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16 setembro, 2026

Título soberano pode destravar venda de três C-390 da Embraer para Angola

Governo brasileiro avalia mecanismo financeiro para reduzir os riscos da operação, que poderá transformar Angola no primeiro operador africano do cargueiro multimissão 



*LRCA Defense Consulting - 16/09/2026

O governo brasileiro avalia aceitar um título soberano de Angola como parte da estrutura financeira destinada a viabilizar a aquisição de três C-390 Millennium da Embraer. A alternativa, revelada pelo jornal Valor Econômico, acrescenta um elemento concreto às conversações mantidas há pelo menos três anos e procura resolver o principal obstáculo da operação: garantir recursos para uma compra de elevado valor sem transferir integralmente o risco ao crédito público brasileiro.

A possibilidade ainda não representa contrato assinado. Embraer, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e governo angolano não anunciaram a aprovação definitiva do financiamento, o valor do negócio, a configuração das aeronaves nem o cronograma de entregas. A discussão do instrumento soberano, entretanto, indica que a negociação avançou da manifestação política de interesse para a busca de uma solução financeira estruturada.

Interesse angolano atravessa três anos de negociações 
O interesse de Angola pelo cargueiro brasileiro tornou-se público em agosto de 2023, durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Luanda. Na ocasião, foi mencionada a possível aquisição de quatro aeronaves. Em maio de 2025, durante encontro com o presidente João Lourenço em Brasília, Lula atualizou o número para três unidades e informou que faria gestões junto à Embraer e ao BNDES para financiar a venda.

Na mesma oportunidade, o presidente brasileiro afirmou que a Embraer poderia participar da recuperação da frota angolana de A-29 Super Tucano e fornecer aeronaves adicionais. Angola já opera produtos da fabricante brasileira, o que reduz parte das dificuldades relacionadas ao relacionamento industrial, à formação de pessoal e ao apoio logístico.

As conversações ganharam novos sinais em 2026. Em janeiro, o ministro da Defesa de Angola visitou a Base Aérea de Beja, em Portugal, onde conheceu a operação do KC-390 pela Força Aérea Portuguesa. Em 17 de agosto, João Lourenço recebeu em Luanda Bosco da Costa Junior, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, para tratar da modernização da aviação militar angolana.

Na mesma semana, durante o Encontro Empresarial Angola-Brasil 2026, um representante do BNDES afirmou que a instituição mantinha contatos com os ministérios angolanos das Finanças e da Defesa e esperava anunciar uma operação de números expressivos. O objeto permaneceu sob sigilo, mas o contexto reforçou a percepção de que a compra dos cargueiros se encontrava entre os projetos examinados pelos dois governos.

Título soberano procura distribuir o risco 
Um título soberano é uma obrigação financeira emitida por um governo. No caso em estudo, Angola reconheceria formalmente uma dívida, com valor, prazo, juros, moeda e condições de pagamento definidos. O papel poderia servir como garantia da operação, ser adquirido por uma instituição financeira ou integrar uma estrutura combinada com recursos do BNDES e cobertura do Seguro de Crédito à Exportação.

O mecanismo não elimina o risco, mas permite identificá-lo e distribuí-lo com maior clareza. A segurança da operação dependerá da moeda em que o título for emitido, de sua liquidez, do prazo de vencimento e da capacidade angolana de cumprir os pagamentos. Um título denominado em kwanzas carregaria risco cambial elevado. Uma emissão em dólares ou euros seria mais atraente ao financiador, mas criaria para Angola uma obrigação em moeda forte.

A questão cambial já havia sido mencionada pelo BNDES como um dos desafios para retomar operações de crédito na África. Aeronaves são negociadas internacionalmente em dólares, enquanto Brasil e Angola trabalham predominantemente com suas moedas nacionais. A construção de garantias adequadas será, portanto, tão importante quanto a decisão política de realizar a compra.

