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23 outubro, 2026

A base instalada do ASTROS como ponte para a retomada da Avibras Aeroco

Frotas em serviço na Ásia e no Golfo podem gerar receitas com munições, peças e modernização, enquanto a empresa amadurece o MTC, o AV-SS 120 e lançadores de nova geração

Imagem renderizada e meramente ilustrativa


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LRCA Defense Consulting - 23/10/2026 - 15h30

Um patrimônio comercial que não pode ser ignorado 
A retomada industrial da Avibras Aeroco, empresa de Jacareí (SP) que herdou os ativos e a propriedade intelectual da antiga Avibras, abre uma oportunidade que não depende apenas de novos contratos para sistemas de última geração: reconstruir o relacionamento com os países que já operam o ASTROS. 

Na Ásia, a Indonésia recebeu 63 lançadores ASTROS II MK6 em dois lotes (36 encomendados em 2012 e 27 entregues em 2020), e a Malásia opera 36 unidades, metade delas encomendada num segundo lote, em 2007. No Golfo, a Arábia Saudita adquiriu cerca de 60 sistemas na década de 1980, e Bahrein e Catar compraram quantidades não divulgadas. Iraque e Angola também receberam o sistema, mas pertencem mais ao legado histórico do que ao mercado atual. Essa base instalada concentra demandas potenciais por munições, peças de reposição, revisões, assistência técnica e atualização de equipamentos.


O que a própria empresa já sinalizou 
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, publicada em junho, o presidente da Avibras Aeroco, Sami Youssef Hassuani, informou que a nova gestão realizou diligências comerciais com visitas a clientes no Brasil e no exterior, sobretudo no Golfo e no Sudeste Asiático. Segundo ele, todos os clientes ativos no exterior foram recontatados, com visitas técnicas da própria empresa. No curto prazo, as compras se concentram em peças de reposição, mas também há negociações de novos contratos de fornecimento. 

O executivo disse confiar que a exportação de produtos, e não apenas de peças, possa recomeçar em meados de 2027, um ano antes do previsto no planejamento original. A meta para 2028 é chegar a 1.000 funcionários e a um faturamento de R$ 500 milhões. Em outubro, a Avibras Aeroco enviou uma equipe comercial ao Marrakech Air Show, realizado de 7 a 10 de outubro, vitrine para o mercado africano e para o mundo árabe, onde estão alguns dos operadores históricos do sistema.


O mercado doméstico como vitrine 
No País, a transferência do Contrato nº 130/2023, formalizada em setembro pelo Centro de Obtenções do Exército, no valor de R$ 60.800.818,56, prevê 3.072 foguetes ASTROS: 2.624 AV-SS-09 TS de treinamento e 448 SS-30. Em 6 de outubro, a empresa entregou seu primeiro lote de munições ao Exército Brasileiro, no Centro de Logística de Mísseis e Foguetes, em Formosa (GO), cinco meses após o início das operações, sem identificar publicamente se o lote integrava esse contrato. 

A empresa também retomou a fabricação dos foguetes SS-40 e SS-80. Para clientes estrangeiros, a regularidade das entregas ao Exército Brasileiro, que já se refere ao programa como ASTROS-FOGOS, funciona como prova de que a linha de produção voltou a operar.


Munições e MRO como primeira frente de negócios 
A reposição de foguetes e os contratos de manutenção, reparo e revisão geral (MRO) podem gerar receitas antes da maturação de novos projetos. Inspeção, recuperação de viaturas, fornecimento de componentes, treinamento e atualização de sistemas de controle ampliam o relacionamento com os operadores e preservam a reputação do produto. 

A velocidade de conversão dessas oportunidades em caixa dependerá de contratos, adiantamentos, capacidade produtiva, fornecedores e licenças de exportação. A conclusão, em 15 de outubro, da aquisição da Avibras Aeroco pela Globe Investimentos, dos empresários Joesley e Wesley Batista, pode facilitar o capital de giro necessário para atender encomendas maiores.


