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agosto 04, 2021

WEG é a nova fornecedora oficial de Estações de Recarga para o veículo elétrico 500e da FIAT

WEG é a nova fornecedora oficial de Estações de Recarga para o veículo elétrico 500e da FIAT


*LRCA Defense Consulting - 04/08/2021

A WEG S.A. anunciou a assinatura do acordo de homologação para ser fornecedora oficial das estações de recarga para o novo veículo elétrico 500e da FIAT.

O contrato prevê a inclusão de dois modelos da nova geração WEMOB – WEG Electric Mobility no catálogo de produtos da FIAT, bem como o serviço de instalação dos equipamentos e visita técnica aos clientes.

Desenvolvidas para atender às necessidades de potência, velocidade, conectividade e segurança na recarga dos veículos elétricos da FIAT, as Estações de Recarga WEMOB serão ofertadas para os consumidores FIAT em dois diferentes modelos: WALL, projetada para residências e condomínios e PARKING, desenvolvida especialmente para uso compartilhado em estacionamentos públicos e privados. Ambas funcionam em qualquer tensão das cidades brasileiras e possuem todas as proteções exigidas pelas normas nacionais e internacionais. Com proteção contra raios UV e resistentes a jatos de água e poeira os equipamentos podem ser instalados tanto em ambientes internos quanto externos.

As estações de recarga WEG são desenvolvidas e fabricadas no Brasil, possuem design moderno e possibilitam conexão à internet e a plataformas de gestão para medição e rateio do consumo de cada usuário (serviço via assinatura). Além disso, permite o controle de acesso via cartões de proximidade (tags RFID) ou aplicativos de celular.

“Estamos dando mais um importante passo na nossa estratégia em oferecer soluções eficientes, sustentáveis e inteligentes para o segmento de mobilidade elétrica. Queremos também proporcionar ao cliente FIAT a melhor experiencia para uma recarga rápida e segura”, explica Manfred Peter Johann, Diretor Superintendente da WEG Automação.

A WEG possui uma ampla rede de assistência técnica do Brasil e manterá as estações de recarga atualizadas via Over-The- Air (conexão pela rede de internet do cliente), bem como garantirá peças de reposição em todo o território nacional.

Novo FIAT 500e
Primeiro modelo 100% elétrico da Fiat, o 500e chega radicalmente renovado em sua terceira geração: desenvolvido sobre a nova plataforma EV, o veículo está maior, mais conectado, com equipamentos inesperados para o segmento e com um novo estilo, reforçando sua inerente vocação de mudar o ambiente à sua volta.

Para um modelo de sua categoria, o 500e apresenta uma autonomia de 320 quilômetros, cobrindo, com folga, o deslocamento médio diário de cerca de 30 quilômetros. Testes realizados pela Fiat no Polo Automotivo de Betim (MG) indicaram que o carro pode chegar a 460 km de autonomia rodando em condições ideais. O motor elétrico entrega 87 kW, o que equivale a 118 cavalos de potência e o torque atinge 220 Nm.. o que faz com que o Fiat 500e necessite de 9 segundos para atingir 100 km/h, e com uma retomada de 60km/h a 100 km/h em 4,8 segundos.

O 500e da FIAT será comercializado no Brasil v em dez concessionárias de nove cidades diferentes: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Campinas (SP), São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF) e Recife (PE).

Sobre as Estações de Recarga WEG

Modelo WEMOB Wall em 220V (monofásico e bifásico) de até 7,4kW de potência, proporciona uma recarga 80% das baterias em aproximadamente 4 horas.
Modelo WEMOB Parking em 380V e 220V (trifásico) de até 11kW, proporciona uma recarga de 80% em aproximadamente 2h40 minutos.

agosto 03, 2021

Armas e munições: fim do imposto de exportação deverá alavancar vendas para as Américas do Sul e Central

 CBC e Taurus participam da Conferência de Simulação e Tecnologia Militar | Taurus  Armas

 
*LRCA Defense Consulting - 03/08/2021

O fim do imposto de exportação de armas e munições para as Américas do Sul e Central (incluindo o Caribe), está sendo visto pelas fabricantes nacionais desses produtos como uma grande notícia, esperada há cerca de 20 anos.

Manifestando-se a respeito, a Taurus Armas informou ao portal Mercado News que “A medida proporcionará um aumento das vendas da empresa para os países da América do Sul e da América Central, contribuindo com os fortes resultados da companhia”. Com a eliminação das barreiras tarifárias, a Taurus, que é uma multinacional brasileira, também conta com a vantagem do Mercosul, em relação aos seus principais concorrentes internacionais, e diz que esta é uma decisão importante para a indústria de armas e munições, pois era um “absurdo” a alta alíquota de 150% que incidia sobre esses itens no Brasil e que “gerava a perda de competitividade em relação ao resto do mundo”.

Com a eliminação do imposto e a revogação dos demais atos, para além das licitações de órgãos governamentais, agora poderão ser exportadas armas e munições de todos os calibres fabricadas pelas empresas nacionais, podendo estas fornecê-las para empresas privadas (de segurança ou que utilizam segurança armada) e, também, abastecer as incontáveis lojas especializadas existentes na maioria desses cerca de 30 países, o que, por si só, já representa um negócio formidável, haja vista os preços competitivos e a alta qualidade dos produtos brasileiros, que agora também estarão disponíveis aos respectivos consumidores.

A LRCA Defense Consulting entende que essa medida é, por todas as suas consequências positivas, uma grande e inesperada notícia, principalmente para a Taurus e para a CBC (que já exportam para mais de 100 países), capaz de alavancar em muito suas vendas para esses novos mercados.

Histórico
Em 2001, foi publicada pela Câmara do Comércio Exterior (Camex) a Resolução nº 17, dispondo sobre o Imposto de Exportação, com alíquota de 150%, para armas e munições destinadas aos países da América do Sul e América Central, inclusive Caribe, exceto Argentina, Chile e Equador. O referido imposto foi fixado sob o argumento de que as exportações brasileiras ao mercado civil destes países fomentariam o contrabando, pois armas e munições poderiam retornar de maneira ilegal ao Brasil.

