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17 março, 2025

Embraer recomprará até 1.066.667 de ações em prazo de 12 meses

 


*LRCA Defense Consulting - 17/03/2025

Por meio de Fato Relevante divulgado hoje (17), a Embraer anunciou que seu Conselho de Administração aprovou um programa de recompra de ações, autorizando a aquisição de até 1.066.667 ações ordinárias, nominativas, escriturais e sem valor nominal de emissão da Companhia, equivalentes a cerca de 0,15% do total de ações em circulação, sem redução do valor do capital social.

O Programa de Recompra entrará em vigor em 18 de março de 2025 e terá duração de 12 (doze) meses, ou seja, até 17 de março de 2026. As aquisições serão realizadas, em bolsa, na B3 S.A., sem impactos sobre a composição acionária ou sobre sua estrutura administrativa, sendo que os membros do Conselho de Administração entendem que a situação financeira atual da Companhia é compatível com a execução do Programa de Recompra nas condições aprovadas e consideram que a recompra de ações não prejudicará o cumprimento das obrigações assumidas com credores.

22 junho, 2023

Taurus fará recompra de ações e distribuirá novos dividendos


*LRCA Defense Consulting - 22/06/2023

Em Fato Relevante divulgado hoje, a Taurus Armas S.A. informou aos seus acionistas e ao mercado em geral que, após autorização do seu Conselho de Administração em reunião realizada em 21 de junho de 2023, aprovou um programa de recompra de ações de sua emissão.

O Programa de Recompra aprovado visa à aquisição de ações de emissão da empresa para:

  • (a) permanência em tesouraria, cancelamento ou posterior alienação das ações, visando uma administração eficiente da estrutura de capital e uma maximização da geração de valor para o acionista; e

  • (b) manutenção em tesouraria visando fazer frente às obrigações da companhia decorrentes do Plano de Outorga de Ações (Stock Grant) aprovado pela Assembleia Geral Ordinária realizada em 28 de abril de 2023, destinado a administradores, diretores ou outros ocupantes de cargos estratégicos da companhia ou de suas controladas atuais ou que vierem a ser empossados em umas das referidas funções.

Quantidade de ações a serem adquiridas
Poderão ser adquiridas, no âmbito do Programa de Recompra, até 300.000 ações ordinárias, equivalentes a 3,8% das ações ordinárias em circulação, e 3.033.333 ações preferenciais, equivalentes a 4,4% das ações preferenciais em circulação, nesta data.

Prazo para aquisição
Até 18 meses, a contar da aprovação do Programa de Recompra pelo Conselho de Administração, ou seja, entre 21 de junho de 2023 e 20 de dezembro de 2024, cabendo à Diretoria definir as datas em que a recompra será efetivamente executada.

Dividendos
Por meio de Aviso aos Acionistas, também desta data, a empresa comunicou  que, em reunião do seu conselho de administração realizada no dia 21, foi aprovado o pagamento de dividendos intermediários a todos os seus acionistas como adiantamento do dividendo obrigatório relativo ao exercício social a se encerrar em 31 de dezembro de 2023.

O pagamento destes dividendos intermediários está baseado na reserva de lucros reconhecida nas demonstrações financeiras do exercício de 2022 e consequente criação de reserva estatutária aprovada pelos acionistas na Assembleia Geral Extraordinária de 28 de abril de 2023, o que permitirá ao conselho de administração discutir eventual nova remuneração aos acionistas, desde que respeitadas a disponibilidade de caixa e os requisitos previstos na legislação.

Os valores serão pagos conforme descrito abaixo e serão calculados com base na posição dos acionistas em 21 de agosto de 2023.

Os pagamentos serão feitos pela instituição depositária das ações, Itaú Corretora de Valores S.A., mediante crédito automático para aqueles acionistas que tenham seu cadastro atualizado com o número da sua inscrição no CPF/CNPJ e a respectiva conta bancária. Os acionistas cujo cadastro não contenha CPF/CNPJ ou indicação de Banco/Agência e Conta Corrente, terão os seus direitos creditados logo após a devida regularização do seu cadastro. Tais informações devem ser fornecidas por meio do Investfone – Central de atendimento aos acionistas.

30 abril, 2023

Em AGO/AGE, Taurus aprova recompra de ações, dividendos e reserva estatutária


*LRCA Defense Consulting - 30/04/2023

Em AGO/AGE ocorrida no dia 28 de abril, os acionistas da Taurus Armas S.A. aprovaram a pauta de propostas apresentada pelo Conselho de Administração e pela Diretoria da empresa.

