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30 março, 2021

WEG promove plantio de árvores em Jaraguá do Sul

*RBN 94,3 - 29/03/2021

A WEG realizou no último sábado (27) o plantio de 900 mudas, em uma das margens do rio Itapocu, localizada nos fundos do parque fabril II, em Jaraguá do Sul/SC.

A ação, que contou com a ajuda de dois grupos de voluntários da própria empresa, coordenados pela equipe técnica da WEG Reflorestadora, faz parte do projeto de recuperação da mata ciliar do Rio Itapocu.

A atividade iniciou no dia 6 de marco com a supressão dos eucaliptos, que impediam o crescimento da mata nativa, seguida da limpeza do local e preparação do solo para receber as mudas de 29 espécies diferentes de árvores nativas.

Todas as mudas plantadas foram identificadas e receberam um QRcode contendo informações sobre as espécies, como formato das folhas e frutos, coloração das flores, tipo de fauna que atrai, tempo de floração e frutificação.

A atividade seguiu todas as medidas de prevenção à Covid 19, com a participação limitada de 20 voluntários em cada grupo, mantendo o distanciamento social, com uso obrigatório de máscaras e disponibilização de álcool gel durante todo o evento.

29 março, 2021

Em ação solidária, Taurus e outras empresas apoiam a instalação de tanque de oxigênio em UPA de S. Leopoldo


*Berlinda News - 14/03/2021

Para evitar desabastecimento diante da crescente demanda e da lotação da Upa Zona Norte, a Secretaria da Saúde (Semsad), da Prefeitura de São Leopoldo, deslocou mais um tanque de 1,5 mil metros cúbicos de oxigênio para atender a unidade no bairro Scharlau. A instalação ocorreu durante o sábado (13). É o segundo tanque instalado na Upa, o primeiro, de 1,1 mil metros cúbicos foi instalado no dia 1º de março.

A Upa Zona Norte segue fechada para novos pacientes e no começo da tarde deste domingo (14) estava com 33 pacientes internados. No Hospital Centenário, 20 pacientes estavam internados na UTI Covid, além de outros 48 pacientes em leitos clínicos. Na sexta-feira, 12 de março, a cidade registrou mais 179 casos e cinco óbitos decorrentes do novo coronavírus, totalizando 313 óbitos pela covid-19. Conforme dados da Vigilância Epidemiológica, 450 moradores permanecem com o vírus ativo.

“A Semsad disponibiliza mais um tanque especial de oxigênio, reforçando assim o abastecimento da Upa e da rede básica. Estamos nos antecipando aos problemas para garantir um bom atendimento a todos os leopoldendes”, reforçou o secretário da Saúde, Marcel Frison.

A ação contou com apoio das empresas Stihl, Klabin, Gedore e Taurus e foi articulada pelo empresário André Rotta, que participa do Comitê de Atenção ao Coronavírus, proposto pelo Gabinete da Prefeitura com participação da sociedade civil.

Marinha assina contrato de serviço técnico com a Kryptus Segurança da Informação


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2021

Em 04 de Março, no Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV), em solenidade presidida pelo Diretor do Centro Tecnológico da Marinha no Rio de Janeiro (CTMRJ), Contra-Almirante Marcelo Gurgel de Souza, foi assinado um contrato de serviços em soluções de hardware entre a Instituição de Ciência, Tecnologia e Inovação (ICT) e a Empresa Estratégica de Defesa (EED) Kryptus Segurança da Informação S.A. para atender a área de ciência e tecnologia da Marinha do Brasil.

No ato da assinatura, participaram o Diretor do CASNAV, Capitão de Mar e Guerra Carlos Rodrigo Cerveira e o Presidente da EED, Sr. Roberto Gallo. A execução do referido contrato proporcionará a Marinha, a operação de tokens com criptografia de Estado desenvolvida pela ICT, a serem empregadas em tarefas ou missões que exijam proteção criptográfica de dados ou informações sigilosas. Essa tecnologia de tokens criptográficos, além de ser mais segura, apresenta uma outra vantagem que é a mobilidade nas operações.

O CASNAV é uma Organização Militar cuja a missão é contribuir para o desenvolvimento científico e tecnológico da Marinha e do País. Com o apoio do CTMRJ, acompanha, em âmbito nacional e internacional, a evolução tecnológica das atividades inerentes à criptologia. Além disso, de acordo com o Livro Branco de Defesa Nacional 2020, é configurado como a única Instituição de Ciência e Tecnologia das três Forças Armadas com capacitação técnica em Pesquisa & Desenvolvimento na área de criptografia.

*Com informações do Centro Tecnológico da Marinha

Indústria de defesa do Brasil avança no mercado internacional

KC-390: A força na aeronáutica - VEJA.com

*Veja, Radar, por Robson Bonin - 29/03/2021

Apesar da pandemia da Covid-19 ter impactado a economia em todas as partes do mundo, a base industrial de defesa brasileira segue ampliando a carteira de negócios em mercados internacionais. Somente neste primeiro trimestre de 2021, o setor já movimentou, com o apoio da Secretaria de Produtos de Defesa do Ministério da Defesa, mais de 316 milhões de dólares em contratos assinados.

