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12 fevereiro, 2021

Fabricante de armas tcheca CZG compra a Colt em dinheiro e negocia ações

*Reuters, por Jason Hovet - 11/02/2021

O CZG-Ceska Zbrojovka Group disse na quinta-feira que iria adquirir o grupo Colt Holding Company por US $ 220 milhões e ações da CZG à medida que o armador tcheco se expande no maior mercado dos EUA.

CZG, cujas armas incluem CZ (Ceska Zbrojovka), Dan Wesson e Brno Rifles, já está ativo nos Estados Unidos e construindo uma fábrica em Little Rock, Arkansas.

O grupo tcheco disse que iria adquirir 100% da Colt Holding, controladora da Colt's Manufacturing Company e uma subsidiária canadense, pelo valor em dinheiro e 1,099 milhão de unidades de ações da CZG recém-emitidas.

O grupo combinado teria receita de mais de US $ 500 milhões, disse CZG. As ações da CZG fecharam em 360 coroas na quinta-feira, avaliando a parte das ações do negócio em cerca de 395,5 milhões de coroas (US $ 18,65 milhões).

Havia também uma consideração potencial de outro 1,099 milhão de ações se as metas de EBITDA fossem atingidas em 2021-2023, disse CZG.

Ela esperava que o negócio da Colt, uma marca com uma história de 175 anos, que emergiu da falência em 2016, fosse fechado no segundo trimestre.

Ele seria financiado com o caixa da CZG, incluindo receitas de uma oferta recente de ações e uma possível emissão de títulos.

“Com este movimento estratégico, a CZG adquirirá capacidade de produção significativa nos Estados Unidos e Canadá e expandirá substancialmente sua base de clientes globais”, disse CZG, acrescentando que a Colt era um fornecedor tradicional para militares e policiais, um grupo de clientes-alvo para o grupo tcheco .

A CZG fechou uma oferta pública inicial em Praga em outubro, embora o negócio tenha sido atendido com demanda moderada, levantando 812 milhões de coroas, menos de um quinto de seu objetivo.

As ações da CZG fecharam na quinta-feira acima de um preço de IPO de 290 coroas. Com 32,64 ações, a CZG tinha uma capitalização de mercado de 11,75 bilhões de coroas ($ 554,09 milhões).

A fabricante de armas registrou receita recorde de 5,0 bilhões de coroas nos primeiros nove meses de 2020, um aumento de 10% alimentado em grande parte pelo crescimento das vendas no mercado dos EUA.

$ 1 = 21,2060 coroas tchecas

Com 71 jatos entregues no 4º trimestre, Embraer fecha 2020 com carteira firme de US$ 14,4 bilhões


*LRCA Defense Consulting - 12/02/2021

A  Embraer  informou hoje, por meio de Comunicado ao Mercado, que entregou 71 jatos no quarto trimestre de 2020, sendo 28 comerciais e 43 executivos (23 leves e 20 grandes), o que representa uma queda de 10 aeronaves entregues no trimestre em relação ao 4T19. 

A Companhia entregou um total de 130 jatos em 2020, sendo 44 comerciais e 86 executivos (56 leves e 30 grandes), o que representa uma redução de quase 35% em relação a 2019, quando 198 jatos foram entregues. 

Embora tenham acelerado durante o quarto trimestre de 2020 em relação aos três trimestres anteriores, as entregas foram fortemente impactadas, principalmente na aviação comercial, pela pandemia da Covid-19. Em 31 de dezembro de 2020, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava USD 14,4 bilhões. 

Detalhes na tabela abaixo: Durante o 4T20,  a Embraer Aviação Executiva entregou o primeiro Praetor 600 de frota para a Flexjet, cliente  frotista  de  lançamento  dos  modelos  Praetor.  A  unidade de negócios também anunciou uma colaboração com a Porsche para criar o Duet, composto por edições limitadas do jato Embraer Phenom 300E e do Porsche 911 TurboS.

