode ser utilizado por um cliente final que deseja monitorar sua frota de acionamento ou por uma empresa prestadora de serviço de manutenção e/ou monitoramento. Esta solução permite visualizar os principais parâmetros operacionais dos acionamentos da planta e identificar rapidamente quais estão na condição “saudável”, “alerta” ou “crítico”.

A versão 1.3 do relatório de frota é customizável, permitindo que o usuário possa selecionar o período desejado, os ativos de interesse e definir se os indicadores KPI deverão ser apresentados no relatório. Com isso, a equipe responsável pela manutenção ou o prestador de serviço pode planejar adequadamente as próximas ações de manutenção preditiva na planta, observando a condição operacional dos equipamentos.

É importante ressaltar que todas as funcionalidades do WEG Motor Fleet Management estão em constante aprimoramento, o que inclui toda a parte de relatórios. Há um campo onde o usuário pode dar feedbacks no próprio software e este retorno é utilizado pelas equipes de desenvolvimento para evolução e criação das próximas versões.

Para saber mais sobre o WEG Motor Fleet Management, clique aqui

janeiro 10, 2021

CITE: um dos segredos do sucesso da Taurus Armas

 

*LRCA Defense Consulting - 10/01/2021

Após completar 81 anos de história  no dia 17 de novembro passado, no evento da Apimec (03/12) a Taurus Armas apresentou uma novidade em formato de animação que demonstra sua estratégia arrojada de crescimento no mercado de armas leves.

Um dos pilares dessa estratégia é a pesquisa e desenvolvimento (P&D), na qual a Taurus vem obtendo grandes resultados e recebendo prêmios internacionais no segmento, como o “Handgun of the Year”, com a pistola TX22; o “Hunter Handgun of The Year”, com o revólver Raging Hunter; e o “Editor’s Choice Award”, com a pistola G3.

Para tanto, a empresa gaúcha investe uma grande soma de recursos financeiros e humanos no Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), visando ter agilidade no desenvolvimento de produtos e tecnologia, sempre com foco nos desejos de seus clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas disponíveis no mundo.

A agilidade, a integração e a inovação do CITE é uma das chaves de sucesso para a vantagem competitiva que a empresa tem nos EUA, o que faz com que seus produtos tenham a melhor relação custo/benefício entre os fabricantes americanos. A companhia investe entre 10 e 15 milhões de dólares anualmente em P&D.

Recentemente, o CEO da empresa afirmou que "Reforçamos muito nossa área de engenharia, unificamos as engenharias nos EUA e no Brasil que trabalhavam de forma desconexa. Agora a engenharia dos EUA é subordinada à engenharia no Brasil. Coordenamos as respostas para as solicitações que vem do mercado e fazemos tudo que é possível para dar celeridade ao processo de desenvolvimento em nosso centro integrado no Brasil. Investimos muito no processo de capacitação das pessoas".

Conforme informado pela Taurus, atualmente a empresa conta em seu quadro de colaboradores com mais de 60 engenheiros de diversas especialidade e mais 105 engenheiros em formação pela empresa, sendo que, pelo menos, mais 10 oportunidades para profissionais qualificados estão em aberto.

Cerca de 40 engenheiros do CITE trabalham dedicados à pesquisa e ao desenvolvimento de produtos; os demais trabalham em desenvolvimento de projetos de ganhos de eficiência operacional, o que garante a alta competitividade da companhia.

Ainda de acordo com a empresa, mais dois equipamentos de alto valor agregado deverão ser adquiridos para o departamento de prototipagem e um novo campo de provas externo deverá ser construído, abrigando linhas de tiro de 50m e 100m, tudo isso em 2021.

Segundo o CEO Global da empresa, Salesio Nuhs, “A Taurus tem orgulho de investir e desenvolver tecnologia e conhecimento dentro do Brasil, o que poucas empresas operando no nosso país fazem. Essa postura da Taurus, reforça ainda mais a sua posição como empresa estratégica de defesa”.