As principais medidas aprovadas dizem respeito à atualização/alteração do Estatuto Social, à distribuição de dividendos e à criação da Reserva Estatutária.

Assim, foi aprovada a proposta de alteração do Artigo 41 e parágrafo único do Estatuto Social, para a criação de Reserva Estatutária, que passa a vigorar com a seguinte redação:

Artigo 41. A parcela dos lucros que remanescer após as deduções previstas nos artigos anteriores, observada proposta da administração, será destinado para a constituição de reserva para investimentos, com a finalidade de preservar a integridade do patrimônio social, fazer frente a planos de investimentos e acréscimo de capital de giro, permitir programas de recompra de ações de emissão da Companhia, viabilizar planos de outorga de opções de compra de ações e de outros planos de remuneração baseados em ações ou benefícios aos administradores e/ou empregados da Companhia ou de sociedades sob seu controle, permitir a absorção de prejuízos, sempre que necessário, e permitir a distribuição de dividendos a qualquer momento.

Parágrafo Único - O saldo dessa reserva, em conjunto com as demais reservas de lucros, exceto as para contingências, de incentivos fiscais e de lucros a realizar, não poderá ultrapassar o valor do capital social realizado. Atingido esse limite, a Assembleia deverá destinar o excesso à integralização ou aumento do capital social, ou à distribuição de dividendos
."

Nessa alteração, os textos grifados acima por esta Consultoria são os mais relevantes, haja vista que viabilizam um programa de recompra de ações (buyback) e a distribuição de dividendos a qualquer momento, dois itens que eram reivindicações recorrentes dos acionistas da empresa.

Observa-se aqui que a Reserva, "caso ultrapasse o valor do Capital Social", obrigará a empresa, em Assembleia, a "destinar o excesso à integralização ou aumento do capital social, ou à distribuição de dividendos". É relevante ressaltar que, segundo o Art. 41, para a Taurus realizar um programa de recompra de ações ou distribuir dividendos intercalares, basta apenas haver a Reserva, não sendo necessário que o valor desta iguale ou ultrapasse o valor do Capital Social.

Para este ano, foi aprovada uma Reserva no valor de R$ 304.701.727,29, correspondente à parcela dos lucros que remanesceu após as deduções previstas, observada a proposta da administração.

Foi também aprovada a distribuição de R$ 164.070.160,85 correspondentes aos dividendos obrigatórios da Companhia, equivalentes a 35% do lucro líquido ajustado, no valor de R$ 1,29562043803978 por ação ordinária ou preferencial. O pagamento dos dividendos ocorrerá em 09 de maio de 2023, sem qualquer atualização ou juros entre a data da Assembleia e a data do seu pagamento, utilizando-se como base a posição dos acionistas em 28/04/2023.

Foi ainda atualizado o capital social da Companhia (Art. 5º do Estatuto), passando a ser de R$ 367.935.517,53, representado por 126.634.434 ações, sendo 46.445.314 ações ordinárias e 80.189.120 ações preferenciais, todas nominativas, escriturais e sem valor nominal. Com esta quantidade de ações, e apenas em um exercício hipotético, caso a empresa resolvesse destinar toda a Reserva Estatutária para novos dividendos, isso representaria mais R$ 2,40 por ação. No entanto, como é bastante provável que, dos R$ 304 milhões, uma parcela seja destinada ao Programa de Recompra de Ações, esta Consultoria estima que tal valor possa se situar entre R$ 1,50 e R$ 1,80.

Outras propostas aprovadas: a fixação do número de seis vagas para compor o Conselho de Administração da Companhia para o novo mandato a ter início após a posse dos eleitos nessa Assembleia; a eleição dos membros para compor o Conselho de Administração com mandato de dois anos, até a Assembleia Geral Ordinária a ser realizada em 2025; a eleição ou recondução dos membros titulares e respectivos suplentes para compor o Conselho Fiscal; a remuneração anual global do Conselho de Administração, da Diretoria e do Conselho Fiscal para o exercício social de 2023; a substituição do Plano de Outorga de Opção de Compra de Ações (Stock Options) por novo Plano de Outorga de Ações (Stock Grant), nos termos propostos pela administração; e a consolidação do Estatuto Social da Companhia.

