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15 janeiro, 2026

Quando o Estado falha, outros decidem

 


*Luiz Alberto Cureau Jr., via LinkedIn - 15/01/2026

O que ocorreu recentemente na Venezuela não deve ser analisado com ingenuidade nem como se fosse um filme de ação. A justificativa formal, combate ao narcotráfico e a redes criminosas, é plausível, mas claramente incompleta. A história mostra que ações desse porte raramente se sustentam em um único motivo. Por trás do discurso oficial convivem interesses estratégicos clássicos, como energia, minerais críticos e influência regional.

A Venezuela concentra algumas das maiores reservas de petróleo do planeta e abriga áreas riquíssimas em ouro e minerais estratégicos. O chamado “ouro negro” sempre foi mais do que um recurso econômico, é instrumento de poder. 

Quando um país reúne riquezas estratégicas, fragilidade institucional e isolamento internacional, cria-se a combinação perfeita para intervenções, explícitas ou disfarçadas, que começam como ações pontuais e podem evoluir para algo mais duradouro.

É nesse contexto que surge uma hipótese incômoda, a possibilidade de a Venezuela caminhar para uma soberania condicionada, uma tutela de fato. Muitos recorrem à analogia com a Coreia do Sul, país onde fui adido militar entre 2016 e 2018, mas ela é enganosa. A Coreia do Sul é um Estado soberano com uma aliança militar formal, que traz benefícios e também ônus relevantes, inclusive a presença permanente de tropas estrangeiras em um contexto histórico e geopolítico muito específico. O risco venezuelano não é esse modelo, e sim outro, o controle externo sobre segurança, receitas estratégicas e decisões-chave sob o argumento de estabilização e combate ao narcotráfico. Quando isso ocorre, a soberania permanece no papel, mas se esvazia na prática.

O paralelo com o Brasil é inevitável. Também temos petróleo em escala relevante, no pré-sal e agora na foz do Amazonas, além de terras raras e minerais essenciais para a economia do século XXI, da transição energética à tecnologia e à indústria de ponta, como a aeronáutica. Soma-se a isso um problema grave: o controle territorial exercido por facções criminosas, que fragiliza o Estado e corrói sua autoridade.

Quem controla esses insumos não controla apenas mercados, influencia cadeias globais e decisões geopolíticas. Isso sempre foi assim. Mudam-se os discursos, não a lógica do poder.

Convém ser direto, o risco não está apenas nos recursos naturais, mas sobretudo na ausência de uma política de Estado consistente, sustentada por uma política séria de Defesa, planejamento de longo prazo e clareza estratégica. País que vive de improviso, com descontinuidade de projetos e ambiguidade externa, convida a pressões. A soberania começa no orçamento previsível e se consolida com instituições fortes e capacidade real de dissuasão.

A lição venezuelana é clara, soberania não pode ser só discurso, é construção diária. E cobra um preço conhecido, planejamento, orçamento e visão estratégica. Quem ignora isso, cedo ou tarde, aprende da forma mais dura. 

*Luiz Alberto Cureau Jr. é General de Brigada R/1 do Exército Brasileiro, Doutor em Ciências Militares e Bacharel em Educação Física pela Escola de Educação Física do Exército. Foi comandante do Centro de Capacitação Física do Exército, comandante da 6ª Bda Infantaria Blindada e, atualmente, é consultor em meio ambiente e projetos de crédito de carbono no Instituto Climático VBH em Brasília.  

14 janeiro, 2026

Marco tecnológico da OGMA reforça seu papel estratégico para a Embraer na Europa

Empresa portuguesa, controlada pela Embraer, entrega último C-130H modernizado à Força Aérea Portuguesa após projeto de sete anos que demandou mais de 100 mil horas de engenharia 

 

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LRCA Defense Consulting - 14/01/2026

A OGMA – Indústria Aeronáutica de Portugal anunciou a entrega da quarta e última aeronave C-130H modernizada à Força Aérea Portuguesa, marcando a conclusão de um dos projetos de atualização aviônica mais ambiciosos já realizados pela empresa. A entrega ocorreu em dezembro de 2025, na Base Aérea Nº 6, no Montijo, encerrando um ciclo iniciado em 2018 que transformou profundamente as capacidades operacionais da frota portuguesa de transporte militar.