Taurus: rumo a se tornar a maior empresa mundial de armas leves



O novo Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR / USA (CITE)

Faroeste americano 2021: vendedores de armas se preparam para grandes negócios em tempos tumultuados


*The News Tribune, por Josephine Peterson - 09/01/2021

Os vendedores de armas do condado de Pierce estão se preparando para um aumento nas vendas de armas após a invasão do Capitólio dos Estados Unidos por partidários do presidente Trump e a eleição de Joe Biden para substituí-lo.

Vendedores de armas disseram que algumas pessoas estão preocupadas com sua segurança pessoal depois de incidentes como a máfia de Washington DC e os protestos deste verão em Black Lives Matter em todo o país.

Centenas de partidários de Trump forçaram seu caminho para o prédio do Capitólio dos EUA depois de um comício na Casa Branca na quarta-feira, adiando a certificação do Congresso da vitória do presidente eleito Joe Biden.

Legisladores, funcionários e jornalistas foram conduzidos a locais seguros enquanto os manifestantes invadiam escritórios do Congresso, desfiguravam estátuas e saqueavam itens.

A Pistol Annie's Jewelry & Pawn em Bonney Lake está se preparando para um aumento no número de pessoas em busca de armas, disse a proprietária Melissa Denny esta semana.

“Nós veremos absolutamente um aumento repentino”, disse Denny. “As pessoas sentem que precisam se proteger daquele elemento de gente que perdeu a preocupação com a humanidade. Somos nós contra eles. Em algum lugar ao longo das linhas, as pessoas perderam a capacidade de reverenciar a vida humana. ”

A tomada do Capitólio só aumentará as vendas em um momento já lucrativo. Denny disse que 2020 trouxe novos clientes diariamente.

“As pessoas chegam todos os dias dizendo: 'Nunca tive uma arma e nunca quis ter uma', porque se sentiam seguros no país, mas agora se sentem muito vulneráveis”, disse ela.

A Brookings Institution, um think tank progressista, disse que 2020 foi um ano histórico para a venda de armas após a pandemia COVID-19 e os protestos Black Lives Matter.

“Nossas estimativas indicam que quase três milhões a mais de armas de fogo foram vendidas desde março do que normalmente teriam sido vendidas durante esses meses”, disse o relatório de julho.

Jason Chudy, porta-voz do Alcohol, Tobacco and Firearms, disse que há aumentos nas vendas de armas de fogo.

“Entendemos, no entanto, que os aumentos nas vendas legais de armas de fogo geralmente ocorrem com grandes incidentes / mudanças nas administrações, embora isso não esteja necessariamente relacionado ao uso criminoso de ter essas armas”, disse ele por e-mail.

Das 6.634.064 armas de fogo registradas no país, 2,1% estão em Washington, de acordo com dados de 2019 do Escritório de Álcool, Tabaco e Armas de Fogo do Departamento de Justiça. A agência não rastreia vendas individuais de armas de fogo, nem as estatísticas associadas relacionadas às vendas.

As receitas fiscais arrecadadas com as vendas de armas de fogo aumentaram de $ 22.972.000 em 2017 para $ 37.285.000 em 2019, de acordo com os dados.

O armeiro de Tacoma, Bill Tammaro, disse que antecipa um aumento nas vendas após o cerco ao Capitólio. No último ano, muitos clientes trouxeram armas para a Bolle & Tammaro Gunsmithing que não eram usadas há anos para serem reformadas.

“Não é um palpite científico, mas eu diria, sim, espero um aumento futuro nos próximos trabalhos”, disse Tammaro.

Ele disse que as pessoas querem se defender com os protestos recentes do Black Lives Matter, o medo inicial da pandemia e a tumultuada eleição presidencial.

“As pessoas não se sentem seguras agora”, disse Tammaro.

Denny disse que fará lobby junto ao Legislativo estadual para proteger os direitos das armas nesta sessão. Denny acredita que os cidadãos cumpridores da lei merecem se proteger. Ela disse que DC é uma “pequena dose” do que as cidades turbulentas vêm presenciando há meses.