Munições guiadas, o elo entre o legado e a nova geração 
O maior valor agregado para a base instalada pode estar nas munições de precisão. Em comunicado de setembro, a Avibras Aeroco afirmou que o Míssil Tático de Cruzeiro (AV-MTC), de 300 quilômetros de alcance, estava em fase final de certificação. A empresa também desenvolve com o Exército o AV-SS 120, míssil balístico tático guiado de 120 quilômetros, de voo supersônico e trajetória direta ao alvo, anunciado como aguardado tanto pelo mercado interno quanto por clientes externos. 

Para um operador de MK6, incorporar munição guiada compatível com a frota existente tende a ser mais rápido e barato do que substituir lançadores. A integração em frotas estrangeiras, contudo, exigirá qualificação específica e autorização de exportação. 

Imagem renderizada e meramente ilustrativa

O MK6 continua relevante, mas o ambiente de combate mudou 
A guerra na Ucrânia ampliou a importância da dispersão, da mobilidade, da vigilância por drones e da reação aos fogos de contrabateria. Isso não significa que o ASTROS II MK6 tenha perdido utilidade: a relevância de um sistema de artilharia depende do teatro de operações, da ameaça, do apoio de inteligência, da proteção e do modo de emprego. 

Uma bateria típica reúne cerca de 13 viaturas (seis lançadoras, seis remuniciadoras e uma unidade de controle de fogo com radar). Operar em bateria não obriga as viaturas a permanecerem agrupadas; a questão é o grau de dependência das lançadoras em relação à unidade de direção de tiro, nó que se torna alvo prioritário num cenário em que a rapidez de deslocamento e a autonomia aumentam a sobrevivência.


Do legado à nova geração 
Em 2023, a Avibras apresentou o ASTROS AFC, com capacidade anunciada de calcular elementos de tiro na própria lançadora e operar isoladamente ou em seção, segundo o conceito shoot and scoot. Também divulgou o ASTROS III, sobre chassi Tatra T815 8x8, com capacidade para quatro AV-MTC por lançadora (contra dois no ASTROS II) e 72 foguetes SS-30 (contra 32); à época, a empresa considerava construir um protótipo. Em 2026, o CEO revelou o desenvolvimento do ASTROS II MK7, com viatura 6x6, maior autonomia operacional e capacidade de disparar o AV-SS 120. A possibilidade de atualizar lançadores MK6 com maior autonomia merece avaliação técnica e econômica, sem pressupor que a adaptação seja simples. 

Espanha, o teste fora da base instalada
O cancelamento da compra do lançador israelense PULS, em setembro de 2025, reabriu o programa espanhol SILAM, no qual o ASTROS competiu em 2023 por meio do consórcio Ibermisil, formado pela Avibras e pela espanhola NTGS. Em levantamento publicado em 21 de outubro, a Infodefensa incluiu o ASTROS II entre as alternativas de mercado, ao lado do Chunmoo, do HIMARS, do GMARS e do lançador da Roketsan. O portal ressalvou, porém, que a parceria não representa uma oferta ativa e confirmada e que a situação financeira da Avibras havia gerado dúvidas sobre sua capacidade produtiva. Madri busca um parceiro disposto a transferir tecnologia e a ceder a autoridade de design à indústria nacional, e o futuro do programa permanece incerto. Nesse cenário, entregas regulares ao Exército Brasileiro e aos operadores atuais são o argumento mais concreto que a Avibras Aeroco pode apresentar para responder a essas dúvidas.

O desafio da execução 
Para transformar essa perspectiva em resultados, a Avibras Aeroco precisará identificar o estado real das frotas estrangeiras, reconstruir cadeias de suprimento, garantir padrões de qualidade, oferecer suporte confiável e negociar contratos sustentáveis. Há limites claros para a análise: os números de frota provêm de fontes abertas e não indicam quantos lançadores permanecem operacionais; não há base pública para quantificar a demanda reprimida de cada país; e os anúncios do AFC, do ASTROS III e do MK7 não confirmam testes, qualificação ou produção seriada. 

Além disso, os mesmos operadores são disputados por fabricantes de lançadores modernos, o que torna a resposta rápida às demandas atuais uma condição para manter a preferência pelo produto brasileiro. A prioridade comercial deve ser determinada por demanda verificável, condições de pagamento e viabilidade industrial, e não pelo número histórico de lançadores exportados.