Na prática, a Resolução 17 atuou apenas como embargo às empresas brasileiras com relação a mais de 20 países, impedindo-as de competir em todo um continente que, por proximidade geográfica, deveria representar um dos principais mercados de exportação a elas. Como grande parte dos países onde se aplicam a alíquota de importação sequer fazem fronteira com o Brasil, o argumento de prevenção de contrabando tornou-se ainda mais injustificado.

Em 2010 foi expedida a Resolução nº 88, que alterou as disposições até então existentes, permitindo as exportações de produtos de uso permitido ao cidadão civil sem a aplicação da alíquota de 150%. Porém a alteração realizada através da Resolução nº 88 não abordou dois pontos que estavam inibindo o crescimento e qualidade do serviço na região:

    a) Novos calibres: a resolução não inclui em sua lista de exceções ao imposto de exportação, os calibres e armas de fogo que conforme Portaria do COLOG n.º 136 de 08 de novembro de 2019, seção III, são autorizados no Brasil para venda a colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CAC´s). Isso inclui produtos de relevância e potencial comercial como revolveres (NCM 9302.00.00), carabinas (9303.30.00) e, principalmente, rifles semiautomáticos (NCM 9301.90.00) de calibres como, por exemplo, 44 Mag, 454 Casull, .223 Rem e 5,56x45mm. Destacam que esses produtos possuem demanda e mercado potencial na América do Sul e Central para colecionadores, atiradores desportivos e caçadores, além de empresas privadas de segurança nos países que a lei permite. Tal aplicação de imposto nessa linha de produto criaria uma barreira intransponível para a venda do produto brasileiro nesses países, deixando um espaço livre para competidores internacionais tomarem o mercado.

    b) Peças e acessórios: a resolução tratava apenas do produto acabado, não fazendo referência aos NCMs relativos às peças das armas. Como o envio das peças estava geralmente relacionado ao processo de garantia e assistência técnica para o conserto e/ou manutenção das armas exportadas, o imposto com elevadíssima carga acabava por impactar negativamente na qualidade do serviço pós-venda e, por consequência, na atratividade do produto principal, no caso, as armas de fogo.

Coroando uma luta de muitos anos, em abril deste ano, a Associação Nacional das Indústrias de Armas e Munições (ANIAM) e a Taurus Armas gestionaram novamente junto à Camex pleiteando o fim do imposto, cujo desfecho de sucesso aconteceu agora.

Crones e Desaer firmam parceria para ferramentais e processos de fabricação para as aeronaves ATL100 e ATL300

DESAER revela detalhes da versão militar do ATL-100 - Poder Aéreo - Aviação  Militar, Indústria Aeronáutica e de Defesa


*LRCA Defense Consulting - 03/08/2021

A empresa Crones Industrial, com sede em Jacareí (SP) e 15 anos de história no desenvolvimento de soluções para a indústria automobilística e máquinas especiais, anunciou hoje uma parceria com a Desaer para o desenvolvimento dos estudos de processos de engenharia, fabricação e de ferramentais de montagens em geral para os programas ATL100 e ATL300. Com o avanço nos estudos das aeronaves, onde o desenvolvimento das estruturas primárias já se encontram em fase avançada e em um momento onde fazem-se necessários os aprimoramentos dos processos, a Crones e a Desaer acharam propício neste momento divulgar esta parceria que já acontece desde 2018.

Após muitas horas de reuniões, estudos em Cad e engenharia de processo, a Crones afirma que cerca de 30% dos processos de engenharia e dos grandes Ferramentais para a produção do ATL100 já estão com seus estudos concluídos.

Utilizando uma tecnologia modular no desenvolvimento, onde a experiência adquirida ao longo dos anos no desenvolvimento de soluções para a indústria automobilística e de máquinas especiais e a expertise dos engenheiros da Desaer, todos os processos e ferramentais serão construídos para que seu gerenciamento seja o de melhor custo benefício em manutenção, fabricação e montagem. Isto se dará devido ao grande número de itens padronizados projetados para às linhas de montagens das futuras plantas de manufatura da Desaer.

Crones Industrial

Com essa filosofia, as parceiras calculam uma economia prevista de cerca de 30% no volume em horas de usinagem, montagem e manutenções necessárias ao longo da vida útil dos ferramentais. Com a tecnologia modular desenvolvida, as parceiras afirmam que, já para o futuro Programa ATL300, cerca de 40% dos ferramentais estudados podem ser adaptados para nova Aeronave.

Com o setup de apenas alguns itens como: suportes, pontos de index, sistemas de movimentação e itens de complementação em geral, a linha de montagem pode se adaptar ou até mesmo utilizar os mesmos ferramentais do programa ATL300 para uma produção mais ágil e moderna.

As parceiras pretendem divulgar maiores detalhes à respeito dos avanços dos estudos em breve.

agosto 02, 2021

Taurus segue na disputa pelas bilionárias licitações indianas de fuzis CQB

Apesar de sua importância nas operações de contra-insurgência, o Exército indiano vem operando sem carabinas de combate corpo-a-corpo há décadas.


*LRCA Defense Consulting, com The Wire - 02/08/2021

A matéria do jornal indiano The Wire, com data de hoje, faz uma análise da necessidade de a Índia tomar uma decisão urgente sobre a aquisição de carabinas (fuzis) CQB para dotar suas tropas de Infantaria, haja vista o perigo representado pelo Talibã na Caxemira. A reportagem traz também um histórico completo sobre o problema que se arrasta desde os anos 90.

A última parte da matéria trata das concorrentes atuais mais fortes, sendo que uma é a estatal OFB, duas outras, inclusive a brasileira Taurus Armas, estão dentro das diretrizes do governo indiano, haja vista terem joint ventures com empresas do país, e a terceira é uma empresa turca. Segundo as informações conhecidas até o momento, a "demonstração de tiro" constante no texto, que teria sido disponibilizada às concorrentes, ainda não ocorreu.

Segue a reportagem do The Wire.

Enquanto a Caxemira se prepara para o Talibã, a Índia perde uma arma que vem tentando obter há décadas

Como Kashmir Braces for Taliban, a Índia está perdendo uma arma que vem tentando obter há décadas
Pessoal indiano e do Exército dos EUA em um exercício conjunto. Imagem representativa. Foto: Twitter / @ 1SBCT_Ghost

 

*The Wire - 02/08/2021

A busca de décadas do Exército Indiano por carabinas de combate a curta distância (CQB), essenciais para as operações de contra-insurgência, persiste em um momento em que poderiam ser fundamentais para combater um possível aumento da insurgência da Caxemira, com o advento dos quadros do Taleban do Afeganistão.