“Todo esse clima de não ter proteção policial e nenhuma consequência e essa plataforma política de defundir a polícia e Black Lives Matter está se tornando um faroeste”, disse ela.

O gerente da Surplus Ammo & Arms de Tacoma, Bruce Smith, disse que não acha que o aumento será devido à quarta-feira, mas sim à mudança nos partidos majoritários no Congresso e na Casa Branca.

“Antecipamos que eles falem sobre controle de armas e isso fará com que as pessoas comprem mais do que qualquer coisa que está acontecendo hoje”, disse ele ao The News Tribune na quarta-feira.

janeiro 09, 2021

Nos EUA, restrições às armas enfrentam batalha difícil, mesmo sob Biden

Qualquer esperança de que Joe Biden dê início a uma nova era de restrições a armas de fogo é altamente improvável


*abc News - 09/01/2021

O debate sobre armas na América logo entrará em um novo capítulo com um democrata na Casa Branca, após quatro anos sob o presidente Donald Trump, em que os defensores do controle de armas desenvolveram uma longa lista de desejos de reforma em meio a uma enxurrada de assassinatos em massa em lugares como Las Vegas, El Paso e Parkland, Flórida.

Mas qualquer esperança de que Joe Biden dê início a uma nova era de restrições a armas de fogo é altamente improvável, devido à mesma polarização em Washington que atrapalhou esforços semelhantes em administrações anteriores.

Os itens da agenda - em grande parte relegados à prateleira política nos últimos anos - incluem a renovação da proibição de rifles AR, verificações universais de antecedentes, restrições a revistas de alta capacidade e uma lei federal de bandeira vermelha projetada para prevenir pessoas em risco de ferir para si próprios ou para terceiros na compra de uma arma de fogo.

Mas virtualmente todos eles exigirão que o Congresso aja. E, independentemente do resultado em duas disputas para o Senado na Geórgia, que determinarão qual partido detém a maioria nessa câmara, será difícil conseguir a maioria dos legisladores a bordo.

Um dos principais motivos é porque os problemas se tornaram muito polarizados. Anos atrás, a política de armas ultrapassou as linhas partidárias e era mais fácil para republicanos e democratas encontrarem um terreno comum.

"Costumava ser uma questão transversal, costumava haver democratas que eram muito pró-armas e legisladores democratas que conquistaram distritos em parte por suas opiniões pró-armas", disse Matt Grossmann, professor associado da Michigan State University e diretor do Instituto de Políticas Públicas e Pesquisa Social que acompanha a política de armas. "E você simplesmente não tem mais isso."

Clique aqui e leia a íntegra.

janeiro 07, 2021

Parceria entre Embraer e EDP visa a realização de pesquisas para a elaboração de avião elétrico

*Portal Solar - 07/01/2021

Com protótipo em desenvolvimento e primeiro voo planejado para 2021, a Embraer e a EDP se tornaram parceiras na elaboração de um avião elétrico, usando como modelo de testes uma aeronave modelo EMB-203 Ipanema da Embraer.

O modelo utilizado é um monomotor de pequeno porte, havendo uma análise inicial das tecnologias de eletrificação. Esses testes são realizados na Unidade da Embraer, em Botucatu, no interior de São Paulo. O primeiro voo irá ocorrer na unidade da Embraer em Gavião Peixoto, também em São Paulo.

A EDP, em seu segmento EDP Smart, divulgou uma contribuição financeira para a aquisição da tecnologia necessária para o armazenamento e recarga do avião. Em conjunto com a Embraer, a empresa assinou um acordo de cooperação com o objetivo de fomentar as pesquisas sobre esse tipo de tecnologia, a qual é vista como principal obstáculo do projeto.

“O histórico de realização de parcerias estratégicas por meio de mecanismos ágeis de cooperação faz da Embraer uma das empresas brasileiras que mais estimula redes globais de conhecimento que permitem um significativo aumento de competitividade do país”, relatou Luís Carlos Affonso, vice-presidente de engenharia e estratégia corporativa da Embraer.