O programa de modernização representou um desafio técnico de grande envergadura. Foram alocadas mais de 100 mil horas de engenharia no desenvolvimento e certificação da solução, com a produção de mais de 500 relatórios de engenharia e 1.000 desenhos técnicos. Em cada aeronave, foram instalados mais de 500 novos componentes e 16 quilômetros de cabeamento, totalizando mais de 100 mil horas de intervenção em hangar.

"Foi o contrato mais ambicioso de modificação de aeronaves levado a cabo pela OGMA", reconheceu Paulo Monginho, CEO da empresa, durante a cerimônia de entrega da primeira aeronave modernizada, em maio de 2024. O executivo destacou que o projeto demandou a dedicação conjunta de todas as áreas da OGMA, da Força Aérea Portuguesa e da Autoridade Aeronáutica Nacional.

Modernização alinha Portugal aos padrões europeus
A intervenção contemplou alterações estruturais e uma profunda modificação nos sistemas aviônicos das aeronaves, integrando novos equipamentos de navegação e comunicação que transformaram o cockpit do C-130H, equiparando-o aos padrões mais modernos da aviação militar mundial.

A modernização insere-se no programa europeu SESAR (Single European Sky ATM Research), que visa adaptar as aeronaves às atuais exigências do espaço aéreo europeu. O objetivo é incrementar a segurança na circulação aérea, aumentar o volume de tráfego, reduzir custos através de uma gestão mais eficiente de rotas de voo e minimizar o impacto ambiental das operações aéreas.

Cofinanciada por fundos europeus, a atualização assegura que a Força Aérea Portuguesa continue a cumprir suas missões em teatros nacionais e internacionais. Os C-130H garantem o transporte aéreo em operações militares e de interesse público, além de missões de patrulhamento marítimo e busca e salvamento.

OGMA: pilar estratégico da Embraer na Europa
A conclusão bem-sucedida do projeto de modernização dos C-130H reforça o papel estratégico da OGMA como principal ativo da Embraer no continente europeu. Desde 2004, quando a fabricante brasileira adquiriu o controle acionário da empresa portuguesa (atualmente detém 65% das ações, enquanto o Estado português mantém 35%), a OGMA passou por uma transformação profunda, consolidando-se como centro de excelência em manutenção aeronáutica e produção de aeroestruturas.

"Portugal é o país onde a Embraer mais investe em sua capacidade industrial fora do Brasil", afirmou Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer, destacando o compromisso de longo prazo da empresa com o desenvolvimento do ecossistema aeroespacial e de defesa português.

Os números comprovam essa estratégia: desde a privatização, a Embraer investiu mais de 500 milhões de euros na OGMA. Somente em 2024, a fabricante brasileira anunciou um aporte adicional de 90 milhões de euros para ampliar as capacidades da empresa portuguesa, especialmente voltadas para a produção dos aviões A-29N Super Tucano e a adaptação do KC-390 Millennium aos requisitos da OTAN.


Expectativas futuras: triplicar faturamento até 2030
As perspectivas para a OGMA são extremamente promissoras. A empresa, que deve encerrar 2025 com faturamento de 290 milhões de euros, tem como meta ambiciosa triplicar suas receitas até 2030, alcançando 1 bilhão de euros anuais, segundo projeções de Antonio Carlos Garcia, vice-presidente Financeiro da Embraer.

