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junho 16, 2021

Embraer e VisionSafe oferecem novo sistema de segurança para os jatos executivos Praetor


*LRCA Defense Consulting - 16/06/2021

A Embraer e a VisionSafe Corporation anunciaram hoje que o Sistema Emergencial de Garantia de Visão (Emergency Vision Assurance System, EVAS, na sigla em inglês), da VisionSafe, está agora disponível para os jatos executivos Praetor 500 e Praetor 600. O novo recurso será disponibilizado por meio de uma certificação de tipo suplementar (STC), emitida pela VisionSafe Corporation.

O sistema EVAS fornece um espaço livre de ar através do qual o piloto pode ver os instrumentos de voo e pelo para-brisa dianteiro para pousar o avião em caso de fumaça no cockpit. Além do Praetor, os jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500 também podem ser atualizados com o sistema. Em 2020, uma certificação semelhante foi emitida pela VisionSafe para os jatos executivos Legacy 600, Legacy 650 e Lineage 1000. O EVAS também está disponível como equipamento avulso para os jatos Phenom 100 e o Phenom 300.

“Esse recurso vai aprimorar a segurança dos jatos executivos Praetor, da Embraer”, disse Marsha Woelber, Diretora Global de Suporte ao Cliente de Aviação Executiva e Pós-Venda, Embraer Serviços & Suporte. “Isso reflete a contínua melhoria que a Embraer traz para o seu bem-sucedido portfólio de jatos executivos”.

“O compromisso contínuo da Embraer pela segurança é reafirmado com o anúncio dessa parceria com a VisionSafe. Ter o EVAS disponível como uma certificação suplementar na aeronave Praetor da Embraer é um marco para a aviação executiva”, disse Chris Skurat, Diretor de Vendas para Aviação Executiva da VisionSafe. “Estamos muito animados ao anunciar que o EVAS está agora disponível para todas as aeronaves executivas da Embraer, oferecendo aos clientes a opção de adicioná-la aos seus jatos como atualização de pós-venda”.

Como empresa global com mais de 50 anos no setor aeroespacial, a Embraer oferece a melhor experiência em aviação executiva por meio de produtos que apresentam tecnologia, desempenho e conforto inovadores. O atual portfólio é composto pelo Phenom 100EV, que oferece a experiência da aviação executiva na forma mais pura; o Phenom 300E, jato leve mais vendido dos últimos nove anos consecutivos; o Praetor 500 e o Praetor 600, que com o melhor alcance de suas categorias, são os jatos executivos de médio e super-médio porte mais disruptivos e tecnologicamente avançados, capazes, respectivamente, de cruzar continentes e oceanos.

Taurus: novidades e expectativas que poderão impactar a empresa


*LRCA Defense Consulting - 16/06/2021

Após ter realizado um verdadeiro turnaround de três anos em todos os seus sistemas e processos, no Brasil e nos Estados Unidos, a Taurus Armas S.A. mudou radicalmente sua imagem junto a clientes, fornecedores, funcionários e acionistas. Hoje, a empresa entrega produtos de alta qualidade e de preço muito competitivo, o que a fez se tornar a líder mundial em produção de revólveres, a quarta marca mais vendida nos EUA e primeira mais importada por este país, que é o maior mercado mundial para armamento leve.

Com isso, seus balanços passaram a ser pujantes e a mostrar lucros e recordes significativos trimestre a trimestre, o que se refletiu positivamente junto aos acionistas e, consequentemente, no valor de mercado da empresa.

Além disso, a companhia passou a se comunicar muito bem com todos os seus públicos, sendo pioneira nas lives de resultados trimestrais e mantendo um contato constante através de diversas outras lives e entrevistas, acreditando que a transparência e a visibilidade pública são dois dos seus maiores trunfos.

Recentemente, a Taurus divulgou algumas novidades que, no "calor" dos excelentes resultados do primeiro trimestre, podem ter passado quase despercebidas, mas que são importantes para se avaliar as expectativas que a cercam.

Investidores institucionais
A empresa afirmou que está trabalhando fortemente junto a investidores estrangeiros e institucionais no sentido de mostrar seu potencial a esses importantes segmentos do mercado, já tendo registrado alguns sucessos. Ressaltou também que, como só neste ano passou a ter patrimônio líquido positivo, este fato a habilitou a entrar no radar desses investidores.

Revólver "mais barato do mundo"
A arma conhecida como o revólver "mais barato do mundo", com capacidade de cinco tiros e custo de produção inferior a 80 dólares, já está sendo produzida pela Taurus, devendo ser divulgada em breve ao mercado.

O projeto geral, cujo nome na empresa é “Excelência Revólver”, utiliza os dois novos centros de usinagem horizontais (adquiridos em 2020) para fabricar as armações e visa à produção de revólveres em um novo conceito produtivo, muito mais moderno, com alta qualidade e eficiência, proporcionando maior valor agregado ao consumidor final, excelente custo-benefício, elevado volume de produção e alta qualidade.

Os centros de usinagem horizontais proporcionam economia de tempo e aumento da produtividade, quando comparados aos centros de usinagem verticais. Características próprias, como a troca de ferramentas de corte em menos de 2 segundos e rotações de até 20.000 rpm, garantem qualidade e precisão das peças usinadas.

A empresa redesenhou sua operação e investiu no aumento da automação do processo de fabricação, visando manter e ampliar a liderança mundial na produção de revólveres.

Além dos mercados americano e brasileiro, a arma poderá se constituir em um grande diferencial para o ingresso no mercado de armas civis da Índia, haja vista o seu baixíssimo custo e a facilidade de ser portado de maneira velada.

Segundo trimestre "histórico"

Por mais de uma vez, o CEO e o CFO da Taurus deixaram claro que o segundo trimestre de 2021 será "fantástico", chegando a afirmar que poderá ser comparado ao que aconteceu do terceiro para o quarto trimestre de 2020, quando houve um excepcional salto nos resultados da empresa.

E motivos não faltam para tais afirmações, pois há uma conjunção de fatores positivos que poderão impactar o 2T21 de maneira "histórica".

Em termos de produção, a companhia está com um recorde de 9.510 armas/dia, com tendência a aumentar ainda mais, pois a unidade americana está em pleno ramp up de produção, enquanto que a brasileira vai aumentando a produtividade por meio da otimização e racionalização de processos, aguardando a concretização de sua expansão de 50% que começará no final do ano.

O backorder registrado (pedidos em carteira) é de cerca de 2,5 milhões de armas, com mais de 90% nos EUA, o que se traduz por cerca de 18 meses de produção à frente já garantida. Além disso, a demanda americana continua fortemente aquecida e os indícios são de que essa tendência continue firme, como demonstram os últimos números do FBI (NICS).