Fontes militares e de segurança em Nova Delhi temem que o recente sucesso do Taleban na captura de vastas áreas de território no Afeganistão, após a retirada dos militares dos EUA do país devastado pela guerra no mês passado, possa impactar negativamente a insurgência da Caxemira nos próximos meses.

Eles dizem que o restante da força militar americana no Afeganistão está finalmente programado para partir em 11 de setembro. Ao lado, a maioria das tropas europeias também já havia se desmobilizado, com pouca ou nenhuma cerimônia que contrastava diretamente com sua chegada anunciada há duas décadas como parte do Força liderada pelos EUA para livrar o Afeganistão da Al-Qaeda e torná-lo um estado moderno.

Mas depois de alcançar objetivos limitados ao longo de duas décadas, todos esses militares estão deixando o Afeganistão à beira de uma guerra civil e de uma possível vitória do Taleban, colocando em grande perigo a região, especialmente a Índia.

Um soldado do Exército Nacional Afegão monta guarda no portão da base aérea dos Estados Unidos de Bagram, no dia em que o último soldado americano a deixou, província de Parwan, Afeganistão, 2 de julho de 2021. Foto: Reuters / Mohammad Ismail.

Consequentemente, altos oficiais do Exército indiano e oficiais de segurança preveem a chegada de lutadores endurecidos do Taleban na Caxemira no que poderia ser uma repetição dos eventos cataclísmicos que assolaram o estado por anos, de meados de 1990 em diante.

Relatos recentes da mídia, citando fontes de segurança, também anteciparam que combatentes mercenários do Taleban, ao lado de outros grupos islâmicos, seriam "desviados" para a Caxemira pela diretoria de inteligência interserviços do Paquistão, se os laços normalmente incendiários de Nova Delhi com Islamabad piorassem ainda mais.

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Conseqüentemente, oficiais graduados do Exército indiano disseram que era imperativo que a força fosse "adequadamente" equipada em antecipação a tal eventualidade, o que incluía principalmente a indução de carabinas CQB para as missões de contra-insurgência subsequentes.

“Para a maioria dos militares e forças de segurança implantados em manobras de contra-insurgência, as carabinas são essencialmente sua principal arma de escolha”, diz o Major General AP Singh (aposentado), que serviu com os Rashtriya Rifles, ou RR, no auge da militância da Caxemira, até 2000.

Sua leveza, canos mais curtos, ricochete menor e manobrabilidade geral, diz ele, tornam as carabinas versáteis quando usadas em espaços confinados e para missões de 'busca e destruição'.

O significado das carabinas CQB
Atualmente, o Exército indiano usa rifles de assalto modificados como substitutos das carabinas, que muitos soldados de infantaria e pessoal de Rashtriya Rifles dizem ter reduzido a eficiência em tiroteios de curta distância, de acordo com o general Singh. Disparadas a um alcance relativamente próximo, as carabinas são capazes até de penetrar em armaduras e caácetes de proteção e também são a arma preferida para tripulações de tanques.

No entanto, por enquanto, o Exército indiano tem pouca escolha a não ser continuar empregando essas alternativas, já que as repetidas tentativas do Ministério da Defesa (MoD) de adquirir carabinas CQB 5,56x45 mm ao longo de quase duas décadas falharam.

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O exército indiano está precisando dessas carabinas desde o final dos anos 1990 para substituir suas submetralhadoras 1A1 / 2 de 9 mm - versões locais das armas esterlinas L2A3 que datam da Segunda Guerra Mundial - que estavam sendo fabricadas sob licença pela Ordnance Factory Board, ou OFB, que interrompeu sua fabricação há muito tempo.

Atrasos prolongados
Após prolongada prevaricação, o tortuoso processo para adquirir esses substitutos finalmente começou em 2008, com o MoD lançando uma licitação global para 44.618 carabinas CQB. Mas esse processo foi sumariamente encerrado logo em seguida, devido ao "exagero" do exército indiano na formulação dos requisitos qualitativos ou especificações das carabinas com relação a seus acessórios, como miras a laser designadas termicamente.

Uma licitação subsequente ocorreu em dezembro de 2010 para um número igual de carabinas, pesando menos de 3 kg e disparando 600 tiros por minuto a um alcance mínimo de 200 m. Mas, após longos processos de avaliação e testes que duraram três anos, esta aquisição também foi descartada por um tecnicismo insignificante, beirando o absurdo em 2013, pelo qual ninguém foi responsabilizado, embora a arma pré-selecionada tivesse atendido a todas as outras especificações operacionais.

Posteriormente, no início de 2018, a necessidade de carabina foi oferecida novamente, mas para um número maior de 93.895 unidades, em que a carabina CAR 816 da Caracal International dos Emirados Árabes Unidos (EAU) foi listada sete meses depois para aquisição via procedimento de rastreamento (FTP). De acordo com o Procedimento de Aquisições de Defesa, todas as compras de FTP devem ser concluídas em até 12 meses após o lançamento da aquisição. Neste caso, o contrato de carabinas CAR 816, no valor de cerca de US $ 110 milhões, estava programado para ser concluído, incluindo entregas, por volta de agosto de 2019.

Nenhum acordo foi assinado, e a aquisição permaneceu no limbo por mais 11 meses, até setembro de 2020, quando oficiais seniores do MoD expressaram reservas não especificadas sobre a confirmação da oferta da carabina e ponderaram abandoná-la inteiramente. Isso ocorreu apesar da conclusão bem-sucedida de vários procedimentos técnicos e de teste de campo e negociações de custos nos quais o CAR816 superou o modelo F90 rival da Thales da Austrália, emergindo como L1 ou o menor lance.

Enquanto isso, fontes oficiais disseram que o Exército indiano, sentindo que a compra da carabina estava mais uma vez encaminhada para o fim, continuou a pressionar por sua compra rápida. O Capability Development-4 ou CD-4 do Exército Indiano Wing de sua diretoria geral de armas e equipamentos, por exemplo, que supervisiona todas as compras de armas e equipamentos de infantaria, supostamente se opôs ao desmantelamento do lançamento de carabina por motivos operacionais urgentes. O Infantry-8, a ala de 'usuário de equipamento' da diretoria geral de infantaria, também citou a necessidade urgente de carabinas para as operações de contra-insurgência do Exército, opondo-se ao desmantelamento da lancha.