Diversos fatores sustentam esse crescimento projetado:

1. Centro de Manutenção de Motores GTF
Em 2024, a OGMA inaugurou uma unidade de manutenção dos motores turbofan Pratt & Whitney GTF, tornando-se o 18º centro autorizado da rede global e o oitavo na Europa. O investimento de 74 milhões de euros permitirá à empresa realizar manutenção dos motores PW1100G (usados nos Airbus A320neo) e PW1900G (que equipam os jatos E2 da Embraer). Este contrato pode gerar até 600 milhões de euros anuais e criar 300 novos empregos.

2. Produção do KC-390 Millennium
A OGMA é responsável pela fabricação de componentes estruturais críticos do cargueiro militar KC-390, incluindo a fuselagem central, os sponsons (carenagem do trem de aterragem) e os lemes de profundidade. Com mais de 20 países já tendo encomendado a aeronave e uma carteira de pedidos em expansão na Europa - incluindo Holanda, Áustria, República Tcheca, Suécia e Eslováquia -, a demanda por essas peças deve crescer significativamente.

Portugal, que adquiriu seis unidades do KC-390 e possui opção de compra para mais dez aeronaves (destinadas à venda para países aliados), recebe 10 milhões de euros por cada unidade vendida, beneficiando-se diretamente da expansão do programa.

3. A-29N Super Tucano: porta de entrada na OTAN
Em dezembro de 2025, a Embraer e o governo português assinaram uma carta de intenção para a criação de uma fábrica de produção dos aviões A-29N Super Tucano em Beja. Portugal tornou-se o primeiro país europeu a operar esta versão adaptada aos requisitos da OTAN, posicionando-se como potencial hub de montagem para outros países europeus interessados na aeronave.

A OGMA já realiza a integração de sistemas compatíveis com a OTAN nos A-29N e fornece suporte logístico para as aeronaves, consolidando sua expertise em modificações militares. O ministro da Defesa português, Nuno Melo, destacou que "Portugal é a porta de entrada para a Europa e para a OTAN destes investimentos".

4. Embraer Defense Europe
Em 2024, a Embraer inaugurou em Lisboa sua primeira subsidiária de defesa e segurança na Europa, com o objetivo específico de atender aos requisitos da OTAN e da União Europeia. A Embraer Defense Europe conta com capacidades de engenharia, logística e desenvolvimento de negócios, fortalecendo a presença da fabricante brasileira no mercado europeu de defesa.

Complementando essa estrutura, em agosto de 2025, a Embraer anunciou a criação da ATEC (Atech), nova subsidiária em Lisboa especializada em controle de tráfego aéreo e integração de sistemas de defesa, ampliando ainda mais seu portfólio de soluções tecnológicas no continente.

5. Expansão em Évora
Além da OGMA em Alverca, a Embraer mantém em Évora um centro de engenharia e tecnologia focado no desenvolvimento de peças e estruturas em materiais compósitos. A empresa anunciou a expansão dessas operações com a contratação de 20 engenheiros, reforçando a capacidade de inovação da presença portuguesa da fabricante.

Sede da OGMA em Alverca, Portugal

Posicionamento global e estratégia de expansão
O fortalecimento da OGMA faz parte de uma estratégia mais ampla da Embraer de expansão internacional. Em fevereiro de 2025, a fabricante anunciou um plano de investimentos de 20 bilhões de reais (3,3 bilhões de euros) até 2030 para aumentar a produção, desenvolver novos produtos e expandir negócios em mercados internacionais.

No âmbito da defesa, a Embraer também visa implantar linhas de produção do KC-390 na Polônia, com investimentos previstos de US$ 2 bilhões ao longo de dez anos. A escolha da Polônia como parceiro estratégico para montagem final das aeronaves objetiva atender à crescente demanda de países da OTAN, complementando a capacidade produtiva brasileira.

Portugal, através da OGMA, mantém-se como referência na Europa para manutenção, modernização e produção de componentes aeronáuticos. A expertise de mais de 100 anos de experiência, aliada aos investimentos contínuos da Embraer e à integração com programas estratégicos como o KC-390 e o A-29N, posicionam a empresa portuguesa como elemento-chave na expansão global da fabricante brasileira.