O debate ocorre enquanto Angola procura ampliar suas fontes de financiamento. Em setembro, a ministra das Finanças, Vera Daves de Sousa, informou à Reuters que o país mantinha conversações com o JPMorgan sobre a possível inclusão de títulos públicos angolanos em um índice de dívida de mercados de fronteira. Ao final de 2025, Angola possuía cerca de US$ 18,6 bilhões em dívida pública interna e avaliava retornar aos mercados internacionais em 2027, conforme as condições financeiras.

C-390 atenderia à renovação do transporte militar 
A aquisição possui justificativa operacional. Angola tem território de aproximadamente 1,25 milhão de quilômetros quadrados, longa costa atlântica e necessidades permanentes de transporte militar, apoio logístico, evacuação aeromédica, ajuda humanitária e mobilidade entre regiões distantes. Sua aviação de transporte ainda depende de aeronaves soviéticas e russas das famílias Antonov e Ilyushin, algumas delas de concepção antiga e com crescente dificuldade de sustentação.

O C-390 pode transportar tropas, veículos, cargas paletizadas e equipamentos de grande volume, realizar lançamentos aéreos, evacuação aeromédica, busca e salvamento e combate a incêndios. Na configuração KC-390, também executa reabastecimento em voo. A plataforma complementaria os C-295 adquiridos por Angola, destinados a missões de menor porte, sem reproduzir exatamente suas funções.

A adoção do cargueiro também aproximaria Angola de uma comunidade internacional de operadores em expansão. O compartilhamento de experiências, treinamento, doutrina e soluções logísticas tende a reduzir custos e facilitar a incorporação de capacidades ao longo da vida útil da aeronave.

Primeiro operador africano teria valor estratégico 
Se confirmada, a encomenda poderá tornar Angola o primeiro operador africano do C-390. A venda forneceria à Embraer uma referência operacional no continente e fortaleceria campanhas em outros mercados, como África do Sul, Marrocos e Egito. Para o Brasil, significaria combinar política externa, financiamento à exportação e expansão da Base Industrial de Defesa.

A operação também reforçaria a presença brasileira em um país de língua portuguesa com o qual o Brasil mantém relações históricas de defesa e cooperação técnica. O apoio estatal a uma exportação dessa natureza não é incomum no mercado aeronáutico, no qual grandes contratos dependem frequentemente de crédito, garantias e participação diplomática dos países fabricantes.

A cautela, contudo, permanece necessária. O interesse angolano está demonstrado, a aeronave foi apresentada às autoridades do país e os governos procuram um mecanismo de financiamento, mas nenhum contrato foi anunciado. O avanço decisivo ocorrerá somente com a aprovação das garantias, a definição da estrutura de pagamento e a formalização da encomenda pela Embraer.

A novidade trazida pelo estudo de um título soberano não encerra a negociação, mas mostra que ela entrou em uma etapa mais concreta. Se a engenharia financeira conseguir proteger os recursos brasileiros e oferecer a Angola condições compatíveis com sua capacidade de pagamento, os três C-390 poderão abrir uma nova frente para a Embraer e para a indústria de defesa do País no continente africano.

18 agosto, 2026

Encontro entre Presidente de Angola e CEO de Defesa da Embraer reabre debate sobre o C-390 no país

Visita de autoridades angolanas à base portuguesa do KC-390 e sucessivas sinalizações de compra sugerem que a pauta de Defesa pode ter sido o centro da reunião de 17 de agosto


*LRCA Defense Consulting - 18/08/2026

O Presidente de Angola, João Lourenço, recebeu na segunda-feira, dia 17 de agosto, no Palácio Presidencial da Cidade Alta, em Luanda, o presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, Bosco da Costa Junior. A imprensa angolana, ao noticiar o encontro, deu ênfase à aviação civil e à possível ampliação da presença da Embraer no mercado doméstico e regional, citando a família E-Jets e a relação da TAAG com a Boeing. O próprio noticiário local, no entanto, reconheceu que aviação e segurança estiveram no centro das conversações, e citou nominalmente o C-390 Millennium e o A-29 Super Tucano como soluções da divisão dirigida por Bosco da Costa Junior. Uma análise dos antecedentes recentes sugere que a dimensão de Defesa da visita pode ter sido mais relevante do que a repercussão inicial deu a entender.