Na Aviação Comercial, a companhia aérea nacional bielorrussa Belavia recebeu seu primeiro jato E195-E2. Já a Congo Airways fez um pedido firme para dois jatos E195-E2, em edição ao pedido  firme  já  existente  para  dois  jatos  E190-E2. Este  novo  pedido  firme  foi  incluído  na carteira de pedidos do quarto trimestre de 2020 da Embraer.  

A  Embraer  Defesa  &  Segurança  entregou  o  quarto  avião  de  transporte  multimissão  C-390 Millennium  para  a  Força  Aérea  Brasileira  (FAB)  no  quarto  trimestre.  Todas  as  aeronaves encomendadas pela FAB estão preparadas para realizar missões de reabastecimento aéreo, com a  designação  KC-390  Millennium.  

A  Embraer  também  entregou  à  FAB  as  duas  primeiras aeronaves  modernizadas  EMB  145  AEW&C,  de  Alarme Aéreo  Antecipado  e  Controle e Alarme  em  Voo,  designada  na  FAB como  E-99.  Três  aeronaves  E-99  adicionais  serão modernizadas como parte do contrato. 

A Embraer anunciou também a conclusão e entrega da primeira conversão na Europa de um Legacy 450 em um jato Praetor 500 para um cliente não divulgado. A conversão foi realizada no  Centro  de  Serviços  para  Jatos  Executivos  da  Embraer,  no  Aeroporto  Internacional  Le Bourget, em Paris, na França.  

Sistema de gestão e controle de tráfego aéreo de Brasília foi atualizado pela Atech

Centro de Controle de Brasília: Sistema de gestão e controle de tráfego aéreo – SAGITARIO

*LRCA Defense Consulting - 12/02/2021

O SAGITARIO (Sistema Avançado de Gerenciamento de Informações de Tráfego Aéreo e Relatório de Interesse Operacional), sistema de gerenciamento e controle de tráfego aéreo em operação no Brasil e desenvolvido pela Atech, empresa do Grupo Embraer, em conjunto com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), passou por atualizações recentes e sua nova infraestrutura de hardware foi implementada pela Comissão de Implantação do Sistema de Controle do Espaço Aéreo (CISCEA), no Centro de Controle de Área de Brasília (ACC-BS), em janeiro de 2021.

A partir dessa atualização, que teve todo o processo acompanhado pela Atech, o ACC-BS passou a operar com máquinas de última geração e com a versão mais recente do SAGITARIO. Foram realizados os Testes de Aceitação em Campo para realizar as atualizações, testes operacionais e análises dos documentos para integração do sistema.

“As principais etapas dessa implantação contemplam o levantamento em campo, projetos executivos de instalação elétrica e eletrônica, planos e materiais para treinamento, procedimentos e testes de aceitação em campo, voo do Grupo Especial de Inspeção em Voo (GEIV) para validar o sistema, operação assistida, documentação definitiva e garantia”, explica Francisco Accacio Oliveira da Silva, Gerente de Projetos da Divisão Operacional da CISCEA.

Nos próximos dois meses, a CISCEA e a Atech acompanharão a operação do ACC-BS in loco, e, na sequência, darão início à implantação e modernização do Controle de Aproximação de Brasília (APP-BR), que também ganhará a nova versão do SAGITÁRIO, em processo previsto para ser finalizado ainda em 2021.

De acordo com o Brigadeiro do Ar Sérgio Rodrigues Pereira Bastos Junior, presidente da CISCEA, “a atualização do hardware e a instalação da versão mais atual do SAGITARIO no ACC-BS é um importante passo para a implementação da Centralização de Planos de Voo, projeto de extrema relevância do Subdepartamento de Operações (SDOP) do DECEA, reforçando o compromisso da CISCEA na implantação de sistemas, equipamentos e infraestrutura de ponta para as atividades de gerenciamento e controle”.

O SAGITARIO está em operação nos CINDACTAs de Brasília, Curitiba, Recife e Manaus, além de 18 APPs — São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Brasília, Manaus, Belém, Fortaleza, Natal, Recife, Salvador, Vitória, Curitiba, Macaé, Pirassununga, Campo Grande, Porto Alegre, Porto Velho e Cuiabá.