Preservar o presente para construir o futuro 

A recuperação da Avibras Aeroco não precisa ser apresentada como uma escolha entre o ASTROS MK6 e seus sucessores. O sistema existente continua capaz de cumprir missões relevantes em determinados ambientes operacionais, enquanto as novas versões procuram responder a exigências adicionais de autonomia e sobrevivência. 

Sustentar a frota em serviço, com munições, peças e modernização, e oferecer a ela munições guiadas pode ser a maneira mais pragmática de fortalecer o caixa, recuperar a confiança dos clientes e financiar a próxima geração da artilharia brasileira.

16 setembro, 2025

Veto espanhol a armas israelenses cancela o Sistema PULS. O Avibras ASTROS ainda seria uma opção?


*LRCA Defense Consulting - 16/09/2025

A Espanha anunciou o cancelamento do contrato de €700 milhões para a aquisição do sistema de lançamento múltiplo de foguetes PULS (SILAM), desenvolvido sob licença da israelense Elbit Systems, conforme destaca matéria do site turco especializado SavunmaSanayiST.com. A medida faz parte de um plano abrangente do Ministério da Defesa espanhol para eliminar gradualmente sistemas militares com origem ou componentes israelenses, restringindo contratos diretos e produtos licenciados, com objetivo de acelerar a redução da dependência tecnológica do país em relação a Israel.

Plano de independência de Israel focado em Indra e Escribano
O programa de separação prioriza especialmente duas empresas-chave do setor de defesa espanhol: a Indra, que oferece alternativas tecnológicas, e a Escribano, voltada a soluções de artilharia e munição. A primeira fase do plano será identificar se há equipamentos e sistemas produzidos internamente capazes de manter as atuais capacidades militares. Caso não sejam encontrados produtos adequados na Espanha, a prioridade será buscar aquisições no exterior, com foco em fornecedores europeus.

ASTROS volta a ser lembrado como opção 
Apesar de não haver uma decisão formal para substituir o PULS, o sistema brasileiro ASTROS, da Avibras, surge entre as possibilidades citadas em análises de mercado, tendo participado anteriormente de processos licitatórios espanhóis. Em parcerias recentes, a Avibras uniu-se à espanhola NTGS e à britânica Milanion para produzir o ASTROS localmente, caso sua proposta fosse selecionada pelo país. Essa cooperação futura visava garantir elevado conteúdo nacional e industrialização na Espanha, um fator alinhado com os esforços de autonomia do bloco europeu em defesa.

No contexto dessa parceria, especula-se que, no cenário atual, poderia ser oferecida à Espanha não apenas a versão atual do ASTROS, mas também versões modernizadas como o ASTROS II AFC ou até o ASTROS III.

O ASTROS II AFC (Astros II Advanced Fire Control) representa uma evolução da plataforma tradicional, com sistema de comando e controle aprimorado, integração de sensores modernos e maior capacidade de coordenação entre lançadores. Isso traz maior rapidez na aquisição e engajamento de alvos, além de ampliar a interoperabilidade com outros sistemas de defesa, pontos críticos para as necessidades espanholas.

O ASTROS II AFC pode operar isoladamente ou em seção, sendo que sua lançadora possui maior poder de fogo e capacidade de calcular os elementos de tiro, efetuar o disparo e buscar abrigo (“Shoot & Scoot”), minimizando a exposição do Sistema AFC. Tais avanços tecnológicos colocam o ASTROS em nível competitivo com os mais modernos sistemas de lançamento de mísseis e foguetes, como o HIMARS americano, o Chunmoo sul-coreano ou o próprio PULS israelense.

Já o ASTROS III, ainda em projeto, é uma nova geração do sistema, com melhorias significativas em alcance, precisão e versatilidade operacional. Essa versão é baseada em viatura 8x8, que terá o dobro do poder de fogo do ASTROS II AFC e acumulará todo o legado tecnológico do ASTROS MK6, lançando foguetes balísticos, foguetes guiados, mísseis balísticos e mísseis táticos de cruzeiro.