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Acredita-se que ambas as alas do Exército indiano tenham argumentado que o início da compra de novas carabinas, mesmo por meio da rota FTP do MoD, levaria 16 a 24 meses adicionais para entrar em vigor, o que, por sua vez, privaria as unidades da linha de frente do Exército Indiano e Rashtriya Rifles de as armas necessárias para combater com eficiência a ameaça de contra-insurgência.

Ainda mais mistificando as questões na saga de aquisição de carabina, fontes da indústria disseram ao The Wire, foi a decisão inexplicável do MoD de prevalecer sobre Caracal - apesar de ter optado por cancelar sua licitação CAR816 em setembro passado - para 'manter' o preço que havia cotado em 2018 para seu carabinas por mais seis meses, até dezembro de 2021. Tais eventualidades são normalmente efetuadas para potencialmente manter a licitação 'viva', enquanto se aguarda uma eventual decisão. No entanto, não está claro se este foi um movimento tático do MoD para manter Caracal em "jogo" por razões insondáveis, no que está emergindo rapidamente como uma "carabina policial", ou foi simplesmente um exemplo de prevaricação burocrática para prosseguir decisivamente em uma compra urgente.

Nesse ínterim, a narrativa da carabina recentemente deu outra reviravolta inesperada.

Em fevereiro de 2021, o Ministério da Defesa emitiu um pedido de informações a cerca de 40 fornecedores nacionais e estrangeiros, incluindo a Caracal, para a aquisição planejada de 93.895 carabinas CQB, mais uma vez, por meio da rota FTP. O problema subjacente neste enigma, no entanto, é que nenhum novo pedido de proposta ou licitação pode ser emitido - o seguimento obrigatório de um pedido de informações - até o anterior para o mesmo sistema de armas - neste caso o CAR816 de Caracal - foi anulado formalmente.

E, se tudo isso não fosse mistificador e confuso o suficiente, o MoD também lançou um programa para fornecer localmente 360.000 carabinas CQB 5,56x45mm. Em sua solicitação de informações de janeiro de 2019 para este suposto projeto, o MoD declarou sua intenção de adquirir essas carabinas de joint ventures entre fornecedores nacionais e fabricantes de equipamentos originais (OEMs) no exterior, como parte de sua iniciativa 'atmanirbhar' de autossuficiência autônoma em equipamento militar.

O pedido de informações afirmava que era necessário que essas carabinas com alcance de 200m fossem o mais 'leves possível' e capazes de 'atingir uma precisão melhor do que cinco minutos de ângulo'. As carabinas projetadas também seriam obrigadas a cumprir os padrões militares ou MIL especificados e seriam capazes de operar nos diversos terrenos e condições climáticas da Índia.

[Taurus Armas está entre as mais fortes concorrentes]
Posteriormente, em busca desse programa, o Exército Indiano facilitou uma 'demonstração de tiro' nos últimos meses para pelo menos três fornecedores de carabinas OEM - além do OFB - na Escola de Infantaria em Mhow em Madhya Pradesh. Isso incluiu a Taurus Armas do Brasil, que tem um acordo de colaboração com a Jindal Defense para fabricar armas leves em Hissar, a Israel Weapon Industries ou IWI que está em joint ventures com base em Gwalior com a Adani Defense and Aerospace e a turca Sarsilmaz.

Por enquanto, porém, oficiais graduados do Exército indiano aguardam o próximo capítulo nas crônicas das carabinas, na esperança de um resultado oportuno e positivo, a tempo de cumprir suas responsabilidades de contra-insurgência.

Registros de armas de fogo dobram e índices de violência caem nos últimos três anos no Brasil


*LRCA Defense Consulting - 02/08/2021

Nos últimos anos foram promovidas importantes medidas e alterações de normas no Brasil para reestabelecer o direito dos cidadãos possuírem arma de fogo legalmente. De acordo com o Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2021, o número de armas nas mãos de civis dobrou nos últimos três anos.

Em 2017, o Sistema Nacional de Armas (Sinarm) contabilizava 637.972 registros de armas ativos. Ao final de 2020, o número subiu para 1.279.491, segundo dados da Polícia Federal, um aumento de mais de 100%. Além disso, o número de caçadores, atiradores esportivos e colecionadores (CACs) que solicitaram registros ao Exército Brasileiro aumentou 43,3% em um ano, de 200,1 mil pessoas em 2019, para 286,9 mil em 2020.

Por outro lado, os dados disponíveis comprovam que houve uma redução dos índices de violência no País no mesmo período. Em 2017, dois anos antes da flexibilização das regras para posse de armas de fogo, o Brasil atingiu um recorde de assassinatos e a taxa chegou a 30,9 mortes para cada 100 mil habitantes. Já em 2020, ano em que houve um expressivo aumento das vendas de armas no país, a taxa caiu 23,5% (para 23,6 casos por 100 mil habitantes).

Além disso, no ano passado, houve a diminuição de todos os crimes patrimoniais, com queda de 27% no roubo de veículos e a estabelecimentos comerciais, de 17% no roubo a residências, de 36% no roubo a transeuntes e de 25% no roubo de cargas.

A violência é um fenômeno complexo, de inúmeras causas, e essa diminuição poderia ser relacionada ao fato dos cidadãos estarem mais protegidos com suas armas ou até mesmo dos criminosos não terem mais a certeza de que a pessoa está desarmada.

Mudanças nas leis sobre armas
Durante mais de duas décadas, ano após ano, governo após governo e muitas restrições, o Brasil assistiu a resultados contestáveis no que se refere aos efeitos do desarmamento para a segurança pública.

Ao contrário do que a representante do Instituto Sou da Paz afirmou em notícia publicada pelo Estadão na edição de 25 de julho de 2021, o decreto de junho de 2019, editado pelo presidente da República Jair Bolsonaro, apenas adequou as normas a Lei nº 10.826, mais conhecida como Estatuto do Desarmamento, que exigia a quem quisesse ter uma arma "declarar" necessidade efetiva. A lei foi por muitos anos distorcida, com o intuito de evitar o direito do cidadão de ter uma arma legalmente. Governos desarmamentistas exigiam a "comprovação" de efetiva necessidade, no qual os cidadãos ficavam sujeitos a uma análise discricionária das autoridades responsáveis. Portanto, não houve um esvaziamento das justificativas e sim uma adequação a lei.