“Fazer parte do desenvolvimento de sistemas e soluções que elevam o nível do Brasil no gerenciamento do tráfego aéreo, garantindo sua soberania em áreas estratégicas do país, reforçam o DNA integrador e tecnológico da Atech”, finaliza Marcos Resende, diretor de negócios ATM da Atech.

*Com informações da Atech

11 fevereiro, 2021

Taurus Armas: algumas considerações sobre o valuation da empresa


 *LRCA Defense Consulting - 11/02/2021

Embora a análise sobre o valuation (valoração) de uma empresa não faça parte dos propósitos desta Consultoria, em atenção às diversas solicitações recebidas e considerando o excepcional turnaround que a equipe que assumiu a Taurus Armas S.A. (B3: TASA3 e TASA4) está imprimindo na companhia desde 2017, é explanada abaixo a visão que se tem sobre a empresa nesse quesito.

Para tanto, é preciso considerar:
- o Projeto Estratégico de Expansão da Taurus para os próximos cinco anos;
- a joint venture com a Joalmi para a fabricação de carregadores;
- o início da produção da JV na Índia;
- o interesse da Índia no Fuzil T4 para uma licitação de até 500 mil fuzis;
- a venda de mais de mais de 12 mil fuzis para o Exército das Filipinas (a primeira para um exército);
- a possível aquisição de (ou JV com) uma empresa internacional de armas táticas;
- os lançamentos de 2021 que, por entrarem em segmentos onde a Taurus não atuava e alguns serem absolutamente revolucionários, deverão impulsionar muito as vendas (GX4, TX22 Competition, rifle de ferrolho com três canos/calibres, novos revólveres "canhões" em vários altos calibres e tamanhos de cano, a mais compacta submetralhadora militar, fuzis T4 e T10 em outros calibres, etc.);
- o inédito e promissor Memorando de Entendimentos (MoU) com a IMBEL;
- a demanda recorde por armas nos EUA (e também no Brasil) que levou a empresa a estar (hoje) com cerca de 12 meses de pedidos à frente (backorders);
- o equacionamento completo da dívida, fazendo a empresa voltar a ter Patrimônio Líquido positivo e a pagar dividendos já em 2022;
- a firme determinação da Taurus em ser a maior fabricante de armamento leve do mundo.

Valor de mercado da Taurus Armas (final de exercício financeiro, exceto 2020), por Christian Lima

Após serem colocadas tais considerações, uma comparação simples com os demais players mundiais de armamento (com ações em bolsas de valores) permite verificar que o múltiplo Valor de Mercado / Ebitda da Taurus Armas está muito mais atrativo que o de empresas como Ruger (NYSE: RGR) e Smith & Wesson (NASDAQ: SWBI), que foram antigos parâmetros para ela e que hoje mostram números inferiores aos seus. Esse fato, aliado aos de a companhia ter conquistado uma governança corporativa superior à exigida pelo Nível 2 da B3, aos robustos números operacionais e financeiros que vem apresentando e às excelentes perspectivas para curto, médio e longo prazos, evidencia que o valor de suas ações está muito descontado, ou seja, estão baratas e podem ainda se valorizar bastante.

Todos esses fatores geram expectativas sobre a empresa que vão bem além do termo "positivas".

Perante tais considerações, vale acrescentar ainda que, embora tenha causado surpresa e até incredulidade para muitos o fato de a casa de análises internacional Simply Wall St estar projetando hoje um valor justo de R$ 135,94 para as ações preferenciais da Taurus Armas, esse valor é, teoricamente, possível de ser alcançado se forem mantidos ou melhorados os robustos resultados que a empresa vem apresentando, especialmente com relação à geração de caixa.

TASA4 - Gráfico mensal, por Investing.com

No entanto, é forçoso entender que tal possibilidade é prevista dentro de um horizonte de médio ou longo prazo, como propõe seu método de análise, e em linha com o acontecido em 2007, quando a companhia estava em seu auge (mas com um valor de mercado menor que o de hoje) e suas ações chegaram a valer mais de 30 dólares, o que corresponderia a cerca de R$ 160,00 em valores atuais.

Dentro de suas limitações analíticas nesse assunto, essa é a visão desta Consultoria sobre o valuation da Taurus Armas S.A.