Adicionalmente, existem contratos em fase final de negociação que chegam a 1,2 bilhão de dólares.

O setor exporta para mais de 130 países no continente Americano, África, Ásia, Europa e Oriente Médio. “Empresas como Agrale, Akaer, Avibras, CBC, Condor, CSD, Digitro, Gespi, Kriptus, Nitroquímica, Omnisys, Rustcom e Taurus, dentre outras, têm mostrado a força e qualidade dos produtos e soluções nacionais exportados, que incluem veículos blindados, sistemas aviônicos, munição leve, sistemas de artilharia, equipamento não-letal, sistemas de segurança cibernética, sistemas de controle de tráfego aerea e de Defesa aerea, simuladores e armas leves, dentre muitos outros”, diz uma fonte da Defesa ao Radar.

Orquídea aumenta a produção de alimentos com o Bônus Motor da RGE


*LRCA Defense Consulting - 29/03/2021

A Tondo S/A possui uma das maiores capacidades de moagem de trigo da região Sul do Brasil, entregando cerca de 36 mil toneladas por mês. Com mais de 33 mil m², possui fábricas em Bento Gonçalves e Caxias do Sul, além de Centros de Distribuição em Garibaldi (RS), Tijucas (SC), Curitiba (PR) e São Paulo (SP). Através da consolidação da marca Orquídea, a empresa tem conquistado cada vez mais mercado com a produção de massas, biscoitos, farinhas tradicionais e especiais, entre outros derivados do trigo.

Em um período tão desafiador como este que o mundo vivencia em decorrência da pandemia do coronavírus, a indústria de alimentos precisou manter-se em constante operação, com a finalidade de garantir o abastecimento da população. Para aumentar sua competitividade, a Orquídea aproveitou para participar do Bônus Motor, iniciativa da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), realizado em parceria pela CPFL Energia e WEG, que incentiva a troca de motores elétricos de baixa eficiência, em operação, por motores mais modernos e econômicos, com um desconto de até 40%.

Além de reduzir os custos de energia elétrica no uso de motores de maior eficiência, a Orquídea implementou uma importante solução da quarta revolução industrial: o WEG Motor Fleet Management, para dar maior economia operacional e produtividade para a equipe de manutenção ao aplicar ações preditivas com base nas condições dos motores elétricos da planta.

Mais eficiência na produção de alimentos
Ao detectar a necessidade de atrelar maior confiabilidade de operação aos equipamentos, ficou evidente que uma série de paradas estavam atreladas a quebra de motores. A partir dessa constatação, a Orquídea seguiu e concluiu todas as etapas do Bônus Motor e recebeu o desconto da CPFL/RGE.

Nesse fornecimento o cliente obteve um desconto de 40% na compra dos 73 motores novos, da linha W22 IR3 Premium, que atendem ao novo nível de rendimento mínimo para motores elétricos de baixa tensão no Brasil, em vigor desde o dia 30 de agosto de 2019. Os novos motores atuarão em Bombas de Vácuo, Bombas Hidráulicas, Ventiladores, Misturadores, Sopradores e Elevadores, viabilizando o sistema de fabricação da massa, a retirada e filtragem de partículas sólidas do ambiente e o transporte de insumos para todo processo produtivo.

Orquídea pronta para a Indústria 4.0
Para se tornar referência como Indústria 4.0 na produção de alimentos, a Orquídea implementou em sua planta o WEG Motor Fleet Management, solução IoT desenvolvida para aumentar a eficiência operacional na gestão e manutenção dos ativos. A solução consiste na instalação de sensores WEG Motor Scan® para coleta periódica e contínua de dados como vibração, temperatura, Status (on/off), Velocidade estimada (RPM), Frequência Estimada (Hz), Tabela de Eventos com notificações via e-mail, Threshold para Healthy Condition (Bom, Alerta, Crítico), e tempo de funcionamento dos motores elétricos para antecipar potenciais falhas. Com o WEG Motor Fleet Management, os dados são disponibilizados na palma da mão da equipe de manutenção e utilidades, que passa a realizar manutenções preditivas com base no monitoramento online da condição dos motores. Essa visibilidade e transparência traz muitos benefícios, como o aumento na eficiência operacional da manutenção, a maximização no uso dos ativos e principalmente o aumento da disponibilidade e confiabilidade do equipamento, por exemplo. Atualmente o sistema monitora mais de 40 motores elétricos da Orquídea através de sensores WEG Motor Scan® e Gateways para coleta automática dos dados.

Segundo Anderson Santos, Supervisor de Manutenção e Utilidades da Orquídea, a principal tarefa da equipe de manutenção é entregar confiabilidade para a produção, com redução dos custos operacionais, e o conjunto de soluções WEG implementadas na fábrica está colaborando para isso. Através da nova plataforma, a gestão dos ativos ficou muito mais simples, pois possibilita a análise dos diagnósticos importantes para o planejamento de manutenção e para a tomada de decisão. O WEG Motor Fleet Management se mostrou a melhor solução para o monitoramento da frota de motores dentre outros recursos testados.

