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21 julho, 2026

Abra Group fecha acordo com a Embraer para até 45 jatos E195-E2

Encomenda firme de 20 aeronaves, anunciada no Farnborough International Airshow, confirma negociações que já vinham sendo apuradas pela imprensa desde a semana passada 


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e o Abra Group, holding controladora da Avianca, da GOL e da Wamos Air, anunciaram nesta terça-feira (21/7), durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido, um acordo para a compra de aeronaves E195-E2. O contrato prevê a aquisição firme de 20 unidades, além de 10 opções de compra e 15 direitos de compra, totalizando até 45 aeronaves, número que depende do cumprimento de condições adicionais ainda não detalhadas pelas duas empresas.

Segundo o comunicado conjunto, divulgado pela agência PRNewswire, a incorporação do E195-E2 à frota do Abra Group tem como objetivo permitir um melhor equilíbrio entre capacidade e demanda ao longo da rede do grupo, com abertura de novos mercados e aumento de frequências em rotas domésticas e regionais na América Latina.

As declarações
O presidente-executivo do Abra Group, Adrian Neuhauser, afirmou que o E195-E2 vai dar ao grupo flexibilidade para buscar novas oportunidades, dentro de uma abordagem disciplinada de alocação de frota, entregando mais valor quando e onde os clientes mais precisam. Segundo ele, o acordo reflete o compromisso do grupo em seguir investindo em aeronaves eficientes e de nova geração, à medida que amplia a conectividade e fortalece sua rede regional e doméstica.

Já o presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, Arjan Meijer, disse que a empresa tem orgulho de apoiar o Abra Group em sua trajetória de crescimento com o E195-E2, descrito por ele como uma das aeronaves de corredor único mais eficientes e ambientalmente sustentáveis disponíveis atualmente. Meijer acrescentou que o acordo reforça a posição da Embraer como parceira estratégica de companhias aéreas na região.

Meses de negociação
O anúncio confirma um movimento que já vinha sendo apurado pela imprensa. Na sexta-feira (18/7), a Bloomberg News noticiou, com base em fontes não identificadas e em reportagem replicada pelo jornal Valor Econômico, que o Abra Group estava próximo de fechar um pedido de jatos E2 da Embraer, com possível anúncio durante o Farnborough International Airshow, evento que ocorre entre os dias 20 e 24 de julho.

O interesse do grupo, no entanto, é anterior. Em outubro de 2025, o CEO da GOL, Celso Ferrer, já havia afirmado, em entrevista à Folha de S.Paulo, que a compra era uma possibilidade real, ainda que dependente de uma decisão do Abra Group e de um momento oportuno. À época, Ferrer citou tanto o E195-E2 quanto o Airbus A220 como opções em avaliação para as rotas regionais do grupo, com a perspectiva de incorporar até 30 aeronaves desse porte. No mesmo período, o então ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, chegou a declarar que a GOL estaria na fila para anunciar a compra de jatos E2, na esteira do acordo histórico fechado pela Latam para até 74 unidades do E195-E2.

Em março de 2026, o presidente da Embraer, Francisco Gomes Neto, confirmou ao Valor Econômico que havia conversas em andamento tanto com a GOL quanto com o Abra Group, e disse haver interesse em repetir com a GOL o movimento já realizado com a Latam e a Azul.

A aeronave e o programa E2
O E195-E2 é a maior aeronave da família E-Jet E2 da Embraer, projetada para oferecer maior eficiência de combustível, menores emissões e mais conforto aos passageiros em comparação com as gerações anteriores da família E-Jet. O modelo já opera com companhias como Azul, Azorra, Porter Airlines, LOT Polish Airlines e Air Astana, entre outras.

O acordo com o Abra Group chega poucas semanas depois de a Embraer ampliar, em 5 de junho, o pedido firme da arrendadora Azorra em mais 15 unidades do E195-E2, elevando o total de encomendas firmes da empresa para 54 aeronaves, além de direitos de compra para outras 15 unidades. Segundo dados divulgados pela fabricante, o programa E2 já soma mais de 500 pedidos, com mais de 200 aeronaves em operação em 24 companhias aéreas ao redor do mundo.

