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29 dezembro, 2023

Plataforma Única: inovação nacional com flexibilidade e maior capacidade no controle do tráfego aéreo e defesa aeroespacial

 


*LRCA Defense Consulting - 29/12/2023

Uma nova tecnologia, em resposta a uma demanda do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), foi desenvolvida para integrar os diversos sistemas que compõe o cenário aeroespacial e de defesa brasileiro: a Plataforma Única. A sua concepção concretiza a resposta inovadora aos desafios de integração e modernização dos programas do Sistema de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (SISCEAB), o que representa economia de tempo, esforço e, consequentemente, redução de modo significativa dos custos.

A inovação está sendo conduzida pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), em parceria com a empresa Atech, que faz parte do Grupo Embraer. A Atech também é reconhecida por ser uma expertise em tecnologias avançadas e inovação nos setores Aeroespacial e de Defesa.

A natureza dessa plataforma, que não se encontra pronta no mercado como um produto comercial, reflete a necessidade de uma solução customizada e abrangente para atender às demandas específicas dos diferentes sistemas que envolvem o Controle do Espaço Aéreo Brasileiro, tais como: Sistema de Defesa Aérea e Circulação Operacional Militar (DACOM), Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatórios de Interesse Operacional (SAGITARIO), Plataforma Avançada de Treinamento e Atualização Operacional (PLATAO), Sistema Integrado de Gestão de Movimentos Aéreos (SIGMA) e Consciência Situacional de Movimentos Aéreos (COSMOS).

A Plataforma Única tem uma característica fundamental que é a adoção de arquitetura tecnológica padronizada e modular, além da criação de uma Interface Homem-Máquina (IHM) flexível, que permitirá que operadores acessem módulos e serviços de outros sistemas a partir de uma única estação de trabalho, centralizada e compartilhada. Essa tecnologia contrasta com a tradicional criação de plataformas específicas para cada sistema. Na arquitetura atual do DACOM e do SAGITARIO, quando ocorre alguma alteração, necessária, podem surgir problemas em outros que estão a ele conectados.

“Quando um módulo é alterado na arquitetura modernizada, não são afetados os outros módulos do mesmo sistema porque todos eles estão conectados apenas à Plataforma Única, e não um ao outro. É como se cada módulo fosse uma peça independente que não influencia as demais”, declarou o coordenador de projetos da Divisão Operacional da CISCEA, engenheiro Fabio Louback Espíndola.

A operação da Plataforma Única, tanto em ambientes de controle de tráfego Aéreo (ATC) quanto de Defesa Aeroespacial, proporcionará flexibilidade ao Comando da Aeronáutica e ampliará significativamente sua capacidade de resposta a diferentes demandas e cenários operacionais. 

*Com informações do DECEA.

17 março, 2023

Simuladores de voo do Gripen estão em plena operação na BAAN


*Portal BIDS - 15/03/2023

Dois avançados simuladores de voo do Gripen E foram instalados na Base Aérea de Anápolis (BAAN), sede do 1º Grupo de Defesa Aérea (1º GDA), esquadrão que opera os caças Gripen no país.

A alta tecnologia e o grau de realismo dos simuladores de voo permitem que as missões de treinamento criem cenários reais e que a Força Aérea Brasileira experiencie situações de seu interesse, trazendo melhor preparo para os oficiais.

Para o Tenente-Coronel Aviador Gustavo Pascotto, comandante do 1º GDA, as vantagens de contar com os equipamentos no Brasil são inúmeras e vão desde a economia nos treinamentos, até o aperfeiçoamento das missões.

“Do básico ao avançado, os simuladores de voo são usados em duas etapas abrangendo todo o seu espectro de utilização. Na fase inicial, contribui no treinamento para ambientar os pilotos na operação básica da aeronave, como parte do processo de implantação desse vetor na FAB. Em um segundo momento, são usados em tarefas ainda mais estratégicas no treinamento operacional de alto nível, ou seja, em cenários e situações de alta complexidade”, explica.

Acompanhe no vídeo abaixo o processo de instalação dos dois simuladores do Gripen E na BAAN e a entrevista com o comandante.


Peças
Em outubro, a Saab iniciou a produção da primeira fuselagem dianteira do Gripen E em sua fábrica no Brasil. Esta é a parte mais complexa produzida no país e demandou esforço e conhecimento especializado de profissionais para sua conclusão.

A fuselagem dianteira da aeronave é a célula onde senta o piloto. Nela são instalados o assento ejetável, comandos de voo como manche e pedais, o canopi, o radar AESA, os displays de cabine e toda a aviônica da aeronave.

A peça foi finalizada na última semana de outubro e será enviada para a Suécia para compor a cadeia global de suprimentos para a produção dos próximos caças, uma vez que as estruturas produzidas no Brasil ou na matriz são idênticas e podem ser instaladas em qualquer aeronave Gripen E.

O Programa Gripen
A parceria com o Brasil começou em 2014, com um contrato para o desenvolvimento e produção de 36 aeronaves Gripen E/F para a Força Aérea Brasileira, incluindo sistemas,

suporte e equipamentos. Um amplo programa de transferência de tecnologia, que está sendo executado em um período de dez anos, está impulsionando o desenvolvimento da indústria aeronáutica local por meio das empresas parceiras que participam do programa Gripen Brasileiro.

No decorrer desse período, mais de 350 técnicos e engenheiros brasileiros estão participando de treinamentos teóricos e práticos, na Suécia, para adquirirem o conhecimento necessário para a execução das mesmas tarefas no Brasil.