Maior economia para a indústria de alimentos
O potencial de economia com as soluções implementadas é de 378.902,79kWh/ano. Neste projeto, o valor do bônus atingiu, a fundo perdido, R$ 113.418,08 do Programa de Eficiência Energética da Agência Nacional de Energia Elétrica - ANEEL e mediante recolhimento do motor antigo (Plano de Troca WEG), outros R$ 19.295,00. Os novos motores, corretamente especificados pela WEG, irão contribuir para o aumento de confiabilidade, reduzindo as paradas e aumentando a disponibilidade das máquinas.

O Supervisor de Manutenção da empresa observa mais vantagens através da participação no projeto: “após a substituição dos motores, tivemos ganhos energéticos na operação gastando menos kW/h por tonelada produzida e também não houve mais histórico de quebras nos equipamentos com motores substituídos. Para a Orquídea, projetos para o melhor aproveitamento dos ativos é uma satisfação e propósito da marca, que é alimentar resultados e buscar sempre ir além”, confirma Anderson Santos.

Para a WEG, operar um programa como o Bônus Motor, em parceria com a CPFL Energia, é mais um motivo de orgulho, pois o programa irá viabilizar a troca de milhares de motores elétricos, contribuindo para o aumento dos índices de eficiência energética em São Paulo e no Rio Grande do Sul. Clientes da CPFL e RGE podem inscrever as unidades consumidoras e cadastrar projetos de troca de motores elétricos pelo site www.bonusmotor.com.br.

28 março, 2021

Taurus remunerará seus dirigentes com Stock Options, mas isso será bom para a empresa?


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2021

O Conselho de Administração da Taurus Armas S.A., em reunião realizada em 25 de março, deliberou, entre outros assuntos, pela aprovação da proposta do plano de remuneração baseado em ações (stock options ou opções de compra de ações), a ser examinado, discutido e votado em Assembleia Geral Extraordinária a se realizar no dia 26 de abril.

Como essa é uma iniciativa inédita na Taurus, esta Consultoria procurou analisar as circunstâncias que a cercam para, no final, concluir se serão positivas ou não para a empresa e para seus acionistas.

O incentivo remuneratório variável conhecido como stock options representa uma forma de “remuneração” relacionada com a performance empresarial, permitindo que o beneficiário somente venha a ter eventual ganho caso o preço das ações suba, ou seja, são opções de compra de ações que visam garantir o direito de que administradores ou empregados de uma determinada entidade possam exercer a compra por um valor predeterminado. 

Do ponto de vista jurídico, a opção pode ser entendida como um contrato financeiro, que confere ao titular o direito, mas não a obrigação, de executar determinada operação em data futura, de modo que o exercício da opção pode ser realizado ou não no futuro, a depender da conveniência de tal exercício para seu titular.

Na hipótese em que o valor de mercado do ativo, a ser adquirido mediante o exercício da opção, seja superior ao strike price (preço de exercício), há um grande incentivo ao exercício dessa opção, uma vez que se estará adquirindo esse ativo por um valor menor do que vale. Por isso, uma empresa que opta em seguir por esse caminho, tende a observar uma melhora nos resultados e na performance dos profissionais abrangidos pelo benefício.

Um detalhe a ser observado é que as stock options são pessoais, não sendo negociáveis ou transferíveis, de modo que não há como se falar de preço e nem de valor de mercado para tais opções.

Enquanto que eventuais bonificações são mais adequadas para objetivos de curto prazo, as stock options atendem mais aos objetivos de longo prazo. No Brasil, algumas das maiores empresas já adotam o sistema, assim como startups e outras empresas de porte variável que tenham potencial de grande crescimento à vista. 

Contextualizando para o momento atual e para instrumentos familiares aos acionistas, seria como se os membros da Diretoria Executiva recebessem Bônus de Subscrição da Taurus (TASA13, TASA15 e TASA17), só que com preços e prazos de exercício diferentes, além de custo zero para os beneficiados.

A remuneração com Stock Options seria positiva para a Taurus Armas?
Ao escolher adotar um sistema complementar de remuneração variável via stock options, o Conselho de Administração (CA) da Taurus objetiva envolver e engajar ainda mais sua já operosa Diretoria Executiva (do Brasil e dos EUA) no crescimento da empresa, bem como melhorar o desempenho da companhia no mercado acionário, pois quanto mais os preços de suas ações subirem, mais todos ganharão, incluindo, por vias de consequência, o quadro de acionistas. 

Motivando sua Diretoria Executiva dessa forma, o CA da Taurus também estimula seus membros a permanecer na empresa, ou seja, oferece-lhes uma remuneração adicional como parte de um projeto de retenção desses talentos, haja vista o excelente e ímpar trabalho que realizam (muitos desde 2018) sob a liderança global de Salesio Nuhs.