A Embraer chega ao Farnborough International Airshow em momento de forte impulso comercial. No primeiro semestre de 2026, a fabricante entregou 109 aeronaves, cerca de 20% a mais que as 91 unidades entregues no mesmo período do ano anterior, segundo dados compilados pela imprensa especializada.

O que ainda não foi confirmado
O comunicado oficial não detalha valores financeiros da transação, cronograma de entregas, nem como as aeronaves serão distribuídas entre as operações da Avianca, da GOL e da Wamos Air. Também não há, até o fechamento desta reportagem, indicação de motor escolhido para a aplicação, item recorrente entre operadores do E-Jet E2, que utiliza motores Pratt & Whitney PW1900G.

Binter amplia frota com novo pedido de cinco Embraer E195-E2 no Farnborough 2026

Companhia aérea espanhola fecha pedido firme por mais cinco jatos e garante direitos de compra para outras quatro unidades, no que é o quinto acordo da operadora canária com a fabricante brasileira desde 2018 


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer anunciou nesta terça-feira (21/7), durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido, que a companhia aérea espanhola Binter fechou um novo pedido firme por cinco aeronaves E195-E2, o maior modelo da família E-Jets E2. O acordo inclui ainda direitos de compra (purchase rights) para quatro unidades adicionais do mesmo modelo.

A Binter, sediada nas Ilhas Canárias, foi a primeira operadora europeia do E195-E2, tendo recebido sua primeira unidade em 2019. Desde então, a companhia fechou uma sucessão de pedidos com a Embraer: três aeronaves em 2018 (com direitos de compra para outras duas, posteriormente convertidos), cinco em 2022 e seis em 2023, o que elevou sua frota firme do modelo a 16 unidades. Com o novo acordo assinado em Farnborough, o total de E195-E2 encomendados pela Binter sobe a 21 aeronaves, sem contar os direitos de compra ainda não exercidos.

O E195-E2 é apresentado pela Embraer como o jato de corredor único mais silencioso, limpo e eficiente atualmente disponível no mercado. O modelo utiliza configuração de assentos 2+2, sem assento central, e é apontado pela fabricante como a aeronave de pequeno porte de menor consumo de combustível em operação no mundo.

Farnborough como vitrine comercial
O pedido da Binter foi um entre vários anúncios comerciais feitos pela Embraer no primeiro dia do salão britânico. Na mesma data, a fabricante divulgou um pedido adicional de E175 da japonesa Fuji Dream Airlines, um acordo da Luxair para três aeronaves E190-E2 e um memorando de entendimento com a Anduril para expandir as capacidades do C-390 Millennium com o sistema paletizado Barracuda-500M. O grupo Abra, controlador da Gol, também anunciou acordo para adquirir até 45 unidades do E195-E2.

A movimentação ocorre em um momento de forte desempenho comercial da Embraer. A companhia entregou 65 aeronaves no segundo trimestre de 2026, alta de 48% em relação ao trimestre anterior, e chega ao salão britânico com carteira de pedidos em níveis recordes, segundo dados já divulgados pela fabricante ao mercado.

Sobre a operação
A Embraer não detalhou, até o fechamento desta reportagem, o valor de lista do contrato nem o cronograma de entregas das cinco novas aeronaves. Em pedidos anteriores da Binter pelo mesmo modelo, os prazos de entrega variaram entre doze e dezoito meses após a assinatura.

Embraer amplia parceria com a Fuji Dream Airlines e vende dois E175 no Farnborough Airshow

Companhia aérea japonesa, referência em pontualidade, reforça frota 100% Embraer com entregas previstas para 2027 e 2028

 

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LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer anunciou nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, durante o Farnborough Airshow, no Reino Unido, a venda de duas aeronaves E175 para a companhia aérea japonesa Fuji Dream Airlines (FDA). O pedido é firme e já está contabilizado na carteira de encomendas da fabricante brasileira.

As novas aeronaves serão configuradas em classe única, com 84 assentos cada, e têm entregas programadas para 2027 e 2028. Com a operação, a FDA passa a somar 15 aeronaves Embraer em sua frota, todas do fabricante brasileiro: dois E170 e treze E175, que serão ampliados para quinze exemplares deste último modelo.