“É uma satisfação poder contar agora também com a EDP nessa frente de pesquisa científica para a construção de um futuro sustentável. A inovação é um dos pilares da nova estratégia da Embraer para os próximos anos”, completou o executivo.

O projeto de avanços tecnológicos para eletrificação aeronáutica foi inicialmente formalizado em uma parceria da Embraer e WEG, em maio de 2019. Já na colaboração com a EDP, o centro dos estudos será a aplicabilidade de baterias de alta tensão, completando as pesquisas que já estavam sendo produzidas pela Embraer.

Além disso, as pesquisas realizadas irão examinar outras características específicas desse tipo de aeronave, como eficiência, peso, qualidade de energia, gerenciamento e controle térmico, descarregamento, ciclagem de carregamento e segurança de operação.

Esse processo de eletrificação carrega diversos esforços por parte da Embraer e outras empresas, as quais buscam garantir a sustentabilidade – o que já vem sendo feito com a utilização de combustíveis renováveis.

Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil, ressaltou a importância dessa parceria, uma vez que a empresa deseja protagonizar essa substituição energética, reduzindo a emissão de carbono. “A parceria com a Embraer no desenvolvimento do seu primeiro avião demonstrador de tecnologia de propulsão 100% elétrica representa uma nova fronteira do nosso investimento em mobilidade elétrica, contribuindo para posicionar o Brasil como um player de ponta neste mercado.”

De acordo com a Embraer, essas parcerias visam a um maior entendimento acerca das tecnologias envolvidas no uso e integração de baterias/motores elétricos, aumentando o rendimento energético dos sistemas propulsivos do avião.

A EDP não só prevê eletrificar toda a sua frota até 2030, como também produzir soluções e ofertas que estimulam tal transição. Os incentivos para essas propostas são frutos de investimentos do Fundo de Pesquisa e Desenvolvimento, de recursos próprios e de parceiros, conforme aprovado em Chamada Pública da Aneel. O investimento total destinado aos projetos será de aproximadamente R$ 50 milhões.


Taurus Armas: como a vitória democrata nos EUA e sua pauta podem beneficiar a empresa


*LRCA Defense Consulting - 07/01/2021

Com a blue wave (onda azul - cor do Partido Democrata) predominando na Casa Branca e nas duas Casas do Congresso dos EUA, muitos brasileiros passaram a se questionar sobre quais serão as consequências deste fato para o setor de armas e munições brasileiro, especialmente para a empresa Taurus Armas, temendo que eventuais restrições possam afetar os negócios dela nesse país, já que possui uma unidade fabril na Georgia e exporta para os Estados Unidos cerca de 85% do que produz na fábrica brasileira situada em São Leopoldo (RS).

Durante toda a sua campanha à presidência dos EUA, Joe Biden afirmou que seu governo iria atuar fortemente nessa questão, restringindo o acesso às armas de assalto capazes de causar destruição em massa, como metralhadoras e fuzis automáticos, além de carregadores de grande capacidade. Mesmo fuzis semiautomáticos, como os populares AR-10 e AR-15, poderiam ser incluídos na nova política para o setor.

As restrições iriam desde a proibição da fabricação e venda desses produtos, passando por um maior prazo burocrático para as autorizações de compra, e indo até um novo "imposto" de 200 dólares por arma já adquirida, após a regulamentação da já existente Lei Nacional de Armas de Fogo.

Mesmo assim, em questões constitucionais, a Suprema Corte americana é hoje dominada por republicanos, o que dificultaria, em tese, a aprovação de medidas mais restritivas que afrontassem o direito e a liberdade previstos na Segunda Emenda.

Além disso, os EUA não é um país de esquerda e não o será com a vitória dos democratas. A população é bastante consciente e vigilante sobre os valores maiores que embasam sua pátria, sendo um erro crasso confundir a imensa maioria dos democratas norte-americanos com esquerdistas do tipo que se encontra na América Latina.