Além disso, a adequação dos procedimentos para a viabilização do registro de arma de fogo estimula a legalidade e a posse responsável, ampliando consecutivamente o controle dos armamentos no país. Se o governo impede o comércio e a posse de armas de fogo, as pessoas têm seu acesso ao armamento dificultado e acabam optando pela clandestinidade.

Hoje, para um pedido de registro de posse de arma, é necessário ainda cumprir todos os requisitos previstos na legislação, como ter 25 anos completos, não constar em inquérito policial, não ter antecedentes criminais, comprovar capacidade técnica para manuseio e aptidão psicológica, declarar que tem lugar seguro para armazenar, além de declaração de necessidade efetiva, entre outros.

Arma de fogo é um direito do cidadão
Ter uma arma de fogo é um direito do cidadão, porém, para que ele exerça este direito, a própria legislação determina para a concessão da autorização que a pessoa comprove capacidade emocional, por meio de um teste psicológico, assim como treinamento. É importante que a pessoa que deseja ter uma arma de fogo frequente um clube de tiro e faça treinamentos constantes para o armazenamento e uso responsável do armamento, de acordo com a lei.

Muitas mulheres estão seguindo este caminho e adquirindo armas para se sentirem mais seguras. É o caso da advogada Thaís Sousa, de 27 anos, que tomou a decisão de comprar uma arma este ano após receber ameaças vinculadas à sua prática profissional. A advogada faz treinos semanais em um clube de tiro, enquanto aguarda o processo de autorização para a posse de arma. A prática do curso de tiro para algumas mulheres, além de garantir a defesa pessoal, acaba virando um esporte e afirmando o empoderamento feminino.

"Essa questão do direito a legitima defesa foi amplamente discutida em 2005, na época do referendo popular, e a população votou pelo direito de ter uma arma de fogo para se proteger. As recentes adequações na lei deixaram o cidadão de bem em uma situação de vantagem, porque, ao contrário, no passado, o cidadão estava refém da violência, já que os criminosos tinham a certeza de que os cidadãos estavam desarmados", afirma o presidente da Associação Nacional da Indústria de Armas e Munições, Salesio Nuhs.

agosto 01, 2021

Taurus: pavilhões do Projeto Estratégico Condomínio já estão cobertos

 


*LRCA Defense Consulting - 01/08/2021

Os seis pavilhões que abrigarão os principais fornecedores da Taurus Armas S.A. acabaram de receber a cobertura e estão com as demais obras adiantadas.

Conhecido como Projeto Estratégico Condomínio, a ampliação faz parte da nova área fabril da unidade brasileira da empresa, localizada na cidade de São Leopoldo (RS).

Prevista para ser concluída no final do último trimestre deste ano, a ampliação total de 22 mil metros quadrados realizada pela Macro Engenharia permitirá que a Taurus incremente em 50% sua produção de armas a partir de janeiro de 2022 e se torne um hub de produção de peças e componentes para serem distribuídos aos EUA e à Índia, onde serão utilizados para a montagem das armas que receberão o Made in USA ou Made in India, conforme o caso.

Possibilitará também a racionalização, otimização e agilização das atividades logísticas, inclusive com o emprego de recursos e ferramentas que a levarão ao conceito de indústria 4.0, além da ampliação do Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia BR/EUA e de outras áreas vitais da companhia, como a Unidade MIM (Metal Injection Molding) e o Laboratório de Tiro Externo.

Aumentando significativamente a produção e a produtividade, reduzindo custos e incrementando ainda mais a qualidade e a diversidade de seus produtos, a Taurus almeja se tornar a maior fabricante de armas leves do mundo, evidenciando toda a disposição necessária para atingir esse objetivo.

Leia mais:
- Projeto Estratégico Condomínio avança e Taurus traz novidades 

 

Pavilhões já completamente cobertos, em vários ângulos

WEG fornece equipamentos para a 3tentos, indústria de processamento de soja

WEG fornece equipamentos para indústria de processamento de soja


*LRCA Defense Consulting - 01/08/2021

Com soluções para os mais diversos segmentos e para as mais variadas aplicações, a WEG forneceu equipamentos à 3tentos, indústria de processamento de soja para produção de biodiesel e ração animal. O turbogerador de 5,5 MW da TGM, empresa do Grupo WEG, proverá vapor ao processo do cliente em dois níveis de pressão e também será responsável por gerar energia elétrica para o consumo da indústria.

Além disso, a WEG também forneceu o pacote elétrico completo da geração, incluindo transformador elevador de 7.000 kVA, 13,8/23,1 kV, gerador ST41 de 7.500 kVA, 13,8 kV, 1.800 rpm e todo o sistema de manobra, proteção e controle da geração, composto de um conjunto de cubículos de média tensão MTW-03, painéis BT, retificadores, regulador de tensão WEG ECW500, garantindo à planta uma operação segura e integrada, projetada pela WEG, fabricante dos principais equipamentos da termelétrica.

Este é um importante passo para a 3tentos, uma vez que esta não possuía produção de energia própria, detendo gastos significativos com energia elétrica. Agora, com esta solução WEG, a energia excedida poderá ser vendida, gerando renda para o cliente. Além disso, a solução garante maior segurança operacional visto que esta indústria não sofrerá com problemas de abastecimento de energia das concessionárias.

“Para o cliente, ter um equipamento de alta eficiência na sua planta é algo que leva sua empresa a ser reconhecida não apenas como uma grande empresa fabricante de biodiesel e ração, mas também uma indústria de geração de energia renovável e sustentável”, comenta Paulo Sinoti, Diretor de Negócios de Energia da WEG.

julho 31, 2021

Brazilian Defense Day abre oportunidades de negócios com mercado sul-coreano


*ABIMDE - 30/07/2021

A ABIMDE promoveu, na manhã do dia 29, mais um Brazilian Defense Day, evento internacional com o objetivo de abrir canais com novos mercados para a BIDS (Base Industrial de Defesa e Segurança). Esta foi a terceira edição do encontro, voltada a discutir as oportunidades de cooperação entre Brasil e Coreia do Sul. As primeiras edições tiveram como foco o Egito e os Emirados Árabes Unidos.