A escolha da FDA pelo E175 está associada ao histórico do modelo em operações de alta frequência e rotas curtas, perfil que atende à estratégia da companhia japonesa de expandir sua rede regional. A FDA opera atualmente 29 rotas e atende 17 aeroportos em todo o Japão, com bases principais em Shizuoka, Nagoya (Komaki), Matsumoto e Fukuoka.

A companhia aérea, fundada em 2008 como a divisão de aviação do Grupo Suzuyo, é reconhecida no mercado japonês por seu desempenho operacional. Segundo a Embraer, a confiabilidade média de horários da frota da FDA nos últimos doze meses supera 99,8%, indicador que a fabricante associa à qualidade das aeronaves e aos padrões de manutenção adotados pela cliente.

Shunsuke Honda, presidente da Fuji Dream Airlines, afirmou que a introdução das novas aeronaves ampliará a capacidade da companhia e ajudará a fortalecer a rede que conecta comunidades em todo o Japão. Segundo o executivo, o pedido representa uma oportunidade para aprofundar a parceria de longa data com a Embraer.

Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial, destacou que as operações da FDA e a busca por excelência de sua equipe contribuíram para o desenvolvimento do setor de aviação regional japonês. Para o executivo, a nova venda reflete a capacidade dos E-Jets de oferecer confiabilidade, desempenho, eficiência e conforto aos passageiros.

A relação comercial entre a Embraer e a FDA remonta ao início das operações da companhia japonesa, em 2009, quando a aérea recebeu seus primeiros E170. Desde então, a FDA ampliou sucessivamente sua frota com pedidos adicionais de E175, consolidando-se como operadora exclusiva de aeronaves da fabricante brasileira.

Entre as características que diferenciam a FDA está o chamado Conceito Multicolorido, segundo o qual cada uma das 15 aeronaves da frota recebe uma pintura distinta, o que torna a companhia facilmente reconhecível no mercado japonês.

O anúncio se soma a outras movimentações da Embraer no Farnborough Airshow, evento em que a fabricante brasileira também deve detalhar sua carteira de pedidos recente e perspectivas de mercado para aeronaves de menor porte. No primeiro semestre de 2026, o E175 respondeu por mais da metade das entregas comerciais da companhia.

Embraer e Anduril assinam memorando para integrar mísseis Barracuda-500M ao C-390 Millennium

Acordo firmado no Farnborough Airshow prevê o lançamento paletizado de mísseis de cruzeiro a partir da aeronave brasileira, ampliando o C-390 para além do transporte tático e tranformando-o em uma plataforma de projeção de poder


*LRCA Defense Consulting - 21/07/2026

A Embraer e a Anduril, empresa americana de tecnologia de defesa, assinaram nesta terça-feira, 21 de julho de 2026, um memorando de entendimento (MoU) durante o Farnborough International Airshow, no Reino Unido. O acordo estabelece a intenção conjunta de integrar o míssil de cruzeiro Barracuda-500M (B-500M), lançado a partir de paletes, ao C-390 Millennium, aeronave de transporte tático multimissão fabricada pela companhia brasileira.

Segundo comunicado das duas empresas, o objetivo é expandir o alcance operacional do C-390, permitindo que a aeronave gere efeitos ofensivos de longo alcance sem abrir mão de suas capacidades essenciais de mobilidade aérea. Na prática, isso significa transformar um avião de carga em plataforma capaz de lançar, em massa, munições de precisão, usando sistemas de missão roll-on/roll-off e procedimentos convencionais de entrega aérea, que dispensam modificações estruturais permanentes na aeronave.

O que é o Barracuda-500M
O Barracuda-500M integra a família Barracuda, de veículos aéreos autônomos (Autonomous Air Vehicles, ou AAV) da Anduril, apresentada em setembro de 2024 e composta pelas variantes -100, -250 e -500, nomeadas conforme a classe de peso em libras. A versão M, com ogiva explosiva, corresponde ao míssil de cruzeiro propriamente dito. Em setembro de 2025, a Força Aérea dos Estados Unidos atribuiu ao Barracuda-500M a designação oficial AGM-189A.