A fabricação da pistola microcompacta GX4, que já é um grande sucesso de vendas, está aumentando ainda mais o volume da unidade fabril americana. Como esta pistola, embora seja uma arma premium,  tem custo de produção muito próximo ao dos modelos atuais, haverá um aumento no ticket médio de venda e uma ampliação das margens de lucro.  

Além do esperado aumento nas vendas, o caixa da empresa será engrossado neste trimestre com o produto do fornecimento de 13.530 fuzis T4 para as Forças Armadas das Filipinas e de 4.500 pistolas TH9 para a Polícia Nacional de Burkina Faso, o que representará o ingresso de um valor em torno de 45 milhões de reais.

Por outro lado, caso seja mantido o atual cenário de valor da moeda americana, poderá se repetir algo semelhante ao que aconteceu no 4T20, quando este iniciou com um valor alto do dólar e finalizou com um valor mais baixo. Essa variação cambial ativa impactou positivamente na dívida em moeda estrangeira, compensou integralmente a receita dolarizada e gerou um lucro de quase 120 milhões de reais no referido período.

Joint Venture de carregadores
O carregador que está sendo produzido pela joint venture entre a Taurus e a Joalmi possui a qualificação premium, ou seja, é considerado igual ou melhor que os famosos Mec-Gar italianos. No entanto, enquanto estes são importados com um custo de 6 euros, os novos carregadores brasileiros custam apenas cerca de 17/18 reais, significando uma enorme economia para a empresa.

Em virtude da alta demanda do mercado brasileiro e internacional, a Taurus continua, por enquanto, mantendo a importação do item e está destinando os novos carregadores para o mercado de reposição, haja vista que este proporciona mais de 50% de margem de lucro.

A joint venture se encontra em ramp up de produção, com cerca de 7.000 carregadores/dia, o que poderá aumentar consideravelmente após a Joalmi se instalar dentro do parque produtivo da Taurus em São Leopoldo no final deste ano, no bojo do Projeto Estratégico Condomínio. A nova fábrica terá uma capacidade instalada de 7,4 milhões de carregadores por ano até o final de 2022 e sua ampliação poderá ser antecipada, dependendo da atuação da empresa no mercado de reposição.

Surpresas?
Possuindo a melhor margem bruta do setor entre as fabricantes internacionais de armamento leve que divulgam seus dados publicamente, a Taurus Armas prevê investir, neste ano, cerca de 153,5 milhões de reais em Capex (aquisição de bens de capital: equipamentos e instalações). Prevê também que seu Ebitda anualizado para 2021 seja superior a 600 milhões de reais.

Esses e outros números fizeram com que a empresa afirmasse, no release dos resultados do 1T21, que ficará "atenta a oportunidades que possam surgir no mercado". Tal afirmação está em linha com o que seu CEO afirmou posteriormente em mais de uma live: "A Taurus sempre pode surpreender".

Quando questionados a respeito, tanto o CEO quanto o CFO se esquivam a fornecer maiores explicações, alegando um compreensível e necessário sigilo que tem que cercar iniciativas estratégicas como, por exemplo, ampliações, aquisições ou novas joint ventures.

junho 14, 2021

CEO da Embraer: "Iniciativas como essas são a propulsão para o futuro do nosso negócio"

 


*LRCA Defense Consulting - 14/06/2021

Francisco Gomes Neto, CEO da Embraer, publicou hoje em uma rede social sua posição a respeito  dos novos acordos firmados recentemente por sua empresa:

"Nos últimos dias, fechamos quatro acordos relevantes dentro do pilar de inovação e diversificação do nosso plano estratégico, o 'Fit for Growth'.

Essas parcerias foram firmadas por meio de dois negócios criados pela EmbraerX, nossa aceleradora de negócios disruptivos: a Eve Air Mobility, de mobilidade aérea urbana, e o Beacon | EmbraerX, nossa plataforma de serviços.

A Eve assinou contratos com empresas da Ásia, Estados Unidos e Brasil, com pedidos de 250 eVTOLs. O Beacon fechou contrato com a ABS Jets, da República Tcheca.

Iniciativas como essas são a propulsão para o futuro do nosso negócio".


Grafeno: Brasil pode liderar nova revolução tecnológica, inclusive no Setor de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 14/06/2021

O grafeno é um material que, por ser simplesmente o mais fino e melhor condutor do mundo, é tido como o futuro da tecnologia.

Como o diamante e o carvão, o componente é uma das formas do carbono e é derivado do grafite, cujas reservas abundam no Brasil, país que tem mais da metade de suas reservas mundiais. Foi isolado pela primeira vez em 2004, na Universidade de Manchester, na Inglaterra, e, desde então, tornou-se cobiçado mundo afora.

Essas camadas de grafite são muito resistentes, se levarmos em consideração sua espessura, sendo 200 vezes mais forte que o aço, mais fino que um fio de cabelo, flexível e praticamente transparente.

Quando isolado e usado da forma correta, o grafeno ganha possibilidades incríveis de utilização e, por isso, é visto como a solução de vários problemas na área de tecnologia: desde substituição de materiais raros e escassos até o barateamento de custos para o consumidor.

O revolucionário composto pode ser usado em quase tudo, de aparelhos eletrônicos com telas resilientes e flexíveis a baterias energizadas em segundos, peças automotivas, artigos esportivos e até pele e órgãos artificiais. Existem diversas e já avançadas pesquisas em quase todos os setores, como: aeroespacial, naval, militar, medicina, baterias, veículos elétricos, placas solares, pás e turbinas eólicas, nanochips, substituição da fibra ótica, blindagens, coletes e roupas à prova de bala e muitos outros, especialmente aqueles que utilizam tecnologia de ponta.

Brasil está na ponta das pesquisas e poderá se posicionar como líder nesse mercado
Desde março de 2020, o parque tecnológico da Universidade de Caxias do Sul (TecnoUCS) abriga a UCSGraphene, considerada a maior planta de geração de grafeno da América Latina, com capacidade para produzir cinco toneladas anuais do produto. A título de comparação, o projeto MGGrafeno, um dos pioneiros no país, em Minas Gerais, cuja planta opera desde 2018, atinge o volume de cerca de 300 quilos da substância por ano. 

Veja abaixo um vídeo onde o Prof. Dr. Diego Piazza, coordenador da UCSGraphene responde e discorre sobre o grafeno, as pesquisas da UCS e a possibilidade de esse composto vir a se tornar a próxima revolução tecnológica mundial, com o Brasil à frente.