Uma relação militar já estabelecida 
Angola não é um mercado novo para a Embraer na área de Defesa. O país opera seis A-29 Super Tucano, cuja entrega teve início em 2013, além de 12 EMB-312 Tucano usados na formação de pilotos. Uma eventual negociação em torno do C-390 ocorreria, portanto, sobre uma relação prévia já consolidada, que inclui conhecimento da plataforma brasileira, da cadeia de suporte e da formação de tripulações associada.

Do interesse em quatro aeronaves ao pedido por três 
A possibilidade de Angola adquirir o C-390 não é recente. Em agosto de 2023, durante visita à África, o Presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva declarou que Angola poderia adquirir quatro unidades do C-390 Millennium, além de revitalizar a frota de Tucano e Super Tucano. À época, o presidente da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), Jorge Viana, afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que qualquer venda dependeria de financiamento brasileiro.

Em 23 de maio de 2025, durante encontro com João Lourenço em Brasília, Lula voltou ao tema, mas revisou o número para três aeronaves e afirmou que pediria ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para financiar a operação, segundo reportagem da Aerospace Global News. Até aquele momento, segundo a mesma publicação, a Embraer não tinha nenhum cliente confirmado do C-390 no continente africano, embora houvesse negociações avançadas com a África do Sul, o Marrocos e o Egito.

Portugal como porta de entrada
Um sinal mais recente e concreto de aproximação ocorreu em janeiro de 2026, quando o ministro da Defesa Nacional de Angola, general João Ernesto dos Santos, visitou a Base Aérea nº 11, em Beja, Portugal, e teve contato direto com o KC-390 operado pela Força Aérea Portuguesa (foto abaixo). A comitiva angolana conheceu instalações da Esquadra 506, incluindo o simulador de voo usado na formação de pilotos, em visita acompanhada pelo ministro português Nuno Melo e pelo chefe do Estado-Maior da Força Aérea portuguesa, general João Cartaxo Alves.

Portugal tem hoje seis KC-390 encomendados e garantiu opções para mais dez aeronaves, mecanismo criado justamente para viabilizar eventuais repasses a países parceiros por meio de acordos governo a governo. A Força Aérea Portuguesa não integra formalmente o programa internacional de parceria industrial do KC-390, mas participa da cadeia produtiva do avião, com componentes fabricados no próprio país. Apesar de todo esse histórico de aproximação, o continente africano continua sem nenhum operador confirmado do C-390 ou do KC-390. 

Uma frota de transporte com espaço para renovação
Os inventários abertos mais recentes mostram uma Força Aérea Nacional (FAN) com uma frota de transporte numerosa, mas heterogênea e majoritariamente de origem soviética ou russa. Segundo o World Directory of Modern Military Aircraft (WDMMA), em levantamento de 2026, a frota inclui sete Antonov An-12, quatro Ilyushin Il-76, quatro An-72, três An-32, dois Kodiak 100, um Xian MA60 e um CASA/IPTN C-212. Outras fontes abertas apresentam números distintos para os mesmos modelos, o que é comum em levantamentos desse tipo, mas o quadro geral converge: a aviação de transporte angolana segue apoiada, em grande parte, em plataformas de gerações anteriores.

Esse cenário cria espaço para uma renovação gradual. O C-390 não substituiria os Il-76, que pertencem a uma categoria de transporte estratégico distinta, mas poderia ocupar o lugar dos An-12, An-32 e An-72, hoje mais antigos e com disponibilidade operacional questionável.

