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14 março, 2023

Embraer, ITA e FAPESP inauguram Centro de Pesquisa em Engenharia para acelerar a Mobilidade Aérea do Futuro



*LRCA Defense Consulting - 14/03/2023

Embraer, ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica) e FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo) realizaram hoje a cerimônia de inauguração do Centro de Pesquisa em Engenharia (CPE), destinado a estudos para a Mobilidade Aérea do Futuro.

O evento realizado no campus do ITA, em São José dos Campos – SP, contou com a presença do governador do Estado de São Paulo, Tarcísio de Freitas, do diretor-geral do Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial, Tenente-Brigadeiro do Ar Maurício Augusto Silveira de Medeiros, do presidente da FAPESP, Marco Antonio Zago, e do reitor do ITA, Anderson Ribeiro Correia, entre outros líderes e pesquisadores da comunidade acadêmica e de inovação.

A iniciativa inédita no Brasil no campo da mobilidade aérea do futuro foi anunciada no ano passado e reúne representantes da comunidade científica e profissionais da indústria aeronáutica em atividades fundamentadas em três pilares: aviação de baixo carbono, sistemas autônomos, e projeto e manufatura avançados. O objetivo é encontrar soluções tecnológicas inovadoras que potencializarão a sustentabilidade e competitividade do ecossistema de inovação global.

O CPE conta com um investimento compartilhado de R$ 48 milhões ao longo dos próximos cinco anos para a compra de equipamentos para a pesquisa, bolsas de pesquisa, administrativo, entre outros. Denominado de FLYMOV, o ambiente de pesquisa aplicada favorece a construção e a disseminação do conhecimento, a formação de recursos humanos altamente qualificados e a produção de resultados científicos e tecnológicos de alto impacto.

“É uma imensa satisfação acompanhar o início das atividades do Centro de Pesquisa em Engenharia que reúne grandes talentos na realização de pesquisas aplicadas e de alto valor para a sociedade”, disse Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente de Engenharia e Tecnologia da Embraer. “Estamos muito entusiasmados com a parceria com o ITA e outras instituições que cria um ambiente favorável para a busca por soluções voltadas à aviação zero carbono, sistemas autônomos e manufatura avançada, fundamentais para a construção da mobilidade aérea do futuro.”

O CPE deverá reunir cerca de 150 profissionais entre professores, pesquisadores bolsistas e especialistas da indústria aeronáutica, que buscam soluções tecnológicas inovadoras. Essa parceria viabiliza as condições de transferência de tecnologia entre os atores industriais, públicos e do terceiro setor, potencializando a competitividade do ecossistema de inovação brasileira e global.

08 março, 2022

A Indústria de Defesa e as consequências da invasão russa na Ucrânia


*LRCA Defense Consulting - 07/03/2022

Na Saralive semanal apresentada em 06/03, um dos convidados do analista e estrategista Marco Saravale (SaraInvest) foi o especialista Emanuel Pessoa, que comentou sobre as consequência da guerra Rússia & Ucrânia para as empresas mundiais do Setor de Defesa.

Advogado, Especialista em Política Econômica Internacional e Negociação de Contratos, Inovação e Internacionalização de Empresas, o Dr. Emanuel é Mestre em Direito pela Harvard Law School, Doutor em Direito Econômico pela Universidade de São Paulo, tem Certificado em Negócios de Inovação pela Stanford Graduate School of Business, além de ser Bacharel e Mestre em Direito pela Universidade Federal do Ceará.

Veja o vídeo:



Corroborando a análise do Dr. Samuel, o portal Poder 360 publicou hoje uma interessante matéria a respeito, com o título "Com guerra na Europa, indústria da defesa cresce nos EUA", de onde onde foram retirados os infográficos abaixo.




24 julho, 2020

Embraer desenvolve soluções de transporte de carga para aeronaves comerciais



*LRCA Defense Consulting - 24/07/2020

Motivada pelo significativo declínio do número de passageiros de companhias aéreas e pela crescente demanda por capacidade de carga aérea, a Embraer desenvolveu soluções de transporte de carga para sua linha de aeronaves comerciais. Com menos voos comerciais, que transportam passageiros e mercadorias, há uma necessidade crítica por mais espaço de carga.