Nesse cenário, as stock options se tornarão mais um dos vários instrumentos pelos quais o Conselho de Administração da Taurus possibilitará uma sintonia ainda mais fina entre os interesses dos administradores e os da empresa (e consequentemente os dos acionistas), ou seja, funcionarão como um mecanismo de governança corporativa que diminuirá os potenciais e eventuais conflitos entre administradores e detentores de ações.

Por outro lado, o aumento do número de ações causado pelo exercício das stock options será, na prática, muito pequeno frente à quantidade total de ações da empresa, podendo ser plenamente compensado pelo incremento (upside) que poderá proporcionar ao valor das ações preferenciais e ordinárias, gerando um almejado benefício ao quadro de acionistas da companhia.

Os excepcionais balanços do 4T20 e do ano de 2020 evidenciaram que a Taurus realmente realizou um "turnaround de livro". Assim, após se reinventar, dar a volta por cima, crescer e aparecer, agora ela se projeta para o futuro como uma empresa que apresenta um potencial que impressiona, capaz de catapultá-la  para voos mais altos e de torná-la a maior fabricante de armamento leve do mundo, tal como objetivam seu CEO e sua Diretoria.

Entre diversas outras análises positivas publicadas recentemente sobre a empresa, no programa BM&C News, da Sara Invest, edição da tarde de 26/03/21, o estrategista e gestor de clube de investimentos Fábio Bacha comenta sobre o momento atual da Taurus Armas, mostrando-se bastante entusiasmado com a empresa e afirmando que ela poderá ser uma "máquina de distribuir dividendos em 2022".


Em consequência, esta Consultoria acredita que a iniciativa do Conselho de Administração esteja totalmente correta ao incentivar e estimular sua Diretoria Executiva com stock options, garantindo assim um maior empenho e engajamento desta, bem como sua permanência na empresa, medidas estas que tenderão a beneficiar também - e muito - a companhia e seus acionistas.

WEG oferece ao mercado transformador compacto em óleo vegetal


*LRCA Defense Consulting - 28/03/2021

O Transformador GREEN TRAFO em Óleo Vegetal é mais uma solução da WEG, pensada para minimizar os impactos no meio ambiente. Além de ser biodegradável e facilitar a obtenção de licenças ambientais, o óleo vegetal aumenta a vida útil do equipamento, que é projetado em tamanho compacto e tem sua instalação facilitada. Seguro e com excelente relação custo x benefício, o Transformador Compacto em Óleo Vegetal conta com potências de 500 a 3.000 kVA e já está disponível a pronta entrega na versão standard.

Principais aplicações:

  • Subestações de indústrias em geral
  • Subestações para projetos de infraestrutura
  • Empreendimentos residenciais e comerciais
  • Grupos geradores
  • Projetos de geração de energia (transformadores elevadores)

Projetada para trazer benefícios ao seu negócio e ao meio ambiente, essa solução compacta, agora mais sustentável, fácil de instalar e com vida útil prolongada, oferece uma excelente relação custo x benefício. A linha GREEN TRAFO conta com potências de 500 a 3.000 kVA e já está disponível a pronta entrega na versão standard.

26 março, 2021

A vacina salvadora da Embraer

Na expectativa pelo avanço da imunização contra a Covid-19 pelo mundo, fabricante de aeronaves projeta crescimento até 2025 após registrar perdas de R$ 3,6 bilhões em 2020.

Crédito: NOAH SEELAM, AFP

PRONTA PARA VOAR A companhia brasileira registrou forte alta nas encomendas, apesar da turbulência global no setor. (Crédito: NOAH SEELAM, AFP )

*IstoÉ Dinheiro, por Angelo Verotti - 25/03/2021

Os últimos 12 meses ficarão marcados nos 51 anos de história da Embraer. De maneira negativa. Além do rompimento unilateral pela Boeing da parceria no segmento de aviação comercial, em abril, a fabricante brasileira de aeronaves teve de assimilar o impacto da pandemia nos resultados de 2020, que apontaram prejuízo líquido de R$ 3,6 bilhões – quase três vezes superior ao de 2019, de R$ 1,3 bilhão. O prejuízo líquido ajustado foi de R$ 2,3 bilhões. Os números só não foram piores por causa do desempenho acima do esperado no quarto trimestre. Agora, a empresa vive a expectativa pelo progresso na imunização da população mundial contra o coronavírus para dar prosseguimento à retomada. “Novas vendas dependem da velocidade da vacinação pelo mundo”, disse à DINHEIRO Francisco Gomes Neto, presidente da Embraer. “Temos conversado com as companhias aéreas, mas a conclusão dos contratos depende do progresso da vacinação.”

Apesar da preocupação com a velocidade da imunização pelo planeta, o executivo demonstra confiança na manutenção dos bons resultados apresentados no período entre outubro e dezembro. A recuperação foi motivada por maior ritmo de entrega de aviões, câmbio mais alto (os produtos são negociados em dólar), redução de US$ 399 milhões em despesas gerais entre o primeiro e o quarto trimestre e especialmente o corte de 2,5 mil colaboradores (900 foram demitidos e 1,6 mil aderiram a um programa de demissão voluntária) durante o semestre, número que correspondia a 12,5% do quadro de trabalhadores globalmente. A meta foi adequar a nova estrutura de operação à realidade do mercado.