Complementaridade com o C-295 
Em 2022, o governo angolano firmou acordo com a Airbus para receber três turboélices C-295, sendo dois destinados à patrulha marítima e um ao transporte, o que já indicava a intenção de modernizar parte da frota. C-295 e C-390 poderiam cumprir papéis complementares, o primeiro atende à faixa de transporte tático e à vigilância com custos e dimensões menores, enquanto o segundo oferece maior velocidade, alcance e capacidade de carga, além de versatilidade para lançamento de paraquedistas, evacuação aeromédica e operação em pistas não pavimentadas.

O que está confirmado e o que ainda é hipótese 
Está confirmado que João Lourenço recebeu Bosco da Costa Junior em 17 de agosto e que a pauta divulgada envolveu aviação e segurança. Também estão documentados o histórico de interesse angolano pelo C-390 (com números que oscilaram entre quatro e três aeronaves conforme a fonte e a data); a visita de autoridades angolanas à base do KC-390 em Beja, em janeiro de 2026; e a relação já consolidada entre Angola e a Embraer por meio do A-29 Super Tucano.

Não está confirmado, porém, que o C-390 tenha sido formalmente discutido durante a audiência de 17 de agosto, nem que Angola tenha retomado oficialmente um projeto específico de aquisição. Qualquer afirmação nesse sentido seria, neste momento, uma extrapolação. O mais correto é tratar a hipótese como uma possibilidade que voltou a ganhar relevância e que deve ser acompanhada a partir de sinais concretos, como novos encontros entre Bosco da Costa Junior e autoridades de Defesa angolanas, contatos com a Força Aérea Nacional ou avanços em uma solução de financiamento.

Para a Embraer, uma eventual venda a Angola representaria a primeira colocação do C-390 no continente africano, além de consolidar uma relação de longo prazo que já inclui o A-29 Super Tucano e pode se estender à manutenção, ao treinamento e a outras soluções de Defesa & Segurança. Para Luanda, seria um passo na renovação de uma frota de transporte ainda concentrada em plataformas antigas, com uma aeronave já escolhida por operadores lusófonos como Portugal. 

21 janeiro, 2026

Angola aprofunda laços com o Embraer C-390: visita de alto nível a Portugal sinaliza interesse em aquisição e suporte industrial

 


*LRCA Defense Consulting - 21/01/2026

Enquanto o mercado aeronáutico volta sua atenção para a Índia, na expectativa do grande anúncio que a Embraer poderá fazer no final do mês, Angola consolida interesse na aquisição de até três aeronaves KC-390 Millennium da Embraer, com negociações financiadas pelo BNDES brasileiro, enquanto o ministro da Defesa angolano, General João Ernesto dos Santos, realiza visitas técnicas recentes à Base Aérea N.º 11, em Beja, e à OGMA, em Alverca, para avaliar capacidades operacionais e de manutenção do cargueiro tático.

A agenda, inserida na 21.ª Comissão Mista de Defesa Portugal-Angola, reforça Portugal como hub europeu do C-390, pioneiro na OTAN, e posiciona a OGMA como parceira estratégica para suporte vitalício da frota angolana.

O movimento ocorre em meio a um ciclo virtuoso de exportações do Millennium, com operadores como Hungria, Países Baixos e Áustria, e potenciais africanos como Angola buscando substitutos para envelhecidas frotas de C-130 Hercules.

Histórico do interesse angolano
Desde 2023, Angola sinaliza compra de quatro KC-390 para modernizar a Força Aérea Nacional (FANA), incluindo revitalização de Super Tucanos, com o Brasil posicionando Luanda como possível polo africano da Embraer Defesa.
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Em maio de 2025, o presidente brasileiro confirmou negociações para três unidades, com financiamento via BNDES, elevando Angola a candidato prioritário em África, onde o C-390 compete por nichos de transporte multimissão em teatros como o Sahel.

O pacote estratégico abrange não só aquisição, mas transferência de know-how em manutenção e operação, alinhando-se à doutrina angolana de soberania em defesa aérea.