UCS Graphene: janela de oportunidade para o Brasil

 
Setor de Defesa
As aplicações do grafeno podem também revolucionar o Setor de Defesa. O vídeo abaixo, embora mais antigo e anterior à produção comercial do grafeno no RS, explana algumas das utilizações do composto nesse setor:


A revolução do Grafeno na indústria da defesa

 
Helicóptero de ataque chinês Z-10 equipado com uma blindagem extra envolvendo grafeno, aumentando sua capacidade de transportar carga e armas

 



WEG contribui para aumentar o abastecimento de água em Londres


*LRCA Defense Consulting - 14/06/2021

O Thames Water Ring River é uma estrutura de concreto, com aproximadamente 80 km de dutos, responsável pelo abastecimento de água potável em Londres. Em determinado ponto, é localizado o anel principal da estrutura, que fica entre 10 e 65 metros abaixo do nível do solo e passa por 21 poços que funcionam como estações de abastecimento, armazenamento e bombeamento d’água. Uma destas estações de bombeamento é a Battersea Shaft, onde ficam os equipamentos fornecidos pela WEG.

Infraestrutura da bomba
O Battersea Shaft consiste em um grande poço vertical de 30 metros de profundidade, contendo seis bombas que podem abastecer várias áreas de Londres com água potável. No entanto, o crescente desenvolvimento da cidade tornou necessária a remodelação e replanejamento da rede para atender a essa nova demanda.

Devido ao rápido aumento do desenvolvimento em Londres, as previsões sugeriam que haveria uma escassez significativa de capacidade de água potável nos próximos anos. Para acomodar uma população crescente, a estação precisava de capacidade de bombeamento adicional. Isso exigiu novos equipamentos. Com a orientação de uma equipe de especialistas, decidiu-se substituir uma das bombas de 30 milhões de litros por dia por uma de 45 milhões de litros por dia.

Minimizando o tempo de inatividade
No entanto, o verdadeiro desafio dessa substituição se deu pela constante demanda de água potável na capital. Para minimizar a interrupção, a bomba precisava ser substituída sem interromper as operações. Foi decidido que apenas a bomba que precisava ser substituída seria desligada, permitindo que o resto do sistema continuasse operando normalmente.

A Bedford Pumps, fornecedora de bombas, apoiou todo esse processo. Por meio do relacionamento próximo com a WEG, a equipe conseguiu substituir a bomba sem ter que recorrer a cortes no abastecimento da rede de água de Londres.

Especificidades do motor
Para esta aplicação, os engenheiros da WEG, junto com a Bedford Pumps, decidiram que a melhor opção seria um projeto de motor refrigerado a água.

A bomba e o motor existente tinham uma ampla instrumentação de detecção de falhas e um sistema de monitoramento. Portanto, a mesma faixa e funcionalidade foram instaladas na nova bomba. Além disso, devido à singularidade do local, a substituição de qualquer fiação entre o equipamento elétrico e a bomba era invasiva e exigia tempo de inatividade, portanto, toda a nova instrumentação teve que ser selecionada para ser compatível com a fiação existente. Dificultando ainda mais o processo de seleção do motor.

A WEG, especialista no fornecimento de motores para aplicação em saneamento, forneceu para esta aplicação, um motor de indução de 450 kW da linha Master, refrigerado a água. Os motores desta linha destacam-se pela flexibilidade do seu projeto elétrico e mecânico. Além do mais, são motores versáteis que permitem diferentes configurações, tornando-os intercambiáveis com motores já existentes.

Para a Estação de Bombeamento Battersea Shaft, a WEG se comprometeu a atingir um desempenho de eficiência de 96%. Após a conclusão do projeto, durante o teste, este valor não só foi alcançado, mas foi excedido com uma margem maior.

Após a conclusão em 2020, a bomba está totalmente comissionada e em operação. É notável que projetar o equipamento para trabalhar com a infraestrutura existente, juntamente com o planejamento de construção detalhado, minimizou o período de instalação do projeto. E o mais importante, evitou interrupções nas estações de bombeamento.

Os motores de média tensão WEG também estão instalados na maior estação de bombeamento de extração de água do rio da Inglaterra, bem como, na maior estação de bombeamento da Irlanda e do país de Gales.

WEG e Engie instalam o impressionante primeiro aerogerador nacional de 4,2 MW

WEG e Engie, a segunda maior do mundo no ramo de energia, concluem instalação da turbina eólica do primeiro Aerogerador Nacional

*Click Petróleo e Gás, por Flávia Marinho - 14/06/2021


A WEG, uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, e a ENGIE Brasil Energia, estão concluindo a fase mais importante do Projeto de Pesquisa e Desenvolvimento “Aerogerador Nacional”, que é a montagem da turbina eólica.

Localizado no município de Tubarão, em Santa Catarina, a turbina eólica está instalada no parque experimental de pesquisa e desenvolvimento da ENGIE e é resultado de um Projeto Estratégico do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) da companhia com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL).

O aerogerador foi projetado e construído pela WEG e a segunda etapa do projeto também contou com recursos do P&D das Centrais Elétricas de Santa Catarina S.A (CELESC).

O projeto denominado “Desenvolvimento e certificação de aerogerador nacional de 4,2 MW de acoplamento direto, com gerador síncrono de ímãs permanentes e conversor de potência plena” tem por objetivo desenvolver e incentivar a tecnologia nacional em energia eólica para reduzir a dependência de outros países, por meio do fortalecimento da cadeia brasileira de fornecedores de componentes e prestadores de serviços para a fabricação e instalação de turbinas eólicas de grande porte.

A fabricação dos segmentos da torre de concreto, com mais de 1.100 toneladas de aço e concreto, foi realizada pela WEG no próprio local de instalação da turbina eólica (aerogerador), o gerador, o hub e a nacele, instalados no topo da torre de concreto, foram produzidos pela WEG, cuja matriz e principal operação global está localizada em Jaraguá do Sul/SC. Já as pás eólicas foram fabricadas pela empresa Aeris, em Caucaia/CE.




Desafios para a instalação das turbinas eólicas
Um dos desafios do projeto foi a logística, dadas as dimensões dos equipamentos e as distâncias percorridas. O gerador, o hub e a nacele, que somados pesam 201,3 toneladas, percorreram 300 km em viagem rodoviária, de Jaraguá do Sul/SC até Tubarão/SC. Já as pás das turbinas eólicas, que medem 72 metros e pesam 22,5 toneladas cada, foram transportadas de navio do Porto de Pecém, no Ceará, até o Porto de Imbituba/SC, de onde seguiram por 50km em uma carreta especial até Tubarão/SC. Em seus trajetos rodoviários, os equipamentos contaram com escoltas da Polícia Rodoviária Federal e apoio da CELESC para elevação da fiação elétrica ao longo do caminho.