10 fevereiro, 2021

Sobre o Zum Zaravalho (saudação escolar ou "brado de guerra" dos Colégios Militares)

 


*Leonardo RC Araujo, antigo aluno e historiador do Colégio Militar de Porto Alegre (CMPA)

Um dos maiores mistérios no Sistema Colégio Militar do Brasil (SCMB) é a origem do "Zum Zaravalho", saudação escolar ou "brado de guerra" dos Colégios Militares. Iniciado no CMRJ em época imprecisa, foi estendido a todos os demais Colégios na década de 90, sem que ninguém ainda tenha descoberto seu real significado.

A partir de 2004, com o surgimento das mídias sociais e, em particular do Orkut, passou a haver uma grande interação entre alunos e antigos alunos dos CM em todo o Brasil, com temas variados. Um deles, foi a origem do Zum Zaravalho.

Entre 2006 e 2008, foi criada uma estória a respeito que, rapidamente, foi difundida pelo Orkut e por e-mail. A estória de Henrique Zaravalho, um pretenso soldado gaúcho que, durante a Guerra do Paraguai, teria morto milhares de índios paraguaios de maneira bárbara.

Em síntese, para não cansar quem está lendo, recuperei a estória original ainda de uma postagem no Orkut em 2008, que está na foto abaixo. Ela não deixa dúvidas sobre a brincadeira que foi feita por alguém com muita criatividade.

Início da brincadeira em 2008, ainda no Orkut

Por volta de 2015, um antigo aluno do CMRJ teria feito uma “bela” ilustração sobre o caso do "Soldado Henrique Zaravalho", que está sendo repassada e tomada como verdade, confundindo muitos alunos e antigos alunos que desconhecem a origem da estória.

Assim, é preciso deixar clara a sua origem: trata-se de um verdadeiro hoax (pulha, enganação, boato) de Internet! Não tem nada de real!

Ilustração fake sobre a origem do Zum Zaravalho

O Cel Francisco José Mineiro Junior, antigo professor no CMCG e historiador, nos escreveu apresentando uma versão para a origem do mistério:
"Recebi um documento da DEPA no final do ano passado que explicava a seguinte origem para o grito de guerra:
'O grito de guerra foi criado a partir da proposta de um certo Tenente Japyr, que em 1928 era professor de Educação Física do CMRJ, e treinava as equipes desportivas. Por ocasião do treinamento da equipe de futebol para o campeonato colegial daquele ano, pediu aos alunos para criarem um grito de guerra. E saiu o “Zum Zaravalho”, sem métrica, sem rima e totalmente sem significado. São sílabas soltas, um símbolo criado apenas para animar a torcida. Com o tempo, o CMRJ adotou oficialmente o grito de guerra, que se espalhou pelo sistema. Hoje está firmemente incrustado nas tradições dos Colégios Militares'.
Acho bastante crível esta versão, e já vi referências ao grito em textos de ex-alunos da década de 1940.
Espero ter contribuído.
Zum zaravalho
"

Apesar dessa versão, restam ainda sérias controvérsias, não só quanto ao significado, mas principalmente sobre a época de início do brado no CMRJ. Por exemplo, quando o General e historiador Nélson Werneck Sodré lá estudou (1924-1930), não havia esse brado. Comentando sobre o tema, relatou que a manifestação existente era o "zum", feito de boca fechada quando era proibido falar.
Portanto, por esse testemunho histórico, a tese sobre o Ten Japyr ter iniciado o brado em 1928 é posta em dúvida, a não ser que tenha ficado adormecido por alguns anos e, que alguém, posterior ao tempo do Gen Nélson Werneck Sodré, tenha o recuperado e disseminado no CMRJ nos anos seguintes.

A única coisa "concreta" que se sabe sobre o "Zum Zaravalho" é que um dos feitiços de Harry Potter tem esse nome, servindo para "levantar o moral e eliminar medo e cansaço".

Enfim, o mistério continua, mas o que não pode ser aceito e propagado como verdade é a versão fantasiosa que está circulando desde 2008, pois, além de ter nascido como uma brincadeira, foi reforçada em 2015 por outra de cunho depreciativo e ofensivo aos Colégios Militares, já que exaltaria um matador sanguinário.