A possibilidade de oferecer ao mercado espanhol tecnologias atualizadas poderia fortalecer a candidatura do ASTROS, ao apresentar uma solução que alia flexibilidade operacional, modernidade e potencial de produção integrada na Espanha, crucial diante das prioridades de autonomia e substituição impostas pelo veto a sistemas israelenses.

ASTROS III

Questões tecnológicas, situação da Avibras e oportunidade para a Espanha
Segundo as informações públicas disponíveis, não há evidências de que o sistema ASTROS incorpore componentes ou tecnologias israelenses, o que favoreceria sua aceitação dentro dos critérios estabelecidos pela Espanha. Ainda assim, pela natureza sigilosa dos sistemas militares, essa conclusão permanece limitada e não deve ser encarada como absoluta.

Apesar de o ASTROS estar tecnicamente consolidado como um dos sistemas de foguetes de artilharia mais flexíveis do mercado, a própria fabricante brasileira enfrenta sérios desafios. A Avibras permanece em processo de recuperação judicial e, de acordo com informações recentes, seu retorno parcial às operações está previsto apenas para outubro de 2025.

Esse cenário complica qualquer perspectiva imediata de exportação em larga escala. Mesmo que a Espanha optasse futuramente por reabrir uma concorrência internacional, a situação financeira e operacional da Avibras seria um fator crítico a ser analisado, tanto em termos de capacidade produtiva quanto de confiabilidade na entrega. A incerteza sobre o ritmo de retomada da produção e a necessidade de investimentos adicionais podem representar riscos para o cumprimento de prazos e especificações contratuais, aspectos fundamentais em processos de defesa.

Contudo, essa conjuntura delicada também pode ser interpretada como uma excelente oportunidade para a indústria de defesa espanhola. O potencial desenvolvimento do ASTROS diretamente na Espanha, em parceria com a Avibras e seus aliados europeus, permitiria a criação de um produto novo e tecnologicamente moderno, adaptado às necessidades específicas das Forças Armadas espanholas e europeias.

Além disso, a situação atual da Avibras pode facilitar negociações comerciais com condições mais vantajosas, possibilitando custos menores na aquisição e produção do sistema. Essa condição, aliada à transferência de tecnologia e à participação das empresas espanholas e britânicas na parceria, poderia fomentar a geração de empregos qualificados e fortalecer o complexo industrial de defesa local, moldando um sistema competitivo e alinhado às políticas de autonomia estratégica da União Europeia.

Assim, enquanto os desafios financeiros e operacionais da Avibras trazem incertezas, eles também podem abrir caminho para uma colaboração industrial mais produtiva e integrada, que beneficiaria tanto a Espanha quanto o futuro do sistema ASTROS no mercado internacional.

Avaliação e próximos passos
Atualmente, o Ministério da Defesa da Espanha mantém como prioridade máxima a substituição interna das plataformas israelenses, com a indústria nacional e europeia como foco primário. Caso não se obtenha sucesso nesta fase, só então se definirá o caminho para a aquisição de fornecedores internacionais fora do continente.

Mesmo considerando as incertezas associadas à Avibras, tal condição pode representar uma janela estratégica para a Espanha, agregando valor industrial, tecnológico e econômico ao processo de substituição dos sistemas de artilharia, sem perder de vista o compromisso político de autonomia e independência tecnológica.

O embargo espanhol a Israel e o consequente cancelamento do PULS marcam um momento estratégico para a redefinição do parque tecnológico das Forças Armadas espanholas, com reflexos no mercado global de defesa. O ASTROS, um exitoso fruto da experiência tecnológica da Avibras, permanece uma alternativa possível num horizonte ainda distante, especialmente nos cenários de uma recuperação plena da empresa e de uma eventual nova parceria com a espanhola NTGS e a britânica Milanion. 

05 fevereiro, 2024

Milanion NTGS e Avibras unem forças para aumentar as capacidades de defesa

 


*BNN Breaking, por Hadeel Hashem - 04/02/2024

Em um anúncio marcante no World Defense Show 2024 em Riad, a Milanion NTGS e a Avibras Industria Aeroespacial revelaram uma aliança estratégica. O objetivo? Desenvolver e fabricar equipamentos de defesa avançados em alinhamento com o programa Visão 2030 da Arábia Saudita. Esta parceria representa um marco significativo na região, com a intenção de reforçar as capacidades das Forças Armadas Sauditas através de sistemas e serviços de alto valor.