A recente retomada dos negócios enche Gomes de esperança. O presidente afirmou, durante teleconferência com jornalistas e analistas, que a Embraer fez a lição de casa no último ano e que, até 2025, a companhia deve não só igualar a receita do período pré-pandemia como se tornar uma empresa ainda maior. No ano passado, o faturamento atingiu R$ 19,6 bilhões, 10% inferior ao de 2019. A aviação comercial foi responsável por R$ 5,8 bilhões; a executiva, por R$ 5,6 bilhões; a defesa arrecadou R$ 3,4 bilhões; R$ 4,7 bilhões foram originários de serviços e suporte; e R$ 59 milhões em outras receitas.

A receita acabou afetada principalmente pelo fraco desempenho da aviação comercial. Apenas 44 aeronaves foram entregues, queda de 51% na comparação com o ano anterior (89). Já na executiva foram entregues 86, sendo 56 jatos leves e 30 grandes – em 2019, os números atingiram, respectivamente, 62 e 47. No total, o volume de aeronaves entregues em 2020 foi de 130 aviões, 34% a menos do que um ano antes. No último dia do ano passado, a carteira de pedidos firmes a entregar totalizava US$ 14,4 bilhões, com redução de 15% em relação a 2019. “Esse resultado é favorável diante dos numerosos cancelamentos de pedidos vistos no mercado”, afirmou Antonio Carlos Garcia, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da Embraer.

“Novas vendas dependem da velocidade da vacinação pelo mundo”

O segmento comercial é a principal aposta da Embraer para uma retomada mais rápida do mercado. Na aviação executiva, o Phenom 300 foi o jato leve bimotor mais vendido em toda a indústria executiva no mundo pelo nono ano consecutivo. A empresa conquistou uma boa reputação no mercado mundial com o desenvolvimento de aviões com grande eficiência no consumo de combustíveis. Para Garcia, o segmento já demonstra recuperação, apesar da Covid-19. “As operações de jatos executivos já atingiram mais de 90% dos níveis anteriores à pandemia. Com isso, temos boas perspectivas para 2021”, disse. Na área de Defesa & Segurança, a Embraer entregou à Força Aérea Brasileira quatro das 28 unidades encomendadas do C-390 Millenium. As aeronaves estão preparadas para realizar missões de reabastecimento aéreo, com a designação KC-390 Millenium. Para Jackson Schneider, presidente e CEO da Embraer Defesa & Segurança, o C-390 está se estabelecendo como o avião de transporte tático deste século. “Isso abre novos mercados, o que é importante para a estratégia da Embraer nos próximos anos”, disse Schneider. A fabricante também acertou a venda de duas unidades do C-390 Millennium para a Hungria, além de ter entregado 16 aeronaves Super Tucano para clientes ao redor do planeta.

PARCERIA Os problemas da Embraer durante o ano não se resumiram à pandemia. O fim da transferência da área comercial à gigante Boeing, um negócio de US$ 4,2 bilhões, também trouxe prejuízos. Em janeiro de 2020, a empresa brasileira desembolsou R$ 98 milhões no negócio, além de suspender por um mês a sua linha de produção para fazer a separação das áreas. Afetada pela crise do modelo 737 MAX, envolvido em dois acidentes com 346 mortos, a companhia norte-americana afirmou que a Embraer não havia cumprido parte do acordo e desfez o negócio, o que é contestado pela empresa, que ainda tenta reaver o dinheiro.

FORÇA MILITAR A Embraer entregou 16 aeronaves Super Tucano para clientes em diversas regiões do mundo. (Crédito:Divulgação)

O presidente afirmou que quase todos os custos decorrentes da fracassada parceria com a Boeing já foram reconhecidos em 2020 e não devem prejudicar o desempenho da Embraer em 2021. “Vamos investir recursos no projeto de reintegração da aviação comercial, mas 95% dos custos totais ficaram no resultado de 2020.” A liquidez se mostrou sólida. A Embraer fechou 2020 com caixa de R$ 14,3 bilhões, acima dos R$ 11,2 bilhões do ano anterior. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) ajustado foi de R$ 437,6 milhões.

A retomada do setor aéreo é esperança de voo seguro para a Embraer. Segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), o tráfego de passageiros caiu 65,9% em 2020 no planeta, com previsão de alcançar os níveis pré-crise apenas em 2024. A recuperação gradual do mercado está contemplada no estudo Market Outlook 2020, divulgado pela Embraer em dezembro, com perspectivas do setor para os próximos dez anos – até 2029.

Com base na demanda de passageiros, o relatório aponta tendência para a utilização de rotas domésticas e regionais, além da utilização de aeronaves de menor capacidade – no caso da Embraer, com até 150 assentos –, mais eficientes, sustentáveis e versáteis, para atender à baixa procura. “O impacto de curto prazo da pandemia global tem implicações de longo prazo na demanda por novas aeronaves”, afirmou Arjan Meijer, presidente e CEO da Embraer Aviação Comercial. “Nossa previsão reflete algumas das tendências que já estamos observando, como a aposentadoria antecipada de aeronaves mais antigas e menos eficientes.”