“Os engenheiros da Embraer aceitaram o desafio quando os clientes perguntaram se conseguiriam encontrar uma maneira das aeronaves comerciais transportarem carga na cabine de passageiros”, explicou Johann Bordais, Presidente e CEO da Embraer Serviços & Suporte. “Hoje, os clientes podem escolher entre um portfólio de soluções para transportar carga nas cabines de seus EMB 120, ERJ 145 e E-Jets.”

A Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) concedeu isenção para o transporte de carga adicional em aeronaves de passageiros da Embraer. A Embraer publicou Disposições Técnicas para as famílias de jatos comerciais ERJ 145 e de E-Jets, incluindo os E-Jets E2, que explicam como acomodar a carga na cabine. Um Boletim de Serviço também está disponível para o EMB 120.

Além de possibilitar o transporte de cargas menores nos compartimentos de bagagem acima dos assentos, itens maiores também podem ser transportados nos assentos, respeitadas as restrições. A capacidade de carga útil é significativa. Por exemplo, um jato E190 de 96 lugares totalmente carregado pode transportar três toneladas métricas (ou 6.720 libras) de carga na cabine, além da carga do bagageiro inferior. Já um E195 de 118 lugares, pode transportar até 3,75 toneladas métricas (ou 8.260 libras).

Os clientes podem optar por uma configuração de frete montada no piso caso a carga transportada não caiba nos assentos para passageiros. Essa solução permite a remoção de até 70% dos assentos, com as demais áreas acomodando itens no piso da cabine. A carga deve estar contida em uma rede de proteção previamente aprovada, que é fixada aos trilhos interno e externo dos assentos. Esta solução já foi desenvolvida para um jato E195 de primeira geração, para a Azul Cargo, no Brasil.

A capacidade de carga útil da cabine do ERJ145 é de até 800 quilos (ou 1.750 libras) e a do E190-E2 de até 2,36 toneladas (ou 5.194 libras). Para clientes que precisam de ainda mais capacidade, a Embraer pode oferecer um Boletim de Serviço para configurações completas de carga, como, por exemplo, no EMB 120. Essas configurações oferecem aos operadores a flexibilidade de transportar itens de carga maiores montados no piso na cabine.

23 julho, 2020

Covid-19 abre janela para Embraer, e clientes sondam antecipar entregas de jatos




Nem tudo envolvendo a covid-19 é ruim para a Embraer. A empresa, que corre contra o tempo para ajustar suas operações depois do fracasso do negócio com a Boeing, encontrou na pandemia uma janela de oportunidade.

A avaliação dos executivos da empresa, em linha com a análise de especialistas, é de que a pandemia reforçou no mercado o espaço para os aviões de menor porte, segmento em que a brasileira tem forte presença global.

De acordo com o Diretor de Engenharia de Vendas da divisão de jatos executivos da Embraer, Ricardo Carvalhal, os clientes estão até sondando a empresa para antecipar entregas.

— Nossos clientes continuam comprometidos. Alguns estão consultando a gente para receber seus aviões antes do prazo. Não tivemos cancelamentos no setor de jatos executivos, apenas algumas postergações — destacou Carvalhal.

Executivos da Embraer participaram de um painel sobre a empresa brasileira no Salão Aeronáutico de Farnborough, nesta terça-feira (21). Tradicional no setor no Reino Unido, o evento está sendo tocado de forma online por causa da covid-19.

Com a demanda por voos internacionais perto de 2% do que era antes da pandemia, fabricantes como Boeing e Airbus enfrentam uma grave crise. A Embraer, entretanto, conseguiu encontrar um espaço no mercado, segundo o chefe de marketing e estratégia da divisão comercial da empresa, Rodrigo Silva e Souza.

Na apresentação, Souza apontou que os jatos menores se mostraram mais resilientes nos Estados Unidos (EUA) durante a crise.

— Isso aconteceu também depois da crise financeira. Vemos que o segmento de aviões menores é mais usado e tem recuperação mais consistente — disse.