Portanto, esta Consultoria acredita que, mesmo com o controle total do Executivo e do Legislativo, medidas mais restritivas serão de difícil implementação, haja vista a liberdade permitida pela Segunda Emenda à Constituição, o estilo de vida americano e os resultados de uma recente pesquisa Gallup. Esta pesquisa mostrou que o apoio a leis mais rígidas sobre armas caiu para seus níveis mais baixos desde 2016.

A Taurus Armas frente ao novo cenário americano
Nos EUA, a Taurus não fabrica e não vende armas automáticas ou fuzis semiautomáticos, diferentemente de algumas de suas grandes concorrentes como Smith & Wesson, Ruger e SIG Sauer. 

Os produtos que a tornaram a quarta marca mais vendida e a primeira mais importada são pistolas em tamanho full size (G3, TS9 e 1911) e subcompactas (G2c e G3c), bem como revólveres de diversos calibres (onde é líder), rifles de repetição  (carabina Puma), rifles de pequeno calibre (.22) e espingardas, devendo lançar em breve uma pistola microcompacta (GX4) e o primeiro revólver com munição de fuzil (5,56mm) e cano de 14,5 polegadas (o mesmo do T4 semiautomático), passando assim a explorar novos e promissores nichos de mercado.

Segundo já afirmou Salesio Nuhs, Presidente e CEO Global da Taurus Armas: "Se Joe Biden não falasse nada sobre o assunto, já haveria uma grande correria para comprar armas, pois a posição anti-armas do Partido Democrata é um fato histórico e, sempre que este assume o governo, há um aumento de vendas em torno de 30% a 40% nos primeiros anos. O fato de ele estar mexendo nesse assunto, certamente será motivo de uma demanda maior ainda".

Além disso, se o novo governo americano realmente conseguir impor uma maior restrição às armas automáticas e aos fuzis semiautomáticos, o fato tenderá a causar um aumento significativo na venda de armas curtas mais potentes, como, por exemplo, as pistolas full size e os revólveres "canhões" de grosso calibre da Taurus, tanto os já existentes (como os Raging Hunter), quanto os que serão lançados nos calibres .460, .350 e .223. 

A propósito, uma das armas da marca gaúcha que também se beneficiará - e muito - é a carabina (ou rifle) Puma Lever Action (ação por alavanca - repetição), haja vista ser disponibilizada em calibres poderosos (.357 Magnun e .454 Casull, além dos tradicionais .38 e .44) e ter um bom alcance de utilização de cerca de 200 metros. Disponíveis em tamanhos de cano de 20 ou 24 polegadas e capacidade para 9 a 12 cartuchos, a carabina Puma é a substituta ideal para os americanos que quiserem adquirir uma arma poderosa e com maior alcance útil que uma pistola ou revólver, seja para caça, seja para defesa da propriedade ou seja, ainda, para o tiro esportivo. 

Carabina Puma Lever Action poderá ter vendas significativamente aumentadas

Por outro lado, a simples discussão política do assunto "restrição às armas" tende a fazer com que uma grande quantidade de americanos resolva se antecipar à qualquer possibilidade futura, indo às compras para adquirir uma ou mais uma arma, exatamente como está acontecendo desde novembro, culminando com dezembro ter sido o mês recorde na história do NICS (checagem do FBI sobre intenção de compra de novas armas). Segundo alguns experts americanos, essa tendência deve se prolongar ainda por um bom tempo no país.

Com produtos que aliam alta qualidade a um custo imbatível e gozam da preferência de significativa parcela dos consumidores locais, este cenário seria muito benéfico à Taurus Armas, agregando novas e significativas vendas às cerca de 1,2 milhão de armas que a empresa tem em pedidos em carteira (backorders) nesse país, o que significa quase 10 meses de produção de suas unidades nos EUA e no Brasil.

Portanto, mesmo se forem implementadas as restrições previstas na campanha, esta Consultoria acredita que a companhia gaúcha poderá continuar apresentando um crescimento exponencial em suas vendas nos EUA, pelo menos nos próximos dois anos.