Revelando tecnologias de defesa de ponta

O World Defense Show serviu como plataforma onde esses gigantes da indústria apresentaram suas mais recentes tecnologias e sistemas comprovados em combate. Um destaque notável da Milanion NTGS foi o sistema de morteiro móvel ALAKRAN. Este sistema se destaca pela leveza, mira automática e tecnologia de absorção de choque, apresentando uma poderosa combinação de agilidade e precisão.

Arsenal da Avibras

A Avibras, por outro lado, exibiu um grande espectro de tecnologia militar, liderado pelo Sistema de Artilharia de Foguetes e Mísseis ASTROS. Este sistema robusto está equipado com um Míssil de Cruzeiro Tático, oferecendo flexibilidade de operação. A empresa também revelou o ASTROS AFC, que possui cálculo de disparo autônomo, e o sistema C4 ISTAR. Este último integra recursos avançados de inteligência, tornando-o uma ferramenta formidável na guerra moderna. Outra introdução significativa foi o ASTROS III – um lançador de próxima geração projetado para lidar com uma variedade de foguetes e mísseis balísticos e guiados.

Implicações da Parceria

A aliança entre Milanion NTGS e Avibras deverá desencadear uma onda de inovação no setor de defesa. Ao combinar a sua experiência e recursos, as empresas pretendem fornecer soluções comprovadas em combate com foco na mobilidade, poder de fogo, precisão e segurança da tripulação. Esta parceria não só promove o conhecimento tecnológico, mas também contribui significativamente para o futuro do sector da defesa, sustentando o programa Visão 2030 da Arábia Saudita.

Sobre a Milanion NTGS

A Milanion NTGS é uma empresa integrada de tecnologia e engenharia que atende o setor global de defesa. Com sede no Reino Unido, com instalações de I&D, engenharia e produção em Espanha e nos Emirados Árabes Unidos, concebe, fabrica, entrega e apoia meios de apoio de fogo sofisticados e altamente móveis e soluções inovadoras comprovadas em combate baseadas num espírito de “atirar e correr”; fornecendo soluções avançadas integradas adaptadas às especificações do cliente e aos requisitos regionais e locais.

11 maio, 2023

Avibras apresenta o ASTROS III, novo sistema de lançamento de mísseis e foguetes

A Avibras projetou o lançador de mísseis e foguetes ASTROS III AV-LMU para oferecer significativo poder de fogo de saturação de artilharia. (Avibras)

*Janes, por Victor Barreira - 11/05/2023

A Avibras Indústria Aeroespacial está considerando a construção de um protótipo de seu recém-projetado Sistema de Foguete de Saturação de Artilharia (ASTROS) III autopropelido e sistema de lançamento de foguetes.

O desenvolvimento do ASTROS III foi impulsionado pelas lições aprendidas com o conflito militar na Ucrânia, onde os sistemas de saturação de artilharia têm sido procurados e eficazes, disse João Brasil Carvalho Leite, presidente da empresa, a Janes .

A unidade ASTROS III Avibras Universal Multiple Rocket Launchers (AV-LMU) é baseada em um chassi pesado de alta mobilidade T 815 - 7T3B41 8×8 da Tatra Truck e oferecerá maior poder de fogo em comparação com a geração 6×6 ASTROS II Mk6 fornecida para o Brasil e Indonésia, acrescentou Leite.

A Avibras poderia usar um chassi T 815 - 7T3B41 8 × 8 que possui em seu estoque para potencialmente produzir a unidade de lançamento 8 × 8 ASTROS III AV-LMU, disse Leite.

O ASTROS III também estará disponível na configuração do veículo de reabastecimento de munição, AV-RMD, disse Leite.