A recuperação do setor aéreo depois da pandemia começou a acontecer no transporte regional, sobretudo na Europa e China, com o declínio da curva de novos casos de coronavírus. Souza defendeu que a regionalização do transporte aéreo será uma tendência importante para os próximos anos.

— Um mercado doméstico mais conectado tende a emergir depois da crise. Vemos uma queda nos níveis de crescimento das empresas aéreas. Com a indústria se tornando menor, as empresas vão ter de procurar ganhar market share e se tornar mais eficientes — disse.

Souza trouxe números do E-Jets em algumas empresas durante a crise. A KLM, por exemplo, usava 80% dos seus E-Jets no fim de abril de 2020 contra 14% dos Boeing 737-NG. Em junho, o porcentual de uso do modelo da Embraer foi para 98% contra 29% do 737. Na Japan Airlines, o cenário é parecido, com uso dos E-Jets em 97% em abril e 71% dos 737-NG, indo para 100% e 81%, respectivamente, em junho.

— O impacto no E-Jet é muito menor. Esses números sugerem para nós que os aviões menores vão ser considerados chave para qualquer crise que chegar ao setor. Sabemos que estamos em um setor cíclico e em breve vamos ver outras crises. Esperamos que não tão graves — disse.

O otimismo, entretanto, não tira o sinal de alerta. A Embraer encerrou o segundo trimestre com a entrega de 17 jatos, sendo quatro comerciais e 13 executivos (9 leves e 4 grandes). A carteira de pedidos firmes a entregar (backlog) ao final de junho somava US$ 15,4 bilhões. Na segunda-feira, a empresa atribuiu a menor entrega de aviões comerciais e jatos executivos no segundo trimestre à pandemia. Em igual período do ano passado, a empresa anunciou 51 jatos e backlog de US$ 16,9 bilhões.

Segundo dados da Agência Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), a crise ainda é grave. A demanda do setor (medida em receita por passageiros/km, ou RPK) caiu 91,3% em maio na comparação com igual período do ano passado. Em abril, entretanto, a queda havia sido ainda maior, de 94% na comparação anual.

Segregando apenas o mercado doméstico, a demanda recuou 79,2% em maio na comparação anual. Em abril, o declínio anual foi de 86,2%. O número reforça a sinalização de retomada do setor via mercado doméstico.

Com a demanda internacional no chão, as gigantes tiveram de se movimentar. Também no evento, o presidente da Airbus, Guillaume Faury, desenhou um cenário de dificuldade para a definição de investimentos. De um lado, segundo o executivo, há uma sinalização de necessidade de menores aportes por causa do grave impacto da covid-19 sobre a aviação comercial. Por outro lado, o segmento tem sido muito pressionado a poluir menos, algo que demanda robusto aporte em tecnologia para se atingir a meta de emissão zero de carbono até 2050.

Segundo o executivo, a Airbus não pode apenas esperar o cenário melhorar.

— Temos de tomar as decisões corretas. Para adaptar a companhia a esse novo cenário — destacou.

Ainda conforme Guillaume Faury, a empresa terá de absorver o impacto da pandemia no curto prazo para chegar novamente a um ponto de estabilidade. A missão, entretanto, não será fácil e Faury disse que o grupo pode até ter de retroceder uma década em termos de tamanho para atravessar a crise.

Em outro painel, o vice-presidente da Boeing, Mike Delaney, saiu em defesa do setor aéreo e pediu mais atenção por parte dos governos no mundo.

— Legisladores precisam entender que aviões não transmitem doenças — disse, citando ferramentas de segurança nas aeronaves que as tornam um meio de transporte seguro durante a pandemia. A fala vem na esteira de graves restrições ao tráfego aéreo em diversos países.

A programação do Salão Aeronáutico de Farnborough vai até quinta-feira (23). Uma das palestras no cronograma do evento é a do novo presidente da divisão comercial da Embraer, Arjan Meijer, que assumiu o cargo em junho. O mercado aguarda pistas sobre como será o futuro do setor comercial da aérea depois do fracasso do negócio entre a brasileira e a Boeing. O painel com o executivo está programado para esta quarta (22), às 12 horas, horário de Brasília.

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