03 abril, 2023

Taurus criará reserva estatutária para dividendos complementares, recompra de ações e investimentos


*LRCA Defense Consulting - 03/04/2023

Na AGO/AGE marcada para 28 de abril próximo, a Taurus Armas S.A. submeterá a seus acionistas, entre outras propostas, o pagamento de dividendos anuais obrigatórios (35% do LLA) no valor de R$ 1,295620 por ação e criação de reserva estatutária no valor de R$ 304.702,00, esta com a finalidade de utilização dos recursos para fazer frente a:
- recompra de ações no âmbito do Plano de Outorga de ações (Stock Grant) que, caso aprovado, substituirá o atual Plano de Opção de Compra;
- investimentos, nos termos do plano de investimentos da Companhia;
- absorção de prejuízos, quando necessário;
- distribuição de dividendos a qualquer momento, conforme propostas a serem apresentadas ao longo do exercício, desde que tal pagamento não afete o caixa operacional da Companhia.



 

 

18 agosto, 2022

Taurus revela as novas estratégias para se manter rentável e foca em seus acionistas


*LRCA Defense Consulting - 17/08/2022

Passada a "corrida às armas" vista nos EUA durante os anos de 2020 e 2021 - motivada pela pandemia, eleições e distúrbios civis - o mercado americano dá sinais de ter diminuído o ímpeto de compras daqueles períodos, ainda que as mantenha em patamares significativamente mais altos do que no período pré-pandemia, registrando números superiores a 1 milhão de verificações de antecedentes para a venda de uma arma de fogo ao longo dos últimos 36 meses. Isso demonstra que os consumidores americanos continuam buscando esse produto em níveis elevados.  

Ao comentar sobre os resultados do 2T22, alguns jornalistas e analistas mais apressados, ativeram-se à queda do lucro líquido e produziram manchetes com o fato, esquecendo de observar que, em primeiro lugar, 2021 foi um ano incomparável, devido ao boom de compras históricas e atípicas pelos motivos já citados, que fez com que a Taurus tivesse o melhor resultado de sua história.

Em segundo lugar, faltou observar também que, embora tenha produzido 1,7% a mais no 1º semestre deste ano e vendido 9,7% a menos que no 1S21, a Taurus teve um aumento de mais de 8% na receita líquida do período em relação ao ano passado. De igual forma, mesmo com dólar médio de R$ 4,93, a empresa obteve margem bruta de 47,6% no 2T22 e lucro líquido de R$ 295,8 milhões no 1S22, 13% acima do 1S21. Isso sem falar no Ebitda semestral de R$ 447,8 milhões, 12,0% superior ao 1S21, com margem de 34,4% e aumento de 1,1%. 

Mas então, se a empresa vendeu um pouco menos que no 1S21, o que explica esse forte rendimento operacional?

As novas estratégias da Taurus
Nas quatro lives públicas (Sara Invest, Eleven, Ticker e Órama) sobre os resultados do 2T22/1S22, Salesio Nuhs, CEO Global, e Sérgio Sgrillo Filho, CFO e DRI da empresa, trouxeram importantes informações sobre a confortável situação atual da Taurus, os seus planos para o futuro e as excelentes perspectivas que possui, especialmente as relacionadas ao desempenho na Índia. 

No entanto, na penúltima live, com a Ticker Research, os executivos trataram quase que exclusivamente sobre as estratégias que a empresa vem utilizando desde que seu Setor de Inteligência de Mercado percebeu que as vendas nos EUA iriam entrar no chamado "novo normal", ou seja, um patamar menor do que nos anos atípicos de 2020/21, mas ainda muito superior aos anos pré-pandemia.

Para esse novo cenário, ao qual se antecipou com oportunidade, a Taurus passou, então, a priorizar a oferta de um mix de produtos de maior valor agregado, com o desenvolvimento de novas armas desejadas pelos consumidores americanos, já que um alto volume só se justificava quando a demanda era excessiva, sendo necessário suprir o mercado com rapidez. 

Desta maneira, a empresa está auferindo melhores resultados com os produtos ofertados, conseguindo obter um forte rendimento operacional e, assim, aumentar suas margens, mesmo que com uma produção praticamente igual à de 2021 e com vendas um pouco menores.

Para ilustrar o fato, o Salesio Nuhs confidenciou que, em 2018, um dos objetivos da Taurus era ter indicadores semelhantes aos da americana Ruger e que, hoje, já ultrapassou essa empresa, obtendo margem Ebitda superior à margem bruta dela. 