Zum Zaravalho!

09 fevereiro, 2021

IMBEL reafirma parceria com a SIG Sauer, mas ainda há dúvidas


*LRCA Defense Consulting - 09/02/2021

O site Relatório Reservado (https://bit.ly/3oT8Pv0) publicou, no último dia 03 de fevereiro, matéria dando conta que a parceria entre a SIG Sauer e a IMBEL teria fracassado. A empresa americana teria recuado devido à precária situação financeira da estatal brasileira.

Em virtude de o próprio site ter afirmado que o fato ainda não havia sido confirmado pelo Exército Brasileiro, esta Consultoria dirigiu mensagem ao Centro de Comunicação Social do Exército (CCOMSEX) questionando sobre a veracidade da referida notícia.

Diferentemente de outras oportunidades, quando a IMBEL repassava os e-mails ao CCOMSEX para que o Exército os respondesse, desta feita quem respondeu foi o Coronel R/1 Marcos Souto de Lima, Chefe da Assessoria de Comunicação Institucional - ACI / Sede Brasília da empresa:

"Atendendo à sua solicitação formulada por meio de mensagem eletrônica, de 7 de fevereiro de 2021, a Assessoria de Comunicação Institucional da IMBEL® - Indústria de Material Bélico do Brasil - informa que a Empresa está focada na prospecção, desenvolvimento e obtenção de capacitações produtivas estratégicas e inovadoras, de interesse da Defesa e Segurança.

Assim, a busca pela modernização de seus parques fabris, dos seus processos produtivos e de seu portfólio de produtos são constantes devidamente impostas pelo seu Plano Estratégico, as quais poderão alcançar êxito por intermédio de parcerias com players nacionais e internacionais (grifo do editor). Obtida a capacitação estratégica necessária para atender às demandas institucionais e, ainda, possibilitar ofertas consistentes ao mercado privado, cria-se um ambiente de oportunidades que podem conduzir a um melhor desempenho comercial da Empresa.

A autonomia, obtida pela parceria com a empresa americana SIG SAUER® Inc, alinhada com o aperfeiçoamento do seu portfólio de produtos e serviços, por intermédio do desenvolvimento de ações científicas, de pesquisa, e da capacitação científica, tecnológica e inovação, surge como uma grande alternativa para contribuir com o desempenho da Empresa.

Assim, as negociações com a SIG SAUER/USA, que resultaram em um Plano de Nacionalização, tiveram início na LAAD SECURITY 2018, considerada a maior feira especializada do mercado brasileiro.

O supramencionado Plano de Nacionalização apresentado pela IMBEL teve a sua anuência concedida pelo Comando do Exército, em Despacho Decisório - C Ex Nº 164, de 9 de dezembro de 2020, publicado no Diário Oficial da União de  17/12/2020, Edição: 241, Seção: 1, Página: 87.

Atualmente, a IMBEL aguarda os trâmites administrativos por parte da SIG SAUER nos Estados Unidos".

Em síntese, a resposta da IMBEL permite inferir que, para a empresa, a parceria com a SIG Sauer/USA continua ativa até esse momento. No entanto, ao afirmar que "aguarda os trâmites administrativos por parte da SIG SAUER nos Estados Unidos" e não explicar quais seriam estes, a companhia deixa margem a dúvidas, que podem, em tese, estar relacionadas com a matéria publicada pelo Relatório Reservado.

Por outro lado, o inédito e surpreendente Memorando de Entendimentos (MoU) assinado com a Taurus Armas no dia 02, justamente no período em que a parceria IMBEL/SIG Sauer se encontra em fase de definição final, deixou alguns analistas e o público interessado sem entender bem onde, quando e como todas essas peças se encaixarão.

Seja como for, os próximos dias deverão trazer à luz as informações que poderão situar todos os players no contexto dos novos negócios. Possivelmente, a partir de então, a indústria nacional de armamento leve apresente uma nova configuração, haja vista que Taurus e IMBEL são os maiores fabricantes brasileiros desse tipo de armamento.

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