Essa nova turbina eólica, com 4,2 MW de potência, foi instalada a 600 metros de outro aerogerador, de 2,1 MW, resultado da primeira etapa deste Projeto Estratégico de P&D, o qual foi primeiro protótipo construído pela WEG no Brasil. Ele entrou em operação em 2015, e a análise do seu desempenho contribuiu para o desenvolvimento deste novo aerogerador, mais adequado às condições de vento do Brasil. A energia elétrica gerada será futuramente fornecida ao Sistema Interligado Nacional (SIN), que faz a conexão entre as unidades de geração e os consumidores de energia elétrica.

As duas turbinas eólicas são conectadas mecanicamente uma de frente para a outra, atuando uma como gerador e o outra como motor, simulando o vento

“O desenvolvimento do aerogerador AGW 147/4.2 contou com times multidisciplinares de engenharia. A validação final dos componentes foi realizada na sede da WEG em Jaraguá do Sul através da bancada back-to-back. Em tal arranjo, dois aerogeradores são conectados mecanicamente um de frente para o outro, atuando como gerador e o outro como motor simulando o vento o que permite mais autonomia ao nosso processo de P&D. Vale enfatizar que esta estrutura de testes é a maior do tipo das Américas, estando apta a atender futuras plataformas de até 6 MW. Já o segundo aerogerador utilizado no arranjo será destinado ao mercado indiano, com instalação deste protótipo de 50 Hz prevista ainda em 2021”, conforme explica o Diretor Superintendente da WEG Energia, João Paulo Gualberto da Silva.

“O investimento da ENGIE neste projeto é superior a R$ 80 milhões e busca incentivar o mercado nacional para a energia eólica. O desenvolvimento de tecnologia brasileira pode trazer benefícios socioeconômicos para diversas regiões, aumentar a competitividade do país para o fornecimento destes equipamentos no exterior e pode vir a reduzir o custo da energia gerada, trazendo benefícios diretos para o consumidor”, relata o Diretor de Novos Negócios, Estratégia e Inovação da ENGIE Brasil Energia, Guilherme Ferrari.

junho 13, 2021

Embraer: Eve Urban Air Mobility anuncia parceria com a Ascent


*LRCA Defense Consulting - 13/06/2021

A Eve Urban Air Mobility Solutions, Inc. (Eve) e a Ascent, com sede em Singapura, anunciaram hoje uma parceria com foco na aceleração do desenvolvimento do ecossistema de Mobilidade Aérea Urbana (UAM) nos mercados da Ásia-Pacífico. O acordo vai promover a entrada do veículo elétrico de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve na crescente plataforma tecnológica que permite fretar aeronaves, comprar assentos em voos fretados e organizar operações de UAM.

A parceria visa a inserção progressiva dos eVTOLs da Eve na região com a oferta de serviços de táxi aéreo, carga e transporte aeromédico. A Ascent conta atualmente com uma base de dados de operadoras aéreas parceiras para serviços dedicados de UAM em toda a Tailândia e nas Filipinas, e está preparada para expandir sua presença na região. Além disso, as empresas esperam uma integração completa dos serviços de Sistema de Gerenciamento de Tráfego Aéreo Urbano (UATM, na sigla em inglês) da Eve à tecnologia Ascent para garantir operações mais seguras e com alto potencial de expansão.

“A parceria com a Eve representa um grande salto para a Ascent atingir a nossa ambição de democratizar a mobilidade aérea urbana sustentável. A união de forças com a Eve, e o apoio ativo do Grupo Embraer, vai nos permitir acelerar o nosso desenvolvimento de forma mais impactante, assegura nossa entrada no mercado de aeronaves totalmente elétricas, e oferecerá segurança e confiabilidade das operações em massa, graças à integração de gerenciamento de tráfego aéreo urbano”, disse Lionel Sinai-Sinelnikoff, fundador e CEO da Ascent.

“É uma satisfação anunciar a parceria com a Ascent, que está em linha com a nossa estratégia de desenvolver de forma colaborativa o ecossistema de mobilidade aérea urbana e nos tornarmos um forte competidor global”, disse André Stein, Presidente e CEO da Eve Urban Air Mobility. “Munidos pelos dados e pela plataforma, estaremos bem posicionados para ingressar no mercado da Ásia-Pacífico e estamos comprometidos em apoiar o crescimento da Ascent e sua ambição de democratizar a mobilidade aérea”, afirmou Stein.

A Ascent, primeiro serviço tecnológico de UAM da Ásia, foi projetada para tornar as cidades mais conectadas ao mover as pessoas de forma contínua e acessível por via aérea - usando helicópteros hoje e eVTOLs no futuro. Com o acesso privilegiado aos dados e a crescente presença da Ascent no mercado, a Eve poderá aprimorar suas soluções dedicadas para garantir o desenvolvimento e oferecer a melhor aeronave para as operadoras aéreas parceiras da plataforma.

Com a nova parceria, as empresas estabelecerão uma prova de conceito para demonstrar a extensão e a penetração de mercado da plataforma da Ascent, enquanto aumenta a acessibilidade a um segmento mais amplo da região da Ásia-Pacífico. A Ascent facilitará a entrada no mercado de soluções dedicadas da Eve.

Beneficiando-se de uma mentalidade de startup e apoiada na história de mais de 50 anos da Embraer na fabricação de aeronaves e expertise em certificação, a Eve apresenta uma proposta de valor única ao se posicionar como uma parceira do ecossistema, oferecendo um conjunto de produtos e serviços. O design do eVTOL da Eve, centrado no ser humano, representa um design simples e intuitivo que continua a atingir marcos de desenvolvimento, incluindo o primeiro voo do simulador de engenharia em julho de 2020 e o modelo em escala em outubro de 2020. Além do programa de aeronaves, a Eve aproveita a experiência da Embraer e da Atech, subsidiária do Grupo Embraer, no fornecimento de software de gerenciamento de tráfego aéreo mundialmente reconhecido para criar soluções que ajudarão a dimensionar com segurança a indústria de UAM a partir de agora.

Na Índia, joint ventures da CBC e da Taurus aceleram vacinação de funcionários


*LRCA Defense Consulting - 13/06/2021

A empresa indiana SSS Defence, parceira da CBC na joint venture que fabricará munições na Índia, informou ontem (12) por uma mídia social que a Stumpp Schuele & Somappa Springs Unip. Ltd. (sua holding) conduziu com sucesso uma campanha de vacinação para os 400 funcionários e suas famílias. O redator da notícia completou: "Somos eternamente gratos e abençoados. Fique saudável e fique seguro, a batalha está perto de ser ganha".

Conforme afirmou anteriormente o executivo da CBC Fernando Saim: “O projeto de munições SSS-CBC India está definido para iniciar as operações em agosto de 2021, em Andhra Pradesh. A joint venture se concentrará não apenas no mercado indiano, mas também atingirá a região”.