Impacto econômico e tecnológico
O sucesso da modernização dos C-130H demonstra a capacidade técnica da OGMA em projetos complexos de integração de sistemas aviônicos. Este conhecimento acumulado em mais de 40 anos trabalhando com a aeronave Hércules (a OGMA é centro de manutenção autorizado pela Lockheed Martin desde 1982) tornou-se um diferencial competitivo crucial.

"Foi um desafio para a Força Aérea que se superou na área da programação, da gestão, da manutenção, mas também foi fundamental para a capacitação da indústria aeronáutica nacional, nomeadamente da OGMA", reconheceu o General João Cartaxo Alves, à época Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Portuguesa.

Com uma área superior a 400 mil metros quadrados, 10 hangares de manutenção, um moderno hangar de pintura, áreas de fabricação e uma pista de 3 mil metros, a OGMA emprega atualmente cerca de 2 mil trabalhadores. A meta de triplicar o faturamento até 2030 deve criar centenas de empregos qualificados, fortalecendo o cluster aeronáutico português.

Para a Embraer, a OGMA representa muito mais que uma subsidiária: é a plataforma estratégica que permite à fabricante brasileira consolidar sua presença no exigente mercado europeu, atendendo aos rigorosos requisitos da OTAN e da União Europeia, e competindo em igualdade de condições com os grandes players globais da indústria aeroespacial.

A entrega da última aeronave C-130H modernizada não é apenas o encerramento de um projeto bem-sucedido, mas a confirmação de que a aposta da Embraer em Portugal, iniciada há mais de 20 anos, está gerando frutos concretos, e que as melhores páginas dessa parceria estratégica ainda estão por ser escritas.

13 janeiro, 2026

C-390 Millennium em versão MPA: parceria com Elbit Systems sinaliza nova era na patrulha marítima

Vídeo promocional da empresa israelense apresenta aeronave brasileira em operações navais, reforçando expectativa de desenvolvimento da variante de patrulha marítima

 

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LRCA Defense Consulting - 13/01/2026

A aparição do Embraer C-390 Millennium em um vídeo promocional publicado hoje (13) pela Elbit Systems no LinkedIn pode não ser apenas uma peça de marketing. A imagem da aeronave brasileira em missões navais reflete uma relação comercial consolidada entre as duas empresas e reforça a expectativa de que a variante de patrulha marítima (MPA) do C-390 está cada vez mais próxima de se tornar realidade.

Parceria estratégica consolidada
A conexão entre Embraer e Elbit Systems vai muito além de uma colaboração ocasional. A empresa israelense já fornece sistemas críticos de autoproteção para o C-390, incluindo a suíte DIRCM (Directional Infrared Countermeasures) que protege a aeronave contra ameaças de mísseis guiados por infravermelho.

Em novembro de 2025, essa relação se aprofundou com um contrato de US$ 175 milhões para o fornecimento de suítes completas de guerra eletrônica e autoproteção DIRCM para C-390 Millennium e helicópteros H225M de países europeus membros da OTAN. O acordo inclui o pod de contramedidas eletrônicas SPEAR, sistema modular que pode ser transferido entre aeronaves, ampliando a flexibilidade operacional.

No Brasil, os laços entre as empresas têm raízes ainda mais profundas. A AEL Sistemas, subsidiária brasileira da Elbit desde 2001, teve 25% de sua participação adquirida pela Embraer Defesa e Segurança em 2011. No mesmo ano, foi constituída a Harpia Sistemas, joint venture focada no desenvolvimento de veículos aéreos não tripulados (encerrada em janeiro de 2016).

Programa C-390 IVR ganha força
Em dezembro de 2024, Embraer e Força Aérea Brasileira (FAB) formalizaram um acordo para desenvolver a variante de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (ISR) do C-390 Millennium, denominada C-390 IVR, com foco específico em patrulha marítima. O programa ganhou impulso adicional em abril de 2025, quando a Força Aérea Portuguesa se juntou à iniciativa.