A empresa conquistou uma boa reputação no mercado mundial com o desenvolvimento de aviões de grande eficiência energética. (Crédito:Divulgação)

A Embraer projeta entregar 4,4 mil jatos de até 150 assentos, sendo 75% destinadas à substituição de aeronaves antigas e 25% representarão o crescimento do mercado. A maior parte das entregas será para companhias da América do Norte, especialmente os Estados Unidos, enquanto a China e o mercado Ásia-Pacífico devem ficar com 1,2 mil. Além disso, há a previsão de entrega de 1,1 mil turboélices até 2029, com destino principalmente às companhias aéreas da China e Ásia-Pacífico (490 unidades) e Europa (190 unidades).

Especialista em aviação civil, Thiago Carvalho, do ASBZ Advogados, classifica como “animadores” os resultados obtidos pela Embraer diante “da maior crise da história da aviação”, com queda acentuada no número de passageiros no mundo. Segundo ele, a companhia pode se beneficiar do movimento mundial de redimensionamento da frota com a troca de aeronaves maiores pelas narrow-body (fuselagem estreita), modelos por ela produzidos, além da regionalização das rotas. Carvalho vê como fundamental a vacinação em massa da população. “Caso contrário, as medidas restritivas de circulação continuarão, com o consequente fechamento de fronteiras, o que afeta drasticamente o setor aéreo”, disse, ao destacar outro desafio ligado à vacinação: “A confiança do passageiro para entrar em uma aeronave.” Um voo, ao que parece, ainda sem comandante.

25 março, 2021

Taurus lançará fuzil T4 com cano de apenas 7,5", apto para combate aproximado, forças especiais e operações de segurança


*LRCA Defense Consulting - 25/03/2021

Em uma live recente, executivos da Taurus Armas comentaram sobre um fuzil T4 com cano de 7,5 polegadas. Por desconhecer a existência dessa arma, já que o menor modelo que sabia estar em desenvolvimento tem o cano de 9 polegadas, esta Consultoria questionou a empresa a respeito, que confirmou o desenvolvimento da arma.

Trata-se, realmente, de um Fuzil T4 com apenas cerca de 19 centímetros de cano (7,5") no calibre 5,56mm, o que o torna especialmente apto para uso em missões militares de combate aproximado e/ou utilização por tropas especiais (forças especiais, comandos, paraquedistas, etc.), bem como para ações das forças de segurança pública que operam, principalmente, em áreas urbanizadas, haja vista seu pequeno tamanho e grande poder de fogo.

A arma é mais um produto concebido no moderno Centro Integrado de Tecnologia e Engenharia Brasil / Estados Unidos (CITE), órgão interno estabelecido no âmbito do turnaroud implementado pela companhia e que possibilita à Taurus ter agilidade no desenvolvimento de novos produtos, sempre com foco no que almejam seus clientes e em linha com as mais avançadas soluções tecnológicas disponíveis no mundo. O CITE unifica engenheiros em ambas as sedes e, utilizando inteligência de mercado, realiza um monitoramente constante dos desejos e necessidades dos consumidores nacionais e internacionais. 

O novo T4 já está disponível para comercialização internacional e, em breve, será lançado no Brasil.




NASA e Embraer: conheça o percurso da engenheira portuguesa que vai fazer voar um helicóptero em Marte


*Mundo Lusíada, por Igor Lopes

Florbela Coroas da Costa é portuguesa, tem 32 anos de idade e atua como Gestora Técnica de projetos espaciais (Technical Project Manager for Space). Recentemente, esta responsável, que finalizou o Mestrado em Engenharia Aeronáutica na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 2011, ganhou destaque na imprensa internacional após saber-se que liderou a gestão técnica do projeto que desenvolveu motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA.

“Projetos para o espaço são extremamente desafiantes e cada pormenor tem de ser cuidadosamente analisado para termos a certeza que nada irá falhar”, afirmou Florbela Costa, que fez também parte do grupo de profissionais com funções no projeto de desenvolvimento do Elevator e Sponson do KC-390 da brasileira Embraer. Esta profissional, que vive em Lucerna, na Suíça, é natural de Trappes, França, e mudou-se em 1999 para o Carqueijo, freguesia de Barrô, concelho de Águeda.

Conversamos com Florbela Costa, que nos contou como foi fazer parte deste novo desafio de “conquista” do espaço. Durante a entrevista, esta engenheira aeronáutica mencionou as suas funções em prol do projeto da NASA em Marte, ressaltou a importância das universidades portuguesas, falou sobre o desenvolvimento do helicóptero Ingenuity e sublinhou a relevância dessa nova missão espacial.

Qual é exatamente o seu papel no projeto Marte?