Oferecendo novidades mais tecnológicas desejadas por seus clientes e ocupando nichos de mercado onde ainda não estava presente, a Taurus aumentou seu market share (participação no mercado) nos Estados Unidos (e também no Brasil) e percebeu que os consumidores estavam valorizando mais seus produtos, o que a fez poder rentabilizá-los ainda mais, aumentando o ticket médio (TM) significativamente. Para se ter uma ideia, o TM das armas Taurus nos EUA, que era de US$ 199,00 em 2019, passou para US$ 226,00 em 2021 e para US$ 262,00 no segundo trimestre de 2022.

Rentabilização agressiva e constante ao acionista
Segundo os executivos, na fase em que priorizou o volume de produção, a empresa produzia e crescia muito rápido, mas recebia a prazo, o que fazia o working capital (capital de giro) ser mais alongado no tempo. Agora, no novo cenário, há a tendência de estabilização do working capital e a geração de caixa passa a ser ainda mais forte. 

No entender deles, este (geração de caixa) será o principal indicador financeiro de 2022, ressaltando ainda que a Taurus já contabilizou um caixa de R$ 260 milhões no 1S22 e que, como o segundo semestre historicamente se caracteriza por maiores vendas, pode ser esperado um significativo aumento nesse valor.

Sérgio Sgrillo observou também que, nos últimos três anos, além de as ações terem se valorizado, o valor da empresa também aumentou significativamente, mesmo com a diluição havida pela conversão dos bônus de subscrição, bônus estes este que acabarão em outubro, com a conversão do último lote, o que deve deixar as ações mais "livres" para refletirem o bom momento da empresa.

Com isso, e como também não tem mais prejuízos anteriores a abater, a estratégia da Taurus é agora provisionar reservas para rentabilizar agressivamente seus acionistas por meio de dividendos atraentes e pagos trimestralmente, no intuito de fidelizá-los. Além disso, a empresa também realizará um programa de recompra de ações, visando gerar ainda mais valor aos detentores de suas ações.

Por fim, foi comentado também sobre os grandes investimentos que a empresa está fazendo e que ainda fará para cumprir o seu ambicioso plano de expansão e de modernização tecnológica que está em curso. Para atender a essa necessidade e preservar seu caixa para a rentabilização de seus acionistas, a Taurus julga que está na hora de voltar ao mercado e captar recursos, pois a atual relação Dívida Líquida/Ebitda é de apenas 0,3x, indicando que 30% da geração de caixa anual medida por esse indicador seria suficiente para quitar a totalidade da dívida bancária.

Assim, está estudando possíveis captações com taxas atraentes, seja junto à FINEP, seja no mercado internacional, de modo a levar a relação Dívida Líquida/Ebitda até um índice de 0,8x ou de 1x, o que manterá a alavancagem em níveis ainda totalmente confortáveis e proporcionará os recursos necessários aos investimentos planejados.

Com tais estratégias, os executivos da Taurus acreditam que o valor das ações da empresa possam  galgar novos patamares e começar a se aproximar do valor que hoje o mercado paga por algumas das poucas companhias abertas tão rentáveis e agressivas como ela.

Na compilação abaixo, assista Salesio Nuhs e Sérgio Sgrillo detalhando essas estratégias:


Veja, abaixo, a íntegra das quatros lives públicas com os dois executivos da Taurus:
- Sara Invest: https://www.youtube.com/watch?v=rORVjajONfY
- Eleven Research: https://www.youtube.com/watch?v=99O8GZorRkA
- Ticker Research: https://www.youtube.com/watch?v=k_mLzLMAzXA
- Órama Trader: https://www.youtube.com/watch?v=gLqH_u1FZ4c

 

 

03 abril, 2022

Taurus: recompra de ações e listagem nos EUA estão em estudo


*LRCA Defense Consulting - 03/04/2022

Na live realizada pela equipe da SaraInvest com Salesio Nuhs, CEO Global da Taurus Armas, e com Sérgio Sgrillo Filho, CFO da empresa, no dia 30 de março, o estrategista Alex André perguntou a este último sobre duas questões: recompra de ações (buy back) e listagem das ações nos Estados Unidos.

Em sua resposta, o CFO deixou claro que a empresa estuda ambas as possibilidades, sempre em busca de boas oportunidades para ela e para os seus acionistas, mas tudo com muito cuidado, muito bem pensado e alicerçado, para não dar um passo em falso (como aconteceu recentemente com outras empresas) ou sofrer questionamentos, sejam da CVM, sejam de outras entidades ou de investidores, coisa que nunca aconteceu com a Taurus sob a atual gestão.