O evento desta quinta-feira foi realizado em parceria com a Korea Trade Investment Promotion Agency (Kotra) e teve o apoio dos ministérios brasileiros da Defesa e das Relações Exteriores, do Instituto de Promoção de Tecnologia de Defesa da Coreia e da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).

“A indústria de defesa brasileira é globalizada e procura associações importantes com diversos países ao redor do mundo”, comentou o presidente da ABIMDE, Dr. Roberto Gallo, na abertura do evento. “A BIDS, sólida e excelente parceira, busca integração logística tecnologicamente relevante”.

O evento contou ainda com pronunciamentos do Embaixador da Coreia, Lim Ki-mo; do Embaixador do Brasil em Seul, Luís Henrique Sobreira Lopes; do Diretor do Departamento de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, Contra-Almirante Sérgio Lucas da Silva; do diretor do Korea Credit Guarantee Fund (Kodit), Lee Gui Hyun; do Secretário da Divisão de Produtos de Defesa (Diprod) do Ministério das Relações Exteriores, Rafael Bernardes; e do diretor-geral do Korea Research Institute for Defense, Technology & Advancement (Krit), Jeong Yeon Chul.

“Os sul-coreanos se mostraram muito interessados em firmar negócios com o Brasil e estabelecer uma cooperação que possa fazer a diferença na indústria de cada país” afirmou Paulo Albuquerque, diretor de projetos e de relações institucionais da ABIMDE e coordenador do evento.

Armas: por que custam tão caro?


*LRCA Defense Consulting - 27/07/2021

É comum, principalmente nas mídias sociais, muitos consumidores brasileiros reclamarem do alto custo das armas de fogo no Brasil e, por desconhecimento, reputarem o fato a um pretenso "monopólio" dos fabricantes nacionais Taurus, CBC, Imbel e Boito.

Para começar, a inexistência desse "monopólio" fica clara quando se sabe que as importações de armas de fogo estão totalmente liberadas e que as fabricantes estrangeiras podem se estabelecer no País se e quando quiserem, bastando estar dispostas a arcar com a mesma carga tributária e com os mesmos entraves regulatórios enfrentados pelas indústrias nacionais.

Nas reclamações, alguns comparam o preço de uma arma produzida no País, como a pistola Taurus G2c, por exemplo, que custa em torno de 289,00 dólares (R$ 1.502,00) nos EUA, com os preços da mesma arma no Brasil, que variam entre R$ 3.740,00 (fábrica: CACs, etc.) e mais de R$ 4.000,00 (lojas).

Uma simulação permite entender melhor a influência da questão tributária no preço final das armas produzidas e vendidas no Brasil.

De maneira geral, quando um cidadão compra uma arma, cerca de 72% do valor final são impostos (varia com a alíquota do ICMS estadual, de 25% a 38%) e 28% é o valor do produto já com o frete. 

Numa arma que custa R$ 3.740,00 no Rio de Janeiro, os impostos federais e estaduais (IPI, PIS/CONFINS e ICMS) totalizam R$ 2.692,00. Subtraindo-se do restante (R$ 1.048,00) o frete de cerca de R$ 265,00 que a empresa paga, o valor que esta recebe é de apenas R$ 783,00, por um produto que custou R$ 3.740,00 ao consumidor.

Pistola Taurus G2c

Voltando ao caso da pistola G2c (produzida no Brasil) exportada para os EUA, sobre ela são adicionados os custos de exportação, de distribuição nesse país e o lucro do lojista. Mesmo assim, seu preço final médio ao consumidor americano é de cerca de R$ 1502,00. Ou seja, em moeda nacional, a mesma arma produzida e vendida no Brasil, custa aqui 149% a mais que nos EUA (no mínimo), e o vilão não é a fabricante ou o lojista, mas sim a pesada carga tributária brasileira.

Em síntese, se a nossa carga tributária fosse semelhante à americana, essa mesma pistola poderia custar apenas cerca de R$ 1.500,00 ao consumidor brasileiro.

Exército acelera testes com vistas ao desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro com alcance de 300 km

Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300


*LRCA Defense Consulting - 31/07/2021

Na semana passada, visando o desenvolvimento do Míssil Tático de Cruzeiro (AV-TM 300) com alcance de 300 km, o Comando de Artilharia do Exército Brasileiro realizou testes com foguetes SS60 lançados a partir de uma plataforma do Sistema Astros 2020, tecnologia nacional atualizada recentemente pela Avibras.


AV-TM 300
O Míssil Tático de Cruzeiro AV-TM 300 é uma nova munição em estágio de pesquisa e desenvolvimento, com o propósito de ser lançado a partir da plataforma do Sistema ASTROS em uso pelo Exército Brasileiro. 

O míssil está sendo concebido para levar 200 kg de carga bélica convencional a uma distância de até 300 km com precisão em Círculo de Erro Provável (CEP) menor ou igual a 30 m, e produzindo o mínimo de dano colateral.

O Míssil Tático de  Cruzeiro AV-TM 300 poderá atingir alvos estratégicos de eventuais oponentes muito além dos alvos táticos atualmente batidos pelos foguetes do Sistema ASTROS, conferindo ao Exército Brasileiro uma maior capacidade de dissuasão extrarregional.

Novo míssil brasileiro é 'espetacular' e capaz de destruir infraestrutura  inimiga, diz especialista - Sputnik Brasil

WEG foi um dos destaques do Ranking: "2021 Latin America Executive Team” da Institutional Investor

WEG foi um dos destaques do Ranking: '2021 Latin America Executive Team” da Institutional Investor


*LRCA Defense Consulting - 31/07/2021

A WEG foi o grande destaque do setor de Bens de Capital no ranking "2021 Latin America Executive Team-Capital Goods" elaborado pela revista Institutional Investor, um dos mais conceituados veículos especializados no mercado financeiro internacional.

A premiação, que engloba empresas de capital aberto de toda a América Latina, escolheu os melhores CEOs, CFOs, programas, times e profissionais de relações com investidores (RI), programas de ESG, reuniões anuais com analistas e programa de gestão de crises em meio COVID-19.