Fui gestora técnica de projeto na Maxon Group para o projeto de desenvolvimento dos seis DC motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA. Este será o primeiro helicóptero a voar em Marte e tem como principal objetivo demonstrar que é possível voar um helicóptero em Marte. Uma vez que a densidade em Marte é cerca de 1% da densidade da terra, voar torna-se extremamente difícil e novas tecnologias tiveram de ser desenvolvidas para este âmbito. Se funcionar como o esperado, iremos muito provavelmente ver veículos robóticos voadores mais avançados nas futuras missões robóticas e humanas a Marte.

Como aconteceu essa sua aproximação junto à NASA?

A Maxon Group tem um extenso histórico com motores para Marte. Existem, neste momento, mais de 100 motores DC da Maxon no planeta vermelho. Tive a grande oportunidade de ter como primeiro projeto na Maxon Group o gerenciamento do desenvolvimento dos seis DC motores que controlam a inclinação das pás do rotor do Ingenuity, o helicóptero da missão Mars2020 da NASA. Ao mesmo tempo, a minha colega de trabalho estava a desenvolver motores que são utilizados em diferentes mecanismos do Rover Perseverance.

Quais são os principais desafios no seu trabalho no âmbito desse projeto?

Os requisitos do cliente para os motores do helicóptero são, assim como outros projetos para aplicações espaciais, extremamente desafiantes. As temperaturas em Marte podem variar imenso, pelo que os nossos motores tiveram de provar serem resistentes para temperaturas entre -120°C e +80°C e para aguentar as cargas (choque e vibrações) induzidas nos motores, principalmente durante a descolagem e aterragem. Novas ideias foram também desenvolvidas para reduzir o peso e prolongar a vida útil dos motores. Tudo isso teve de ser feito num espaço de tempo muito curto, o projeto durou pouco mais de um ano.

Como a sua experiência está a colaborar com esse projeto?

Projetos para o espaço são extremamente desafiantes e cada pormenor tem de ser cuidadosamente analisado para termos a certeza que nada irá falhar.

O helicóptero Ingenuity é mencionado como o primeiro dispositivo a ser enviado para outro planeta. Certo? Como é fazer parte desse momento histórico?

É a primeira aeronave a ser enviada com o intuito de voar a partir da superfície de outro planeta. Deixa-me muito orgulhosa ter a oportunidade em participar em projetos desta importância e dar o meu contributo para os avanços de tecnologia.

Este será também o primeiro helicóptero a descolar da superfície de Marte. Quais as suas expectativas?

Estou extremamente ansiosa para saber que o seu primeiro voo foi bem-sucedido, mas tenho confiança que irá correr bem, uma vez que a JPL/NASA realizou imensos testes e todos eles tiveram muito bons resultados.

Quando será esse primeiro voo? E quantos voos serão realizados?

Não há data certa para o primeiro voo. A JPL/NASA informou que o helicóptero irá separar-se no Rover Perseverance a 19 de março e que estão previstos cinco voos no total, num período de 30 dias.

Qual a autonomia do aparelho? É movido a que? E que tecnologia foi utilizada?

Não lhe sei responder a perguntas muito técnicas sobre o helicóptero em si, uma vez que ele não foi desenvolvido pela minha empresa, mas pelo meu cliente. Mas o helicóptero contém paneis solares e tem cerca de um metro de envergadura e pesa perto de dois quilos.

Qual é o objetivo desse helicóptero?

Tem como principal objetivo demonstrar a tecnologia de voo e provar que é possível voar um helicóptero em Marte. Uma vez que a densidade em Marte é cerca de 1% da densidade da terra, voar torna-se extremamente difícil e novas tecnologias tiveram de ser desenvolvidas para este âmbito. Se funcionar como esperado, iremos muito provavelmente ver mais, e maiores, helicópteros a ajudar na exploração espacial.

Como é o seu trabalho na empresa suíça Maxon Group?

Muito bom. As pessoas foram sempre muito amigáveis desde o primeiro dia. Mesmo considerando que eu não falava alemão quando comecei a trabalhar na Maxon. Toda a gente estava disposta a ajudar-me e isso é muitíssimo importante, uma vez que o trabalho de equipa é a única forma de levar os projetos a bom porto. A equipa dos gestores de projeto para o espaço é uma equipa mista, com dois homens, duas mulheres, dos quais um é alemão, um é inglês, um é norte-americano e suíço e eu, portuguesa, com diferentes experiências profissionais. Esta diversidade traz imensas vantagens, entre elas, ajuda-nos a desenvolver soluções inovadoras para os nossos produtos.

Que benefícios podemos tirar da missão a Marte?

Os produtos do catálogo da Maxon Group são continuamente aperfeiçoados por meio de desenvolvimento de novas tecnologias, como os projetos para Marte. Os nossos DC motores industriais têm uma densidade de potência muito alta em relação à sua massa e volume. São precisamente essas propriedades que são necessárias para as missões espaciais, nas quais o peso é particularmente reduzido. No caso específico dos motores DC desenvolvidos para o helicóptero, por exemplo, novas ideias foram desenvolvidas para reduzir o peso e prolongar a vida útil dos motores. Ambos são fatores altamente relevantes para aplicações de motores em UAV na Terra. Por meio desses projetos, aprofundamos o nosso conhecimento dos componentes individuais do motor, das tecnologias de conexão que usamos e do comportamento do motor nas condições ambientais mais extremas. Por isso, as missões espaciais também nos ajudam a desenvolver novas tecnologias que podem posteriormente ser utilizadas na Terra.