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Grupo Jindal vacina seus funcionários

Recentemente, o CFO da Taurus Armas e Gerente da JV na Índia, Sérgio Sgrillo Filho, declarou que os funcionários da Jindal Defence (JV da Taurus com o Grupo Jindal) também estavam sendo vacinados e que a joint venture tem previsão de começar a produzir em setembro deste ano. Em postagem de ontem, a Jindal Steel & Power também divulgou em uma rede social que seus funcionários estavam sendo vacinados.

A iniciativa indiana de vacinar os funcionários do setor industrial visa agilizar a retomada completa da economia desse país com a máxima brevidade, o que também contribuirá para que a CBC e a Taurus Armas possam dar andamento às respectivas joint ventures nesse país tão logo possam terminar de vacinar os funcionários que se deslocarão para a Índia.

Saiba mais:

- Taurus e CBC: parcerias estratégicas no país que poderá dominar metade do Séc. XXI

- Oportunidades na Indústria de Defesa Brasil-Índia: Taurus Armas e CBC já estão no país e foram pioneiras na iniciativa Make in India

- Joint venture da Taurus na Índia começara a produzir em setembro

junho 12, 2021

Imbel e Avibras anunciam parceria


*LRCA Defense Consulting - 11/06/2021

A Indústria de Material Bélico do Brasil - IMBEL®, primeira Empresa Estratégica de Defesa e Segurança do País – e a Avibras Indústria Aeroespacial – reconhecida mundialmente ao longo de seus 60 anos de história pela excelência em tecnologia e qualidade de seus produtos e sistemas de defesa – firmaram, no dia 10 de junho, um Memorando de Entendimento (MOU) com o objetivo de estreitar uma parceria não acionária para o desenvolvimento, a industrialização e a comercialização conjunta de produtos e serviços de ambas as empresas.

A IMBEL® e a Avibras estão somando esforços para fortalecer e impulsionar a Base Industrial de Defesa e Segurança do Brasil, em consonância com a Política e a Estratégia Nacional de Defesa.

A assinatura da parceria aconteceu na Sede da IMBEL® em Brasília, DF, e contou com as presenças do Diretor-Presidente da Indústria de Material Bélico do Brasil, General Aderico Mattioli, do Sr. João Brasil Carvalho Leite – Diretor-Presidente da Avibras e Diretores das duas empresas.

Taurus: revista especializada On Target Magazine rasga elogios à pistola TX22 Competition

"A TX22 foi um sucesso instantâneo assim que foi lançada"

*On Target Magazine, pr Chris Mudgett - 11/06/2021

Embora não tenhamos vergonha de dizer isso, vemos muitos produtos do mesmo tipo percorrerem nossas mesas a cada ano, com diferenças mínimas entre eles. As armas de fogo ficaram tão boas que você realmente tem que ignorar todos os sinais de alerta para fazer uma curva errada. Dito isso, de vez em quando uma nova pistola nos surpreende com o quão boa ela realmente é, e a Taurus TX22 é exatamente essa pistola.

A TX22 é uma .22LR semiautomática desenvolvida para esse fim, e não uma versão em escala reduzida de uma variante de fogo central existente. Por causa disso, a TX22 foi um sucesso instantâneo assim que foi lançada, graças à atenção que recebeu por seus carregadores de capacidade aumentada (16 rodadas), ergonomia real de pistola de tamanho médio, gatilho incrível, função semelhante a uma máquina de costura.

Em vez do arranjo ótico de montagem deslizante tradicional, a pistola TX 22 Competition tem sua montagem ótica presa diretamente ao capô, aumentando o potencial de precisão e - uma vez que a ótica não retrai com o slide - aumentando drasticamente a estabilidade do ponto entre os disparos.

Amamos o original, mas não tínhamos ideia de que a versão de competição estava chegando. Agora que está aqui, tudo o que podemos dizer é caramba! A TX22 Competition já vem pronta para a competição, com um cano Taurus roscado de 5 polegadas e solução de montagem óptica adaptável e exclusiva. Parece um pouco futurista à primeira vista, mas olhe bem e lembre-se do que você vê aqui, porque é assim que o futuro se parece. Especificamente, como a ótica é montada na pistola.

Para acomodar o novo sistema de montagem ótica integrada da Taurus - que permite que uma ótica seja montada no capô do cano por meio de um sistema de placa deslizante inteligente - a corrediça da TX22 original precisava ser modificada para apresentar um design mais aberto, uma reminiscência do modelo 92 da Beretta, ou M9 em linguagem militar. O capô do cano tem vários orifícios perfurados para aceitar vários padrões de orifícios, enquanto a placa real é o que é compatível com as bases de mira red dot para um ajuste mais robusto. O sistema exclusivo é compatível com a maioria dos populares pontos turísticos red-dot em miniatura, incluindo o C-More STS2, Leupold DeltaPoint PRO (testado), Bushnell RXS-250, Trijicon RMR / SRO, Holosun 407, Vortex Venom, Doctor Noblex, Burris Fast Fire e Sightmark Mini. Mas, essa não é toda a história: a ótica montada não retrai com o ferrolho, permitindo um rastreamento de pontos muito mais rápido e fácil, pois permanece estacionário. Isso equivale a transições extremamente rápidas de alvo a alvo, e a estabilidade dos pontos é insana.  

Esperamos que essa tecnologia encontre seu caminho em futuras pistolas de fogo central. Para reiterar, esse método de montagem é o que o futuro parece para a ótica montada em pistola, e a Taurus está trazendo seu A-game.


A TX22 possui um gatilho curto e suave com seu Taurus Pittman Trigger System (PTS) projetado com precisão. Este é, na verdade, um design de ação única disparado por atacante. A própria sapata do gatilho tem um pouco de jogo rotacional, permitindo que o dedo do gatilho se posicione corretamente na sapata, garantindo que ele se mova diretamente para trás, reduzindo a chance de interromper o seu grupo com um voador não intencional. É sutil, mas ali se você procurar, fará a diferença.

O cabo é muito bem esculpido e confortavelmente preenchido por nossas palmas. A quantidade certa de textura de aderência garantiu que ele ficasse firme no lugar sem se tornar desconfortável, mesmo depois de passar um tijolo e meio de munição por ele. Nós nos sentimos um pouco irresponsáveis ​​depois da nossa sessão de alcance, dada à falta de munição de hoje, mas apenas um pouco - e apenas por um minuto. O guarda-mato é profundamente cortado e ajuda a posicionar sua mão de tiro no ângulo ideal para não apenas controlar a pistola, mas também pegar a mira naturalmente.