Pela resposta e pelos cuidados necessários que estão sendo tomados, é possível inferir que o buy back possa acontecer no final deste ano, após o final do programa de aumento de capital. Já com relação à listagem nos EUA, ficaria para o ano que vem. Porém, a Taurus pode surpreender mais uma vez, como está explicitado no último item desta matéria.

Confira, abaixo, o vídeo e sua transcrição sintetizada logo após:


Recompra de ações
"A do buy back até eu fiz uma brincadeira contigo, estava o Ricardo, eu falei que é a meta do Ricardo. A gente tem algumas questões das reservas legais para fazer o buy back e também tem a questão que a gente está no meio de um programa de aumento de capital que acaba em outubro. Então, a gente tem analisado isso.

Uma das coisas que a gente fala é que tudo o que a gente fez últimos anos - e a gente fez bastante, fez aumento de capital, fez redução, nós fizemos muita coisa aqui - foi muito bem pensado e bem alicerçado. A gente nunca teve nenhum questionamento da CVM, de ninguém, fazendo tudo isso que a gente faz, e muitas das operações não são as típicas do mercado, como aumento por bônus de subscrição.

Então, a gente está olhando isso com cuidado. A gente tem aqui o [jogo do] 'good lawyer' e o 'bad lawyer': um 'advogado' diz que dá e outro 'advogado' diz que não dá. Então, a gente tem que ser muito cuidadoso, e  por isso é que eu falei que no Brasil até o passado é incerto. Então, são passos que a gente tem que ter muito cuidado. A gente tem toda a intenção de fazer um programa de buy back. Agora, o que a gente tem que olhar é realmente a questão legal, se a gente conseguir uma maneira que seja a legal para fazer, a gente vai ter um programa de recompra de ações".

Listagem nos Estados Unidos
"Quanto aos Estados Unidos, é uma questão que a gente tem [se] perguntado muito. A Taurus é uma empresa que se caracterizou nos últimos anos por olhar muita oportunidade e a gente sempre está aberto a oportunidades. A gente não pode negar que o mercado de ações dos Estados Unidos hoje é um mercado muito mais receptivo para o nosso produto e para a nossa ação.

A gente tem visto um movimento aí nos últimos tempos, principalmente depois do resultado, de entrada de investidores estrangeiros, a gente tem falado com bastante [deles]; eu até comentei com vocês, eu estive nos Estados Unidos há um mês atrás, recebendo investidores estrangeiros na unidade dos Estados Unidos, e o que é engraçado é o feedback que a gente tem dos caras, sempre: 'do nosso ponto de vista é muito atrativo vocês virem para o Estados Unidos porque vocês são uma empresa americana pra gente, porque o que interessa para o investidor [americano] é que 80% do negócio de vocês está aqui. O risco de vocês hoje não é Brasil, o risco de vocês é muito mais Estados Unidos'.

Então, é obviamente uma questão que a gente está olhando, não é uma questão simples. Pessoal, eu vi gente no chat pensando para 2022. Não é um processo simples. A gente está vendo o Banco Inter que estava fazendo o processo, a gente viu outras empresas; é um processo bem complicado de ser feito, mas a gente tá olhando sempre oportunidades. Eu acho que se for uma oportunidade boa para as empresas e para os acionistas, por que não olhar?"

A Taurus pode surpreender novamente?
Como essas são duas informações de grande valor para o mercado, obviamente a Taurus não poderia divulgá-las em uma simples live, mesmo que estivesse na iminência de ou tivesse uma data provável para colocá-las em execução. Caso venha a fazê-lo, via de regra será via Fato Relevante ou Comunicado ao Mercado.

Outro dado a considerar é que a empresa se caracteriza por estudar e planejar seus passos estratégicos com antecedência e muito critério, como foi o caso do turnaround, da mudança de sede da fábrica americana, do plano quinquenal, da antecipação da compra de estoques e maquinário, da joint venture na Índia, das armas com grafeno, dos lançamentos em consonância com os desejos dos consumidores, da ampliação da unidade brasileira, do foco em mercados asiáticos e africanos etc.

Assim, como as questões do buy back e da listagem nos EUA podem já estar sendo estudadas há cerca de um ano - dadas as oportunidades e ganhos que poderão proporcionar à empresa e em resposta aos anseios manifestados por seus investidores desde o início de 2021 -  não é improvável que Salesio e Sérgio possam fazer a Taurus surpreender (mais uma vez), anunciando uma ou ambas antes do esperado.

Leia mais:
- Turnaround 2.0: Taurus USA poderá fazer um IPO nos Estados Unidos?


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