24 setembro, 2022

Drone RQ-900 Hermes, da FAB, realiza voo histórico de Santa Maria a Campo Grande


*Agência Força Aérea e LRCA Defense Consulting - 23/09/2022

A Força Aérea Brasileira (FAB) realizou, nesta sexta-feira (23/09), o primeiro voo de traslado de uma Aeronave Remotamente Pilotada (ARP), a RQ-900 Hermes, de Santa Maria (RS) a Campo Grande (MS). A distância entre os aeródromos de decolagem e pouso é de aproximadamente mil quilômetros. Até então, as missões não tripuladas conduzidas pela Força Aérea, ainda que tivessem grande alcance devido ao controle realizado por satélite, restringiam-se a decolagem e pouso sempre no mesmo aeródromo.

A operação, conduzida pelo Primeiro Esquadrão do Décimo Segundo Grupo de Aviação (1°/12° GAV - Esquadrão Hórus) e sob a égide do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), revestiu-se de grande complexidade. Isso em virtude das peculiaridades do sistema não tripulado, da suscetibilidade à meteorologia e da necessidade de múltiplas coordenações entre órgãos de controle do espaço aéreo e tripulantes, que revezaram a missão estando baseados em Santa Maria (RS), Brasília (DF) e Campo Grande (MS).

O voo histórico decolou da Base Aérea de Santa Maria (BASM), no Rio Grande do Sul (RS), às 3h05min da manhã. Uma equipe de mantenedores realizou a preparação da aeronave e os tripulantes realizaram o controle com link em linha de visada, isto é, utilizaram uma antena de solo apontada diretamente para a aeronave o que permitiu o comando remoto durante todas as fases da operação.


Na segunda etapa, uma tripulação assumiu o controle do RQ-900 a partir de Brasília (DF), desta vez por link satelital, executando a pilotagem remota até o aeródromo de Campo Grande (MS), localizado a mais de mil quilômetros de distância de Santa Maria (RS).

Já na última fase da operação, antes do início dos procedimentos de descida para pouso em Campo Grande (MS), uma tripulação local assumiu o comando da aeronave, em linha de visada, realizando um pouso suave e com segurança em Campo Grande, a Cidade Morena.

O Comandante do COMAE, Tenente-Brigadeiro do Ar Heraldo Luiz Rodrigues, destacou que o voo representou a consolidação da operação de Aeronave Remotamente Pilotada militar no Brasil, iniciada há pouco mais de uma década, pelo Esquadrão Hórus. “O traslado permitiu a redução de custos e ampliação da capacidade de pronta resposta do RQ-900 na tarefa de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR)”, acrescentou o Oficial-General

Neste sentido, o Comandante do Esquadrão Hórus, Tenente-Coronel Aviador Ricardo Starling Cardoso, ressaltou, com muito orgulho, o feito inédito realizado. “Esse voo entrou para a história como um avanço na operacionalidade da FAB com relação ao emprego de sistemas não tripulados. Demonstrou a capacidade de mobilizar e reposicionar a aeronave para operar a partir de uma nova base de desdobramento e em um curto espaço de tempo”, concluiu.


Esquadrão Hórus
O Esquadrão foi criado em 2011, na Base Aérea de Santa Maria, no Rio Grande do Sul, com o objetivo de operar as Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP), como também são chamados os Veículos Aéreos Não-Tripulados (VANT) na Força Aérea Brasileira, realizando missões de Controle Aéreo Avançado, Posto de Comunicações no Ar, Busca e Salvamento em Combate (C-SAR) e Reconhecimento Aéreo.

A operação de uma ARP necessita de sistemas em solo que permitem o controle, a telemetria e a recepção das imagens por meio de um sistema de enlace de dados, sendo as aeronaves comandadas por aviadores com experiência em aviões e helicópteros de combate, além de conhecimentos em missões militares e regras de controle do espaço aéreo.

RQ-900 Hermes
Em 2014 o Esquadrão passou a operar as aeronaves RQ-900 Hermes, fabricados pela empresa israelense de eletrônicos de defesa Elbit Systems, um sistema ARP avançado de grande porte, com alta confiabilidade e segurança durante as operações. Com voo totalmente autônomo, possui rápida manobrabilidade, longo alcance e tempo de voo, podendo ser configurado com diferentes versões de carga útil e sensores.

Equipada com o sensor eletro-ótico e térmico DCoMPASS, com câmera colorida de alta definição, sensor de visão infravermelha e iluminador e designador de alvos a laser, essa aeronave possui também o sistema eletro-ótico SkEye, um conjunto de 10 câmeras de alta resolução que permite a vigilância de várias áreas simultaneamente, com transmissão de dados em tempo real. O RQ-900 Hermes voa a mais de 9.000 metros de altura, tem autonomia superior a 30 horas e pode transportar uma carga máxima de 350 kg.

Elbit Systems e AEL Sistemas
A Elbit Systems é uma das líderes mundiais no segmento de defesa, atuando em projetos estratégicos das Forças Armadas Brasileiras como Gripen NG, KC-390, Guarani e SISFRON - Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras por meio de sua controlada brasileira AEL Sistemas, localizada em Porto Alegre (RS). Com tecnologias e conhecimentos avançados, infraestrutura moderna e treinamento sistemático, a AEL produz soluções de ponta, confiáveis ​​e inovadoras, com a qualidade de seus produtos e serviços credenciada internacionalmente.

O sistema de drones da Elbit é usado em muitos outros países além de Israel e Brasil, incluindo Filipinas, Suíça, União Europeia e Canadá.



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