Florbela Costa, em foto da UBI - Universidade Beira Interior, onde se diplomou como Engenheira Aeronáutica


Como profissional e cidadã, o que espera em termos de resultados dessa nova missão a Marte?

Esta missão, assim como as demais missões a Marte, é mais um passo na direção da descoberta de Marte e tem como objetivo principal ajudar-nos a entender se já existiu vida em Marte. O Perseverance, o Rover da missão Marte 2020 na NASA, irá, entre outros objetivos, criar amostras do solo marciano e haverá nos próximos anos duas missões adicionais. Uma para enviar outro Rover para Marte para recolher essas amostras e enviá-las para a órbita de Marte. E uma terceira missão para capturar as amostras da órbita de Marte e trazê-las de volta para a terra para serem analisadas, na esperança de se encontrar provas de vida em marte.

Por que está cada vez maior o interesse do ser humano pela vida extraterrestre?

Existem duas tendências de longo prazo no mercado espacial: 1) O trabalho científico do governo está a aumentar, especialmente em relação a Marte, devido a uma nova “corrida espacial” entre o Ocidente (EUA e Europa) e a China. Isso coincide com o desejo dos governos de apoiar a indústria aeroespacial com contratos devido ao colapso do mercado de aviação civil; 2) Há vários bilionários que estão iniciando programas espaciais “privados” (Elon Musk – SpaceX; e Jeff Bezos – Amazon – são apenas os dois mais conhecidos).

Há quanto tempo vive na Suíça?

Desde junho de 2017.

Considera-se uma imigrante na Suíça?

Considero-me uma pessoa do mundo, apesar de ter Portugal no sangue e no coração.

Que opinião tem sobre esse país?

Considero que é um país com uma muito boa qualidade de vida e ótimo para pessoas que, como eu, adoram atividades ao ar livre.

Como enxerga Portugal à distância?

Eu, assim como outros amigos meus engenheiros, saímos de Portugal, não por falta de trabalho em Portugal, mas porque queríamos trabalhar em projetos mais desafiantes. Eu tive a sorte de trabalhar no projeto do KC-390 (da brasileira Embraer) no CeiiA quando me graduei, mas este tipo de projeto, com esta dimensão e complexidade, foi uma oportunidade única. Foi a primeira vez em que Portugal participou num projeto de desenvolvimento desta dimensão. Quando o projeto estava na sua fase final, depois de cinco anos e meio, eu e vários colegas decidimos procurar novas oportunidades. E, infelizmente, não há muitas oportunidades aeronáuticas desta dimensão em Portugal, apesar de termos engenheiros muitíssimo competentes. Tenho a certeza de que muitos engenheiros que se encontram atualmente fora do país voltariam para Portugal se tivessem mais oportunidades de trabalho na área aeronáutica.

Qual é a sua formação e que passagens profissionais tem?

Finalizei o mestrado em Engenharia Aeronáutica na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, em 2011. No mesmo ano, iniciei a minha atividade profissional no CEiiA, em Matosinhos, para o projeto de desenvolvimento do Elevator e Sponson do KC-390 da Embraer. Durante o meu tempo no CEiiA, tive deslocada nove meses na Embraer no Brasil. Passei por vários cargos durante os cinco anos e meio neste projeto e nos últimos anos era gestora do desenvolvimento do produto e gestora de projeto. Em meados de 2017, mudei-me para o centro da Suíça para me juntar a Maxon Group como gestora técnica de projeto.

Qual o papel da Universidade da Beira Interior (UBI) na sua formação e nessa conquista atual?

Na minha opinião, a UBI, assim como muitas outras universidades em Portugal, prepara muitíssimo bem os seus alunos. Isto é comprovado pelo facto de que vários dos meus colegas de turma trabalham hoje em projetos fascinantes e extremamente complexos. A camaradagem e o espírito de família que senti na Covilhã, e em específico nos membros de engenharia aeronáutica, é sem dúvida a melhor memória que trago comigo da UBI.

Quais as suas ambições agora que já “chegou” ao espaço?

Estou neste momento a estudar para ter um segundo mestrado na área de Gestão (EMBA – Executive Master of Business Administration). Mas ainda não decidi o que será o próximo passo. No futuro próximo, espero continuar a trabalhar na Maxon Group como gestora técnica de projetos para o espaço e, muito provavelmente, continuar em projetos para Marte ou igualmente desafiantes.

Por fim, quem é Florbela Costa?

Sou uma apaixonada pela aeronáutica e pelo espaço e sou uma pessoa alegre e otimista. Estou sempre a procura de novos desafios e adoro aprender coisas novas. Adoro ler e fazer atividades desportivas, tal como correr, jogar ténis, fazer caminhadas e mergulho.

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