A WEG ficou em primeiro lugar na classificação geral do setor de Bens de Capital com os seguintes prêmios:

Melhor CEO para Harry Schmelzer Jr.
Melhor CFO para André Luis Rodrigues
Melhor Profissional de RI para André Menegueti Salgueiro
Melhor Equipe de Relações com Investidores
Melhor Programa de Relações com Investidores
Melhores Métricas ESG
Melhor Reunião com Analistas (2º lugar)
Melhor Gestão de Crises em Meio COVID-19 (2º lugar).  
A pesquisa reflete as opiniões de mais de 765 analistas buy-side, gestores de ativos e pesquisadores sell-side que nomearam um total de 341 companhias e mais de mil executivos em 16 setores.

julho 30, 2021

FAB realiza voo de Aeronave Remotamente Pilotada (ARP) via satélite

Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), de modelo RQ-900


*Agência Força Aérea - 30/07/2021

Pilotada por satélite. É assim que a Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), de modelo RQ-900, da Força Aérea Brasileira (FAB), contribui com imagens exclusivas e, em tempo real, na Operação Samaúma. As decolagens ocorrem do Campo de Provas Brigadeiro Velloso (CPBV), localizado na Serra do Cachimbo, em Novo Progresso (PA), com controle e coordenação tática, de forma remota, do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), em Brasília (DF).

De acordo com o Chefe do Estado-Maior Conjunto do COMAE, Major-Brigadeiro do Ar Alcides Teixeira Barbacovi, a atividade tem caráter de inteligência e é essencial para a entrega de informação em tempo real. “A ARP tem capacidade de imagear, descobrir e fotografar pontos de desmatamento na Amazônia. E, de Brasília, militares de inteligência do Exército Brasileiro e da Força Aérea Brasileira analisam o conteúdo captado, inclusive, com recurso termal, dando suporte à Operação e aos Comandos Conjuntos e às agências reguladoras e de fiscalização. O sistema aumenta muito o ganho operacional das capacidades da aviação de Reconhecimento da FAB”, explica o Oficial-General.

Utilizando sensores, a antena não aponta mais diretamente para a aeronave, mas, sim, para o satélite, que faz a ponte com a ARP. Anteriormente, o voo era feito somente por meio de uma antena que fica no solo, exigindo uma linha de visada com a plataforma. Ou seja, trazia algumas limitações de distância para a operação da aeronave, pois, à medida que a distância entre a ARP e a estação de solo aumenta, a aeronave começa a ficar abaixo do horizonte, interrompendo a linha de visada.

Operação Samaúma

A FAB, juntamente com as Agências reguladoras e de fiscalização, atua em pontos de interesse levantados pelo Comando Conjunto Norte (Belém), Comando Conjunto Centro-Oeste (Campo Grande) e Comando Conjunto Amazônia (Manaus), de modo que, em tempo real, equipes no terreno possam verificar eventual irregularidade.  

Apesar do apoio operacional dado pela Força Aérea, quem realiza as apreensões, prisões ou emite multas são as entidades policiais que englobam a Operação, como a Polícia Federal (PF) e a Polícia Militar do estado de Rondônia (PMRO). Além da PF e da PMRO, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) também participam ativamente das ações de prevenção e repressão dentro da Operação.

A FAB está atuando na Operação Samaúma, que foi deflagrada pelo Governo Federal, representado pelo Ministério da Defesa, para combater o desmatamento ilegal e os incêndios florestais nas terras indígenas e nas unidades federais de conservação ambiental, na região norte do País. A Operação é um esforço conjunto das Forças Armadas, órgãos e entidades de proteção ambiental, além de agências e instituições policiais. Na missão, a FAB é responsável por dar todo o suporte de inteligência, vigilância e reconhecimento, no fornecimento de imagens aéreas, por meio do emprego das aeronaves RQ-900, P-3 AM Orion, R-99, A-1 e H-60 Black Hawk.

Foto: Suboficial Nery  e Sargento Rezende / CECOMSAER

Comitiva da Marinha visita a Ares e conhece detalhes da estação de armas CORCED

imagem corced


*LRCA Defense Consulting - 30/07/2021

A Ares recebeu em sua sede na última semana uma comitiva da Marinha do Brasil, quando pode apresentar sua instalações e capacidades, que estão à disposição das Forças Armadas Brasileiras, bem como os projetos em andamento e os resultados da empresa nos contratos de suporte logístico.

Os almirantes também conheceram em detalhes o CORCED, a estação de armas leve para emprego naval, desenvolvida pela empresa, que é uma excelente opção para equipar os meios da Marinha do Brasil, principalmente os futuros navios da Classe Tamandaré.

Estiveram presentes:
Almirante Esq José Augusto Vieira da Cunha de Menezes - Diretor-Geral do Material da Marinha
Vice-Almirante Alfredo Martins Muradas – Diretor de Sistemas de Armas da Marinha
Vice-Almirante (EN) Liberal Enio Zanelatto - Diretoria Industrial da Marinha
Contra-Almirante Flávio Augusto Viana Rocha - Diretoria de Gestão de Programas da Marinha
Capitão de Mar e Guerra (EN) Marcelo Alves Felzky - Centro de Manutenção de Sistemas

CORCED
0 CORCED é uma estação de arma giro estabilizada leve, montada externamente ao convés do navio. Este sistema permite a operação remota de metralhadora em um pedestal com movimentos de conteira e elevação, realizando remotamente a pontaria e disparo do armamento a partir do um console.

O sistema pode ser empregado em missões de patrulha, reconhecimento e engajamento de alvos de superfície ou alvos aéreos de baixa altitude.

Especificações técnicas
Tipo de metralhadora: BRW M2 12,7mm ou FN MAG 7,62mm
Capacidade de munição: 300 (12,7mm), 460 (7,62mm)
Sensores ópticos: Câmera diurna (zoom óptico > 23x) Termal (opcional)
Velocidade angular: Conteira: >51°/s; Elevação: >51°/s
Movimento angular: Conteira: 360° ilimitado; Elevação: -10° a 45° (ajustável)
Peso total: Torre: 170kg (sem munição nem arma); Console: 50kg (sem cabos)
Precisão de estabilização: <1mrad (pico)
Tensão de alimentação: 115 VAC, 24 VDC
Consumo máximo de corrente: 60 A (24VCIC)
Distância máxima entre a torre e o console: Até 30m
Dimensões externas da torre (mm): 1.096x1.243x650 (LxWxH)

Vantagens
Sistema autônomo em relação ao navio;
Duas opções e alimentação 115 VAC ou 24 VDC;
Operação segura em área protegida;
Operação em modo remoto ou manual;
Sistema interno de detecção de falhas;
Durabilidade e invulnerabilidade em condições adversas;
Alta precisão de tiro em rnovimento;
Três opções de tiro – rajada, intermitente e total.