Os estudos colaborativos, que devem ser concluídos até o final de 2026, já avançam em aspectos técnicos cruciais. Imagens divulgadas pela Embraer mostram a aeronave equipada com um pod de vigilância sob o nariz e mísseis anti-navio sob cada asa, indicando capacidade para operações de ataque à superfície.

"Os estudos para adaptar a aeronave C-390 Millennium às missões ISR evoluíram de forma estruturada, analisando a capacidade da aeronave de evoluir para atender às necessidades atuais e futuras da Força Aérea Brasileira, especialmente em relação à Patrulha Marítima", declarou o Tenente-Brigadeiro Marcelo Kanitz Damasceno, comandante da FAB.

Capacidades da versão MPA
A futura variante MPA do C-390 deverá incorporar uma série de sistemas avançados que transformarão a aeronave em uma plataforma naval multifuncional:

  • Armamento: suportes externos reforçados sob as asas para mísseis anti-navio, incluindo os MANSUP/MANSUP-ER desenvolvidos em parceria entre Brasil (SIATT) e Emirados Árabes Unidos (EDGE Group).

  • Guerra antissubmarina: sistema interno de lançamento de sonoboias com datalink integrado para rastreamento de ameaças submarinas.

  • Inteligência artificial: sistema de missão baseado em IA para priorização automática de alvos.

  • Guerra eletrônica: modificações em antenas para operações ELINT (Electronic Intelligence) e SIGINT (Signals Intelligence).

  • Estrutura reforçada: capacidade para cargas úteis maiores e integração de sensores avançados.


Vídeo promocional da Elbit Systems

Plataforma comprovada
Com mais de 15.000 horas operacionais acumuladas pela frota da FAB, o C-390 demonstra confiabilidade excepcional: taxa de disponibilidade técnica de 93% e taxa de conclusão de missão de 99%. Essas estatísticas fortalecem a confiança no desenvolvimento da variante MPA.

A aeronave já foi escolhida por nove países — Brasil, Hungria, Áustria, Coreia do Sul, Holanda, República Tcheca, Portugal, Suécia e, mais recentemente, em negociações avançadas com outros clientes, para modernizar suas forças aéreas. Com capacidade de carga de 26 toneladas e velocidade máxima de 470 nós, o C-390 Millennium é considerado o mais avançado em sua categoria.

Elbit Systems no centro da estratégia
A inclusão do C-390 no vídeo promocional de soluções navais da Elbit Systems não é coincidência. A empresa israelense está posicionada para fornecer não apenas os sistemas de autoproteção já contratados, mas potencialmente toda a suíte de missão, sensores e sistemas de armamento para a futura variante MPA.

O conceito de "dominância naval" apresentado no vídeo da Elbit alinha-se perfeitamente com as capacidades que o C-390 MPA pretende oferecer: vigilância de longo alcance, capacidade de ataque à superfície e integração em redes de defesa multinacional.

"Estamos honrados em avançar com a FAB nos estudos para expandir as capacidades operacionais do C-390 Millennium", afirmou Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança. "Isso reforça nosso compromisso de sempre oferecer aos nossos clientes uma aeronave capaz de realizar suas missões mais desafiadoras com eficiência incomparável."

Mercado promissor
O desenvolvimento da versão MPA posiciona a Embraer em um nicho de mercado atrativo. Países que buscam capacidades de patrulha marítima avançadas, mas sem acesso a alternativas mais caras como o Boeing P-8 Poseidon ou o Kawasaki P-1 devido a restrições políticas ou econômicas, podem encontrar no C-390 MPA a solução ideal.

Com a conclusão dos estudos prevista para 2026, e considerando a sólida parceria com a Elbit Systems, a entrada do C-390 Millennium no segmento de patrulha marítima deixa de ser apenas uma possibilidade para se tornar uma perspectiva cada vez mais concreta no horizonte da aviação militar brasileira e internacional.

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