Visita à Base Aérea N.º 11 e Esquadra 506
Em 16 de janeiro de 2026, o general Dos Santos, acompanhado pelo ministro da Defesa português Nuno Melo e pelo CEMFA General João Cartaxo Alves, visitou a BA11, em Beja, com foco na Esquadra 506 “Rinocerontes”, primeira unidade europeia e OTAN a operar o KC-390.

A comitiva observou instalações da esquadra, incluindo o simulador de voo para formação de pilotos, destacando a maturidade operacional da aeronave em missões de reabastecimento, transporte e evacuação aeromédica.

Portugal, com seis KC-390 em frota (e opções para mais dez), atua como “embaixadora” do sucesso do Millennium, oferecendo lições valiosas para avaliadores como Angola sobre integração OTAN e disponibilidade.

Ênfase na OGMA: suporte e parceria industrial
Na mesma semana, Dos Santos visitou a OGMA, em Alverca, para uma “visita institucional às instalações”, avaliando capacidades de manutenção, reparação e modernização (MRO) do C-390, no qual a empresa fabrica fuselagem central, carenagens e lemes desde o programa inicial.

Certificada pela Embraer como HSC (Heavy Support Center), a OGMA garante suporte pleno ao ciclo de vida do Millennium, incluindo modificações para OTAN/UE, modelo replicável para frotas angolanas via acordos de pooling logístico.

O ecossistema Beja-Alverca, com produção recente de Super Tucanos (carta de intenção para fábrica em Beja) e manutenção de C-130/P-3/F-16, reforça Portugal como parceiro para Angola em offset industrial e treinamento.

Implicações geopolíticas e industriais
A triangulação Brasil-Portugal-Angola acelera a entrada da África no clube de operadores do C-390, com Luanda ganhando capacidades para missões humanitárias no Golfo da Guiné e projeção no SADC.

Portugal se beneficia como exportador de serviços MRO via OGMA e hub de doutrina, além de ter uma participação em cada unidade comercializada por meio do país, enquanto a Embraer consolida mais de 20 unidades vendidas na Europa, com Angola agora como porta para o continente africano.

A Comissão Mista aprovou extensão do Programa-Quadro até 2031, incluindo indústrias de defesa e domínio espacial, sinalizando compromisso de longo prazo. 

20 agosto, 2025

WEG amplia presença global na Angola com soluções em revestimento anticorrosivo

 


*LRCA Defense Consulting - 20/08/2025

A WEG esteve presente no projeto de proteção anticorrosiva das estruturas metálicas do Terminal Barra do Dande, um empreendimento estratégico para o setor de petróleo e gás na Angola. As soluções fornecidas pela WEG garantiram maior eficiência, durabilidade e segurança para o terminal, essencial para o transporte e armazenamento de derivados de petróleo.  

Durante o projeto, os especialistas da WEG acompanharam de perto todas as etapas, desde a preparação rigorosa das superfícies até a aplicação das soluções anticorrosivas. Utilizando métodos como jateamento abrasivo e lixamento manual, as estruturas foram tratadas para assegurar a máxima adesão e desempenho das camadas de proteção.  

Além disso, a WEG promoveu treinamentos técnicos com as equipes locais, compartilhando boas práticas de pintura e métodos de aplicação. Essas ações não só garantiram a qualidade do serviço, mas também fortaleceram as parcerias.  

Com soluções inovadoras e tecnologia de ponta, a WEG foi responsável pela proteção anticorrosiva das estruturas metálicas e tubulações do terminal. A aplicação de produtos de alta performance como LACKPOXI N1277 e W-POLI HPD 451 garantiu a durabilidade e resistência das superfícies em um ambiente altamente desafiador, atuando como um diferencial essencial para o sucesso do empreendimento.  

Com a aplicação dos revestimentos, o terminal está mais preparado para operar com segurança e eficiência, reduzindo custos de manutenção e aumentando a vida útil das estruturas.  