Junto com a confiabilidade consistente, a TX 22 Competition entregou precisão consistente de downrange de grupo de 2-1 / 2 polegadas e 25 jardas / 5 tiros com as três cargas testadas; o melhor deles é mostrado aqui, medindo 2,54 polegadas, impresso com Federal Champion 36-grain. Todas as munições tinham melhores grupos medindo menos de sete centímetros.

Os carregadores de 16 cartuchos parecem durar para sempre, especialmente quando nossos cérebros estão condicionados a esperar apenas 10 cartuchos - no máximo - em todas as outras pistolas LR .22. A TX-22 vem com três carregadores de 16 rodadas para aqueles de nós em estados livres, ou três carregadores de 10 rodadas se você estiver vivendo atrás das linhas em uma utopia socialista. Se você precisa de mais, e precisa, os carregadores extras custam apenas US $ 22 cada.

Normalmente renunciamos à desmontagem / remontagem de armas de fogo, principalmente porque raramente é necessário com as armas de fogo centrais modernas. Adicione um pouco de lubrificante aos pontos de desgaste, recarregue seus carregadores e continue atirando. Não é assim com fogueiras, em nossa experiência. Algumas munições rimfire podem ser simplesmente sujas. A prática de alto volume transforma a sujeira em lama muito rapidamente, especialmente quando um supressor pode ser adicionado tão facilmente, como é o caso da competição TX22.

Outro desvio padrão  da TX 22 é um cano estendido de 5 polegadas com um focinho rosqueado em 1/2 × 28 para fixação direta de um supressor de som. Um trilho acessório moldado permite que você deslize sobre um iluminador de luz branca, caso deseje que a diversão continue depois de escurecer.

Sem mais delongas, o processo aqui é bastante simples. Certifique-se de que a arma está vazia (temos que lhe dizer isso) e remova o carregador. Puxe para baixo a alavanca de queda e aperte a recompensa do gatilho. Isso permitirá que o ferrolho deslize livremente para fora da parte frontal da estrutura, onde o cano e a mola recuperadora podem ser removidos. Embora a TX22 tenha um cilindro roscado com um protetor de fábrica incluído, surpreendentemente o protetor não precisa ser desparafusado para remover o cilindro do ferrolho. Belo toque da Taurus. 

Como você pode ver, a TX22 tem field strips como a maioria das pistolas de fogo central, mas muito diferente da maioria das pistolas rimfire, o que pode ser um processo árduo. Uma escova de cerdas de náilon, limpador de carvão e lubrificante serão seus amigos aqui e serão a chave para garantir um funcionamento sem problemas com qualquer .22LR.

O posicionamento / tamanho do controle - incluindo a segurança do polegar manual, parada deslizante e liberação do carregador - em conjunto com o pontilhado e os contornos excelentes do quadro, criam uma base de aterrissagem extremamente ergonômica para sua mão de tiro. Mencionamos que o gatilho é excelente?

Enquanto a TX22 servirá como uma plataforma fantástica para apresentar a diversão e praticidade do tiro de pistola para aqueles que não estão familiarizados, ela também irá configurá-los para uma transição fácil para uma pistola defensiva de tiro central, caso esse seja o próximo passo. Onde o modelo de competição TX22 irá sem dúvida brilhar são os jogos de desafio de aço e várias competições .22LR realizadas em todo o país. 

Sua montagem ótica não recíproca posicionou nosso Leupold DeltaPoint PRO em uma posição ideal para o disparo heads-up, o que se traduziu em transições rápidas de alvo a alvo e um ponto que quase não estremeceu dentro da janela de visão durante sequências de disparo rápido. Carregadores de 16 rodadas mantêm a diversão em movimento, e tudo o que podemos dizer depois de uma corrida animada por um desafio de aço local com a competição TX22 é uau, essa coisa é incrível para atirar.

Carregadores com capacidade para 16 cartuchos - três dos quais são incluídos de fábrica - realmente ajudam a diferenciar a TX 22 de sua pistola de competição com capacidade para 10 cartuchos.

Especificações: Taurus TX22 Competition

    Tipo: disparado por atacante, semiautomática
    Calibre: .22LR
    Capacidade: 16 + 1
    Cano: fósforo de 5 pol.
    Comprimento total: 8,2 pol.
    Peso: 23 onças.
    Acabamento: anodizado duro
    Quadro: Polímero
    Gatilho: 4,5 libras (testado)
    Vistas: Frente fixa; traseira ajustável
    MSRP: $ 405

Embora seja uma explosão para atiradores de todas as idades e níveis de experiência, a TX22 Competition serve como uma excelente plataforma para introduzir novos atiradores à diversão do tiro de pistola e irá percorrer um longo caminho para colocá-los no caminho certo para se tornarem um atirador de pistola de fogo central proficiente.





junho 11, 2021

Brasil negocia contrato milionário para exportar blindados ao Paraguai


*Caderno da Indústria - 11/06/2021

Depois de negociar um contrato de 300 milhões de dólares na exportação de 180 blindados Guarani, o setor brasileiro da indústria de defesa se prepara para fechar outro grande negócio, dessa vez com o Paraguai.

A Agrale está perto de fechar um negócio de 100 milhões de dólares para fornecer ao país vizinho veículos e blindados leves.

Pioneirismo: Aerogerador WEG

 

*JDV - 09/06/2021

O primeiro aerogerador brasileiro, em produção pela WEG - uma das maiores fabricantes de equipamentos elétricos do mundo, está na reta final de desenvolvimento e certificação. Segundo o jornal Valor, o equipamento tem tido forte procura no mercado, com venda garantida até o fim de 2022. O comunicado foi feito pela empresa na sexta-feira (4).

Fabricado pela Weg, a máquina tem potência de 4,2 megawatts (MW) e foi desenvolvida pelo programa de pesquisa e desenvolvimento da Aneel, com participação da Engie e da Celesc, e investimentos de mais de R$ 200 milhões. 

Desde a assinatura do primeiro contrato, no início de 2020, a Weg fechou encomendas com mais três geradoras e está com produção fechada até o fim do próximo ano. A empresa também prevê elevar a capacidade de produção de 8 para 12 geradores por mês até dezembro de 2022.

junho 10, 2021

Joint venture da Taurus na Índia começará a produzir em setembro

"No momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa"


*LRCA Defense Consulting - 10/06/2021

Em live divulgada novamente hoje pelo canal BM&C News, Salesio Nuhs (CEO Global da Taurus Armas) e Sérgio Sgrillo (CFO, DRI e Gerente da JV Índia) confirmaram que a joint venture na Índia com o poderoso Jindal Group (por meio da Jindal Defense) tem previsão de começar a produzir em setembro deste ano.

O atraso de mais de um ano se deveu à situação de pandemia no mundo, que castigou Brasil e Índia com bastante intensidade.