Características
Sistema optrônico integrado
Computador balístico interno
Estabilizado em caturre, balanço e conteira
“Auto tracker” integrado
Controle de rearme e clisparo
Modo de operação remoto e manual
Totalmente compatível com normas MIL-STD


julho 29, 2021

Com 3º forno contínuo na unidade MIM, Taurus aumentará em 40% a capacidade de produção de peças

O novo equipamento aumentará a capacidade de produção com a tecnologia MIM, passando das atuais 80 mil peças/dia para 110 mil peças/dia.


*LRCA Defense Consulting - 29/07/2021

A Taurus, Empresa Estratégica de Defesa e uma das maiores fabricantes de armas do mundo, adquiriu e já iniciou a operação de seu terceiro forno contínuo na unidade MIM (Metal Injection Molding) na planta de São Leopoldo (RS). O novo equipamento aumentará em cerca de 40% a capacidade de produção de peças com a tecnologia MIM pela companhia, das atuais 80 mil peças/dia para 110 mil peças/dia.

A implementação do projeto do novo forno - da proposta à instalação - durou cerca de um ano e a Taurus investiu em torno de R$ 5 milhões. Com a aquisição, a Taurus se consolida no ranking mundial das 10 maiores empresas com a tecnologia MIM e se torna a maior no Hemisfério Sul.

O objetivo é que o equipamento opere 24 horas nos 365 dias do ano, aumentando a flexibilidade e capacidade de produção de armas e componentes pela Taurus. A sede da empresa, em São Leopoldo, será responsável pela distribuição de peças MIM para todas as unidades produtivas (Brasil, EUA e Índia).

A tecnologia Metal Injection Molding (MIM) é utilizada desde 1998 na Taurus e permitiu a produção de peças de geometria complexa, com baixo custo e alto volume, dispensando a necessidade de fornecedores externos, utilizados pela maioria dos fabricantes de armas, com grande vantagem sobre processos tradicionais, como microfusão e usinagem.

Esta tecnologia, de alta performance, une a resistência mecânica dos metais com a versatilidade de forma dos polímeros, a partir da injeção dos componentes, com posterior processo térmico de remoção dos polímeros e sinterização.

Weg testa rede 5G própria e quer ajudar outras empresas a criar indústria 4.0


*Portos e Navios, via Estadão - 28/07/2021

A gigante industrial Weg já está conectada à rede de internet ultraveloz 5G, mesmo sem a tecnologia estar disponível no Brasil. Isso porque a empresa está realizando um teste de conectividade de sua fábrica em Jaraguá do Sul (SC), onde fica a sua matriz, com uma rede privativa criada em parceria com a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI). Os resultados preliminares apontam caminhos importantes para uma produção industrial conectada, diz a companhia.

Um exemplo é o uso da tecnologia em robôs logísticos. Com uma internet de alta velocidade, as máquinas conseguem se movimentar pela fábrica quase sem interferência. Mais do que isso: fazem um mapeamento do espaço e se deslocam até em áreas com caminhos obstruídos. O 5G, segundo Carlos Grillo, diretor de negócios digitais da Weg, vai potencializar as ferramentas que utilizam inteligência artificial.

Outros pontos testados foram as câmeras inteligentes, que conseguem identificar, por exemplo, se as pessoas presentes estão usando máscaras para se proteger da covid-19 e apontar defeitos em produtos, algo que sempre foi realizado manualmente. “Esse estudo visa a responder à dúvida de quanto o 5G vai mudar a indústria e tudo está em cima da conectividade, que é o grande meio dessa transformação”, diz Grillo.

Mais do que entender o potencial da tecnologia, esse laboratório servirá para que a companhia e a ABDI mandem os resultados para a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) discutir uma regulação para as redes privadas de 5G. O projeto tem ainda a Nokia e a Claro como parceiras.

Rimac
“Existe um movimento de 5G para redes públicas, mas ainda não existe isso para redes privativas no País. E é algo que já é uma realidade em países como a Alemanha e o Reino Unido”, diz Igor Calvet, presidente da ABDI, que afirma ser fundamental que as empresas consigam ter controle em suas próprias redes. “Sobretudo agora com a Lei Geral de Proteção de Dados, as indústrias precisam ter confiabilidade nos dados.”

Novos negócios
Além da evolução da indústria, a Weg também quer usar esse teste e a própria tecnologia 5G para aumentar sua área de soluções digitais – uma das estratégias da companhia rumo à diversificação de seus negócios.

A empresa, mais conhecida pelos motores, hoje também já atua fortemente na geração de energia, que representa mais de 30% de seu faturamento. Agora, a Weg quer ajudar parceiros a caminhar rumo à indústria 4.0. Nos últimos dois anos, comprou quatro startups pensando nesse modelo de negócio em áreas como inteligência artificial e internet das coisas.

A aquisição de startups deve se acelerar nos próximos meses, diz o presidente da Weg, Harry Schmelzer Júnior. “A Weg vai continuar sendo uma empresa forte em motores, em energia renovável, mas esse é o momento de a empresa também se preparar para o futuro.”

A diversificação tem ajudado a empresa a atrair investidores. Em 2020, a companhia registrou uma receita líquida de R$ 17,5 bilhões, alta de quase 31% mesmo em um ano de pandemia, o que fez a ação da Weg ser a segunda que mais subiu dentro do Ibovespa em 2020, cerca de 120% de valorização.

Este ano, porém, as ações da companhia patinam. Desde janeiro, os papéis têm baixa de 8%. Para Flávia Ozawa, analista da Eleven Financial, ainda é possível ser otimista com a companhia, em especial pela diversificação e pela consistência nos resultados. “Essa linha de negócios de soluções digitais, por exemplo, tem um investimento inicial relativamente pequeno”, diz Flavia, que enxerga potencial de alta de 52% no preço dos papéis até o fim de 2022.

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