Com este projeto, a WEG demonstra sua capacidade de atender às demandas mais complexas do setor de petróleo e gás, reforçando seu compromisso em entregar soluções alinhadas aos padrões internacionais de qualidade e sustentabilidade.  

O Terminal Barra do Dande é um marco no portfólio da empresa, que segue preparada para expandir sua atuação em projetos de escala global.    

Os resultados alcançados fortalecem a posição da WEG como um parceiro confiável e estratégico para projetos industriais de grande porte.

07 junho, 2025

Interesse pelo Embraer C-390 avança na África. Nigéria estreita contatos

Imagem meramente representativa

 
*LRCA Defense Consulting - 07/06/2025

Em matéria de 06 de junho, o portal Africa Intelligence reporta que a Força Aérea Nigeriana (NAF) só pode contar com três aeronaves de transporte C-130 antigas e que está na busca por soluções.

De acordo com essa mídia, as negociações com a fabricante europeia Airbus para aquisição da aeronave de transporte C295 estão estagnadas. A Airbus já apresentou pacotes de financiamento, que poderiam assumir a forma de um crédito à exportação. No entanto, eles estão demorando muito para serem aprovados pelo Ministério da Defesa, o que está atrasando o processo de conclusão de um contrato. As negociações se arrastam desde 2016.

Embraer
Oferecendo uma aeronave com maior capacidade de transporte que o Airbus C295, a fabricante brasileira Embraer também está em campanha na Nigéria para promover seu KC-390, conforme Africa Intelligence. O Marechal do Ar Abubakar visitou o Brasil no início de abril para conversas com as equipes da fabricante sul-americana. No início de 2024, uma aeronave KC-390 realizou um voo de demonstração em Kaduna, no norte da Nigéria. Assim como a Airbus, o governo nigeriano ainda não decidiu formalmente sobre a potencial aquisição dessas aeronaves. 

O portal africano finaliza afirmando que empresa brasileira não está focada apenas em Abuja (capital da Nigéria). No continente, também está anunciando as mesmas aeronaves em Angola e na África do Sul, bem como no Marrocos, onde as negociações estão bem mais avançadas. 

Histórico de Cooperação entre a Nigéria e a Embraer 
Como pode ser visto abaixo, o histórico de colaboração e contatos entre a Nigéria e a Embraer resgatado por esta Consultoria, iniciado com a aquisição dos A-29 Super Tucano, estabeleceu uma base de confiança que pode facilitar futuras negociações envolvendo o C-390 Millennium e mesmo aeronaves comerciais. A demonstração da aeronave militar de transporte em 2024, o fórum bilateral e as recentes visitas ao Brasil indicam um interesse mútuo em aprofundar essa parceria estratégica. 

- Aquisição do A-29 Super Tucano (2018–2021)
Em 2018, a Nigéria encomendou 12 aeronaves de ataque leve A-29 Super Tucano, fabricadas pela Embraer em parceria com a Sierra Nevada Corporation (SNC). Essas aeronaves foram entregues até 2021 e são utilizadas em missões de combate ao grupo extremista Boko Haram, além de operações de treinamento e apoio aéreo tático .

- Fórum Brasil-Nigéria de Segurança e Defesa (2022)
Em junho de 2022, o Ministério da Defesa do Brasil, em parceria com o Itamaraty, organizou o Brazil-Nigeria Aviation Security & Defense Trade Forum em Abuja. O evento visou estreitar os laços entre os dois países nas áreas de aviação, segurança e defesa, promovendo oportunidades de cooperação industrial e comercial.

- Demonstração do C-390 Millennium (2024)
Em janeiro de 2024, a Embraer levou o cargueiro KC-390 Millennium à Nigéria para demonstrações à Força Aérea Nigeriana (NAF). A visita ocorreu entre os dias 27 e 30 de janeiro, com o objetivo de apresentar a aeronave como potencial substituta dos antigos C-130H Hercules, em operação desde 1975.