 

janeiro 05, 2021

Transformadores WEG irão garantir abastecimento de energia elétrica para 6 milhões de pessoas


*LRCA Defense Consulting - 05/01/2021

A WEG está fornecendo 6 transformadores para a Usina Hidrelétrica São Simão, localizada na divisa dos estados de Minas Gerais e Goiás. A usina, que opera com 6 turbinas gerando 1.710 MW - energia suficiente para abastecer 6 milhões de habitantes, está modernizando sua planta e este fornecimento faz parte do processo de modernização.

Os novos transformadores de 350MVA irão substituir os antigos de 290MVA, mantendo a intercambiabilidade mecânica de conexão e tamanho. Este aumento da capacidade dos transformadores, e posteriormente o aumento também das capacidades dos geradores (etapa 2 da modernização), possibilitará um ganho de até 20% com o aumento da geração de energia, ou seja, a capacidade da UHE que estaria limitada em 1.710MW poderá ser ampliada para aproximadamente 2.050MW.

Em termos de tecnologia embarcada, os novos transformadores estão sendo construídos com o que têm de mais moderno em supervisão e monitoramento do óleo isolante e das buchas RIP, integrado ao sistema de supervisão da usina.

Além disso, o fornecimento exige um trabalho especial de logística, visto que a WEG não é somente responsável pela fabricação e entrega dos transformadores novos, mas também está responsável pela desmobilização e retirada dos transformadores antigos. Tudo isso demonstra a flexibilidade e qualidade de atendimento WEG, sempre pronta para se adequar à necessidade do cliente.

Com Biden, espera-se que as vendas de armas aumentem



*Arizona Daily Sun, por David Wolf - 04/01/2021

Existem muitos adjetivos que você pode usar para descrever 2020. Assim como todos aqueles que sobreviveram à quebra do mercado de ações de 1929 e à subsequente depressão econômica, 2020 será gravado na memória coletiva de 350 milhões de americanos como seu momento de 1929.

Motins, saques, os movimentos Cancel e Woke, COVID-19, o movimento para descriminalizar o comportamento criminoso combinado com o movimento policial de desapropriação, levando a um aumento acentuado, você adivinhou, das vendas de armas.

O tiro esportivo, como todas as atividades ao ar livre, está tendo um aumento acentuado na popularidade ou há mais pessoas preocupadas com a segurança de suas famílias? Um pouco dos dois?

Independentemente disso, o sistema federal de verificação de antecedentes relatou incríveis 19,1 milhões de vendas de armas até o final de novembro. A National Shooting Sports Foundation relata que mais de 7,5 milhões desses compradores são novos proprietários de armas.

Além disso, mostrando forte apoio à 2ª Emenda, o impacto nas ruas tem sido uma falta marcante de estoque de armas de fogo e munições nas lojas de varejo do país. Quando os suprimentos chegam a qualquer loja, o estoque geralmente se esgota no dia em que é colocado nas prateleiras.

Especulações nas redes sociais sobre as razões da escassez estão em todo o mapa e, como a maioria das notícias nas redes sociais, são erradas e muitas vezes concebidas para enganar.

A realidade é matemática simples. Vinte milhões de armas vendidas - os fabricantes de armas não conseguem acompanhar. Se 7,5 milhões de novos proprietários de armas compram apenas 2 caixas de munição cada, isso significa 15 milhões de caixas de munição apenas para os novos proprietários de armas - os fabricantes de munições não conseguem acompanhar.

A demanda continuará?
Antes que os fabricantes de armas e munições gastem fundos consideráveis ​​para aumentar sua capacidade de fabricação, eles precisam responder à pergunta: "A demanda continuará?"

Com uma administração de confisco de armas assumindo o controle de Washington, algumas cidades prosseguindo com o esvaziamento de seus departamentos de polícia e as decisões de alguns procuradores distritais de não acusar as pessoas por uma lista crescente de comportamentos criminosos, é muito provável que a demanda continue.

Essas são as razões pelas quais muitos no negócio de armas de fogo e munições estão aumentando a produção.

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