Como a Taurus não está entrando com dinheiro no negócio, mas sim com tecnologia e know-how, será necessário deslocar uma grande equipe para espelhar na Índia a manufatura que há no Brasil, o que acontecerá após a imunização desses funcionários. Os parceiros indianos já estão sendo vacinados.

Segundo declarou Sérgio Sgrillo, todo o processo de planta de fábrica já está pronto e estão sendo cotados alguns equipamentos, como linha de tiro, por exemplo. Afirmou ainda que os parceiros têm grande expectativas para o futuro da empresa e estão muito contentes com o desenvolvimento dos trabalhos.

Inicialmente, embora o foco tenha passado a ser o mercado militar e de segurança, a ideia é começar produzindo armas para o mercado civil indiano, um nicho com imenso potencial mas ainda em desenvolvimento nesse país, já que o mercado local somente agora está sendo flexibilizado pelo governo. 

Vale ressaltar que as armas civis hoje produzidas na Índia e oferecidas aos seus consumidores podem ser consideradas antigas e obsoletas quando comparadas às modernas e tecnológicas pistolas, revólveres, carabinas e espingardas produzidas pela Taurus, o que possibilitará a essa empresa apresentar um grande diferencial de mercado.

 

Mercado militar e de segurança
Apesar de o mercado civil indiano ser potencialmente imenso e, na prática, quase que inexplorado, a joint venture entre a Taurus Armas e a Jindal Defense mudou a estratégia inicial anteriormente traçada, que era a de, no primeiro ano, só produzir armas para uso civil, passando agora a ênfase para o mercado militar e de segurança.

Essa guinada se deve ao fato de a Índia ter urgência para dotar suas tropas com armamento leve (fuzis, submetralhadoras e pistolas) moderno e eficiente, já que a maioria do que está em uso é antigo, obsoleto e, em muitos casos, apresenta problemas. No entanto, a prioridade do país asiático é que a produção normal dessas armas aconteça dentro das duas grandes diretrizes estabelecidas para a Área de Defesa: Make in India (Fazer na Índia) e Atmanirbhar Bharat (Índia Autossuficiente).

E é dentro do balizamento dessas duas diretrizes governamentais que a Taurus/Jindal trabalha para ser a empresa escolhida para atender a uma demanda que varia entre 350 mil e 500 mil fuzis (somente para o Exército), haja vista que essa é uma antiga necessidade que vem sendo discutida pelos militares indianos há vários anos. Tais discussões ficaram mais frequentes e necessárias após os recentes conflitos de fronteira com a China, obrigando o governo a modificar e agilizar suas políticas e processos para aquisição de armamentos e outros itens de natureza bélica.

No entanto, o Exército da Índia tem extrema urgência para substituir os fuzis CQB (mais curtos, para combate aproximado) em uso pelas tropas que guarnecem as fronteiras com a China e com o Paquistão e, para tanto, lançou uma grande licitação para aquisição emergencial de 93.985 fuzis, onde a Taurus irá disputar com seus fuzis T4 calibre 5,56mm. 

Tão logo a situação de pandemia permita, a empresa enviará para a Índia uma equipe acompanhada de 10 unidades de cada um desses tipos de armas: fuzil T4 em três versões, três tipos de pistola e um de submetralhadora (metralhadora de mão), para serem analisados pelas Forças Armadas indianas visando essa licitação e também futuras aquisições. 

Se a pandemia prejudicou por um lado, causando demora no processo, por outro ela também impediu que, por enquanto, a concorrências passasse a produzir no país, no âmbito do Programa Make in India.

Em termos do imenso mercado militar e de segurança indiano, é preciso considerar que, além da obsolescência de seu armamento leve, ele conta com forças armadas que têm mais de 1,3 milhão de integrantes, forças de segurança (policiais e paramilitares) que possuem um efetivo de mais de 1,4 milhão de pessoas e segurança privada com mais de 7 milhões de homens e mulheres. 

Em síntese, a Taurus/Jindal tem um gigantesco mercado potencial, civil e militar, sem parâmetros no mundo capitalista, o que levou o CEO e o CFO da multinacional brasileira a afirmarem, por mais de uma vez, que, no momento em que a Taurus entrar lá, mudará completamente a perspectiva da empresa.



Curiosidades sobre o Fuzil T4
Além de ser uma arma moderna, leve, versátil e de fácil operação/manutenção, segue o rígido e exigente protocolo militar de fabricação, que lhe permite maior durabilidade, rusticidade e resistência às mais diversas condições de combate (água, lama, poeira, temperaturas máximas e mínimas extremas, etc.). 

Para se ter uma ideia, seu cano é fabricado para resistir até 12 mil tiros, enquanto o cano de um fuzil AR-15 americano de plataforma semelhante (M4), mas fabricado para uso civil (como a maioria nos EUA), só resiste a cerca de 2 a 3 mil tiros.

Essas características fazem com que o Fuzil T4 seja o preferido das forças de segurança brasileiras e de alguns outros países, como a Gendarmeria Nacional do Senegal e a Polícia Real de Omã, que já o adotam como arma padrão. 

Ideal também para o uso militar, o Fuzil T4 foi o escolhido para dotar o Exército das Filipinas, após ter vencido duas históricas e recentes licitações internacionais onde concorreu com armas fabricadas pelas grandes empresas mundiais do setor. São históricas porque foi a primeira vez que o Exército Filipino adquiriu um fuzil fabricado fora dos Estados Unidos para o seu exército; também foi a primeira venda do Fuzil T4 para um exército.

Recentemente, o T4 também foi adquirido por um "estratégico" (segundo a Taurus) país da África Subsaariana, onde mobiliará o Exército. É esperado também que, em breve, a polícia desse país faça uma aquisição ainda maior da arma brasileira.

Ainda neste ano, há grandes chances também que seja concretizada a venda de uma expressiva quantidade de fuzis T4 para as Forças Armadas da Malásia e para a Polícia Real deste país.

Thales [Omnisys] amplia capacidade de produção no Brasil


*Zona Militar -  10/06/2021

No dia 8 de junho, o Grupo Thales inaugurou a expansão de sua planta produtiva no Brasil. O investimento total atingiu R $ 15 milhões, para atender à crescente demanda por aviônicos, radares, sistemas de defesa e componentes de entretenimento.

A expansão de 1.400 m2 tem como base as instalações localizadas em São Bernardo do Campo, pertencentes à Omnisys, subsidiária do grupo francês no Brasil. As obras concluídas incluem a inauguração de um novo Centro de Serviços Aviônicos, com base nos planos iniciados em 2016 para prestar serviços e suporte às companhias aéreas regionais e internacionais.