De acordo com dados públicos, o Barracuda-500M tem alcance superior a 500 milhas náuticas (cerca de 926 quilômetros) e velocidade entre 190 e 500 nós (aproximadamente 350 a 926 km/h), a depender do tipo e do peso da carga útil. A propulsão é feita por uma turbina única de pequeno porte. O custo unitário estimado gira em torno de US$ 200 mil a US$ 216 mil, valor que a Anduril apresenta como uma fração do preço de mísseis de cruzeiro tradicionais, como o Tomahawk ou o JASSM-ER.

A Anduril já realizou dezenas de testes de voo do B-500M lançado por palete desde o primeiro ensaio bem-sucedido, em setembro de 2024, incluindo voos com autonomia colaborativa em rede e validação de engajamento em terminais. O sistema é também candidato ao programa Enterprise Test Vehicle (ETV) e ao Franklin Affordable Mass Missile (FAMM) da Força Aérea americana.

Contexto: produção em escala e parcerias industriais
O memorando com a Embraer se soma a um conjunto de iniciativas recentes da Anduril voltadas à produção em massa da família Barracuda. Em maio de 2026, a empresa firmou acordo com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos para fornecer ao Exército americano um mínimo de 3.000 mísseis Barracuda-500M lançados de superfície (SLB-500M), com entregas a partir de 2027 e meta de produção de mil unidades por ano. Mais recentemente, a Anduril também anunciou uma parceria com a estatal polonesa PGZ para produção local de componentes da família Barracuda.

Essa lógica de escala é central ao projeto da Anduril: segundo a empresa, as variantes -100, -250 e -500 compartilham mais de 90% dos componentes, o que permite fabricá-las nas mesmas linhas de produção, com os mesmos técnicos, sem necessidade de estruturas fabris separadas para cada porte de míssil.

Declarações
Bosco Da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, classificou a colaboração como mais um passo na evolução do C-390 Millennium, afirmando que a exploração de capacidades de lançamento à distância, para efeitos paletizados, cinéticos e não cinéticos, amplia a flexibilidade da aeronave diante das necessidades das forças aéreas modernas.

Greg Kausner, vice-presidente sênior de Defesa Global da Anduril, disse que a integração do Barracuda-500M ao C-390 oferece às forças armadas aliadas uma nova forma de gerar efeitos massivos e de longo alcance a partir de uma plataforma de transporte aéreo já consolidada, e destacou a proposta da família Barracuda de produção rápida como resposta à demanda crescente por munições acessíveis e escaláveis.

O C-390 e o cenário do Farnborough Airshow
O C-390 Millennium é hoje operado ou encomendado por doze países: Brasil, Portugal, Hungria, Coreia do Sul, Países Baixos, Áustria, República Checa, Uzbequistão, Suécia, Emirados Árabes Unidos, Eslováquia e Lituânia. A aeronave, com capacidade de carga de 26 toneladas e velocidade de cruzeiro de 470 nós, também é usada em missões de evacuação médica, busca e salvamento, combate a incêndios, reabastecimento em voo e transporte humanitário.

O anúncio ocorre em meio à participação robusta da Embraer no Farnborough International Airshow 2026, que reúne, entre os dias 20 e 24 de julho, o E195-E2 e o KC-390 Millennium na exposição estática, além de um modelo em tamanho real do eVTOL da Eve Air Mobility, subsidiária da fabricante brasileira. No primeiro semestre de 2026, a Embraer entregou 109 aeronaves, cerca de 20% a mais que no mesmo período do ano anterior.

Por que isso importa: C-390 como plataforma de projeção de poder
Se avançar para um contrato firme, a integração do Barracuda-500M ao C-390 posicionaria a aeronave brasileira como plataforma de projeção de poder, e não apenas de mobilidade tática, aproximando-a de um conceito já em discussão em outras forças aéreas: o de transportes militares convertidos em lançadores de munições em massa a baixo custo. Para a base industrial de defesa do País, o episódio reforça ainda a tendência de que sistemas de armamento de precisão e baixo custo, como os da família Barracuda, tornem-se um vetor relevante nas discussões sobre saturação e emprego de massa, tema já presente em análises sobre a guerra na Ucrânia.

O memorando, por ora, estabelece apenas a intenção de buscar conjuntamente a integração técnica, sem detalhar cronograma, valores ou eventuais contratos de fornecimento.

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