Maior poder de fogo
A unidade de lançamento ASTROS III vem com uma plataforma de lançamento múltiplo multicalibre AV-PLM para quatro mísseis de cruzeiro tático AV-MTC por lançador (dois para o ASTROS II), 72 foguetes AV-SS 30 por lançador (32 para o ASTROS II), 40 Foguetes AV-SS 40 de 180 mm por lançador (16 para o ASTROS II), 12 foguetes AV-SS 60 por lançador (quatro para o ASTROS II), 12 foguetes AV-SS 80 por lançador (quatro para o ASTROS II) e 12 foguetes AV-SS 150 por lançador (dois para o ASTROS II).

A matéria completa da Janes está no link acima.

*Nota da LRCA Defense Consulting
Já que o desenvolvimento do ASTROS III foi impulsionado pelas lições aprendidas com o conflito militar na Ucrânia, esta Consultoria acredita que o ASTROS III, além de acumular todo o legado tecnológico do ASTROS MK6, já venha configurado da mesma maneira que o novo ASTROS II AFC, ao qual a Avibras integrou seu próprio sistema automatizado de controle de tiro, possibilitando que cada lançador seja usado também de forma autônoma, de maneira similar ao M142 HIMARS.

Saiba mais:
- Avibras traz grandes novidades para a LAAD Defence & Security 2023

11 abril, 2023

Avibras traz grandes novidades para a LAAD Defence & Security 2023


*LRCA Defense Consulting - 11/04/2023

Especializada no desenvolvimento de soluções tecnológicas inovadoras nas áreas de Defesa, Aeronáutica, Espaço, Eletrônica e Veicular, a Avibras Indústria Aeroespacial estará presente em mais uma edição da LAAD Defence & Security, evidenciando o seu portfólio de produtos reconhecidos no mercado mundial de Defesa e Segurança. A feira, que é considerada a maior e mais importante feira de defesa e segurança da América Latina, será realizada de 11 a 14 de abril no Riocentro – Centro de Convenções e Exposições no Rio de Janeiro.

Guiada pela excelência e inovação, a Avibras apresentará em seu estande localizado no Pavilhão 4 – R50, novidades e produtos de vanguarda como:

- O ASTROS II MK6 (Sistema de Artilharia de Foguetes e Mísseis), referência mundial em sua classe e provado em combate;

- O míssil tático de cruzeiro (MTC) capaz de neutralizar alvos até 300 km;

- O novo ASTROS AFC (Autonomous Firing Calculation) que é uma versão destinada a oferecer excelente custo-benefício, permitindo operar isoladamente ou em seção, sendo que sua lançadora possui maior poder de fogo e capacidade de calcular os elementos de tiro, efetuar o disparo e buscar abrigo (“Shoot & Scoot”), minimizando a exposição do Sistema AFC;

- O C4ISTAR que é escalável de Batalhão à Divisão e baseado na experiência de décadas da Avibras no Sistema de Comando e Controle do ASTROS, possuindo as interfaces para integração das funções de Inteligência, Vigilância, Busca de Alvo e Reconhecimento e sua respectiva ligação com Sistemas de Comando e Controle de escalões superiores;

- A família de Sistemas de Mísseis terra-terra, ar-terra, mar-terra e anti-navio;

- E o ASTROS III, baseada em viatura 8x8, que terá o dobro do poder de fogo do ASTROS AFC e acumulará todo o legado tecnológico do ASTROS MK6, lançando foguetes balísticos, foguetes guiados, mísseis balísticos e mísseis táticos de cruzeiro.

A companhia também levará o seu pioneirismo e a sua expertise na área espacial com o VSB-30, veículo suborbital de grande sucesso no Programa Espacial Brasileiro e o S50, o maior motor-foguete já fabricado no Brasil com 12 toneladas de propelente sólido e tecnologias inovadoras como o uso de fibra de carbono para a produção do envelope-motor, o que o torna mais leve e eficiente.

Com sua participação em mais esta edição, a Avibras reforça a sólida parceria e o comprometimento com as Forças Armadas do Brasil para o desenvolvimento de tecnologias de alto valor agregado que visam a soberania do País, como é o caso do míssil tático de cruzeiro em fase de certificação junto ao Exército Brasileiro, além de reforçar que é uma parceira confiável para impulsionar o conhecimento tecnológico de vanguarda tanto no Brasil quanto no exterior.

 

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