Com o investimento realizado, a unidade da Omnisys foi designada Centro Regional da Thales para a América Latina desse segmento de mercado. As companhias aéreas que operam na América Latina poderão contar com um serviço direto e rápido, reduzindo o tempo em solo de suas aeronaves.

 Vemos muitas oportunidades na América Latina, principalmente no Brasil. A unidade de São Bernardo do Campo já representa 40% do nosso negócio no país e é fundamental para nos apoiar no atendimento de clientes civis e militares também em outras regiões, aumentando nossa presença e levando a tecnologia brasileira além das fronteiras , afirmou. Nadia González, vice-presidente da Thales para a América Latina.

No futuro, os planos da Thales são baseados na continuidade do fortalecimento das capacidades da fábrica de São Bernardo do Campo com a incorporação de novas linhas de produção de radares e sistemas anti-drone.  

Recentemente, foi inaugurada uma nova estação de radar na fronteira com a Bolívia e o Paraguai que utiliza os radares primários LP23SST-NG e secundários RSM970S fabricados pela Omnisys, com alcance de 450 quilômetros.

 Registramos quatro anos consecutivos de crescimento e vendas recordes e bom desempenho ainda em 2020, período marcado pela pandemia do COVID-19. Temos contratos importantes em andamento e esperamos assinar outros em breve. Vemos também um cenário positivo para outros setores nos quais temos forte presença, como bancos e mercados de pagamentos, cibersegurança, comunicações, biometria e Internet das coisas ”, sublinhou Luciano Macaferri Rodrigues, diretor geral da Thales no Brasil.

Embraer anuncia venda de 250 carros voadores

Representação artística do eVTOL projetado pela Embraer voando sobre Londres


*Pesquisa FAPESP, por Yuri Vasconcellos - 09/06/2021

Dentro de cinco anos, aeronaves de design futurista movidas a eletricidade capazes de decolar e pousar na vertical, como helicópteros, poderão ser vistas nos céus de grandes metrópoles globais. Essa é, pelo menos, a expectativa da Eve Urban Air Mobility Solutions, divisão da brasileira Embraer com foco no ecossistema de mobilidade urbana aérea. Nos primeiros dias de junho, a empresa anunciou parcerias com a companhia brasileira Helisul Aviation, uma das maiores operadoras de helicópteros da América Latina, e com a Halo, empresa com forte presença nos mercados de táxi aéreo e fretamento de helicópteros nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Os dois acordos preveem a venda de um total de 250 eVTOLs, acrônimo em inglês para veículos elétricos que pousam e decolam na vertical, da Eve, sendo 200 para a Halo e 50 para a Helisul. Se tudo correr como o programado, as primeiras aeronaves serão entregues em 2026. A Halo divulgou que planeja operar sua frota de carros voadores em Londres e Nova York. Os veículos da Helisul deverão ser utilizados em grandes cidades brasileiras.

O negócio com a Halo, anunciado em 1o de junho, é a maior encomenda de eVTOLs já realizada até hoje. A transação não teve o valor divulgado, nem ficou claro se a Eve, cuja sede fica em Melbourne, na Flórida (EUA), recebeu algum pagamento antecipado como garantia da venda. Em comunicado ao mercado, a Halo, empresa controlada pelo fundo de investimento norte-americano Directional Aviation, informou que optou pelos veículos da Eve após avaliar cerca de uma dúzia de projetos de eVTOL.

A parceria com a Helisul, divulgada menos de uma semana depois, prevê, além da encomenda das aeronaves, a criação de uma estratégia para preparação do ecossistema de mobilidade aérea urbana (UAM) no Brasil. Eve e Helisul já trabalham em conjunto para criar soluções de UAM aproveitando a infraestrutura de táxi aéreo existente no Brasil, uma das maiores do planeta. Os valores do negócio não foram divulgados.

Há hoje no mundo uma corrida pelo desenvolvimento dessas aeronaves, apontadas por alguns especialistas como uma possível alternativa para reduzir os congestionamentos e melhorar a qualidade do ar nas grandes cidades. Além da Embraer, diversas companhias aeronáuticas, empresas de tecnologia e fábricas de automóveis, como Airbus, Uber, Google e Toyota, têm projetos em andamento de eVTOLs.

Parceria com a Helisul prevê o uso em grandes cidades brasileiras, como o Rio de Janeiro, e a preparação do ecossistema de mobilidade aérea urbana do país

A Directional Aviation já é cliente da Embraer. Tem em seu portfólio jatos executivos Phenom, Praetor e Legacy, fabricados pela brasileira. “O excelente legado de design, certificação e produção de aeronaves que a Embraer traz para esse eVTOL posiciona a Eve com vantagens importantes no cenário competitivo”, informou o fundo em nota. “Acreditamos que a Eve está projetando uma aeronave bem preparada para a certificação inicial e, além disso, apresenta um histórico comprovado de produção.”

Para Andre Stein, presidente e CEO da Eve, a parceria com a Halo é um passo importante para a empresa assumir uma posição de liderança na indústria global da mobilidade aérea urbana. Já o acordo com a Helisul, segundo ele, permitirá inovar a infraestrutura brasileira de táxi aéreo e prepará-la para o futuro do transporte aéreo nos centros urbanos. “Estamos prontos para construir o futuro da mobilidade com nossos parceiros de forma colaborativa”, declarou Stein em comunicado à imprensa.

Primeiro voo virtual
A Eve foi criada em outubro de 2020 depois de passar alguns anos abrigada na incubadora de tecnologias disruptivas EmbraerX. A startup tem feito progressos no desenvolvimento de sua aeronave. Em julho do ano passado, seus engenheiros realizaram o primeiro voo em um simulador do eVTOL. Simuladores são sistemas que recriam em ambiente virtual aeronaves em voo, usados principalmente para o treinamento de pilotos. O conceito do eVTOL foi apresentado pela Embraer em maio de 2018.

A companhia ainda não divulgou maiores detalhes do projeto, mas a expectativa é que o veículo tenha capacidade para quatro ocupantes e alcance (capacidade de voar sem precisar abastecer) de cerca de 100 quilômetros, o que permitirá fazer viagens curtas entre cidades. A previsão é de que seja 80% mais silencioso do que os helicópteros atuais e tenha um custo operacional 50% mais baixo. Por ser movido a bateria elétrica, não emitirá gases poluentes.

Paralelamente ao projeto do eVTOL, a fabricante brasileira de aviões investe, por meio de sua subsidiária Atech, no desenvolvimento de um sistema de gerenciamento de tráfego aéreo que permita integrar a futura demanda de espaço aéreo urbano por essas novas aeronaves. A Eve também lidera um consórcio no Reino Unido para solucionar questões regulatórias e operacionais e viabilizar a operação de eVTOLS no país europeu.


Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.

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