- Visita do Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Nigeriana ao Brasil (04/2025)
O Marechal do Ar Hasan Bala Abubakar, Chefe do Estado-Maior da Força Aérea Nigeriana (NAF), realizou uma visita estratégica ao Brasil de 1º a 4 de abril de 2025. Durante sua estadia, ele participou da feira de defesa LAAD (Latin America Aero & Defence) no Rio de Janeiro e manteve reuniões de alto nível com representantes da Embraer, da Força Aérea Brasileira (FAB) e de outros parceiros internacionais do setor aeroespacial e de defesa.

O principal objetivo da visita foi fortalecer a cooperação entre a Nigéria e o Brasil nas áreas de modernização da frota, treinamento, logística e desenvolvimento tecnológico. As discussões focaram na ampliação das capacidades operacionais da NAF, com destaque para o interesse na aquisição do cargueiro militar C-390 Millennium, da Embraer, como parte do processo de substituição dos antigos C-130 Hercules em serviço na Nigéria.

Além disso, o Marechal Abubakar enfatizou a importância de parcerias internacionais para tornar a Força Aérea Nigeriana mais moderna, ágil e preparada para os desafios contemporâneos. A visita também reforçou o compromisso da NAF com os objetivos estratégicos de 2025, que incluem prontidão operacional, inovação e alianças globais.

- Visita do Ministro da Aviação e Desenvolvimento Aeroespacial da Nigéria (05/2025)
Em maio, o Ministro da Aviação e Desenvolvimento Aeroespacial da Nigéria, Festus Keyamo, realizou uma visita estratégica à Embraer em São José dos Campos, São Paulo, Brasil, com o objetivo de fortalecer o setor de aviação nigeriano e explorar a possibilidade de estabelecer uma rota aérea direta entre a Nigéria e a América do Sul, conforme diretriz do presidente nigeriano. 

Acompanhado do Diretor-Geral da Autoridade de Aviação Civil da Nigéria (NCAA) e operadores locais, Keyamo se reuniu com representantes da Embraer para discutir parcerias que facilitem o acesso a aeronaves modernas, opções de leasing favoráveis e uma rede de financiadores confiáveis. A visita incluiu conversas sobre como a Embraer pode apoiar o ecossistema de aviação da Nigéria por meio de sua expertise e contatos com arrendadores e instituições financeiras, visando o crescimento e a expansão das operadoras nigerianas.  

24 março, 2022

Acordo entre Brasil e Angola na área de Defesa passa na CRE


*Agência Senado - 24/03/2022

A Comissão de Relações Exteriores (CRE) aprovou nesta quinta-feira (24) relatório do senador Chico Rodrigues (DEM-RR) favorável ao acordo de cooperação entre Brasil e Angola na área da Defesa (PDL 86/2020). O acordo passa a disciplinar essa cooperação nas áreas de inteligência militar, equipamentos e sistemas militares, ciência e tecnologia de interesse militar, apoio logístico e aquisição de produtos e serviços de Defesa.

Na prática, o acordo ainda disciplina as visitas mútuas de delegações de alto nível a entidades civis e militares; formação de quadros e pessoal técnico-militar; intercâmbio de instrutores e estudantes; promoção de ações conjuntas de treino e instrução militar e exercícios militares conjuntos. Chico Rodrigues detalhou outros pontos do acordo, assinado em 2010.

— Trata ainda de consultorias no domínio de armamentos e técnica militar; implementação e desenvolvimento de programas e projetos de aplicação de tecnologia de Defesa, com a possibilidade da participação de entidades militares de nível estratégico. E o fornecimento, reparação e modernização de armamentos e técnica militar, além de visitas a navios de guerra e aeronaves militares. É um acordo que se inscreve no marco da prioridade africana da política externa brasileira — explicou o senador.

O acordo entre Brasil e Angola segue agora para análise do Plenário do Senado.

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